O verão europeu de 2025 já está entre os mais intensos da história recente, com recordes de temperatura, calor persistente e a população em busca de formas de adaptação.

Onda de calor na Europa no verão 2025
Índice Verão de 2025 começa com onda de calor histórica na Europa Por que esta onda de calor é considerada uma das mais preocupantes? Efeitos diretos do calor extremo na Europa em 2025 Cuidados pessoais durante a onda de calor Verão mais longo Impactos do clima extremo na vida dos brasileiros residentes na Europa Transformações climáticas avançam de forma silenciosa, porém intensa

Para quem é brasileiro e vive em países como Portugal, Espanha, França ou Itália, entender o que está acontecendo, os efeitos disso tudo e como se proteger virou algo essencial para cuidar da saúde, da segurança e do dia a dia.

Verão de 2025 começa com onda de calor histórica na Europa

A Europa enfrenta, desde o final de junho de 2025, uma onda de calor intensa e prolongada, considerada uma das mais preocupantes já registradas no continente. O fenômeno é resultado de sistemas de alta pressão que trazem ar quente e seco do Norte da África, formando um “domo de calor” que aprisiona o ar quente sobre vastas regiões europeias.

Esse padrão meteorológico impede a formação de nuvens e favorece a elevação extrema das temperaturas, tanto durante o dia quanto à noite.

Além do desconforto térmico, a onda de calor tem gerado impactos diretos na saúde pública, com registros de mortes por hipertermia, incêndios florestais e sobrecarga nos sistemas de saúde. O fenômeno também agrava a seca, prejudica a agricultura e afeta a biodiversidade.

Países e regiões mais afetados

Os países do sul da Europa são os mais atingidos, especialmente:

  • Portugal: a temperatura da superfície do solo em Portugal ultrapassou os 50°C durante a última semana de junho de 2025. Em algumas regiões do país, especialmente no interior, foram identificados valores até maiores;
  • Espanha: temperaturas chegaram a 46°C em El Granado, no sudoeste, e o país também enfrentou incêndios florestais e mortes relacionadas ao calor;
  • França: diversas regiões, incluindo grandes cidades como Paris e Marselha, enfrentaram temperaturas acima de 40°C, com alertas laranja e vermelho emitidos pelo serviço meteorológico nacional;
  • Itália: alertas vermelhos foram emitidos para até 20 cidades, incluindo Roma, Florença, Turim e Milão, com máximas acima de 40°C;
  • Grécia: o país também registrou temperaturas extremas e medidas restritivas para proteger a população.

Outros países do centro e norte da Europa, como Alemanha, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Áustria e Suíça, também experimentaram temperaturas muito acima da média, ampliando o alcance geográfico da onda de calor.

Por que esta onda de calor é considerada uma das mais preocupantes?

Esta onda de calor se destaca por várias razões:

Intensidade e recordes

As temperaturas máximas registradas em junho e julho de 2025 superaram diversos recordes históricos em vários países, inclusive antes do início oficial do verão.

Duração prolongada

O episódio já dura mais de duas semanas, com previsão de persistência, o que é incomum em comparação a ondas de calor anteriores, que costumavam ser mais breves

Amplitude geográfica

Não apenas o sul, mas também o centro e norte da Europa foram afetados, incluindo países que raramente enfrentam calor extremo.

Impactos antecipados

O calor intenso começou ainda na primavera, antecipando o início do verão e prolongando o período de risco para a saúde e para o meio ambiente.

Mudanças climáticas

Especialistas apontam que a frequência, intensidade e duração dessas ondas de calor têm aumentado devido ao aquecimento global. A Europa é o continente que mais rapidamente tem se aquecido, com temperaturas médias subindo cerca de 0,5 °C por década, o dobro da média global.

Efeitos diretos do calor extremo na Europa em 2025

A atual onda de calor que atinge a Europa traz impactos severos e múltiplos efeitos diretos, que vão desde riscos à saúde pública até danos ambientais e aumento dos incêndios florestais.

Aumento dos incêndios florestais

O calor intenso e prolongado, aliado a condições secas, eleva significativamente o risco de incêndios. O solo quente e seco, combinado com ventos fortes, facilita a propagação rápida das chamas.

