Uma das principais dúvidas dos brasileiros que planejam se mudar para o país da bota é como trabalhar na Itália. Antes de tomar qualquer decisão, é essencial entender como funciona o mercado de trabalho italiano, quais as exigências legais e onde estão as oportunidades.

Trabalhar na Itália exige planejamento e organização
Índice Como trabalhar na Itália? Como encontrar oportunidades de emprego na Itália? O que precisa para trabalhar na Itália legalmente? Como preparar o currículo para a Itália? Tipos de contrato de trabalho na Itália Áreas com mais vagas na Itália Salário mínimo na Itália Melhores cidades para trabalhar na Itália Como é o ambiente de trabalho na Itália? Como trabalhar na Itália como autônomo? Dicas para trabalhar na Itália Já tenho emprego e visto. E agora? Perguntas frequentes sobre trabalhar na Itália

Por isso, neste artigo vamos trazer informações que podem ajudar a compreender melhor esse cenário. Assim, você se prepara de forma mais consciente para a mudança.

Você tem direito à cidadania italiana?

Para solicitar a sua, é altamente recomendado contar com uma assessoria especializada. Nós indicamos a Cidadania Já, uma equipe competente e de confiança para tornar sua solicitação mais rápida e segura. Entre em contato!

TORNE-SE CIDADÃO ITALIANO→

Como trabalhar na Itália?

Para trabalhar na Itália, o brasileiro precisa viver legalmente no país. Para isso, deverá ter cidadania italiana ou europeia, ter algum tipo de visto (como de trabalho ou estudo) ou, ainda, ser cônjuge de cidadão europeu, por exemplo.

Em novembro de 2025, a Itália registrou a menor taxa de desemprego desde 2004, chegando a 5,7%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (Istat). O desemprego entre jovens de 15 a 24 anos caiu para 18,8%, e o total de pessoas empregadas aumentou em relação ao ano anterior.

Esses dados mostram sinais de fortalecimento do mercado de trabalho, apesar dos desafios econômicos ainda presentes, como o envelhecimento da população e a fuga de jovens, interessados em salários mais altos oferecidos pelos países vizinhos.

Mercado de trabalho para brasileiros na Itália

A falta de mão de obra em muitos setores acaba por abrir mais espaço para os trabalhadores estrangeiros. Muitos brasileiros começam a trabalhar em áreas mais simples e, aos poucos, com mais afinidade com o mercado e domínio do idioma, migram para áreas mais qualificadas.

Para a consultora de Recursos Humanos, Marcela Oliveira, que chegou à Itália em 2011, os brasileiros têm potencial para assumir posições mais qualificadas, inclusive em suas áreas de formação. De acordo com ela, um dos principais diferenciais em relação aos italianos é o investimento contínuo em capacitação e no desenvolvimento profissional.

O que mais me surpreendeu foi o quanto o mercado de trabalho italiano valoriza as competências. Vi que olhavam além do meu sotaque. Muitas vezes os italianos ficavam impressionados com o fato de eu ser jovem e já ter feito um percurso completo de estudo e trabalho, algo mais comum no Brasil do que aqui.

Marcela conta que ao chegar na Itália se apaixonou instantaneamente pelo país e pela cultura. Ela veio inicialmente apenas para as férias de Natal e decidiu ficar quando já estava a caminho do aeroporto para voltar ao Brasil.

No entanto, depois de alguns meses, a realidade bateu à porta: a dificuldade com a língua, a falta de amigos, o impacto da mudança. Como todo estrangeiro, Marcela relata que sentiu o desafio de entrar em uma nova sociedade.

Marcela Oliveira é uma brasileira que vive na Itália
A consultora de RH Marcela ressalta que brasileiros podem atuar na própria área na Itália. Foto: Marcela Oliveira.

Depois de alguns baldes de água fria, ela conseguiu uma bolsa de estudo em um mestrado em Psicologia do Trabalho e do Marketing. Durante o curso, desenvolveu uma pesquisa sobre a comunidade brasileira na Itália, com uma tese voltada ao processo de inserção desses profissionais no mercado de trabalho local.

A partir de sua experiência pessoal e profissional, passou a atuar na área de Recursos Humanos em empresas italianas e identificou o trabalho como um elemento central no processo de integração sociocultural de imigrantes. Atualmente, também desenvolve atividades voltadas à orientação de brasileiros interessados em trabalhar na Itália.

