Economia de Portugal

Portugal  / 

Portugal é um dos países europeus mais visados pelos brasileiros, que estão migrando em massa em busca de novas oportunidades. Antes de arrumar as malas e se juntar à comunidade brasileira conheça um pouco mais sobre a economia de Portugal e saiba se a situação do país vale a mudança.

Como é a economia de Portugal

Portugal integra a União Europeia desde 1986 e tem como moeda o euro. Sua economia é bastante diversificada, tendo como base a iniciativa privada de pequenas empresas e grandes multinacionais, e sendo destaque nos setores agrícolas, de extração, de turismo e exportação de vinhos.

Como são divididos os três setores da economia?

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Setor primário

O país é bastante rico em recursos naturais e a extração mineral representa 6% do PIB nacional, sendo o cobre e o estanho os materiais mais explorados. O setor agrícola é responsável por 2,5% do PIB e emprega mais de 5% da população portuguesa.

Cereais (trigo, cevada, milho e arroz), batatas, tomates, azeitonas e uvas são os produtos agrícolas mais explorados.

Vale frisar que esse setor era o mais importante do país até a década de 60, quando o setor industrial começou a crescer e se destacar.

Dados economicos, geografia e história. Veja tudo sobre Portugal.

Setor secundário

Setor secundário em Portugal
A indústria representa 22% do PIB nacional e cresceu fortemente a partir da década de 50, quando mudanças expressivas ocorreram na sociedade portuguesa – incluindo o êxodo rural, investimentos em colônias africanas e criação da sociedade de consumo.

As principais áreas de atuação são metalurgia, engenharia mecânica, indústria têxtil e construção civil, além da produção de artigos de couro e calçados.

Setor terciário

A economia de Portugal depende muito do setor de serviços, em especial por conta do turismo. Mais de 75% do PIB nacional depende dessa área, assim como mais de 70% da população empregada.

Segundo dados da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), o turismo em Portugal equivale a 16% da atividade econômica no país, o que equivale a 3,24 milhões de euros e 2,1% do PIB nacional.

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Exportação e importação em Portugal

Um dos principais problemas da economia de Portugal é a balança comercial desfavorável, pois o valor das importações supera o das exportações.

Seus principais parceiros comerciais são os países da União Europeia, em especial Reino Unido, Alemanha e França, e o Portugal depende fortemente do comércio internacional para manter a economia aquecida.

Produção de energia e dependência de petróleo

A produção de energia é um dos setores mais carentes, e por isso o país depende da importação de petróleo e produtos petrolíferos, gás e eletricidade.

Mais da metade da eletricidade produzida no país é proveniente de fontes renováveis e o carvão é responsável por quase 5% dessa energia; sua produção nacional, no entanto, decresce cada vez mais desde a década de 1990.

Quer saber como é o custo de vida em Portugal? Veja o que escrevemos sobre o assunto.

Outras importações

O país também importa alimentos, bebidas, trigo, maquinaria, automóveis e matérias primas.

Principais exportações

Na contramão, exporta produtos têxteis, de vestuário e calçado, mármore, polpa de tomate, pasta de celulose, azeite, frutas, cortiça e vinho.

Principal exportador de vinho no Mundo

O vinho é um carro chefe, sendo que Portugal está entre os 10 principais exportadores da bebida no mundo – representa 1,4% do total de exportação do país -, seguido da cortiça, cuja metade da produção mundial se concentra ali.

Veja como são e onde comprar vinhos portugueses.

Outras exportações

O país também exporta tungstênio, sendo que a maior parte extraída é destinada para fora, e peixes como sardinhas, anchovas, atum e bacalhau.

Reflexos da crise financeira

A economia de Portugal já teve seus períodos difíceis e ainda enfrenta as consequências desse momento.

Em 2008, quando a crise econômica estourou nos EUA e se espalhou pelo mundo, Portugal não vivia um bom momento com o aumento dos salários, a redução das tarifas de exportações de baixo valor e a perda de competitividade.

