Planejar os gastos de uma viagem exige estratégia para evitar taxas abusivas e prejuízos cambiais. Por isso, decidir entre usar dinheiro em espécie ou cartão na Europa impacta diretamente o seu orçamento, segurança e comodidade durante o roteiro.
Os cartões de contas globais assumiram o protagonismo por oferecerem as melhores taxas de conversão e praticidade, mas dinheiro em espécie segue útil para pequenos comércios ou cidades pequenas. Detalhamos como equilibrar essas opções na sua carteira!
Dinheiro em espécie ou cartão na Europa: o que é melhor levar?
Levar a maior parte do seu orçamento em um cartão multimoeda é a melhor opção. A praticidade, segurança e, principalmente, a economia com o câmbio comercial e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) reduzido fazem com que os cartões globais sejam imbatíveis.
Com a Wise, você abre uma conta multimoeda confiável, recebe o cartão no Brasil e gasta no mundo todo com taxas justas. Sem papelada, sem dor de cabeça, sem pegadinha.
Abrir Conta Grátis →E apesar da hegemonia do cartão, o dinheiro em espécie continua sendo útil e não deve ser completamente descartado. Ele pode entrar como recurso para pequenas despesas, como gorjetas, feirinhas de rua ou moedas para usar em banheiros públicos.
Recomendação Euro Dicas
O melhor cenário é a combinação de ambos, equilibrando tecnologia para o grosso dos gastos e notas físicas para as miudezas.
Então, a recomendação do Euro Dicas é que você coloque 90% do seu dinheiro da viagem em cartões multimoedas como o da Wise (nossa recomendação), da Revolut ou Nomad.
E os restantes 10% em espécie, que podem ser sacados diretamente nos caixas eletrônicos da Europa (opção mais econômica) ou comprados em casas de câmbio no Brasil (opção segura, mas um pouco mais cara).
Outras formas de levar dinheiro para Europa
O cartão de crédito emitido no Brasil utiliza o câmbio turismo, adiciona um spread (margem de lucro que pode superar 5%) e IOF que, embora seja equivalente ao das contas multimoedas, só contribui para encarecer a fatura.
Os cartões multimoedas, por outro lado, permitem que o usuário compre euros antecipadamente, pagando o valor do câmbio comercial, com spreads baixíssimos e IOF que pode ser de apenas 1,1% – caso você utilize ferramentas como Rende+ Wise.
Resumo prático de como levar dinheiro para Europa
O equilíbrio envolve não depender apenas de dinheiro em espécie na Europa ou cartão, garantindo que você não fique na mão caso um sistema saia do ar ou você perca um dos meios de pagamento.
A tabela abaixo ilustra como sugerimos a divisão do seu orçamento, destacando as vantagens e desvantagens de cada meio de pagamento para a sua viagem à Europa.
| Modalidade | Uso recomendado | Porcentagem do orçamento | Vantagem | Desvantagem |
| Cartão multimoeda | Gastos diários, hotéis, atrações e restaurantes | A partir de 90% | Câmbio comercial, IOF de 1,1% (usando Rende+ Wise) e segurança | Necessidade de internet para acompanhamento do saldo |
| Euro em espécie | Gorjetas, feiras, pequenos comércios e banheiros | 10% ou menos | Aceitação universal, sem risco sistemas inoperantes | Risco de perda ou roubo, taxa de câmbio turismo na compra e possível falta de troco |
| Cartão de crédito emitido no Brasil | Apenas emergências, bloqueios ou caução | 0% (como reserva) | Prazo para pagamento e possibilidade de milhas | Altas taxas e risco cambial |
Qual o melhor cartão para Europa e qual cobra menos taxas?
Olhando para a facilidade de uso e aceitação na Europa, a Wise se destaca como a opção mais eficiente. Para facilitar a sua decisão, organizamos as três principais contas utilizadas por viajantes.
| Cartão | Taxas | Uso | Aceitação | Conta |
| Wise | IOF de 1,1% a 3,5% + spread médio de 0,9% | Permite guardar mais de 40 moedas diferentes | Mais de 160 países. Perfeito para toda a Europa | Gratuita |
| Revolut | IOF zerado + spread variável com sobretaxa aos finais de semana e a depender do plano | App moderno, com algumas opções de investimento | Mais de 150 países | Gratuita |
| Nomad | IOF 3,5% + spread de 2% (diminui conforme o uso) | Excelentes recursos para investimentos | Mais de 170 países | Gratuita |
Como funcionam os cartões multimoeda?
