Em um mundo cada vez mais marcado por conflitos e instabilidades, Portugal continua a ser referência de tranquilidade e segurança. O mais recente relatório do Índice Global da Paz (GPI) traz novidades importantes sobre a posição de Portugal e o cenário global da paz.

Portugal no ranking dos países pacíficos
Índice Portugal no topo: o que diz o Índice Global da Paz 2024? Portugal e os demais países: estabilidade e alguns desafios recentes Médias Globais: o mundo está mais ou menos pacífico? Europa e Ásia: continente europeu mantém liderança na paz Ranking aponta piora na posição do Brasil em 2024 O pior desempenho é da América do Norte Indicadores que melhoraram: sinais positivos em meio à crise Como o Índice Global da Paz é calculado? Impacto dos conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza Por que o GPI é Importante?

Portugal no topo: o que diz o Índice Global da Paz 2024?

O Índice Global da Paz, elaborado anualmente pelo Institute for Economics and Peace (IEP), chegou à sua 18ª edição em 2024, analisando 163 países e territórios independentes, o que representa 99,7% da população mundial. Portugal figura no 7º lugar entre os países mais pacíficos do mundo, com 1,372 pontos. Quanto menor a pontuação, maior o nível de paz.

O ranking é liderado pela Islândia, seguida de Irlanda, Áustria, Nova Zelândia, Singapura e Suíça. Portugal é o quinto país europeu mais pacífico, atrás apenas de Islândia, Irlanda, Áustria e Suíça.

Portugal e os demais países: estabilidade e alguns desafios recentes

Portugal segue firme no Top 10 mundial. Apesar disso, houve uma leve queda em relação ao ano anterior, quando o país estava em 6º lugar. Ainda assim, Portugal segue sendo considerado um local de estabilidade, segurança interna e baixa militarização.

Como tem sido o comportamento de Portugal nos últimos anos?

Desde 2015, Portugal permanece entre os dez países mais pacíficos do mundo, mas vem apresentando uma tendência de leve queda no ranking. Em 2017, Portugal chegou a ocupar a 3ª posição global.

Nos anos seguintes, caiu para 4º lugar (2021), 6º lugar (2022), e desde 2023 mantém-se em 7º lugar. Essa descida é atribuída, principalmente, ao aumento da instabilidade política e de indicadores como terror político e percepções de criminalidade.

Um indicador que piorou foi, por exemplo, o da instabilidade política, que em 2017 era o mais baixo possível (1), e assim continuou até à edição de 2022, subindo em 2023 (1,375) e descendo ligeiramente em 2024 (1,25).

Também no índice terror político se observou um aumento notável: em 2021 passou de 1 para 1,5, mantendo-se assim até 2023; em 2024 escalou para 2.

Quem mais subiu e quem mais caiu no Top 10?

No Top 10, Singapura foi destaque positivo, entrando entre os cinco primeiros colocados pela primeira vez, enquanto o Afeganistão, tradicionalmente o menos pacífico, subiu algumas posições, sendo ultrapassado pelo Iémen, que agora é o país menos pacífico do mundo.

Entre as maiores quedas, Israel, Palestina, Equador, Gabão e Haiti registraram os maiores recuos no índice de paz devido a conflitos armados e instabilidade política.

Médias Globais: o mundo está mais ou menos pacífico?

O relatório de 2024 aponta que a paz global deteriorou-se pelo quinto ano consecutivo, com uma queda média de 0,56% no nível de paz mundial. Segundo os dados, este é considerado o pior cenário desde a Segunda Guerra Mundial, com 97 países apresentando piora nos seus índices — o maior número desde a criação do GPI em 2008.

Apenas 65 países melhoraram seus índices de paz. A Islândia permanece como o país mais pacífico do mundo desde 2008, evidenciando uma estabilidade notável no topo do ranking. O Top 10 de 2024 é composto por:

PosiçãoPaís
Islândia
Irlanda
Áustria
Nova Zelândia
Singapura
Suíça
Portugal
Dinamarca
Eslovênia
10ºMalásia

O Iémen tornou-se o país menos pacífico do mundo, seguido por Sudão, Sudão do Sul, Afeganistão e Ucrânia.

Europa e Ásia: continente europeu mantém liderança na paz

A Europa mantém-se como a região mais pacífica do mundo, com sete países no Top 10 global. O continente destaca-se pelos baixos índices de violência, estabilidade política e sistemas sociais robustos.

Após a Europa, a região da Ásia-Pacífico é a segunda mais pacífica, com países como Nova Zelândia, Singapura e Malásia em posições de destaque no ranking global.

Ajuda profissional para visto ou cidadania portuguesa?

Recomendamos a assessoria da Campara, um escritório de advogados experientes para auxiliar na sua solicitação de vistos, autorização de residência, cidadania e outros trâmites. É da nossa confiança.

ENTRAR EM CONTATO →

No entanto, a Ásia também abriga países com graves conflitos internos, como Myanmar e Afeganistão, o que puxa a média regional para baixo.

Quer usar seu saldo em euro no Brasil ou qualquer outro país?

Você não precisa gastar com a transferência do dinheiro. Use o cartão multimoedas da Wise direto, com câmbio justo e sem tarifas abusivas. Prático, seguro e econômico. Peça já o seu!

