Minha primeira vez viajando sozinha foi quando embarquei pela primeira vez em um voo internacional com destino a Denver, onde eu moraria por pelo menos um ano. Na coluna onde eu falo sobre como me tornei imigrante, eu pincelei um pouco sobre tudo ter começado durante o meu período como Au Pair nos Estados Unidos.

Mi Alves em Budapeste
Índice A primeira viagem de todas Como viajar sozinha muda sua perspectiva Dicas para quem quer se aventurar sozinha Os desafios e aprendizados de imigrar sozinha

E hoje eu falo sobre a importância de viajar sozinha e como isso impacta na minha vida!

A primeira viagem de todas

Olhando para trás, eu reconheço como aquela Michelle, de apenas 20 anos, foi corajosa ao ter largado tudo o que tinha conquistado até então no Brasil, para passar pelo menos um ano em outro país, sendo que essa seria a sua primeira viagem internacional da vida. Para um lugar que ela não fazia ideia de como era, para morar na casa de pessoas com quem ela havia conversado uma vez por vídeochamada.

Parece loucura, né? E eu acho que foi, mas a vida pede um pouco de loucura. Esse primeiro passo me motivou e me encorajou de tantas formas.

Foi durante esse período morando nos Estados Unidos – que acabou se estendendo para 18 meses – que eu viajei para a Europa pela primeira vez. Novamente sozinha, eu vi a neve pela primeira vez e fiz muitas coisas pela primeira vez.

Mi nos Estados Unidos
O tempo que morei nos Estados Unidos me fez enxergar que não havia fronteiras. Foto: Mi Alves

Foi um período em que eu vi que o mundo era muito maior e bonito do que eu imaginava. Foi um divisor de águas.

Como viajar sozinha muda sua perspectiva

Depois que a gente viaja sozinha pela primeira vez, a gente vê que pode muito mais do que podíamos imaginar.

Eu percebi que minha companhia era uma companhia agradável, que através das minhas viagens solo eu acabava me conhecendo um pouco mais, e que assim como qualquer outra relação, cultivar a relação comigo mesma é essencial.

Acredito inclusive que ter criado essa relação comigo mesma através das viagens me deu muita força e autonomia para anos depois escolher fazer um mestrado no exterior e me mudar sozinha para a Alemanha. O fato de ir sozinha não era um problema.

No Instagram do Euro Dicas compartilhei um pouco da minha experiência e de como consegui automonia e confiaça através das minhas mudanças e viagens. Confira o post!

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Claro que eu enfrentei vários desafios nessa jornada, mas estar sozinha não era um deles. Entende?

Dicas para quem quer se aventurar sozinha

Se eu puder te dar um conselho, meu conselho seria para você buscar diariamente formas de se conhecer um pouco mais. Olhar para dentro, se perguntar sobre sentimentos e vontades, se levar para um passeio de que você sabe que gosta, ir para um café, sozinha, e aproveitar o momento.

Antes de eu escolher viajar para os Estados Unidos sozinha, eu já frequentava o cinema sozinha, ia ao teatro, cafeterias, academia… eu sempre ouvi da minha mãe que “se a gente não fizer por nós mesmas, ninguém mais vai fazer”.

E essa frase de alguma forma está colada no meu cérebro desde sempre e me motiva a ir atrás do que eu quero, fazer o que eu gosto, mesmo não tendo companhia.

Começar a se conhecer e aproveitar a sua própria companhia em ambientes seguros e conhecidos por você, como sua cidade, seu bairro, é a melhor maneira de mais tarde, se sentir confiante para, por que não, fazer uma viagem sozinha?

Os desafios e aprendizados de imigrar sozinha

Sei que muitas mulheres, assim como eu, imigraram sozinhas e moram sozinhas, ou então encontraram um parceiro(a) no caminho, mas se sentem amedrontadas a viver momentos solo: a conhecer mais da cidade na própria companhia, a testar uma nova aula de pilates, ou visitar um museu que você marcou para ir, mas sempre deixa para depois.

Mi Alves posa para foto
Imigrar sozinha não é tão fácil, mas os aprendizados serão imensos! Foto: Mi Alves

Não desperdice seu tempo dessa forma. Tudo o que temos é o agora, e muitas vezes, a única companhia que teremos será a nossa. Vai fazer o que você tem vontade, aposto que você vai gostar e sua “eu” do futuro vai agradecer.

Hoje, 11 anos após ter dado o primeiro passo de viajar sozinha para os Estados Unidos e depois de já ter visitado mais de 20 países na minha própria companhia, eu posso dizer que sou muito grata por ter vivido tudo o que vivi sozinha. Por ter ido mesmo sem ter com quem dividir o momento. Por ter arriscado mesmo com medo. A vida pede um pouco de loucura.

Até a próxima! Com carinho.

*As opiniões dos colunistas não refletem necessariamente a opinião do Euro Dicas.

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