Se você não faltava às aulas de História e Geografia na escola, sabe minimamente sobre do que se trata a União Europeia. O maior e mais antigo bloco do mundo é uma união de vários países europeus com regras políticas, econômicas e sociais integradas.

Quer conhecer a Europa e quer saber um pouco mais sobre os acordos entre os países-membros? Vamos aprofundar-nos juntos neste assunto!

União Europeia: um pouco da sua história

A União Europeia (UE) é o bloco que forma a união política e econômica de 27 Estados-membros situados na Europa, constituindo as cooperações políticas e econômicas dos países europeus. A sede do bloco está localizada em Bruxelas, capital da Bélgica.

Desde da sua criação, a União Europeia cresceu e se tornou um dos maiores exemplos de integração entre países que há no mundo, permitindo a livre circulação de moeda, comércio e pessoas.

A história da União Europeia começou na década de 50, quando países que formavam o maior bloco mundial assinaram um tratado de cooperação. Faziam parte do início dessa organização a Alemanha Ocidental, Bélgica, Holanda, Itália, Países Baixos e Luxemburgo. Na época, quatro fundamentos foram instituídos:

  • Livre circulação das mercadorias;
  • Livre circulação de capitais;
  • Livre contratação de serviços;
  • Livre circulação das pessoas.

Ao longo dos anos, foram criados diversos tratados sobre a União Europeia. Eles buscavam regulamentar os objetivos e manter estável a relação dos países que faziam parte do bloco.

Tratados principais da União Europeia

Conheça um pouco mais dos Tratados mais importantes da organização:

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  • Tratado da União Europeia (Tratado de Maastricht): foi assinado em 1992 para criar o bloco e definir as formas de cooperação entre os países-membros da UE;
  • Tratado de Lisboa: foi assinado no ano de 2007 e criou medidas para deixar a UE mais democrática e com mais capacidade de agir em problemas mundiais;
  • Tratado de Nice: foi assinado em 2001 e mudou a formação da Comissão e o sistema de votação do Conselho da União Europeia;
  • Tratado de Amsterdam: o documento foi assinado em 1997 e alterou Tratados antigos para melhorar a forma de tomada de decisões e para facilitar que outros países aderissem à UE;
  • Tratados de Roma: foram assinados em 1957 e criaram a Comunidade Econômica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia da Energia Atômica (EURATOM);

Uma das organizações responsáveis pela Integração da Europa e também da criação da União Europeia foi a Comunidade Econômica Europeia, ou Mercado Comum Europeu (MCE), como também é conhecida.

Razões para a criação da União Europeia

O MCE foi criado em 1957 e era formado apenas por Alemanha, Bélgica, Itália, Luxemburgo e Países Baixos, conhecido também por “Europa dos 6”. A Guerra Fria foi o contexto da sua criação, justamente no momento que o mundo estava vivendo entre a bipolarização dos estadunidenses e soviéticos.

Para que as alianças fossem fortalecidas entre as comunidades europeias, era importante a recuperação econômica e a tentativa de barrar o avanço dos Estados Unidos. Assim, os europeus estavam se juntando para criar vínculos de integração econômica.

Também é necessário lembrar que, na época, a Europa precisava se restabelecer após anos de Segunda Guerra Mundial. Por isso, era vital manter a paz e criar forças militares para segurança.

Uma das propostas era incentivar que a economia crescesse entre os países-membros da organização e que estavam mantendo relações de mercado entre si. Com isso, na década de 80, Irlanda, Grécia, Espanha, Dinamarca e Portugal passaram a fazer parte do grupo, que ficou conhecido como “Europa dos 12”.

Surgimento da União Europeia

O fim da Segunda Guerra Mundial fez com que esses países buscassem cooperação mútua e, por meio do Tratado de Roma, o bloco chamado de Europa dos 6, tinha como principal objetivo fechar acordos e integrar a produção siderúrgica dos países, o que beneficiaria a todos financeira, política e socialmente.

Essa integração tornaria os países mais fortes e desenvolvidos e impediria o surgimento de conflitos que pudessem provocar guerras, conforme o que aconteceu antes com a Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Somente em 1992 surgiu a União Europeia, no Tratado de Maastritch.

Após 27 anos, a União Europeia continua sendo o bloco econômico que constitui as cooperações políticas e econômicas dos países europeus. Com isso, a UE se tornou um dos maiores exemplos de integrações que formam os conjuntos econômicos, sociais e políticos, a moeda e a circulação livre das pessoas.