Existe trabalho na Itália para quem fala português?

Até existem vagas de trabalho para quem fala português, mas são raras. Ainda assim, você vai precisar aprender italiano para conseguir se comunicar não só no trabalho, mas nas mais diversas situações do dia a dia, como resolver os trâmites burocráticos infinitos no país.

Como encontrar oportunidades de emprego na Itália?

Encontrar trabalho na Itália exige paciência e estratégia. Nem todas as vagas são amplamente divulgadas e o contato humano ainda tem um peso significativo na hora de conseguir uma oportunidade.

No começo, especialmente se você ainda não domina o idioma, é comum se deparar com trabalhos mais simples, como limpeza, manutenção, ajuda em restaurantes ou serviços gerais. Com o tempo, à medida que você aprimora o italiano e constrói uma rede de contatos, oportunidades mais qualificadas começam a surgir.

Além dos sites de empregos, outra opção útil no início são os grupos no Facebook que divulgam vagas de emprego. Basta procurar por “lavoro + nome da cidade” e você terá acesso a diversos grupos ativos, onde vagas são compartilhadas diariamente.

Os sites de emprego na Itália são uma boa alternativa para quem está procurando emprego no país. Abaixo listamos os mais conhecidos:

Para quem já tem uma boa atuação no Linkedin, esse pode ser um excelente aliado na busca por oportunidades mais qualificadas.

Quer usar seu saldo em euro no Brasil ou qualquer outro país?

Você não precisa gastar com a transferência do dinheiro. Use o cartão multimoedas da Wise direto, com câmbio justo e sem tarifas abusivas. Prático, seguro e econômico. Peça já o seu!

Abrir Conta Multimoeda →

As agências de emprego são muito populares na Itália e ajudam bastante quem busca o primeiro trabalho. Elas fazem a intermediação entre empresas e candidatos, principalmente para contratos temporários, sazonais ou de entrada no mercado.

Por isso, uma boa alternativa é procurar pelas agências físicas na cidade onde mora na Itália, preparar o currículo e agendar um horário para se apresentar. O processo costuma ser simples: cadastro, entrevista e, quando surge uma vaga compatível, a agência entra em contato.

Há, ainda, as agências online, como a Adecco e a Manpower, entre outras. A principal vantagem é que você pode realizar seu cadastro uma vez e a agência envia as vagas de acordo com o seu perfil conforme aparecem.

Na Itália, indicação conta muito. Conversar com pessoas e construir uma rede de contatos pode abrir portas que não aparecem na internet. No entanto, para os brasileiros recém-chegados, pode ser um pouco difícil se integrar, principalmente se ainda não dominam o idioma ou não conhecem a cultura local.

Uma boa forma de começar é participar de eventos comunitários, além de frequentar cursos de italiano ou workshops, que ajudam a criar conexões valiosas enquanto aprimoram sua fluência no idioma.

O que precisa para trabalhar na Itália legalmente?

Trabalhar legalmente na Itália exige a documentação adequada, que varia conforme a situação migratória.

Receba a Itália na sua Caixa de Entrada! 📩

Cadastre-se na nossa newsletter e receba e-mails com conteúdo útil, confiável e direto ao ponto pra te ajudar a planejar sua mudança para o país. Partiu Itália?

INSCREVER GRÁTIS→

Visto para trabalhar na Itália

Brasileiros sem cidadania europeia precisam de um visto específico para trabalho antes de entrar no país e, posteriormente, solicitar o permesso di soggiorno per motivi di lavoro, a autorização de residência para exercer atividades no país.

Já cidadãos da União Europeia e seus cônjuges podem trabalhar sem visto, mas precisam se registrar na Comune e obter os documentos italianos, entre eles o codice fiscale, equivalente ao CPF no Brasil.

Como solicitar o visto de trabalho?

O visto de trabalho na Itália deve ser solicitado enquanto você ainda estiver no Brasil, no Consulado italiano responsável pela sua região.

Não é permitido solicitar o visto de trabalho após a entrada em território italiano. Ou seja, não é possível regularizar a situação migratória para fins de trabalho estando já na Itália como turista. Por isso, é muito importante verificar a situação antecipadamente.

