10 motivos pelos quais morar fora de seu país é um ato de coragem

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Morar fora de nosso país de origem exige muita preparação, disciplina e burocracia. Porém, sobretudo exige coragem. Sim, coragem. Existem muitos motivos que fazem uma pessoa decidir imigrar e, por mais que muitas vezes esta seja a única opção possível, ainda assim é um ato corajoso. Não é fácil deixar família e amigos para trás, assim como não é fácil deixar nossas raízes e começar a construir uma vida nova, aonde quer que ela seja. Veja a lista dos 10 motivos pelos quais morar fora de seu país é um ato de coragem.

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Morar no exterior é viver fora da sua zona de conforto

Viver fora é abraçar a ideia de que, a partir daquele momento, você passará a viver completamente fora de sua zona de conforto, pois por mais confortável que sua nova vida seja, você sempre continuará sendo um estrangeiro, com algumas dificuldades naturais de assimilação de uma nova cultura e valores.

Enquanto este é o sonho de muita gente, outros ainda julgam o cidadão que decidiu chamar outro país de lar. Ou, porque consideram que quem vive fora está simplesmente abandonando tudo: o país, família e origem; ou porque acham que é fácil.

Entretanto, morar fora não tem absolutamente nada a ver com abandono e é muito mais difícil do que aparenta ser. Morar fora é abraçar a ideia de que o mundo é imenso para que passemos a vida toda no mesmo lugar, é se arriscar, é não aceitar o conformismo.

Morar fora é desembarcar do avião e reconstruir do zero sua vida. E, muitas vezes, precisamos não só reestruturar emprego, casa e bens materiais, mas também repensar pensamentos e antigos padrões para se encaixar no novo. E isso, requer uma força extraordinária! Por isso, fizemos essa lista de 10 motivos pelos quais morar fora de seu país é um ato de coragem.

1. Aprendemos a lidar com a falta da família

Algumas pessoas têm a sorte de mudar com a família inteira, mas esta é uma exceção. A grande maioria das pessoas que vai viver fora do país, acabam indo sozinhas. Tomar a decisão de deixar a família talvez seja a mais difícil de todas e, certamente, é a que mais impede pessoas de fazerem isso. Atualmente – com todas as redes sociais e WhatsApp, podemos conversar com a família todos os dias, assim como enviar fotos e tentar compartilhar todos (ou quase todos) os momentos que vivemos enquanto estamos longe.

No entanto, tem dias que são difíceis e que tudo o que você queria era sentir aquele conforto de estar rodeado das pessoas que ama. E então, você lembra que esta foi sua decisão, que você está lutando pelos seus sonhos e que seus pais estão felizes e orgulhosos de você. E é exatamente aí que reside a coragem. É saber que, nem sempre é fácil, que por vezes será dolorido e que a saudade vai apertar, mas mesmo assim continuar.

Como morar fora do Brasil: do planejamento até a mudança.

2. Começamos a vida profissional do zero

Se no Brasil nós já tínhamos um certo espaço no mercado de trabalho, quando moramos fora somos obrigados a nos reinventar. Em outro país as pessoas não te conhecem, muito menos entendem suas experiências anteriores. Não é apenas o currículo que precisará ser atualizado e traduzido para uma nova língua, precisamos nos adaptar a um mercado diferente daquele que estávamos acostumados.

As regras são outras, os costumes e salários também. É possível que, no início você tenha que aceitar uma vaga que não te agrade tanto ou que não ofereça um salário que você sabe que merece, mas as contas precisam ser pagas e precisamos nos submeter a isso, principalmente pelo fato de sermos estrangeiros.

O medo de largar um emprego – ou, para os que estavam desempregados, procurar em outro país, é grande. Porém, quando finalmente partimos significa que a coragem foi maior que o medo e que confiamos em nossa decisão.

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3. Nunca estaremos 100% confortáveis com outra língua

Talvez isto não fique tão claro para os brasileiros que se mudam para Portugal, mas em qualquer outro país que não fale o português, este é um dos maiores motivos de estresse. Por mais que você seja fluente e fale aquela língua há décadas, ela continuará sendo a sua segunda língua.

E isto não é uma dedução, mas sim uma constatação científica: apesar de ser altamente benéfico ao cérebro falar duas línguas, é também cansativo. Se entre amigos ou em casa, nos sentimos mais relaxados e até nos permitimos errar, ir ao médico ou fazer uma entrevista de emprego é duas vezes mais complicado. Aceitar o fato de que você irá cometer erros, precisará de ajuda e nem sempre conseguirá se comunicar da maneira que esperava, é mais do que um ato de coragem!

O que ninguém te conta sobre morar fora: nem tudo são flores. Veja esse artigo de opinião.

4. Somos o tempo todo questionados

E isto acontece em qualquer lugar do mundo, já que o estrangeiro ainda é visto com um certo ar de mistério. É recorrente nos perguntarem o motivo da decisão de viver em outro país, o quanto iremos ficar e etc… E isto nos faz sentir o tempo todo que estamos em terra estrangeira, nos deixando um pouco deslocados, sentindo que estamos sendo julgados. Mas a beleza disto tudo é que, ao explicarmos o real motivo de estarmos lá e contar como fazemos para sobreviver e quais são nossos objetivos, somos vistos como corajosos.

