Abrir conta na Europa: o que é preciso e os melhores bancos

Abrir conta na Europa não é muito diferente de fazer o mesmo no Brasil. Você escolhe a instituição bancária, avaliando taxas cobradas e credibilidade do banco. Depois, apresenta os documentos solicitados e aguarda a liberação da conta.

Vamos te ajudar a entender as opções disponíveis de bancos e os documentos que você precisa ter em mãos. Acompanhe!

Guia passo a passo para abrir conta na Europa

O Erick Gutierrez, fundador do Euro Dicas, gravou esse vídeo rápido de 5 minutos contando para você como abrir conta na Europa com toda a segurança. Se preferir ver o conteúdo em texto, basta acompanhar abaixo.

Melhores bancos para abrir conta na Europa

A Europa possui excelentes bancos, tradicionais e bastante renomados no mundo todo.

Por que escolhemos a Goldenergy em Portugal?

Mas os que mais crescem por lá, na atualidade, assim como no Brasil, são as chamadas fintechs, que são os bancos digitais.

Estes bancos oferecem contas seguras, de fácil manuseio via aplicativos, sem cobrança de taxas. Listamos os mais famosos para você:

1. N26

O Banco N26 agrada principalmente aos mais jovens, por ser totalmente online e oferecer conta gratuita e sem tarifas.

Fundado na Alemanha, o banco já está disponível na Noruega, Dinamarca, Islândia, Reino Unido, Suécia, Polônia, Suíça e Lichtenstein. Em breve, o banco também chegará ao Brasil.

Além de ser isento de taxa mensal ou anual de manutenção da conta, o banco disponibiliza um cartão de débito e até cinco saques em caixa eletrônico sem cobrança. Acima deste limite, o saque passa a ser cobrado.

2. Revolut

O Revolut não cobra taxa da maioria dos serviços, mas limita o uso dos serviços quando ultrapassados alguns valores. Na opção standard, que é gratuita, não há taxas para manutenção da conta. Sem contar que abrir conta na Revolut é bem simples.

3. ActivoBank

O ActivoBank é a versão digital do Banco Millenium BCP. O que diferencia o ActivoBank é a eliminação da maioria das taxas e também os produtos pensados para o público mais jovem.

Para a abertura da conta, é preciso um depósito mínimo de 100 euros.

4. TransferWise

Apesar de não ser classificado como um banco, a TransferWise é uma opção para transações de dinheiro. Ela é uma plataforma criada para o envio de dinheiro para o exterior. Mas também oferece a abertura da Conta Borderless com um cartão de débito que permite saques e pagamentos.

O cartão da TransferWise ainda não pode ser entregue no Brasil, entretanto se você deseja manter saldo em conta, é uma boa opção, pois você abre a conta sem precisar comprovar rendimento,s de forma rápida e online, e fica com um IBAN (Identificação bancária Europeia) associada ao seu nome.

Você pode colocar saldo em reais na sua conta TransferWise e quando chegar na Europa solicitar o seu borderless card e utilizar normalmente. É uma opção interessante para quem pretende morar na Europa e está se organizando financeiramente.

Bancos brasileiros não abrem conta de pessoa física no exterior

Você até pode cogitar pedir uma conta internacional no banco em que tem conta no Brasil. No entanto, isto não é possível.

Isto porque os bancos brasileiros não abrem conta de pessoa física no exterior.

O que você pode se informar é se o seu banco no Brasil tem convênio com alguma instituição financeira europeia, o que pode facilitar o processo de abertura de conta.

Opção do banco Millenium

Porém, existem bancos estrangeiros, como o Millenium BCP, que tem origem em Portugal, que disponibilizam para brasileiros a abertura de contas ainda estando no Brasil.

O que este banco consegue é providenciar um número de identificação fiscal (NIF) provisório. Este número funciona como um CPF no Brasil. E você só consegue tirar o seu número de identificação já estando na Europa.

Ao arranjar um NIF provisório, o Millenium garante a abertura da conta se os demais documentos estiverem ok.

Para abrir conta no Millenium, você vai precisar de:

  • RG;
  • Passaporte;
  • CPF;
  • Comprovante de residência (que pode estar em seu nome, em nome dos pais ou do cônjuge).
  • Dupla cidadania, caso possua.
  • Registro comercial, se a conta for de pessoa jurídica.

O Millenium tem dois escritórios no Brasil, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. Mas eles seguem fechados até junho, por conta das medidas de distanciamento social decorrente da pandemia de coronavírus.

Os escritórios ficam nos endereços abaixo e você deve agendar a visita:

  • São Paulo (SP)
    Rua Iguatemi, 192, 7º Andar – Conjunto 73
    Bairro: Itaim Bibi, CEP: 01.451-010
    Telefone: (11) 3191-0700
  • Rio de Janeiro (RJ)
    Praia de Botafogo, 228 – Ala B – Piso 9º
    Conj. 908, CEP: 22.250-040
    Telefone: (21) 2554-2100

Se abrir a conta via aplicativo ou site, terá que apresentar a documentação e assinar os papéis pessoalmente.