O grupo ainda conta com a participação de Irlanda, Romênia, Portugal, Lituânia, França, Suécia, Estônia, Eslovênia, Eslováquia. O Reino Unido deixou o bloco da União Europeia em 2016, mas a sua saída só foi formalizada em 2020. Os motivos que levaram a saída do Reino Unido da União Europeia é que os modelos da política e da economia adotadas pelo bloco não estavam agradando ao país.

União Europeia e Espaço Schengen: qual a diferença?

A União Europeia e o Espaço Schengen são duas entidades distintas, mas interligadas, que desempenham papéis cruciais na integração e na facilitação da mobilidade dentro da Europa.

A UE é uma união política e econômica composta por 27 países europeus, estabelecida com o propósito de promover a paz, a estabilidade e a prosperidade após os conflitos do século XX.

Suas instituições centrais, como o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, trabalham em conjunto para tomar decisões e implementar políticas que abrangem diversas áreas, incluindo comércio, segurança e direitos humanos.

Por outro lado, o Espaço Schengen é uma área composta por 26 países europeus que concordaram em abolir os controles de fronteira entre si, permitindo a livre circulação de pessoas. Estabelecido em 1995 com o Acordo de Schengen, o espaço comum eliminou os controles de fronteira interna, embora mantenha controles rigorosos nas fronteiras externas.

Espaço Schengen permite viajem entre países europeus
A existência do Espaço Schengen permite que cidadãos viajem entre os países sem precisar de passaporte ou visto.

Em resumo, enquanto a União Europeia representa uma união política e econômica entre os países europeus, o Espaço Schengen é uma área dentro da UE onde os controles de fronteira foram eliminados para promover a livre circulação de pessoas.

Como funciona a União Europeia?

A União Europeia funciona para que sejam aprovadas as leis, os orçamentos e as fiscalizações de outras instituições que existem na Europa. Assim, todas as decisões tomadas no Parlamento Europeu são compartilhadas no Conselho da União Europeia.

Instituições da União Europeia

Com as políticas aprovadas são sociais e econômicas, a UE se divide em instituições, cada uma com suas funções específicas e contribuições para o funcionamento eficaz do bloco.

O trabalho conjunto dessas instituições demonstra a natureza democrática e colaborativa do processo decisório na UE, refletindo seus objetivos de paz, estabilidade e prosperidade na região.

Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu é uma das principais instituições da União Europeia, sendo o órgão legislativo da UE. Composto por representantes eleitos diretamente pelos cidadãos europeus, o Parlamento desempenha um papel crucial na elaboração e aprovação de legislação em áreas como o mercado único, agricultura, meio ambiente, entre outros.

Para que você possa entender melhor as responsabilidades do Parlamento, um exemplo de medida tomada pelo órgão foi a aprovação do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR). Este regulamento, aprovado em 2016 e implementado em 2018, estabelece regras rigorosas sobre privacidade e proteção de dados para todos os cidadãos da UE.

O Parlamento desempenhou um papel central na elaboração e na votação deste regulamento, demonstrando seu poder legislativo e seu compromisso com a proteção dos direitos dos cidadãos europeus.

Conselho da União Europeia

O Conselho da União Europeia, também conhecido como Conselho de Ministros, é outra instituição fundamental no funcionamento da UE. Formado pelos representantes dos governos dos Estados-membros, o Conselho trabalha em conjunto com o Parlamento Europeu para aprovar legislação e orçamento da UE, além de coordenar políticas em diversas áreas de interesse comum.

No Conselho, são decididas e aplicadas medidas como a aprovação do Orçamento da União Europeia para um determinado período. O Conselho negocia e aprova o orçamento da UE, garantindo que os recursos financeiros sejam alocados de forma eficiente e equitativa para apoiar programas e políticas em toda a União.

Comissão Europeia

A Comissão Europeia é o órgão executivo da União Europeia, responsável por propor legislação, implementar as políticas da UE e garantir o cumprimento dos tratados. Cada comissário é designado pelo seu país de origem e atua de forma independente, com um portfólio específico de responsabilidades.

Edifício da Comissão Europeia em Bruxelas
O Edifício Berlaymont, localizado em Bruxelas, é a sede da Comissão Europeia.

Tudo isso quer dizer que a  Comissão desempenha um papel fundamental na promoção do interesse geral da UE e na representação internacional do bloco.

