Mudar para a Europa é um passo e tanto. No calor do momento, quando surge a oportunidade para ir para o outro lado do oceano, você provavelmente vai se preocupar apenas com os detalhes práticos e burocráticos para fazer o sonho acontecer. Porém, depois da mudança, você percebe que há pelo menos 14 coisas que eu faria diferente antes de mudar para a Europa.

Se você ainda não se mudou, este artigo pode te dar uma luz. Listei as coisas que eu faria diferente para te ajudar a enxergar um pouco além dos processos necessários para a mudança. Seguindo esses passos, te garanto, a sua mudança será mais tranquila e com menos arrependimentos. Espero que aproveite a leitura!

14 coisas que faria diferente antes de mudar para a Europa

Há pelo menos 14 coisas que eu faria diferente antes de mudar para a Europa. Depois de um bom tempo de mudança, consegui entender que algumas coisas teriam tornado minha vida muito mais fácil. Eu não tive tempo de fazer essas coisas, mas você pode ter. Vou te contar quais são elas a seguir:

1. Teria feito um planejamento financeiro mais abrangente

Mudanças muitas vezes são planejadas com antecedência, mas é bem comum que as oportunidades surjam de última hora. Em qualquer um dos casos, um planejamento financeiro, fiscal e tributário para se mudar de país  é necessário e ele precisa ser feito com antecedência.

Se a oportunidade de se mudar apareceu de última hora, comece salvando o máximo de dinheiro possível. A mudança vai exigir gastos consideráveis, e é necessário pensar nisso assim que decidir se mudar. Considere, por exemplo, vender bens que você não pode levar na mudança e que podem te dar um bom retorno.

Por outro lado, quando a ideia da mudança surge com antecedência, você com certeza conseguirá fazer um planejamento financeiro abrangente e robusto. Comece desde a decisão guardando dinheiro para gastos com o processo e planejando seus futuros gastos.

No meu caso, a oportunidade de mudar apareceu de repente, mas eu já pensava nisso há um bom tempo. Se eu pudesse voltar no tempo, teria começado um planejamento financeiro mesmo antes de aparecer uma chance de mudança.

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2. Economizado mais nos primeiros meses

Chegar na Europa é um deslumbre. Nós entramos em contato com coisas que não eram acessíveis no Brasil, e é natural que a vontade de gastar seja maior nesse momento. Porém, só depois de uns meses nós percebemos que o mais saudável é economizar nos primeiros momentos em terras estrangeiras.

Após a chegada na Europa, os gastos não irão acabar. Aluguel, taxas de imigração, burocracias que são particulares de cada cidade e país, mobiliar uma casa, comprar roupas adequadas… São tantas necessidades nos primeiros meses que economizar vai fazer toda a diferença quando esses gastos pós-mudança aparecerem.

Quando você chegar, segure um pouco os bolsos. Isso vai te ajudar e não passar aperto financeiro ao morar no exterior. Considere os gastos que você terá no começo lá no seu planejamento financeiro. Tudo isso vai te ajudar a manter as finanças no lugar mesmo com tantos gastos iniciais.

3. Teria contratado um serviço de relocation

Toda mudança exige muito de nós. Quando a mudança é gigante, as exigências podem ser ainda mais difíceis.

Alugar um lugar para morar num país desconhecido, entender como funcionam os sistemas básicos do país, entender como funciona a saúde, a educação e as políticas de um novo lugar são apenas alguns exemplos.

Normalmente, quando a mudança é causada por uma oportunidade para trabalhar na Europa, as empresas contratantes oferecem uma gama de possibilidades de terceiros que fazem a sua relocação ser mais fácil.

Quando a mudança é causada por outro motivo, você também pode contar com serviços de relocação. A única diferença é que você vai precisar ir atrás dessas empresas que oferecem suporte por conta própria, e talvez pagar um pouco a mais por isso.

Isso porque, muitas empresas, quando contratam alguém do exterior, possuem parcerias e descontos ativos com serviços de relocação. Para Portugal e Espanha, por exemplo, a Oliveira Imóveis pode te auxiliar durante todo o processo, assim você pode se concentrar em outras burocracias.

Esses serviços podem significar um gasto a mais, mas também significam uma mudança com mais ajuda e suporte. Ter procurado por pessoas que fizessem coisas por mim é uma das coisas que eu teria feito diferente antes de mudar para a Europa.

4. Ter solicitado ajuda de uma assessoria para lidar com as burocracias básicas

Acredite, ser imigrante traz na bagagem uma série de burocracias que podem ser menores ou maiores a depender do país. Porém, você pode contar com uma empresa que irá realizar os trâmites da mudança para você. Isso te poupa trabalho e também da necessidade de entender como funciona o sistema de um país totalmente novo.

