Salário mínimo na Europa, como funciona

Europa  / 

Generalizado como um continente de oportunidades e altos ganhos, 22 dos 28 países da União Europeia têm salário mínimo fixado por lei. Países candidatos à UE e demais nações europeias também mantêm uma inconstância, dificultando determinar um padrão de salário mínimo na Europa.

Com políticas que determinam a empregabilidade, qualidade de vida e retorno dos impostos à população, é preciso saber muito mais sobre o país do que apenas o valor bruto descrito no contrato.

Existe um salário mínimo na Europa?

A resposta é sim e não – tudo ao mesmo tempo e à maneira estipulada por cada nação. Em outras palavras, apesar de cogitações, é simplesmente incabível a imposição de um único valor para todos os países.

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O salário mínimo na Europa funciona de maneira totalmente independente a seus países, respeitando políticas internas, nivelamento do poder de compra, impostos, contribuições para a segurança social, dentre tantos outros fatores.

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Determinar o rendimento de acordo com o país

No continente europeu, os rendimentos podem ser estipulados por hora, por dia, semanas ou meses trabalhados. Em casos como o do Reino Unido, por exemplo, o valor é determinado a hora e também de acordo com a idade do profissional.

  • Por lá existem escalões para menores de 18 anos;
  • de 18 a 21;
  • e para maiores de 21 anos.

Quais os 5 maiores salários mínimos da Europa (e os 5 menores)?

5 maiores salários da Europa
Estipulados – ou não – por lei de forma individual a cada país europeu, atualmente a variação de rendimentos entre o menor e o maior salário mínimo na Europa é bastante considerável, apresentando uma diferença de mais de 1.760€ entre eles.

Os valores apresentados abaixo levam em consideração os cálculos do Eurostat (Gabinete de Estatísticas da União Europeia), que divulga a cada semestre um levantamento acerca dos salários praticados no continente europeu.

Os dados a seguir foram atualizados em 17 de julho deste ano e podem ser consultados integralmente clicando aqui.

  • Luxemburgo: 1.998,59€;
  • Irlanda: 1.563,25€;
  • Bélgica: 1.562,59€;
  • Alemanha: 1.498€;
  • França: 1.480,27€.

Os cinco menores salários mínimos da Europa

  • Bulgária: 235,20€;
  • Romênia: 318,52€;
  • Lituânia: 380€;
  • Letônia: 380€;
  • Hungria: 412,66€.

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Diferenças entre os dados da Eurostat e dos países

No cenário geral, é possível encontrar algumas divergências na divulgação do Eurostat com os apresentados por cada país. Isso acontece inclusive porque o Gabinete de Estatísticas da União Europeia calcula também o pagamento do 13º ou 14º meses em países que adotam essa política – no caso, Portugal, Grécia e Espanha.

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Para exemplificar essa questão, atualmente o salário mínimo vigente em Portugal é de 557€, mas para o Eurostat, esse valor é de 649,83€.

Poder de compra nos vários países Europa

É importante ressaltar que, apesar de valores tentadores praticados em muitos países europeus, antes de resolver fazer suas malas pensando exclusivamente nesse fator, vale considerar qual é o poder de compra desse salário e quanto dele será abatido por impostos diversos.

No caso de Luxemburgo, por exemplo, uma pessoa solteira e sem filhos no país tem deduzido de seus rendimentos cerca de 400€. Ou seja, de um salário mínimo de 1.998€, terá líquido algo em torno de 1.600€.

Você pode conferir também uma lista com as melhores cidades para viver na Europa.

Salários altos na Europa, não significam maior poder de compra

Portanto, altos salários não necessariamente significam paridades de poder de compra ou que esse valor entrará integralmente na sua conta bancária.

Nesse quesito, o ranking se altera ligeiramente, mostrando-se sobre a seguinte configuração, começando pelos cinco países com a melhor paridade.

Países da Europa com a melhor paridade

  • Luxemburgo;
  • Alemanha;
  • Bélgica;
  • França;
  • Irlanda.

Países da Europa com a pior paridade

E estes são os cinco países que ficaram na lanterninha no quesito relação salário mínimo e poder de compra, do pior para o “melhor”:

  • Bulgária;
  • Letônia;
  • Romênia;
  • Lituânia;
  • Croácia.

Para entender o verdadeiro valor do salário mínimo, também pode ser interessante ver o que já compartilhamos sobre o:

Quais países da Europa não têm salário mínimo?

Tamanha disparidade entre os países-membros da União Europeia resulta também na opção de alguns países em não optar pelo salário mínimo.

Até último levantamento realizado pela Eurostat, em 1º de janeiro de 2017, países como a Dinamarca, Itália, Áustria, Chipre, Suécia e Finlândia não possuem um mínimo nacional;

Países percententes à EFTA

Islândia, Noruega e Suíça, nações da EFTA (European Free Trade Association), também optam por não o ter.

Salário definido de acordo com cada categoria profissional

No Chipre, o salário mínimo é definido sobre os moldes de piso para cada categoria profissional, não havendo uma regra geral para o país. Os demais países citados funcionam à base de acordos coletivos a diversos setores específicos.

Os salários no norte da Europa são elevados

Mais ao norte do continente, apesar da ausência de salário mínimo definido por lei, alguns países oferecem altos rendimentos a seus trabalhadores. Na Noruega, por exemplo, a média salarial é de 4.500€, enquanto a Dinamarca pratica valores em torno de 2.700€.

Salário médio na Itália

Já ao sul, a Itália surpreende seus companheiros mediterrâneos com um atrativo salário médio de 1.000€ para profissionais com pouca qualificação. Diplomas e experiências são recompensados com rendimentos que variam entre 1.400€ e 1.850€.

Entenda melhor o motivo de não existir salário mínimo na Itália.

O caso da Suíça

Salário mínimo na Suíça
Não pertencente à União Europeia, a Suíça passou por um referendo no ano de 2014 a fim de fixar um valor mínimo nacional. Na época, a proposta foi rejeitada massivamente por 76,3% da população.

No entanto, novamente em pauta, após uma luta que já se estende por seis anos, a Suíça terá um salário mínimo pela primeira vez na história.

O maior salário mínimo na Europa

Ainda sem data para entrar em vigor, o primeiro cantão a implementar a medida será o Cantão de Neuchatel, com salário de 20 francos suíços por hora trabalhada (quase 18€) e jornada de 41 horas semanais.

Esse valor deve conferir ao trabalhador um rendimento anual superior a 36.000€ anuais, ou seja, cerca de 3.000€ por mês – passando a ser o maior salário mínimo na Europa.

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Brasileira, tem formação em Design de Games e Comunicação em Computação Gráfica. Apaixonada por tecnologia, cinema e literatura, desapegou e foi viver na Europa em 2015. De volta ao Brasil, hoje é grande entusiasta de um estilo de vida quase nômade.