Escolher um dos melhores países da Europa para criar filhos pode ser um desafio, especialmente ao buscar um equilíbrio entre trabalho, qualidade de vida e suporte às crianças. Felizmente, muitos países europeus se destacam nesse aspecto, oferecendo políticas generosas de licença parental, sistemas educacionais de qualidade, acesso a cuidados de saúde e segurança.

Ranking dos Melhores países da Europa para se criar filhos
Índice Quais são os melhores países da Europa para criar filhos? Quais são os piores países para criar filhos? Como escolher o melhor país para criar filhos? Vale a pena criar filhos na Europa?

Neste artigo, apresentamos os 15 melhores países da Europa para criar filhos e dicas para ajudá-lo a escolher o destino ideal. Boa leitura!

Quais são os melhores países da Europa para criar filhos? 

Dinamarca, Suécia e Noruega são os 3 melhores países. Mas a lista é extensa e são muitos os países com ótimas condições para criar filhos na Europa.

Para te mostrar quais são os 15 mais vantajosos, fizemos uma lista baseada no ranking anual e mais recente da U.S.News, um portal conhecido por fazer pesquisas abrangentes e de muita qualidade.

Neste ranking, mais de 17 mil pessoas foram entrevistadas com foco em como é criar filhos nesses países. Aspectos como educação pública de qualidade, sistema de saúde, direitos humanos, segurança, equidade de gênero, felicidade e muitos outros foram considerados na análise dos lugares. Veja quais são:

1. Dinamarca

A Dinamarca lidera há muito tempo os rankings globais como um dos melhores países para criar filhos devido à sua alta qualidade de vida. Lá, as famílias têm acesso a um sistema de saúde público universal e gratuito, além de educação também sem custos

Um dos pontos mais vantajosos a se considerar é o fato de o governo oferecer apoio financeiro às famílias (conhecido como child benefit), que ajuda a custear despesas com crianças. Esse apoio financeiro é concedido por criança, e aspectos como necessidades especiais são considerados no valor final.

Crianças brincando na Dinamarca
A Dinamarca é conhecida por ser o lugar onde os pais deixam as crianças saírem sozinhas livremente, por causa da segurança.

Ainda, a licença parental na Dinamarca é uma das mais flexíveis da Europa, e os pais compartilham até 52 semanas de afastamento remunerado.

Se considerarmos que a Dinamarca é um dos países mais seguros do mundo e juntarmos a isso todas as outras vantagens citadas, entendemos bem por que morar na Dinamarca é a melhor opção para famílias.

2. Suécia

A Suécia é mundialmente conhecida por suas políticas sociais progressistas, que beneficiam diretamente as famílias. Um exemplo é a licença parental de até 480 dias, compartilhável entre os pais, com remuneração garantida em parte desse período. 

Na Suécia, as creches públicas têm preços acessíveis (para quem trabalha e recebe na moeda local) e oferecem serviços de alta qualidade, permitindo que as crianças tenham um bom começo de vida.

Dos países do ranking, a Suécia é um dos lugares com maior índice de “family-friendly”. Isso quer dizer que morar na Suécia é seguro, amigável, e que os ambientes são adequados para crianças de forma geral.

3. Noruega

A Noruega é um dos países mais ricos e igualitários do mundo, com recursos significativos destinados ao bem-estar das famílias. Os pais têm direito a licença parental generosa, que pode ser estendida até 49 semanas com remuneração completa ou 59 semanas com redução de salário. 

As creches são amplamente subsidiadas, tornando a educação infantil acessível e de alta qualidade. Ainda, a segurança é um ponto forte da Noruega, com baixíssimas taxas de criminalidade. 

Mãe, pai e filho na Noruega
As escolas norueguesas incentivam convívio com a natureza, e há muitas aulas ao ar livre.

Outro ponto importante a se considerar sobre morar na Noruega é a proximidade com a natureza. Essa é uma característica marcante, visto que proporciona às crianças um ambiente estimulante e saudável para crescer.

4. Finlândia

A Finlândia é um modelo global de educação e bem-estar infantil. As escolas públicas são gratuitas e altamente renomadas, sendo conhecidas por priorizar o aprendizado prático em vez de apenas resultados acadêmicos. 

Outro diferencial de se morar na Finlândia é o famoso kit de maternidade oferecido pelo governo, que inclui roupas, itens de higiene e até um colchão para recém-nascidos. Esse kit é um símbolo do compromisso finlandês com a igualdade e o apoio às famílias. 

Família na Finlândia, um dos melhores países da Europa para criar filhos.
Apesar de conhecida pelo frio, a Finlândia é um país com paisagens naturais que ficam lindas durante o verão.

