O visto de aposentado para morar em Portugal é uma ótima oportunidade para viver na Europa na aposentadoria, e uma das etapas mais importantes no processo de planejamento da mudança. Para que tudo corra bem, é essencial entender quais são os requisitos para o visto e como cumprir todas as exigências.

Solicitar o Visto de aposentado para morar em Portugal
Índice O que é o visto de aposentado para morar em Portugal? Resumo rápido do visto para aposentados em Portugal Quem pode solicitar o visto de aposentado em Portugal? Assessoria para solicitar o visto de aposentado para Portugal Como solicitar o visto de aposentado para morar em Portugal? Passo a passo Quanto custa solicitar o visto de aposentado para morar em Portugal? Documentos e comprovações exigidos para o visto de aposentado em Portugal Como transferir sua aposentadoria para Portugal? Tributação: o que acontece com a aposentadoria do Brasil ao morar em Portugal? Reagrupamento familiar com o visto de aposentado O que fazer após chegar em Portugal com o visto de aposentado Vantagens e desafios do visto de aposentado para morar em Portugal Alternativas ao visto de aposentado para morar em Portugal Perguntas frequentes sobre o visto de aposentado para morar em Portugal

Neste artigo, explicamos como funciona o visto, como fazer a solicitação e todos os detalhes para residir em Portugal na aposentadoria. Boa leitura!

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O que é o visto de aposentado para morar em Portugal?

O visto de aposentado (também conhecido como visto de residência para titulares de rendimentos próprios) é uma autorização concedida a estrangeiros que desejam viver em Portugal com base em rendimentos passivos, estáveis e regulares.

Formalmente chamado de Visto D7, é uma das formas mais procuradas por brasileiros que desejam desfrutar da aposentadoria em um país europeu com boa qualidade de vida, sistema de saúde eficiente e sem a barreira do idioma. 

Com esse visto, é possível obter autorização de residência em Portugal por dois anos, com possibilidade de renovação, e até mesmo fazer o pedido de autorização de residência permanente no futuro.

Resumo rápido do visto para aposentados em Portugal

  • Como tirar visto de aposentado para morar em Portugal? -> através da VFS Global, com a documentação correta;
  • Quanto custa o visto D7? -> custa R$ 806,40 por pessoa;
  • Quem pode solicitar? -> aposentados, pensionistas ou outros detentores de renda passiva;
  • Assessoria para solicitar visto de aposentado para Portugal -> recomendamos a Campara Vistos.

Quem pode solicitar o visto de aposentado em Portugal?

Podem solicitar todos os aposentados ou pensionistas que consigam demonstrar que possuem legalmente meios financeiros suficientes para viver em Portugal, sem precisar trabalhar, recebendo no mínimo um salário mínimo nacional por mês. 

Requisitos mínimos de renda para Visto D7 em 2026

Os requisitos mínimos de renda passiva em 2026 são de um salário mínimo português, ou seja, 920€ mensais para o titular do visto. Além disso, considere:

  • Para o cônjuge que acompanha o titular, é necessário um adicional de 50% do salário mínimo (460€ por mês);
  • Para cada filho menor ou dependente, se adiciona mais 30% do salário mínimo (276€);

Também é preciso também realizar um depósito em uma conta bancária portuguesa de um valor relativo a 12 meses de renda mínima. Isso significa, por exemplo, 11.040€ (cerca de R$ 64.335) para um único indivíduo requerente, ou 16.560€ (aproximadamente R$ 9.6503) para um casal. 

A cotação do euro acima foi realizada no dia 15 de maio de 2026 na plataforma Wise.

Esses valores servem como referência para garantir que o requerente tenha autonomia financeira durante sua estadia no país. Mas, esses são os valores mínimos e o ideal para viver no país com mais qualidade é poder contar com um valor mais alto.

No nosso Instagram, fizemos um post sobre o Visto D7 com uma simulação de comprovação financeira para quem solicita sozinho, em casal ou em família, veja só:

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Um post compartilhado por Euro Dicas | Morar na Europa (@eurodicasoficial)

Comprovação de rendimentos com extratos e carta do INSS

A comprovação de renda para o visto de aposentados em Portugal exige a apresentação de alguns documentos legais. 

