Portugal é um dos destinos mais eleitos por brasileiros que desejam viver uma experiência em um novo país, seja depois da aposentadoria ou porque possuem outros rendimentos. Para essas pessoas, o país oferece um visto especial, focado em quem possui rendimentos próprios para viver: o visto D7 Portugal.
Se você planeja fazer sua mudança para o país lusitano, acompanhe este artigo. Vamos contar tudo o que você precisa saber sobre o visto de residência para aposentados ou titulares de rendimentos.
Recomendamos a assessoria da Campara, um escritório de advogados experientes para auxiliar na sua solicitação de vistos, autorização de residência, cidadania e outros trâmites. É da nossa confiança.
ENTRAR EM CONTATO →O que é o visto D7 para Portugal?
O visto D7 é o tipo de visto mais indicado para residência de pessoas aposentadas ou que sejam titulares de rendimentos passivos que queiram morar em Portugal. Não é à toa que ele ficou conhecido como o visto de aposentado em Portugal, pois muitos reformados solicitam esse visto.
Ele foi criado para incentivar e atrair para o país pessoas que já tenham um rendimento mensal garantido. Dessa forma, quem obtém o visto D7 para vir morar em Portugal aposentado ajuda na movimentação da economia local e na geração de renda ou de empregos.
Resumo rápido do Visto D7 para Portugal
- Qual a renda mínima para o Visto D7? -> 11.040€ (cerca de R$ 64.335) para um único requerente em 2026;
- Como conseguir o visto D7? -> juntando a documentação correta e dando entrada através da VFS Global;
- Com o visto D7 em Portugal posso trabalhar? -> sim, é possível;
- Assessoria para solicitar o visto D7 -> recomendamos a assessoria da Campara Vistos.
Quem pode solicitar o visto D7 para Portugal?
São três as possibilidades de quem pode pedir o visto D7 Portugal: aposentados e/ou pensionistas, quem possui rendimentos próprios ou ainda quem vem fazer uma atividade religiosa no país.
Entenda os detalhes a seguir:
1. Aposentados e pensionistas
Os aposentados e/ou pensionistas são maioria quando o assunto é o visto D7, tanto que ficou conhecido como visto de aposentados em Portugal.
Contudo, não basta apenas ser aposentado para solicitar o D7, é preciso ainda, comprovar o recebimento dos valores de aposentadoria ou pensões. E claro, eles precisam estar dentro da realidade do custo de vida em Portugal para que possa ter uma vida tranquila e feliz no país, sem passar necessidades.
2. Quem tem rendimentos próprios
Aqueles que possuem rendimentos próprios, como aposentados e pensionistas, mas também aqueles que possuem imóveis, bens móveis, dividendos de ações, aplicações financeiras ou propriedade intelectual, também podem solicitar o visto D7 Portugal.
É preciso analisar os seus rendimentos próprios e convertê-los para o euro, bem como analisar o custo de vida do país. Ninguém aqui deseja que você apenas sobreviva, mas sim, que viva o país como deve ser: com conforto para desfrutar de toda a qualidade de vida em Portugal.
3. Exercício de atividade religiosa
Para aqueles que exercem profissionalmente as atividades religiosas, o visto D7 também pode ser solicitado.
Nesse caso, é preciso apresentar documento que certifique a qualidade de ministro do culto ou de membro de instituto de vida consagrada do requerente, emitidos pela igreja ou comunidade religiosa a que pertença e que seja reconhecida pela ordem jurídica portuguesa.
Critérios de elegibilidade e os requisitos para o visto D7
Além dos critérios de quem pode solicitar o visto descrito acima, o principal requisito para obter o visto D7 é fazer a comprovação dos rendimentos, alcançando pelo menos o valor mínimo exigido pela lei. Outros requisitos que também são necessários são:
- Apresentar a documentação completa no pedido;
- Possuir um seguro viagem para Portugal (pode ser substituído pelo PB4);
- Ter alojamento garantido em Portugal.
Como comprovar renda para o visto D7 Portugal?
A comprovação da renda para o visto é um dos itens mais importantes para obter o D7. Para quem é aposentado, é necessário juntar ao pedido os comprovantes da aposentadoria e a Declaração de Imposto de Renda.
Já para quem vive de rendimentos, é preciso apresentar os comprovantes financeiros destes rendimentos, sejam quais forem: aplicações financeiras, aluguel de imóveis e outros tipos de renda. Também é preciso apresentar o Imposto de Renda.
