Eu sempre tive dificuldade em me apresentar, mas, com o passar do tempo, do meu amadurecimento e autoconhecimento, percebi que falar sobre mim é contar a minha história. Seja uma versão resumida ou apenas uma parte específica, é olhar para trás e, enquanto escrevo, me inspirar, aprender e celebrar essa jornada. Hoje eu conto como me tornei imigrante.

História de como me tornei imigrante
Índice Minhas raízes em Blumenau O primeiro passo rumo ao desconhecido Viajar é um assunto importante na minha vida Criando conteúdo e inspirando outras mulheres Transformando paixão em profissão

Prazer, eu me chamo Michelle Alves. Sou natural de São Paulo, mas morei minha vida toda em Blumenau–SC. Minha família é da região do Vale do Itajaí, então meus gostos, costumes e até meu sotaque são muito mais catarinenses do que paulistanos.

Minhas raízes em Blumenau

Foi em Blumenau que aprendi a andar de bicicleta, a passar fio dental nos dentes, a cozinhar com a minha mãe, que é chef, e a criar planilhas no Excel com o meu pai, que, assim como eu, adora uma planilha.

Foi lá que tive meu primeiro emprego, em uma loja de frozen yogurt, que construí amizades de anos e onde cursei Publicidade e Propaganda.

Mas foi no mundo que fiz várias coisas pela primeira vez, descobri mais sobre mim, aprendi inglês e cursei um mestrado em Marketing Digital.

O primeiro passo rumo ao desconhecido

Quando deixei o Brasil – e todos ao meu redor – pela primeira vez, foi em 2014. Eu tinha apenas 20 anos e um sonho: ser Au Pair nos Estados Unidos. Após um processo de quase seis meses para encontrar minha host family (família anfitriã), lá estava eu, em junho de 2014, embarcando para o que seria a aventura mais louca da minha vida até então.

Engraçado que, ao contar essa história para você, penso em como aquela Michelle, sem saber quase nada de inglês, teve tanta coragem e se jogou mesmo com medo. Eu lembro dela e me orgulho muito por ter dado esse primeiro passo.

Esse passo foi tão importante para que eu pudesse enxergar um mundo novo, além da bolha em que eu vivia em Blumenau. Para que eu pudesse aprender um novo idioma, viver novas experiências e viajar!

Viajar é um assunto importante na minha vida

Minha mãe conta que, aos 8 anos, eu separei uma caixa de sapatos, recortei várias paisagens que encontrei em revistas antigas, colei na caixa e escrevi: “Me ajude a viajar!”.

Essa caixa ficava na mesa de centro da sala da nossa casa e, sempre que uma visita chegava, eu a recebia com: “Você tem algum dinheiro para me ajudar a viajar?”. E foi assim que devo ter juntado uns R$ 20 e gastado tudo em casquinhas de sorvete e revistas Recreio. Mas a intenção estava ali. O sonho existia.

Michelle quando morava em Berlim
Com certeza a Michelle de 8 anos tem orgulho dos sonhos que realizou! Foto: Mi Alves.

E continuou existindo após o meu intercâmbio de Au Pair ter finalizado, depois de um ano e meio, e eu ter voltado para o Brasil em dezembro de 2015. Voltei pensando que conhecer novos lugares era minha nova meta e que eu ia fazer isso acontecer.

Criando conteúdo e inspirando outras mulheres

Em novembro de 2014, enquanto ainda morava nos EUA, criei um canal no YouTube para documentar minha vida como Au Pair e também compartilhar dicas para quem gostaria de fazer o mesmo. Voltei para o Brasil com pouco mais de cinquenta mil seguidoras e outro sonho: fazer o canal crescer e trabalhar com criação de conteúdo.

Percebe que eu voltei dos EUA com dois sonhos? Continuar viajando e trabalhar com criação de conteúdo. Aqui começa um novo capítulo da minha vida.

Criar conteúdo e transformar isso em trabalho aconteceu de forma muito natural. Conforme o canal crescia, eu gostava cada vez mais de compartilhar. Mas, quando voltei para o Brasil, me senti um pouco perdida: “E agora, sobre o que eu falo?”.

Entendi que, naquela altura, não era só sobre a informação que eu trazia, mas também: “Quem é a Michelle? Do que a Michelle gosta? Qual é a opinião da Michelle sobre isso?”

Eu havia criado uma comunidade de mulheres incríveis, corajosas, que possuem o mesmo sonho de viajar, morar fora e fazer mais por elas mesmas.

Foi essa comunidade de pessoas que me seguiam que me fez continuar criando conteúdos diferentes, falando sobre viagens, compartilhando dicas e um pouco da minha vida. Foi ela também que me trouxe as primeiras publicidades.

Lá no Instagram do Euro Dicas também compartilhei um pouco mais sobre minha história e vivências. Confira o post!

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Transformando paixão em profissão

Conforme os números cresciam, as marcas começaram a se interessar e os primeiros projetos de viagem e intercâmbio apareceram: intercâmbio para Dublin, intercâmbio em Nova York, viagem para a Itália… e, quando me dei conta, criar conteúdo era o meu trabalho – e eu estava viajando.

Eu havia realizado meus dois grandes sonhos e vivo esses sonhos desde então.

Nos últimos 10 anos, visitei 30 países, fiz 10 intercâmbios diferentes – o último sendo meu mestrado em Marketing Digital em Berlim (inclusive, tem um artigo completo aqui no Euro Dicas falando mais sobre esse assunto) –, promovo grupos de intercâmbio todos os anos e moro em Amsterdã.

Mas isso é história para a próxima coluna! Te espero aqui?

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