Para quem recebe através do INSS, é necessária a emissão da “carta do INSS”, ou seja, a carta de concessão de benefício que detalha o valor da aposentadoria e dados do beneficiário.

Também é necessário apresentar os extratos bancários atualizados (entre os últimos 3 a 6 meses), mostrando o recebimento regular dos depósitos.

Por último, não se deve esquecer do extrato do imposto de renda ou o informe de rendimentos. 

Para os aposentados ou pensionistas através do INSS, tanto a carta de concessão do benefício, quanto o informe de rendimentos, podem ser obtidos através do site “Meu INSS”.

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Assessoria para solicitar o visto de aposentado para Portugal

No momento de solicitar o visto, contar com uma assessoria especializada pode ser uma solução muito positiva. Nós conhecemos e recomendamos o escritório Campara Vistos. Eles oferecem orientação jurídica e administrativa personalizada para brasileiros que desejam residir legalmente em Portugal com segurança e tranquilidade.

O Euro Dicas recomenda a seus leitores o acompanhamento de advogados para a solicitação do visto para aposentados. Entre em contato com a equipe Campara.

Como solicitar o visto de aposentado para morar em Portugal? Passo a passo

Para solicitar o visto de aposentado (visto D7) e morar legalmente em Portugal, é necessário comprovar renda passiva suficiente (como aposentadoria pública ou privada) e reunir a documentação exigida pelas autoridades portuguesas. 

O processo deve começar no Brasil, com a solicitação do visto feita ainda antes da mudança definitiva através do site da VFS Global, e segue com o pedido de autorização de residência após a chegada a Portugal.

Etapas do processo no Brasil

No Brasil, o processo se inicia com a organização dos documentos, como passaporte válido, comprovantes de renda passiva (como carta do INSS ou extratos de previdência), certidão de antecedentes criminais, comprovativo de moradia em Portugal ou termo de responsabilidade, e seguro saúde ou PB4. 

Após reunir os papéis, é necessário preencher o formulário de pedido de visto online no site da VFS Global, e pagar a taxa consular.

Onde entregar os documentos?

Embora o processo do pedido de visto comece online, a entrega dos documentos deve ser feita presencialmente em um centro da VFS Global, empresa terceirizada que representa os consulados portugueses no Brasil. 

Há também a possibilidade de envio de todos os documentos pelos correios, mas, de qualquer forma, no final será necessário ir presencialmente a um dos postos da VFS Global para a coleta dos dados biométricos.

Há unidades da VFS Global em várias capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. No agendamento, você escolhe o local e horário mais conveniente, e no dia é preciso levar toda a documentação impressa e organizada, conforme o checklist oficial.

Quanto tempo demora para tirar o visto de aposentado?

O tempo de análise do visto costuma variar entre 30 a 60 dias, dependendo do volume de pedidos e da localidade. Por isso, é importante iniciar o processo com antecedência.

É importante evitar erros no preenchimento dos formulários ou com a documentação exigida, evitando ter o visto negado e ter que realizar todo o processo novamente, incluindo o pagamento de novas taxas consulares.

Quanto custa solicitar o visto de aposentado para morar em Portugal?

O visto D7 para aposentado custa R$ 806,40 por pessoa.

Esse valor é referente à soma da taxa consular de R$644,62, taxa de transferência de R$15,27 e taxa de processamento de R$146,51.

Esses valores sempre sofrem alterações, dependendo da cotação do euro no dia, e seguem a tabela de 2026 da VFS Global.

Demais custos

Além disso, são esperados outros custos. O apostilamento de documentos custa cerca de R$ 80 a R$ 120 por apostila, e nem sempre há necessidade de tradução juramentada se os documentos já estiverem em português. 

