Como é criar filho no exterior

Europa  / 

Quando somos pais, o bem estar dos nossos filhos é a nossa maior prioridade. E em função disso, muitas pessoas com filhos desejam se mudar do Brasil para criá-los num país com mais qualidade de vida. “Mas será que é fácil criar filho no exterior?” você se questiona.

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Fique comigo para ler a minha experiência.

Eu bem sei como é criar filho no exterior, afinal sou mãe e também passei pelo processo de mudança de país em busca de um lugar melhor para criar minha pequena. Por isso, agora dividirei com vocês o que eu sei sobre criar filho no exterior.

Diferenças entre criar filho no Brasil e na Europa

Eu acredito que a criação de uma criança depende da família e do ambiente em que está inserida. Cada família cria seus filhos da maneira que considera melhor. Porém os hábitos do país onde a família reside influencia muito.

Criar um filho no exterior é bem diferente de criá-lo no Brasil

Vivo isso todos os dias na criação da minha filha. A forma como os italianos lidam com a infância influencia diretamente na maneira como estou criando a Olívia (minha filha). Isso ocorre por diversos fatores, mas principalmente porque quero que ela esteja plenamente inserida na vida do país em que vivemos.

Diferenças Culturais

A maior diferença entre criar filho no exterior e no Brasil, é cultural. Sinto que os europeus lidam com a infância com mais naturalidade e menos complicação do que nós brasileiros.

Gravidez e infância tratados com naturalidade

Na Europa não há tanta glamourização da gravidez e da infância, com quartos infantis com decorações profissionais e festas caríssimas de aniversário em buffet. Porém, existe muito mais inserção social da infância na vida cotidiana do europeu.

Uma coisa que ainda não vi aqui na Europa são famílias com suas babás uniformizadas como vemos em todos os lugares no Brasil. Aqui existem babás, tanto por hora como as que vivem na casa da família, mas é algo bastante caro.

Crianças nos transportes públicos e em museus

Crianças no museu na Europa

Em grande parte dos bairros das cidades da Europa existem praças com brinquedos para as crianças. E nos transportes públicos existem espaços para carrinhos de bebê.

É possível encontrar famílias com filhos de várias faixas etárias, inclusive bebezinhos, em museus, restaurantes e bares.

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Muitos museus, aqui na Itália, possuem espaços dedicados às crianças e os adultos presentes, salvo exceções, não se incomodam com a presença dos pequenos no local.

Ter um filho não te impede de curtir a vida

Uma coisa que aprendi morando na Itália, é que filho não é um impedimento para viajar, fazer um passeio ou jantar naquele restaurante da moda.

Então, nós também passamos a fazer os passeios que queríamos levando nossa filha junto, até porque era a nossa única opção.
Das coisas que aprendi sobre criar filho no exterior essa foi a mais libertadora.

Novos costumes

Quando eu ainda morava no Brasil, quando surgia um jantar ou um passeio, muitas vezes dispensávamos por causa da nossa filha. Ou então deixávamos a pequena com os avós e íamos só eu e meu marido. Morando na Itália tudo mudou.

Aqui não temos mais nossa rede de apoio (leia-se avós) por perto. E percebemos a presença de crianças em todos os lugares, independente do clima ou da temperatura.

Criar filho no exterior é criar filho longe da família

Curtir a vida com filhos na Europa
A mudança para a Itália nos deixou fisicamente longe da nossa rede de apoio, que nos nosso caso eram os avós da Olívia. E não foi fácil.

É preciso estar preparado para essa parte de criar filho no exterior, se você, assim como nós, se mudar para um lugar onde não tem familiares ou amigos.

Sem ajuda familiar

Ao mesmo tempo em que você aprenderá a ir para todos os lugares com seus filhos junto, algumas situações serão mais complicadas sem sua rede de apoio por perto. Porém nenhuma situação é intransponível e tudo se adapta, só é preciso um pouco de paciência até encontrar a solução.

Descubra os melhores países da Europa para criar filhos.

Custo de criar filho na Europa

Criar filho no exterior é mais barato do que no Brasil. Digo isto baseado na minha experiência e na de todas as pessoas que conheço que se mudaram do Brasil para a Europa com filhos.

Existem diversos fatores que fazem com que criar filho na Europa seja mais barato que no Brasil, entre eles educação, saúde e segurança.

Educação de qualidade e gratuita (ou quase)

O acesso à educação na Europa é obrigatório e universal. Diferente do que ocorre no Brasil, o ensino nas escolas públicas dos países europeus é superior, na maioria das vezes, do que o das escolas privadas.

Na maior parte dos países da União Europeia, a frequência escolar é obrigatória a partir dos 6 anos (início do ensino fundamental) e portanto existem vagas nas escolas públicas para todas as crianças.

Veja como é educação infantil na Espanha e o sistema de educação em Portugal.