Documentos necessários

Para solicitar do visto de trabalho na Itália, você deverá ter em mãos os seguintes documentos e apresentá-los ao Consulado italiano de sua jurisdição:

  • Formulário de requerimento do visto de trabalho;
  • Fotografia recente em formato tessera (3,5×4,5 cm);
  • Passaporte válido;
  • Contrato de trabalho ou proposta formal de emprego emitida por uma empresa italiana;
  • Nulla Osta (autorização de trabalho), emitida pelo Sportello unico per l’immigrazione (SUI);
  • Comprovante de pagamento da taxa consular de 116€ (em fevereiro de 2026).

Cada Consulado italiano no Brasil tem suas regras para apresentação dos documentos. Por esse motivo, é fundamental verificar com atenção as exigências do Consulado responsável pela sua região de residência, incluindo a necessidade de agendamento e eventuais documentos adicionais.

Como trabalhar na Itália com cidadania europeia?

Cidadãos europeus podem morar e trabalhar na Itália sem a necessidade de visto. No entanto, devem cumprir algumas exigências, como: registrar residência no município escolhido, obter o codice fiscale e outros documentos italianos e se inscrever no sistema de saúde.

Esses procedimentos permitem assinar contratos, abrir contas bancárias e exercer atividades profissionais de forma regular na Itália.

Muitos brasileiros têm ascendência italiana, por exemplo, e podem se beneficiar dessas facilidades. Porém, com tantas mudanças nas leis, podem surgir dúvidas sobre o direito à cidadania ou sobre como iniciar o processo.

Se você já reuniu os documentos ou quer entender melhor suas chances, vale a pena entrar em contato com a Cidadania Já para receber orientação especializada e avançar com mais segurança rumo ao trabalho legal na Itália.

Precisa falar italiano para conseguir trabalho na Itália?

Sim, dominar o italiano aumenta consideravelmente as suas chances de conseguir um bom emprego na Itália.

Falar inglês pode ser um diferencial em algumas áreas, mas só é realmente vantajoso se você tiver um bom conhecimento da língua italiana, que continua sendo essencial no dia a dia profissional e na integração ao mercado local.

Como preparar o currículo para a Itália?

O primeiro passo para conseguir um trabalho na Itália é elaborar um currículo no modelo europeu, que é bastante diferente daquele utilizado no Brasil.

O currículo deve ser redigido em italiano ou, em algumas raras vagas, em inglês, conforme a exigência do empregador. É importante incluir uma foto profissional e manter o documento claro, objetivo e bem organizado.

Mulher analisa currículo de candidato
Preparar um bom currículo faz parte da conquista de uma vaga no mercado de trabalho italiano.

A seguir, apresentamos algumas dicas para elaborar um currículo adaptado ao mercado italiano:

  • Liste suas experiências profissionais, da mais nova à mais antiga. Descreva suas responsabilidades e conquistas de forma resumida, destacando os resultados;
  • Valorize a formação acadêmica: inclua cursos, diplomas e certificações relevantes, mencionando instituição, período e área de estudo;
  • Indique os idiomas que você domina, usando escalas como Básico, Intermediário ou Avançado;
  • Objetividade: deixe o currículo com no máximo 2 páginas. Use tópicos para listar experiências e habilidades, evitando parágrafos longos e informações irrelevantes;
  • Adapte o currículo à vaga pretendida, enfatizando pontos que atendam aos requisitos da vaga.

Como são as entrevistas de emprego na Itália?

As entrevistas de emprego na Itália costumam ser formais e diretas. Muitas vezes, o primeiro contato serve apenas para verificar se o candidato atende a alguns requisitos básicos, como possuir habilitação e veículo próprio, especialmente quando a empresa está localizada em um local de difícil acesso.

Passado o primeiro contato, a entrevista será com foco nas habilidades e experiências dos candidatos. Durante a entrevista, os recrutadores costumam explorar o currículo do candidato, questionando experiências anteriores, formação acadêmica e competências técnicas.

Para nossa entrevistada Marcela, os brasileiros possuem uma vantagem competitiva no mercado italiano, pois vêm de um ambiente profissional muito dinâmico e imprevisível, o que exige desenvolver diversas habilidades.

Segundo ela, essa experiência contribui para o fortalecimento de competências técnicas, adaptabilidade e capacidade de resolver problemas:

Eu, sempre digo que os italianos contratam por competência, não por nacionalidade. A principal diferença entre um brasileiro e um italiano na busca por trabalho é que o brasileiro precisa desenvolver o idioma e entender os aspectos culturais do mercado. Mas isso pode ser aprendido.