Você até pode pesquisar sobre como o país funciona e por quais processos um estrangeiro precisa passar para morar legalmente ali, isso mesmo nos casos em que a mudança é facilitada por uma vaga para estudar ou para trabalhar. Porém, contar com gente que entende do assunto facilita e agiliza muito as coisas.

Homem assinando papeis.
O processo para se legalizar num país europeu pode levar meses. Uma assistência pode encurtar seu tempo de espera.

Por exemplo, quando me mudei para a Bélgica, levei um choque ao perceber o tamanho da burocracia que eu teria de enfrentar na minha chegada. Hoje percebo que essa é uma coisa que eu faria diferente antes de mudar para a Europa. Se eu tivesse investido em uma empresa especializada em burocracias pós-mudança, minha vida teria sido muito mais fácil no começo.

O Euro Dicas indica alguns escritórios que fornecem serviços de assessoria à imigração que podem valer a pena para você:

5. Pesquisado mais sobre o país, a cultura e a vida local

Os países da Europa são muito diferentes do Brasil, em todos os aspectos. Você provavelmente vai levar alguns choques de realidade quanto à cultura, à política e aos costumes locais.

Por isso, meu conselho é: pesquise muito antes da sua mudança para saber o que te espera. Veja vídeos de pessoas que moram no local há muito tempo. Passe a acompanhar pessoas que são dali. Se informe sobre como as coisas funcionam, como são as pessoas, quais são os hábitos… Pesquise tudo o que você puder.

Isso vai te ajudar a chegar no país novo já sabendo o que esperar dos outros (e o que os outros esperam de você), o que tornará o choque um tanto quanto menor.

Se eu tivesse pesquisado mais sobre as pessoas da Bélgica, por exemplo, teria me preparado melhor para lidar com pessoas mais frias e fechadas. Teria entendido que o problema não era comigo, e nem com as pessoas: o problema era a diferença enorme entre as culturas.

A adaptação cultural do imigrante pode levar bastante tempo, mas você pode encurtá-lo pesquisando bem antes sobre o país onde você vai morar.

6. Não ficar comparando o novo país com o Brasil

Não comparar o novo país com o Brasil é, no começo, quase impossível. Afinal, você acabou de deixar a realidade que te acompanhou a vida toda para entrar num local totalmente diferente. É normal que comparações aconteçam.

Porém, às vezes as comparações nos colocam em um lugar difícil. Por exemplo, se você vai se mudar para um lugar mais frio, não adianta muito ficar pensando no quanto é quente no Brasil. Se você é uma pessoa acostumada com calor humano, não adianta ficar pensando no quanto as pessoas são amigáveis no Brasil e frias em determinado país.

Esse é um movimento muito difícil de ser feito, mas se você conseguir evitar as comparações, sua adaptação será mais fácil. Você terá mais espaço emocional para lidar com as coisas novas e para vivenciá-las sem se prender ao que você vivenciava antes.

7. Ter desenvolvido melhor o inglês e o idioma local

Essa definitivamente é uma das principais coisas que eu teria feito diferente antes de mudar para a Europa. Primeiro, desenvolver melhor meu inglês. Segundo, pesquisar sobre o idioma local e tentar entender apenas o básico.

De forma muito geral, as pessoas na Europa estão preparadas para se comunicar em inglês. Mas você precisa falar inglês para morar na Europa caso ainda não saiba muito bem o idioma local. Em países menores ou em cidades localizadas mais no interior dos lugares, isso pode ser diferente, definitivamente. Mas em países mais centrais ou mais universitários, o inglês pode te salvar em muitos momentos (ou até mesmo ser seu idioma oficial de comunicação).

Porém, mesmo nos países em que o inglês é facilmente usado, é importante desenvolver pelo menos um pouco do idioma local. Você provavelmente vai precisar usá-lo em alguma situação (imagine que você precisa de algo de uma farmácia, mas a única aberta possui atendentes que só falam o idioma local. Pelo menos o básico você precisa saber).

Assim que você receber a proposta da mudança, corra para aprimorar ou aprender inglês rápido e estude o máximo que você puder do idioma falado no país de destino. Você vai aprender muito na prática sim, mas é bom chegar no local com pelo menos o inglês muito afiado.

8. Me aprimorado melhor para o mercado de trabalho

Entender como funciona o mercado de trabalho do país onde você irá morar é muito importante, e é uma das coisas que eu teria feito diferente antes de mudar para a Europa. É um erro acharmos que o mercado funciona da mesma forma em todos os lugares, e que as exigências que você tem no Brasil são as exigências que você terá no seu novo país.

