Morar em terras espanholas é um desejo de muitos brasileiros. Em meio aos planos sobre como seria, ou será, a vida do outro lado do oceano, é preciso ter em mente um assunto muito importante que, se mal calculado, pode resultar em dor de cabeça após a mudança de país: o custo de vida na Espanha.
Para situar melhor os valores e dar uma ideia mais detalhada de como você pode se planejar, confira o nosso artigo! A partir daí, será possível iniciar sua organização financeira e fazer os cálculos para realizar o sonho de morar na Espanha.

O custo de vida na Espanha é alto?

Um dos pontos principais que devem ser analisados, logo de cara, tem a ver com os valores para, de fato, você saber qual o custo de vida na Espanha e se é viável fazer a sua mudança para o país ibérico sem surpresas ou imprevistos.
Queridinha dos brasileiros, tanto pelo idioma falado quanto pela localização e muitos outros atrativos, a Espanha realmente se destaca como opção acessível no continente europeu. Não é o país mais caro da Europa, porém os custos são maiores do que, por exemplo, Portugal.

Qual é o custo de vida na Espanha?

É mais barato viver na Espanha do que na maioria dos países da Europa, mas não se pode dizer o mesmo em relação ao Brasil. Essa afirmação tem como referência o Numbeo, maior centro de dados do mundo com conteúdo gerado pelos próprios usuários da web.
Ao comparar a capital espanhola com a maior cidade brasileira, o custo de vida em Madrid é 42.63% maior do que em São Paulo. E esse percentual aumenta para 59.43% quando pesquisamos apenas o preço dos aluguéis. Entretanto, a média salarial em Madrid é de 1,572.72€ (R$ 9,746.01) e em São Paulo, 441.37€ (R$ 2,735.15), uma diferença considerável de 71.94%.
O custo de vida na Espanha vai variar dependendo da cidade escolhida e do padrão de vida de cada um, mas é preciso colocar os custos na ponta do lápis para elaborar o seu orçamento, fazer a mudança dar certo e tirar o melhor proveito dessa experiência, seja ela temporária ou permanente.
A partir de agora vamos apresentar os principais gastos no país, segundo o site Numbeo e a minha experiência de residente na Espanha.

Aluguel na Espanha

Segundo o El País, um dos principais jornais da Espanha, o setor imobiliário espanhol enfrenta queda nos preços, nas vendas e nos aluguéis. O preço ainda está longe dos patamares máximos de 2008, mas “o abalo continuará em 2021”. A deterioração do mercado de trabalho, da renda das famílias e a fragilidade da confiança explicam a contração do preço.
Gonzalo Bernardos, professor de economia da Universidade de Barcelona, afirmou que: “Em 2020 a queda de preços será de 12%, e entre 4% e 6% em 2021. Assim, de março de 2020 a dezembro de 2021 a queda será entre 16% e 18%. E em 2022 começará a recuperação.”
Independentemente dos números, o aluguel é o item que mais pesa do custo de vida na Espanha. Nas grandes cidades os valores são sempre mais elevados e, provavelmente, você vai gastar mais sola de sapato procurando um apartamento bacana para alugar ou comprar, principalmente no centro onde os preços disparam.
Confira na tabela abaixo a média dos valores praticados na Espanha.

Aluguel e contas da casa  Custo médio 
Aluguel de apartamento de 1 quarto no centro 668,43€
Aluguel de apartamento de 1 quarto fora do centro 506,56€
Aluguel apartamento de 3 quartos no centro 1,04 mil
Aluguel apartamento de 3 quartos fora do centro 771,95€
Apartamento para compra no centro 287,40€ o metro quadrado
Conta básica de uma casa (eletricidade, aquecimento, lixo, água, etc.) 117,21€
Telefone celular (1 minuto de ligação) 0,16€
Internet 40,25€

Abaixo, damos algumas dicas de sites para locação de imóveis na Espanha:

Outra opção é dividir um imóvel com um ou mais amigos – por vezes, até com desconhecidos. Na Europa isso acaba se tornando a única opção para o orçamento de muita gente, especialmente em tempos de crise econômica.