Marcela ainda acrescenta que “quando o brasileiro entende a lógica do mercado italiano, ele consegue crescer, seja continuando na mesma área, seja fazendo transição de carreira. Profissionais competentes têm muito espaço na Itália”.

Tipos de contrato de trabalho na Itália

Na Itália, não existe um documento equivalente à nossa carteira de trabalho brasileira. O vínculo empregatício é formalizado por meio de contratos de trabalho, que podem ser:

  • Contrato a tempo determinado: o trabalhador é contratado para desempenhar suas funções por um período específico. Ao final desse período, o contrato pode ser renovado ou, em alguns casos, transformado em contrato por tempo indeterminado;
  • Contrato a tempo indeterminado: é o tipo de contrato mais desejado pelos trabalhadores na Itália, pois garante vínculo empregatício sem prazo definido, oferecendo maior estabilidade, benefícios trabalhistas e segurança no emprego;
  • Contrato a chamada: é um tipo de contrato em que o trabalhador não tem horário fixo, sendo chamado pela empresa apenas quando há necessidade. O funcionário recebe remuneração apenas pelo tempo efetivamente trabalhado;
  • Contrato part-time (meio período): o trabalho é feito em jornada reduzida, proporcional ao salário e aos benefícios. Pode ser indeterminado ou determinado, dependendo do acordo.

Ter um contrato de trabalho a tempo indeterminado oferece maior estabilidade profissional e é muito valorizado na Itália. Ele facilita alugar um imóvel, obter financiamentos ou comprar um carro, por exemplo. Portanto, ter esse tipo de contrato torna o dia a dia no país muito mais tranquilo.

Estágio na Itália vale a pena?

Sim, vale a pena fazer um estágio na Itália. Essa é uma excelente opção para estudantes brasileiros, porque além de ganhar experiência prática, o aluno tem a chance de conhecer o mercado de trabalho italiano e desenvolver competências profissionais.

Para isso, é necessário solicitar o visto di tirocinio, específico para estágios. Ele permite que o estudante trabalhe em uma empresa ou instituição italiana que tenha acordo com a universidade no Brasil, garantindo que a experiência seja reconhecida academicamente.

O visto normalmente tem validade limitada ao período do estágio, sem duração mínima ou máxima definida.

Áreas com mais vagas na Itália

O mercado de trabalho na Itália manteve-se aquecido. Dados do sistema Excelsior, da Unioncamere, estimam que, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, as empresas italianas realizaram mais de 1,3 milhão de novas contratações, com geração de empregos em diferentes setores da economia.

Entre os setores com maior volume de admissões previstas, destacam-se:

  • Serviços: responsável por cerca de 36% das contratações;
  • Manufatura e turismo/restaurantes: aproximadamente 17% cada;
  • Comércio: representa perto de 15% do total;
  • Construção civil: quase 10%, impulsionada por obras e manutenção;
  • Agricultura: representa menos de 6%, porém é estratégica em algumas regiões.

No recorte das profissões mais demandadas, as empresas priorizam profissionais das áreas de atendimento em restaurantes, vendas, operação especializada e transporte, além de técnicos de informática e da área da saúde. Também continuam numerosas as vagas nos setores de limpeza e logística.

Profissões mais bem pagas na Itália

As profissões mais bem pagas na Itália incluem tanto carreiras tradicionais quanto funções ligadas às novas demandas tecnológicas. Em geral, setores como serviços financeiros, tecnologia, engenharia e saúde estão entre os que pagam salários médios mais altos no país.

Os salários pagos dependem muito do nível de experiência e da região da Itália em que o trabalho é desempenhado. Entre os profissionais mais bem pagos na Itália, considerando valores brutos anuais, estão:

  • Notários: 60 mil a 200 mil euros/ano, dependendo da experiência e funções;
  • Analista de Dados: até 150 mil euros/ano;
  • Médicos especializados: 70 mil a 110 mil euros/ano;
  • Diretor de Marketing: 93 mil euros/ano;
  • Designer UX: 89 mil euros/ano;
  • Web Marketing Manager: média de 57 mil euros/ano;
  • Consultores financeiros: de 30 mil a 130 mil euros/ano, conforme especialização;
  • Pilotos de aeronaves: média de 70 mil euros/ano, varia com experiência e companhia;
  • Arquitetos e engenheiros: média de 38 mil euros/ano, podendo superar 80 mil euros com experiência;
  • Gestor de TI: 50 mil euros/ano, podendo ultrapassar 100 mil euros em grandes empresas;
  • Gerente de comércio eletrônico: 30 mil a 80 mil euros/ano, podendo ultrapassar 100 mil euros em multinacionais;
  • Advogados: média de 37 mil euros/ano, podendo atingir de 50 a 60 mil euros com experiência;
  • Contadores: média 33 mil euros/ano, podendo superar 100 mil euros para profissionais experientes.