Pesquise muito antes sobre como se destacar na sua área no país de destino. Pesquise o perfil de candidato que as pessoas procuram no lugar, os tipos de qualificações necessárias, as modalidades de entrevista.

Quais idiomas são normalmente requeridos? Qual o grau de escolaridade é aceito na sua área? O quanto de experiência é exigido pelas empresas? Qual é o tipo de currículo mais atraente para a sua área?

Entender sobre tudo isso com antecedência te ajudará a chegar no seu destino já com meio caminho andado.

9. Teria buscado mobílias e utensílios domésticos de segunda mão

Se você não tiver a sorte de encontrar uma casa ou apartamento mobiliado, invista em mobílias e utensílios de segunda mão. Afinal, você precisará comprar todas as suas coisas do zero, o que vai significar um grande gasto. Se você optar por itens de segunda mão, os gastos serão menores.

Além de gastos menores, você conseguirá equipar a sua casa numa velocidade maior. Por exemplo, eu não encontrei um apartamento mobiliado e precisei comprar tudo do zero. Isso fez com que o processo de mobiliar minha casa levasse mais de um ano. Hoje, depois de mais de três anos morando fora, vejo o quanto eu poderia ter poupado investindo em itens de segunda mão.

Há muitas formas de encontrar utensílios de segunda mão, e isso pode variar bastante de país para país. Porém, uma ferramenta universal são os grupos de Facebook ou o mercado da plataforma. Pesquise também por sites usados pelos moradores do local.

10. Tentaria me integrar ao máximo à comunidade local

Quando cheguei na Bélgica, levei um choque com a frieza e com a distância das pessoas daqui. Minha reação inicial foi me fechar e não querer contato com a comunidade local. Porém, depois um tempo, entendi que talvez fosse apenas questão de tempo para conseguir fazer parte de alguma forma.

Pessoas em parque durante dia de sol.
Procure participar da rotina de pessoas locais. Frequentar eventos públicos, como festivais, pode ser um bom começo.

Em muitos países da Europa, a frieza da população local pode sim assustar. Pode desanimar quem vem de fora, especialmente quem vem de um país tão vivo e caloroso como o Brasil. Entretanto, é importante procurar formas de se integrar, mesmo que o processo aconteça em etapas e a passos lentos.

Quando o país em questão é mais aberto e com pessoas mais calorosas, se integrar à comunidade pode ser muito mais fácil. Você não precisará ir tanto atrás das oportunidades de fazer parte, porque elas virão facilmente até você.

Se esse não for seu caso, minha dica é: procure uma rede de brasileiros ou de imigrantes perto de você. Procure no seu trabalho, na escola dos seus filhos, em grupos da internet. Ter uma rede de pessoas que entendem o momento pelo qual você está passando e que passam pelo mesmo faz toda a diferença.

Essa é uma forma de, mesmo tão longe de tudo que é familiar para você, não sentir tanta solidão. Não é raro que brasileiros que vivem fora acabem formando uma segunda família fora do Brasil, e isso é excelente para tornar a sua vida na Europa mais fácil.

11. Teria preparado melhor minha família (a que ficou e a que se mudou comigo)

Quando a mudança para a Europa acontece de forma repentina, pode ser difícil preparar quem vai ficar no Brasil. Se você está se mudando em família, saiba que preparar quem está indo com você também é importante.

Primeiro, assim que a ideia da mudança surgir, é fundamental fazer uma boa preparação familiar antes de se mudar para a Europa de fato. Se você vai se mudar com filhos pequenos, esse preparo deve ser maior ainda. Explicar diversas vezes o motivo da mudança, os benefícios e as coisas boas que esperam vocês do outro lado do oceano ajuda a tornar a mudança mais digerível.

Por outro lado, preparar a família que você vai deixar no Brasil também é importante. Contar o quanto a mudança será positiva para você e estabelecer uma forma de contato frequente é um ótimo caminho para evitar desespero das outras pessoas.

Você vai precisar lidar com as dores da sua mudança. Se as pessoas que você deixar no Brasil estiverem bem com a situação, você terá um peso a menos para carregar. Caso contrário, você precisará imigrar sem apoio da família, e será bem difícil manejar as emoções dos parentes que ficaram e que não estão bem com a situação.

Homem e mulher deitados no chão, em sala cheia de caixas. Organizar a mudança é uma das coisas que eu teria feito diferente antes de mudar para Europa.
Mantenha uma comunicação clara com quem está se mudando com você e alinhe as suas expectativas sobre a mudança.

