Há cerca de 1.000 pessoas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital) vivendo e atuando em Portugal. A informação faz parte de relatório do SIS (Serviço de Informações de Segurança) de Portugal, segundo apurou a rede CNN Portugal.

O documento teria sido apresentado em reuniões promovidas pelo SIS, para debater a questão do crime organizado e a questão da segurança no país.

Ações do PCC acontecem na capital

Segundo as autoridades, a maior presença do PCC está na região de Lisboa, cujo porto, ao lado do de Sines, no litoral da região do Alentejo, é uma das portas de entrada dos carregamentos de droga para a Europa.

O relatório aponta que os membros do PCC são enviados para morar em Portugal e se envolvem nas atividades portuárias de desembarque, armazenamento e distribuição de drogas, que depois seguem por via terrestre para o restante da Europa.

Em sua página oficial, o SIS reforça que:

“[…] o país não é naturalmente imune à atuação de estruturas de crime organizado transnacional, seja para a prossecução de atividades criminosas diretas ou de crimes econômicos e financeiros conexos, sobretudo a lavagem de dinheiro”.

No mais recente relatório do Global Organized Crime Index, os portos europeus também foram destacados pelo mesmo motivo.

“Os portos da Europa têm estado sob pressão devido a fluxos ilícitos nos últimos anos, com grupos de crime organizado a aproveitarem a sua infraestrutura e conectividade ​​para contrabandear grandes volumes de mercadorias ilícitas”, aponta o relatório.

Portos de Portugal são as portas de entrada de drogas
O relatório também esclarece que os portos são locais muito adequados para realização de atividades de contrabando.

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“Além disso, a extensa conectividade dos portos, permitindo o acesso a uma série de destinos globais, aumenta o apelo para grupos do crime organizado ansiosos por expandir as suas operações e maximizar os lucros. Esses grupos utilizam os portos europeus como principais pontos de entrada no continente”, avalia o documento.

A análise também confirma que o aumento da atividade criminosa que acontece em centros marítimos e a rivalidade entre grupos envolvidos “também resultaram em níveis mais elevados de violência nas ruas, afetando negativamente as comunidades locais”.

Membros do PCC estão presos em Portugal

Grupos rivais que também atuam no negócio do tráfico de drogas acabam tornando o cenário bastante violento, segundo o relatório. Conforme o documento, alguns episódios de tiroteios na região de Lisboa são ajustes de contas entre as partes que querem ter o domínio de um negócio que movimenta milhões de euros.

As autoridades já identificaram cerca de 20 pessoas nas prisões portuguesas ligados ao PCC, todos acusados de tráfico internacional de drogas.

Irregularidades na emissão de vistos estão sendo investigadas

Uma reportagem do G1 e da TV Globo mostrou que existiria um esquema para fraudar a emissão de vistos para Portugal a partir do Brasil, que seriam usados pelos integrantes do PCC. A Polícia Federal brasileira e as autoridades portuguesas estão envolvidas na investigação.

O esquema incluía o agendamento ilícito de vagas para a prática de atos consulares, crimes de corrupção e falsificação de documentos. Foram emitidos mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro.

Apesar da presença do PCC, Portugal ainda é um país seguro

Apesar da preocupação das autoridades portuguesas, Portugal continua sendo um país seguro, segundo os principais rankings do setor. No Global Peace Index 2023, Portugal aparece em sétimo lugar, entre os mais de 160 países listados.

Outro importante índice, o Global Organized Crime Index, mais voltado para os temas do crime organizado, coloca Portugal na posição 21, entre 44 países e territórios pesquisados da Europa (o país está na posição 104 dos 193 países analisados no mundo).

Nesta avaliação, a primeira posição do ranking (Rússia, nos dados de 2023) é o pior resultado. Portugal está listado entre a Holanda e a Suíça neste levantamento sobre crime organizado.