Já os religiosos devem apresentar um certificado da igreja ou comunidade a que pertençam, com reconhecimento da ordem jurídica portuguesa (convite nominal). Também é preciso apresentar um termo de responsabilidade da respectiva igreja ou comunidade no Brasil (com assinatura reconhecida) e Declaração de Imposto de Renda.
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Qual a renda mínima para o Visto D7 em Portugal?
O valor da renda varia conforme a quantidade de pessoas do agregado familiar que solicitará o visto para aposentado em Portugal (quantidade de pessoas que fazem parte da família).
Os valores, calculados com base no salário mínimo português, são os seguintes:
| Agregado familiar | Valor a comprovar |
| 1º adulto (quem pede o visto) | 100% do salário mínimo atual (920€ em 2026) |
| 2º adulto (cônjuge) | 50% do salário mínimo atual (460€ em 2026) |
| Cada criança ou jovem com idade inferior a 18 anos e filhos maiores a cargo | 30% do salário mínimo atual (276€ em 2026) |
O Governo de Portugal exige a comprovação do valor mínimo mensal para o período de um ano, ou seja, um aposentado deve comprovar renda de 920€ x 12 meses = 11.040€ em conta bancária. Para que você tenha uma ideia, com a cotação atual (euro a R$ 5,92 no dia 15 de maio de 2026) esse valor corresponde a R$ 65.402.
Este valor precisará ser depositado em uma conta bancária portuguesa.
Rendimentos no reagrupamento familiar para o Visto D7
Para quem é aposentado e deseja fazer a mudança em família, os rendimentos para comprovar são aqueles explicados na tabela acima, ou seja, 50% a mais do salário mínimo para o 2º adulto e 30% a mais para cada criança/jovem com idade inferior a 18 anos ou dependentes maiores sob responsabilidade.
Nesse sentido, um casal de aposentados, por exemplo, deve comprovar o valor mínimo de 1.380€ por mês (que corresponde a 150% do salário mínimo português de 2026) para o reagrupamento familiar do visto D7.
Segundo a cotação realizada na Wise (dia 15 de maio de 2026) esse valor corresponde a R$ 8.175 por mês para 2 adultos.
Para uma família de 2 adultos e 1 criança, que tenha rendas próprias, por exemplo, o valor mínimo será de 1.656€ por mês (R$ 9.810 na cotação de 15 de maio de 2026), o correspondente a 180% do salário mínimo do país.
No nosso Instagram, fizemos um post sobre o Visto D7 com uma simulação de comprovação financeira para quem solicita sozinho, em casal ou em família, veja só:
Lembre-se: para solicitar o visto D7 Portugal é preciso ter o valor mínimo para 12 meses, ou seja, você deve multiplicar o valor mínimo por 12 e ainda considerar o câmbio.
Recentemente, o Parlamento português aprovou uma reforma à Lei de Estrangeiros que, caso seja sancionada, vai endurecer as regras do reagrupamento familiar para quem tem autorização de residência.
O titular do visto D7 terá que residir em Portugal por pelo menos dois anos antes de poder reunir a família, o que representa uma mudança significativa na estratégia de muitos brasileiros que desejam imigrar com seus dependentes.
Por isso, quem pretende solicitar o reagrupamento deve ficar atento ao andamento da proposta e, se possível, antecipar o processo antes que a nova regra entre em vigor. Leia esse artigo sobre o reagrupamento familiar em Portugal para entender tudo.
O valor precisa estar disponível em uma conta bancária em Portugal?
Sim, o valor referente a um ano (como indicado acima) deve estar disponível em uma conta bancária em Portugal. Além disso, a conta deve ser aberta em nome do titular do visto D7, não sendo aceitas contas dos seus dependentes.
Lembre-se de fazer o cálculo do depósito conforme o número de familiares reagrupados. Esses valores garantem que o requerente e seus dependentes tenham meios estáveis para viver durante o primeiro ano, desde sua chegada em Portugal.
Para abrir uma conta em Portugal estando no Brasil, solicite os serviços da e-residence. Utilizando o cupom EURODICAS você ganha desconto.
Quanto mais rendimentos, melhor?
Sim, sem dúvidas.