Riscos para a saúde da população

O calor extremo provoca desidratação, insolação e hipertermia, afetando especialmente idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e populações vulneráveis como moradores de rua. Hospitais registram aumento no atendimento de emergências relacionadas ao calor.

Danos ambientais

O calor intenso altera o equilíbrio dos ecossistemas, causando estresse em plantas e animais, queda nas populações de peixes e algas, e agravamento da seca, afetando a agricultura e a biodiversidade.

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Impactos sociais e econômicos

Além das mortes e problemas de saúde, o calor extremo sobrecarrega sistemas de energia, provoca restrições em atividades ao ar livre e gera prejuízos econômicos, especialmente no setor agrícola.

Impactos específicos em países com maior concentração de brasileiros

Os países com mais brasileiros estão passando por grandes dificuldades nesta onda de calor na Europa:

Portugal

Durante a recente onda de calor em Portugal, as temperaturas chegaram a níveis extremos, com máximas de até 46,6 °C no concelho de Mora, distrito de Évora, na região do Alentejo. Sete distritos chegaram a ficar sob alerta vermelho devido ao calor intenso.

Esse cenário teve consequências graves. Mais de 280 mortes além do esperado para o período foram registradas durante o alerta, principalmente entre pessoas idosas, que são mais vulneráveis às altas temperaturas.

O risco de incêndios também aumentou de forma significativa. Cerca de dois terços do país esteve em alerta máximo, com vários focos ativos, especialmente em regiões como Castelo Branco, onde equipes de emergência trabalharam no combate às chamas.

Na área da saúde, os hospitais seguem em estado de alerta devido ao aumento de atendimentos relacionados à desidratação, mal-estar térmico e outros problemas causados pelo calor extremo. A situação vem exigindo atenção redobrada da população e das autoridades.

Espanha

No sudoeste da Espanha, a cidade de El Granado registrou temperaturas próximas aos 46 °C durante a recente onda de calor.

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O cenário extremo resultou em pelo menos quatro mortes relacionadas às altas temperaturas, sendo duas delas durante incêndios florestais na Catalunha, que devastaram cerca de 6.500 hectares.

Incêndio no verão europeu
Na Espanha, a região de Segarra, na Catalunha, foi uma das áreas afetadas por incêndios causados pelo calor extremo. Foto: AP Photo

Em resposta à situação, foram emitidos alertas vermelhos em várias regiões do país. As autoridades adotaram medidas preventivas e restrições para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.

O número de incêndios florestais aumentou de forma preocupante. Várias áreas foram destruídas pelo fogo. Em algumas zonas foi necessário evacuar moradores por questões de segurança.

França

A França também enfrenta os efeitos da onda de calor, com temperaturas acima dos 40°C em várias regiões, inclusive em Paris. O governo emitiu alertas laranja e vermelho para grande parte do território.

Nos últimos dias, cerca de 300 pessoas precisaram de atendimento médico devido a mal-estar causado pelo calor intenso, como desidratação e exaustão térmica.

Mais de 80 departamentos estão sob alerta climático. Como medida de precaução, houve o fechamento parcial de escolas e foram aplicadas restrições de velocidade nas estradas para ajudar a reduzir a poluição do ar, que tende a aumentar em períodos de calor extremo.

Incêndios florestais também foram registrados, com focos ativos em áreas como Corbières e Córsega. Em algumas localidades, foi necessário realizar evacuações preventivas para proteger os moradores.

Itália

A Itália também vem enfrentando uma onda de calor severa, com temperaturas acima dos 40 °C em diversas regiões. Dezoito cidades, entre elas Roma, Milão e Florença, entraram em alerta vermelho devido ao calor extremo.

Os serviços de saúde registaram um aumento de 20% nos atendimentos de emergência por insolação e outros problemas relacionados ao calor, sobretudo entre pessoas idosas, que são mais vulneráveis.

Incêndios florestais atingiram várias partes do país, levando à adoção de medidas preventivas como cortes no fornecimento de eletricidade e restrições a atividades ao ar livre, especialmente durante as horas mais quentes do dia.

Houve também o registro de mortes ligadas ao calor, incluindo vítimas dos incêndios.