Um exemplo de medida tomada pela Comissão Europeia é a proposta de legislação para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na Europa. Como parte do Pacto Verde Europeu, a Comissão apresentou uma série de iniciativas legislativas para alcançar a neutralidade climática até 2050. Isso inclui propostas para fortalecer o comércio de emissões da UE, promover energias renováveis e aumentar a eficiência energética.

Banco Central Europeu

O Banco Central Europeu (BCE) é a instituição responsável pela formulação e implementação da política monetária da zona do euro. Seu principal objetivo é manter a estabilidade de preços e o bom funcionamento do sistema financeiro na região.

Uma medida tomada pelo BCE é a implementação de programas de compra de ativos para estimular a economia e combater a deflação, como o Programa de Compra de Ativos do Setor Público (PSPP).

Tribunal de Justiça da União Europeia

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) é o principal órgão judicial da UE, responsável por interpretar e garantir o cumprimento do direito da União Europeia. Ele julga casos envolvendo a interpretação e aplicação dos tratados da UE, bem como conflitos de competência entre os Estados-membros e as instituições da UE.

Por sua vez, um exemplo de decisão proferida pelo TJUE é o caso Costa vs. ENEL, que estabeleceu o princípio da preferência do direito da UE sobre o direito nacional dos Estados-membros.

Tribunal de Contas Europeu

O Tribunal de Contas Europeu (TCE) é responsável por realizar auditorias financeiras e avaliar a legalidade e regularidade das receitas e despesas da União Europeia. Ele fornece uma garantia independente aos cidadãos europeus de que os fundos da UE são gastos de forma eficaz e transparente.

Uma das suas principais atividades é a auditoria anual das contas da UE, que verifica a conformidade dos gastos da UE com os princípios de boa gestão financeira.

Países da União Europeia

Atualmente há 27 países dentro da União Europeia, que são:

  • Alemanha;
  • Áustria;
  • Bélgica;
  • Bulgária;
  • Chipre;
  • Croácia;
  • Dinamarca;
  • Eslováquia;
  • Eslovênia;
  • Espanha;
  • Estônia;
  • Finlândia;
  • França;
  • Grécia;
  • Hungria;
  • Irlanda;
  • Itália;
  • Letônia;
  • Lituânia;
  • Luxemburgo;
  • Malta;
  • Países Baixos;
  • Polônia;
  • Portugal;
  • República Checa;
  • Romênia;
  • Suécia.

Saída do Reino Unido da UE

Um referendo votado em 23 de junho de 2016 resultou na saída do Reino Unido da União Europeia, em um processo conhecido como Brexit (abreviação das palavras Britain e Exit). A votação foi apertada, mas a saída do bloco venceu por 51,9% dos votos válidos.

Motivos para a decisão

As contestações ao modelo político e econômico adotado pelo bloco, bem como a recusa do país em entrar na zona do euro, foram os principais motivos para a decisão, até então inédita, já que nenhum outro país havia pedido para sair da União Europeia até então.

Qual a missão da União Europeia?

As missões da União Europeia no século XXI são:

  • Manter e consolidar a paz entre os países-membros;
  • Aproximar os países europeus por meio da cooperação operacional;
  • Preservar os valores, identidades e diversidade europeus;
  • Garantir a segurança dos cidadãos europeus;
  • Promover a solidariedade econômica e social.

Entendendo as regras e políticas da União Europeia

Todas as regras da UE têm como garantia que todos os cidadãos possam ter o direito de acessar igualmente ao financiamento da União Europeia.

Mais em detalhe, a União Europeia (UE) estabelece uma série de políticas abrangentes para promover a integração, a cooperação e o desenvolvimento em toda a região. Abaixo estão destacadas algumas das principais políticas da UE.

Legislação Interna

A UE elabora e implementa legislação interna para promover a harmonização de normas e regulamentos entre os Estados-membros. Isso visa criar um mercado único europeu, onde bens, serviços, pessoas e capital possam circular livremente, sem barreiras desnecessárias.

Algumas das principais legislações incluem:

  • Mercado Único: a livre circulação de bens, serviços, pessoas e capital através do mercado único europeu, eliminando barreiras comerciais e burocráticas entre os Estados-membros.
  • Direitos dos Consumidores: estabelecimento de padrões e regulamentos para proteger os direitos dos consumidores, garantindo a segurança e a qualidade dos produtos e serviços disponíveis no mercado europeu;
  • Proteção Ambiental: adoção de medidas para combater as mudanças climáticas, promover a energia renovável, reduzir a poluição e proteger a biodiversidade, visando alcançar os objetivos ambientais estabelecidos no Acordo de Paris e em outras convenções internacionais;
  • Agricultura e pecuária: são tratados para aumentar a produtividade agrícola, garantir o abastecimento, evitar excedentes, fixar preços e estabilizar o mercado agrícola dentro os países-membros;
  • Indústria: envolve basicamente a adaptação da produção industrial e energética à demanda atual, reduzindo os custos e aumentando os rendimentos por meio de novas tecnologias.

