Países nórdicos: conheça os líderes em qualidade de vida no mundo

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Conhecidos pela beleza exuberante de suas paisagens gélidas, os países nórdicos constituem uma região entre a Europa setentrional e o Atlântico Norte, sendo formados pela Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Islândia e pelas regiões autônomas.

Com casas coloridas e cortados por montanhas incríveis, os países nórdicos encantam pelos seus telhados verdes e fiordes noruegueses, além das espetaculares planícies dinamarquesas. Isso sem falar da aurora boreal, fenômeno de grande beleza que desperta muita curiosidade e oferece um show à parte aos olhos dos visitantes. Não é à toa que existe por aí um monte de gente sonhando com uma vida perfeita por lá! Números que enchem os olhos!

Quer saber mais sobre esses países e como é morar por lá? Então acompanhe este artigo.

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Países nórdicos: população e extensão territorial

Desde 1952, quando foi criado o Conselho Nórdico, essa parte do mundo passou a ser oficialmente conhecida como Países Nórdicos. Com excelentes índices econômicos, sociais e ambientais, os países nórdicos têm uma população total de 26,8 milhões de habitantes distribuídos por uma área territorial de 3,5 milhões de km², onde as regiões autônomas da Gronelândia, das Ilhas Faroé e das Ilhas Alanda representam cerca de 60% da área total.

A Suécia lidera com a mais populosa entre as nações nórdicas e possui cerca de 10 milhões de habitantes (FMI, 2016). Em segundo lugar vem a Dinamarca com 5,7 milhões de habitantes. A Finlândia ocupa o terceiro lugar com 5,5 milhões de habitantes. A Noruega é a quarta nação mais populosa com 5,3 milhões de habitantes. A quinta e última nação menos populosa é a Islândia com apenas 319 mil habitantes.

Os países nórdicos estão na lista dos melhores países para morar do mundo: conheça todos.

Melhores índices de qualidade de vida e bem-estar

A região, que ocupa os primeiros lugares em rankings de felicidade e bem-estar, é conhecida pelo seu alto índice de desenvolvimento humano, graças ao indiscutível padrão de qualidade de vida dos seus habitantes.

Viver nos países nórdicos significa ter muita segurança e tranquilidade, ensino de altíssima qualidade, assim como nos quesitos saúde e habitação. Para sustentar tudo isso, o cidadão paga altos tributos que fazem com que o Estado garanta, do nascimento até a morte, saúde, licença maternidade, educação, renda mínima, seguro desemprego, aposentadoria e outros direitos, pelos quais se acha justo pagar caro por lá.

A prosperidade dos países nórdicos é expressa em seus números. Mais rico dentre os 5 países, a Suécia tem um PIB de US$511,4 bilhões, segundo dados do FMI de 2016, seguido da Noruega, com PIB de US$370,4 bilhões, Dinamarca com US$306,7 bilhões, Finlândia com US$236,9 bilhões e Islândia, com US$20 bilhão. Juntas, essas cinco economias somaram um PIB de US$1,445 trilhão em 2016!

Dinamarca

Ocupando uma área de 43.098 km², a Dinamarca, cuja capital é Copenhague, é considerado o menos corrupto do mundo, de acordo com pesquisa realizada em 2016 pela ONG Transparência Internacional. Seus políticos são reconhecidos por prestarem bons serviços à população, com honestidade e sem nepotismo.

De forma geral, os habitantes dos países nórdicos apresentam índices baixíssimos de percepção de corrupção, estando todos eles na lista dos 15 países cuja atuação dos governos é reconhecidamente idônea, graças à transparência praticada pelos seus líderes, que gera altos índices de confiabilidade por parte do cidadão.

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Por que morar na Dinamarca?

Honestidade e confiança são bases importantes da cultura dinamarquesa. Ninguém se apropria do que não lhe pertence, o que garante a segurança do cidadão. A relação do dinamarquês com o corpo também é vista como uma coisa bastante natural, sendo comum a liberdade sexual, sem tabus religiosos ou preconceitos (mas isso não vale para a xenofobia, que vou falar mais abaixo).

