Crise na Espanha: como anda a situação econômica do país?

Espanha  / 

Após dez anos de uma grave crise na Espanha, o país traz indícios de melhoras em diversas áreas. A crise afetou as principais bases econômicas e especialmente, o mercado de trabalho. Neste período, os números de desemprego ficaram alarmantes, muitas empresas quebraram e diversos nativos e estrangeiros tiveram que deixar a nação em busca de oportunidades de emprego em outros países europeus. Mas, como está o país atualmente? Descubra neste artigo, como anda a situação da crise na Espanha.

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Como a crise na Espanha afetou a população?

Durante o período, que iniciou em 2008, os índices de desemprego se tornaram alarmantes, a quebra de empresas virou rotina, estrangeiros retornaram ao seu país e muitos espanhóis tiveram que ir buscar sustento em outras nações do bloco europeu.

O corte de gastos públicos e a instabilidade laboral passaram a fazer parte da vida de milhões de espanhóis e estrangeiros residentes no país. A economia tinha subido em uma montanha-russa assustadora: ora subia e ora baixava a toda velocidade. No auge do desemprego, em 2013, as taxas chegaram a 26%. Mas como está a situação atualmente, ainda tem crise na Espanha? Entenda melhor a situação econômica do país.

Afinal, a crise na Espanha acabou?

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha cresceu 0,4% no terceiro trimestre de 2019, comparando com os três meses anteriores. Entre julho e setembro, o PIB espanhol teve 2% de aumento, segundo o INE. Mas, isso significa que a crise na Espanha acabou? Não é bem assim.

A crise na Espanha de 2008 não é mais a realidade do país. Porém, a economia da Espanha segue se recuperando de forma gradual, a lentos passos. Assim como outros países afetados, como Irlanda e Portugal, a Espanha vem se beneficiando com os efeitos da recuperação.

Previsões otimistas na economia

Após sair de uma longa recessão em 2013, o país apresentou um crescimento superior a 3% em 2015 e 2016, correspondendo a 2,9% em 2017, e a 2,4%, em 2018. Depois de um começo de ano melhor do que esperado, instituições econômicas revisaram suas previsões de crescimento para 2019. A comissão Europeia subiu dois décimos de sua previsão, de 1,9% para 2,3%. As projeções do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial, também tiveram alta de dois décimos – respectivamente de 2,1% para 2,3% e de 2,2% para 2,4%.

Ainda de acordo com o Banco Mundial, o crescimento do país será alimentado pelo dinamismo de consumo, aumento de salários e juros baixos, que ajudam a estimular o poder aquisitivo. Em janeiro de 2019, o salário mínimo subiu 22%, de 735,90€ para 900€, como uma medida do governo para ampliar o consumo. Mas, isso não significa que a geração de empregos será aumentada, segundo o Banco da Espanha.

Como a economia foi afetada pela crise na Espanha?

Com a crise financeira mundial de 2008, o crescimento econômico da Espanha quebrou o equivalente a 16 anos consecutivos, o que levou o país a uma recessão que durou até o fim de 2013. Foi necessário um grande suporte do governo ao setor bancário, por causa do colapso do boom imobiliário local – como ocorreu nos Estados Unidos.

Nessa época, a Espanha passou por uma redução brutal em empréstimos bancários, austeridade fiscal e altas taxas de desemprego, devido ao baixo consumo e investimento doméstico.

Com a extrema crise na Espanha, o desemprego subiu de 8% em 2007 para mais de 26% em 2013. Em consequência, os gastos do governo com benefícios sociais estouraram, aumentando consideravelmente a dívida pública. A dívida aumentou de 60,1% do PIB em 2010, para aproximadamente 96,7% em 2017.

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Como anda a crise na Espanha

Entre 2013 e 2018, a crise na Espanha começou a atenuar e o país teve quatro anos consecutivos de crescimento, com a economia melhorando e empregos surgindo. O déficit que chegou a 11,4% do PIB em 2010, reduziu para aproximadamente 3,3% do PIB em 2017.

Em 2019 com as eleições legislativas, o país enfrenta uma desaceleração líquida na economia, minada por incertezas globais e instabilidade política que barra reformas e projetos. Desde a volta do crescimento em 2013, a economia foi beneficiada por um efeito de recuperação da crise na Espanha.

Os efeitos da crise e a taxa de desemprego no país

O consumo teve bons números no terceiro trimestre de 2019, porém, especialistas não acreditam que isso perdure, uma vez que o desemprego recua mais timidamente do que nos anos anteriores. No final de setembro de 2019, houve uma estagnação do desemprego em 14%. Em outubro de 2019, foi contabilizado o pior número de pessoas em busca de emprego desde 2012.

Segundo o INE, foram criados 69 mil empregos na Espanha no terceiro trimestre de 2019. Essa é a variação mais baixa dos últimos oito anos, ao analisar a criação de postos de trabalho do segundo para o terceiro semestre.

Recuperação é lenta

Em 2018, por exemplo, houve uma oferta de 184 mil novos postos de trabalho do segundo para o terceiro trimestre. Já em 2017, o terceiro trimestre teve um pico de 236 mil trabalhos. Ainda de acordo com o INE, o aumento no número de empregos no terceiro trimestre de 2019 representa 0,35%, o que resulta em 19,87 milhões de trabalhadores na Espanha, contribuindo assim, para a redução do desemprego.