O seguro de saúde internacional, exigido no check list para o visto, pode variar entre 20€ e 100€ por mês, dependendo da cobertura. Alternativamente, o PB4 é gratuito

Outro ponto importante é a assessoria especializada, o que ajuda muito para que o processo do visto corra bem, mas tem valores que variam entre R$ 3.000 e R$ 12.000 (e podem incluir desde a assessoria básica, à busca e reformulação da documentação e prestar acompanhamento).

Por fim, se for incluir a família, haverá duplicação das taxas consulares e dos vistos, e possíveis custos extras com documentos e comprovantes individuais, aumentando o investimento total. 

Por isso, é importante organizar seu orçamento considerando todas essas variáveis para evitar surpresas.

Documentos e comprovações exigidos para o visto de aposentado em Portugal

Para solicitar o visto D7 como aposentado e morar legalmente em Portugal, é necessário reunir uma série de documentos que comprovam tanto sua identidade quanto sua capacidade financeira.

A primeira coisa a se fazer é reunir todos os formulários consulares encontrados no site da VFS Global (entidade que faz a intermediação oficial entre o imigrante brasileiro e o consulado português). São eles:

É preciso também apresentar comprovantes de renda suficientes – como extratos bancários, carta de concessão do INSS ou documentos de previdência privada – além da certidão com nada consta de antecedentes criminais

Precisa fazer tradução juramentada e Apostila de Haia?

Não é preciso a tradução juramentada por se tratar de países que falam o mesmo idioma. Entretanto, se algum dos seus documentos estiver em outro idioma, será preciso.

Por outro lado, há a necessidade de realizar a Apostila de Haia dos documentos exigidos para o requerimento do visto. 

Entre os documentos que precisam ser apostilados, estão:

  • Certidão de antecedentes criminais;
  • Comprovantes de estado civil (certidões de nascimento e casamento);
  • Comprovantes de rendimento (carta de concessão do INSS ou declaração da previdência privada);
  • Procurações (como cartas de responsabilidade, por exemplo).

Caso você tenha algum documento em outro idioma, e como a tradução juramentada precisa ser realizado por uma empresa séria, nós indicamos a eTraduções, profissionais de confiança que também oferecem o serviço do apostilamento de Haia para tais documentos.

Prova de moradia e seguro saúde

A comprovação de moradia é requisito para os estrangeiros que buscam o visto D7. Isso pode ser realizado com um contrato de aluguel assinado, reserva de hospedagem de longo prazo (mínimo de 3 meses) ou carta-convite de alguém que more em Portugal. 

Para os brasileiros, existe a dispensa da apresentação da comprovação de moradia caso alguém, residente em Portugal, assine o termo de responsabilidade. Esse documento, que deve ser preenchido com dados do anfitrião em Portugal e com os do imigrante, precisa ter reconhecimento em cartório (notário) em Portugal.

Contudo, no caso do termo de responsabilidade, o aposentado brasileiro não deve se fiar na questão dos meios de sua subsistência estarem sendo providenciados por outra pessoa, uma vez que é essencial para o visto D7 que o próprio requerente do visto consiga provar seus rendimentos.

Seguro de saúde x PB4

Já o seguro saúde, indispensável para que os imigrantes em geral possam ser atendidos pelo Sistema Nacional de Saúde português (SNS), pode ser substituído pelo PB4 para brasileiros.

Em 2026, é válido apresentar o PB4 desde que ele seja emitido antes da viagem e que tenha cobertura de pelo menos 12 meses. Também é importante que ele seja assinado digitalmente e apostilado, para evitar qualquer possível dificuldade no processo do visto. 

Documento sendo assinado para dar entrada no visto para aposentados em Portugal.
É importante verificar cuidadosamente todo os documentos requisitados no check list da VFS Global antes de dar entrada no pedido de visto.

Como transferir sua aposentadoria para Portugal?

O primeiro passo para trazer sua aposentadoria para Portugal é solicitar o visto D7 ainda no Brasil, usando sua renda previdenciária como comprovação de meios de subsistência. 

Após obter o visto e se mudar legalmente para o país, é necessário abrir uma conta em um banco português. Então, dependendo da origem dos rendimentos, INSS ou previdência privada, há caminhos diferentes a seguir. 