Para piorar, dois dos maiores bancos – Banco Privado Português e Banco Português de Negócios – se viram expostos por fraudes contábeis e perdas acumuladas, o que enfraqueceu ainda mais a situação econômica.

O papel do governo na crise financeira

O governo fez de tudo para controlar a situação, mas tinha boa parcela de culpa na crise, já que os gastos com projetos haviam sido altíssimos nos últimos anos visando aumentar a competitividade.

O baixo crescimento econômico acendeu a luz vermelha e Portugal se viu diante de uma dívida pública gigantesca. Para se ter ideia, em 2010 a dívida soberana do país ultrapassava 96,2% do seu PIB e o déficit orçamentário era de 11,2%.

Aumento do desemprego

Enquanto a reputação portuguesa piorava o acesso ao financiamento externo se tornava cada vez mais distante. O desemprego chegou a 11% em 2010 e piorou em 2013, chegando a 16,2% – acima da média do bloco.

Veja se há e como conseguir emprego em Portugal.

Qual a situação atual da economia em Portugal

Sem muita opção, Portugal recorreu ao FMI e à União Europeia em 2011 e fechou acordo de resgate no valor de 78 bilhões de euros. A partir daí a economia de Portugal começou a dar sinais de vida e se reestabelecer.

Em 2016 o país conseguiu saiu do sufoco e reduziu seu déficit orçamentário pela metade, chegando à 2,1%, e atingiu pela primeira vez a meta estabelecida para as nações da zona do euro: reestabeleceu salários, aposentadorias e horas trabalhadas aos níveis anteriores à 2008.

A economia portuguesa vem crescendo

A economia portuguesa vem crescendo desde meados de 2014, quando o crescimento do PIB ainda era negativo e o desemprego chegava a 15%. Foi quando o primeiro ministro António Costa, do Partido Socialista, assumiu o governo que a situação começou a melhorar.

Mas nem tudo são flores, pois os países membros da União Europeia ainda olham com desconfiança para a economia portuguesa e falam da fragilidade dos bancos. A dívida pública ainda cresce e em 2016 chegava a 130,1% do PIB.

Uma recuperação espetacular

Ainda, assim, os dados são otimistas. A expectativa do Banco de Portugal é que a economia cresça até 2,3% esse ano, 1,9% em 2019 e 1,7% em 2020.

Em fevereiro desse ano o comissário para assuntos econômicos e financeiros da Comissão Europeia Pierre Moscovici afirmou que Portugal “teve uma recuperação espetacular e uma performance notável”, com “impressionante criação de emprego”.

Veja também quais são as profissões em falta em Portugal.

Áreas com mais investimento

O país deve muito do seu crescimento ao setor primário, principalmente a agricultura e piscicultura, que foram perdendo forças a partir dos anos 60. A exportação de produtos agrícolas, como foi dito, ainda é responsável por 2,5% do PIB nacional, enquanto a pesca mal chega a 1%.

A economia de Portugal vem apostando nos setores com maior incorporação tecnológica, principalmente os setores automobilísticos e de componentes, eletrônico e de energia.

Também já falamos sobre a possibilidade de investir em Portugal e se vale a pena.

Desenvolvimento do setor tecnológico e serviços em geral

O setor tecnológico também não fica para trás, tanto que em 2017 o país empregou 2,7% mais pessoas nessa área do que no ano anterior – número que supera o crescimento na Europa.

Em relação aos serviços, os setores que mais crescem são o farmacêutico, as novas tecnologias de informação e comunicação e, claro, o turismo, do qual vale frisar que o país se beneficia da localização privilegiada, da faixa costeira e do clima mediterrâneo.

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Clara é natural do interior de São Paulo e tem muito orgulho do sotaque caipira. Jornalista que adora gatos, tatuagens e livros, vê o mundo de cabeça para baixo e tem como vícios memes da internet e soltar piadas inesperadas no meio de uma conversa.