O país mais feliz do mundo é a Finlândia, entenda os motivos.

País mais feliz do mundo

Europa  / 

O Brasil vive um momento delicado e de muito medo perante o cenário político e econômico e a crise na segurança pública – principalmente no Rio de Janeiro, outrora conhecido como Cidade Maravilhosa.

Isso explica parte dos motivos que levaram à queda do país no ranking dos mais felizes do mundo: agora o Brasil ocupa a 28ª posição no World Happiness Report, sendo que em 2017 ocupava o 22º lugar.

País mais feliz do mundo em 2018

Em compensação, os finlandenses não tem do que reclamar, já que o país mais feliz do mundo em 2018 é a Finlândia, segundo o relatório produzido pela ONU (Organização das Nações Unidas). O país nórdico desbancou a Noruega, primeira colocada em 2017, sendo que em 2016 a Dinamarca foi eleita a nação mais feliz da Terra.

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Como se calcula a felicidade de um país

O Relatório Mundial da Felicidade é elaborado anualmente pela ONU com o objetivo de medir o nível de satisfação das pessoas com seus países e entender como anda a felicidade global.

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São classificados 156 países por seus níveis de felicidade, com base em dados do período entre 2015 e 2017, e 117 países pela felicidade de seus imigrantes; esse ano, a novidade foi a avaliação do nível de felicidade dos imigrantes com seus países de residência com base em dados entre 2005 e 2017.

Critérios avaliados

A felicidade dos habitantes, sejam eles locais ou imigrantes, depende de uma série de características que vão muito além do nível de renda financeira ou do PIB do país.

Segundo a ONU constatou, o que mais conta são características do tecido social, sendo que os países com conjunto mais equilibrado de apoio social e institucional proporcionam melhor qualidade de vida aos habitantes – e, consequentemente, maiores níveis de felicidade.

Segundo o relatório, são seis variáveis utilizadas para definir o país mais feliz do mundo:

  • Expectativa de vida saudável;
  • Nível de renda;
  • Apoio social;
  • Grau de liberdade;
  • Confiança no país;
  • Generosidade;

Outros pontos levados em conta são o nível de corrupção, as políticas de bem estar do cidadão e o grau de satisfação com o governo.

Felicidade dos imigrantes

Um dado interessante do relatório desse ano é que os dez países mais felizes no ranking geral somam dez dos 11 lugares no topo do ranking da felicidade dos imigrantes. A Finlândia, inclusive, ocupa a primeira colocação em ambos os rankings, com população em geral mais feliz e imigrantes mais felizes.

Segundo o relatório, isso reforça que a felicidade dos imigrantes dependente predominantemente da qualidade de vida do país em que vivem, ilustrando um padrão de convergência no qual a felicidade “muda” de lugar.

Os 10 países mais felizes do mundo

Os 10 países mais felizes do mundo
O ranking se altera ao longo dos anos devido às mudanças que ocorrem nos países e que afetam diretamente a felicidade e estabilidade dos moradores, mas as dez primeira posições do World Happiness Report ainda são ocupadas pelos mesmos países dos últimos dois anos.

Os países nórdicos dominam a lista e parecem ser inabaláveis em criar melhores condições para a vida das pessoas, como falou Meik Viking, CEO do Happiness Research Institute. Sete dos dez primeiros colocados são países europeus.

  1. Finlândia (7.632)
  2. Noruega (7.594)
  3. Dinamarca (7.555)
  4. Islândia (7.495)
  5. Suíça (7.487)
  6. Holanda (7.441)
  7. Canadá (7.328)
  8. Nova Zelândia (7.324)
  9. Suécia (7.314)
  10. Austrália (7.272)

Partiu, Finlândia! (ou não…)

Antes de se empolgar e escolher um dos países mais felizes do mundo para morar lembre-se que a felicidade não está totalmente atrelada a rankings e índices.

A saúde é paga

Os níveis de segurança dos países nórdicos são excelentes, assim como o acesso à educação, mas o acesso à saúde pública, como acontece no Brasil com o SUS (Sistema Único de Saúde) é praticamente exclusividade daqui; em outros países, mesmo os mais desenvolvidos, será preciso tirar do bolso caso fique doente e o custo não é baixo.

Difícil adptação

Adaptar-se a outra cultura também não é fácil. Pode ser que você ache os finlandenses – e até os europeus em geral – muito frios e distantes, e esse sentimento aperta longe de casa e da família. O clima geladíssimo também pode ser um empecilho, principalmente para quem está acostumado a temperaturas de até 40º C.

Além disso, antes de fazer comparações desajeitadas entre Brasil e Finlândia é preciso considerar aspectos sociais, econômicos e históricos dos dois países.

Dimensões muito diferentes

O país mais feliz do mundo tem população de cinco milhões de pessoas, enquanto o Brasil conta com mais de 207 milhões de habitantes. As políticas públicas da Finlândia não necessariamente funcionariam por aqui, tanto pelo número de habitantes quando pelas diferenças homéricas entre as regiões do Brasil.

De qualquer forma, o Relatório Mundial da Felicidade tem fornecido bons parâmetros para os governos locais entenderem como pensa a população e se inspirarem nos exemplos de países como Finlândia, Noruega e Dinamarca.

As diferenças entre os países, sejam elas culturais, sociais, políticas ou econômicas, mas com a ajuda do World Happiness Report elas podem, um dia, se tornar menores.

Veja como morar fora do Brasil, do planejamento até a mudança.

Clara é natural do interior de São Paulo e tem muito orgulho do sotaque caipira. Jornalista que adora gatos, tatuagens e livros, vê o mundo de cabeça para baixo e tem como vícios memes da internet e soltar piadas inesperadas no meio de uma conversa.