Países mais seguros do mundo, veja quais são, onde ficam e motivos

Países mais seguros do mundo

Europa  / 

Desde 2008, um relatório chamado Global Peace Index é divulgado anualmente com a finalidade de apontar quais são os países mais seguros do mundo — e também os mais perigosos.

Ao todo, foram analisados 163 países (cerca de 99,7% da população mundial), utilizando de 23 indicadores qualitativos e quantitativos. A Europa segue como a região mais pacífica do mundo, onde 8 dos 10 países mais seguros do mundo estão no Velho Continente.

Veja quais são os 10 países mais seguros do mundo.

Os 10 países mais seguros do mundo

Neste último levantamento, a maioria dos países indexados se tornaram mais pacíficos. Foram 93 nações progredidas contra 68 onde a violência aumentou. No entanto, os países mais seguros do mundo continuam seguindo um mesmo padrão no globo.

Dentre os 25 países que encabeçam a lista, 18 estão no continente europeu, sendo Portugal o país que mais progrediu nos últimos anos. Outros estão na Ásia, Oceania, e o Canadá representa as Américas, acompanhado apenas pelo Chile.

O relatório pode ser consultado na íntegra clicando aqui ou através do Vision of Humanity, com o mapa interativo. A seguir, veja quais são os 10 países mais seguros do mundo, de acordo com Global Peace Index de 2017.

1. Islândia – GPI de 1.111

Islândia é um país seguro
Considerado o país mais seguro do mundo desde o início do relatório, em 2008, praticamente não existem crimes violentos na Islândia. Num país onde crianças podem ficar sozinhas nas ruas ou é perfeitamente aceitável pegar carona com um estranho, os homicídios não excedem a taxa de 1,8 para cada 100 mil habitantes — no Brasil, esse número é de 30,5 casos para os mesmos 100 mil cidadãos.

Por lá, essa estatística se cumpre uma vez por ano, e geralmente os crimes são cometidos por pessoas alcoolizadas ou que sofrem de transtornos mentais. Para eles, a igualdade social é um dos principais fatores que levam a quase ausência de crimes.

Ficou surpreendido com o número 1? Então acompanhe o resto da lista.

2. Nova Zelândia – GPI de 1.241

De política e economia estável, além do respeito aos direitos humanos, a Nova Zelândia é o representante da Oceania em segurança. Com pouco mais de 4,5 milhões de habitantes, o pequeno país é dono de uma natureza exuberante, com contrastes inimagináveis para essas duas ilhas menores que o estado de São Paulo.

Assim como na Islândia, raramente você verá um policial portando armas de fogo na Nova Zelândia. A segurança pública é fator admirável e eficiente, sendo também muito difícil acontecer assaltos a civis — geralmente os casos registrados são a estabelecimentos comerciais.

Além do fator segurança, o país também está entre os mais prósperos e menos corruptos do mundo.

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3. Portugal – GPI de 1.258

Portugal é um país seguro
Portugal é um dos destaques do levantamento de 2017, mostrando progressos consideráveis em 12 dos 23 indicadores — e o melhor do continente.

O país subiu 11 posições desde que o Global Peace Index foi implementado, em 2008, e muito do seu progresso é visível diante da recuperação gradual de sua crise financeira, o que resultou numa melhor estabilidade interna do país.

Como é o país?

País pacato e com baixo custo de vida, esse é o destino de muitas pessoas que procuram segurança, receptividade e clima agradável (se comparado aos seus parceiros de continente).

Em geral, os tipos de crimes que mais ocorrem no país infelizmente estão relacionados a violência doméstica e furtos de oportunidade. Veja em detalhe como é o custo de vida em Portugal.

Portugueses não têm receio

No entanto, os números estatísticos não são expressivos a ponto de fazer com que os portugueses sintam medo — muito pelo contrário. A eficácia do sistema judiciário e o respeito pela força policial é uma das grandes virtudes do sistema se segurança do país.

Também já falamos sobre a segurança em Portugal.

4. Áustria – GPI de 1.265

Outro país acima da média, a Áustria se destaca por fatores que vão muito além da segurança — principalmente em termos de satisfação pessoal. Terra de Mozart e muitos outros talentos da música e da sétima arte, o pequeno país oferece muitas opções culturais e um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do mundo aos que vivem ali.

Diante dos resultados apresentados pelo levantamento, o país obteve maiores pontuações apenas nos quesitos percepção da criminalidade (2.0), presença de policiais/oficiais de segurança (2.6) e acesso a amarmento (2.0). Os demais indicadores não ultrapassaram os 1.7 pontos.

5. Dinamarca – GPI de 1.337

Segurança na Dinamarca
Também referência em segurança, a Dinamarca faz parte do trio mais proeminente da Escandinávia, ao lado também da Noruega e Suécia. Se considerarmos também a Islândia e a Finlândia como parte da Escandinávia, dos 25 países mais seguros do mundo, 5 estão localizados ali.

