Registrado mais um aumento da população portuguesa, que voltou a crescer graças à imigração. É o quinto ano seguido em que o número de habitantes aumenta, passando dos 10,6 milhões de habitantes, dos quais cerca de 500 mil vivem nas regiões autônomas da Madeira e dos Açores.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados ainda como estimativas, referem-se a dezembro de 2023. O número total corresponde a um aumento de pouco mais de 123 mil pessoas em relação a 2022.

Saldo migratório positivo pelo sétimo ano

O aumento da população portuguesa resultou do saldo migratório positivo de 155.701 pessoas, que compensou o saldo natural negativo de −32.596. Em 2022, esses números foram, respectivamente, 136.144  e −40.640. Ou seja, o número de pessoas que entrou no país superou o total dos que saíram e ainda ajudou a minimizar a diferença entre os nascimentos e as mortes no mesmo período.

Com isso, o ano de 2023 ficou marcado por uma taxa de crescimento migratório positiva de 1,47% (1,30% em 2022) e uma taxa de crescimento natural negativa, de −0,31% (−0,39% em 2022).

Em 2023, estima-se que um total de 189.367 imigrantes permanentes entraram para morar em Portugal, contra 33.666 emigrantes permanentes, resultando num saldo migratório de 155.701 pessoas, valor mais elevado observado nos últimos 10 anos.

Gráfico de variação populacional em Portugal.
No gráfico, podemos ver a subida do saldo migratório em Portugal. Fonte: INE

Em 2022, o número de imigrantes permanentes havia sido de 167.098, o que representou um aumento de pouco mais de 72% em relação ao ano anterior. Em comparação, em 2021 o número de emigrantes permanentes foi de 30.954, o que resultou num saldo migratório de 136.144.

Com exceção de 2020, devido às restrições decorrentes da pandemia, o forte acréscimo do número de pessoas que entram em Portugal para residir por um período igual ou superior a um ano (imigrantes permanentes) vem se mantendo, especialmente nos últimos dois anos.

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Mais mulheres e menos jovens

O envelhecimento demográfico em Portugal continuou a acentuar-se em 2023. O índice que compara a população com mais de 65 anos (classificados como idosos) com a população dos zero aos 14 anos (classificados como jovens), atingiu o valor de 188 idosos para cada 100 jovens. Em 2022, eram 184 para 100.

A idade mediana da população residente em Portugal, ou seja, aquela que divide a população em dois grupos de igual tamanho, passou de 46,9 anos (2022) para 47,1 anos (2023). Em outras palavras, metade da população portuguesa tem mais de 47 anos.

Veja os dados completos no gráfico a seguir:

Gráfico apresenta aumento da população em Portugal.
Mesmo com aumento da população portuguesa, as mulheres sempre foram maioria. Fonte: INE

Em relação ao gênero, a população é levemente mais feminina: são 5,55 milhões de mulheres e 5,08 milhões de homens.

Ainda conforme o relatório do INE sobre o aumento da população portuguesa, a fatia da população jovem (até 14 anos) baixou de 14,9% para 12,8% do total da população residente no país. No segmento seguinte, o de pessoas em idade ativa (dos 15 aos 64 anos), também houve um decréscimo: de 65,6% para 63,1% do total da população.

No sentido contrário — o que acaba explicando da alta nos índices gerais de envelhecimento da população — o número de idosos passou de 19,5% para 24,1%.

Taxa de natalidade aumenta, mas ainda não garante crescimento natural

Em 2023, nasceram 85.699 crianças de mães residentes em Portugal, um acréscimo de 2,4% em relação a 2022, quando nasceram 83.671. Isso também vem contribuindo para o aumento da população portuguesa.

Outro dado positivo foi o chamado Índice Sintético de Fecundidade (ISF), que representa o número médio de filhos por mulher em idade fértil (15 a 49 anos), que passou de 1,42 em 2022 para 1,44 em 2023.

Porém, a taxa continua bastante distante do índice de 2,1 filhos por mulher, que é considerado o nível de substituição de gerações. No último ano, a idade média das mulheres ao nascimento do primeiro filho foi de 30,2 anos — menos 0,1 ano em relação ao ano de 2022.