Cooperação entre os Estados-membros

A UE promove a cooperação entre os Estados-membros em diversas áreas, incluindo comércio, política externa, segurança, meio ambiente e justiça. É uma maneira de assegurar que os tratados sejam seguidos, já que estes podem afetar interesses particulares de cada país – o que geraria uma maior possibilidade de violação dos acordos do bloco.

Podemos dividir a fomentação da cooperação em:

  • Cooperação Econômica: criação de políticas econômicas e monetárias para garantir a estabilidade e o crescimento econômico na região, incluindo a implementação do Euro como moeda comum em muitos países-membros;
  • Cooperação em Segurança e Defesa: desenvolvimento de políticas comuns de segurança e defesa para enfrentar ameaças à segurança dos Estados-membros, como terrorismo, ciberataques e crises humanitárias;
  • Cooperação em Pesquisa e Educação: a UE promove a colaboração em pesquisa científica, inovação e educação através de programas como o Horizonte Europa e o programa Erasmus, visando impulsionar o desenvolvimento tecnológico e o intercâmbio cultural na região.

Políticas Externas

As políticas externas da UE devem estar voltadas para promover a paz, a estabilidade e a cooperação com outros países e organizações ao redor do mundo. Isso inclui políticas de ajuda ao desenvolvimento, diplomacia e comércio internacional, com o objetivo de fortalecer os laços da UE com parceiros globais e contribuir para a segurança e o desenvolvimento global.

Alguns temas centrais das políticas externas são:

  • Política de Vizinhança: buscar fortalecer as relações com seus vizinhos do leste e do sul através da Política Europeia de Vizinhança, visando promover a estabilidade, o desenvolvimento e a democracia nessas regiões;
  • Política de Comércio Internacional: negociar acordos comerciais com países e blocos econômicos ao redor do mundo para promover o comércio e o investimento, garantindo acesso a mercados e protegendo os interesses comerciais europeus;
  • Política de Desenvolvimento: ajudar o desenvolvimento e cooperar com países em desenvolvimento para combater a pobreza, promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer as instituições democráticas e os direitos humanos.

Curiosidades sobre a UE

Confira algumas informações interessantes sobre o bloco:

  • A União Europeia tem uma superfície que abrange 4.793.909 km²;
  • A população total é de 493.011.693 pessoas;
  • Em 2014, a soma do PIB dos países que formam a UE foi de US$ 18,5 trilhões;
  • Todos os 27 países que formam a UE tem apresentado desenvolvimento humano alto, com valor IDH acima de 0,700;
  • O grupo é o maior exportador mundial de bens e serviços, segundo o site da UE, representando cerca de 16% das importações e exportações mundiais;
  • O euro, a moeda única da UE, é utilizado em 20 países-membros;
  • A UE é composta por 24 línguas oficiais, refletindo a diversidade cultural e linguística dos seus Estados-membros. Além das 24 línguas oficiais, existem mais de 60 línguas regionais e minoritárias faladas em toda a União.

Bandeira da União Europeia

A bandeira da União Europeia foi criada em 1955 e seus valores têm como significado: união, cooperação e harmonia entre povos da Europa. Suas cores são constituídas por 12 estrelas douradas que estão dispostas em círculos no em fundo azul. Sem falar que o hino europeu faz parte da nona sintonia de Beethoven.

Benefícios de ser um Estado-membro da União Europeia

É preciso ressaltar que além de promover a economia da Europa, permitindo assim a circulação dos bens, dos serviços e dos capitais para as pessoas dos países-membros, a qualidade de vida dos europeus também melhorou.

Além disso, a principal moeda mundial, o euro, tem facilitado ainda mais o comércio entre os estados, mesmo que nem todos os países tenham aderido.

Bandeiras dos Estados-Membro da União Europeia
A UE possui 24 línguas oficiais, refletindo sua rica diversidade cultural e linguística.