O fluxo de funcionamento começa no Brasil. O resumo é o seguinte:
- Você baixa o aplicativo da empresa escolhida, faz um cadastro rápido com os seus documentos brasileiros e aguarda a aprovação;
- Uma vez com a conta aberta, você fará uma transferência em reais (geralmente via Pix) da sua conta bancária normal para a conta da plataforma;
- Dentro do aplicativo, com o saldo em reais já disponível, você seleciona a opção de converter o dinheiro para euros;
- O app mostrará na hora a cotação exata, o imposto e as taxas. Ao confirmar, o saldo em euros fica imediatamente disponível no seu cartão de débito virtual ou físico para uso em qualquer maquininha pela Europa.
O primeiro passo, então, é abrir conta em euros no Brasil e já solicitar seu cartão o quanto antes. Não espere a viagem se aproximar para tomar sua decisão!
Com a Wise, você vê o valor final antes de transferir e evita taxas escondidas. Ideal para quem quer economizar com transparência.
Ver simulação →Wise vale a pena para brasileiros na Europa?
Sim, a Wise é confiável e vale muito a pena.
Por ter sido uma das pioneiras na simplificação cambial no Brasil, a empresa estruturou uma operação muito sólida. A principal vantagem não é apenas o baixo custo, que por si só já justificaria a adesão, mas a confiabilidade.
Você não precisa gastar com a transferência do dinheiro. Use o cartão multimoedas da Wise direto, com câmbio justo e sem tarifas abusivas. Prático, seguro e econômico. Peça já o seu!
Abrir Conta Multimoeda →O cartão físico chega rápido aos endereços no Brasil e a integração com carteiras virtuais ocorre em minutos.
Além disso, a capacidade de gerar cartões virtuais dentro do app oferece segurança extra para compras online. Para o brasileiro que quer clareza e previsibilidade financeira, a plataforma entrega exatamente o que promete.
Quanto levar em dinheiro vivo para a Europa?
Depende do seu destino e de quanto tempo ficará por lá. A regra geral é reservar não mais do que 10% do orçamento total em espécie. Se pretende levar mil euros, 100€ em cédulas está de bom tamanho.

Nunca viaje com milhares de euros na carteira: os riscos de segurança em grandes metrópoles não justificam a prática.
Cartão ou euro em espécie: o que sai mais barato na prática?
O cartão multimoeda sai mais barato do que comprar euro em espécie, não importa o cenário. Entender essa dinâmica passa por conhecer o valor efetivo total (VET) de ambas as operações, que é o número real que sai do seu bolso após todas as taxas.
Vamos comparar entre dinheiro em espécie ou cartão na Europa. Ao comprar dinheiro em espécie, casas de câmbio utilizam a cotação do euro turismo, que já embute uma margem de segurança e lucro para as corretoras. Em cima disso, incide o IOF de 3,5%.
Já nas contas globais, a referência é sempre o euro comercial, uma cotação invariavelmente mais barata.
As fintechs, como a Wise ou Revolut, por exemplo, cobram um pequeno spread entre 0,8% a 2% e o mesmo IOF de 3,5% (à exceção da modalidade Rende+, da Wise, que pratica IOF de 1,1%, e do IOF zerado por tempo indeterminado na Revolut).
Na prática, carregar euros no cartão multimoedas pode gerar uma economia de 5% a 8% em relação à compra em espécie. Em um orçamento de milhares de euros, a diferença paga facilmente bons jantares ou ingressos.
Dá para viajar pela Europa só com cartão?
Sim, dá para viajar pela Europa tranquilamente só com cartão!
Países como Reino Unido, França e Espanha avançaram muito na digitalização do varejo, para citar só alguns exemplos.
Contudo, viajar apenas com dinheiro de plástico significa que, ocasionalmente, você poderá ser impedido de comprar um item específico ou deixar uma gorjeta onde o sistema eletrônico é restrito. É raro, mas acontece.
A dependência exclusiva do cartão também esbarra no imprevisto. Se o sistema de pagamentos de uma bandeira sair do ar ou se o seu banco bloquear a sua conta por suspeita de fraude devido ao deslocamento geográfico, você ficará sem acesso a fundos.
Por isso, embora seja perfeitamente viável pagar 100% dos seus gastos regulares na Europa com o cartão, ter uma quantia mínima em cédulas não faz mal. Dinheiro em espécie e cartão na Europa se completam.
O canal Day Pelo Mundo também concorda com nossos comentários e instrui quanto levar e como levar dinheiro para o velho mundo.