Cuidados pessoais durante a onda de calor

Diante da onda de calor, é importante conhecer algumas dicas simples e eficazes sobre como se proteger:

  • Mantenha-se hidratado: beba água frequentemente, mesmo sem sentir sede. Sucos naturais, água de coco e frutas com alto teor de água também ajudam, mas evite bebidas alcoólicas e açucaradas;
  • Prefira ambientes frescos: procure locais climatizados, como centros comerciais, bibliotecas ou cinemas. Em casa, mantenha as janelas fechadas durante o dia e abra à noite para arejar. Use cortinas para bloquear o sol;
  • Evite exposição direta ao sol: reduza ao máximo as saídas entre 11h e 17h. Programe atividades físicas e passeios para os horários mais frescos do dia;
  • Use roupas adequadas: opte por roupas leves, de algodão e em tons claros. Chapéus de abas largas e óculos de sol com proteção UV são recomendados;
  • Use protetor solar: aplique filtro solar com FPS acima de 50 e reaplique a cada duas horas, especialmente após banhos ou transpiração intensa;
  • Refeições leves: prefira saladas, frutas e refeições de fácil digestão. Evite pratos pesados e quentes;
  • Evite esforços físicos intensos: se precisar se exercitar, faça-o em horários de menor calor e sempre com hidratação adequada. Interrompa qualquer atividade ao sinal de mal-estar;
  • Refresque-se: use ventiladores, panos úmidos ou borrife água no corpo. Banhos mornos ou frios ajudam a baixar a temperatura corporal;
  • Persianas fechadas: manter a persiana fechada durante o dia ajuda bastante a manter a casa mais fresca no verão europeu. Isso acontece porque, ao bloquear a entrada direta do sol, reduz-se o aquecimento interno dos ambientes. Abra as janelas à noite ou no início da manhã para ventilar, quando o ar está mais fresco;
  • Não permaneça em veículos estacionados: nunca fique dentro de carros parados ao sol, mesmo por pouco tempo.

Atenção a grupos mais vulneráveis

Idosos, crianças, doentes crônicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida e trabalhadores ao ar livre exigem cuidados redobrados durante ondas de calor. Para essas pessoas, é fundamental garantir hidratação constante, permanência em ambientes frescos e arejados e evitar exposição ao sol.

Crianças pequenas, especialmente menores de seis meses, não devem ser expostas ao sol, nem mesmo indiretamente. É importante monitorar sinais de desidratação, como boca seca, urina escura, cansaço excessivo e febre. Idosos e pessoas isoladas devem ser acompanhados regularmente, garantindo que estejam bem hidratados e protegidos do calor.

Em caso de sintomas como febre, confusão mental, náuseas ou vômitos, recomenda-se buscar orientação médica imediatamente.

Medidas adotadas por autoridades locais

Autoridades de diversos países europeus implementaram uma série de ações para minimizar os riscos durante a atual onda de calor. Foram emitidos alertas vermelhos e laranja para calor extremo, com recomendações diárias à população através de meios de comunicação e aplicativos oficiais.

Em cidades como Roma, Paris e Lisboa, foram criados alguns refúgios climáticos, centros de apoio climatizados, como bibliotecas, ginásios e centros comunitários, abertos para acolher pessoas sem acesso a ar-condicionado. Algumas cidades distribuíram água gratuitamente em pontos turísticos e áreas públicas. Ambulâncias foram posicionadas em locais estratégicos para atendimento rápido de emergências.

Aulas interrompidas e pausas obrigatórias

Escolas foram fechadas parcial ou totalmente em regiões sob alerta máximo, e empresas receberam orientações para adaptar horários de trabalho, especialmente para proteger trabalhadores ao ar livre.

Na Itália e na Grécia, foram decretadas pausas obrigatórias para trabalhadores durante as horas mais quentes do dia, e campanhas de conscientização reforçaram a importância dos cuidados com os grupos vulneráveis. Serviços de saúde e bombeiros também seguem em alerta para responder rapidamente a casos de insolação, desidratação e incêndios florestais.

A CNN Brasil destacou a onda de calor extremo que atinge a Europa e mostrou como turistas e moradores estão lidando com as altas temperaturas.

Verão mais longo

O verão europeu tem apresentado uma tendência clara de se tornar mais longo e intenso, com ondas de calor que já se estendem por até cinco meses em algumas cidades do continente. Esse fenômeno é resultado de um aumento progressivo das temperaturas médias, aliado a padrões meteorológicos que favorecem a persistência do calor.