As regiões do norte da Itália, como Lombardia, Veneto e Trentino-Alto Adige, são onde os salários tendem a ser mais altos, devido à presença de grandes empresas, centros financeiros e maior demanda por profissionais qualificados.

O sul do país, por outro lado, apresenta salários médios mais baixos, mas o custo de vida também tende a ser menor.

Profissões com os piores salários

No fim da escala salarial italiana, estão principalmente setores ligados a alimentação, hospitalidade, cultura, educação precária e serviços domésticos, onde os trabalhadores enfrentam também contratos temporários e baixa estabilidade.

Segundo dados mais recentes do INPS (Istituto Nazionale della Previdenza Sociale) entre os setores de trabalho com menores rendimentos na Itália estão:

  • Alojamento e alimentação (hotéis e restaurantes): média anual 11.233€;
  • Atividades artísticas, esportivas e de entretenimento: média anual 15.628€;
  • Serviços domésticos e comunitários: média anual 16.149 a 17.527€;
  • Serviços de suporte e agências de viagem: média anual 16.485 €;
  • Educação (incluindo suplentes): média anual 16.451 €;
  • Atividades de famílias e serviços domésticos: média anual 16.149 €.

Quais são as profissões em falta na Itália?

Os setores em que mais faltam profissionais na Itália são:

  • Saúde e assistência social: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas;
  • Construção civil: carpinteiros, operadores de gruas e escavadeiras, entre outros;
  • Indústria e manufatura: soldadores certificados, operadores de máquinas;
  • Tecnologia e engenharia: especialistas em TI, engenheiros, técnicos em mecatrônica e automação;
  • Artesanato e setor cultural: modelistas, restauradores de móveis e pintores industriais;
  • Transportes e logística: motoristas profissionais e operadores de armazém;
  • Alimentação e agroindústria: padeiros, confeiteiros e trabalhadores agrícolas especializados;
  • Setor doméstico e de apoio pessoal: cuidadores e auxiliares familiares.

Muitas vagas do setor privado permanecem em aberto devido à escassez de candidatos qualificados na Itália, o que resulta em cerca de 40% das entrevistas sem interessados, segundo matéria publicada na ANSA.

Salário mínimo na Itália

O conceito de salário mínimo unificado não existe na Itália. O que existe é o mínimo retribuído por hora trabalhada, específico para cada área de atuação.

Na prática, os pisos salariais são definidos por acordos coletivos de trabalho negociados entre sindicatos e empregadores, que variam conforme o setor profissional e a categoria ocupacional.

E o salário médio?

O salário médio anual bruto no setor privado é de aproximadamente 30.838€, o que corresponde a cerca de 1.714 a 1.846 líquidos por mês, segundo o site Money.it.

Além disso, a distribuição geográfica dos salários na Itália evidencia ainda mais as desigualdades regionais. Áreas do Norte, como Milão, Trieste e Bolzano, apresentam os salários médios mais altos, enquanto províncias do Sul, como Ragusa e Crotone, estão entre as mais baixas.

Confira neste vídeo do Tem de Tutto algumas informações sobre o salário de algumas profissões na Itália:

Salário na Itália e custo de vida

O custo de vida na Itália, em geral, é condizente com o salário no país. Em cidades maiores e em regiões do norte, o custo de vida é mais alto, mas os salários também acompanham. Nas cidades menores e no sul, o custo de vida em geral é menor.

A inflação no país em 2025 foi de 1,5%, segundo dados do ISTAT, refletindo aumentos nos preços ao consumo, especialmente em setores como alimentação e serviços diários.

Apesar desses aumentos, a inflação é considerada relativamente controlada, permitindo que o poder de compra das famílias italianas seja preservado de maneira geral.

Eu, Mariangela, percebi um certo aumento dos preços desde que passei a morar na Itália, em 2022. No entanto, apesar desses reajustes, é possível viver no país com qualidade de vida, desde que haja um planejamento cuidadoso do orçamento e escolhas conscientes de moradia, alimentação e transporte.

