Portugal é “notável exceção” na percepção dos imigrantes: o que mudou em 12 anos

Portugal está dentre os países europeus que, nos últimos doze anos, evoluiu positivamente a percepção sobre os imigrantes. Juntamente estão o Reino Unido e a Noruega, onde a mudança foi mais forte e num sentido mais favorável.

No entanto, Portugal se destacou, sendo considerado uma “notável exceção”. Essa avaliação consta no relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), o “Settling In 2018: Indicators of Immigrant Integration”.

Além desses países, os países nórdicos e a Irlanda também têm as opiniões mais positivas a respeito dos imigrantes. Em contrapartida, Hungria, Itália e República Tcheca possuem as opiniões mais negativas.

Portugal precisa de imigrantes: leia a notícia sobre a necessidade do país para suprir mão de obra.

Participação dos imigrantes no mercado de trabalho europeu

Os estudos ressaltam o enorme potencial para os países que recebem os imigrantes. Eles trazem toda a sua qualificação e dedicação ao ambiente de trabalho nos novos países, de forma a assegurar um futuro melhor.

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E os números são surpreendentes. Cerca de 60% das populações de imigrantes da OECD e da UE obtiveram seus mais altos graus no exterior. A proporção excede 70% no Sul da Europa, Áustria e Luxemburgo.

Imigração em Portugal: vantagens e desvantagens de ser um imigrante no país.

Porém, dentre os 11 milhões de imigrantes na UE que são considerados altamente qualificados, cerca de 2,9 milhões deles possuem trabalhos que não condizem com suas qualificações. E mais de um em cada quatro empregos de baixa qualificação é ocupado por um imigrante na União Europeia. O nível sobe para mais de 40% na Áustria, Alemanha, Suécia e Noruega, e mais de 60% na Suíça e em Luxemburgo.

Felizmente, conforme os resultados da pesquisa, os europeus que interagem com imigrantes demonstraram-se mais propensos a considerar a imigração como uma oportunidade. Sobretudo quando ocorrem interações no ambiente de trabalho.

Discriminação na UE

Cerca de 14% de todos os estrangeiros na União Europeia relataram serem vítimas da discriminação com base na sua etnia, nacionalidade ou raça. Os níveis mais elevados pertencem à Grécia e Letônia, onde mais de um quarto da população imigrante sente que faz parte de um grupo que é discriminado.

Em seguida, Holanda, França, Portugal e Bélgica receberam as maiores porcentagens de imigrantes que, com idades entre os 15 e os 64 anos, declararam pertencerem a um grupo que está sujeito à discriminação, ou que já sofreu pessoalmente a discriminação.

Conheça os países fáceis de imigrar para a Europa, saiba quais são mais receptivos.

Desafios a serem superados

Os resultados presentes no relatório trazem boas perspectivas, pois muitos países têm aprimorado a integração dos imigrantes e de seus filhos no mercado de trabalho e na vida social. Entretanto, muitos desafios ainda existem. De acordo com a publicação:

Em vários países, alguns grupos vulneráveis de imigrantes – como os refugiados – podem levar, em média,15 anos ou mais para alcançar taxas de empregabilidade similares aos nativos e imigrantes trabalhadores.

Nesse sentido, a falta de integração pode levar a custos econômicos significativos em termos de baixa produtividade e crescimento. E também implica em custos políticos e instabilidade, e afeta negativamente a coesão social.

O relatório aponta ainda que enquanto as políticas domésticas dos países anfitriões têm um papel importante na integração dos seus imigrantes, a cooperação internacional pode e deve dar todo apoio ao processo.

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O que é a publicação Settling In 2018 e sua importância

A publicação “Settling In 2018: Indicators of Immigrant Integration” já está em sua 3a. edição de uma série iniciada em 2012. Ela apresenta uma comparação compreensiva entre os resultados de integração dos imigrantes e dos seus filhos em todos os países-membros da União Europeia, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico . E também nos países selecionados do G20.

O trabalho da “Settling In 2018: Indicators of Immigrant Integration” é o resultado da cooperação entre a Comissão Europeia e a Divisão Internacional de Migração da OECD, através de um monitoramento regular dos indicadores comparáveis de integração.

Segundo a OECD, “na última década, a população imigrante aumentou 23% nos países da OECD e 28% na União Europeia.”

Nesse sentido, monitorar as mudanças nos resultados de integração é um importante elemento para assegurar o sucesso das políticas de integração. A comparação internacional ajuda a fornecer benchmarks e identificar desafios comuns em todos as países. E, também, a promover o aprendizado sobre o que funciona e o que deve ser descartado.

Leia também sobre o CNAI em Portugal: o Centro Nacional de Apoio ao Imigrante

Sobre a OECD

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico foi criada em 1961 e tem como missão promover políticas que melhorem o bem-estar econômico e social das pessoas em todo o mundo. A OECD, com 36 países-membros, permite os governos de trabalharem juntos para compartilhar experiências e buscar soluções para problemas comuns.

Assim, a OECD busca:

  • Entender o que impulsiona as mudanças econômicas, sociais e ambientais
  • Medir a produtividade e os fluxos globais de comércio e investimento
  • Analisar e comparar dados para prever tendências futuras
  • Estabelecer padrões internacionais

Sobre o G20

É importante ressaltar que o G20 é o principal fórum internacional de cooperação econômica, financeira e política. Ele é formado pela União Europeia e as 19 maiores economias do mundo. E tem como objetivos tratar os principais desafios globais e gerar políticas públicas que os resolvam.

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Lorena é mineira e mora em Portugal há mais de 1 ano, onde está terminando o Mestrado em Marketing na Universidade do Porto. Formada em Comunicação Social, Lorena seguiu o seu sonho e estudou Moda em Paris. É apaixonada por arte, gastronomia, e, claro, viagens!

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