Economia de Portugal: como está e a previsão para o futuro

Portugal  / 

O país luso é um dos principais destinos de brasileiros que buscam oportunidades na Europa. Mas, antes de se mudar, é importante conhecer a economia de Portugal, para analisar e definir se a mudança vale a pena.

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Neste artigo, vamos contar um pouco sobre como está a economia de Portugal e como a crise financeira afetou o país. Falaremos, ainda, sobre a recuperação econômica do país e as previsões do governo, e apresentaremos dados sobre o salário mínimo e o desemprego atual.

Você verá, ainda, informações sobre a saúde da economia portuguesa e quais são as áreas com mais desenvolvimento atualmente.

Como está a economia de Portugal

Após passar por um período de crise, o país luso recorreu ao FMI e à União Europeia em 2011 e fechou acordo de resgate no valor de 78 bilhões de euros. E, a partir de meados de 2014, a economia de Portugal começou a se restabelecer, quando o crescimento do PIB ainda era negativo.

Neste período, o primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista, assumiu o governo e a situação começou a melhorar.

Mas nem tudo são flores, pois os países membros da União Europeia ainda olham com desconfiança para a economia portuguesa e falam da fragilidade dos bancos. A dívida pública ainda crescia e, em 2016, chegava a 130,1% do PIB.

Em 2016, Portugal conseguiu sair do sufoco e reduziu seu deficit orçamentário pela metade, chegando a 2,1%, e atingiu pela primeira vez a meta estabelecida para as nações da zona do euro: restabeleceu salários, aposentadorias e horas trabalhadas aos níveis anteriores à 2008.

Como a crise financeira afetou o país

A crise financeira deixou reflexos na economia de Portugal. Em 2008, quando a crise econômica estourou nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo, Portugal não vivia um bom momento com o aumento dos salários, a redução das tarifas de exportações de baixo valor e a perda de competitividade.

Economia de Portugal crise

Para piorar, dois dos maiores bancos – Banco Privado Português e Banco Português de Negócios – se viram expostos por fraudes contábeis e perdas acumuladas, o que enfraqueceu ainda mais a situação econômica.

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No final de 2009, a dívida do país estava em 83%, bastante elevada em relação à média de 60% dos países da União Europeia. Além disso, o deficit orçamentário tinha sido de 9,8%. Em 2010, a situação da economia de Portugal piorou, com a subida da dívida para 96,2% e o deficit em 11,2%.

Aumento do desemprego

Enquanto a reputação portuguesa piorava, o acesso ao financiamento externo se tornava cada vez mais distante. O desemprego chegou a 11% em 2010 e piorou em 2013, chegando a 16,2% – acima da média do bloco.

Troika em Portugal

Troika é o nome que se dá à equipe composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia. A troika é responsável pela negociação, que tem o objetivo de estabelecer os compromissos que as autoridades portuguesas devem assumir para receber a ajuda financeira internacional solicitada pelo Governo em 2011.

O governo fez de tudo para controlar a situação de crise, mas tinha boa parcela de culpa na crise, já que os gastos com projetos haviam sido altíssimos nos últimos anos, visando aumentar a competitividade.

Dívida portuguesa crescia de forma exponencial

O baixo crescimento econômico acendeu a luz vermelha e Portugal se viu diante de uma dívida pública gigantesca. Para se ter ideia, em 2010 a dívida soberana do país ultrapassava 96,2% do seu PIB e o déficit orçamentário era de 11,2%.

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O país, que tinha uma dívida pública maior que 90% do PIB em 2011, recebeu um empréstimo de 78 bilhões de euros, divididos entre o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional — conhecidos como “troika”. Em troca, a troika exigiu de Portugal políticas de austeridade, como cortes nos gastos com saúde e educação.

Em 2014, Portugal disse adeus à troika, abandonando o programa de resgate financeiro e terminando o pagamento a seus credores. O então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou a “saída limpa” do programa, sem recorrer a programas cautelares, voltando, assim, autonomamente aos mercados.

Em 2015, ao tomar posse como primeiro-ministro de Portugal, António Costa, do Partido Socialista, colocou fim ao período de forte austeridade.