A licença parental é igualmente generosa e compartilhável. Além disso, o país é conhecido por ser um dos lugares mais seguros do mundo para se viver.

5. Suíça

A Suíça é um dos lugares mais modernos para se criar crianças. Os pais têm acesso à licença parental paga e benefícios financeiros, como o Kindergeld (benefício infantil), que ajuda a custear despesas com filhos. 

A infraestrutura de transporte público eficiente facilita o deslocamento das famílias, e é um ponto importante sobretudo para quem tem filhos mais velhos que precisarão se deslocar de casa para a escola. 

Na Suíça, o sistema educacional é diversificado e há opções de escolas públicas e privadas de alta qualidade. Além disso, morar na Suíça é vantajoso porque o país valoriza atividades culturais e recreativas para crianças, com muitos museus, parques e festivais voltados para o público infantil, sobretudo em cidades grandes.

6. Holanda

A Holanda é frequentemente destacada como um país onde as crianças são extremamente felizes. Isso se deve à abordagem equilibrada de vida promovida pela cultura local, onde o lazer é tão importante quanto o trabalho ou os estudos. 

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Um fato interessante é que as cidades são planejadas para bicicletas, incentivando hábitos saudáveis e possibilitando que as bicicletas sejam o meio de transporte principal de muitas famílias. 

Crianças na escola da Holanda, levantando as mãos. É um dos melhores países para criar filhos na Europa
Desde muito pequenas, crianças na Holanda aprendem a andar de bicicleta e conseguem se locomover com muita autonomia.

Além disso, as escolas são acessíveis e de alta qualidade, e o país investe na educação bilíngue. Ao morar na Holanda, as crianças começam a falar inglês desde cedo.

A licença parental na Holanda é mais curta do que em outros países nórdicos, mas ainda assim proporciona suporte significativo aos pais.

7. Áustria

Morar na Áustria é outra excelente opção para se criar crianças. Lá, o sistema de saúde público é amplamente acessível e a educação é gratuita em todos os níveis, incluindo universidades.

Não foi sem motivos que no ranking feito pela U.S.News, o país se destacou pela educação bem-desenvolvida e por ambientes amigáveis para crianças.

Mãe e filhas na Áustria.
Começar aulas de instrumentos musicais, como violão e piano, aos 6 anos de idade, é muito comum na Áustria.

Ainda, a Áustria oferece muitas opções culturais, como teatros infantis e museus interativos, além de ser um paraíso para atividades ao ar livre. Provavelmente por esse motivo, os índices de felicidade no país são bem altos.

O país é um dos mais politicamente estáveis da Europa. Porém, vale destacar que o custo de vida não é um dos menores, mas essa desvantagem pode ser neutralizada quando se considera o salário local e a licença parental bem generosa.

8. Bélgica

Conhecida pela qualidade no ensino e na saúde, a Bélgica não poderia estar de fora do top 15 melhores países para se criar filhos na Europa. O país é seguro, com educação multilíngue bem desenvolvida e relativa estabilidade política.

Lá, a licença parental permite que os pais tirem até 4 meses para cuidar dos filhos, com flexibilidade para dividi-los ao longo de um período maior. Além disso, em algumas empresas, há possibilidade de tirar licença parcial do trabalho tendo filhos de até 12 anos, mesmo que com redução salarial.

Minha experiência na Bélgica

A Bélgica é o país onde eu moro com minha filha. Aqui, um dos pontos mais importantes para mim é o ensino de qualidade e gratuito (isso porque optei por uma escola pública).

Ainda, outro ponto de destaque sobre morar na Bélgica é a saúde, que além de ter qualidade é bem ágil.

Em todas as vezes que tivemos alguma emergência de saúde, conseguimos atendimento muito rápido, eficaz e, o melhor de tudo, gentil com quem não fala a língua nativa do país.

9. Irlanda

A Irlanda tem uma cultura acolhedora com políticas cada vez mais favoráveis às famílias. As escolas públicas são de alta qualidade e o governo oferece subsídios para educação infantil e creches.

Embora o custo de vida em algumas áreas, como Dublin, seja elevado, a vida em cidades menores é mais acessível e igualmente rica em oportunidades para crianças. Para se ter uma ideia, morar na Irlanda é vantajoso por se tratar de um país com altos índices de acesso à cultura.

Também é importante destacar que fatores como preocupação com direitos humanos, com o clima, com cultura e com liberdade são bem altos no país. Esses fatores juntos tornam a Irlanda um lugar bem amigável e acolhedor para famílias, em especial às famílias LGBTQIA+ na Europa.

