Apesar da proximidade e do alinhamento de diversos indicadores econômicos na comunidade europeia, a variação do salário mínimo nacional entre os países é bastante alta. O país com maior salário mínimo na Europa é Luxemburgo, com 2.637,79€ por mês. No extremo oposto, o país que possui o menor salário mínimo europeu é a Bulgária, que aparece com 551€ por mês.
Os dados salariais são do levantamento do Eurostat. Países como Dinamarca, Itália, Áustria, Finlândia e Suécia não entram nos indicadores por não possuírem um salário mínimo nacional.
Importante notar que nos países onde o salário mínimo na Europa é pago durante mais de 12 meses, como em Portugal, onde há 14 pagamentos ao ano, foi feito o cálculo do total pago no ano e dividido por 12.
Salário mínimo da Europa: seis países têm salário mínimo acima de 1.500€
Segundo os dados levantados pelo Eurostat, em março de 2025, os únicos países da Europa com salários mínimos acima dos 1.500€ mensais são, além de Luxemburgo:
- Luxemburgo (2.637€);
- Irlanda (2.282€);
- Países Baixos (2.070€);
- Alemanha (2.122€);
- Bélgica (2.070€);
- França (1.802€).
Salário mínimo da Europa até 1.500€
No bloco intermediário, com salários que ficam entre 1.500€ e 1.001€, estão Espanha (1.381€), Polônia (1.091€), Chipre (1.039€), Lituânia (1.038€) e Eslovênia (1.384€).
Por fim, os países europeus com salário mínimo até 1.000€ são:
| País | Salário |
| Malta | 961€ |
| Grécia | 968€ |
| Croácia | 970€ |
| Estônia | 886€ |
| Portugal | 870€ |
| República Tcheca | 826€ |
| Eslováquia | 816€ |
| Letônia | 740€ |
| Hungria | 707€ |
| Romênia | 814€ |
| Bulgária | 551€ |
Comparando os valores de 2025 com o vigente em 2015, os países que apresentaram a maior taxa média de crescimento anual nos salários mínimos nacionais foram Romênia (+13,3%), Lituânia (+12,3%), Bulgária (+10,6%), República Tcheca (+9,4%) e Polônia (+9,2%).
Por outro lado, a França (+2%) foi o país da Europa que apresentou a mais baixa taxa média de crescimento anual do salário mínimo na última década.
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Nem sempre o maior salário mínimo na Europa compra mais
Uma análise importante é a que considera o poder de compra do salário mínimo, ou seja, o quanto é possível comprar com um salário mínimo no país. Sob esse olhar, as diferenças salariais deixam de ser tão grandes, uma vez que nos países com salários mais baixos, o custo dos produtos também costuma ser menor.
A metodologia utilizada para essas comparações é a chamada paridade do poder de compra, em que se analisa o valor do salário europeu diante das despesas de consumo final das famílias.
Neste cenário, a Alemanha passa à frente de Luxemburgo, por exemplo. Em outras palavras, o salário mínimo pago na Alemanha, apesar de ser menor do que o de Luxemburgo, consegue “comprar mais”.
Os demais países, considerando o poder de compra de seus salários mínimos, ficam distribuídos da seguinte forma:
- O grupo de maior poder de compra, por ordem, é composto:
- Alemanha, Luxemburgo, Países Baixos, Bélgica, França, Irlanda, Polônia, Eslovênia e Espanha;
- No bloco intermediário estão: Lituânia, Croácia, Romênia, Chipre, Portugal, Grécia, Malta e Hungria;
- Por último: República Tcheca, Eslováquia, Estônia, Letônia e Bulgária.
Em Portugal, mais de 20% dos trabalhadores recebem o salário mínimo
Dados do Ministério do Trabalho relativos a 2023 mostram que quase 21% dos trabalhadores em Portugal recebem o salário mínimo nacional (SMN). São cerca de 838 mil pessoas nesta situação, com uma diferença insignificante entre homens e mulheres.
De acordo com dados oficiais do governo, o percentual de assalariados que recebem o salário mínimo na Europa vem caindo desde 2020, quando 27,2% deles tinham os rendimentos mínimos.
Vale lembrar que em janeiro de 2025 o salário mínimo do país lusitano passou de 820€ para 870€, representando um aumento de 6,1% em relação ao valor aferido em 2024.
Marcos Freire +1 autor