Pandemia de coronavírus hoje em Portugal, Espanha, França e Itália

Como está a pandemia de coronavírus hoje em Portugal, Espanha, França e Itália? A Europa vive uma segunda onda? Descubra aqui.

Pandemia de coronavírus hoje em Portugal, Espanha, França e Itália: panorama atual

Segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), são 14.562.550 casos de coronavírus no mundo, com 607.781 mortes.

Do total de casos, a Europa ocupa a segunda colocação mundial, com 3.103.674 casos confirmados, atrás apenas das Américas, onde estão 7.702.075 casos.

As Américas são, hoje, o epicentro da doença. E a Ásia, onde a pandemia teve início, registra 1.478.141 casos. Há duas semanas, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, afirmou que, “pela primeira vez em meses”, houve um aumento do número semanal de casos da doença no continente.

Ele disse que 30 países europeus registraram uma alta das infecções, sendo que em 11 desses países, a aceleração da transmissão levou a um aumento significativo das infecções.

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E que isso não for controlado, deixará mais uma vez os sistemas de saúde na Europa “à beira do abismo”, disse em coletiva de imprensa. Apesar das palavras duras de alerta, Kluge não citou nenhum país específico.

De acordo com a OMS, atualmente são registrados todos os dias na Europa quase 20 mil novos casos de covid-19 e mais de 700 mortes.

“Já se fala do próximo surto, mas ainda não saímos do atual”, afirmou recentemente o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Mas qual a real situação nos países europeus? Fomos atrás de quatro países que sempre despertam o interesse dos brasileiros, seja por turismo ou por interesses profissionais ou educacionais: Portugal, Espanha, França e Itália.

Portugal

Portugal tem, segundo a Johns Hopkins, 48.898 casos confirmados e 1.697 mortes por Covid.

Na terça-feira, 21 de julho, foram reportados mais 222 novos casos, de acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o relatório, o país soma 48.898 casos confirmados de COVID-19 (mesmo número da Johns Hopkins). E teve seis mortes em 24 horas, um aumento de 0.4% em relação ao dia anterior.

Regiões mais críticas

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a mais crítica, concentrando 79,5% dos novos casos. Foi também na zona de Lisboa que ocorreram as seis mortes por Covid registradas nas últimas 24 horas.

Em número de casos, Lisboa e Vale do Tejo lidera com 24.470, seguida pela região Norte (18.372, com 11 novos casos), a região Centro (4.367, com seis novos casos), o Algarve (792 e dois casos novos) e o Alentejo (636, mais um caso).

A maior parte da área metropolitana de Lisboa não está mais na fase de calamidade, tendo chegado ao estado de alerta do confinamento. No entanto, em algumas áreas, há recomendação (não obrigatoriedade) para circulação apenas para a compra de bens essenciais, como alimentos ou medicamentos, e para saídas ao trabalho.

Segundo o site Re-open EU, que concentra informações sobre a situação de cada país da União Europeia quanto às autorizações de circulação de pessoas, estas regiões são:

  • Amadora;
  • Odivelas;
  • Sintra – freguesias de Queluz-Belas; Massamá-Monte Abraão; Agualva-Mira Sintra; Algueirão-Mem Martins; Rio de Moura e Cacém-São Marcos;
  • Loures – Freguesias de Camarate; Unhos; Apelação/ Sacavém-Prior Velho; Santa-Clara.

Desconfinamento

Assim como seus pares da União Europeia, Portugal reabriu fronteiras em junho, mas restringiu o acesso aos países considerados com descontrole sobre a pandemia.

O Brasil estaria entre estes países, mas, devido à existência de uma relevante relação entre Portugal e Brasil, foram abertas exceções para casos especiais, mediante a apresentação de resultado negativo de Covid-19 para todos os passageiros.

O exame deve ter sido feito em até 72 horas antes do embarque. Para quem não realiza o exame antes do embarque, é oferecida a opção do exame nos aeroportos portugueses, ao custo do próprio passageiro.

A imprensa portuguesa, no entanto, vem relatando casos em que os passageiros se recusam a realizar o exame. Nestes casos, as autoridades ficam de mãos atadas e acabam por permitir a entrada dos viajantes porque a Lei de Estrangeiros não permite que cidadãos nacionais ou com residência legal em Portugal sejam barrados nas fronteiras.

