Como é criar filho no exterior? A experiência de duas brasileiras na Europa

Quando somos pais, o bem-estar dos nossos filhos é a nossa maior prioridade. E em função disso, muitas pessoas com filhos desejam se mudar do Brasil para criá-los num país com mais qualidade de vida. “Mas será que é fácil criar filho no exterior?“. Pensando nisso, recolhemos a opinião de duas das nossas redatoras, a Ana Eliza que mora na Itália com a sua filha Olívia, e a Andrea Côrtes, que mora na Inglaterra com o pequeno Luca. Veja como é para elas criar filho no exterior e entenda um pouco mais dessa experiência.

Criar filho no Brasil x Criar filho no exterior: tomar a decisão

Andrea

Certamente uma das decisões mais difíceis após o nascimento do Luca foi a escolha entre morar em Curitiba, minha cidade natal, ou buscar outras oportunidades fora do Brasil. Após um tempo vivendo na Ásia, a procura por segurança, qualidade de vida e educação de qualidade falaram mais alto e, com isso, a decisão de morar na Inglaterra. Mas a principal dúvida pesava: como criar filho no exterior, sem auxílio da família?

A vida com crianças fora do Brasil não é exatamente fácil, mas os pontos positivos são fortes e contam bastante na hora da escolha.

Criar filho no exterior é uma experiência enriquecedora para pais e crianças. Se é fácil? Claro que não, mas acredito que seja muito mais difícil lidar com a frustração de ter tido a chance de viver algo importante e não ter aproveitado. Viver em outro país com filho é bem diferente de morar no exterior sozinha, com certeza.

Com a família, é preciso muito mais planejamento e cuidado, mas a mudança não é impossível. É preciso avaliar inúmeros fatores, claro, no entanto, as dificuldades não devem ser um empecilho.

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As diferenças entre criar filhos no Brasil e no exterior não são tão grandes se você planejar a mudança com atenção.

Ana Eliza

Eu bem sei como é criar filho no exterior, afinal sou mãe e também passei pelo processo de mudança de país em busca de um lugar melhor para criar minha pequena. Por isso, agora dividirei com vocês o que eu sei sobre criar filho no exterior.

Eu acredito que a criação de uma criança depende da família e do ambiente em que está inserida. Cada família cria seus filhos da maneira que considera melhor. Porém os hábitos do país onde a família reside influencia muito.

Relação com o idioma

Andrea

Talvez a parte mais fácil da adaptação foi a relação com o inglês. Eu já falava o idioma de forma fluente, então não tive problemas com as atividades rotineiras do dia a dia. Algumas exceções, claro, quando precisava encarar sotaques diferentes, não apenas dentro da própria Inglaterra como em outros países como Escócia e País de Gales.

Já o meu filho, como ele veio para cá antes de completar três anos, a adaptação foi incrível. Em duas semanas ele já havia trocado o português pelo inglês de maneira extremamente tranquila. Eu converso apenas em português em casa, mas com a creche e os amigos ingleses, ele fala quase 100% do tempo em inglês e entende tudo o que eu falo ao mesmo tempo.

Então uma das grandes vantagens nesse ponto é o fato de que, ao criar filho no exterior, ele pode ser fluente em dois idiomas, ou mais, sem dificuldade. Lembro que em 2018, eu e meu filho passamos 7 semanas em Curitiba e lá aconteceu a mesma coisa. Em uma semana ou mais ele começou a trocar algumas palavras e, em três semanas ele já falava muito mais português do que inglês.

Portanto, pais e mães que querem criar filho no exterior, podem ficar tranquilos que as crianças são máquinas na hora de se adaptar ao idioma, especialmente quando são menores.

Contato com familiares no Brasil

Ana Eliza

A mudança para a Itália nos deixou fisicamente longe da nossa rede de apoio, que no nosso caso eram os avós da Olívia. E não foi fácil.

É preciso estar preparado para essa parte de criar filho no exterior, se você, assim como nós, se mudar para um lugar onde não tem familiares ou amigos.

Ao mesmo tempo em que você aprenderá a ir para todos os lugares com seus filhos junto, algumas situações serão mais complicadas sem sua rede de apoio por perto. Porém, nenhuma situação é intransponível e tudo se adapta, só é preciso um pouco de paciência até encontrar a solução.

