País mais feliz do mundo: top 10 em qualidade de vida

O que caracteriza um lugar como sendo o país mais feliz do mundo? Certamente é a qualidade de vida que ele oferece à população. Segurança é um dos fatores primordiais quando o assunto envolve o bem-estar dos habitantes de uma localidade.
Neste artigo vamos conhecer o país eleito o mais feliz do mundo em 2019, os motivos que deram a ele este título, a posição do Brasil e Portugal nesta lista.

Conheça o país mais feliz do mundo

A Finlândia foi considerada o país mais feliz do mundo, ainda que tenha um inverno longo, rigoroso e com dias escuros.
Mas a notícia não surpreendeu a todos, tendo em vista que este era o segundo ano em que o país recebia o título de acordo com o World Happiness Report (Relatório Mundial da Felicidade), um relatório realizado por organizações e institutos de pesquisa internacionais.
O comunicado foi divulgado durante um evento das Nações Unidas em março de 2019, através de dados obtidos entre os anos de 2016 a 2018. Os fatores avaliados foram:

  • Expectativa de vida;
  • Apoio social (do governo);
  • Corrupção;
  • Renda;
  • Generosidade;
  • Liberdade e confiança (percepção e instituições públicas respectivamente);
  • Expectativa de vida saudável (os anos em que um cidadão se mantém saudável).

O relatório tem como base o “bem-estar subjetivo”, isto é, o nível de satisfação das pessoas (habitantes) e porquê. A lista inclusive é dominada por lugares nórdicos como Dinamarca, Noruega, Islândia e Suécia.

Como calcular a felicidade de um país

O Relatório Mundial da Felicidade é elaborado anualmente pela ONU com o objetivo de medir o nível de satisfação das pessoas com seus países e entender como anda a felicidade global. São classificados 156 países por seus níveis de felicidade. Além disso, 117 países também foram avaliados pela felicidade de seus imigrantes.
vida em helsinki
Os dez países mais felizes no ranking geral somam dez dos 11 lugares no topo do ranking da felicidade dos imigrantes.
A Finlândia, inclusive, ocupa a primeira colocação em ambos os rankings, com população mais feliz e imigrantes mais felizes. Segundo o relatório, isso reforça que a felicidade dos imigrantes depende predominantemente da qualidade de vida do país em que vivem, ilustrando um padrão de convergência no qual a felicidade “muda” de lugar.

Critérios avaliados

A felicidade dos habitantes, sejam locais ou imigrantes, depende de uma série de características que vão muito além do nível de renda financeira ou do PIB do país.
Segundo a ONU constatou, o que mais conta são características do tecido social, sendo que os países com conjunto mais equilibrado de apoio social e institucional proporcionam melhor qualidade de vida aos habitantes e, consequentemente, maiores níveis de felicidade.
Veja também nossa lista com os países com melhor qualidade de vida na Europa.

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Ranking dos países mais felizes do mundo

Os dados são da última pesquisa, em 2019:

  1. Finlândia;
  2. Dinamarca;
  3. Noruega;
  4. Islândia;
  5. Holanda;
  6. Suíça;
  7. Suécia;
  8. Nova Zelândia;
  9. Canadá;
  10. Áustria.

Finlândia é o país mais feliz do mundo

Apesar do frio intenso a maior parte do ano, a Finlândia se destaca por ter sido o segundo país no mundo a dar às mulheres o direito de votar, e o primeiro a conceder plenos direitos políticos a elas. No país mais feliz do mundo, elas ocupam 41,5% dos cargos parlamentares.
Entretanto, viver no lugar mais feliz do mundo pode não ser muito barato. O custo de vida na Finlândia, de acordo com o site Numbeo, é 97,83% superior ao Brasil. Se dinheiro não for um problema na hora de cogitar viver na Finlândia, tenha em mente se está apto para lidar com temperaturas extremas.
No norte do país, por exemplo, o sol não se põe por 73 dias, dando origem ao fenômeno chamado de “Sol da meia-noite”. No inverno, são 51 dias de praticamente escuridão, conhecido como “noite polar”.
Leia nosso artigo completo sobre morar na Finlândia aqui.

Dinamarca

O custo de vida na Dinamarca está longe de ser “em conta”. Os cidadãos dinamarqueses pagam até 51,5% de impostos sobre suas rendas. No entanto, conseguem ter um retorno disso através de:

  • Educação gratuita e de alta qualidade até a universidade;
  • Saúde pública de excelência;
  • Licença paternidade para os pais (e não somente para as mães);
  • Auxílio-desemprego;
  • Creches públicas;
  • Pioneiros no que se refere a direitos femininos.

O segundo país mais feliz do mundo possui a vantagem de ter um alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o maior nível de igualdade de riqueza do planeta, índices baixíssimos de corrupção e criminalidade, sendo um país responsável e preocupado com o meio ambiente.
Veja como morar na Dinamarca aqui.

Noruega

Morar e estudar na Noruega é ter acesso a um elevadíssimo sistema educacional em um dos países que se destaca pelo seu sistema de educação. Além disso, o país oferece paisagens de tirar o fôlego, pouca poluição, possui um dos maiores PIB per capita e mais de 85% da população está satisfeita com a vida na Noruega.
viver na noruega
Uma característica marcante do terceiro país mais feliz diz respeito à segurança. Considerado um dos lugares mais seguros do mundo, principalmente para as mulheres, as crianças cujas idades variam entre 7 e 8 anos vão para as escolas sozinhas. Além disso, não existe preocupação quanto a sair de noite, mesmo na madrugada.
A taxa de alfabetização é de 100% e os pais também têm direito a licença “paternidade”, que pode chegar até 10 semanas. O índice de desemprego é quase zero na Noruega. Se as baixas temperaturas não forem um fator desestimulante para possíveis interessados em viver no país, saiba que os termômetros podem facilmente alcançar -15ºC no inverno.

