Liberfly é confiável? Entenda como a empresa pode te ajudar

Passagens Aéreas  / 

Atraso e cancelamento de voo, extravio de bagagem, overbooking. Quem já passou por isso sabe a dor de cabeça que dá “brigar” pelos seus direitos de consumidor. Tanto que muitos deixam a questão de lado para evitar o desgaste. Mas uma empresa promete “comprar a briga”, cobrando 30% do valor reivindicado. Conheça a empresa e confira se a Liberfly é confiável.

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Confirmamos: a Liberfly é confiável e eficiente

Sim, a Liberfly é confiável. Ela é uma empresa capixaba, criada em 2016 no Espírito Santo, que se apresenta como a primeira lawtech da América Latina.

Ou seja, ela é a primeira empresa que usa a tecnologia para resolver pendências jurídicas. É uma startup ainda jovem, especializada na mediação de soluções no setor aéreo, que vem ganhando reconhecimento no mercado.

Opinião dos consumidores sobre a Liberfly

Para afirmar que a Liberfly é confiável, nos baseamos nas experiências dos consumidores que já utilizaram o serviço.

A nota de avaliação da Liberfly no Facebook é 4,9 de 5, o que é muito bom.

No Trustpilot e no Reclame Aqui, a Liberfly não possui avaliações.

O fato de a empresa ser jovem ajuda a explicar a ausência nesses portais.

Mas, além disso, não constar em sites de reclamação pode ser também um bom sinal, posto que ambas são páginas procuradas exatamente quando se tem queixas sobre uma empresa.

Depoimentos sobre a Liberfly

Confira alguns depoimentos colhidos no Facebook:

“Excelente empresa, recomendo!”

“Apesar de ter ouvido ótimas recomendações a respeito, não tive uma experiência tão incrível. Ganhamos o caso, mas o tratamento deixou a desejar. Por vezes, deixaram passar informações importantes e por vezes tive que cobrar por atualizações, tanto que, mais para a frente, decidi acompanhar tudo sozinha. Esperava mais.”

“Meu voo foi cancelado devido a mau tempo. A companhia aérea, apesar de ter opções, nos colocou em um ônibus para fazer uma viagem de 8h. No meio do caminho, o ônibus quebrou e o que já era ruim, ficou pior. Não nos ofereceram nenhuma bebida ou refeição. Devíamos ter decolado às 15h20 e chegado ao destino às 16h40. Acabei chegando às 3h do dia seguinte. Em nenhum momento recebemos compensação, somente um voucher de R$ 200 que prontamente descartei. A Liberfly me contatou e conseguimos uma indenização minimamente adequada.”

Como funciona a Liberfly?

Ela se coloca como uma mediadora entre o consumidor que se sentiu lesado e a companhia aérea. Entenda como funciona:

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Etapa 1

Primeiro, o consumidor entra no site da Liberfly e preenche um formulário disponível.

Em até 24 horas, os especialistas da empresa avaliam o caso e entram em contato para dar esclarecimentos.

Se a reclamação se enquadra no que os especialistas entendem como passível de ressarcimento, o caso prossegue. Para tanto, eles se baseiam no Código de Defesa do Consumidor e nas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

No entanto, se faltam documentos e provas ou há inconsistências na reivindicação, o caso é descartado.

De acordo com a própria empresa, 98% dos casos atendidos pela startup são bem-sucedidos.

Etapa 2

Após essa triagem, a empresa prossegue com o pedido de ressarcimento, mantendo contato com o consumidor.

Possíveis acordos e decisões só são tomados em acordo com o reclamante.

Etapa 3

Resolvida a queixa e paga a indenização, o dinheiro cai na conta do consumidor, descontado 30% do valor total, que é o que a startup cobra pelos seus serviços.

Se a reclamação não tiver resultado positivo, o consumidor não paga nada pelo serviço prestado.

Que tipo de reclamação pode ser feita?

Se você se sentir lesionado em seus direitos por algum dos motivos abaixo, você pode entrar com o pedido de indenização:

Atraso de voo

Segundo dados da Anac, no Brasil, apenas 62% das aeronaves decolam no horário marcado. Ou seja, 29% dos aviões saem dos aeroportos com mais de 30 minutos de atraso. Desses voos atrasados, em 9% o atraso supera 60 minutos.

E, de acordo com as regras da própria agência, caso o atraso de voo seja de uma hora, a companhia aérea deve disponibilizar comunicação ao consumidor. Se passar de duas horas, a empresa deve garantir a alimentação do usuário.

A partir de quatro horas, e se for desejo do cliente, deve garantir hospedagem e transporte até a acomodação.

As situações de atraso de voo geram compensação financeira de R$ 2 mil a R$ 6 mil, segundo a Liberfly. Se o passageiro perder a conexão, os valores chegam a R$ 8 mil.

Conheça seus direitos quanto à indenização por atraso de voo.

Cancelamento de voo

Segundo a Anac, “o cancelamento corresponde à situação contingencial que ocorre na data do voo, não se confundindo com a mudança de malha ou o cancelamento programado feito pela empresa aérea com antecedência, que precisam ser informados ao passageiro no prazo de até 72 horas antes do voo”.

Se houver cancelamento, a Liberfly afirma que o passageiro tem direito a, além do reembolso ou realocação, indenização por danos morais e materiais. Inclusive, de gastos emergenciais de primeira necessidade, como alimentação, acesso à Internet e telefone, transporte e hospedagem.