Um país feliz e seguro

Voltando os olhares para a Dinamarca, além da segurança, o país também pontua com louvor em termos de felicidade de sua população. Atrás somente da Noruega, em 2017 o país perdeu o trono e conquistou medalha de prata como o segundo país mais feliz do mundo.

Em comparação aos demais países das primeiras colocações, a Dinamarca apresenta maiores indicadores em termos de importação de armas, impacto terrorista e conflitos externos.

Veja aqui a lista completa com os países mais felizes do mundo.

6. República Tcheca – GPI de 1.360

Mesmo falando sobre cidades populosas como a turística capital Praga, a República Tcheca apresenta diversos fatores que tornam o país um dos países mais seguros do mundo. Apesar de relatos apontarem alguns golpes, principalmente a viajantes desavisados, estima-se que aconteçam apenas 4 roubos para cada 10 mil habitantes.

No ranking GPI, o maior indicador ficou para a presença de oficiais de segurança/policiais (2.9 de 5), seguido da proporção carcerária (2.7). Alguns dos indicadores com nota mínima ficaram, por exemplo, para a importação de armas e prática de crimes violentos.

7. Eslovênia – GPI de 1.364

Segurança na Eslovénia
São cerca de 2 milhões de habitantes, sendo muitos deles imigrantes sérvios e croatas. No entanto, a “crise” migratória foi muito bem gerenciada e o país saiu da 11ª posição em 2014 para o 7º lugar em 2017.

Custo de vida baixo

O custo de vida é baixo e muitas pessoas escolhem o país para estudar e viver. Parte da antiga Iugoslávia, a Eslovênia é uma nação nova, e conquistou sua independência apenas em 1992. Daí em diante, o progresso foi uma constante.

Indicadores mais expressivos

No último levantamento GPI, os indicadores mais expressivos ficaram para a força policial (2.7 pontos).

Outros tópicos como percepção da criminalidade, intensidade de conflitos internos, demonstrações de violência e relacionamento com países vizinhos pontuaram com 2.0 de 5.

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8. Canadá – GPI de 1.371

Fora da Europa e de proporções continentais, o Canadá surge com toda propriedade na oitava posição. Até mesmo em grandes metrópoles como Toronto, a segurança é uma constante, e a polícia age para além da ostensiva, mas na preservação da ordem e da investigação.

Dentre todos os indicadores, o país não ultrapassou os 2 pontos em nenhum deles. Tal pontuação ficou para os fatores: percepção da criminalidade, força policial, acesso a armamento (cidadãos podem andar armados), demonstração de violência, impacto do terrorismo e exportação de armas.

9. Suíça – GPI de 1.373

Segurança na Suíça
Podemos dizer que o nono lugar foi dado a Suíça devido a um único indicador: a exportação de armas, que recebeu a nota máxima. Em 2008, primeiro ano do GPI, o país se encontrava em terceiro lugar, sendo a questão armamentista também responsável por derrubar sua posição.

Igualdade, apoio e qualidade de vida

No mais, o país é conhecido pela igualdade e por poder contar com o governo em casos de desemprego ou de estar passando por necessidades. Tamanho amparo é refletido no alto custo de vida, o que pode deixar de ser relevante se considerar a excelente qualidade de vida.

Indicadores GPI

Voltando aos indicadores GPI, a Suíça pontuou a nota mínima (que significa mais segurança) em 12 dos fatores apontados. Com exceção da questão de exportação já citada, todos os demais indicadores não ultrapassam 2 pontos.

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10. Japão – GPI de 1.408

Segurança e honestidade são palavras que andam lado a lado quando falamos no Japão. Representante do oriente no top 10, o país ficou na última posição principalmente devido a 2 indicadores específicos:

Posse de armamento pesado e nuclear (2.7/5), além de situações de conflito com países vizinhos (3.0/5).

Taxa de homicídio

A taxa de homicídio no Japão está entre as menores do mundo, estimada em 0.4 para cada 100 mil habitantes. A força policial também não se mostra tão necessária, sendo cerca de 200 oficiais para assistir mais de 100 mil residentes ao dia.

De um modo geral, a preocupação aparente do japonês gira em torno principalmente aos desastres naturais. No entanto, questões envolvendo a máfia também podem incomodar a vida de algumas pessoas. A Yakuza, ainda nos dias de hoje, conta com mais de 100 mil membros, os quais exercem fortes influências sobre a mídia nacional.

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Onde está o Brasil na lista dos países mais seguros do mundo?

Segurança no Brasil
Aparecendo em 108º lugar, dentre 163 nações avaliadas, o Brasil ganhou a classificação mediana em termos globais — representada pela cor amarela —, graças a certos indicadores que elevaram exponencialmente a insegurança no país. Sua colocação, em comparação ao mesmo índice em 2016, teve queda em 3 pontos.