O valor mínimo precisa ser comprovado, mas é notório que os aplicantes ao visto que têm renda comprovada superior ao valor mínimo solicitado deverão enfrentar menores dificuldades na aprovação deste visto.
Continuidade da comprovação dos rendimentos do visto D7
Após comprovar que possui os rendimentos necessários para solicitar o visto para aposentado em Portugal, você precisará comprovar a cada 2 anos que ainda possui capacidade financeira para se sustentar em Portugal para renovar a sua autorização de residência no país.
Por isso, a comprovação de rendimentos não é necessária somente para solicitar o visto, mas também para manter-se regular no país e renovar sua autorização de residência.

Conheça a experiência de quem já tirou o visto D7 para Portugal.
Checklist dos documentos para visto D7 Portugal
Os documentos exigidos para solicitar o visto D7 para Portugal são:
- Formulário de pedido de visto (preenchido e assinado pelo requerente);
- 2 fotos 3×4 atuais e em boas condições (1 deve ser colada no formulário);
- Original e cópia do passaporte (o documento deve estar válido por mais de 3 meses após a data prevista para o regresso);
- Seguro viagem ou PB4;
- Certificado de Registro Criminal emitido pela Polícia Federal (atualizado — no máximo 30 dias — e com Apostila de Haia);
- Requerimento para consulta do registro criminal português pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA);
- Comprovante de que possui rendimentos que garantam o sustento em Portugal (explicaremos mais detalhes logo a seguir);
- Comprovante de que tem um alojamento em Portugal (são aceitos carta convite, contrato de aluguel de imóvel ou escritura de compra de imóvel);
- Comprovativo de agendamento na VFS Global.
Recomendamos que você tenha bastante atenção à lista de documentos exigidos e não deixe faltar nenhum. A VFS Global informa que a falta de algum documento pode causar o indeferimento do pedido do visto.
Dispensa de documentos
Cidadãos Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), como os brasileiros, estão dispensados de apresentar:
- Seguro viagem — apesar de ser recomendado solicitar o PB4 para poder ter acesso à saúde pública em Portugal;
- Passagem de volta;
- Meios de subsistência, mediante a apresentação de termo de responsabilidade. Esse é um ponto que quem solicita o visto D7 não deve se apegar, uma vez que, o pré-requisito para esse visto específico é justamente a comprovação de rendimentos.
Quanto custa o visto D7 para Portugal?
Em maio de 2026, custa R$ 806,40 por pessoa.
Se você quer saber o valor do Visto D7 para Portugal, explicamos na tabela abaixo todos os custos envolvidos neste pedido.
| Taxa | Valor |
| Taxa Consular | R$ 644,62 |
| Taxa de transferência | R$ 15,27 |
| Taxa de processamento* | R$ 146,51 |
| Valor total do visto D7 | R$ 806,40 |
As taxas cobradas podem apresentar algumas variações porque são estabelecidas mensalmente, tendo como base a cotação do euro. Antes de pedir o visto, consulte o valor atualizado no site da VFS Global, na aba taxas consulares.
Observe ainda que este é o valor pago pela solicitação do visto. Você também deve considerar os gastos prévios com a organização de documentos e os custos da Apostila de Haia.
Onde solicitar o visto para aposentado em Portugal?
O visto deve ser solicitado na VFS Global. Essa é a única empresa responsável no Brasil pela emissão dos vistos para Portugal, independentemente da categoria.
Atenção a isso, pois o Consulado de Portugal no Brasil (ou embaixada) não recebe esse tipo de solicitação. Há alguns anos, o serviço foi terceirizado para VFS Global para desafogar o órgão.
Passo a passo para tirar o visto D7 Portugal
Para garantir que a solicitação do visto corra tranquilamente e sem erros, siga estes passos:
- Acesse o site da VFS Global na página de vistos de longa duração para Portugal;
- Confira a lista de documentos necessários para o visto de residência de reformados (como são chamados os aposentados em Portugal), religiosos ou pessoas que vivam de rendimentos;
- Prepare a documentação com atenção;
- Envie os documentos para o Centro de Solicitação de Vistos da VFS (escolha o escritório da sua região, conforme a indicação da lista de jurisdição);
- Acompanhe o andamento do pedido (a VFS Global informa que após enviar os documentos, você recebe um e-mail com as informações necessárias para rastrear o pedido).
Quanto tempo demora para sair o visto D7?