Andrea

A tecnologia é nosso grande aliado na hora de manter contato com a família no Brasil. E com tantas opções disponíveis, incluindo Facetime, Whatsapp, Zoom, entre outros aplicativos, fica fácil conversar com amigos e familiares todos os dias e sem precisar pagar uma conta de telefone astronômica.

criar filho no exterior e manter contato com a família

É importante manter contato constante quando a gente cria filho no exterior, com toda a certeza. Afinal, nossa família sempre será nosso porto seguro, independente da distância. Principalmente para os pequenos.

E procure usar as redes sociais de forma positiva. Sabemos que com a correria do dia a dia, pode ser difícil manter contato com todo mundo que a gente gostaria. Por isso, você pode postar fotos com frequência dos seus momentos importantes. Dessa forma, o alcance é muito maior e as pessoas podem acompanhar a sua vida no exterior. Mas sem exageros, claro!

Confira nosso top 10 dos melhores países da Europa para criar filhos.

Diferenças culturais

Ana Eliza

Vivo isso todos os dias na criação da minha filha. A forma como os italianos lidam com a infância influencia diretamente na maneira como estou criando a Olívia (minha filha). Isso ocorre por diversos fatores, mas principalmente porque quero que ela esteja plenamente inserida na vida do país em que vivemos.

A maior diferença entre criar filho no exterior e no Brasil, é cultural. Sinto que os europeus lidam com a infância com mais naturalidade e menos complicação do que nós brasileiros.

Gravidez e infância tratados com naturalidade

Na Europa não há tanta glamourização da gravidez e da infância, com quartos infantis com decorações profissionais e festas caríssimas de aniversário em buffet. Porém, existe muito mais inserção social da infância na vida cotidiana do europeu.

Uma coisa que ainda não vi aqui na Europa são famílias com suas babás uniformizadas como vemos em todos os lugares no Brasil. Aqui existem babás, tanto por hora como as que vivem na casa da família, mas é algo bastante caro.

Crianças nos transportes públicos e em museus

Em grande parte dos bairros das cidades da Europa existem praças com brinquedos para as crianças. E nos transportes públicos existem espaços para carrinhos de bebê.

É possível encontrar famílias com filhos de várias faixas etárias, inclusive bebezinhos, em museus, restaurantes e bares.

Muitos museus aqui na Itália possuem espaços dedicados às crianças e os adultos presentes, salvo exceções, não se incomodam com a presença dos pequenos no local.

Novos costumes

Quando eu ainda morava no Brasil, quando surgia um jantar ou um passeio, muitas vezes dispensávamos por causa da nossa filha. Ou então deixávamos a pequena com os avós e íamos só eu e meu marido. Morando na Itália tudo mudou.

Aqui não temos mais nossa rede de apoio (leia-se avós) por perto. E percebemos a presença de crianças em todos os lugares, independente do clima ou da temperatura.

Uma coisa que aprendi morando na Itália, é que filho não é um impedimento para viajar, fazer um passeio ou jantar naquele restaurante da moda. Então, nós também passamos a fazer os passeios que queríamos levando nossa filha junto, até porque era a nossa única opção. Das coisas que aprendi sobre criar filho no exterior essa foi a mais libertadora.

Educação no exterior

Ana ELiza

O acesso à educação na Europa é obrigatório e universal. O ensino nas escolas públicas dos países europeus é de muita qualidade e, muitas vezes, superior ao das escolas privadas.

Na maior parte dos países da União Europeia, a frequência escolar é obrigatória a partir dos 6 anos (início do ensino fundamental) e portanto existem vagas nas escolas públicas para as crianças.

Andrea

O ensino é gratuito na Inglaterra e as crianças são matriculadas a partir dos 5 anos de idade. Os custos que os pais têm são com uniformes, materiais extras, passeios e outras atividades. O ensino é de qualidade e as aulas são em tempo integral, ou seja, das 8h50 até às 15 horas.

E certamente o que tem grande peso na hora de criar filho no exterior é o fato de que as escolas não são pagas até eles entrarem na universidade. Aqui a má notícia, não existe universidade pública gratuita como no Brasil. Mas até lá, você não precisa desembolsar com mensalidade.

Também existem as escolas privadas, apesar de serem ótimas, costumam cobrar uma mensalidade alta. Sem dúvida, um custo elevado para criar filho no exterior.