Afinal, a Irlanda é um país onde muitas pessoas da comunidade são líderes e ocupam altas posições políticas.

10. Alemanha

A Alemanha oferece uma estrutura robusta para famílias, com benefícios como o Kindergeld (subvenção financeira mensal para crianças) e creches subsidiadas. O país tem um dos melhores sistemas educacionais da Europa, com ensino gratuito em escolas públicas e universidades de alta qualidade. 

Além disso, cidades alemãs como Munique, Hamburgo e Berlim são planejadas com segurança e acessibilidade em mente, tornando-as ideais para famílias. A infraestrutura de transporte público é excelente, facilitando o dia a dia. 

Crianças no centro de cidade Alemã.
Na Alemanha, as crianças recebem um presente especial no primeiro dia de escola. Normalmente, é um cone com doces.

A Alemanha também valoriza o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, com muitas empresas oferecendo horários flexíveis para pais. Por fim, dos países levantados nessa pesquisa, morar na Alemanha se destaca por ter 100% de estabilidade política.

11. Islândia

A Islândia, apesar de ser um país pequeno, oferece um ambiente acolhedor e inovador para famílias. O país é um dos mais seguros do mundo, com baixas taxas de criminalidade e uma forte comunidade local. 

As políticas de licença parental são flexíveis e promovem a igualdade de gênero, permitindo que pais e mães compartilhem responsabilidades de cuidado. Além disso, a natureza deslumbrante da Islândia proporciona um cenário único para as crianças crescerem e se desenvolverem.

Crianças olhando montanhas na Islândia
As escolas da Islândia focam no desenvolvimento criativo e social, enquanto aspectos como mercado de trabalho e indústria são vistos depois.

Na Islândia, os índices de felicidade geral são bem altos, atingindo a nota 95 de 100. Isso é consequência da qualidade de vida, do respeito aos direitos humanos e da segurança do país.

12. Reino Unido

O Reino Unido é um dos melhores países da Europa para criar filhos porque oferece uma licença parental combinada que pode chegar a 50 semanas, permitindo que os pais compartilhem o período de afastamento para cuidar do bebê. Apesar de nem todo o período ser remunerado, o benefício garante flexibilidade para as famílias. 

O sistema de saúde gratuito cobre todos os cuidados médicos necessários para crianças. Além disso, morar no Reino Unido é vantajoso porque existem creches e escolas públicas de alta qualidade disponíveis, embora o custo de creches privadas possa ser elevado em grandes cidades. 

O governo também oferece auxílio financeiro, como o Childcare Vouchers ou Tax-Free Childcare, para ajudar pais a equilibrar despesas. Somando esses auxílios com um salário local, as despesas ficam bem menores.

13. Luxemburgo

Luxemburgo é amplamente reconhecido por suas políticas generosas para famílias. A licença parental é flexível e permite que os pais tirem até 6 meses em período integral ou 12 meses em meio período. 

O governo também oferece subsídios para cobrir parte dos custos de creches e atividades infantis. No país, o sistema de saúde é eficiente e as famílias têm acesso a uma ampla rede de médicos e especialistas. 

Família andando de bicicleta em floresta.
Luxemburgo é um pequeno país com muitas áreas naturais, o que é ideal para quem aprecia contato com a natureza.

Outro destaque é o sistema educacional multilíngue, que ajuda crianças a se adaptarem a um ambiente globalizado desde cedo.

Ainda, morar em Luxemburgo tem uma vantagem especial por esse ser um país aberto à diversidade, e com muitos líderes políticos que são LGBTQIA+. Isso torna o ambiente ainda mais acolhedor para famílias.

14. Espanha

Na Espanha, tanto mães quanto pais têm direito a licenças de maternidade e paternidade bem estruturadas. Recentemente, a licença parental foi estendida para 16 semanas remuneradas, sendo igual para ambos os pais. 

Creches públicas e privadas estão disponíveis, embora as vagas subsidiadas sejam limitadas em algumas regiões. O sistema de saúde universal é um grande atrativo para quem quer morar na Espanha, oferecendo cuidados pediátricos de alta qualidade gratuitamente. 

Além disso, o clima ameno possibilita mais atividades ao ar livre, o que pode ser uma grande vantagem para famílias que preferem passar mais tempo fora de casa.

15. França

Apesar de estar no último lugar deste top 15 melhores países da Europa para criar filhos, morar na França é interessante porque esse país tem uma das políticas mais generosas para pais e mães na Europa.

