Investir na França: saiba como funciona o processo e o que é necessário

França  / 

Para muitos, empreender é sinônimo de investimento e a ideia de investir na França soa quase como tirar o bilhete premiado: a união entre o próprio negócio num dos países mais cobiçados da Europa. Veja os documentos necessários, visto, custos e negócios de sucesso.

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Investir na França é fácil? Veja as condições

Apesar de existirem diversos modos de investimentos, a ideia de empreendedorismo como caminho para investir na França pode ser um pouco mais complicada e isto porque o país é cenário de greves constantes, possui um número obrigatório de horas semanais de trabalho, o imposto sobre salários atualmente está em 42% e a legislação trabalhista é tão complexa quando longa: o código é um documento simples de 3 mil páginas.

A boa notícia é que apesar de parecer desanimador, os casos de sucesso provam que para quem tem real interesse, tudo é possível. A França é a quinta economia mundial e o segundo maior mercado consumidor da Europa. As leis trabalhistas começaram, em 2018, a serem modificadas de maneira a facilitar os investimentos estrangeiros e Paris inaugurou a sua primeira incubadora de startups. Isso sem mencionar os investimentos imobiliários e financeiros.

Duas saídas simples para investir na França

Para empreender na França, existem duas saídas mais simples: começar uma nova empresa ou investir em algum empreendimento preexistente, como os negócios do ramo imobiliário.

O país é o primeiro país da Europa a fornecer financiamento para startups e é um mercado favorável para os brasileiro.

Prova disto é a marca La French Tech, desenvolvida pelo governo francês, mas gerida pelas empresas privadas francesas. A marca foi desenvolvida como meio de facilitar a entrada e saída de profissionais de todo o mundo na França, realizando um processo de triagem e acelerando a concessão de vistos, seja para trabalhar em startups, fundar uma empresa ou investir capital. O único hub mundial da marca está sediado em São Paulo e já possui 400 empresas cadastradas.

O que é necessário

Para ser candidato a um dos vistos da La French Tech é preciso se encaixar em uma das três categorias do programa:

  • Ser o fundador de uma startup numa das incubadoras do programa;
  • Integrar a equipe de uma empresa que seja afiliada ao programa;
  • Ser um investidor de capital direto ou ser contratado para trabalhar como investidor.

Existe ainda a possibilidade de um visto de investidor a partir do programa Business France, do próprio Consulado Francês. Dentro deste programa, o empreendedor recebe auxílio para conhecer o mercado francês, de que maneira é possível investir na França, como posicionar a empresa, ajuda para a realização de parcerias e no processo burocrático do visto.

Investir na França

Veja também tudo o que você precisa saber para trabalhar na França.

Vistos, documentação e custos

Os tipos de visto para França no consulado são divididos em duas categorias: curta e longa duração. Para quem deseja investir na França ou trabalhar contratado por uma empresa, é necessário solicitar o visto de longa duração que é equivalente a uma autorização de residência e tem duração de 3 a 12 meses.

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O consulado recomenda que o solicitante do visto faça o requerimento com alguma antecedência, mas nunca três meses antes da data programada da viagem.

Como existem 10 tipo de categorias para os vistos de longa duração específicos para trabalhadores e para quem deseja investir na França, alguns documentos podem ser solicitados em especial, mas a lista dos documentos gerais conta com:

  • Passaporte emitido nos últimos dez anos e com validade superior a três meses a contar da data de saída do território francês;
  • Formulário para visto de longa duração completo, assinado e datado;
  • Duas fotos modelo passaporte;
  • Prova de acomodação ou hospedagem, especialmente nos casos dos estrangeiros que pretendem realocar também a família;
  • Evidência de suporte financeiro suficiente;
  • Seguro de viagem com capacidade de cobrir no mínimo 30 mil euros em despesas médicas.

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Requisitos e taxas

Os custos para solicitação dos vistos são fixos independentemente da idade ou parentesco do solicitante: 99€.

Para aqueles que desejarem realizar o processo através do programa La French Tech para investir na França, o primeiro passo é entender se pode ser um candidato elegível.

Tanto para um fundador de empresa, quanto para um investidor, é necessário entrar no site da iniciativa para um processo seletivo no primeiro caso e para o preenchimento de formulário de elegibilidade, no segundo caso.

Para os empreendedores, aqueles que desejam fundar uma empresa em território francês, é necessário ter em conta que, ao chegar no país, para que a empresa possa começar a funcionar existem alguns custos.

  • Um custo de 250€, uma taxa que deve ser paga ao Office français de l’immigration et de l’intégration – OFII, isto é, o escritório francês de imigração e integração;
  • Taxa de 19€ de imposto de selo.

Para tanto, o custo total entre solicitação de visto e taxas ao governo é de 368€.

Veja ainda como conseguir um visto para a Europa.

Investir na França: tipos de negócio e quem pode investir

Atualmente, o maior foco dos franceses no que diz respeito ao mercado brasileiro está relacionado à tecnologia. Seja para o fomento de novas empresas, intercâmbio de profissionais, realização de investimentos em startups, tudo relacionado ao universo digital e eletrônico tem sido considerado prioridade para o governo francês, que disponibilizou ajudas e vistos especiais.

No entanto, há ainda os casos de empreendedores menores, muitos daqueles que já vivem no país e decidem investir na França. No caso dos brasileiros é necessário estar legalizado no país, possuir permissão de trabalho e moradia, caso contrário os processos burocráticos são ainda mais difíceis.

Caso de sucesso de brasileira na França

O caso da Marcella Delfraro, da empresa Adoro Brasil, é um dos casos de sucesso. Engenheira de formação, e transferida para a França, Marcella resolveu começar a vender pães de queijo para ajudar a matar a saudade de casa. Segundo Marcella, a parte mais difícil foi passar pelo processo burocrático, já que o Estado exigiu dela alguns cursos específicos ligados a vigilância sanitária e receitas fiscais.

Ficou animado para investir na França? Faça o processo com calma, reúna toda a documentação e planeje-se bem antes de mudar para a França para ter um negócio bem-sucedido. Boa sorte!

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Autor

Tatiana é brasileira e vive em Portugal desde 2013. Mestre em Estudos Culturais e Interartes pela Universidade do Porto, atualmente cursa o mestrado em Estudos Editoriais na Universidade de Aveiro. Copywriter e revisora, brinca que a sua principal especialidade é atender as dúvidas e ajudar aqueles que desejam conhecer Portugal e a Europa.