A segurança é um dos fatores que mais pesa no momento da escolha de um país para viver. Especialmente para quem foge da violência urbana do Brasil, a certeza de se mudar para um destino tranquilo é um aspecto decisório. A segurança em Portugal, com certeza, é um ponto positivo no processo de escolha pelo país.

Mas será que Portugal é realmente um lugar seguro para viver? Apresentamos os índices de criminalidade do país, crimes mais comuns e o que esperar no dia a dia da segurança no país.

Segurança em Portugal: é seguro morar no país?

Sim, Portugal é seguro para morar. E, mais que isso, Portugal é um país pacífico.

A segurança é, inclusive, um dos principais atrativos que faz com que muitos estrangeiros, não só brasileiros, escolham morar em Portugal.

Sensação de segurança no país

Além de seguro, Portugal é um país pacífico. Em 2021, o país está na 4ª posição no Global Peace Index, que considera diversos fatores para definir o ranking. O país, que em 2014 ocupava a 18ª posição, agora mantém-se nas primeiras colocações há alguns anos.

Um dos destaques na pontuação de Portugal é o gasto com violência, ela representa apenas 5% do PIB, um dos mais baixos entre os países analisados. O país também recebe uma boa pontuação no que se refere aos apoios sociais à população, que abrange desde a moradia, aos cuidados com a saúde.

Na prática, tudo isso é sentido na segurança, seja no transporte público, seja se deslocando na rua. A sensação em Portugal, salvo exceções, é de um lugar seguro, no qual se pode transitar pelas cidades sem manter um estado de alerta.

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Mas claro, salvo exceções, porque existem zonas com certo perigo, alguns bairros sociais nos quais existem riscos, e, também, algumas regiões nas cidades maiores, como Lisboa e o Porto. Mas são exceções, em um país no qual o que prevalece é tranquilidade que impacta diretamente na qualidade de vida no país.

Relatório Anual de Segurança Interna de 2020

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) é divulgado pelo Governo de Portugal e faz um balanço da situação no país a cada ano. Os dados referentes ao ano de 2020 apontam uma redução em comparação com o ano anterior.

A criminalidade geral registrou uma queda de 11% em relação a 2019, já a criminalidade violenta e grave diminuiu 13,4%. Foram registrados 298.797 crimes. No que se refere aos crimes violentos, foram feitos 12.469 registros.

Crimes com aumento de ocorrências

A maioria dos crimes teve redução no número de registros e o maior crescimento foi a condução sem habilitação legal, que teve um aumento de 33,5%. Os outros crimes que também tiveram crescimento no índice de registros foram:

  • Extorsão – mais 30,2%;
  • Outras burlas – aumento de 22,2%;
  • Burla informática e comunicações – crescimento de 21,7%;
  • Roubo à residência – aumento de 14,8%;
  • Resistência e coação sobre funcionário – crescimento de 12,5%.

Crimes com diminuição de ocorrências

Por outro lado, houve uma grande queda no crime de furto de oportunidade (-41,3%), falsificação de moeda (-33%), violação (-26,9%), roubo por esticão (-26,9%) e sequestro (-24,9%), entre outros com menores reduções.

Os números seguem uma tendência de redução que acontece desde 2011. Além disso, é possível observar que alguns dos resultados (tanto crescimentos, quanto reduções) refletem os períodos de confinamento vividos no país durante o ano de 2020. De modo geral, diminuíram os crimes praticados na rua e aumentaram os crimes de extorsão e burla.

Crimes mais recorrentes

Entre os crimes nos quais não há emprego de violência, ou que não são considerados graves, as principais ocorrências em 2020 foram:

  • Violência doméstica – 23.439;
  • Furto em veículo motorizado – 20.958;
  • Burla informática e nas comunicações – 19.855;
  • Outros danos – 14.411;
  • Condução de veículo com taxa de álcool acima de 1,2g/l – 13.693;
  • Outras burlas – 13.427;
  • Condução sem habilitação legal – 12.897;
  • Furto em residências – 9.168;
  • Furto de veículo motorizado – 8.684.

Entre todos os crimes mais comuns listados, apenas 3 tiveram aumento de 2019 para 2020, sendo o maior aumento percentual a habilitação sem condução legal. A maior queda percentual está na falsificação de moeda e passagem de moeda falsa, representando uma redução de 33%.

Já no que se refere à criminalidade violenta e grave, os principais são:

  • Roubo em via pública (com abordagem direta à vítima) – 4.698;
  • Roubo por esticão (puxão dos objetos da vítima) – 2.206;
  • Resistência e coação de funcionários – 1.557;
  • Extorsão – 660;
  • Roubo à residência – 659.

Dos crimes graves, 4 tipos tiveram aumento em relação a 2019: extorsão (30,2%), roubo à residência (14,8%), resistência e coação sobre funcionário (12,5%) e roubo em edifícios comerciais ou industriais (10,6%).

Cidades mais afetadas

As maiores cidades de Portugal são, sem dúvida, as mais afetadas no que se refere à segurança. Relativamente aos crimes violentos ou graves, a maior quantidade de ocorrências foi registrada nos distritos de Lisboa (4.963), Porto (1.854) e Setúbal (1.593).