Alimentação na Espanha

Não é novidade que a culinária espanhola é deliciosa, entretanto, uma visita ao supermercado pode surpreender, especialmente aqueles que gostam de cozinhar. A variedade de produtos e marcas é incrível, bem diferentes daqueles que estamos acostumados no Brasil, e ainda é possível encher o carrinho sem gastar muito.

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Custo de supermercado na Espanha
Supermercado na Espanha não é caro

Para que você tenha uma noção do custo de vida na Espanha, vamos mostrar alguns exemplos de preços médios que encontramos nos supermercados do país.

Alimentos  Custo médio 
Leite (1 litro) 0,80€
Pão (500g) 1.01€
Arroz (1 quilo) 0.99€
Dúzia de ovos 1.85€
Batata (1 quilo) 1.12€
Tomate (1 quilo) 1.61€
Cebola (1quilo) 1.16€
Queijo (1 quilo) 10.53€
Carne de frango (1 quilo) 6.07€
Carne de vaca (1 quilo) 10.53€
Maçã (1 quilo) 1.74€

Leve em consideração que este é o custo médio dos alimentos e o salário na Espanha é 950€.
Assim como no Brasil, alguns dos supermercados na Espanha possuem cartões e programas de fidelidade para seus clientes, além disso, fazem muitas promoções durante o mês e têm produtos de marca própria que também são uma boa maneira de economizar na hora das suas compras.
Veja abaixo a lista com o nome dos principais supermercados e aproveite para dar uma pesquisada nos sites que indicamos, assim, você vai chegar na Espanha já sabendo quanto vale cada produto.

Custo com transportes na Espanha

Transporte público

O transporte público na Espanha possui uma rede extensa, organizada e fácil de usar, assim, é possível economizar tempo e dinheiro. É possível se locomover de diferentes modos: metrô, ônibus, trem e barcos. No entanto, é indiscutível que, nas grandes cidades, a oferta é muito maior. Mas você pode ir para o trabalho ou até mesmo atravessar o país contando apenas com o transporte público.

Bicicleta

Assim como caminhar, andar de bike na Espanha é uma delícia. Há ciclovias por toda parte e os ciclistas são respeitados. Em Barcelona, a prefeitura oferece o sistema de aluguel de bicicletas conhecido como “Bicing”.
Acabo de renovar o plano e paguei 50 euros por mais um ano. Os primeiros 30 minutos de cada viagem na bicicleta normal são grátis e o preço na elétrica é reduzido. E, se a bike já era um dos principais meios de transporte na cidade, ganhou ainda mais adesão já que muitas pessoas estão evitando se aglomerar no metrô ou ônibus em tempos de coronavírus.

Carro

Já a opção de ter um carro nas grandes cidades aumenta o custo de vida na Espanha e pode sair bem mais caro do que o previsto. Em Barcelona, por exemplo, a pouca oferta de estacionamentos nas ruas obriga a utilização de estacionamentos rotativos.
Além disso, a maioria das construções é muito antiga, sendo assim, as pessoas precisam alugar ou até mesmo comprar uma vaga fora porque é difícil encontrar prédios com garagens. No entanto, é bastante fácil e interessante alugar carro para passear no fim de semana.
Confira na tabela abaixo os custos de transporte na Espanha:

Transporte  Custo médio 
Bilhete unitário 1,45€
Bilhete mensal 40€
Taxi (tarifa normal por quilômetro) 1,10€
Gasolina (1 litro) 1,28€
Carro novo modelo econômico (como Golf ou similar) 20 mil €

Lazer e Esporte na Espanha

Sabemos que em épocas de crise o lazer e o esporte são algumas das primeiras despesas cortadas do orçamento, no entanto, é um sacrifício muito grande você deixar de fazer aquilo que mais gosta. Mesmo que as contas peçam algum corte, é possível se divertir e praticar atividade física sem ter gastos exorbitantes. Basta um pouco de planejamento e pesquisa para que você não tenha como consequência uma “ressaca financeira”.
Praticar exercício físico ou fazer passeios ao ar livre, por exemplo, são uma ótima escolha, seja na montanha ou bem pertinho do mar. Além disso, há muitas atrações grátis para economizar alguns euros. Entre elas, museus, mercados e parques onde você ainda pode aprender muito sobre a história do local, da cidade ou até mesmo do país em cada visita.