Segundo a empresa, a média do valor da indenização pelo voo cancelado chega a R$ 6 mil. Se o voo cancelado gerou perda de conexão, esse valor sobe para R$ 8 mil. Ambos correspondem ao dano moral do passageiro. Entretanto, a inclusão de danos materiais aumenta o valor da indenização.

Extravio de bagagem

Se sua mala for extraviada, a companhia aérea tem sete dias para encontrá-la em caso de voos nacionais; para voos internacionais, o prazo é de 21 dias. Se esses prazos forem ultrapassados ou a sua bagagem não for encontrada, a empresa terá que pagar uma indenização.

Os valores vêm descritos na compra passagem e costumam chegar a, no máximo, R$ 5 mil.

Entretanto, esse valor é controverso e o passageiro pode entender que não é suficiente e que vale entrar com a reclamação.

Overbooking

O “voo lotado” acontece quando a companhia aérea, de maneira abusiva, vende mais passagens do que assentos disponíveis no voo.

É uma prática comum, mas que vai contra o Código de Defesa do Consumidor.

Afirma a Liberfly que as companhias costumam usar como desculpas “peso excessivo da aeronave”, “compartimento de carga cheio” ou “encerramento antecipado do embarque”, a fim de não evidenciar o overbooking.

As indenizações vão, em média, de R$ 2 mil a R$ 6 mil. O valor é alterado dependendo do dano causado ao passageiro – se ele perdeu uma conexão ou uma reunião importante, por exemplo.

No show

Apesar de contraditória (as companhias alegam que perdem na venda da poltrona quando o passageiro não comparece), a cobrança de taxa de no show pode sim ser feita, se isso estiver explicitado no contrato de compra da passagem.

Porém, o problema existe quando você não compareceu no primeiro trecho e isso acarretou o cancelamento das passagens de todo seu itinerário, inclusive as passagens de volta.

Isso não pode acontecer e é abuso da companhia aérea. Nesse caso, vale a reclamação.

Em quanto tempo a Liberfly resolve o problema?

De acordo com a empresa, cada problema e companhia possui um prazo diferente. Existem casos resolvidos em dois dias e outros que pedem mais tempo. De acordo com a Liberfly, 60% das reclamações são finalizadas em menos de três meses.

Liberfly é confiável voo

Liberfly x um advogado: qual a melhor opção?

Para entender melhor o diferencial e a vantagem do serviço da Liberfly, consultamos uma especialista.

Para a advogada Ana Dutra, a questão toda é a praticidade de se fazer tudo online.

“A empresa funciona como mediadora, realizando acordos extrajudiciais com as companhias aéreas”, resume.

Ela explica que o valor cobrado é similar ao que seria cobrado por um advogado, de 20% a 30% do valor da reivindicação.

Mas alerta que o consumidor ainda tem a opção de entrar com ação no Juizado Especial Cível, de pequenas causas (para valores até 20 salários mínimos), e não pagar nada por isso.

“O diferencial (da Liberfly) é mesmo a comodidade. Pela Justiça, a pessoa teria que estar, presencialmente, em uma audiência de conciliação”, afirma.

“O serviço oferecido dispensa essa audiência porque negocia diretamente com as companhias aéreas. Seleciona as causas já propensas a ter êxito, que são aquelas que as companhias aéreas sabem que, provavelmente, perderão na Justiça. Obviamente, ninguém garante certeza absoluta do resultado, mas trabalha-se em cima de probabilidades”, conclui.

Nossa conclusão: Liberfly é confiável

Como já afirmamos, a Liberfly é confiável. E o serviço é mesmo interessante. Afinal, é realmente desgastante reivindicar direitos junto às companhias aéreas.

O fato da empresa fazer a triagem de maneira gratuita, só aceitando os casos que realmente prometem um desfecho positivo também estimula o uso da startup.

O que encontramos de mais crítico foi a taxa de 30%, um tanto alta.

Caso queira fazer a reclamação por conta própria, precisará de paciência

Ao utilizar o serviço do Juizado Especial Cível, de pequenas causas, o custo financeiro do consumidor lesado seria zero.

No entanto, é preciso ter a disposição de acessar o serviço da sua região. No estado de São Paulo, por exemplo, é possível entrar com a petição pela Internet. A página destinada ao cadastro de petições traz até um passo a passo de como fazer, mas é repleta de detalhes.

Em resumo, você deve contabilizar o quanto vale o seu esforço. Em uma suposta reivindicação de R$ 2 mil, você receberia R$ 1,4 mil pela Liberfly (sem muito esforço empenhado) e os R$ 2 mil integrais no Juizado (com esforço empenhado).

Outra opção é fazer a reivindicação junto ao Procon do seu estado e à Anac, que também são alternativas extrajudiciais de mediação diretamente com as companhias aéreas.

Alternativas à Liberfly

Além da Liberfly, há ainda outras empresas similares no mercado: Airhelp, Protestevoo, Perdimeuvoo, Claim Compass, entre outras. Algumas praticam taxas menores e outras cobram valores fixos por cada tipo de atendimento prestado.

Nós já fizemos um artigo completo sobre a AirHelp avaliando também o serviço prestado por ela. Vale comparar. Boa sorte!

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Autor

Cláudia Zucare Boscoli trabalha como jornalista há 20 anos, tendo se formado na Cásper
Líbero, com extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha),
especialização em Marketing Digital pela FGV e pós-graduação em Jornalismo Econômico
pela PUC-SP. Já trabalhou para IstoÉ Online, O Estado de S. Paulo, Diário de S. Paulo e
Editora Abril, entre outros veículos. Adora viajar, conhecer novas culturas e contar o que
descobriu.