Nos últimos anos, o período de calor intenso, que antes se concentrava em julho e agosto, passou a se iniciar ainda na primavera e pode se prolongar até o início do outono, fazendo com que cidades como Lisboa, Madrid e Roma registrem temperaturas acima de 32°C por períodos cada vez mais extensos.

O prolongamento do verão é visível tanto em registros históricos quanto nas previsões dos principais centros meteorológicos europeus, que apontam para uma elevação constante das temperaturas médias e para a antecipação e extensão das ondas de calor.

O papel das mudanças climáticas

Essa tendência está diretamente relacionada às mudanças climáticas globais. O aquecimento do planeta, impulsionado principalmente pelas emissões de gases de efeito estufa, tem provocado alterações profundas nos padrões atmosféricos.

Na Europa, o aquecimento ocorre a um ritmo duas vezes superior à média global, com as temperaturas médias subindo cerca de 0,5°C por década. Esse cenário favorece a formação de sistemas de alta pressão mais persistentes, conhecidos como “domos de calor”, que aprisionam o ar quente sobre grandes áreas e dificultam a dissipação do calor.

Além disso, alterações na corrente de jato e o aquecimento anormal das águas do Mar Mediterrâneo contribuem para a ocorrência de ondas de calor mais intensas, frequentes e duradouras.

Um desafio a mais para quem vem de outras regiões

Para os imigrantes, especialmente aqueles vindos de países com climas mais amenos, adaptar-se a essas novas condições representa um desafio significativo. Muitos não estão acostumados com temperaturas tão elevadas e podem desconhecer práticas de proteção contra o calor extremo, como hidratação constante, uso de roupas adequadas e busca por ambientes climatizados.

Além disso, imigrantes podem viver em condições habitacionais mais precárias, dividindo quartos, e trabalham em setores expostos ao ar livre, o que aumenta a vulnerabilidade a problemas de saúde relacionados ao calor, como desidratação, insolação e agravamento de doenças crônicas.

Não é mais fácil para quem vem do Brasil e está acostumado com o calor?

Na verdade, não.

Embora muitos brasileiros estejam acostumados com temperaturas altas, o calor europeu costuma ser diferente, especialmente durante as ondas de calor. Em várias regiões da Europa, o calor pode ser mais seco ou abafado e isso aumenta bastante a sensação térmica e o desconforto.

Há outras diferenças que tornam o calor europeu mais difícil de suportar:

  • Infraestrutura: muitas casas e apartamentos na Europa não têm ar-condicionado, pois tradicionalmente os verões não eram tão extremos. Isso torna o ambiente interno quente e difícil de refrescar;
  • Isolamento térmico: os prédios costumam ser construídos para reter o calor no inverno, o que acaba piorando a situação no verão, uma vez que o calor “fica preso” dentro de casa;
  • Longos períodos de luz solar: no verão, escurece tarde (às vezes quase às 22h). O sol forte por tantas horas seguidas intensifica o calor ao longo do dia;
  • Menos vento e circulação de ar em algumas cidades, o que faz o ar parecer parado e abafado.

Ou seja, mesmo quem vem de cidades muito quentes no Brasil pode sentir mais dificuldade com o calor europeu, justamente porque ele é mais concentrado, persistente e muitas vezes mal suportado pelas condições das moradias e do espaço urbano.

Previsões nada animadoras

As previsões meteorológicas para as próximas semanas indicam a manutenção de um padrão de calor acima da média em grande parte da Europa.

Modelos climáticos divulgados pelo site LusoMeteo apontam para temperaturas persistentemente elevadas, especialmente no interior da Península Ibérica, sul da França, Itália e região dos Bálcãs, com máximas frequentemente acima dos 35°C e possibilidade de novos recordes em episódios pontuais.

O risco de secas prolongadas e incêndios florestais permanece elevado, principalmente devido à escassez de precipitação prevista para os meses centrais do verão.