Se eu soubesse da mudança com muita antecedência, uma das coisas que eu teria feito diferente antes de mudar para a Europa seria investir em terapia em família para tornar o processo todo mais leve e assessorado por um profissional.

12. Teria buscado terapia ou outra rede de apoio à saúde mental

Chegar em um país novo vai te causar um mix de emoções, e nem sempre será fácil lidar com isso. Buscar ajuda de psicólogos nesse momento de transição é fundamental, e é uma atitude que fará da sua mudança algo muito mais leve. Principalmente no começo, a ansiedade na imigração pode se tornar uma realidade.

O que eu teria feito de diferente é: teria buscado uma rede de apoio à saúde mental no momento em que decidi me mudar. Para além da terapia individual, eu teria buscado grupos de apoio para entender como o processo de mudança funciona para os outros e como ele pode funcionar para mim.

É muito comum que pessoas que passaram por uma mudança tão grande vivam o grande paradoxo de não se sentir em casa no Brasil e não se sentir em casa no novo país. Com a ajuda correta de profissionais da saúde mental, lidar com esse paradoxo e com as consequências da mudança é mais fácil. Para quem acabou de chegar na Europa, investir em terapia online é um excelente passo.

13. Teria encontrado alguma forma de armazenar pertences especiais no Brasil

Um dos meus maiores arrependimentos é de não ter procurado formas de armazenar pertences pessoais que, por causa da mudança, precisei jogar fora ou passar para frente. Se eu pudesse voltar no tempo, essa seria uma das coisas que eu faria diferente antes de mudar para a Europa.

No primeiro momento, pensei que seria impossível trazer certas coisas comigo. Hoje, depois de um tempo, vejo que eu poderia ter armazenado essas coisas em um lugar seguro e, agora, poderia trazê-las para minha nova casa.

Depois de um tempo, você vai se organizar financeiramente e será possível trazer para perto pertences especiais para você. Se você está no processo de mudança, procure um espaço na casa de um parente ou alugue um depósito para colocar itens que você pretende levar com você em um momento melhor.

Eu te garanto: esse momento vai chegar muito antes do que você imagina.

14. Teria dedicado mais tempo em procurar um lugar para morar

Nem sempre será possível ir para a Europa primeiro e encontrar um lugar para morar depois. Muitas vezes, você precisará alugar um lugar antes da mudança, através dos sites de imobiliárias ou aproveitaria as vantagens do Uniplaces, por exemplo. Em qualquer um dos casos, procure dedicar tempo na procura e não se afobar com a primeira oportunidade que aparecer.

Se eu pudesse fazer algo de diferente, definitivamente procuraria com mais calma e analisaria todos os detalhes possíveis e impossíveis de cada imóvel.

Na pressa de encontrar um lugar e finalmente poder seguir com a mudança, você pode cair em ciladas como alugar um imóvel muito velho e com problemas estruturais. Você pode acabar alugando uma casa que demanda mais energia e, no final das contas, ter de lidar com contas gigantescas de gás e eletricidade.

Por isso, procure com calma, pesquise e analise bem. Se possível, agende várias visitas para assim que você chegar no novo país. Procure agendar essas visitas em um espaço curto de tempo, visto que você precisará arcar com custos de hospedagem nesse meio tempo.

Caso você tenha a sorte de ter um amigo ou conhecido que esteja morando no país, ou caso consiga entrar em contato com algum brasileiro que esteja no local, você pode pedir para essa pessoa fazer a visita por você, tirar fotos do lugar e sanar as suas dúvidas. Se não for possível, faça de tudo para escolher criteriosamente o lugar para chamar de lar.

Como se planejar para mudar na Europa?

Já te contei quais são as coisas que eu faria diferente antes de mudar para a Europa. Agora, é importante lembrar que uma mudança dessa magnitude exige muita organização e planejamento.

Legalidade e vistos

Pesquise os requisitos de visto e imigração do país para onde você pretende se mudar. Esse é o primeiro e mais indispensável passo. Dependendo da sua nacionalidade e do motivo da sua mudança (trabalho, estudo, residência, etc.), podem ser necessários diferentes tipos de vistos.

Trabalho e renda

Se você está se mudando para trabalhar, mas ainda não possui uma oportunidade de emprego, pesquise as oportunidades no seu campo e o mercado de trabalho no país de destino. Dedique tempo em entender quais são as exigências do local e como se destacar na sua área. Certifique-se de ter um plano para garantir uma fonte de renda estável.

Custos de vida

Analise os custos de vida no país para onde você está se mudando, incluindo moradia, alimentação, transporte, saúde, educação, entre outros. Isso ajudará a determinar o quanto você precisará economizar ou ganhar para viver confortavelmente.

