Mapa da Itália: tudo sobre as principais regiões e cidades

Itália  / 

O mapa da Itália é inconfundível, com seu perfeito formato de bota. E esta é só a primeira característica interessante deste território, que é dividido em regiões totalmente diferentes umas das outras.

Isso mesmo. Apesar de ser um país relativamente pequeno, basta cruzar o limite de uma ou outra cidade para encontrar clima, gastronomia, história e cultura que são únicos. É sobre estas particularidades o nosso artigo de hoje, para você que busca entender melhor esse país tão querido pelos brasileiros.

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Entenda o mapa da Itália

O mapa da Itália representa um território de pouco mais de 301 mil quilômetros quadrados. O país faz fronteira com a França, Áustria, Eslovênia e Suíça. Ao leste, a Itália é banhada pelo Mar Adriático; já do lado oeste, fica o Mar Tirreno.

A primeira divisão do país, instituída pela Constituição italiana de 1948, foram as 20 regiões. Elas, por sua vez, reúnem 110 províncias subdivididas em 8103 comunas em toda a Itália. Algo bem diferente em relação ao Brasil é o fato de que cada região possui sua própria Constituição ou estatuto.

Cinco das 20 regiões possuem um estatuto especial. Isso significa que uma lei constitucional do estado central garante – por fatores culturais, linguísticos e geográficos – a autonomia legislativa e financeira delas. A Sardenha e a Sicília, por exemplo, são ilhas. O Trentino-Alto Ádige, por sua vez, possui uma parcela da população de língua alemã. No Vale de Aosta, o idioma italiano convive com um dialeto francês. Friul-Venécia Júlia possui uma minoria eslovena.

Mapa da Itália: regiões e a capital de cada uma delas

Ao Noroeste:

  • Vale de Aosta: Aosta;
  • Piemonte: Turim;
  • Ligúria: Gênova;
  • Lombardia: Milão.

Ao Nordeste:

  • Trentino-Alto Ádige: Trento;
  • Friul-Venécia Júlia: Trieste;
  • Vêneto: Veneza;
  • Emília-Romanha: Bolonha.

Centro:

  • Toscana: Florença;
  • Marcas ou Marche: Ancona;
  • Úmbria: Perúgia;
  • Lácio ou Lazio: Roma.

Itália meridional:

  • Abruzos ou Abruzzo: Áquila;
  • Campânia: Nápoles;
  • Molise: Campobasso;
  • Apúlia ou Puglia: Bari;
  • Basilicata: Potenza;
  • Calábria: Catanzaro.

Itália insular:

  • Sicília: Palermo;
  • Sardenha: Cagliari.

As regiões são divididas em províncias – são 109 províncias no país todo -, exceto o Vale de Aosta, e essas são divididas em comunis (equivalente ao município no Brasil), sendo que existem cerca de 8.100 ao longo do mapa da Itália.

Dentro da comune pode haver ainda a frazione, que pode ser definida como uma área da comune que compreende um centro habitado. São mais de 37 mil fraziones espalhadas no país.

Será que vale a pena morar na Itália? Veja a opinião de brasileiros que moram no país.

Quais as principais regiões no mapa da Itália?

Estas várias divisões do mapa da Itália tornam evidente a complexidade cultural, linguística e histórica do país. Por isso, vamos agora detalhar algumas regiões que se destacam por vários motivos, seja pela gastronomia, pela presença de monumentos importantes ou pela alta procura dos turistas.

Nada impede, é claro, de explorar os outros cantos da Itália e descobrir o quanto o país é interessante. Cada cidadezinha é única, pode apostar. Veja uma lista das melhores cidades pequenas para morar na Itália.

Lombardia

Ao norte do país, é alavancada pela economia de Milão. Talvez por isso, seja a região mais povoada e mais rica da Itália. Na capital, inclusive, concentram-se monumentos conhecidos como o Duomo, a Galleria Vittorio Emanuele II e o Castelo Sforza. A cidade ainda guarda obras de arte emblemáticas, como a Última Ceia, de Leonardo Da Vinci. Como se não bastasse, a região ainda se destaca pela geografia, com montanhas, colinas e alguns lagos famosos, como o Garda, o maior da Itália.

Piemonte

Segunda maior região da Itália, com mais de quatro milhões de habitantes, e o terceiro centro industrial mais importante. Fica atrás apenas de Milão e Roma. Turim ou Torino, às margens do rio Po, é sua capital – e também foi a primeira capital da Itália, em 1861. Em Turim, inclusive, fica um dos principais pontos turísticos, que é o Museu Egípcio.

Como faz fronteira com a França e a Suíça, pelos Alpes, o Piemonte traz uma culinária muito singular que representa estas influências. Entre os principais produtos da região está a trufa branca, o creme de avelã com chocolate, o vermute e vinhos como o Barolo e Barbaresco.