Como afirma o site Re-open EU, todos os passageiros que chegam aos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Beja são obrigados a realizar uma ecografia por infravermelhos e, sempre que forem detectados com febre, são encaminhados para exame, tendo que permanecer confinados em endereço fornecido às autoridades até o resultado do exame.

Serviços em geral

Os hotéis, cafés e restaurantes estão abertos, mas têm limite de horário de funcionamento.

Para os turistas, a incorporação do selo “Clean & Safe”, que atesta os estabelecimentos e serviços que cumprem os protocolos exigidos pelo governo, ajuda a estimular o turismo. Há regras, por exemplo, para bares e restaurantes. É preciso manter medidas de higiene e distanciamento social.

Nenhum cliente pode ser admitido depois das 23h e todos os estabelecimentos fecham à 1h. Não podem ser servidas bebidas alcoólicas depois das 20h, com exceção daquelas servidas junto a refeições.

A distância entre as mesas deve ser de, pelo menos, 1,5 metros. Caso contrário, só podem abrir restaurantes com uma ocupação máxima de 50%.

Em Portugal, até as praias estão com controle de lotação máxima. O monitoramento se dá por aplicativo. Salões de cabeleireiro só funcionam com hora marcada e proteção facial. Spas e centros estéticos estão fechados.

Espanha

Segundo a Universidade Johns Hopkins, cujos números têm sido utilizados como parâmetro nesta pandemia, por estarem mais atualizados inclusive do que os da OMS, a Espanha tinha, em 21 de julho, 266.194 casos confirmados de Covid-19 e 28.424 mortes.

De acordo com o Ministério da Saúde espanhol, são mesmo 266.194 casos, sendo 529 diagnosticados nas últimas 24 horas.

São 13.836 casos nos últimos 14 dias, o que dá 29,42 casos por 100 mil habitantes. E 8.754 nos últimos sete dias, o que dá uma média de 18,62 novos casos por 100 mil habitantes.

Regiões mais críticas

Madri segue como a região mais afetada, com 42.841 casos totais, sendo 57 nos últimos sete dias. As mortes totais somam 8.448, sendo três nos últimos sete dias.

Depois vem a Catalunha, com 29.473 casos totais de infecções, sendo 17 nos últimos sete dias. As mortes totais na região são 5.678, com nenhuma morte registrada nos últimos sete dias.

A região de Castilha e Leão vem em terceiro lugar, com 8.821 casos no total, sendo 11 nos últimos sete dias. As mortes são 2.795 no total. E duas nos últimos sete dias.

Andaluzia fica em quarto, com 6.408 casos totais, sendo 30 registrados nos últimos sete dias. As mortes são 1.435, sem registros nos últimos sete dias.

Um passo atrás na Catalunha

Desde 4 de julho, a região da Catalunha precisou dar alguns passos atrás no desconfinamento. No condado de Segriá, Lérida, as fronteiras foram bloqueadas, com a passagem permitida apenas para casos essenciais. Lá também ficou proibido reuniões sociais com mais de dez pessoas e de visitas a casas de repouso de idosos.

Em toda a Espanha, o uso de máscaras só é exigido em ambientes onde a distância mínima de 1,5 metros entre as pessoas é impossível de ser mantida ou quando do uso de transporte público.

Mas, agora, na Catalunha, todo mundo deve usar em qualquer situação, assim que sair de casa. Adultos e crianças são obrigados a usar a máscara e a desobediência à regra pode gerar multa. O valor é de 100 euros – mais de R$ 600.

Na Galiza, algumas restrições foram reintroduzidas no distrito de La Marina, na província de Lugo, mas por apenas dois dias, em período de eleição.

As fronteiras do país estão abertas (mas há restrições)

As fronteiras do país estão abertas para cidadãos da União Europeia e da lista de países autorizados a entrar na região – que exclui Brasil e Estados Unidos, por exemplo. Não é preciso apresentar teste negativo de Covid-19 para entrar no país.

As atividades já foram praticamente todas retomadas, inclusive parques, restaurantes e museus.

O comércio segue aberto no país, mas as lojas devem manter medidas de desinfecção e de controle no número de clientes. Além disso, clientes e trabalhadores têm que manter uma distância de segurança de pelo menos 1,5 metros em todas as condições.