É possível trabalhar na Itália e juntar dinheiro?

Alguns trabalhadores tendem a enfrentar maior dificuldade para poupar e juntar dinheiro ao trabalhar na Itália, especialmente em grandes centros urbanos. Em contrapartida, quem vive em cidades menores ou mantém um padrão de consumo mais controlado consegue equilibrar melhor as finanças.

A Itália não é um país que pague altos salários, em geral. Mas, juntar dinheiro na Itália também depende do seu estilo de vida e disciplina. Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística da Itália (ISTAT), o país apresenta salários médios inferiores aos de outras economias da Europa Ocidental, como Alemanha e Países Baixos.

Melhores cidades para trabalhar na Itália

As oportunidades de trabalho na Itália estão concentradas, em sua maioria, nas regiões do norte e do centro do país. Cidades como Milão, Verona, Bolonha, Pádua e Trieste figuram entra as melhores cidades para trabalhar na Itália.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística da Itália (ISTAT), regiões como Lombardia, Emilia-Romanha, Piemonte e Vêneto registram os maiores índices de emprego formal da Itália.

Milão concentra vagas ligadas às áreas financeira, corporativa, moda e inovação, enquanto Bolonha e Pádua se destacam pela forte presença universitária e industrial. Já Verona e Trieste apresentam boa demanda em comércio, turismo e serviços especializados.

Como é o ambiente de trabalho na Itália?

O ambiente de trabalho na Itália é, em geral, formal e hierarquizado, com decisões frequentemente centralizadas. A tradição permanece muito presente em diversos setores, com métodos mais conservadores ou menos tecnológicos em comparação a outros países europeus.

Segundo a Eurofound, que analisa as condições de trabalho na União Europeia, o mercado italiano apresenta também alguns desafios estruturais, como:

  • Diferenças regionais: o norte e o centro concentram mais oportunidades e salários maiores, enquanto o sul apresenta maior desemprego e informalidade;
  • Inserção de jovens e estrangeiros pode ser lenta, exigindo adaptação ao estilo local;
  • Persistência do trabalho informal, especialmente em setores como agricultura e serviços;
  • Envelhecimento da população ativa, que impacta a dinâmica e inovação do mercado;
  • Baixa produtividade em alguns setores, o que pode afetar ritmo e eficiência.

Por outro lado, o cotidiano profissional é marcado por um equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Muitos trabalhadores valorizam pausas regulares, incluindo o famoso pausa pranzo (intervalo para o almoço), que pode durar horas, dependendo do setor.

Leis trabalhistas da Itália

Na Itália, a jornada de trabalho integral é de 40h semanais, distribuídas em 5 ou 6 dias. As horas extras são permitidas, com limite de uma a duas horas por dia, conforme estabelecido pelos Contratti Collettivi Nazionali di Lavoro (CCNL). O vale alimentação existe, mas não é obrigatório.

A pausa para o almoço é obrigatória para quem trabalha mais de 6h por dia e geralmente dura uma hora. No setor de comércio, a pausa pode ser maior (de duas a três horas), já que muitas lojas fecham nesse período.

Trabalhador organiza caixas para entregas
As vagas de trabalho na Itália vão desde as mais simples às mais qualificadas.

Quanto às férias, não é necessário completar um ano de trabalho para usufruí-las. A cada mês trabalhado, o empregado acumula aproximadamente 2 dias de férias. Ao final de um ano, isso corresponde a cerca de 26 dias úteis de descanso.

Além das férias, os trabalhadores têm direito ao chamado permesso, que corresponde a cerca de 4h por mês e pode ser acumulado. Essas horas podem ser usadas, por exemplo, para sair mais cedo ou chegar mais tarde no trabalho. Ao longo de um ano, somam aproximadamente 56h.

Por fim, ao contrário do Brasil, na Itália não existe a regra do “um terço das férias”. Durante o período de férias, o trabalhador recebe o salário normalmente, sem acréscimos.

Como trabalhar na Itália como autônomo?

Para atuar como autônomo na Itália é necessário entender as regras fiscais e legais do país, incluindo abertura de partita IVA (equivalente ao CNPJ brasileiro), contribuição para a previdência e impostos locais.

Além disso, profissionais precisam conhecer o mercado local, identificar oportunidades e investir em networking e marketing pessoal. Fluência em italiano é muito importante, já que facilita contratos, negociações e a integração no ambiente de trabalho.

