A economia da Itália enfrenta desafios importantes em 2025. O crescimento desacelerou no primeiro trimestre e o país lida com o risco de aumento no desemprego e com a pressão da dívida pública. Além disso, a inflação voltou a subir, impulsionada pelos preços de energia e alimentos.
Se você está considerando viver na Itália, é essencial entender como esses fatores econômicos podem impactar sua vida no país. Neste artigo, vamos analisar os principais rumos da economia italiana para os próximos meses. Fique com a gente e descubra o que esperar!
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TORNE-SE CIDADÃO ITALIANO→Economia na Itália: qual o cenário atual?
A Itália é um país economicamente forte e diversificado. Não por acaso, ocupa a 8ª posição no ranking das maiores economias do mundo e é a 3ª maior economia europeia, atrás de Alemanha e França.
A longo prazo, a Itália também tem conseguido bons resultados: desde 2019, a economia cresceu 3,8%, o dobro da vizinha francesa e cinco vezes mais do que a alemã.
Esse “fenômeno” rendeu à Itália a fama de “milagre econômico”. No entanto, já revela fragilidade e curta duração diante da recente desaceleração do crescimento neste ano, 2025, e do avanço da dívida pública em proporções alarmantes.
Economia italiana ainda é forte
Apesar de o atual cenário econômico ser marcado por grandes desafios e incertezas, a economia da Itália continua sendo uma das maiores e mais relevantes da atualidade e segue mostrando sinais de resiliência.
São necessárias, no entanto, políticas e intervenções econômicas específicas para enfrentar os desafios atuais e estimular o crescimento sustentável a longo prazo.
Para entendermos um pouco mais do cenário econômico da Itália, conversamos com o economista Álvaro Rossi, especialista em Mobilidade Social e Desenvolvimento Econômico.

Segundo o especialista, embora o atual cenário não seja dos melhores, o crescimento está em linha com o restante dos países europeus.
“A Itália reagiu razoavelmente bem às crises econômicas recentes, recuperando seu nível de atividade econômica pré-pandêmico na metade de 2021, alcançando um crescimento modesto desde então”, ressalta Álvaro.
Ainda assim, ele destaca que, de acordo com a última previsão do Banco da Itália, há expectativa de uma nova desaceleração no Produto Interno Bruto (PIB).
Principais indicadores da economia da Itália
Os indicadores econômicos podem ser os nossos melhores aliados para a compreensão da situação da economia de um determinado país. Vamos conhecer mais sobre os principais e o que eles podem nos dizer sobre a economia da Itália?
PIB
O PIB (Produto Interno Bruto) é um dado produzido a partir da soma de todos os serviços e bens produzidos por um país, durante um período de tempo.
A economia da Itália foi duramente afetada pela pandemia, com uma queda de 8,9% do PIB em 2020. A recuperação veio com força nos dois anos seguintes: alta de 6,3% em 2021 e 3,7% em 2022. Em 2023, o crescimento foi mais moderado, com avanço de 0,9%.
Em 2024, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB italiano foi estimado em 2,38 trilhões de dólares, representando um crescimento de 0,7% em relação ao ano anterior.
Porém, para 2025, as previsões de crescimento são mais moderadas, por conta de diversos desafios, como instabilidades políticas e os impactos de tarifas comerciais internacionais.
A projeção de crescimento da Itália em 2025 pela Comissão Europeia era de 1,2%, porém este número já foi reduzido pela metade pelo governo italiano, que divulgou a previsão de crescimento do PIB do país para 0,6% em 2025.
| Ano | PIB | Observações |
| 2020 | -8,9% | Queda acentuada devido à pandemia da COVID-19 |
| 2021 | +6,3% | Forte recuperação econômica pós-pandemia |
| 2022 | +3,7% | Continuação da recuperação, mas em ritmo mais moderado |
| 2023 | +0,9% | Crescimento mais lento |
| 2024 | +0,7% | PIB estimado em US$ 2,38 trilhões (segundo o FMI) |
| 2025 | +0,6% | Previsão reduzida pelo governo (de 1,2% para 0,6%) |
Dívida pública
A dívida pública altíssima é um problema crônico para a economia da Itália. Em 2020, com a crise da Covid-19, o endividamento do país atingiu os níveis mais altos já registrados na história: 157,5% do PIB da Itália. Porém, com o crescimento da economia desde então, a dívida pública também diminuiu, encerrando o ano de 2024 em 135,8% .