Lazio ou Lácio

Nela está localizada Roma, a capital da Itália, e uma das principais portas de entrada do país. A partir dela, é possível ir de ônibus ou trem para praticamente toda a Itália. A região também inclui o Vaticano, uma cidade-estado que representa o centro da Igreja Católica Romana no mundo. Uma vez em Roma, os vários museus guardam acervos preciosos, como na Galeria Borghese. Também há monumentos espalhados por toda a cidade, como as ruínas do Império Romano. Ainda há áreas arqueológicas próximas que são possíveis de conhecer.

Toscana

No mapa da Itália, na porção central, você encontra a famosa Toscana. Ela é sinônimo de praias, fontes de água termal e paisagens de tirar o fôlego. O que a torna uma das mais conhecidas regiões do país é a fama – justificada – de produzir excelentes ingredientes. Suas colinas são cobertas de bosques e extensos vinhedos e oliveiras, que dão origem a vinhos e azeites memoráveis.

Muitos passeios propõem um tour pelas principais vinícolas, como Chianti, Montalcino e Montepulciano. Não deixe de incluir alguns dias do roteiro na belíssima Florença, a capital mundial da arte, com uma das maiores concentrações de patrimônios históricos e cultuais do planeta.

Vêneto

A riqueza histórica de sua capital, Veneza, representa o império das navegações italianas. As conquistas se refletem no requinte de suas construções, canais e obras de arte, que atraem cerca de 60 milhões de turistas todos os anos. Inclusive, o excesso de visitantes e a sustentabilidade do turismo têm se tornado questões discutidas no país. Além de Veneza e de seu mundialmente conhecido carnaval, vale incluir no roteiro algumas vinícolas, como do Prosecco e do Valpolicella. O dialeto vêneto é falado por muitos habitantes.

Campânia

A região mais populosa da Itália também é uma das que guarda belíssimas paisagens. Afinal, em seu território ficam as ilhas de Capri, Ischia (quem leu os romances da autora Elena Ferrante pode se interessar em conhecer de perto) e a Costa Amalfitana. Napóles, capital da região, é riquíssima em cultura, tendo sido o centro do governo Bourbon até a unificação da Itália em 1860. A culinária é excelente, com destaque para as pizzas, os doces como baba ao rum e a sfogliatella. A ida às ruínas de Pompeia e Herculano é inesquecível. Sabe o melhor? Nápoles está entre as cidades mais baratas da Itália.

Sicília

No mapa da Itália, é a famosa ilha. Por ser a maior do Mediterrâneo e ter uma posição geográfica estratégica, foi alvo de disputas ao longo de toda a sua história. Foi uma importante rota de comércio desde a antiga Grécia e, por ter sido lugar de passagem, acumulou riquezas e uma cultura única que pode ser vista nas ruínas gregas, nas artes, na literatura e, claro, na conhecida gastronomia. Seu solo é extremamente fértil, graças à presença do vulcão Etna – com mais de 3.300 metros de altura, ele impressiona. Portanto, a produção de ingredientes é excelentes, rendendo ótimos vinhos e outros produtos.

Emilia-Romanha

Formada a partir da união entre as regiões de Emilia e Romanha, é posicionada como uma das mais ricas e desenvolvidas em toda a Europa. Talvez porque nela estejam localizadas indústrias de peso e fábricas de carros de luxo, como Lamborghini, Ferrari e Maserati. Cidades como Parma estão entre os berços do Renascimento.

No quesito gastronomia, a região é imperdível: as fábricas de presuntos, mortadelas e queijo parmesão são um passeio incrível. Além disso, a qualidade de vida é uma de suas marcas, com serviços de qualidade e excelência na educação. Inclusive, um dos emblemas é a Universidade de Bolonha, a mais antiga do mundo ocidental, fundada em 1088.

Saiba quais são as melhores cidades da Itália para morar nessa lista.

Regiões autônomas do mapa da Itália

Cada região possui sua própria constituição e as 20 regiões podem ser divididas em duas categorias de estatuto:

Regiões autônomas com estatuto especial

Uma lei de tipo constitucional do estado central garante ampla autonomia legislativa e financeira para cinco regiões: Sardenha, Sicília, Trentino-Alto Ádige, Vale de Aosta e Friul-Venécia Júlia.

Regiões com estatuto ordinário

Com autonomia financeira mais limitada, o estatuto ordinário funciona como uma lei regional, sendo as competências legislativas das regiões ampliadas após reforma da constituição em 2001.

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mapa da itália interior

O mapa da Itália ao longo dos anos

Os territórios onde hoje estão localizados Itália e Alemanha deveriam ser divididos em diversos estados, segundo promulgado pelo Congresso de Viena (1814 – 1815). A divisão do território italiano era a seguinte:

  • Reino Sardo-Piemontês, governado por uma dinastia italiana, autônomo e soberano;
  • Reino Lombardo-Veneziado, governado pela Áustria;
  • Ducados de Parma, Módena e Toscana, governados por duques subservientes à Áustria;
  • Estados Pontifícios, governados pelo papa;
  • Reino das Duas Sicílias, governado pela dinastia de Bourbon.