Dicas para trabalhar na Itália

Trabalhar na Itália exige planejamento, conhecimento do mercado e uma estratégia bem definida. Para a Marcela, a chave está na construção consciente da carreira:

Sempre digo que lugar de brasileiro é onde ele quiser. Mas é uma construção, que precisa ser baseada em estudo do mercado, avaliação do perfil profissional e estratégia.

Para brasileiros que desejam construir uma carreira no país, algumas orientações podem facilitar esse processo:

  • Conheça o mercado local: identifique setores em alta, oportunidades de emprego e demanda para sua área de atuação;
  • Invista em networking: participe de eventos, grupos de expatriados e plataformas online para criar conexões profissionais;
  • Aprimore o idioma: ter fluência em italiano aumenta significativamente suas chances de contratação e facilita a integração no ambiente de trabalho;
  • Atualize-se constantemente: cursos, especializações e habilidades complementares tornam seu perfil mais competitivo;
  • Conheça seus direitos: informe-se sobre contratos, jornadas de trabalho, férias e benefícios previstos pela legislação italiana.

Já tenho emprego e visto. E agora?

Com visto e emprego, é preciso preparar-se para os demais desafios de morar na Itália, como organizar a rotina, entender os costumes locais e se adaptar à cultura italiana, além de planejar finanças para lidar com aluguel, transporte, alimentação e impostos.

Paralelamente, investir no aprendizado do idioma facilita a integração, melhora a comunicação no trabalho e aumenta as chances de crescimento profissional. Outro ponto importante é construir uma rede de contatos, que podem abrir portas para novas oportunidades.

Perguntas frequentes sobre trabalhar na Itália

Trabalhar na Itália desperta muitas dúvidas entre brasileiros. Desde salários e demanda por profissionais até vistos e oportunidades de carreira, é importante esclarecer os principais pontos para planejar a experiência de forma segura e estratégica. Vamos lá?

Vale a pena trabalhar na Itália?

Sim, trabalhar na Itália pode ser uma experiência muito enriquecedora, oferecendo oportunidades de crescimento, qualidade de vida e experiência internacional. No entanto, é preciso ter expectativas realistas quanto a salários, custos de vida e competitividade do mercado.

Visto de trabalho na Itália dá direito à cidadania?

Não, o visto de trabalho não dá direito automático à cidadania italiana. O visto de trabalho permite que o brasileiro more e trabalhe legalmente na Itália. Caso ele cumpra o mínimo de tempo necessário morando no país, no entanto, poderá solicitar a cidadania italiana por tempo de residência.

Para quem possui ascendência italiana e deseja entender melhor como solicitar a cidadania, é recomendável buscar orientação especializada. Nesse caso, indicamos a Cidadania Já que oferece informações detalhadas e suporte em todo o processo, facilitando os procedimentos legais e documentação necessária.

Qual o valor do visto de trabalho para Itália?

Em fevereiro de 2026, o valor do visto de trabalho para a Itália é de 116€, mas você deve considerar também os custos com os demais documentos necessários para a obtenção do visto.

A Itália precisa de mão de obra?

Sim, a Itália tem alta demanda por trabalhadores em diversos setores, como turismo, gastronomia, construção, tecnologia e cuidados pessoais, principalmente por conta do envelhecimento da população e da fuga de jovens em busca de condições mais favoráveis em outros países da Europa.

Quanto ganha um brasileiro na Itália?

O salário na Itália varia conforme o cargo, a experiência e a região. Profissionais qualificados costumam receber valores maiores, enquanto funções de menor qualificação têm remuneração mais modesta, de acordo com os padrões do mercado local.

Quanto ganha um lava pratos na Itália?

Um lava pratos geralmente recebe entre 1 mil e 1.200€ por mês, dependendo da cidade e do tipo de estabelecimento. Benefícios como vale alimentação podem complementar a remuneração.

Como um brasileiro pode trabalhar na Itália?

Para trabalhar na Itália, é preciso ter cidadania europeia, ser cônjuge de cidadão europeu ou obter visto de trabalho. Além disso, deve dominar o idioma e conhecer o mercado local.

Para um guia completo sobre como viver e trabalhar legalmente no país, o eBook O Sonho de Viver na Europa oferece dicas práticas e estratégias de brasileiros que já conquistaram esse sonho. Confira!