Os salões de beleza funcionam mediante marcação e com uso de máscaras.

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Itália

Segundo a Universidade Jons Hopkins, são 244.752 casos confirmados e 35.073 mortes até 21 de julho.

Nos últimos dias, a Itália tem registrado uma média de 180 a 200 novos contágios por dia.

Regiões mais críticas

A região da Lombardia, ao norte, continua a ser a zona do território italiano mais afetada pela pandemia.

No último dia 20 de julho, na região de Lazio (parte central do país), onde fica a capital Roma, foram detectados 14 novos casos positivos de Covid-19. E destes, 11 vieram de outros países.

Foram positivadas pessoas que chegaram ao território italiano vindas de locais como Bangladesh, Venezuela, Índia, Montenegro, Roménia e Tanzânia. Ou seja, a abertura de fronteiras é benéfica do ponto de vista turístico e econômico, mas tem seu custo.

“Estamos no meio da batalha. É essencial continuar a se comportar corretamente: uso da máscara, espaçamento de pelo menos um metro e lavagem frequente das mãos”, escreveu o ministro da Saúde, Roberto Speranza, no Facebook.

Desconfinamento

Foi autorizada na Itália a retomada de todas as atividades comerciais, desde que possa ser assegurada uma distância mínima de um metro entre os clientes.

A abertura ao público de museus e outros espaços culturais (como bibliotecas, arquivos, sítios arqueológicos, parques e monumentos) foi também autorizada, mas com capacidade reduzida de visitantes e distanciamento de pelo menos um metro.

Os cinemas, teatros e salas de concertos também funcionam com medidas de distanciamento. Além disso, é obrigatório usar máscara e medir a temperatura antes de entrar nestes espaços.

O uso de máscaras é obrigatório também em todo espaço fechado e nos meios de transporte, assim como nas situações em que não é possível manter a distância de segurança. Entretanto, a regra não se aplica às crianças com menos de seis anos de idade nem às pessoas com deficiência.

Para a prática de esporte, o distanciamento mínimo aumenta para 2 metros.

Não é preciso apresentar exame negativo para entrar no país, mas há restrições aos países com maiores taxas de infecções, como o Brasil e os Estados Unidos. Assim como a Espanha, a Itália optou por seguir as recomendações da lista de países para os quais a União Europeia reabriu suas fronteiras.

Veja também: Itália foi primeiro país europeu a reabrir fronteiras.

França

De acordo com a Johns Hopkins, a França tem 214.607 casos confirmados de coronavírus, sendo 30.168 fatais.

Até então mais “relaxados” quanto ao vírus, os franceses e os estrangeiros que transitam na França são obrigados, desde o dia 20 de julho, a usar máscaras em qualquer local público fechado e nos comércios em geral. Quem desobedece à regra está sujeito a multa de 135 euros.

“Constatamos sinais preocupantes da retomada epidêmica no território nacional”, afirmou o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, em entrevista à rádio francesa France Info. Ele afirmou que existem, hoje, entre 400 e 500 focos do coronavírus no país.

Regiões mais críticas

Nos últimos dias, contatou-se uma aceleração da epidemia principalmente na Bretanha, onde a taxa de reprodução é de 2,62 – isto quer dizer que cada cidadão com Covid-19 infecta, em média, 2,62 outras pessoas por dia.

Apesar disso, as autoridades asseguram que a situação não é alarmante.

Cresce também a contaminação em Mayenne, noroeste do país, e em Paris. A situação levou o governo francês a reforçar as medidas de proteção, com a obrigatoriedade das máscaras.

Desconfinamento

O país também abriu suas fronteiras junto com o restante da União Europeia e não exige teste negativo de Covid ou quarentena de nenhum viajante autorizado a entrar no país. Apenas os viajantes sintomáticos devem ficar de quarentena.

O comércio em geral, os restaurantes, bares e cafés estão abertos na França. Assim como parques, museus, cinemas e teatros.

Cláudia Zucare Boscoli trabalha como jornalista há 20 anos, tendo se formado na Cásper Líbero, com extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), especialização em Marketing Digital pela FGV e pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP. Já trabalhou para IstoÉ Online, O Estado de S. Paulo, Diário de S. Paulo e Editora Abril, entre outros veículos. Adora viajar, conhecer novas culturas e contar o que descobriu.

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