Números do INE demonstram que a criação de emprego do terceiro trimestre de 2019 foi equilibrada entre o setor público – 34.200 novas vagas – e setor privado – 35.200 novas vagas.

pessoas na rua após a crise na Espanha

Com o fim da crise na Espanha há emprego para brasileiros?

Segundo uma estimativa do Itamaraty, a Espanha está entre os países com maior número de brasileiros. O país perde apenas para Estados Unidos, Japão, Paraguai, Portugal e Reino Unido. Apesar da crise na Espanha, muitas pessoas resolveram morar no país para usufruir de sua qualidade de vida e segurança.

Áreas que ainda possuem vagas a preencher

Os brasileiros que sonham em trabalhar na Espanha, precisam ficar atentos às áreas que estão escassas em mão de obra. Mesmo com altas taxas de desemprego, ainda existem vagas para serem preenchidas. Normalmente, elas se concentram no setor de Tecnologia da Informação, Indústria, Engenharia, Turismo e Naval. No segmento de turismo, as vagas aumentam no período do verão. É essencial investigar a situação da sua profissão antes de se mudar para o país, além do trâmite para validação do diploma.

Site governamental para encontrar vagas

O governo espanhol faz uma divulgação no site do Serviço Publico de Empleo Estatal  a cada três meses, publicando vagas com ocupações de difícil cobertura. É interessante conferir para quem sabe encontrar uma boa oportunidade de emprego no país.

Fluência no idioma é importante

Se você pensa em se mudar para a Espanha é importante ter fluência no idioma. Quanto mais você dominar o espanhol, mais chances de conseguir um salário que garanta boa qualidade de vida. Não é fácil encontrar oportunidades de emprego na Espanha, mas, se este é o seu sonho, não desista. A taxa de desemprego entre estrangeiros gira em torno de 30%, ou seja, quase 70% estão empregados. Seja otimista e não deixe de lutar pelo seu sonho.

Como está o poder de compra no país após a crise?

O poder de compra corresponde ao que você consegue comprar em relação a bens materiais com a moeda local, ou seja, o valor da moeda do país. O salário mínimo teve um aumento de 22%em 2019, chegando a 900€ mensais, o maior valor desde 1977. Com certeza essa foi uma grande conquista para a classe trabalhadora, especialmente com a crise na Espanha.

O salário ainda não é equilibrado com o custo de vida

Porém, o país possui um dos salários mais baixos da União Europeia. De forma geral, o custo médio de vida da Espanha é alto. Em cidades grandes como Madrid, o custo mensal é de 643€ por mês,  incluindo serviços básicos, alimentação, roupa e até entretenimento, de acordo com informações Numbeo. Se o valor do aluguel for incluído o valor médio é de 694€ fora da área central da cidade. Como o valor do aluguel é alto, dividir a moradia pode ser uma boa opção para economizar.

Os gastos também vão depender do seu estilo de vida e uma das alternativas para baixar o custo de vida na Espanha é morar em regiões distantes dos grandes centros. Gasta-se bem menos em cidades menores, mas a oferta de empregos também é mais escassa. É necessário fazer um estudo para entender a melhor opção para o seu caso.

Vale a pena ir morar na Espanha atualmente?

Sendo brasileiro ou não, é importante levar em conta que a taxa de desemprego ainda é alta, mesmo já tendo avançado em relação ao auge da crise. Porém, caso morar na Espanha seu sonho, não desista e corra atrás dele. O ideal é já começar a sua busca no Brasil e o melhor cenário é já se mudar com emprego garantido, pois é preciso ter o visto de trabalho na Espanha antes mesmo de se mudar.

Durante o verão, é mais fácil encontrar empregos nos locais turísticos. Não é recomendado viajar para o país em alta temporada para começar a procurar emprego. Busque formas de se organizar e só se mude quando estiver com tudo planejado.

Setores em que vale a pena apostar na Espanha no momento

Geralmente, as empresas espanholas, assim como em outros lugares do mundo, dão preferência para cidadãos espanhóis na hora de contratar um funcionário. Porém, não é impossível conseguir um bom emprego no país.

Uma alternativa encontrada por muitos brasileiros é investir no país. Algumas áreas, especialmente de alimentação, são um atrativo para muitos brasileiros que querem se mudar para o país, mas não encontram emprego na área que desejam. O ideal é estudar o mercado local, entender os hábitos de consumo dos espanhóis ou investir em uma franquia local. Antes de qualquer coisa é preciso se organizar e planejar bem para não enfrentar desilusões e imprevistos.

Abrir conta na Espanha

Agora que você já conhece melhor a situação do país e como a crise na Espanha afetou a economia e os empregos é hora de ponderar se vale a pena se mudar. Se este for seu desejo, recomendamos que você leve uma reserva, o ideal é abrir conta em um banco europeu, e enviar o dinheiro em plataformas online, elas ajudam a encontrar o melhor câmbio e, ainda, com taxas mais baixas do que os bancos e outras operadoras. Indicamos aos nossos leitores a Remessa Online, uma plataforma confiável, com envios rápidos e que apresentam ótimo custo benefício. Indicamos também a TranferWise, em ambos o processo de envio é totalmente online e seguro.

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Autor

Mariele é brasileira, formada em Jornalismo e especialista em Marketing Digital. Nasceu em Minas Gerais, estudou em Portugal e hoje mora em São Paulo. Suas duas grandes paixões são: viajar e escrever. Já visitou 9 países e conhece especialmente Portugal e Itália. Todos os dias aguarda ansiosamente pela próxima viagem.