O cartão multimoeda funciona em qualquer país da Europa?
Sim, os cartões de contas globais possuem aceitação em praticamente qualquer maquininha da Europa.
Se você estiver com o seu cartão carregado em euros e for cobrado na mesma moeda, o valor é debitado de forma direta, sem nenhuma conversão adicional. A experiência de pagamento é exatamente a mesma de um cidadão europeu realizando suas compras diárias.
Zona do Euro x países fora do Euro
Um dos grandes benefícios do cartão multimoeda é sua flexibilidade fora da Zona do Euro. O continente possui diversos países que mantêm suas moedas próprias, como a libra esterlina no Reino Unido, o franco na Suíça, ou o florim na Hungria.
A forma como você decide levar dinheiro para a Europa pode se traduzir em economia ou em perder dinheiro em casas de câmbio múltiplas vezes.
Com um cartão multimoedas, o processo é automático. Você pode, dentro do próprio aplicativo, converter seus euros ou reais diretamente para a moeda de destino em segundos.
E mesmo que você não faça essa conversão manual prévia, ao passar o cartão na Suíça, por exemplo, o aplicativo debita do seu saldo principal (em euros ou reais) aplicando a taxa de câmbio comercial do momento, de forma infinitamente mais barata do que qualquer casa de câmbio ou cartão tradicional.
Chip e senha x aproximação
Pagamentos inserindo o chip e digitando a senha tornaram-se exceção. A aproximação é amplamente encorajada, seja utilizando o próprio cartão físico ou usando carteiras digitais como Google Wallet e Apple Pay.
Além de ser mais higiênico e rápido, o pagamento por celular ou relógio exige autenticação biométrica ou outros protocolos, o que adiciona uma camada de segurança fenomenal.
Vale a pena usar o cartão de crédito brasileiro no exterior?
Em termos puramente financeiros, usar o cartão de crédito brasileiro no exterior não vale a pena e deve ser evitado. As taxas acumuladas são punitivas.
Mesmo com os benefícios dos bancões, que apostam no IOF zerado e na pontuação agressiva em milhas, o cartão de crédito tem spreads violentos, orbitando entre 4% e 6% acima da cotação comercial.
Além disso, a flutuação cambial até a data do fechamento da fatura causa calafrios. Se o euro subir muito entre o dia da sua compra na Europa e o dia do vencimento do cartão, você pagará a conta mais cara.
O uso do cartão de crédito deve ficar restrito ao aluguel de carros, que exigem cartão de crédito físico nominal para bloqueio de caução, e emergências. E só.
Como brasileiros organizam o dinheiro na Europa hoje?
Eu viajo todos os anos para visitar exposições, feiras gastronômicas e, claro, comprar traquitanas!
Em toda viagem, levo 99% do meu dinheiro em cartão. Os mesmos eurinhos em espécie me acompanham já há mais de cinco anos: costumo dizer que levo esse dinheiro pra passear.
Em Paris, Madri ou Bruxelas, todas as compras que faço são pagas usando o celular ou o relógio. Raramente tiro o cartão físico da Wise do bolso.

Até a baguete eu pago usando a conta multimoeda. É um hábito muito frequente e não é visto com maus olhos pelos locais.
E não pense que isso é coisa da nossa geração: mesmo a minha mãe abandonou o papel moeda e se rendeu à facilidade dos cartões (ela também usa Wise).
Em Paris, o uso de dinheiro em espécie é tão demodê que não tem uma viagem que eu faça em que não encontre moedas literalmente abandonadas em máquinas de bilhetes, mesas, bancos… Não sei se é esquecimento ou indiferença, mas é curioso!
O que fazer em situações de emergência com o dinheiro na Europa?
Imprevistos acontecem e estar preparado diminui drasticamente o estresse. Se você perder o seu cartão físico na Europa, os aplicativos de contas globais possuem botões de “congelar cartão” na tela principal. O bloqueio é imediato.
A partir desse momento, se você tiver o cartão adicionado no Apple Pay ou Google Wallet, as plataformas permitem que você gere um novo cartão virtual instantaneamente e continue pagando tudo pelo celular, salvando a sua viagem.
Caso o problema seja a perda do celular, você pode acessar a sua conta através de um navegador no celular de quem estiver com você ou no computador do hotel, usando as senhas de recuperação.
Se a situação envolver a perda de todo o seu dinheiro em espécie, a solução será usar a funcionalidade de transferência entre amigos do aplicativo multimoedas ou enviar dinheiro do Brasil via serviços de remessa online para retirada em agências físicas europeias.