No caso do INSS, o aposentado deve solicitar a transferência internacional por meio do portal “Meu INSS”.

No caso da previdência privada, o valor continua sendo pago no Brasil e cabe ao próprio beneficiário fazer as transferências mensais para seu banco português. 

Passo a passo para continuar recebendo o INSS fora do Brasil

Para continuar recebendo sua aposentadoria do INSS fora do Brasil, o primeiro passo é manter o benefício ativo e atualizado antes da mudança. 

Quando chegar em Portugal com o visto D7, você deve abrir uma conta bancária no país e solicitar a transferência internacional do pagamento através do “Meu INSS”, informando os dados da nova conta, por meio do serviço “Transferência de pagamento para o exterior”.

Não se esqueça de formalizar a saída fiscal definitiva com a Receita Federal brasileira, um passo importante para evitar a bitributação. Além disso, uma vez por ano é obrigatório realizar a prova de vida no exterior.

Ao seguir esse processo corretamente, você garante que sua aposentadoria continue sendo paga de forma regular e segura, mesmo vivendo em Portugal.

Como abrir conta bancária em Portugal para aposentados

Há alguns bancos portugueses que oferecem a abertura de conta para quem ainda está no Brasil, por meio de representantes ou digitalmente. A empresa e-residence, por exemplo, faz a abertura de conta para em Portugal para estrangeiros e você tem desconto com o cupom EURODICAS.

Outra opção para aposentados brasileiros que se mudam para Portugal, é abrir uma conta bancária logo após a chegada, como parte do seu processo de instalação no país.

O processo é relativamente simples, mas exige alguns documentos obrigatórios:

  • NIF (Número de Identificação Fiscal português);
  • Documento de identidade válido (como passaporte);
  • Comprovativo de residência em Portugal (contrato de aluguel ou declaração de morada emitida pela Junta de Freguesia, por exemplo);
  • Comprovante de renda.

Alguns bancos, como o Activo Bank, Millennium BCP e Novo Banco, oferecem atendimento facilitado para estrangeiros em Portugal.

Comprovação de vida no exterior

Todo aposentado ou pensionista que receba pelo INSS morando em Portugal precisará, uma vez por ano, realizar a solicitação do atestado de prova de vida. Há duas formas de fazer isso: ou pelos consulados brasileiros, ou pelo site do INSS. 

1. Processo pelo site do INSS

A forma mais simples é fazer a atualização do atestado de vida pelo site do Meu INSS ou pelo aplicativo Meu INSS (disponível no Google Play e Apple Store). Este método utiliza o reconhecimento facial para garantir a veracidade dos fatos. 

Mas, além disso, é necessário também apresentar o formulário de prova de vida assinado e com firma reconhecida em notário público local (cartório) e com legalização do mesmo com Apostila de Haia

2. Processo pelo consulado brasileiro

Já para quem quiser fazer através de um dos postos consulares brasileiros, o primeiro passo é acessar o site do e-consular para fazer a marcação prévia do atendimento.

Após a escolha do consulado, faça o agendamento e, no dia, leve toda a documentação pedida. No próprio consulado, poderá preencher o formulário de prova de vida. Todo este procedimento tem um custo de 5,50€

Tributação: o que acontece com a aposentadoria do Brasil ao morar em Portugal?

Ao se mudar para Portugal com visto D7, é importante entender como lidar com a tributação da aposentadoria recebida do INSS ou de fundos privados. 

Em 2026, quando um brasileiro passa a se tornar residente em Portugal e já fez a saída fiscal do Brasil, o imposto sobre a aposentadoria passa a ser calculado de acordo com as regras do sistema português.

Aposentada brasileira e filha analisam as contas e tributações em Portugal.
Buscar ajuda especializada para entender como funciona a tributação em Portugal pode ser um excelente investimento.

O IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares), similar ao IRPF brasileiro, possui faixas progressivas de desconto, e o aposentado brasileiro não sofrerá mais retenção na fonte do Brasil. 

