Comidas “europeias” que só existem no Brasil

O Brasil foi colonizado por diversos países europeus, tanto que o número de descendentes de portugueses, italianos e espanhóis (e etc) é gigante. Claro que essas pessoas trouxeram com elas muitos costumes e hábitos, que foram sendo incorporados no nosso dia-a-dia. Na gastronomia não seria diferente. Existem muitas comidas “europeias” que só existem no Brasil.

Quem é descendente de europeu deve se lembrar dos avós contando sobre as comidas típicas do seu país de origem e muitas vezes os fazendo em casa no domingo para a família toda.

Porém, muita coisa teve que ser adaptada, e outras foram inventadas, e acabam no dia-a-dia se passando por “prato típico da Europa”, quando, na verdade, é apenas uma invenção brasileira, obviamente, muitas vezes inspirada nas histórias dos antepassados.

Comidas “europeias” que só existem no Brasil: veja a lista

São diversas invenções brasileiras e/ou mitos que criamos a cerca da cozinha europeia.

Espaguete à bolonhesa

A cidade de Bolonha é famosa por carregar o nome do macarrão mais consumido no Brasil, mas a verdade é que ele não existe. Inclusive, pedir um “spaghetti alla bolognese” na cidade é até uma ofensa. Portanto, cuidado para não levar uma bronca dos italianos.

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Na verdade, esse prato tão amado por nós é chamado de Tagliatelle Al Ragù e a receita original encontra-se guardada na Câmara Municipal de Bolonha.

Portanto, ele é feito com a massa “Tagliatelle” e não com o queridíssimo “Spaghetti”. Segundo os italianos, o rangù (molho de tomate com carne moída) não adere ao “Spaghetti” de maneira harmoniosa. Ele geralmente é consumido à Carbonara ou com Pesto.

Por lá, encontramos o espaguete à carbonara ou com molho pesto. E claro, independente do molho, as massas são sempre bem frescas.

Pão francês

Talvez esse seja a maior “enganação” de todas. O famoso “pão francês” do Brasil não existe na França. Acontece que a elite brasileira quando viajava para a França no início do Século XIX, quando voltava ao Brasil, dizia “como era o pão na França” e os padeiros brasileiros foram adaptando até chegar no pão atual, conhecido também como pão de sal.

O pão que existe em comum entre os dois países é a “baguete“. O pão francês é um pão verdadeiramente brasileiro. Veja na íntegra como foi criado o mito do pão francês.

Bife à parmegiana

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Você pode até dar risada, mas eu JURAVA que o bife à parmegiana era italiano e que comeria um delicioso na Itália. Acontece que essa é uma invenção brasileiríssima.

Especula-se que o nome desse prato venha do fato de usar queijo parmesão na preparação, que é originalmente da região de Parma, na Itália. Quando estive em Roma, a única coisa “parecida”, era uma berinjela gratinada com molho e queijo.

Conheça toda a história do bife à parmegiana. Veja também dez comidas típicas da Itália (essas são mesmo da Itália).

Pizza italiana

Calma, a pizza é sem dúvida italiana. Mas temos aqui um mito para resolver. Sempre ouvimos dizer que a “verdadeira pizza italiana” é com uma massa bem fina, composta apenas por um bom molho de tomate, queijo e no MÁXIMO mais um ingrediente. Disso se espalhou que essas pizzas “cheias de coisa” não eram aceitas pelos italianos na categoria “pizza”.

Acontece que a pizza é diferente nas diversas regiões da Itália, sendo que na região da Toscana, ela se assemelha a descrição feita no Brasil.

Ah! Já ia me esquecendo, a “pizza portuguesa” também só existe no Brasil.

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Torta holandesa

Mais uma grande polêmica das comidas “europeias” que só existem no Brasil. Não, a torta holandesa não tem nada a ver com a Holanda.

Aparentemente, a torta holandesa que conhecemos no Brasil, foi criada em 1991 na cidade de Campinas, por Sílvia Leite, que era proprietária de um café na cidade e criou esta torta em homenagem aos bons momentos que viveu no país.

A verdadeira torta holandesa (appeltaart) é uma torta de maçã, e que se você estiver indo pra Holanda não pode deixar de provar.

Se você quer provar um verdadeiro doce holandês, você deve provar o stroopwafel, umas bolachinhas bem finas e recheadas de caramelo, geralmente acompanhadas de um bom chá.

Veja a história completa da “torta holandesa” brasileira.

Crepe suíço

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Não, o “crepe suíço” também não existe na Suíça! Também conhecido como “crepe no palito”, surgiu nos anos 80, criação de um russo, que inventou a máquina e se espalhou pelo Brasil, sendo muito comum em feiras ao ar livre.

Pastéis de Belém

Sim, esse doce é verdadeiramente português. Só existe um único problema: os Pastéis de Belém são apenas os servidos em Belém, na famosa confeitaria. A receita original só é feita em Belém e é passada de geração em geração para manter a tradição (e o negócio, obviamente).

Todos os outros pastéis vendidos fora de Belém, são, na verdade, pastéis de nata. Há quem diga que são muito diferentes e etc, mas são no fundo, o mesmo doce.

Acontece que no Brasil, esses pastéis são sempre vendidos como “Pastéis de Belém“, como, por exemplo, pelo Habib’s e pela Casa Mathilde em São Paulo.

Bacalhau de Portugal

Já que estamos falando de Portugal, você precisa saber que não existe “bacalhau de Portugal”, o bacalhau pode até ter sido comprado em Portugal, mas grande parte do bacalhau comercializado em Portugal vem da Noruega!

O bacalhau ficou associado a culinária portuguesa pelo grande consumo no país, mas todo o bacalhau é importado. Veja levar bacalhau de Portugal para o Brasil, quantidade permitida e regras.

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Arroz de Braga

Ainda falando de Portugal, o arroz de braga (prato que leva arroz, frango e paio) é uma receita que ficou bem famosa no Brasil e NÃO existe em Braga.

Essa invenção é de um chefe de cozinha português que vive no Brasil e popularizou o prato em São Paulo. Você pode provar o arroz de braga na A tasca do Arouche. Veja quais são as comidas típicas de Portugal.

Das comidas “europeias” que só existem no Brasil, qual você mais ama? Sentiu falta de  algum “prato típico”, ou algum mito culinário? Compartilha com a gente!

Saiba também tudo sobre a Europa nesse artigo completo.

Erick Gutierrez é co-fundador do Euro Dicas e da empresa Wcontent. Nasceu em São Paulo, trabalha com tecnologia desde os 16 anos e estudou Sistemas de Informação. Aos 21 decidiu morar na Europa, na pequena cidade de Limerick, interior da Irlanda. Depois mudou para o Porto (cidade pela qual é apaixonado) onde se especializou em marketing digital, casou e foi pai de uma menina maravilhosa. Dedica sua vida profissional a criar e distribuir conteúdo de qualidade para sanar as dúvidas das pessoas de maneira simples e eficaz. Também gosta de compartilhar seu conhecimento sobre o mundo digital e é aficcionado por carros.

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