Comissário de bordo conta regras e segredos da profissão: saiba tudo

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Algumas profissões despertam bastante interesse e acima de tudo curiosidade, não é mesmo? Comissário de bordo é uma delas. Mas quais são as regras dos comissários de bordo? Para saber tudo, nós conversamos com Júnior Lacerda, que começou a carreira em voos nacionais no Brasil e agora está trabalhando e vivendo nos Estados Unidos.

Regras dos comissários de bordo: como funcionam

O uniforme impecável, o sorriso no rosto e pensar que eles viajam de um lugar para o outro sem parar, aguça a nossa imaginação e curiosidade sobre essa profissão. Quais regras estes profissionais precisam seguir e qual foi o percurso que eles fizeram para chegar onde estão é algo que muitos querem saber.

Júnior Lacerda nos contou algumas regras dos comissários de bordo e as diferenças entre o mesmo trabalho no Brasil e em solo americano.

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Preparação para se tornar comissário de bordo no Brasil e nos Estados Unidos

No Brasil, para se tornar comissário de bordo é necessário preencher alguns requisitos:

Altura: Você já deve ter observado que normalmente os comissários de bordo são altos. Não têm nenhum problema para ajudar aos passageiros colocarem suas malas acima dos bancos. Pois bem, uma das regras dos comissários de bordo é exatamente a altura, que não pode ser inferior a 1,58m no caso das mulheres e 1,65m devem ter os homens.

Idade: A segunda exigência é a idade. Somente maiores de 18 anos são aceitos e não se fala em idade máxima.

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Além disso, é preciso passar por um curso de formação de comissários de bordo. Somente depois de concluir os estudos, que duram em média 5 meses, o candidato poderá enviar currículos para as companhias aéreas.

Uma vez contratado pela companhia aérea, o comissário de bordo passará por um novo treinamento que dura em média 4 meses. A diferença deste segundo treinamento para o primeiro feito no curso de formação é que ele também terá práticas dentro das aeronaves.

É importante alertar que, se a companhia aérea opera com 3 aeronaves diferentes, significa que o comissário de bordo terá que fazer um treinamento para cada uma delas e terá uma espécie de carteira de motorista para cada uma, que comprova que está apto para cada um dos modelos.

Treinamento necessário

Falando em treinamento, em ambos os países os estudantes recebem formação de primeiros socorros e até vão para locais que simulem a selva para treinar sobrevivência, caso ocorra um pouso de emergência.

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Entre outras coisas, eles devem matar galinha, preparar fogo com gravetos, cozinhar e simular que estão cuidando dos passageiros feridos. A simulação também acontece como se fosse um pouso na água, em que o treinamento é feito em piscina ou lago.

Nos Estados Unidos, porém, o candidato não precisa fazer nenhum curso antes de enviar o currículo. O único treinamento é feito na companhia aérea, que dura em média, 6 semanas.

Segundo Júnior, a diferença de tempo de treinamento é que no Brasil as práticas são focadas tanto em segurança quanto em serviço, enquanto nos Estados Unidos, o foco é totalmente voltado para a segurança.

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Curiosidades nas regras dos comissários de bordo:

  • As tatuagens nunca podem ser visíveis;
  • Os comissários de bordo devem manter o olho no peso;
  • Pelos perceptíveis nas narinas, orelhas e/ou axilas devem ser cortados ou então removidos – alerta a companhia aérea American Airlines para os comissários de bordo;
  • Dentes devem apresentar um aspecto limpo, natural. A dentição frontal deve ser completa. Retentores dentais devem ter tonalidade suave ou transparente. Aparelhos devem ser transparentes ou prateados – são alertas também da American Airlines;
  • As unhas também são uma preocupação e algumas companhias aéreas chegam a estipular o tamanho: não devem ser mais longas do que meia polegada (1,27 cm) medida à partir da ponta dos dedos e deve haver equilíbrio entre comprimento e forma;
  • O mesmo acontece em relação ao tamanho da barba, limitando inclusive o tamanho do bigode;
  • Assim como as tatuagens, piercing nem pensar;
  • A roupa íntima deve ser branca quando a camisa do uniforme é branca.

As regras dos comissários de bordo não param por aqui: o comprimento do cabelo para algumas companhias aéreas também é determinado. Além disso, não são permitidos cabelos com cores diferentes ou cortes que não sejam formais.

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Nos Estados Unidos a aparência é menos cobrada que no Brasil

Segundo Júnior Lacerda, no Brasil a aparência dos comissários de bordo é mais cobrada do que nos Estados Unidos. Andar no aeroporto carregando um copo de café ou qualquer outro objeto não é permitido, para não “descaracterizar o uniforme”.

Nos Estados Unidos os americanos não são tão atentos nem rígidos e se o comissário de bordo trocar a gravata, não será criado nenhum problema.

Outras diferenças entre Estados Unidos e Brasil

As companhias aéreas americanas exigem muita atenção no quesito segurança. Está na lista de regras dos comissários de bordo a necessidade de circular no corredor para constatar que está tudo normal a cada 15 minutos. Os profissionais se revezam na tarefa – contou Júnior.

Turbulência: ele falou também sobre o aviso do cinto de segurança. No Brasil, não importa se é uma forte ou fraca turbulência, o comissário de bordo também deve sentar-se e colocar o cinto. Nos Estados Unidos, os profissionais só sentam e colocam o cinto em caso de forte turbulência.

Horas trabalhadas: também há diferença no que diz respeito a quantidade de horas mensais que um comissário de bordo pode trabalhar. No Brasil, não podem passar de 85 horas, enquanto nos Estados Unidos pode chegar a 145 horas.

Escala de comissários: Júnior nos contou que a escala nas companhias aéreas brasileira é bem difícil de ser alterada, enquanto nos Estados Unidos os comissários de bordo encontram maior flexibilidade, como por exemplo, definindo o número máximo de horas mensais e mínimo que preferem fazer por mês.

Horas de voo: No máximo, um comissário de bordo voa 9 horas por dia. No caso de voos de 50 minutos, pode chegar a fazer 3 em um único dia. Voos intercontinentais, por exemplo, permite que os profissionais fiquem mais tempo no hotel.

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Autor

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