A noite espanhola

Vida noturna e gastronomia são tradições na Espanha. E, nas grandes cidades, há excelentes opções, acessíveis a todos os gostos e bolsos. Em Barcelona ou Madrid, por exemplo, é preciso muitas vidas para conhecer todos os lugares, entre bares e restaurantes. Há mais de um em cada esquina. Em épocas normais, sem pandemia, essas cidades pulsam em um ritmo frenético e as novidades gastronômicas acompanham o movimento.
Na capital da Catalunha, a entrada na discoteca custa, em média, 20€. E uma “copa” pode ultrapassar a casa dos 12€, dependendo do lugar escolhido, mas a diversão vale o investimento. Já um jantar em um bom restaurante japonês, como o Sushi Monster, com entrada, prato principal, saquê e sobremesa fica na casa dos 45€ por pessoa. Mas há bares que cobram 3€ pela taça de vinho e 1,50€ por uma deliciosa croqueta de jamón.

Lazer e esporte  Custo médio 
Academia (mensalidade para 1 adulto) 36,97€
Locação de quadra de tênis (1 hora ao final de semana) 11,76€
Cinema 8€

Saúde na Espanha

A Espanha é referência em saúde pública e um grande exportador de tecnologia nesta área. O sistema está entre os 10 melhores de todo o mundo, atendendo a mais de 90% da população espanhola. Os postos de saúde são bem equipados e com bons médicos.
Uma das grandes vantagens é que os remédios são subsidiados pelo governo. Após a consulta, seu receituário é enviado para as farmácias e lá, você pode retirar o medicamento que o médico prescreveu sem custo.
Alguns grupos têm direito ao Sistema Público de Saúde na Espanha. São eles:

  • Trabalhadores inscritos na Seguridade Social da Espanha (Previdência Social);
  • Cidadãos espanhóis e membros da União Europeia;
  • Estrangeiros com autorização para residir na Espanha;
  • Cônjuge e filhos de até 26 anos de idade de um assegurado, desde que morem na Espanha.

Saúde privada na Espanha

A saúde privada na Espanha custa bem menos do que no Brasil, podendo variar de 500 a 1.000€ por ano, dependendo da seguradora contratada, o tipo de plano e a idade do usuário.
Entre as empresas mais procuradas, estão a Adeslas e o Sanitas. Para se ter uma ideia dos valores, para uma pessoa com idade média de 50 anos, o custo é de aproximadamente 650€ por ano. Uma consulta médica em um consultório particular custa entre 50 e 100€ dependendo da especialidade e da região.
Para certos trâmites chega a ser obrigatório contratar um plano de saúde privado. Quando eu cheguei na Espanha, em 2019, tive que pagar por um ano de seguro privado com cobertura nacional para obter o Número de Identificação de Estrangeiros (NIE), mesmo tendo passaporte da União Europeia.

Turistas não têm direito ao sistema público de saúde pública da Espanha

Para ter acesso ao sistema público de saúde da Espanha, é necessário ter registro na Seguridade Social e ter um cartão de saúde.
Segundo o portal do Itamaraty: “Os turistas brasileiros não terão direito a acesso à saúde pública gratuita na Espanha e, caso seja necessário atendimento de urgência, serão atendidos, mas receberão fatura do atendimento e deverão arcar com os custos. Nessas condições, é imprescindível que turistas brasileiros façam seguro de saúde internacional antes de viajar à Espanha”.

Faça um seguro viagem

Se você quiser ter segurança em sua chegada na Espanha, até ter a documentação de residência devidamente regulamentada, você deve viajar com seguro viagem.
Para tanto, nós recomendamos que você pesquise pelo melhor plano para o seu perfil (de vida e financeiro) nos comparadores, como o comparador do Euro Dicas, que é uma parceria com o portal Seguros Promo. Nele, você checa as opções do mercado, compara o que oferecem de coberturas e benefícios e faz a compra online, com o melhor preço garantido.

