A grande demanda e a pouca oferta de recursos na área de Tecnologia da Informação (TI) em Portugal tem criado muitas vagas de trabalho para estrangeiros, especialmente para os brasileiros. A consultoria Multivison, que já tem 50% do seu quadro de funcionários formado por profissionais do Brasil, está abrindo mais de 200 novas vagas de TI em Portugal.

As oportunidades estão espalhadas pelo país, mas concentram-se mais em Lisboa, Porto, Aveiro e Coimbra. E 10% delas foram desenhadas para o trabalho remoto, sem importar em que local do mundo o profissional se encontra.

Oportunidades em desenvolvimento e engenharia

A maior parte das vagas na empresa está em projetos ligados às áreas de desenvolvimento de software e engenharia de dados. No caso específico da Multivision, que trabalha com 43 parceiros de negócio, as contratações são urgentes.

De acordo com o principal executivo da empresa, embora Portugal tenha profissionais qualificados, não conta com a quantidade de pessoas que o mercado demanda. Isso explica a decisão da consultoria de abrir a procura para outros países, principalmente o Brasil.

“A nossa estratégia foi alargar a procura por profissionais em outros países, como é o caso do Brasil”, disse Edson Leite.

Há vagas também na Claranet

A Claranet também abriu recentemente processos para recrutar cerca de 100 profissionais de perfil técnico nas áreas de cloud, segurança, aplicações, dados, operações e inteligência artificial. Em 2022, o faturamento da empresa foi superior a 200 milhões de euros.

As oportunidades na Claranet são para os escritórios de Lisboa, Porto e Viseu, mas existe também a possibilidade de trabalho remoto. Em comunicado, a empresa afirma que pretende:

“suportar um número crescente de contratos de serviços de TI, cada vez de maior dimensão e complexidade, críticos para a atividade dos nossos clientes – tanto do setor privado, como do setor público”.

Dificuldade em encontrar profissionais, especialmente mulheres

O Relatório da Fundação José Neves mostra que o emprego dos especialistas em tecnologia da informação cresceu a um ritmo cinco vezes superior ao do emprego geral entre 2014 e 2022.

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Ainda assim, é preciso que o crescimento se mantenha em pelo menos 10% ao ano, até 2030, para que o país atinja a meta estabelecida pela União Europeia.

Por outro lado, 60% das empresas em Portugal disseram ter dificuldades no recrutamento destes profissionais, principalmente pela falta de candidatos e pela expectativa salarial. Houve um aumento significativo na formação superior nesta área, mas as mulheres são sub-representadas, aponta o estudo.

Um artigo da revista especializada IT vai na mesma direção. E o problema não se limita a Portugal, mas tem abrangência global. De acordo com a matéria, as funções de tecnologia mais requisitadas são as de técnico de TI (27%), computação na nuvem (26%) e IA (inteligência artificial)/machine learning (26%).

Líderes do setor acreditam que estas áreas do conhecimento continuarão a ter muita demanda no futuro, principalmente IA/machine learning.

Mercado de TI movimenta bilhões de euros

De acordo com a consultoria IDC, o mercado de TI em Portugal fechou 2022 com volume de negócios superior a 5 bilhões de euros, um crescimento de quase 4% em relação ao ano anterior.

A empresa também avalia que a transformação digital irá representar 50% de todo o investimento das empresas até 2025. Segundo pesquisa da consultoria com líderes portugueses, os dois pontos críticos para o futuro na área de TI são a falta de talentos e a cibersegurança.

Outro estudo da IDC aponta que o mercado de computação na nuvem (cloud computing) irá encerrar 2023 com um crescimento superior a 20%, chegando a um volume de negócios de 640 milhões de euros.

Até 2026, este segmento deverá atingir um bilhão de euros. Parte deste crescimento se explica pelo fato de as empresas estarem migrando para uma economia cada vez mais digital, na qual os serviços de computação na nuvem acabam tendo um grande incremento em toda a indústria de TI.