7 coisas que você tem que abrir mão para viver no exterior

Se você pensar em morar em outro país, tenho certeza que já pensou nas inúmeras vantagens que isso pode trazer pra você e pra sua família. Qualidade de vida, segurança e acesso a uma educação de qualidade são alguns dos fatores que fazem os brasileiros procurarem recomeçar a vida em outro lugar. Mas não esqueça: também existem coisas que você tem que abrir mão para viver no exterior. Saiba mais no artigo a seguir.

Coisas que você tem que abrir mão para viver no exterior: minha experiência

Mudar de país é uma das decisões mais importantes que já tomei na vida. Foram muitos prós e contras antes de bater o martelo. Claro que os prós ganharam, senão não estaria vivendo em Portugal hoje. É muito fácil se decidir, fazendo um planejamento com antecedência e considerando as inúmeras vantagens de morar fora do Brasil. São diversos pontos a favor que não vivenciamos nas cidades grandes brasileiras, como a segurança e a liberdade de sair na rua sem o medo de ser assaltado.

Com isso, criamos esse sonho da vida no exterior e as vantagens de morar fora estão sempre pesando mais na balança, em comparação às desvantagens. Mas é preciso considerar esses contras também, já que eles podem voltar a te assombrar quando as coisas não vão de acordo com o que planejamos. Pensando nisso, trouxe 7 coisas que você tem que abrir mão para viver no exterior.

1. Rede de Apoio

Para mim, essa é a principal renúncia que fiz e tive que abrir mão quando me mudei para Portugal. É incrível como uma rede de apoio faz falta, principalmente nos primeiros meses de adaptação. E, o que eu quero dizer com rede de apoio, é quando temos a família e os amigos por perto para ajudar. É alguém que pode te indicar um médico, é a mãe que pode ficar com seu filho para você resolver burocracias, é o amigo que está ali para te dar um abraço quando as coisas não vão bem.

Construir uma rede de apoio leva tempo e passar o período de adaptação sem uma pode ser um grande desafio. Por isso, é bom estar preparado para ter que se virar sozinho em muitas situações, até mesmo quando quiser comprar um pão artesanal e não saber onde procurar.

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2. Perda das referências

Pegarei o exemplo do pão para exemplificar este tópico. Na cidade onde você morava, tenho certeza que conhecia tudo. Sabia que o melhor pão artesanal era do Seu Silva, na padaria que ficava virando a esquina da farmácia. Quando mudamos para o exterior, perdemos as referências. Não sabemos mais qual é o mercado preferido, nem onde fica a farmácia mais próxima. Precisamos ligar os aplicativos de GPS até mesmo para andar a pé nos primeiros meses.

A falta de referências dá uma sensação de não pertencimento. Você fica perdido e leva tempo até tudo se encaixar com sua nova rotina.

3. Sensação de Pertencimento

Pertencer a algum lugar é muito mais do que físico. Há as referências físicas que citei no exemplo acima, mas também é muito voltado ao emocional. Há quem tenha essa sensação de pertencer logo de cara quando se muda e é algo inexplicável. Mas, para a maioria dos imigrantes, não funciona assim. Então, como ter essa sensação em um lugar que ainda não conhecemos bem?

Só o tempo irá dizer. E durante essa espera e nesses meses de adaptação, é possível que haja um vazio dentro de você, que não conseguirá ser preenchido nem com uma reunião virtual com a família e os amigos.

4. A falta da presença da família e dos amigos

Hoje em dia, com a facilidade da internet e das redes sociais, é muito mais fácil estar próximo de quem ficou longe. As tecnologias permitem isso e devemos usar e abusar de todas elas. Mas, ter a família e amigos por perto, é uma das coisas que mais sinto saudades morando em Portugal. E não me refiro à rede de apoio. É apenas tê-los ali para jogar conversa fora, para tomar um café, para almoçar no domingo, para ganhar um cafuné ou até mesmo para compartilhar o silêncio.

Homesick ao morar no exterior

Quando mudamos para o exterior, nossa vida social fica comprometida. Fazer novos amigos é ainda mais difícil em um país que não conhecemos. É preciso estar aberto a conhecer novas pessoas. Nem todas vão continuar ao seu lado na jornada, mas as que derem aquele “match“, ou seja, as pessoas que causarem empatia e combinarem com você, podem formar a sua nova rede de apoio e contatos no futuro.