Abrir Conta Multimoeda →

Quem precisa melhorar?

O Oriente Médio e Norte da África continuam sendo as regiões menos pacíficas, com países como Iémen, Sudão, Sudão do Sul, Afeganistão e Ucrânia figurando entre os piores colocados.

A instabilidade política, guerras civis e crises humanitárias são os principais fatores que contribuem para esses resultados negativos.

Ranking aponta piora na posição do Brasil em 2024

O Brasil ocupa a 131ª posição no ranking global de 2024, mantendo-se entre os 50 países mais inseguros do mundo. A situação do país piorou em relação ao ano anterior, refletindo o aumento da violência urbana, criminalidade organizada e instabilidade política.

Na América do Sul, Argentina (46º), Uruguai (52º) e Chile (64º) são os países mais seguros, enquanto Venezuela (142º) e Colômbia (146º) estão em situação ainda pior que o Brasil.

O pior desempenho é da América do Norte

Os Estados Unidos continuam distantes das melhores posições, tendo registrado uma das maiores quedas entre as nações desenvolvidas. O país está atrás do Brasil no ranking, refletindo o aumento da criminalidade e da percepção de insegurança, principalmente em grandes cidades.

A América do Norte, como um todo, teve o maior declínio regional em 2024.

Indicadores que melhoraram: sinais positivos em meio à crise

O GPI analisa 23 indicadores agrupados em três grandes domínios: conflitos em curso, segurança e proteção e militarização.

Mantenha-se informado com o melhor da Europa!

Assine nossa Newsletter e receba gratuitamente notícias, artigos e colunas do Euro Dicas sobre a Europa no seu email. Se você sonha em morar no Velho Continente, essa newsletter é feita para você!

INSCREVER GRÁTIS→
Sintra, Portugal
Portugal se destaca pela segurança e baixa criminalidade, o que contribuiu para sua posição no ranking global da paz. Foto: Maurício Martins

Nesta edição, alguns indicadores apresentaram melhora, mesmo diante do agravamento global dos conflitos.

Indicadores que melhoraram

As melhorias registradas foram:

  • Queda na taxa de homicídios em 112 países;
  • Melhora na percepção de criminalidade em 96 países;
  • Leve avanço no domínio de Segurança e Proteção em alguns países.

IndicadorPaíses com melhora
Taxa de homicídiosPortugal, Espanha, Canadá
Percepção de criminalidadePortugal, Japão, Noruega
MilitarizaçãoPortugal, Suíça, Dinamarca

Indicadores que pioraram

Por outro lado, 11 dos 23 indicadores pioraram em 2024. Os principais destaques negativos incluem:

  • Aumento de conflitos externos e internos;
  • Crescimento dos gastos militares (% do PIB);
  • Crescimento do número de refugiados e deslocados internos;
  • Aumento da instabilidade política e do terror político.

IndicadorPaíses com melhora
Conflitos externosIsrael, Palestina, Ucrânia
Mortes por conflitos internosSudão, Sudão do Sul, Haiti
Instabilidade políticaPortugal, Gabão, Equador
Terror políticoPortugal, Haiti, Gabão
Refugiados e deslocadosUcrânia, Síria, Sudão

Como o Índice Global da Paz é calculado?

O GPI utiliza 23 indicadores qualitativos e quantitativos, divididos em três domínios principais:

  • Conflitos em curso (internos e externos);
  • Segurança e proteção (níveis de criminalidade, terrorismo, estabilidade política, etc.);
  • Militarização (gastos militares, presença de armas, envolvimento em missões de paz).

Cada indicador recebe uma pontuação de 1 a 5, sendo que quanto menor a pontuação, mais pacífico é o país. O índice cobre quase toda a população mundial e é reconhecido internacionalmente como a análise mais abrangente sobre a paz global.

Impacto dos conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza

O agravamento dos conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza foi determinante para a piora global do índice em 2024. Esses conflitos geraram mais de 160 mil mortes somente em 2023, além de deslocar milhões de pessoas e aumentar o risco de novos confrontos internacionais.

O impacto econômico da violência também foi significativo, custando mais de 17 trilhões de euros ao mundo no último ano.

Por que o GPI é Importante?

O Índice Global da Paz é uma ferramenta essencial para governos, organizações internacionais e sociedade civil. Ele permite identificar tendências, antecipar riscos e orientar políticas públicas voltadas à promoção da paz e da segurança.

Para Portugal, manter-se entre os países mais pacíficos do mundo reforça sua imagem internacional, atrai investimentos e turismo, além de garantir qualidade de vida à população.

Já para o mundo, o GPI serve de alerta: sem esforços coordenados e políticas eficazes, o risco de novos grandes conflitos é real. O índice influencia decisões econômicas, diplomáticas e sociais, ajudando a construir sociedades mais resilientes e preparadas para enfrentar os desafios do século XXI.

Portugal, mesmo diante dos desafios recentes, segue se destacando pela paz e estabilidade em um cenário internacional instável. O futuro vai exigir atenção contínua e novas ideias para que o país continue sendo visto como um lugar seguro e tranquilo para viver.