Outro ponto importante é que as creches são pagas e têm um custo bem alto! A diferença em relação ao Brasil é que, na Inglaterra, eles não cobram mensalidade, mas sim um preço fechado por período, ou seja, manhã, tarde ou integral. E você paga pelos dias que usa.

Para se ter uma ideia, veja abaixo a comparação das mensalidades das creches de São Paulo e Londres:

Despesa Londres São Paulo
Mensalidade pré-escola período integral£1.450,51£250,48
Mensalidade escola primária internacional£1.526,78£584,53

Também é importante anotar que todas as crianças entre 2 até entrar na escola, têm direito a 15 horas de creche gratuita por semana, caso um dos pais trabalhe. Já se os dois pais trabalharem, a gratuidade é de 30 horas semanais. O que acontece, então, é que você acaba pagando muito menos no final do mês.

Sem contar que, por lei, todas as crianças têm direito a receber um valor por semana, que são pagos diretamente em sua conta bancária. Certamente ajuda a criar filho no exterior com mais tranquilidade.

Saúde pública de qualidade

Ana Eliza

Na Europa não é preciso pagar rios de dinheiro num plano de saúde para ter acesso a atendimento médico de qualidade.

Na Itália, por exemplo, as crianças até 6 anos são isentas de pagar qualquer taxa relativa à saúde. Em Portugal, a isenção vai até os 18 anos.

Andrea

Como no Brasil, na Inglaterra o sistema público de saúde, o NHS, é gratuito para os residentes. Portanto, uma vantagem e tanto para quem cria filho no exterior. Estrangeiros devem pagar uma taxa de £200 por ano, para ter acesso à saúde pública no país. Geralmente, você paga essa taxa na emissão do visto.

Como eu tenho residência e meu filho tem passaporte britânico, utilizamos o sistema público tranquilamente. Mas na minha experiência, apesar da gratuidade, eu acredito que a forma como eles tratam a saúde é pouco preventiva. É muito raro você fazer um check-up para acompanhar a sua saúde ou realizar um exame de sangue simples, por exemplo.

E como todo sistema público, atendimento com especialista pode demorar mais de um mês, em alguns casos. Além disso, antes de consultar um médico específico, você precisa marcar uma consulta com o seu GP (General Practitioner) e ele vai te indicar para o especialista, se achar necessário. Mas, de forma geral, o atendimento é muito bom e os médicos experientes.

Também temos o sistema privado de saúde que costuma ser bem caro. Para você ter uma noção, compare abaixo os preços cobrados para uma consulta médica e medicamentos em Londres e São Paulo.

Despesa Londres São Paulo
Remédio para resfriado para 6 dias (tylenol, naldecon, benegrip ou marcas equivalentes)£2,57£3,09
1 caixa de antibióticos (12 doses)£11£7,73
Breve visita ao médico particular (15 minutos)£117£30,79

*Cotação realizada no dia 10/05/2020 com base nos valores do site Expatistan

E outra notícia boa aqui é que, na Inglaterra, as crianças não pagam pelos medicamentos receitados pelos médicos. Uma economia e tanto na hora de fechar as contas do mês.

A questão da segurança para as crianças

Ana Eliza

Um dos motivos que nos fizeram trocar o Brasil pela Itália, foi a segurança pública. Nós, assim como muitos outros brasileiros, deixamos nosso país por medo da violência do Brasil.

E o fato de termos uma filha pequena foi fundamental para tomarmos essa decisão. E é isso que leva muitas pessoas a querer criar filho no exterior.

Segurança é sinal de liberdade

A Europa não é um paraíso completamente livre de violência, mas existe segurança pública. É possível andar na rua ou usar seu celular ou notebook num parque sem medo de sofrer qualquer violência. E isso se estende às crianças.

Aqui as crianças vão para a escola caminhando e podem brincar nos parques. As famílias fazem muitos programas ao ar livre, justamente porque é seguro. Justamente porque ninguém vai te assaltar, juntamente com seu filho pequeno, e isso me traz muita segurança para criar minha filha aqui.

mãe e filha no parque

Qualidade de vida para as crianças

Por todos os fatores citados acima, a qualidade de vida das crianças na Europa é excelente. Crescer num país com educação e saúde de qualidade e que é seguro, é uma oportunidade maravilhosa.
De acordo com um estudo da organização Save the Children dos 10 melhores países para se criar filhos no mundo, 8 são países europeus, Portugal e Itália estão empatados em 8º lugar.