Apesar da melhora no índice, a dívida italiana ainda é extremamente elevada e deve permanecer como uma das prioridades na agenda econômica do governo de Giorgia Meloni. Em 2024, a dívida pública da Itália ultrapassou a marca dos 3 trilhões de euros pela primeira vez, alcançando 3,005 trilhões.
Assim, a Itália ainda detém a segunda maior dívida pública entre os Estados-membros em termos proporcionais, atrás apenas da Grécia, que deverá atingir 155,5% até o final de 2025.
Inflação na Itália
A inflação na Itália registrou alta de quase 2% no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelos preços mais elevados de energia e alimentos.
Apesar da crise energética na Europa e da guerra na Ucrânia, a Itália teve uma das menores taxas de inflação do continente nos últimos anos. Rossi alega que “em um ano, a inflação italiana diminuiu de 10,0 ponto percentual ano a ano em janeiro de 2023 para 0,84 ponto percentual ano a ano em dezembro de 2024, ficando abaixo da média europeia de 2,8”.
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INSCREVER GRÁTIS→Já a projeção de inflação para a Itália em 2025 é de 1,6%, com estimativas de 1,5% para 2026 e 2,0% para 2027.

No entanto, especialistas destacam a dificuldade em prever o futuro econômico dos países europeus, especialmente diante da instabilidade econômica global, influenciada por políticas comerciais adotadas pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Taxa de juros de empréstimos
A taxa de juros de empréstimos (tassa di interesse sui prestiti) italiana continua sofrendo um aumento significativo em 2025, principalmente quando comparada aos dados de anos anteriores.
Em 2021, a taxa era de 2,2%. No ano seguinte, a taxa de juros foi de 2,5% e, em 2023, alcançou a casa dos 3%. Em dezembro 2024, fechou em 3,3%. Já no primeiro trimestre de 2025, superou a marca de 3,6%.
“Em compensação ao controle inflacionário, e atrelada à desaceleração da economia italiana, provavelmente as famílias e empresas sigam sentindo um aperto orçamentário”, afirma Rossi.
Esta taxa de juros elevada mantém um alto custo de empréstimos para empresas e famílias que terão menos dinheiro para gastar em outras áreas, contribuindo para a desaceleração da economia da Itália.
Taxa de desemprego na Itália
A Itália registrou a menor taxa de desemprego dos últimos 18 anos, chegando a 5,9% em fevereiro de 2025. O país mantém uma trajetória de queda do índice nos últimos meses e destaca-se positivamente no cenário europeu.
A taxa de desemprego nesse período na Espanha, por exemplo, é de 10,61%, enquanto a da França é de 7,4%. Porém, está atrás de países como Alemanha (3,5%) e República Checa (2,7%).
Está em busca de um emprego no país da bota? Saiba como trabalhar na Itália e como garantir uma vaga no mercado. Neste vídeo, o Vini Portieri também mostra as profissões que mais contratam imigrantes no país.
Onde acompanhar os indicadores da economia italiana?
Diversos portais online publicam e atualizam constantemente os indicadores da economia italiana.
As fontes mais confiáveis para acompanhar os indicadores da economia da Itália são as seguintes:
- Ministério da Economia e Finanças (Ministero dell’Economia e delle Finanze);
- Banca D’Italia;
- Istat (Istituto Nazionale di Statistica);
- Bolsa de valores italiana (Borsa Italiana).
Esses quatro portais divulgam somente dados oficiais e atualizados. O site da Borsa Italiana, por exemplo, divulga os dados em tempo real.
O impacto dos imigrantes na economia da Itália
O impacto dos imigrantes na economia da Itália é positivo.
Segundo o Rapporto sull’economia dell’immigrazione, apresentado em outubro de 2024, os imigrantes na Itália representam 8,7% da população, ou seja, 5,1 milhões de estrangeiros residentes no país.