Até recentemente, o INSS fazia uma retenção na fonte de 25% do valor total da aposentadoria. Contudo, essa retenção foi considerada ilegal pelo STF. A partir de então, muitos imigrantes passaram a ganhar ações na justiça contra o INSS, pois já existia jurisdição para o caso.

Plano de devolução dos valores descontados

A partir de 24 de julho de 2025, o próprio INSS começou um plano de devolução dos valores descontados indevidamente. Para aqueles que já haviam entrado na justiça contra o INSS e desejam aceitar o plano, é necessário terminar antes com suas ações judiciais.

Já para quem imigrou recentemente e continua com a retenção dos 25%, o novo plano irá devolver os valores retidos ilegalmente.

Toda esta questão sobre impostos de renda em ambos países pode ser bastante complicada. Por isso, recomendamos o apoio profissional da Personal Tax, empresa especializada na consultoria tributária para expatriados em Portugal, e que é de total confiança do Euro Dicas. 

Aposentado paga imposto no Brasil e em Portugal?

Apenas aqueles que não fizeram a saída fiscal do Brasil. Atualmente, brasileiros aposentados que se mudam para Portugal com o visto D7 devem ficar atentos à tributação de sua renda. 

Isso porque os aposentados que se mudam para Portugal pagam o IRS segundo a tabela progressiva portuguesa, que varia entre 14,5% até 48% dos rendimentos.

Acordo Brasil-Portugal para evitar bitributação

Graças ao Acordo de Dupla Tributação entre Brasil e Portugal, o valor da aposentadoria não é tributado duas vezes.

Ou seja, você paga imposto apenas em um dos dois países e, no caso da maioria dos aposentados brasileiros que fixam residência fiscal em Portugal, a tributação passa a ocorrer somente em território português.

Para que isso aconteça corretamente é essencial fazer a saída fiscal do Brasil junto à Receita Federal, por meio da Declaração de Saída Definitiva. Isso encerra sua obrigação de pagar imposto de renda no Brasil sobre os rendimentos futuros.

A partir daí, o imposto será cobrado somente em Portugal, respeitando as faixas de isenção e descontos aplicáveis aos aposentados. 

Existe desconto no valor da aposentadoria para transferir para Portugal?

Não mais. Legalmente, já não existe a tributação de 25% de imposto retido na fonte brasileira.

Contudo, há de se considerar a existência de outras taxas operacionais ou tributárias quando se traz o dinheiro para fora do país, como IOF e taxas bancárias, assim como também as alterações de câmbio.

Como o câmbio afeta o valor recebido?

Sim, o câmbio tem impacto direto no valor final que um aposentado brasileiro recebe ao transferir sua aposentadoria para Portugal. Como o benefício é pago em reais e é convertido para euros, toda variação, mesmo que pequena, acaba sendo refletida no poder de compra do aposentado em Portugal.

O que observamos nos últimos anos foi a desvalorização do real, o que acaba afetando diretamente a qualidade de vida de quem vive no exterior. Para se proteger dessas oscilações, é recomendável usar plataformas de transferência com câmbio mais justo e tentar programar envios em momentos favoráveis do mercado. 

Além disso, contar com o suporte de especialistas faz toda a diferença: a Personal Tax oferece assessoria contábil e fiscal tanto no Brasil quanto em Portugal, ajudando a planejar transferências, evitar perdas e garantir conformidade com as obrigações tributárias em ambos os países.

Reagrupamento familiar com o visto de aposentado

O visto de aposentado também oferece a possibilidade do reagrupamento familiar, ou seja, permite que o aposentado leve consigo seus familiares para residirem legalmente em Portugal.

Muitos consultores e a legislação afirmam que o pedido de reagrupamento pode ser feito simultaneamente com o do requerente titular do visto ainda no Brasil, através da VFS Global, ou posteriormente, após a obtenção da autorização de residência em Portugal.

Caso o titular do visto prefira ir sozinho para Portugal e pedir o reagrupamento familiar depois, deverá solicitar o reagrupamento diretamente na AIMA, assim que tiver em mãos seu cartão de residência. 