5. Rede de Contatos

O famoso networking é algo que abrimos mão quando mudamos para o exterior. O mundo é um tal de “o amigo do amigo que faz aquilo que estou precisando”, e por aí vai. Há sempre uma indicação de alguém na manga.

Quando vivemos no exterior, essa é uma das renúncias que fazemos e um dos contras que devemos considerar, já que ter uma rede de contatos é muito importante. Seja ela para indicações pessoais ou até mesmo profissionais.

6. Planos de carreira

Aliás, a parte profissional é algo que devemos levar considerar bastante quando mudamos para o exterior sem um trabalho previamente acordado. A primeira ideia é dar continuidade à carreira que tínhamos, mas nem sempre isso é possível.

Mudar de país também significa estar preparado para atuar em uma área profissional diferente ou mesmo em empregos temporários até tudo se ajeitar. Por outro lado, você pode ter melhores condições de fazer um curso de especialização na sua área ou acabar ingressando em uma nova profissão, que até então não tinha cogitado.

Vale ressaltar que alguns países da Europa tem certa dificuldade no mercado de trabalho, onde a demanda profissional não é suficiente. É importante considerar esse fator e conhecer melhor seu ramo no país onde deseja morar.

7. Conforto e comodidades

Pode até parecer besteira, ser algo supérfluo ou até mesmo apego material. Mas a verdade é que, na maioria das vezes, acabamos deixando para trás muitos itens materiais, como casa, carro, móveis e utensílios. É claro que isto não é essencial para seguir a vida, mas foram conquistas que você alcançou ao longo da sua trajetória.

O fato é que abrimos mão do conforto e também de algumas comodidades não materiais como, por exemplo, ser amiga de anos do seu médico e poder contar com ele quando precisar. Ou até mesmo do vizinho que sempre te empresta o saca-rolhas que você nunca lembra de comprar.

As conquistas materiais podem ser reconquistadas, mas no começo é difícil ter que se adaptar a essa nova realidade. Praticar o desapego é fundamental e você deve começar quanto antes, para não sofrer com isso depois. Estas são apenas algumas desvantagens que lhe farão ponderar: será que eu fiz a escolha certa?

Fiz a coisa certa ao mudar de país?

A dúvida vai persistir por um bom tempo, principalmente quando as coisas começarem a sair do planejado ou a darem errado. É quando as vantagens de viver no exterior vão acabar descendo, para que os contras ganhem espaço e façam você desistir do seu sonho.

Quando isso acontecer, pare e respire. Relembre de tudo o que você passou para chegar até aqui e todos os motivos que o levaram a tomar essa decisão. Ter anotado em um papel os seus motivos e as vantagens de viver no exterior pode ser uma boa ideia para quando a dúvida bater.

Vantagens e desvantagens de morar no exterior

Por outro lado, essas renúncias são muito difíceis de serem planejadas. E, mesmo sabendo que elas existem, na prática o seu comportamento pode ser diferente do esperado. É algo que não conseguimos controlar.

Pode ser que você não consiga viver sem sua rede de apoio, sem sua família e amigos por perto e tudo bem. Não tenha vergonha de mudar os planos quando as desvantagens pesarem na balança. Só você pode saber o que é melhor para o seu bem-estar.

Agora que já sabe as coisas que você tem que abrir mão para viver no exterior, me diga, acha que vale a pena para você?

Se você tem o sonho de embarcar para o Velho Continente, o nosso Livro O Sonho de Viver na Europa pode ser a inspiração que você precisa! Nele, brasileiros que fizeram a jornada de mudar para diversos países europeus contam o seu processo, passando pelas coisas boas e também pelos desafios encontrados. Confira!

Jornalista, brasileira e produtora de conteúdos. Trocou o agito de São Paulo para viver nos arredores de Lisboa e não passa uma semana sem uma boa caminhada na praia. Quando mudou, encontrou um país bem diferente do que havia conhecido como turista e das pesquisas pela internet. Ciente dos obstáculos enfrentados pelos imigrantes, resolveu compartilhar suas experiências no Que Seja Portugal. Atualmente, resolveu empreender e é sócia da in-flua, agência de PR, Branding e Digital. Nas horas vagas, adora descobrir lugares novos por Portugal e testar receitas veganas.

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