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Liberdade e igualdade entre gêneros

A pornografia e a prostituição são legalizadas e tamanha liberdade pode soar estranho para estrangeiros desavisados. Outro ponto relevante da cultura dinamarquesa é a equidade de direitos entre homens e mulheres, isso sem falar no sistema de bem-estar social que garante direitos importantes aos cidadãos, como saúde e educação, sob responsabilidade do Estado. A vida na Dinamarca, embora muito confortável e cercada de beleza, não tem luxo, pois as pessoas prezam por um estilo de vida minimalista e prático.

A Dinamarca está no primeiro lugar da lista de países mais seguros para mulheres, confira no artigo.

Por que não morar na Dinamarca?

Idioma

Uma das dificuldades para morar na Dinamarca é o idioma. Para quem conhece o inglês, alemão ou o neerlandês, ainda que não seja fluente, pode adaptar-se facilmente. Mas para quem desconhece esses idiomas, a quantidade de fonemas fechados pode soar estranho para ouvidos latinos.

No entanto, há um incentivo para cônjuges estrangeiros que solicitam visto com base em reunificação familiar, ou ainda visto de trabalho, pois o governo oferece um sistema de integração por meio do qual é possível ter aulas de dinamarquês em diversas escolas espalhadas pelo país por um período de até cinco anos.

Com visto de au pair é possível estudar às custas do governo por até dois anos, mas com visto de estudante a despesa fica por conta própria.

Clima

O clima muito frio também pode dificultar a adaptação de quem vem dos trópicos, visto que a média de temperatura ao longo do ano é de 7ºC. Se a sua intenção é ir a passeio, os meses mais recomendados são entre maio e setembro, quando a temperatura é mais amena e agradável.

Inverno na Europa: saiba como enfrentar o frio.

Relações interpessoais mais “frias”

As relações interpessoais entre os dinamarqueses são bastante diferentes do que se conhece no Brasil. Eles mantêm uma distância corporal com a qual não estamos habituados, além de não serem muito adeptos a fazer amizades, que geralmente se constroem de forma efêmera em rodas regadas a bastante bebida (os dinamarqueses costumam passar da conta quando o quesito é bebida alcoólica).

Para tornar ainda mais difícil a relação entre dinamarqueses e estrangeiros, muitos dinamarqueses são xenofóbos e existem, inclusive, partidos políticos que defendem essa bandeira contra a vinda de imigrantes para o país.

Suécia

O mais populoso dos países nórdicos, a Suécia, é o 3º maior da União Europeia e ocupa uma área de 450.295 km², sendo reconhecido como um dos líderes mundiais em inovação.

Sua capital é Estocolmo e o país se expande por mais 14 ilhas. Reconhecido como um dos líderes mundiais em competitividade, a Suécia ostenta esse título graças à educação de altíssima qualidade, sendo a formação oferecida aos seus cidadãos um dos quesitos de maior prioridade desse país.

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Por que morar na Suécia?

Os altos índices de desenvolvimento do país aliado às belíssimas paisagens naturais são, sem dúvida, os principais motivos que levam as pessoas a quererem morar na Suécia. O país aparece como um dos melhores do mundo para viver graças à qualidade da sua educação, civilidade dos seus habitantes e as muitas possibilidades de trabalho graças ao seu potencial de inovação.

Cidades da Suécia: veja quais são as melhores para morar.

Informações que contrariam os índices positivos suecos

Em 2015, durante a crise de imigração na Europa, muitos refugiados encontraram abrigo na Suécia, sendo este um dos países da UE que mais receberam imigrantes que acabaram se instalando na região de Rosengard, em Malmo.

Hoje se sabe que há um crescimento da violência nesse local, impulsionado pela venda de armas e drogas. A polícia sueca passou, então, a considera-la como uma “área vulnerável”, sendo esta uma das 23 existentes na Suécia hoje em dia. Além da violência trazida, segundo eles, pelos imigrantes, houve um aumento de acusações de estupro e outros crimes sexuais. Controverso, é um tema que ainda não é consensual e que muitos dizem não ser verdade.