Neste caso, os acompanhantes entram como turistas e devem comprovar vínculo familiar, renda e moradia. Mas é preciso ficar atento, pois o prazo para pedir o reagrupamento familiar na AIMA é apertadíssimo, apenas 3 dias úteis após a chegada de cada familiar. 

O reagrupamento familiar é uma excelente opção para residir em Portugal.
O pedido de reagrupamento familiar pode ser feito junto do pedido do titular, ainda no Brasil.

Mas, atenção: em 2025, houve uma alteração no processo de agrupamento familiar, tornando-o mais restrito. Agora, para reagrupar, é exigido um mínimo de dois anos de residência legal em Portugal pelo titular do visto para, só então, poder trazer o restante da família legalmente para o país.

Quem pode ser incluído?

Podem ser incluídos no pedido de reagrupamento familiar:

  • Cônjuge ou companheiro em união estável reconhecida;
  • Filhos menores de idade ou dependentes economicamente;
  • Enteados sob guarda legal;
  • Filhos maiores com deficiência;
  • Pais e sogros que dependam financeiramente do titular. 

Para isso, é necessário comprovar o vínculo familiar com documentos oficiais, como certidões de nascimento, casamento ou declarações legais, além de demonstrar que há condições econômicas e habitacionais para receber os familiares em Portugal.

Saiba tudo sobre as regras de reagrupamento familiar nesse artigo.

Processo e documentos específicos para familiares

Os familiares devem apresentar passaporte válido, certidão que comprove o vínculo familiar (devidamente apostilada e, se for em outro idioma que não o português, traduzida), comprovativo de residência em Portugal, fotos 3×4 e seguro de saúde ou PB4. 

Caso o pedido seja feito em Portugal, é necessário agendar uma entrevista na AIMA e apresentar todos os documentos presencialmente. A aprovação do reagrupamento garante ao familiar uma autorização de residência com os mesmos prazos e benefícios do titular.

O que fazer após chegar em Portugal com o visto de aposentado

Com o visto D7 em mãos e a chegada oficial em Portugal, o próximo passo é regularizar sua situação junto às autoridades locais. 

A primeira coisa é tratar de questões práticas, como:

Como o visto D7 concedido é válido por quatro meses, nesse período você precisa solicitar a autorização de residência temporária de longa duração (inicialmente dois anos).

Para isso, é necessário agendar uma entrevista na AIMA (antigo SEF), onde será feita a emissão do cartão de residência.

Agendamento da autorização de residência na AIMA

O agendamento na AIMA é um passo essencial para transformar seu visto temporário em uma autorização de residência, formalizando a sua moradia legal.

O processo começa pelo site da AIMA, logo após a chegada ao país. Na data marcada, você deverá comparecer ao atendimento com todos os documentos originais usados no pedido de visto, além de comprovativos de residência atual, NIF, e, se necessário, renovação de seguro e contrato de moradia. 

Após a coleta dos seus dados biométricos, o cartão de residência (com duração de 2 anos e renovável) tem um prazo máximo legal de até 90 dias para ser emitido.  

Com o cartão de residência em mãos, você poderá circular livremente por Portugal e todos os outros países do Espaço Schengen.

A autorização de residência (AR) concedida pelo visto D7 para os aposentados tem validade inicial de dois anos e pode ser renovada por mais três anos, totalizando cinco anos de residência temporária.

A renovação deve ser solicitada antes do vencimento do cartão atual, preferencialmente através do portal da AIMA. Ao completar cinco anos de residência legal e ininterrupta em Portugal, o titular pode então solicitar a autorização de residência permanente.

Mas, atenção: para renovar a residência temporária, é necessário comprovar a manutenção dos rendimentos passivos estáveis, continuar a apresentar comprovativo de moradia legal, manter o registo fiscal em dia e não possuir antecedentes criminais.

É possível ainda solicitar a nacionalidade portuguesa após 5 anos de residência legal em Portugal. Contudo, vale a pena ficar atento às possíveis alterações legais que estão atualmente transitando no parlamento português.