Os trabalhadores estrangeiros são 2,4 milhões (10,1% da população) e geram 8,8% do PIB italiano. Ou seja, os imigrantes produziram 164,2 bilhões de euros no último ano, com picos superiores a 15% na agricultura e na construção.
O maior impacto dos imigrantes na economia, incluindo brasileiros na Itália está, sem dúvidas, relacionado ao trabalho. No Centro-Norte do país, os imigrantes representam mais de 25% da força de trabalho, com percentuais ainda mais altos, chegando a 31%, na Toscana e no Trentino-Alto Ádige.
Ainda segundo o estudo, entre 2024 e 2028 as empresas italianas precisarão de 3 milhões de novos trabalhadores, sendo 640 mil imigrantes (21,3%). A demanda será em grande parte devido à aposentadoria (80%) e, em menor parte, ao crescimento econômico (20%).
Além disso, os imigrantes são, em média, mais jovens do que os italianos, com idades médias de 35,7 anos, contra 46,9 anos, contribuindo para amenizar o envelhecimento populacional do país.
“A contribuição dada à economia italiana pelos empreendedores estrangeiros é ainda mais apreciada e necessária diante do andamento demográfico do nosso país, um problema para o qual não há solução em curto prazo”, afirmou Andrea Prete, presidente da Unioncamere, representante das câmaras de comércio na Itália.
Cidadãos estrangeiros possuem 11% das empresas registradas na Itália, totalizando 659.709 de acordo com os mais recentes números oficiais divulgados pela ANSA.
Segundo o relatório, 34% das empresas de propriedade de imigrantes pertencem a cidadãos romenos, chineses ou marroquinos, sobretudo nas províncias de Florença, Turim, Cremona, Fermo, Prato e Viterbo.
Previsões para a economia da Itália em 2025
As previsões para a economia da Itália em 2025 são incertas. A Banca d´Italia revisou suas previsões para os anos de 2025 a 2027. Espera-se que o PIB cresça 0,6% em 2025, 0,8% em 2026 e 0,7% em 2027. Esses números são mais baixos que os previstos anteriormente.
A queda nas projeções se deve, principalmente, às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos em abril de 2025. Essas medidas devem afetar as exportações italianas e aumentar a incerteza econômica.

Em 9 de abril de 2025, o Conselho de Ministros aprovou o DEF (Documento Econômico e Financeiro), um plano anual da Itália que estabelece metas econômicas e políticas fiscais, servindo como base para a Lei Orçamentária. Diante das incertezas, o documento apresenta quatro cenários econômicos para a Itália até 2027, com possíveis impactos no PIB:
- Diminuição da demanda mundial: comércio global mais fraco pode diminuir o crescimento em 0,1% em 2025 e 0,2% em 2026, com recuperação em 2027;
- Apreciação da moeda: euro mais forte pode reduzir o crescimento em 0,1% a partir de 2026;
- Aumento dos preços de energia: preços mais altos de petróleo e gás podem diminuir o PIB em 0,2% em 2026 e 0,1% em 2027;
- Condições financeiras desfavoráveis: taxas de juros mais altas podem reduzir o crescimento em até 0,5% até 2027.
Apesar dos desafios e incertezas presentes no cenário econômico italiano e internacional, a Itália se mostra otimista, dando sinais de resiliência.
Com o atual cenário da economia da Itália, vale a pena investir no país?
Sim, vale a pena investir na Itália.
Apesar da recente recuperação de crises muito importantes e do momento que o país atravessa de grandes desafios, a economia da Itália continua ocupando o posto da 8ª economia mais forte do mundo. Além disso, possui a 3ª maior reserva de ouro em escala global, o que lhe garante uma estabilidade em possíveis futuras emergências.
Outra característica que torna a economia italiana muito forte é o euro, uma moeda historicamente estável e que, apesar de ter sofrido com a guerra da Ucrânia, continua sendo uma moeda poderosa.
Porém, qual é o tipo de investimento ideal no contexto italiano de 2025? Devemos considerar que, além de investir em ações, existem também diversas possibilidades com empresas e negócios em geral no país.