Mapa térmico Europa
A Europa ainda deve enfrentar temperaturas muito acima do normal, com Portugal entre os países mais afetados. Foto: LusoMeteo

Em algumas regiões, como Portugal e Espanha, há expectativa de que o calor extremo se intensifique ainda durante todo o mês de julho. O Mediterrâneo, por sua vez, apresenta temperaturas superficiais do mar acima do normal, o que pode potencializar tempestades localizadas e agravar o desconforto térmico em áreas costeiras.

Impactos do clima extremo na vida dos brasileiros residentes na Europa

O clima extremo, especialmente durante ondas de calor como a que afeta a Europa em 2025, transforma profundamente a rotina dos brasileiros que vivem no continente.

No dia a dia, tarefas simples tornam-se mais desafiadoras: sair para trabalhar, estudar ou até mesmo realizar atividades domésticas pode exigir adaptações para evitar exposição ao calor intenso.

Muitos brasileiros atuam em setores como construção civil, agricultura, turismo e serviços, frequentemente em ambientes externos ou pouco climatizados, o que eleva o risco de desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças crônicas.

Crianças e idosos, por sua vez, ficam mais vulneráveis a complicações de saúde, como insolação e desmaios, exigindo atenção redobrada das famílias.

Pessoas se refrescando em fonte de água
Com o calor extremo, manter-se hidratado e refrescado é indispensável.

O transporte público, por vezes sem ar-condicionado, pode se tornar desconfortável ou até perigoso nos horários de pico do calor. A necessidade de alterar horários de trabalho, adiar compromissos ou buscar refúgio em locais climatizados passou a fazer parte da rotina.

Para quem está longe da família ou vive em moradias com pouca ventilação, o desconforto térmico pode ser ainda maior, afetando o sono, a produtividade e o bem-estar no geral.

Preparação para emergências e recursos locais

Diante desse cenário, é fundamental estar preparado para emergências e ter ciência dos recursos de saúde e proteção civil disponíveis.

Estar atento aos alertas meteorológicos, saber onde ficam os centros de apoio climatizados (como bibliotecas, ginásios e centros comunitários) e ter à mão os contatos dos serviços de emergência pode fazer toda a diferença em situações críticas.

Autoridades locais frequentemente divulgam informações em aplicativos oficiais, rádios e redes sociais. É importante acompanhar essas orientações. Vale ressaltar a importância de manter um kit de emergência adaptado ao verão europeu, que pode incluir:

  • Garrafas de água potável;
  • Alimentos não perecíveis e fáceis de consumir;
  • Protetor solar e chapéu de abas largas;
  • Medicamentos de uso contínuo e itens de primeiros socorros;
  • Documentos pessoais e contatos de emergência;
  • Lanterna e baterias extras;
  • Ventilador portátil ou leque manual.

Ter esses itens à disposição garante uma resposta mais rápida a eventuais quedas de energia, deslocamentos forçados por incêndios ou necessidade de permanecer em locais seguros por longos períodos.

Confira no Instagram do Euro Dicas um post com mais dicas práticas de como se preparar para o verão europeu.

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Efeitos no custo de vida

A onda de calor também impacta diretamente o custo de vida dos brasileiros na Europa. O aumento do uso de aparelhos de ar-condicionado, ventiladores e outros sistemas de climatização resulta em contas de energia mais altas, o que pode pesar no orçamento familiar, especialmente em países onde a eletricidade já é cara.

Em algumas cidades, a procura por água mineral, alimentos frescos e equipamentos de refrigeração dispara, levando à elevação de preços desses itens. Fora isso, a necessidade de adaptar a alimentação, investir em roupas leves e, em alguns casos, buscar moradias com melhor isolamento térmico, pode gerar despesas extras.

Transformações climáticas avançam de forma silenciosa, porém intensa

A atual onda de calor que atinge a Europa já se destaca como um dos episódios mais extremos e preocupantes dos últimos anos, não apenas pela intensidade das temperaturas, mas também pela duração e pelo alcance geográfico do fenômeno. Cientistas e autoridades alertam para o impacto progressivo e preocupante desse tipo de evento.

O cenário é agravado pelas mudanças climáticas globais, que tornam as ondas de calor mais frequentes, prolongadas e intensas, colocando a Europa diante de problemas inéditos para adaptação, prevenção e proteção da população.

Diante desse cenário cada vez mais comum, especialistas alertam para a urgência de ações individuais e coletivas, já que os verões extremos tendem a ser mais frequentes.