A licença maternidade pode chegar a 16 semanas, enquanto a licença paternidade foi recentemente ampliada para 28 dias remunerados, com possibilidade de extensão. 

Meninos na praia, brincando de bola, em um dos melhores países da Europa para criar filhos
Morar na costa francesa é muito interessante para famílias que apreciam a praia e gostam de aproveitar bem os verões.

Além disso, os pais podem solicitar licença parental adicional até os 3 anos da criança, embora nem sempre seja remunerada. Creches são amplamente disponíveis e fortemente subsidiadas pelo governo. 

O sistema de saúde francês é eficiente, com custos muito baixos para atendimento pediátrico e exames essenciais. O país também oferece benefícios financeiros mensais, como o allocation familiale, que ajuda as famílias a cobrir despesas com os filhos.

No Instagram do Euro Dicas você também encontra o ranking dos 5 melhores países da Europa para criar filhos. Confira!

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Quais são os piores países para criar filhos? 

Ainda conforme o levantamento feito pelo U.S.News, esses são os 10 piores países da Europa para criar filhos:

  1. Ucrânia;
  2. Rússia;
  3. Sérvia;
  4. Romênia;
  5. Eslováquia;
  6. Lituânia;
  7. Estônia;
  8. Letônia;
  9. Croácia;
  10. Hungria.

Esses países ficaram nas piores colocações por diversos motivos. Instabilidade política e econômica, políticas de proteção parental e infantil muito fracas, poucos benefícios e suporte para famílias e baixa qualidade de educação são alguns deles.

Ainda, outros fatores pesam negativamente na avaliação desses países: índices baixos de felicidade e qualidade de vida são os principais. Ou seja, nesses países, criar crianças pode ser mais desafiador e complicado.

Como escolher o melhor país para criar filhos?

Escolher o melhor país para criar filhos é uma decisão pessoal que depende das necessidades e prioridades de cada família. Isso quer dizer que não existe um único lugar ideal para criar crianças, você precisa considerar diversos fatores.

Primeiro, pesquise sobre a qualidade de vida na Europa (nesse caso, dos países pelos quais você se interessa). Avalie a segurança, como funciona o sistema de saúde, como é a educação (pública, privada, qualidade, dentre outros fatores), e identifique o nível de apoio que o governo oferece às famílias.

Ainda, é fundamental entender em detalhes o processo de se mudar com a família. Uma dica para isso é ver vídeos de pessoas que já viveram essa experiência, e entender a percepção dessas pessoas sobre a mudança para a Europa com a família.

No vídeo abaixo, por exemplo, a Kellen conta como ela se mudou com a família para o Velho Continente.

Feito isso, vale a pena considerar o custo de vida na Europa e a renda mínima da família. Analise os gastos gerais de quem mora com você, e veja se o salário do país de interesse é suficiente para cobrir esses gastos.

Demais fatores a serem considerados

Também é importante analisar o idioma e a cultura do país de destino. Esses fatores são relevantes para entender o tamanho da adaptação que vocês precisarão fazer, e te darão um norte de como preparar os pequenos para a mudança.

Por fim, coloque o bem-estar familiar em primeiro lugar nessa escola e se questione: as crianças terão boas oportunidades de ensino? Terão acesso à cultura? Estarão em segurança? Poderão acessar sistemas de saúde com facilidade?

Foram esses fatores que considerei antes de me mudar para a Bélgica, e através dessa análise entendi que o país atenderia a todas as necessidades da minha família. Coloque essas informações em uma balança e, certamente, você conseguirá encontrar o país ideal para vocês. 

Vale a pena criar filhos na Europa? 

Sim, vale a pena.

Para muitas famílias, criar filhos na Europa pode valer muito a pena devido à infraestrutura, segurança, sistemas educacionais de alta qualidade e políticas sociais que apoiam os pais. É claro que toda mudança é desafiadora, e por isso é necessário se preparar bem.

Ao tomar a decisão, lembre-se de preparar sobretudo as crianças pequenas para tudo o que irá mudar na vida delas. Feito isso, você garante que o processo seja menos doloroso e que as vantagens de criar filhos na Europa sobressaiam-se com mais rapidez.

Para ajudar ainda mais no processo, indico a leitura do ebook O Sonho de Viver na Europa. Nele, você verá detalhes do que é necessário para fazer uma mudança certeira para o Velho Continente, e contará com mais histórias de pessoas que já viveram o mesmo que você quer viver. Nada como aprender através da experiência de outras pessoas, certo?

Espero que essas dicas tenham te ajudado a entender qual país faz mais sentido para a sua família. Bom planejamento e boa sorte na mudança!