Há como abrir empresa na Itália de dois tipos: Partiva IVA di regime forfettario e Partita IVA di regime ordinario, equivalentes, respectivamente, ao MEI e ao CNPJ. A primeira é considerada uma das melhores maneiras para incentivar a abertura de pequenas empresas, com uma taxação de impostos de somente 5% e um faturamento máximo de 85 mil euros/ano.
É importante analisar antes de investir
Porém, é claro que os investimentos devem ser feitos com cuidado. Apesar de ser muito difícil ver negócios e empresas fechando com frequência na Itália, o investimento em negócios físicos carrega um aspecto de resistência da população.
A Itália oferece boas oportunidades de investimento, mas os investidores devem analisar cuidadosamente o público-alvo e o cenário geral antes de aplicar recursos.
Quais os melhores setores para investimento?
Os dados mais recentes, de 2024, mostram que os melhores setores para investimento na Itália foram aqueles relacionados à produção de soluções aos problemas causados por um contexto de guerra e crises econômicas. Dentre as principais áreas, podemos citar:
Tecnologia
Como em muitos países, o setor de tecnologia continua sendo uma área de crescimento na Itália. Empresas de tecnologia em áreas como inteligência artificial, cibersegurança e tecnologias limpas representam oportunidades de investimento.
Energias renováveis
Com um aumento do foco na sustentabilidade e na redução das emissões de carbono, as energias renováveis, como solar e eólica, estão recebendo mais atenção. A Itália tem um grande potencial para energia solar, especialmente nas regiões do sul.
Saúde e bem-estar
O setor de saúde e bem-estar continua sendo uma área importante de investimento, especialmente com o envelhecimento da população. Isso inclui empresas que fornecem serviços de saúde, tecnologias médicas inovadoras e produtos relacionados ao bem-estar.
Turismo e Hospitalidade
Os setores de turismo e hospitalidade registraram grande crescimento pós-pandemia. A Itália é um destino turístico de renome mundial, com uma rica cultura e patrimônio histórico, o que pode oferecer oportunidades de investimento nesse setor.
Indústria de alimentos e bebidas
A Itália é famosa por sua gastronomia e produção de vinhos. Empresas que estão inovando na produção de alimentos de alta qualidade, bebidas e produtos gourmet podem atrair investidores.
Indústria automobilística
O país possui uma indústria automobilística significativa, com empresas como Fiat e fabricantes de carros de luxo como Ferrari e Lamborghini. Investimentos em tecnologias automotivas avançadas, como veículos elétricos e autônomos, podem ser áreas de interesse.
As estratégias de investimento na Itália devem ser ajustadas conforme as condições do mercado no momento da aplicação. Devem ser considerados os índices de crescimento econômico, inflação, deflação e recessão. O andamento das guerras entre Rússia e Ucrânia e do Oriente Médio devem ser acompanhadas de perto também.
Quais os principais setores da economia da Itália?
A Itália não só possui uma economia sólida, mas também diversificada. Talvez seja justamente daí que venha a sua força, impulsionada por uma variedade de setores, incluindo:
- Indústria: é uma das mais fortes da Europa e responsável por cerca de 1/4 do PIB do país. Os principais setores industriais da Itália incluem manufatura, construção, energia e turismo;
- Serviços: setor econômico mais importante da Itália e que representa cerca de 70% do PIB do país. Os principais setores de serviços da Itália incluem turismo, comércio, finanças e transporte;
- Agricultura: setor importante da economia italiana e é responsável por cerca de 3% do PIB do país. Os principais produtos agrícolas da Itália incluem trigo, frutas, verduras e vinho.
Produção e exportação italiana
Os principais produtos agropecuários produzidos na Itália são: frutas, legumes, uva, batata, azeitonas, peixes, carnes, leite e derivados.
Já os principais produtos industrializados, a Itália é produtora de: máquinas, equipamentos, aço, ferro, tecidos, automóveis, alimentos processados, cerâmica e calçados.
Quanto à exportação italiana, entram na lista: produtos de engenharia, tecidos, calçados, roupas, automóveis, máquinas de produção, produtos químicos, alimentos processados, azeite, bebidas (principalmente vinho) e queijo.