Os titulares do visto D7 não podem permanecer fora de Portugal por mais de seis meses consecutivos ou oito meses intercalados no mesmo período de validade do seu cartão de residência, ou correm o risco de ter o título cancelado.

Esse controle garante que o vínculo com o país seja real. Portanto, se pretende passar períodos prolongados fora, é essencial planejar suas ausências com cuidado e, se necessário, comunicá-las à AIMA para evitar problemas no futuro.

Vantagens e desafios do visto de aposentado para morar em Portugal

O visto D7 é uma das portas de entrada mais acessíveis para brasileiros que desejam viver em Portugal com tranquilidade, especialmente aqueles que contam com aposentadoria ou renda passiva estável.

Contudo, conhecer os lados bons e os difíceis do processo ajuda a tomar decisões mais conscientes e a planejar melhor sua nova vida no exterior.

Clima, segurança, qualidade de vida e idioma

Portugal é amplamente conhecido por oferecer excelente qualidade de vida. O clima é agradável na maior parte do ano e possui invernos suaves (comparados a outros países europeus) e verões ensolarados. 

O país também está entre os mais seguros da Europa, o que dá mais tranquilidade a quem deseja viver a aposentadoria com paz e estabilidade.

O fato de possuir o mesmo idioma facilita muito a adaptação para os brasileiros, desde para fazer amigos até para resolver questões burocráticas.

A Lidi Merckel, do canal “Lidi com isso”, fez um vídeo bastante detalhado sobre o clima nas principais regiões de Portugal, além de falar sobre estratégias para lidar com o frio do inverno:

Todos esses fatores, somados a um bom sistema público de saúde e a uma rica vida cultural, tornam Portugal um dos destinos mais desejados por aposentados do Brasil.

Desafios: burocracia, custo de vida e tempo de adaptação

Apesar das muitas vantagens, também existem obstáculos a se considerar, além dos desafios comuns a qualquer imigrante. A burocracia portuguesa é muito grande e lenta, especialmente em processos ligados à imigração, saúde e finanças. 

O custo de vida tem aumentado muito, principalmente nas grandes cidades como Lisboa e Porto, sobretudo por conta do aumento exponencial dos valores de aluguéis e compra de imóveis.

Além disso, deve ser considerado o tempo de adaptação à nova realidade na qual será  preciso reconstruir toda sua rede de afetos, rotinas e amizades, algo que pode ser desafiador. 

Por último, lidar com a saudade das coisas boas que se tinha no Brasil e se ajustar às diferenças culturais do novo país são questões a serem consideradas. Ter expectativas realistas e paciência são fatores-chave para uma imigração mais leve.

Como contornar os principais entraves com apoio especializado

Todo processo para obtenção do visto D7 para aposentados pode ser um pouco complicado e bastante burocrático. Por isso, uma das formas mais eficazes de enfrentar os desafios do processo de mudança para Portugal é contar com o suporte de profissionais experientes. 

A equipe da Campara Vistos oferece assessoria completa em todas as etapas do processo: desde o pedido do visto D7 ainda no Brasil até a regularização da residência e questões práticas como moradia, abertura de conta bancária em Portugal e integração local. 

Esse tipo de apoio reduz erros no processo de pedido do visto, evita atrasos e traz mais segurança para quem está lidando com documentos, prazos e regras desconhecidas. Fale diretamente com a equipe do escritório pelo formulário de contato.

Alternativas ao visto de aposentado para morar em Portugal

Para quem não se enquadra no perfil do visto D7 e busca outras possibilidades para imigrar, há diversas alternativas para viver legalmente em Portugal. 

Entre as principais estão:

Cada uma dessas opções possui requisitos específicos e pode se adequar melhor a diferentes perfis. 

Perguntas frequentes sobre o visto de aposentado para morar em Portugal

O visto D7 é, sem dúvida, uma excelente alternativa para brasileiros aposentados que desejam residir legalmente em Portugal. No entanto, como o processo envolve documentação, regras fiscais e decisões práticas importantes, é comum surgirem dúvidas antes e durante a solicitação. 