O que o Brasil pode aprender com a Suécia? Descubra neste artigo.

Noruega

Com maior IDH (índice de desenvolvimento humano) do planeta, esse país de 327.782 Km² de extensão, cuja capital é Oslo, tem seus índices avaliados de acordo com indicadores de três dimensões: saúde (que além da mortalidade infantil, considera também a longevidade); educação (avaliada não só o grau de analfabetismo, mas também pela média de anos de estudo x os anos esperados de escolaridade); e a Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que é calculada com base no critério de paridade do poder de compra do cidadão.

Veja aqui se vale a pena fazer intercâmbio na Noruega.

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Por que morar na Noruega?

É visto como líder mundial de prosperidade, graças à estabilidade da sua economia, o que garante um ambiente positivo para o desenvolvimento de negócios. Além de boa governança, educação e saúde de qualidade, segurança, proteção e meio ambiente natural altamente preservados, o que contribui para que a Noruega seja considerada como um dos países mais felizes do planeta.

Segundo pesquisas realizadas pela ONU em 2017, a expectativa de vida da população atinge uma média de 81,6 anos, além de índices de educação excelentes, onde se estuda, em média, 17,5 anos ao longo da vida.

A Noruega está na lista dos melhores países da Europa para trabalhar, veja como conseguir uma vaga no país.

O que pode não ser tão feliz assim na Noruega

Para sustentar o modelo econômico do país, a cobrança de impostos é fora do comum, fazendo dela uma das mais altas do mundo. O país registra, ainda, uma das maiores taxas de morte por overdose da Europa, perdendo apenas para a Estônia. A Noruega tem uma das gasolinas mais caras do mundo, o que faz rodar de carro por lá ser um luxo.

Islândia

Com extensão territorial de 102.751 km², a Islândia, cuja capital é Reykjavik, é considerada o país mais seguro do mundo. A taxa de homicídio por lá é de 0,3 para cada 100 mil habitantes por ano. Portanto, ocorre por ano menos de um homicídio na mundialmente conhecida Terra do Gelo.

Na Islândia os salários pagos aos trabalhadores são muito dignos, o que contribui para uma maior igualdade social e, consequentemente, maiores garantias de uma vida confortável para a população. Os islandeses são conhecidos pela educação, honestidade e civilidade.

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Por que morar na Islândia?

O país, que preza pela igualdade entre as pessoas, atrai muitos estrangeiros que desejam uma vida cercada de prosperidade. A fonte de energia do país é 100% proveniente de fontes renováveis, existe um cuidado muito grande com a saúde pública e seu crescimento econômico substancial são fatores que geram alta atratividade para os imigrantes.

A baixa taxa de natalidade desse país faz com que a mão de obra local não seja suficiente para ocupar os postos de trabalho necessários para sustentar seu desenvolvimento, o que representa uma porta aberta para trabalhadores de outros países. Com uma educação primária de alta qualidade, a Islândia é considerada como um país ideal para formar famílias e criar filhos, pois as escolas, além de garantirem um excelente ensino, oferecem suporte às mães estrangeiras. Por isso, ele está no topo da lista dos melhores países da Europa para criar filhos.

Dificuldades enfrentadas pelos imigrantes

Como forma de preservação da cultura, o idioma falado no país é uma das maiores preocupações nos islandeses. Com quatro declinações, infinitas irregularidades, dez letras adicionais em seu alfabeto e uma pronúncia complicada para o ouvido pouco habituado, esse pode ser um dos fatores dificultadores para se morar na Islândia.

Sem falar islandês, é praticamente impossível conseguir algumas vagas de emprego, você pode ser enquadrado no que no Brasil se conhece como subemprego, como na indústria de pesca, por exemplo. Embora sejam amigáveis, os islandeses podem ser bastante resistentes ao que lhe parecer estranho ou que vá de encontro à sua cultura.