Moradia

Pesquise as opções de moradia no país de destino, seja aluguel ou compra de imóveis. Considere a localização, o tamanho, o custo e a acessibilidade ao transporte público e às comodidades locais. Desseque os sites de imobiliárias e tire todas as suas dúvidas antes de dar um passo à frente e alugar um imóvel.

Idioma e integração cultural

Se o idioma falado no país de destino for diferente do seu, considere aprender o idioma local para facilitar a integração e comunicação. Se você já fala inglês, aprimore ao máximo as suas habilidades.

Se você não fala, corra para aprender o mais rápido possível para se virar em situações básicas. Também é útil pesquisar sobre a cultura local, costumes e tradições para se adaptar mais facilmente.

Sistema de saúde e seguro

Familiarize-se com o sistema de saúde do país e as opções de seguro saúde disponíveis para residentes. Verifique se você precisa de algum tipo de seguro obrigatório ou se é recomendado ter um seguro privado.

Educação (se aplicável)

Se você tem filhos em idade escolar, pesquise as opções educacionais disponíveis no país, incluindo escolas públicas e privadas, e o processo de matrícula. Em alguns países, a fila de espera para uma vaga em escola pode ser gigante. Por isso, é recomendado já aplicar para algumas vagas para garantir uma após sua mudança.

Finanças e documentação

Certifique-se de ter suas finanças em ordem antes da mudança. Isso inclui abrir uma conta bancária no país de destino, transferir fundos, organizar documentos financeiros e de identificação, como passaporte e comprovante de renda.

Rede de Suporte

Construa uma rede de suporte no país de destino, seja por meio de amigos, familiares ou grupos com interesses semelhantes. Isso pode ajudá-lo a se adaptar mais rapidamente e a lidar com os desafios que possam surgir durante a mudança.

Planejamento Logístico

Organize o transporte dos seus pertences, seja por meio de transporte marítimo, aéreo ou terrestre. Considere também os prazos de entrega e os custos associados ao transporte internacional de carga.

Prós e contras de mudar para a Europa

Uma lista de prós e contras de se mudar para a Europa pode ser interminável. São incontáveis fatores positivos e negativos, e eles podem variar muito de acordo com as suas características pessoais. Porém, selecionei as principais para te ajudar:

Vantagens

  • Qualidade de vida, de saúde e de educação;
  • Diversidade cultural e oportunidade de conhecer pessoas do mundo todo;
  • Possibilidade de conhecer vários países de forma prática, visto que os sistemas de transportes europeus são bem interligados e funcionam bem;
  • Maior segurança nas ruas e na sua casa;
  • A depender do país, salários mais altos e custo de vida condizente com o que é recebido.

Desvantagens

  • Ter de lidar com as barreiras de idioma e precisar se esforçar mais para se comunicar;
  • Desafios da integração com uma nova sociedade;
  • Burocracia no início da mudança, desde registro na nova cidade até a necessidade de encontrar um lugar para morar;
  • Mercado de trabalho mais competitivo e, consequentemente, mais difícil de acessar.

Vale a pena mudar para a Europa?

Vale a pena se mudar para a Europa se você está disposto ou disposta a encarar uma vida totalmente diferente da sua. Vale a pena se você quiser garantir uma boa qualidade de vida, e sobretudo se você quiser ter contato com diferentes culturas, pessoas, países e experiências.

Se você recebeu uma proposta para estudar ou trabalhar, analise os pontos positivos e negativos da proposta recebida e entenda, considerando a sua realidade, se vale a pena. Se você vai sem uma proposta, garanta que você estará indo legalmente para o país e que há oportunidades que possam ser suas no seu destino.

O processo de mudança pode ser bem complicado e cheio de nuances. Decidir entre se mudar ou não pode demandar muito da sua energia mental, e contar com apoio de pessoas que já passaram pela experiência e que têm informações de qualidade para te dar é uma grande chave para tornar a mudança mais leve.

Para te ajudar nesse momento tão delicado, temos um e-book para te indicar: O Sonho de Viver na Europa. No livro digital, você terá contato com a experiência de outros brasileiros que cruzaram o oceano, além de entender os desafios e as vantagens que a mudança podem te trazer.

Espero que este artigo e que o livro te ajudem a decidir entre se mudar ou não, e, caso você decida se mudar, a entender quais etapas não podem ser esquecidas e do que você precisa antes da mudança. Lembre-se das coisas que eu faria diferente antes de mudar para a Europa para guidar seus próximos passos. Boa sorte!