Já na criminalidade geral, os três distritos também se destacam negativamente, sendo Lisboa com 69.993 ocorrências, Porto com 50.460 e Setúbal com 28.253. A seguir, aparecem os distritos de Faro com 20.500 registros e Braga com 18.861.

polícia e segurança em Portugal

Conheça as zonas mais perigosas de Portugal e os tipos de crimes mais comuns.

Violência doméstica em Portugal

A violência doméstica é um problema sério em Portugal, tendo registrado uma redução de 5,5% em relação ao ano anterior. A violência doméstica contra cônjuge ou análogos representou 23.439 ocorrências, menos 1.354 em comparação com 2019.

No primeiro semestre de 2021 também houve uma queda no número de ocorrências em relação ao mesmo período de 2020. Foram participadas à polícia 5.517 ocorrências, que refletem uma redução de 13,2%.

Em 2020, cabe mencionar, também já havia sido registrada uma redução nos registros de violência doméstica. A principal queda ocorreu na violência praticada por ex-companheiros, com diminuição de 55%, puxada especialmente pelo confinamento e a impossibilidade de transitar pelas cidades.

Ataques terroristas

Portugal não tem registros de atentados terroristas, ou mesmo alerta internacional para situações de terrorismo. O fato, inclusive, colabora para a atração de turistas, uma vez que países como França, Alemanha e Reino Unido, destinos tradicionais, sofrerem com atentados ou tentativas recorrentes.

Um estudo aponta, inclusive, que Portugal se “beneficia” dos atentados em outros países, uma vez que se torna uma alternativa mais segura para quem deseja viajar pela Europa. O país, por não ter precedentes, é considerado seguro no que se refere ao terrorismo.

Crimes contra turistas

Os crimes mais comuns contra turistas em Portugal são os furtos, especialmente pelos carteiristas, como são chamados. São furtos, por isso, tem por característica ausência de violência, desta forma, quando o turista percebe a supressão dos pertences já é tarde.

Os dados de 2020 mostram que o furto por carteirista, um dos mais comuns cometidos contra turistas, teve queda considerável. Houve uma redução de 62,7% e foram registradas 3.645 ocorrências.

É comum ainda, nas zonas mais turísticas, de cidades como Porto e Lisboa, a existência de delegacias exclusivas para turistas, nas quais é possível registrar queixas.

Portugal é seguro se comparado a outros países?

Para responder essa pergunta, vou segmentá-la em três partes, a primeira comparando o país ao Brasil, a segunda com outros países europeus com nível econômico semelhante e, a terceira, a minha percepção sobre a segurança no país.

Comparativo entre a segurança em Portugal e no Brasil

Um dos principais motivos pelos quais os brasileiros buscam Portugal para viver é a segurança. Claro que o Brasil tem muitas realidades e algumas regiões são mais seguras que outras. Mas, especialmente quando analisamos as grandes e médias cidades, o medo e a insegurança são crescentes.

No Índice Global da Paz, em que Portugal ocupa a 4ª posição de Portugal, o Brasil ocupa o 128º lugar, tendo caído 2 posições no último ano. A violência urbana e os riscos de transitar pelas cidades no dia a dia no Brasil são muitos. Os índices de furto e roubo de carro, assim como de roubo no transporte público e ao transitar pela cidade também são elevados.

crimes contra turistas em Portugal
Em 2020, Portugal registrou 93 homicídios, com uma queda de quase 20% nesse tipo de crime. No mesmo ano, o Brasil também registrou a marca de 43.892 mortes violentas.

Índices à parte, o dia a dia nos dois países apresenta diferenças claras.

Comparativo entre a segurança em Portugal e outro país europeu

Se comparado com outros países europeus, Portugal ainda assim se destaca em relação à segurança. Ao comparar a segurança na Espanha e na Itália, por exemplo, os países estão na 31º e 32º lugar no Índice Global da Paz.

As diferenças também podem ser estendidas à sensação de segurança. Apesar de ambos serem países seguros, na Itália são comuns os golpes a turistas e, Roma, principalmente, tem algumas regiões que podem assustar em horários de menor movimento.

Na Espanha, os índices de violência em cidades como Barcelona, têm subido bastante. Considerado um dos principais destinos turísticos do país, a cidade tem sofrido com o aumento da violência.

Minha percepção sobre a segurança em Portugal

Em Portugal tenho uma sensação de segurança constante, que dos muitos países que conheci, na América do Sul e na Europa, em poucos tive a mesma sensação.

Acredito que parte dessa sensação está diretamente ligada à baixa criminalidade. Ao transitar pela cidade é raro sentir medo, vivo no Porto no dia a dia, saindo à noite ou caminhando após o trabalho, nunca senti uma ameaça direta, ou seja, nunca achei que alguém iria me assaltar. Ou seja, é também no dia a dia que eu sinto que Portugal é seguro para morar.

Mas a sensação de segurança, na minha percepção, também está ligada ao ambiente. Apesar de ainda existirem muitas construções abandonadas ou inacabadas, não há uma sensação de ambiente abandonado e isso contribui muito para uma percepção desconfortável do ambiente.

Em muitas cidades que estive, passei por áreas de interesse turístico cercadas por ambientes estranhos, com sujeira, prédios com aspecto depredado, ocupação do espaço público desordenado, iluminação precária, etc. Na minha visão tudo isso contribui para me sentir menos protegido.

Seja como turista ou como moradora, a percepção do espaço urbano influencia diretamente na sensação de segurança.

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