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Finlândia

Para quem já foi, no início do século XX, um dos mais pobres e insignificantes países europeus, considerado o fim do mundo em meio às suas florestas e lagos, com fronteiras mal definidas e de economia atrasada e agrícola, a Finlândia deu um salto de desenvolvimento que o transformou em um dos países mais felizes do mundo.

Embora ainda tenha uma forte indústria de celulose, foi a tecnologia digital que arrebatou o país, transformando-o em um dos mais altos índices de educação. É de lá que vem as marcas Nokia e Linux. Em sua capital, Helsinque, é certo de se encantar com seus parques e museus, que contam parte da história da formação do povo europeu.

A Finlândia é conhecida como a terra do Papai Noel, pois a lenda surgiu na Lapônia, ao norte do país, onde ainda vivem povos aborígenes que criam renas e se locomovem com trenós puxados também por cachorros. Nesta região existe um parque do Papai Noel para turistas onde você pode conversar com o bom velhinho.

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Por que morar na Finlândia?

Todas as famílias com filhos recém-nascidos recebem do governo uma caixa cheia de utensílios para cuidados com o bebê. É comum que essa mesma caixa, que vem com um pequeno colchão, se transforme num berço. Isso mesmo! Os bebês dormem na caixa em seus primeiros meses de vida. Essa medida foi responsável pela redução da mortalidade infantil no país, que antes era considerada alta diante da pobreza da população.

Além disso, as mães têm direito a um ano de licença-maternidade e total suporte para retornar ao trabalho após esta. O governo oferece, ainda, uma ajuda mensal de US$500,00 por mês para que um dos pais permaneça em casa até que a criança complete três anos de vida, além de creches gratuitas. Um verdadeiro incentivo à formação de uma família, não é mesmo?

A Finlândia conta com o melhor sistema educacional do mundo, sendo a única nação em que as mulheres têm maiores probabilidades de se sair melhor em ciências do que os homens. Assim como os demais países nórdicos, possui altas taxas de transparência governamental, o que garante um dos mais baixos índices de corrupção do mundo.

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O que pode ser difícil por lá

Assim como nos demais países nórdicos, as baixas temperaturas na maioria dos meses do ano pode ser um empecilho para quem sai dos trópicos. Os invernos são bastante longos e rigorosos, com temperaturas que podem chegar a -35ºC. O idioma local também é considerado um dos mais difíceis do mundo.

Conclusão

Os cinco Países Nórdicos apresentam renda elevada, e todos possuem os melhores índices econômicos, sociais e ambientais da Terra nos rankings de qualidade de vida, corrupção, inovação, paz, prosperidade, competitividade, liberdade econômica, performance ambiental e igualdade. São números de fazer inveja na atualidade!

A população nórdica desfruta de excelente qualidade de vida em cidades sustentáveis, preocupadas com a redução de impactos na natureza.

Assim, é frequente observar os dinamarqueses, finlandeses, islandeses, noruegueses e suecos locomovendo-se por meio de bicicletas e aproveitando as estações do ano em seus vastos e preservados jardins, museus que guardam capítulos importantes da história da humanidade, castelos, igrejas e galerias de arte recheados de riquezas, parques, escolas e universidades, sobretudo as bibliotecas, sempre povoadas por milhares de leitores curiosos.

Enfim, o que se pode observar é uma vida predominantemente tranquila, feliz e sem pobreza nos países nórdicos, repletos de praias, lagos, ilhas e fiordes.

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Autor

Fernanda já deixou o Brasil por Angola, Espanha e agora é Portugal. Vive imersa em um estilo de vida que permite estar sempre em contato com diferentes culturas e aprendizados. A brasileira mãe do Leo é inquieta e sonhadora, amante de uma boa gastronomia e um bom jazz. Atualmente presta consultorias de Marketing para empresas Portuguesas, é responsável pelas estratégias de Marketing da iDigital Media , videomaker nas horas vagas e sócia-fundadora do Mães em Conexão.