Custos com educação

Educação gratuita para todos

Na Espanha a educação é obrigatória e gratuita entre os 6 e os 16 anos. A educação pública tem mais peso do que a privada, tanto por número de centros quanto por alunos. Dos 8.127.832 alunos matriculados, 68% estudam em centros públicos. E dos 28.534 centros de regime geral não universitários, 19.143 são públicos (67%) e 9.391 particulares (33%).Custo escolas na Espanha

Tipos de escolas na Espanha

Existem três tipos de escolas na Espanha: públicas, “concertadas” e particulares. Veja a diferença entre elas:

  • Colégios públicos – são totalmente financiados pelo governo e administrados pelas comunidades autônomas, porém os responsáveis pagam pelo material escolar e refeição do aluno;
  • Escolas “concertadas” – são instituições construídas e administradas particularmente, mas financiadas uma parte pelo governo e outra parte pelos responsáveis que pagam mensalidades reduzidas e outras despesas;
  • Colégios particulares – são totalmente pagos pelas famílias dos alunos e possuem administração própria.

É complexo estabelecer uma média confiável dos custos anuais de uma família em qualquer um dos diferentes modelos de centros, no entanto, foram publicados pela OCU alguns dados interessantes que se aproximam muito da realidade do gasto médio anual.
De acordo com esses dados, o gasto médio por aluno, por ano, nos três diferentes tipos de centros seria o seguinte:

  • Colégio público – 1.042,00 euros;
  • Escolas concertadas – 2.625,75 euros;
  • Centros privados – 6.100,00 euros.

Universidades

Seja para graduação, mestrado ou doutorado, muitos brasileiros escolhem estudar na Espanha. O país é conhecido internacionalmente pela qualidade de ensino. Não é segredo que as universidades públicas espanholas costumam ser mais baratas do que as privadas.
Mas o que muitas pessoas não sabem é que o custo muda muito dependendo da cidade e do curso escolhidos. Para dar um exemplo, estudar Medicina numa universidade pública da Andaluzia custa 757€ por ano, enquanto na Catalunha o custo é multiplicado por três, chegando a 2.372€.
Nossa sugestão é visitar o site da Universidade que pretende cursar para verificar os preços praticados para estrangeiros.
Descubra mais sobre as universidades na Espanha.

Bolsas de Estudos

Outra dica, para quem planeja estudar no país sem impactar o custo de vida na Espanha, é procurar programas que oferecem bolsas de estudos. Há algumas instituições espanholas e até mesmo brasileiras onde é possível obter financiamento ou ajuda de custo para realizar o tão desejado sonho de estudar em terras espanholas.
Portanto, é importante ficar atento as oportunidades e consultar periodicamente as páginas das principais instituições. Aproveite e confira no nosso artigo sobre como conseguir bolsa de estudos na Espanha.

Resumo do custo de vida na Espanha

O custo de vida na Espanha é o segundo mais barato da Europa, ficando atrás apenas de Portugal. Obviamente, como mostramos anteriormente, na comparação com o Brasil, o custo é mais alto, por uma questão de câmbio. Mas morar fora do país é sempre uma experiência válida e as vantagens de viver na terra de Cervantes compensam muito.
Na minha opinião, a segurança é a principal vantagem de morar na Espanha. Você pode andar sem medo pelas ruas, a pé e em qualquer hora do dia, sem preocupação. Isso não tem preço! O transporte público é todo interligado: ônibus, metrô, trem e avião. Além disso, tanto a educação pública quanto a saúde pública funcionam muito bem. Você possui o seu médico de família e há controle e prevenção de doenças. E a comida espanhola é uma das mais gostosas e saudáveis do mundo.
Agora que você já sabe alguns pontos que tornam a Espanha um país muito bom para se viver, veja neste compilado abaixo os custos mínimos para uma pessoa sozinha morar tranquilamente no país, sem muito luxo, é claro. Veja se você se adaptaria.