Além de proporcionar o crescimento econômico e político integrado, os países que participam da União Europeia têm acesso aos benefícios do bloco, sendo os principais:

Mercado único

Também chamado de mercado interno, esse é principal motor da economia europeia, pois permite a livre circulação de bens, serviços, capitais e pessoas entre os países-membros. Isso contribuiu, ao longo dos anos, para melhorar o nível de vida dos europeus.

Moeda única

O euro é uma das principais moedas mundiais, e embora nem todos os países-membros utilizem a moeda, facilita o comércio entre os Estados e torna o mercado único mais eficiente.

Ajuda humanitária e direitos humanos

A União Europeia recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2012 pelos seus esforços em prol da paz, reconciliação, democracia e direitos humanos no continente europeu.

O bloco presta ajuda a mais de 120 milhões de pessoas todos os anos e criou mecanismos de proteção civil para fornecer ajuda humanitária rapidamente.

Além disso, busca promover os direitos das mulheres, crianças e minorias, velar pelo respeito aos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais e exigir o respeito aos direitos humanos ao fechar acordos comerciais e de cooperação com outros países.

Transparência das instituições

Os cidadãos são representados, ao nível da União, no Parlamento Europeu, eleito diretamente a cada cinco anos. Já os países são representados pelo Conselho Europeu, que define a direção e prioridade das políticas da União Europeia, e pela Comissão Europeia, que define as legislações.

Vantagens diretas para os cidadãos da União Europeia

Quando o Reino Unido decidiu sair da UE, o mundo inteiro ficou em agitação porque o grupo não é apenas político, mas traz benefícios sociais. Vamos explicar algumas vantagens para quem vive nos países que fazem parte da UE.

Livre circulação

Uma das principais vantagens para os cidadãos é a livre circulação dentro do bloco. Isso significa que os residentes dos países-membros têm o direito de viajar a qualquer outro país da UE sem a necessidade de passaporte ou visto. Essa liberdade de movimento aumenta as possibilidades de intercâmbio cultural, aprendizado e oportunidades de trabalho em toda a Europa.

Mas atenção, se você reside na UE e não tem cidadania europeia, mas tem um visto de residência ou trabalho, precisará levar consigo passaporte e cartão de residência em cada viagem – mesmo que estes nem sempre sejam verificados. Lembre-se que existem diferenças entre visto e autorização de residência nos países da Europa.

A UE, por sua vez, estabelece regras comuns para a emissão dos vistos, mas cada país tem a sua regulação específica. Ou seja, não existe um visto de trabalho ou residência único e aceito em todo o grupo

Direitos de trabalho

Os cidadãos da União Europeia desfrutam de uma série de direitos de trabalho garantidos pela legislação da UE. Isso inclui o direito à igualdade de tratamento no local de trabalho, proteção contra discriminação com base na nacionalidade, direitos de férias remuneradas, licença-maternidade e paternidade, entre outros. Essas garantias asseguram condições de trabalho justas e dignas para todos os trabalhadores europeus.

Porém, como falamos anteriormente, não confunda os direitos de trabalho com o visto de trabalho, já que este último corresponde a cada país.

Além disso, não é que os direitos trabalhistas sejam os mesmos em todos os Estados-membros. Existem os direitos do trabalho publicados pela Comissão Europeia, mas cada país é livre para criar as suas normas trabalhistas considerando as regras da UE.

Proteção social

Os cidadãos da União Europeia também têm direito a uma série de benefícios e serviços de proteção social, independentemente do país em que residem. Isso inclui acesso a cuidados de saúde, educação, prestações de desemprego, pensões e outros serviços sociais.

Essas medidas visam garantir o bem-estar e a segurança financeira dos cidadãos europeus, promovendo a coesão social e o desenvolvimento inclusivo em toda a UE.

Um grande exemplo disso é o Cartão Europeu de Saúde, que garante a prestação de cuidados de saúde aos beneficiários do sistema de segurança social de um dos países da União Europeia, Espaço Econômico Europeu e Suíça.

Quais as desvantagens da União Europeia?

Existem algumas desvantagens, como, por exemplo, a dificuldade para conseguir atingir os critérios de convergência econômica e concorrer em alguns mercados extremamente competitivos como a agricultura e a indústria. Confira a seguir algumas desvantagens mais polêmicas de ser um membro da União Europeia.

Dificuldades econômicas

Nem todos os países-membro conseguem atingir os critérios de convergência econômica estabelecidos pela UE, o que pode resultar em disparidades econômicas e sociais entre os Estados-membros.