Bancos tradicionais com agências físicas na Europa

Se você preferir bancos mais “tradicionais” e pouco digitais, eu recomendo que veja essa lista de “melhores bancos na Europa“, segundo a avaliação da Realbanks:

1. HSBC (Reino Unido);

2. BNP Paribas (França);

3. Credit Agricole Group (França);

4. Deutsche Bank (Alemanha);

5. Banco Santander (Espanha);

6. Barclays PLC (Reino Unido);

7. Societe Generale (França);

8. Groupe BPCE (França);

9. Lloyds Banking Group (Reino Unido)

10. ING Group (Países Baixos)

11. UiCredit S.p.A. (Itália)

Documentos necessários para abrir conta na Europa

Seja online ou em agência física, você vai precisar de:

  • Documento de identidade ou Cartão de Cidadão;
  • NIF (Número de Identificação Fiscal) que é o equivalente ao CPF no Brasil;
  • Comprovante de endereço (fatura de água, luz ou contrato de aluguel);
  • Comprovante de renda, holerite ou Cartão Profissional;
  • Depósito de um valor para a abertura de conta, caso o banco faça esta exigência.

abrir conta na Europa ATMÉ seguro abrir conta na Europa?

Sim. De acordo com a legislação da União Europeia, toda conta bancária (conta poupança ou conta-corrente) está protegida caso o banco vá à falência.

Esta proteção cobre um valor máximo de 100 mil euros (ou o equivalente em moeda local) por pessoa e por banco. Se a conta for conjunta, então o limite é de 200 mil euros.

E há outras exceções para, por exemplo, o recebimento de uma venda de casa, herança, processo de divórcio, demissão e mais, mas a garantia de cobertura é limitada a, no máximo, um ano.

Quanto custa abrir conta na Europa?

Isto vai depender da instituição financeira escolhida, mas, em geral, a abertura de conta é gratuita. O que os bancos podem exigir é um depósito inicial e um montante mínimo por mês para manter a conta ativa. O valor, nestes casos, variam de banco para banco.

Ao pesquisar sobre os bancos, procure pelo “documento de informação sobre comissões”, que é o documento onde estarão descriminados serviços e valores mais importantes associados a cada tipo de conta.

Você deve usar este documento, inclusive, para comparar as taxas cobradas pelos diferentes bancos e, assim, chegar à conclusão de qual deles atende melhor às suas necessidades e possibilidades financeiras.

Tipos de conta

Ao abrir conta na Europa, saiba que uma conta-corrente com as funções básicas (recebimento, pagamentos, saque e transferências) é chamada de conta de base.

Mas há opção de conta de investimento, para quem quer fazer o dinheiro render, e a conta poupança.

A conta poupança, no entanto, não é recomendada. Os juros na Europa são extremamente baixos, o que gera uma remuneração quase inexistente da poupança – um valor sempre inferior ao que você paga pela taxa de manutenção.

Em outras palavras, você acaba pagando para manter a sua conta poupança, com a falsa impressão de que está poupando.

Escolha a conta e o banco que melhor se adapta às suas necessidades e ao seu perfil e boa sorte!

Também pode ser útil ver como abrir conta bancária em Portugal, na Espanha e na Alemanha.

Por que abrir conta na Europa?

Quando você procura um banco para ter uma conta, você busca segurança para o dinheiro e também facilidade para pagar contas, fazer compras e transferências. Mas para quem se muda para a Europa, a conta bancária traz ainda mais benefícios.

Com ela, você passa, por exemplo, a ter um valioso comprovante de residência. Além disso, e mais importante ainda, você não paga as altas taxas de conversão e os impostos que incidiriam se você continuasse a lidar com o dinheiro em sua conta aberta no Brasil.

Imagine pagar imposto sobre operações financeiras (IOF) a cada compra sendo que você está recebendo e residindo em um país europeu e não apenas fazendo uma viagem com duração de alguns dias?

Para quem não quer perder dinheiro, ter uma conta internacional é a melhor opção.

Como enviar dinheiro para conta na Europa

As formas mais tradicionais e fáceis de enviar dinheiro com taxas baixas para a conta europeia são pela Remessa Online e TransferWise.

1. Remessa Online

A Remessa Online é uma plataforma brasileira onde o envio é todo feito online e você recebe em 1 dia útil o valor em euro na conta de destino. Este serviço tem a vantagem de ter limites maiores que os concorrentes e as menores taxas do mercado. Aqui no Euro Dicas é a nossa plataforma preferida.

2. TransferWise

A já conhecida TransferWise oferece taxas baixas de transferência de dinheiro para o exterior – até oito vezes mais barato do que através de bancos tradicionais, é muito transparente e fácil de usar. Basta criar uma conta no site, selecionar o valor, informar os dados do destinatário e gerar um boleto; o dinheiro cai na conta até cinco dias depois da operação.

A plataforma permite transferências e conversões em mais de 40 moedas.

3. Outras opções

Outra opção, além das transferências bancárias e até do correio (ultrapassado, mas existe, não é?) é o Wester Union, transação financeira disponível para correntistas do Banco do Brasil e Bradesco. A operação pode ser feita presencialmente no banco ou online e exige carteira de identidade, CPF, endereço e IBAN do destinatário.

Saiba também se vale a pena fazer transferência internacional pelo Banco Brasil.

Cláudia Zucare Boscoli trabalha como jornalista há 20 anos, tendo se formado na Cásper Líbero, com extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), especialização em Marketing Digital pela FGV e pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP. Já trabalhou para IstoÉ Online, O Estado de S. Paulo, Diário de S. Paulo e Editora Abril, entre outros veículos. Adora viajar, conhecer novas culturas e contar o que descobriu.

Clara é natural do interior de São Paulo e tem muito orgulho do sotaque caipira. Jornalista que adora gatos, tatuagens e livros, vê o mundo de cabeça para baixo e tem como vícios memes da internet e soltar piadas inesperadas no meio de uma conversa.

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