Recuperação econômica do país e previsão do Governo sobre a economia em Portugal em 2019

Recuperação econômica do país

Em fevereiro de 2018, o comissário para assuntos econômicos e financeiros da Comissão Europeia, Pierre Moscovici, afirmou que Portugal “teve uma recuperação espetacular e uma performance notável”, com “impressionante criação de emprego em Portugal”.

E, segundo informações do Jornal Expresso, a economia de Portugal continua a crescer em 2019, mas as exportações, a preocupação dos consumidores com o futuro e o crédito bancário dão sinais de alerta.

Com a Alemanha praticamente em recessão, os Estados Unidos e a China cada vez mais próximos de uma guerra comercial e o Reino Unido quase saindo sem acordo da União Europeia, a palavra “crise” vem se destacando.

No entanto, no momento Portugal continua crescendo, mesmo que mais lentamente, o que já era esperado pelas principais organizações nacionais e internacionais.

Previsão do Governo sobre a economia em Portugal em 2019

O indicador coincidente do Banco de Portugal para a atividade econômica, que visa traduzir a tendência de evolução do Produto Interno Bruto (PIB), se manteve nos 2% em julho de 2019, patamar em que se encontra desde março de 2019.

De acordo com a consideração feita pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, a economia “aguentou-se bastante bem” em relação à redução europeia e a evolução está “em linha”.

As previsões do Governo são otimistas em relação a 2020: a instituição espera que a economia de Portugal cresça 1,7% em 2020 e 1,6% em 2021. E, de uma maneira geral, até 2021, a economia do país deverá progredir positivamente na recuperação das perdas antes de 2013.

Veja também quais são as profissões em falta em Portugal.

Economia de Portugal: salário mínimo e desemprego atual

Em 2019, o salário mínimo em Portugal é 600 euros, um aumento de 20 euros em comparação com 2018. De acordo com o governo português, cerca de 25% da população recebem um salário mínimo. E, mesmo com a economia de Portugal em crescimento, dificilmente uma pessoa consegue viver com qualidade de vida em Portugal ganhando apenas um salário mínimo. Isso se deve muito à bolha imobiliária no país.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego em Portugal em julho de 2019 é de 6,4%, taxa essa que tem previsão de queda para os próximos meses até 2021, de acordo com o órgão.

O crescimento do emprego em Portugal é devido a investimentos e à evolução no setor privado. Já o setor público fica com números mais estáveis. De acordo com as estatísticas, a taxa de desemprego vai se reduzir em um ritmo mais moderado, devendo alcançar 5,3% em 2021.

Confira também tudo sobre o desemprego em Portugal em 2018 e as áreas mais afetadas.

Saúde da economia Portuguesa

Portugal é um país desenvolvido, com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,897. O país apresentou um elevado desenvolvimento econômico e transformação desde que passou a integrar a UE.

A economia de Portugal é bem diversificada e tem como base a iniciativa privada de empresas bem estruturadas, que vão desde multinacionais a pequenas empresas.

De acordo com o site Numbeo, o indicador de compra da população portuguesa é baixo e o custo de vida em Portugal também é baixo.

Areas com maior desenvolvimento atual na Economia de Portugal

O setor terciário, de serviços, é o que mais contribui para a economia de Portugal, principalmente por causa do turismo no país. Mais de 75% do PIB nacional dependem dessa área, assim como mais de 70% da população empregada.

Segundo dados da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), o turismo em Portugal equivale a 16% da atividade econômica no país, cerca de 3,24 milhões de euros e 2,1% do PIB nacional.

A economia de Portugal vem apostando nos setores com maior incorporação tecnológica, principalmente os setores automobilísticos e de componentes, eletrônico e de energia.

Em relação aos serviços, os setores que mais têm se desenvolvido são o farmacêutico, as novas tecnologias de informação e comunicação e, claro, o turismo, do qual vale frisar que o país se beneficia da localização privilegiada, da faixa costeira e do clima mediterrâneo.

Também já falamos sobre a possibilidade de investir em Portugal e se vale a pena.

Setor primário

O país é bastante rico em recursos naturais e a extração mineral representa 6% do PIB nacional, sendo o cobre e o estanho os materiais mais explorados. O setor agrícola é responsável por 2,5% do PIB e emprega mais de 5% da população portuguesa.