Movimentos nacionalistas, então, deram início ao processo para transformar as nações em estados nacionais independentes. A organização revolucionária Jovem Itália defendia a independência e transformação do país em uma república democrática, mas sofreu um duro golpe do exército austríaco em 1948.

Se você quer saber mais sobre a história da Itália, pode ser interessante conhecer as tradições da cultura italiana.

Luta pela unificação e movimento Risorgimento

A partir daí, o Reino Sardol-Piemontês passou a liderar a luta pela unificação e o movimento Risorgimento conquistou apoio da burguesia e dos proprietários rurais, além de se aproximar da França para conseguir apoio militar e enfrentar a Áustria.

Derrotada, a Áustria foi forçada a entregar o reino. Na mesma época, o revolucionário Giuseppe Garibaldi atacou o Reino das Duas Sicílias e criou condições para sua libertação do domínio estrangeiro.

Formação do Reino da Itália

O rei Victor Emanuel II, que governava o Reino Sardo-Piemontês, foi eleito em plebiscito para governar o reino que se formava. A proclamação do Reino de Itália aconteceu em 18 de fevereiro de 1861 e unificou boa parte das nações – Veneza foi incorporada em 1866 e Roma em 1870, passando a ser capital do país no ano seguinte.

A não aceitação do papa pela perda dos domínios territoriais da Igreja fez com que fossem rompidas as relações com o governo italiano, questão resolvida apenas em 7 de junho de 1929 com o Tratado de Latrão, que criou e limitou a independência do Estado do Vaticano.

Segunda Guerra Mundial e a conquista de territórios

Até o ano de 1943 a Itália ocupava a totalidade ou boa parte dos territórios da Dalmácia, Albânia, Croácia, França (Córsega, Nice e Saboia), Kosovo, Montenegro e Eslovênia. O Tratado de Paris, datado de 10 de fevereiro de 1947, devolve o mapa da Itália para suas fronteiras pré-guerra e cede territórios para outros países:

  • Tende e La Brig para a França;
  • Zara e a maior parte da Ístria para a Iugoslávia;
  • Dodecaneso para a Grécia;
  • Ilha Saseno para a Albânia;
  • Todas as terras na África (Líbia, Eritreia e Somália);
  • Sua parte em Tianjin para a China.

O Território Livre de Trieste, que abrange parte da Ístria e da região de Trieste, foi criado em 15 de setembro de 1947 como território neutro, sendo o norte cedido para o mapa da Itália e o sul para a Iugoslávia.

Confira 7 curiosidades da Itália surpreendentes.

Mapa da Itália segundo o clima

Como você pode conferir, o mapa da Itália é longo e estreito, com diversas altitudes de norte a sul. Por este motivo, há muitas variações de clima no país em uma mesma época do ano.

Basta pensar que a Itália faz fronteira com os Alpes e a Suíça, mas também toca o Mar Mediterrâneo e possui um litoral muito frequentado.

Estações do ano na Itália

As quatro estações do ano na Itália são bem demarcadas. Vale lembrar que, se seu roteiro incluir diferentes regiões, convém levar vários tipos de roupa para ir se adequando a cada temperatura.

  • Verão: 21 Junho até 22 setembro;
  • Outono: 23 Setembro até 20 Dezembro;
  • Inverno: 21 Dezembro até 19 março;
  • Primavera: 19 Março até 20 Junho

Verão e Primavera

O clima dominante é o Mediterrâneo, atenuado pelo mar. Portanto, significa verões quentes e secos, com temperaturas cada vez mais altas. São comuns as notícias de ondas de calor, em que os termômetros atingem facilmente 35°C ou 40°C. A primavera é uma excelente época para conhecer a Itália, com temperaturas médias entre 10°C e 28°C.

Inverno e Outono

Já os invernos são mais suaves, em relação ao restante da Europa, e chuvosos. Em regiões como os Alpes, faz muito frio, inclusive com a ocorrência de nevascas. Cidades como Bolonha e Milão registram constantemente temperaturas negativas, de até -10°C, nesta época do ano.

O outono é outra estação intermediária ótima para ir à Itália – especialmente Roma, Veneza e Florença -, com paisagens douradas pelas folhas das árvores e temperaturas amenas, entre 7°C e que não ultrapassam 26°C.

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Autores

Luciana Andrade é jornalista, doutora em história, cursa especialização em marketing digital e não cansa de aprender coisas novas. À frente da Flows Conteúdo & Comunicação, escreve para diversos sites e clientes corporativos. Já morou em cinco cidades - no Brasil e na França - e está sempre planejando a próxima viagem.

Clara é natural do interior de São Paulo e tem muito orgulho do sotaque caipira. Jornalista que adora gatos, tatuagens e livros, vê o mundo de cabeça para baixo e tem como vícios memes da internet e soltar piadas inesperadas no meio de uma conversa.