5. Somos obrigados a construir uma nova versão nossa

As circunstâncias mudam e nós também mudamos. O ser humano é adaptável por natureza e isto fica ainda mais claro quando decidimos morar fora. Não é apenas a casa, o emprego, o grupo de amigos e os hábitos alimentares que mudam. A mudança mais importante é que acontece dentro de nós.

Quando nos vemos em um país diferente, somos obrigados a construir uma nova versão de nós mesmos, em relação aos costumes, mas principalmente aos valores. Passamos a questionar certas coisas que achávamos que tínhamos certeza, nos tornamos mais maleáveis e sensíveis ao mundo e às pessoas. Todas as nossas certezas caem e, aos poucos, nós vamos construindo uma nova versão de mundo e de nós mesmos.

Leia também o artigo de opinião: “Por que é tão difícil se adaptar a outro país?”

casal de imigrantes

6. Nos desfazemos da maior parte de nossas coisas

Mesmo os desapegados de bens materiais precisarão escolher entre uma camiseta e outra, um sapato ou a caneca preferida. Não podemos carregar tudo o que temos conosco quando imigramos e este desapego é um verdadeiro ato de coragem.

Você precisará vender metade das coisas que tem e comprar tudo de novo. Porém, aceitar a ideia de que, a partir daquele momento terá de viver com menos, também pode ser muito libertador, pois você descobre que a felicidade não tem nada a ver com as coisas que você tem. A partir daí, passamos a valorizar o que realmente importa!

7. Aprendemos a ser feliz, mesmo na solidão

Se no seu país, você vivia negando encontros com amigos, pois preferia ficar em casa assistindo séries televisivas, a situação será completamente diferente quando você se encontrar sem estes amigos. Se uma pessoa que você não tem tanta intimidade te chamar para tomar uma cerveja, acredite: você vai aceitar. Simplesmente pelo fato de que sente falta de sentar em uma mesa de bar e jogar conversa fora.

Morar fora é aprender a conviver com a saudade da família e do grupo de amigos e inventar novas maneiras de fazer amizade, como em grupos no Facebook ou até mesmo puxar conversa com um desconhecido, algo que você nunca imaginou fazer. Não é todo mundo que tem a coragem de aceitar que, talvez a vida fique mais solitária, mas ao mesmo tempo, aprendemos a encontrar beleza nesta solidão e apreciar nossa própria companhia.

Dicas para morar fora: para quem já está decidido a se mudar.

8. Estudar em outra língua é muito mais difícil

Para os que decidem morar fora para estudar, esta é uma das partes mais duras da mudança. Por mais que sejamos fluentes na língua oficial do país que escolhemos viver, ela nunca será a nossa língua e somos obrigados a aceitar que teremos dificuldades, sim.

Ler um texto acadêmico, escrever uma tese ou mesmo fazer uma prova em outra língua, é muito mais difícil e exige muito mais de nós do que quando estamos estudando em nossa língua nativa. Tudo é novo. A gramática, o ano acadêmico, as regras, as notas, o sistema universitário completo. E, não tem jeito, alguma hora precisaremos pedir ajuda e admitir que somos seres vulneráveis. Se isto não é um ato de coragem, então o que é?

9. Abrimos mão da comodidade para realizar um sonho

Toda decisão implica uma perda e, ao morar fora, automaticamente estaremos abrindo mão da comodidade que é não ser um estrangeiro. Em nosso país temos casa, família, amigos, vida profissional, conta em banco, documentos atualizados, padaria preferida e etc.

Porém, quando decidimos chamar um outro país de casa, deixamos tudo isto para trás. Precisamos sair em busca de moradia, fazer todos os documentos, enfrentar burocracias, descobrir o supermercado mais barato, o melhor bairro para viver e tudo isso tem um certo desconforto. Mas, depois de instalados olhamos para trás e vemos que se abrimos mão de toda comodidade que tínhamos em nosso país, foi para um bem maior: o de realizar nosso sonho!

Morar fora não vai resolver os seus problemas: um artigo para te tirar dessa ilusão.

10. As coisas serão mais difíceis do que você imaginou e mesmo assim será lindo

Fantasiamos muito a nossa vida no exterior, antes de começá-la de fato. Quando os sonhos ainda estão no papel acabam parecendo mais simples do que a realidade. São muitas as dificuldades, com a língua, as burocracias, arrumar um bom emprego, pagar as contas, encontrar um lugar para morar, estabelecer um círculo de amizades para que você não passe o tempo sozinho e, ainda muitas outras.

Entretanto, também aprendemos que somos muito mais fortes do que um dia imaginamos e, com o tempo, vamos nos surpreendendo com nós mesmos. Morar fora não é fácil, mas é uma experiência pra lá de enriquecedora, grandiosa e, sobretudo, extremamente corajosa. Só mora fora quem tem coragem de se despedir de uma vida que já não fazia mais sentido para abraçar os seus sonhos.

Porque os jovens brasileiros se apaixonam por Portugal: veja a opinião de Yara Reis e decida se Portugal é o país ideal para você.

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Autor

Gabriela é brasileira, jornalista e vive na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada pelo país desde sempre, foi na França que ela se encontrou e aproveita este espaço para dar dicas e contar histórias e curiosidades sobre este país que vive no imaginário de muita gente. Com um gosto particular por cultura e viagens, ela é nômade digital e nunca mais pretende deixar de ser.