Custos de criar filho na Europa x no Brasil

Andrea

Outro desafio de criar filho no exterior é o custo de vida. É claro, os gastos vão variar bastante de acordo com o estilo de vida e suas necessidades.

A Inglaterra é um país caro, mas os salários também são mais altos, o que podem compensar as despesas cotidianas. Além disso, saúde e educação são gratuitas, o que dá um grande alívio nas contas no final do mês. Portanto, na hora de escolher entre criar filho no exterior ou no Brasil, é essencial colocar os gastos completos na ponta do lápis.

Eu moro em uma pequena cidade do interior, uma hora de trem da capital e, apesar de não ser o lugar mais barato, certamente é muito mais em conta do que morar em Londres.

Portanto, caso você venha para a Inglaterra com trabalho definido, é importante estudar bem a cidade onde você vai viver e avaliar o que vale a pena. E se a mudança inclui criar filho no exterior, é sempre bom verificar a região na qual irá viver, porque as escolas são definidas de acordo com a área onde você mora.

custos para criar filho no exterior

Aproveite e confira o top 15 das cidades mais baratas para viver na União Europeia.

Gastos com a casa

Os gastos mensais com a casa também costumam ser caros na Inglaterra do que no Brasil e devem entrar na conta na hora de criar filho no exterior. A grande vantagem é que eles são eficientes e de boa qualidade. Veja a seguir quanto custa as despesas com água, luz, internet entre outros em São Paulo e Londres.

DespesaLondres São Paulo
Básico (Eletricidade, Aquecimento, Resfriamento, Água) para 85m2 Apartamento£172,71£37,14
Internet (60 Mbps ou mais, dados ilimitados, cabo / ADSL)£31,86£16.12

Também é importante considerar alguns gastos importantes como o Council Tax, espécie de Imposto Municipal, que nada mais é do que uma taxa anual cobrada pelos serviços locais que ele fornece, como coleta de lixo, transporte, polícia e bombeiros, biblioteca, parques e outros serviços públicos.

Nesse ponto, posso dizer que vale muito a pena pagar os impostos, já que usufruímos de serviços muito bons. Temos parques espalhados em todos os bairros e tudo o que você precisa é resolvido de forma muito rápida.

E claro, os gastos com eletricidade, gás e água vão depender do seu uso. E, no inverno, como não poderia ser diferente, a conta é muito alta para manter a casa sempre quentinha!

Descubra mais sobre como é morar na Inglaterra e planeje sua mudança.

Alimentação

As compras no supermercado variam com o estilo de vida de cada um, mas é claro que elas aumentam para conseguir criar filho no exterior. A boa notícia é que existem várias redes de supermercados e você pode economizar nesse quesito. Mesmo assim, compare abaixo os preços de alimentos em Londres e São Paulo.

Despesa Londres São Paulo
1 litro de leite£0,95£0,48
500 gr de pão£1,12£0,86
1 kg de arroz£1,51£0,58
12 ovos£2,09£1,10
1 kg de queijo£7,16£4,92
1 kg de carne vermelha£8.02£4,19
1 kg de maçã£1,97£0,97
1 kg de banana£1,15£0,74
1 kg de laranja£2,01£0,66
1 kg de tomate£2.54£0,95

Comer na Inglaterra é caro, sim! Eu, sinceramente, gasto muito mais com alimentação aqui do que costumava gastar no Brasil. Mas novamente, como a libra é bem valorizada, pode compensar o aumento das despesas.

Roupas e brinquedos são mais baratos na Itália que no Brasil

Ana Eliza

No Brasil, roupas de qualidade e brinquedos são produtos caros. Já aqui na Itália é possível comprar roupas e calçados de ótima qualidade por valores extremamente acessíveis. E os brinquedos aqui possuem um preço muito mais justo do que no Brasil. Eu consigo dar mais presentes para minha filha aqui gastando muito menos.

É mais difícil criar filho fora do Brasil?

Andrea

Dependendo das suas condições, pode ser difícil criar filho fora do Brasil. No meu caso, eu não acho complicado porque a Inglaterra é um país que oferece inúmeras facilidades e benefícios, especialmente se você mora legalmente no país.