Quanto sacar na Europa?
Recomendamos fazer um ou dois saques no início da viagem de valores entre 50€ e 100€, garantindo as notas para os gastos pontuais que mencionamos antes, e evitar visitas frequentes aos terminais.
Se precisar de dinheiro vivo, procure sempre sacar em caixas automáticos ligados diretamente aos bancos locais (Santander, BNP Paribas etc.).

Evite a todo custo as redes independentes de caixas eletrônicos voltadas para turistas, especialmente a rede Euronet. Eles cobram taxas pesadas por saque e aplicam conversões dinâmicas extremamente desvantajosas.
Qual é a melhor estratégia para viajar com segurança?
A melhor estratégia passa por limitar ao mínimo possível o dinheiro em espécie.
A outra principal orientação é viajar com dois cartões diferentes. Levar a Wise como a sua via principal de pagamentos e uma segunda conta de backup (como Revolut ou Nomad) com um pequeno saldo de emergência.
É prudente guardar os cartões em locais separados: um na sua doleira (junto com o passaporte) e outro na sua carteira de uso diário. Mantenha os seus 15% de dinheiro físico divididos entre a bagagem trancada no cofre do hotel e o seu bolso durante os passeios. Assim, no caso de furto da sua mochila ou perda da carteira, a viagem não precisa acabar prematuramente.
Cuidado com a conversão para reais na maquininha
Muitas vezes, ao inserir o seu cartão brasileiro ou de conta global na maquininha de um restaurante ou loja na Europa, o terminal reconhecerá a origem do cartão e perguntará na tela: “deseja pagar em euros ou em reais (BRL)?”.
Apesar de parecer uma comodidade do estabelecimento para que você entenda o valor na sua própria moeda, nunca escolha pagar em reais. Ao fazer isso, você permite que a maquininha da loja aplique a taxa de câmbio que ela bem entender, o que sempre inclui taxas abusivas e cotações horríveis.
Sempre escolha a opção de cobrar na moeda local. Deixe que a plataforma faça a conversão nos bastidores, pois ela será invariavelmente mais justa.
Perguntas frequentes
Para fechar o nosso guia completo sobre a decisão de levar dinheiro em espécie ou cartão na Europa, separamos respostas rápidas para as dúvidas mais comuns dos viajantes. Bora ver!
Qual a forma mais barata de comprar Euro hoje?
A forma mais barata é abrir uma conta global e fazer remessas via Pix em reais, convertendo o saldo para euros dentro do próprio aplicativo utilizando a cotação de câmbio comercial. O IOF será de 1,1% (na modalidade Rende+ Wise) e o spread muito menor que o dos bancos e corretoras físicas.
O cartão multimoeda substitui o dinheiro vivo na Europa?
Na grande maioria dos cenários diários, sim. Restaurantes, hotéis, mercados, transportes públicos e até pequenos comércios já adotaram a tecnologia. Contudo, ele não substitui a necessidade de se ter alguma quantia em espécie. Dinheiro em espécie e cartão na Europa podem conviver.
Quantos euros em espécie posso levar para a Europa sem declarar?
Qualquer pessoa pode entrar ou sair do Brasil e dos países da União Europeia portando até 10.000 dólares (ou o equivalente em reais) em espécie sem a necessidade de declaração à alfândega.
Vale mais a pena levar euro em espécie para a viagem?
Não vale a pena transformar todo o seu fundo de viagem em espécie, pois a cotação atrelada ao papel é muito mais cara. Além da desvantagem financeira, existe o risco de perda ou roubo. Leve espécie apenas para despesas miúdas.
É melhor comprar euro no Brasil ou sacar direto na Europa?
É financeiramente melhor carregar o seu cartão no Brasil e realizar saques pontuais em caixas de bancos europeus quando já estiver no destino. Comprar euro em espécie no Brasil te expõe às taxas das corretoras, que são mais altas.
Dá para pagar com PIX na Europa?
O Pix como conhecemos só funciona no Brasil. No entanto, você utiliza o Pix diariamente de forma indireta ao enviar reais do seu banco principal brasileiro para recarregar o seu cartão global.
Na Wise, por exemplo, a dinâmica é simples: você manda o Pix para a conta multimoeda, converte no aplicativo em instantes e pode gastar logo em seguida.
Para não errar nessa matemática na sua próxima viagem, experimente a facilidade e a economia da Wise. É a melhor porta de entrada para que o seu dinheiro cruze o oceano com total segurança.
Boas compras!
Erik Nardini