Abaixo, reunimos as perguntas mais frequentes para esclarecer pontos essenciais de forma objetiva e atualizada. Vamos lá!

Não é obrigatório possuir um contrato de aluguel definitivo, mas é necessário apresentar um comprovante de moradia em Portugal.

Isso pode ser feito por meio de um contrato de aluguel sim, mas também através de uma carta convite de alguém que resida legalmente no país, ou até uma reserva de hospedagem de longa duração.

Ainda há outra hipótese para os brasileiros que é utilizar um termo de responsabilidade, assinado por um residente legal em Portugal, o que dispensa a apresentação de comprovativo de morada.

De qualquer forma, se houver contrato de aluguel definitivo ou imóvel próprio em território português, melhor.

Sim, o titular do visto para aposentado tem permissão para trabalhar em Portugal, seja por conta própria ou com contrato de trabalho.

Embora o visto seja concedido com base em renda passiva, a autorização de residência associada ao D7 permite o exercício de atividade profissional, caso o imigrante deseje complementar sua renda ou se manter ativo no mercado profissional.

Sim. O visto D7 aceita qualquer tipo de renda passiva estável e recorrente, o que inclui aposentadorias públicas (como o INSS) e previdência privada, seja individual (PGBL, VGBL) ou corporativa.

O importante é apresentar a documentação que comprove a regularidade da entrada dos rendimentos, como extratos bancários, contratos de previdência e declarações oficiais das entidades pagadoras.

Sim, a idade não é um critério eliminatório. O termo “visto de aposentado” é popular, mas o nome oficial é visto para titulares de rendimentos próprios (D7).

Portanto, qualquer pessoa com renda passiva comprovada e suficiente pode solicitá-lo, independentemente da idade.

O valor mínimo exigido para um aposentado brasileiro morar em Portugal é receber o equivalente ao salário mínimo português, que em julho de 2025 está em 870 € por mês.

Para cônjuges, é necessário adicionar 50% desse valor (435 €), e para cada filho ou dependente, 30% (261 €). Portanto, um casal precisa comprovar renda de aproximadamente 1.305 € mensais, e uma família com um filho, cerca de 1.566 € por mês.

Desde que você formalize sua saída fiscal do Brasil, sua aposentadoria será tributada apenas em Portugal, conforme as faixas do IRS (similar ao IRPF brasileiro). Os descontos do governo sobre seus rendimentos vão variar de 14,5% a 48%, dependendo da sua renda anual.

O antigo regime de “não residentes”, que oferecia isenção ou taxa reduzida para aposentados, foi encerrado para novos pedidos em 2024, o que significa que novos residentes são tributados de forma progressiva, assim como qualquer cidadão português.

É só nomenclatura, ou seja, na prática é o mesmo. Há quem se refira ao Visto D7 como “visto para aposentado morar em Portugal”, outros chamam de “visto para obtenção de autorização de residência em Portugal para titulares de rendimentos próprios”.

O nome oficial é “visto de residência para a fixação de residência de reformados, religiosos e pessoas que vivam de rendimentos”.

No geral, são aceitas as aposentadorias públicas pelo INSS, aposentadorias privadas (incluindo previdência complementar) e pensões (incluindo por morte, alimentícia, invalidez ou incapacidade permanente, militar, por tempo de serviço e por acidente de trabalho).

O mais importante a ser comprovado para ter a aposentadoria aceita no visto é que a fonte de rendimentos precisa ser recorrente, estável e legalmente reconhecida, além de comprovada por documentação oficial e movimentação bancária.

Não há um tempo mínimo de aposentadoria exigido. O que realmente importa é o valor recebido mensalmente pelo aposentado, e que este possa ser comprovado por meio de documentação oficial.

Agora que você conheceu melhor o visto de aposentado para morar em Portugal, é hora de começar a planejar a mudança.

Para ajudar nesse processo, recomendamos a leitura do ebook Morar em Portugal Aposentado, um guia super completo e atualizado para quem deseja viver no país na melhor idade. O guia apresenta todas as informações desde os detalhes do visto até o processo de adaptação no país.

Boa leitura e ótima mudança!