Nós temos tudo o que precisamos em termos de moradia, segurança, saúde e alimentação. Os serviços são eficientes e muito bons e a escola fica a 300 metros da nossa porta. Com exceção do clima frio, eu não posso reclamar sobre criar filho no exterior.

É claro, não é fácil ficar longe da família, mas os pontos positivos são fortes e, com a internet, é possível manter contato com as pessoas que amamos diariamente. Assim, a gente consegue matar um pouco da saudade!

Andrea e Luca Cambodia
Foto do acervo pessoal de Andrea Côrtes

Vantagens e desvantagens de criar filho no exterior

Ana Eliza

Vantagens de criar filho no exterior

  • Educação pública de qualidade;
  • Saúde pública acessível e de qualidade;
  • Segurança Pública;
  • Oportunidade de prender uma nova cultura e uma nova língua.

Desvantagens de criar filho no exterior

  • Estar longe da família e, portanto, de uma rede de apoio;
  • Maior dificuldade para adaptação em virtude das diferenças culturais.

Mudar de país com crianças

Ana Eliza

Mudar de país com criança exige um planejamento (financeiro e emocional) muito bem feito. As necessidades das crianças devem ser sempre levadas em conta quando estamos pensando em nos mudar.

Eu sempre digo que eu posso passar perrengues, mas minha filha não. A escolha da mudança de país foi minha e do meu marido e temos a obrigação de garantir o completo bem-estar da pequena.

Faça uma boa reserva financeira

Quem muda de país com filho deve ter uma boa reserva financeira para não correr o risco de passar por situações complicadas. Parte do sucesso da empreitada que é mudar de país, é estar tranquilo para poder se estabelecer no novo lugar e muito dessa tranquilidade está em ter uma boa reserva financeira.

Saber a língua local facilita a adaptação das crianças

Famílias com filhos em idade escolar, podem se deparar com a dificuldade de ter que encarar um novo idioma no país escolhido. E não saber falar a língua local é um fator dificultante para a adaptação dos pequenos.

Portanto, antes da mudança, matricule seu filho num curso do idioma falado no local onde vocês morarão.

Pesquise muito

Após a escolha do país, pesquise tudo o que você puder a respeito das burocracias para quem tem filhos lá. Veja o que é preciso para a matrícula escolar, como funciona o calendário vacinal, se é preciso traduzir a carteira de vacinação das crianças, quais documentos são necessários para entrar com filho no país, etc.

Vale a pena criar filho no exterior?

Andrea

A resposta aqui vai depender da sua situação fora do Brasil, claro. Eu acredito que, apesar de ficarmos longe da família e enfrentarmos outros problemas do dia a dia de expatriado, vale a pena criar filho no exterior. Como eu já falei anteriormente, não acho, de maneira alguma, que o Brasil é um país ruim. Mas se existe a possibilidade de viver em um país que ofereça melhores condições de saúde, educação, segurança e qualidade de vida, vale a pena tentar!

Não existe lugar perfeito e o balanço da equação razão x coração é bastante apertado e varia muito, dependendo do dia. Mas, independente de onde esteja, faça sempre o seu melhor. E uma coisa que eu aprendi com meu filho e serve como lição de vida: lar é onde o seu coração está, portanto, nós temos um cantinho aqui na Inglaterra e sempre teremos nosso espaço no Brasil!

Andrea é jornalista e também tem formação em Linguística. Apesar de nascida em Curitiba, não demorou muito tempo para seu coração ganhar o mundo. Começou a trabalhar com agronegócio, área que a fez ganhar gosto para trabalhar fora do escritório, com pessoas de culturas e lugares diferentes. Com uma câmera na mão, desbravou inúmeras cidades e nunca mais parou. Decidiu unir a paixão pela profissão e pelas viagens e fez disso sua vida. Viajou por todos os cantos do Brasil e também se aventurou pelos Estados Unidos, sete países da África e Ásia. Ao lado do filho já morou no Sri Lanka e no Vietnã. Desde 2018 vive na Inglaterra e divide seu tempo entre a maternidade, produção de conteúdo e viagens pelo Reino Unido e Europa.

Ana Eliza, ou Ni como é conhecida, é brasileira, apaixonada por viagens e mãe da Olívia. Mora em Turim, na Itália e, juntamente com seu marido Fabiano, escreve o In Turim, um blog sobre a vida e turismo na cidade que foi a primeira capital da Itália.

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