Espanha Custo de vida médio
Restaurante (vamos considerar uma ida a um restaurante mais arrumadinho por mês e uma ida a um mais popular) 60€
Bares (vamos considerar quatro idas a bares populares) 40€
Moradia (apartamento de 1 quarto longe do centro) 506.78€
Supermercado (vamos utilizar uma quantia confortável para uma pessoa) 200€
Contas básicas da casa 117,36€
Internet + celular 65€
Transporte 40€
Academia 36.97€
Cinema (vamos considerar duas idas ao mês) 16€
Total 1,082.11€

Salário mínimo na Espanha

Em 2020 o salário mínimo na Espanha foi reajustado em 5,5% e passou de 900€ para 950€. Em termos comparativos, o salário mínimo nacional em Portugal aumentou em 2020 para 635 euros.
Somente com um salário mínimo na Espanha é praticamente impossível morar em Barcelona ou Madrid, por exemplo, e ainda sustentar uma família de quatro pessoas.
Porém, um casal viveria bem, porém sem luxo, fora das grandes cidades. Tenha em mente também que estou falando de um custo de vida médio – têm pessoas que vão gastar menos e outras que vão gastar muito mais.

O impacto do coronavírus

PIB

A pandemia do coronavírus e o confinamento associado ao estado de alarme decretado entre 14 de março e 20 de junho de 2020, derrubaram o PIB espanhol. A queda na economia foi de 5,2% no primeiro trimestre, que piorou para 18,5% no segundo, a maior desde o início da série do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 1970.
No terceiro trimestre houve outro crescimento histórico de 16,7% e, com a segunda onda da epidemia no país, a previsão não foi das melhores para o quarto trimestre de 2020: uma ligeira recaída estimada em apenas 0,8%.

Desemprego

Em 2020 a pandemia do coronavírus destruiu 360 mil empregos na Espanha e pôs fim a um ciclo de seis anos de recuperação do mercado de trabalho, iniciado em 2014. O ano terminou ainda com 3,88 milhões de desempregados no país. Destes,1,6 milhões são homens e 2,2 milhões são mulheres.
É nos contratos temporários que ocorre a maior destruição de empregos. E há setores muito afetados pela atual crise econômica, como turismo, hotelaria e comércio, que continuam sofrendo muito com as restrições ainda vigentes no país. O Banco de Espanha confirma que “a crise terá efeitos persistentes sobre a atividade económica, mesmo após a eliminação definitiva das limitações”.

A desvalorização do real

Muita gente me pergunta qual é o custo de vida na Espanha? Apesar de parecer um sonho inalcançável, não é tão caro quanto se imagina. Mas se você gasta em euros, o ideal é ganhar em euros para evitar, que de uma hora para outra, os seus gastos aumentem como aconteceu recentemente. Em 2020, o real teve a maior desvalorização perante as 30 moedas mais negociadas em todo o mundo.
Essa depreciação afetou milhares de brasileiros que tiveram que refazer seus planos. Foi um balde de água fria para quem estava de malas prontas para começar uma vida nova na Europa. E, pior ainda, para quem já vivia feliz no continente, mas recebendo em reais e gastando em euros. Teve muita gente que não conseguiu equilibrar a balança do orçamento e acabou retornando ao Brasil.

Prepare-se financeiramente para morar na Espanha

Se depois de considerar o custo de vida na Espanha, a mudança para o país ainda for uma opção, é hora de colocar o plano em prática. E o primeiro passo é o um cuidadoso planejamento financeiro para evitar surpresas desnecessárias. Confira algumas dicas abaixo:

  • Pesquise detalhadamente a cidade onde você pretende morar, pois o custo de vida na Espanha varia de acordo com a localidade e faça uma planilha com os principais gastos, assim, você será capaz de ter uma base de quanto gastará por mês no seu destino;
  • Quanto custa a mudança? Planeje o orçamento também considerando as despesas da transferência de país, a instalação na nova cidade e os primeiros meses de moradia;
  • Faça uma poupança. Por experiência própria, ter um dinheiro extra, por mais que seja difícil economizar no Brasil, ajuda muito, principalmente em tempos de crise econômica e oscilação do câmbio, como estamos vivendo agora;
  • E, por fim, cuide da documentação necessária, veja os tipos de vistos na Espanha que você deve solicitar para entrar no país.

Na Espanha eu aprendi que não é preciso luxo para viver feliz, com pouco dinheiro no bolso a gente come muito bem, pode se divertir, ter uma vida cultural relativamente agitada e ainda viajar pela Europa de vez em quando. Por isso, anime-se! Como diz o ditado: “O mundo é grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar”.
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