Cereais (trigo, cevada, milho e arroz), batatas, tomates, azeitonas e uvas são os produtos agrícolas mais explorados.

Vale frisar que esse setor era o mais importante do país até a década de 60, quando o setor industrial começou a crescer e se destacar.

Setor secundário

A indústria representa 22% do PIB nacional e cresceu fortemente a partir da década de 50, quando mudanças expressivas ocorreram na sociedade portuguesa – incluindo o êxodo rural, investimentos em colônias africanas e criação da sociedade de consumo.

As principais áreas de atuação são a metalurgia, engenharia mecânica, indústria têxtil e construção civil, além da produção de artigos de couro e calçados.

Setor terciário

A economia de Portugal depende muito do setor de serviços, em especial por conta do turismo. Mais de 75% do PIB nacional depende dessa área, assim como mais de 70% da população empregada.

Segundo dados da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), o turismo em Portugal equivale a 16% da atividade econômica no país, o que equivale a 3,24 milhões de euros e 2,1% do PIB nacional.

Exportação e importação em Portugal

Um dos principais problemas da economia de Portugal é a balança comercial desfavorável, pois o valor das importações supera o das exportações.

Seus principais parceiros comerciais são os países da União Europeia, em especial Reino Unido, Alemanha e França, e o Portugal depende fortemente do comércio internacional para manter a economia aquecida.

Produção de energia e dependência de petróleo

A produção de energia é um dos setores mais carentes, e por isso o país depende da importação de petróleo e produtos petrolíferos, gás e eletricidade.

Mais da metade da eletricidade produzida no país é proveniente de fontes renováveis e o carvão é responsável por quase 5% dessa energia; sua produção nacional, no entanto, decresce cada vez mais desde a década de 1990.

Outras importações

O país também importa alimentos, bebidas, trigo, maquinaria, automóveis e matérias-primas.

Principais exportações

Na contramão, exporta produtos têxteis, de vestuário e calçado, mármore, polpa de tomate, pasta de celulose, azeite, frutas, cortiça e vinho.

Principal exportador de vinho no mundo

O vinho português é um carro chefe, sendo que Portugal está entre os 10 principais exportadores da bebida no mundo – representa 1,4% do total de exportação do país -, seguido da cortiça, cuja metade da produção mundial se concentra ali.

Outras exportações

O país também exporta tungstênio, sendo que a maior parte extraída é destinada para fora, e peixes como sardinhas, anchovas, atum e bacalhau.

Dados relevantes da economia de Portugal

Portugal integra a União Europeia desde 1986 e tem como moeda o euro. Sua economia é bastante diversificada, tendo como base a iniciativa privada de pequenas empresas e grandes multinacionais, e sendo destaque nos setores agrícolas, de extração, de turismo e exportação de vinhos.

Confira alguns dados atuais importantes sobre a economia de Portugal.

  • PIB (nominal): 237,98 bilhões de dólares (referência: ano de 2018);
  • Renda per capita: 680 de dólares (referência: ano de 2018);
  • Produtos agrícolas: trigo, milho, batata, tomate, uva e azeitonas;
  • Pecuária: bovinos, suínos, ovinos e aves;
  • Mineração: cobre, urânio, granito, calcário e mármore;
  • Indústria: vestuário, têxtil, química e produtos eletroeletrônicos (domésticos);
  • Inflação anual: -0,3% (dados de julho de 2019).

Agora que você já sabe tudo sobre a economia de Portugal, saiba também como viajar para o país.

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Autores

Carolina é luso-brasileira, jornalista e especializada em Comunicação Empresarial. Desenvolve e revisa conteúdos para diversas mídias. Adora viajar o mundo, conhecer novas culturas e escrever sobre suas experiências. Tem prazer em dar dicas de restaurantes, hotéis e também em ajudar brasileiros que desejem morar em outro país.

Clara é natural do interior de São Paulo e tem muito orgulho do sotaque caipira. Jornalista que adora gatos, tatuagens e livros, vê o mundo de cabeça para baixo e tem como vícios memes da internet e soltar piadas inesperadas no meio de uma conversa.