Saúde pública de qualidade

Na Europa não é preciso pagar rios de dinheiro num plano de saúde para ter acesso a atendimento médico de qualidade, como ocorre no Brasil.

Na Itália, por exemplo, as crianças até 6 anos são isentas de pagar qualquer taxa relativa à saúde. Em Portugal, a isenção vai até os 18 anos.

Quer saber mais sobre saúde na Europa? Sugiro a leitura do artigo sobre Cartão europeu de saúde.

Roupas e brinquedos são mais baratos que no Brasil

No Brasil, roupas de qualidade e brinquedos são produtos caros. Já na Europa é possível comprar roupas e calçados de ótima qualidade por valores extremamente acessíveis. E os brinquedos aqui possuem um preço muito mais justo do que no Brasil.

A questão da segurança para as crianças

Um dos motivos que nos fizeram trocar o Brasil pela Itália, foi a segurança pública. Nós, assim como muitos outros brasileiros, deixamos nosso país por medo da violência que tomou conta do Brasil.

E o fato de termos uma filha pequena foi fundamental para tomarmos essa decisão. E é isso que leva muitas pessoas a querer criar filho no exterior.

Segurança é sinal de liberdade

A Europa não é um paraíso completamente livre de violência, mas existe segurança pública. É possível andar na rua ou usar seu celular ou notebook num parque sem medo de sofrer qualquer violência. E isso se estende às crianças.

Aqui as crianças vão para a escola caminhando e podem brincar nos parques. As famílias fazem muitos programas ao ar livre, justamente porque é seguro. Justamente porque ninguém vai te assaltar, juntamente com seu filho pequeno, a mão armada.

Qualidade de vida para as crianças

Por todos os fatores citados acima, a qualidade de vida das crianças na Europa é excelente. Crescer num país com educação e saúde de qualidade e que é seguro, é uma oportunidade maravilhosa.

De acordo com um estudo da organização Save the Children dos 10 melhores países para se criar filhos no mundo, 8 são países europeus, Portugal é o 14º e a Itália o 21º melhor país do mundo para se criar um filho.

Mudar de país com crianças

Mudar de país com crianças

Mudar de país com criança exige um planejamento (financeiro e emocional) muito bem feito. As necessidades das crianças devem ser sempre levadas em conta quando estamos pensando em nos mudar.

Eu sempre digo que eu posso passar perrengues, mas minha filha não. A escolha da mudança de país foi minha e do meu marido e temos a obrigação de garantir o completo bem estar da pequena.

Faça uma boa reserva financeira

Quem muda de país com filho deve ter uma boa reserva financeira para não correr o risco de passar por situações complicadas. Parte do sucesso da empreitada que é mudar de país, é estar tranquilo para poder se estabelecer no novo lugar e muito dessa tranquilidade está em ter uma boa reserva financeira.

Saber a língua local facilita a adaptação das crianças

Famílias com filhos em idade escolar, podem se deparar com a dificuldade de ter que encarar um novo idioma no país escolhido. E não saber falar a língua local é um fator dificultante para a adaptação dos pequenos.

Portanto, antes da mudança, matricule seu filho num curso do idioma falado no local onde vocês morarão.

Sobre idiomas, veja os artigos relacionados:

Pesquise muito

Após a escolha do país, pesquise tudo o que você puder a respeito das burocracias para quem tem filhos lá. Veja o que é preciso para a matrícula escolar, como funciona o calendário vacinal, se é preciso traduzir a carteira de vacinação das crianças, quais documentos são necessários para entrar com filho no país, etc.

Nascer na Europa dá direito à cidadania?

Em grande parte dos países da Europa, a cidadania está ligada ao sangue e não ao local de nascimento. Então, para ser cidadão daquele país não basta nascer ali, é preciso possuir vínculo de sangue (ou seja, ser filho ou neto de um nacional daquele país).

Veja também cidadania italiana: quem tem direito e como reconhecer.

Vantagens e Desvantagens de criar filho no Exterior

Vantagens de criar filho no exterior

  • Educação pública de qualidade;
  • Saúde pública acessível e de qualidade;
  • Segurança Pública;
  • Oportunidade de prender uma nova cultura e uma nova língua;
  • Baixo custo para criar filho.

Desvantagens de criar filho no exterior

  • Estar longe da família e, portanto, de uma rede de apoio;
  • Maior dificuldade para adaptação em virtude das diferenças culturais.

Criar filho no exterior tem muitos mais prós do que contras, no final da contas.

Agora que você viu como é criar filho no exterior, que tal deixar sua opinião e até sugestões nos comentários?

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Autor

Ana Eliza, ou Ni como é conhecida, é brasileira, apaixonada por viagens e mãe da Olívia. Mora em Turim, na Itália e, juntamente com seu marido Fabiano, escreve o In Turim, um blog sobre a vida e turismo na cidade que foi a primeira capital da Itália.