Jardins em volta dos contentores de lixo em Amsterdam é uma novidade que promete embelezar ainda mais a capital holandesa. Mais do que enfeitar as ruas, a medida visa educar a população: a meta é que as pessoas entendam, de uma vez por todas, que lugar de lixo é dentro da lixeira e não do lado de fora dela.

Jardins em volta dos contentores de lixo em Amsterdam: projeto-piloto

A iniciativa partiu da prefeitura e será implantada em fase de testes em 17 bairros. “A intenção é que todos cooperem e mantenham o ambiente limpo”, afirmou no Twitter Rick Vermin, representante do concelho da cidade.
Segundo o mesmo Vermin afirmou ao The Guardian, ele espera que a presença de folhagem e flores funcione como um “tipo de apelo moral” aos moradores e turistas e melhore a aparência das ruas de Amsterdam.
A dúvida é se a existência do jardim dificultará o recolhimento do lixo pelas equipes de limpeza, o que será averiguado em breve.
jardins em volta dos contentores de lixo em Amsterdam foto

Experiência anterior foi positiva

Esta não é a primeira vez que os jardins em volta dos contentores de lixo em Amsterdam são testados.
Um experimento anterior colocou grama artificial na base das lixeiras. O teste foi feito em 150 lixeiras e, segundo a prefeitura, teve sucesso parcial, reduzindo pela metade o despejo de lixo no lugar errado.
O problema é que a grama artificial logo se desfez, deixando uma aparência feia de abandono.
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O “fique em casa” aumentou lixo em Amsterdam

A questão do lixo na cidade de Amsterdam ganhou mais destaque com as medidas de distanciamento social para contenção ao Covid-19.
A quantidade de lixo aumentou consideravelmente com as pessoas ficando em casa e consumindo ainda mais produtos entregues por delivery – a quantidade de caixas, isopores e sacolas aumentou e, consequentemente, o volume do lixo também.
Outra questão é que, com receio do contágio, muitos ficaram com receio de encostar nas lixeiras para despejar os resíduos corretamente. Conclusão: as lixeiras ficaram vazias e a rua ao redor delas, repleta de lixo “encostado”.
Para piorar, a coleta também foi reduzida, para não expor os funcionários.
Lixo em Amsterdam
No pós-quarentena, o município teve que contratar duas empresas privadas para remover o excesso de lixo volumoso da cidade.
“Estou começando a me cansar de recolher o papel higiênico do povo de Amsterdam”, afirmou o vereador Laurens Ivens. “Não há razão para colocar os sacos de lixo nas ruas. As pessoas podem usar luvas para abrir as lixeiras”, reclamou nas redes sociais. E chamou a população a agir: “Temos que passar por essa crise juntos”.
A fase de testes irá durar por três meses. Se der certo, a proposta é estender os jardins de lixeira para mais localidades.

Reabertura com restaurantes na rua

No pós-quarentena, a prefeitura autorizou que bares e restaurantes utilizem espaços públicos, como praças, margens de canais e em ruas para quem possam atender os clientes ao ar livre. As ruas fechadas também enchem a cidade de pedestres e ciclistas. Esta mudança também contribuiu para o embelezamento da cidade recentemente.
As recomendações para quem vai a Amsterdam são as oficiais: evitar aglomerações, manter distância mínima de 1,5 metros de outras pessoas, cumprir a quarentena se estiver com os sintomas, lavar e higienizar as mãos com frequência, e redobrar os cuidados se tiver mais de 70 anos ou possuir outros problemas de saúde.
A Holanda autorizou desde o início de junho a reabertura de escolas, cinemas, teatros, restaurantes, desde que cumpridos os protocolos de distanciamento e higienização. Os voos com a União Europeia também foram retomados.

Histórico do Covid-19 na Holanda

O primeiro caso de Covid no país foi relatado em 27 de fevereiro. A Holanda registrou até 23 de junho, 49,903 mil casos de Covid-19 confirmados. E 6,114 mil mortes.
Comparativamente, o Reino Unido é o país mais afetado pelo coronavírus na Europa, contabiliza mais de 304 mil casos e 28 mil mortes. A Itália tem mais de 238 mil casos e 34 mil mortes.
Globalmente, os contaminados ultrapassam 8 milhões e as vítimas são 468 mil – mais de 174 mil só na Europa. Os dados são da Universidade Johns Hopkins.