Em 2024, as exportações de produtos agroalimentares italianos atingiram um recorde de 67,5 bilhões de euros, representando 10,8% das exportações totais da Itália. O vinho lidera as exportações, com 8 bilhões de euros e um crescimento de 5,5% em 2024. Em seguida, estão as massas e os produtos de panificação.
Histórico da economia da Itália
O histórico da economia da Itália não é marcado somente por momentos positivos, mas também pela presença de diversas crises econômicas, dentre as quais podemos destacar algumas de maior relevância.
Crise de 2008 na Itália
Quando falamos do século XX, a crise de 2008 foi um dos maiores marcos na história econômica da Itália, com impactos sentidos por mais de uma década. Também conhecida como crise imobiliária, ela levou o país, a partir do final de 2007, a um cenário incerto e instável que se prolongaria por mais de 12 anos.
Com a eclosão da crise, não somente a economia interna foi afetada, uma vez que a Itália perdeu a capacidade de atrair investimentos estrangeiros para o país.
Tanto é que, quando a crise provocada pela pandemia do coronavírus chegou, no começo de 2020, a economia italiana ainda lidava com os reflexos do colapso anterior.
Crise da Covid-19 na Itália
A Itália foi um dos países mais atingidos pela pandemia do coronavírus que começou logo no início de 2020. Afinal, a doença provocou a morte de mais de 180 mil pessoas no país e motivou a tomada de medidas drásticas por parte do governo, que precisou ordenar o fechamento de comércio, obras, indústrias e investimentos por diversos meses.
O impacto da crise da Covid-19 foi, dessa maneira, extremamente relevante para a economia italiana. O PIB do país em 2020 despencou de 1,797 trilhões de dólares para 1,661 trilhões de dólares, segundo dados do site Dados Mundiais.
Também é importante ressaltar o impacto da pandemia no setor de turismo que sofreu queda de 61%, um dos mais relevantes para a economia da Itália. A dívida bruta do país, por sua vez, aumentou quase 9%.
Felizmente, com o avanço na aplicação da vacina contra a Covid-19, a economia italiana começou a dar sinais de recuperação em 2021. Com a campanha de vacinação, as atividades econômicas começaram a caminhar novamente.
Assim, em 2021, o PIB italiano cresceu novamente e alcançou quase o mesmo valor que possuía antes do começo da pandemia em 2020: 1,782 trilhões de dólares.
Guerra da Ucrânia e o impacto na Itália
A Guerra na Ucrânia impactou diretamente a economia de toda a União Europeia, incluindo a da Itália, principalmente devido à dependência do gás russo. Com o início da guerra em fevereiro de 2022, o preço do gás natural subiu rapidamente, registrando um aumento imediato de 30%.
Outro grande problema foi a dependência do trigo da Ucrânia, que representava cerca de 20% das importações da Itália.
Com isso, produtos como massas (muito importante para os italianos), pão, farinha e biscoitos sofreram aumentos significativos nos supermercados na Itália.
A Guerra de Israel impacta a economia italiana?
A guerra em curso entre Israel e o Hamas tem afetado a economia italiana por meio da redução do comércio regional, de condições financeiras mais restritivas, de uma menor confiança dos consumidores e, principalmente, de preços mais elevados da energia.
“Caso o conflito venha a crescer e cause impactos na região, como uma possível crise energética, a economia italiana corre o risco de ser fortemente impactada”, alerta o economista Álvaro Rossi.
E, de fato, a economia italiana sente os reflexos dos impactos da guerra com a redução do fluxo de transporte de cargas marítimas no Canal de Suez, devido aos ataques a navios realizados por militantes Houthi apoiados pelo Irã, que prejudicaram uma rota marítima essencial para o comércio internacional.
Vale a pena morar na Itália na atual situação econômica?
Sim, vale a pena.
Os índices econômicos indicam que morar na Itália pode ser uma ideia, uma vez que o país é uma grande potência econômica, está se recuperando dos momentos de crise do passado e segue em crescimento contínuo, ainda que passe por períodos de desaceleração. E, sobretudo, acompanha o desenvolvimento econômico da União Europeia como um todo.
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