Islândia

Já temos ciência que os países nórdicos são modelos de exemplo no que diz respeito à educação, previdência social, segurança, lixo reciclado (inclusive), etc. Na Islândia, terra da cantora Bjork, também não seria diferente. Apesar do frio extremo, o país reúne características interessantes que podem servir de incentivo para qualquer um viver neste local exótico.

  • A água quente usada nas residências é aquecida de forma geotérmica ou direto das fontes termais. É pura e a população paga uma taxa anual muito barata;
  • A Islândia tem o título de “o país mais pacífico do mundo”. De fato, a polícia sequer anda armada;
  • Paisagens exuberantes desde cachoeiras, rios, geleiras, campos, vulcões, fontes de água quente e aurora boreal;
  • O sistema de saúde é único. Não há médicos particulares no país;
  • Sociedade tolerante e sem preconceito.

Veja também o nosso artigo completo sobre os países nórdicos e entenda como é morar por lá.

O que pode ser considerado felicidade para a população desses países?

Essa é uma questão relativa e pessoal, pois a felicidade é um sentimento subjetivo. O que pode ser algo imensamente prazeroso para alguns pode ser um pesadelo para outros, principalmente quando estamos analisando países de culturas diferentes.
Em locais muito frios, se aquecer junto a lareira, bebendo algo saboroso e na companhia de uma pessoa agradável pode ser um momento de extrema felicidade. Para outros, isso pode soar como um algo tedioso ou mesmo o desejo de estar em um ambiente externo com sol, ou menos frio.
Os finlandeses adoram saunas, uma tradição no país, compartilhada com família e amigos, uma forma inclusive de estreitar os laços. Já os suecos têm predileção pelo café, mas não a bebida em si, mas o ato de socializar-se com outras pessoas nos coffee-shops.
helsinki na finlandia
A forma como as pessoas veem a felicidade, pode variar bastante em virtude dos hábitos e costumes da população. Um exemplo disso e tentar comparar um país quente para outro frio, ou mesmo para um país desenvolvido para outro subdesenvolvido, a forma como as pessoas vivem é completamente diferente.

Brasil no ranking

O país mais feliz do mundo tem população de cinco milhões de pessoas, enquanto o Brasil conta com mais de 207 milhões de habitantes. As políticas públicas da Finlândia não necessariamente funcionariam por aqui, tanto pelo número de habitantes quando pelas diferenças homéricas entre as regiões do Brasil.
De toda forma, o Relatório Mundial da Felicidade tem fornecido bons parâmetros para os governos locais entenderem como pensa a população e se inspirarem nos exemplos de países como Finlândia, Noruega e Dinamarca. As diferenças entre os países, sejam culturais, sociais, políticas ou econômicas, com a ajuda do World Happiness Report elas podem, um dia, se tornar menores.
Dentre os 156 países analisados, o Brasil ficou na longínqua 32ª posição (curiosamente em uma colocação a frente do Uruguai, que ficou em 33ª).
Segundo a FGV Social, que estuda o desenvolvimento social e tem acesso aos dados usados como base na avaliação, o Brasil perdeu 4 posições, quando estava em 28ª em 2017. Para o Brasil ocupar essa posição mediana, duas razões foram decisivas: o PIB per capita e a questão da ajuda social.

Crescimento nítido de Portugal

No ranking de felicidade, Portugal subiu 11 posições da lista, atribuído não somente ao bom momento econômico, mas também em vista do país ser conhecido pela excelente qualidade de vida que oferece. Pode parecer estranho Portugal estar no 66º lugar na lista dentre 156 países analisados, diante de tantos motivos favoráveis a ele.
Contudo, cabe lembrar que a pesquisa estuda cada critério separadamente. Isto quer dizer que um país pode atingir uma pontuação máxima em um item e uma menor em outra, e foi o que aconteceu ao analisar o grau de generosidade do povo português, considerado baixo.
A liberdade de se fazer escolhas na vida, temperatura mais amena (aprox. 300 dias de sol) e diversas outras razões colaboram para que o país eleve o nível de felicidade de seus habitantes, mesmo tendo ainda uma renda baixa em comparação a outros países da Europa.
No ranking relacionado à expectativa de vida saudável até o fim da vida, Portugal alcança 22° lugar. O grau de felicidade dos portugueses está relacionado também com o apoio social e economia (ligados ao PIB).

Seguro viagem é necessário para visitar a Europa

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Jornalista/redator, tem passagens pela África, América do Norte/Sul e diversos países da Europa. Além do Euro Dicas, tem colaborado também com outros sites e portais como o UOL. É também consultor de viagem para destinos na África
e Europa e apoia projetos de conservação de vida selvagem na África do Sul.

Clara é natural do interior de São Paulo e tem muito orgulho do sotaque caipira. Jornalista que adora gatos, tatuagens e livros, vê o mundo de cabeça para baixo e tem como vícios memes da internet e soltar piadas inesperadas no meio de uma conversa.

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