Taxa de homicídios elevada

Em uma escala de 0 a 5, o Brasil ficou com nota máxima em homicídios. Outros 4,6 ficaram para os orçamentos destinados a missões de paz; e a nota 4 foi dada aos indicadores:

  • Percepção da criminalidade pela sociedade;
  • Acesso a armamento;
  • Crimes violentos;
  • Terror político (onde a falta da garantia de segurança vem do próprio governo).

Como é calculada a segurança num país?

O que é segurança para você? Dependendo da sua origem, o conceito de estar e sentir seguro pode ser muito relativo. Para o Global Peace Index, uma nação pode ser considerada pacífica se atingir as pontuações ideais para cada um dos indicativos. Em 2017, o índice chegou às seguintes conclusões:

  • O mundo melhorou um pouco desde o ano passado, mas se tornou menos pacífico que na última década;
  • A militarização sofreu um recuo nas últimas três décadas;
  • Em âmbito global, a violência causa enormes impactos sobre a economia de um país;
  • Eventuais gastos que deveriam ser direcionados para promover a paz ainda são menores que o ideal;
  • Queda na paz positiva dá margem para o nascimento de movimentos políticos populistas.

Indicadores de segurança

Para chegar a esses resultados, o índice utilizou de 23 indicadores sobre a violência e o medo que ela provoca, a fim de medir a segurança com base na ideal “paz positiva”.

Os fatores foram analisados e pontuados em uma escala de 1 a 5, onde quanto maior, mais violento é o país. Veja quais foram os critérios de avaliação:

  • Percepção da criminalidade;
  • Oficiais de segurança e policiais (para cada 100 mil habitantes);
  • Homicídios (para cada 100 mil habitantes);
  • Encarceramento (número de presos para cada 100 mil habitantes);
  • Acesso a armamento para a população;
  • Intensidade de conflitos internos;
  • Demonstrações de violência;
  • Crimes violentos;
  • Instabilidade política;
  • Terror político (inclui violação dos direitos civis, por exemplo);
  • Importação de armas;
  • Impacto do terrorismo;
  • Mortes por conflitos internos;
  • Gastos do governo com as forças armadas;
  • Número de militares (para cada 100 mil habitantes);
  • Contribuição das Nações Unidas para missões de paz;
  • Capacidade nuclear e de armamento pesado;
  • Exportação de armamento;
  • População refugiada do país ou território de origem/moradores de rua ou em condições deslocadas;
  • Relacionamento com países vizinhos;
  • Conflitos externos;
  • Mortes por conflitos externos.

Diante desses 23 itens de avaliação, o GPI combinou os indicadores em três fatores principais, como categorias: militarização; sociedade e segurança; e conflitos internos e domésticos. Teoricamente, o conjunto dessas variáveis seria o suficiente para determinar quais são os países mais seguros do mundo, especialmente em questões de danos físicos a população.

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A importância da paz positiva

Você pode até ter ouvido falar, mas provavelmente nunca foi apresentado ao contexto da chamada “Paz Positiva”. Este é um termo utilizado para designar a paz através de atitudes, instituições e estruturas necessárias para criar e sustentar uma sociedade pacífica.

Algumas designações incluem a restauração dos relacionamentos interpessoais; a criação de sistemas sociais que servem as necessidades de toda uma população; e a resolução construtiva dos conflitos. A partir desses conceitos, o Institute for Economics & Peace elaborou também o relatório Positive Peace, que elenca os países mais seguros do mundo com base nesses indicadores. Para esse índice foram estabelecidos 8 pilares, sendo eles:

  • Bom funcionamento do governo;
  • Bom ambiente para o empreendedorismo;
  • Distribuição justa de recursos;
  • Aceitação e respeito aos direitos do próximo;
  • Bom relacionamento com seus vizinhos;
  • Acesso livre a informação;
  • Alto nível de capital humano (conhecimentos, habilidades, etc);
  • Baixos níveis de corrupção.

O resultado novamente colocou a Europa como destaque entre as 10 primeiras posições — com foco invicto para a região da Escandinávia. A exceção vai apenas para a Nova Zelândia, único país fora do continente.

  1. Suécia;
  2. Suíça;
  3. Finlândia;
  4. Noruega;
  5. Dinamarca;
  6. Irlanda;
  7. Holanda;
  8. Nova Zelândia;
  9. Alemanha;
  10. Islândia;

No quesito Paz Positiva, o Brasil ficou melhor colocado que no IGP, e aparece em 66º lugar dentre 163 países. O relatório completo pode ser acessado aqui.

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Heloisa é brasileira, com formação em Design de Games e Comunicação em Computação Gráfica. Apaixonada por tecnologia, cinema e literatura, desapegou e foi viver na Europa em 2015. De volta ao Brasil, hoje é grande entusiasta de um estilo de vida quase nômade.