Além disso, alguns países enfrentam dificuldades para competir em mercados altamente competitivos, como agricultura e indústria, devido à concorrência de países com economias mais avançadas.

Estas disparidades fazem com que o grupo seja mais ou menos forte no panorama global. Por exemplo, se um grande país da União Europeia entra numa crise inesperada, os outros serão fortemente atingidos, enfraquecendo a moeda como um todo, aumentando a inflação e afetando outros indicadores socioeconômicos dos Estado-membros.

Complexidade burocrática

O funcionamento da UE envolve uma complexa estrutura institucional e processos decisórios, o que pode resultar em burocracia excessiva e falta de transparência. Isso pode dificultar a eficiência e a eficácia da governança da UE, bem como a compreensão e participação dos cidadãos no processo político europeu.

Divergências políticas entre os Estados-membros

A UE enfrenta divergências políticas entre os Estados-membros, refletindo diferentes interesses, prioridades e visões políticas dentro do bloco.

Por exemplo, questões como migração, política externa e orçamento da UE frequentemente geram debates acalorados e divisões entre os países-membros, dificultando o consenso e a cooperação em determinadas áreas.

Críticas à democracia e à representatividade

A UE frequentemente enfrenta críticas em relação à sua democracia e representatividade. Alguns argumentam que as instituições da UE são distantes dos cidadãos e pouco responsáveis perante eles, o que pode minar a legitimidade democrática do projeto europeu.

Além disso, as decisões tomadas pela UE nem sempre refletem os interesses e necessidades dos cidadãos europeus, levantando questões sobre a legitimidade e a aceitação das políticas da UE.

Desafios contemporâneos e o futuro da União Europeia

Além dos desafios mencionados, a União Europeia enfrenta uma série de desafios contemporâneos que moldarão seu futuro:

Questões migratórias

A crise migratória tem sido uma preocupação importante para a UE, especialmente desde 2015, quando houve um grande aumento nos fluxos de migrantes e refugiados para a Europa.

Essa situação levou a tensões entre os Estados-membros sobre como lidar com o influxo de migrantes, a distribuição de responsabilidades e a questão da integração dos recém-chegados. Por exemplo, a Itália tem enfrentado dificuldades significativas devido ao grande número de chegadas.

Outros Estados-membros têm uma série de problemas quanto aos programas de recolocação de imigrantes – um deles é Portugal e os seus desafios com políticas de imigração.

Mudanças climáticas

As mudanças climáticas representam um desafio existencial para a União Europeia e o mundo inteiro. O aumento das temperaturas, eventos climáticos extremos e a perda de biodiversidade ameaçam o meio ambiente, a segurança alimentar e a saúde pública na região.

A UE tem liderado esforços globais para combater as mudanças climáticas, estabelecendo metas ambiciosas de redução de emissões de gases de efeito estufa e investindo em energias renováveis e tecnologias sustentáveis.

No entanto, ainda há muito a ser feito para atingir as metas do Acordo de Paris e garantir um futuro seguro e sustentável para as gerações futuras.

Relações internacionais

As tensões geopolíticas e as mudanças no cenário internacional representam desafios para a UE em termos de segurança e diplomacia.

A ascensão de potências regionais como a China e a Rússia, o ressurgimento do nacionalismo e do protecionismo em algumas partes do mundo, e a incerteza em relação ao papel dos Estados Unidos sob diferentes administrações têm levantado questões sobre o papel e a influência da UE no cenário global.

Crise humanitária

Além disso, conflitos regionais e crises humanitárias próximas às fronteiras da UE exigem uma resposta coordenada e eficaz por parte do grupo. Um dos maiores exemplos atuais é a Guerra na Ucrânia e os seus impactos na Europa. Diante dos desafios contemporâneos, a União Europeia tem adotado medidas proativas para enfrentá-los.

Mudanças no clima

Em relação às mudanças climáticas, por exemplo, a UE estabeleceu metas ambiciosas de redução de emissões, incentivou o uso de energias renováveis e liderou negociações globais para promover a cooperação internacional.

Contudo, a grande polêmica paira sobre o estabelecimento de metas ambiciosas é se os países vão cumprir com estes objetivos e como o farão. E aí entra uma das grandes críticas a instituição: o excesso de burocracia e a falta de representatividade dentro de cada Estado.

Mas, ainda assim, medidas como estas exemplificam o compromisso da UE em encontrar soluções colaborativas e inovadoras para garantir um futuro mais seguro e sustentável para seus cidadãos e para o mundo.

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