Segundo o site da VFS Global, o prazo de processamento do visto é de 60 dias úteis em média. Essa informação está presente no artigo 58º, 4 da Lei de Estrangeiros.
Mas esse prazo só começa a contar quando o pedido é inserido no sistema de vistos, o que acontece depois que os documentos forem recebidos e analisados pela empresa.

Por isso, caso você já tenha uma data prevista para a viagem, é recomendável encaminhar o pedido do visto D7 pelo menos 90 dias antes. Assim, você evita prejuízos por eventuais atrasos no processamento da sua solicitação.
Posso ter o visto D7 Portugal negado?
Sim, pode ser negado. A principal razão de indeferimento deste visto é a dificuldade de comprovar rendimentos suficientes em conta portuguesa.
Se o visto for negado, é possível tomar dois caminhos, segundo informação da VFS Global:
- Recorrer da decisão. Na negativa do visto, são informadas as razões que a basearam e o prazo de recurso. Com isso, você pode preparar um recurso;
- Fazer um novo pedido tendo especial atenção para não cometer o mesmo erro.
A VFS Global informa:
Você está livre para voltar a aplicar novamente se o seu pedido foi recusado anteriormente. No entanto, recomenda-se que tome nota das razões para a recusa anterior antes de submeter um novo pedido e fazer alterações, quando necessário.
Vale destacar que os vistos negados não dão direito a reembolso do valor pago pela solicitação.
Assessoria para solicitar o visto D7
Em caso de dúvidas, é recomendável contratar um profissional especializado para ajudá-lo. Inclusive, uma assessoria para visto em Portugal é muito bem-vinda, principalmente se tratando do visto D7, já que ele não é tão simples quanto um visto de estudante, por exemplo.
Se deseja uma indicação do Euro Dicas, a Campara Vistos é um escritório que conta com profissionais especializados na área e acompanha cada passo do processo, desde a documentação a aprovação do visto D7 Portugal.
Poderá entrar em contato com a equipe da Campara através deste formulário.
Quem não tem experiência ou paciência para lidar com burocracias pode achar o processo de pedido do visto D7 Portugal um tanto trabalhoso. Nesse caso, contar com a ajuda de um advogado especializado pode deixar o processo bem mais fácil, seguro e ágil.
Validade do visto D7 Portugal
Após a aprovação, você receberá um visto colado em seu passaporte com validade de 4 meses, a partir da data da emissão. Esse é o período que você tem para deixar o Brasil e entrar em Portugal, ou seja, o visto em si é válido para 4 meses.
Assim, chegando a Portugal com o visto D7 no seu passaporte, você estará habilitado para solicitar a autorização de residência. Explico abaixo!
O que fazer quando chegar em Portugal com o visto D7?
Quando você chegar a Portugal com o visto D7, deve fazer o pedido para se tornar um residente, ou seja, deverá reunir alguns documentos e solicitar a autorização de residência em Portugal (AR).
Essa AR é temporária e terá validade de 2 anos e renovável por 3 anos. O prazo foi alargado depois de uma alteração na Lei de Estrangeiros (Lei nº 23/2007), no artigo 75º:
Sem prejuízo das disposições legais especiais aplicáveis, a autorização de residência temporária é válida pelo período de dois anos contados a partir da data da emissão do respectivo título e é renovável por períodos sucessivos de três anos.
Passados 7 anos de residência em Portugal, caso você pretenda continuar a viver no país, é possível pedir a autorização de residência permanente.
Solicitar a autorização de residência com o visto D7
Você deve ir à AIMA pessoalmente para entregar sua documentação. No dia e horário agendado, apresente a documentação necessária e aguarde o envio do cartão de autorização de residência chegar à sua nova casa portuguesa.

Atenção: confirme todos os dados junto ao funcionário da AIMA para evitar maiores dores de cabeça. É importante guardar o comprovante da solicitação e acompanhar o envio do cartão pelos canais oficiais. Diante de qualquer dúvida ou dificuldade, contacte diretamente a AIMA para entender o que pode estar atrasando o recebimento do documento.
Períodos de ausência permitidos com o visto D7
Em regra, é possível se ausentar do país pelo período de 6 meses consecutivos ou 8 meses intercalados, no período total da validade da autorização. Entretanto, existem algumas exceções legais.
Primeiro, essa regra se aplica a quem tem autorização de residência temporária (lembre-se que o visto em si tem validade apenas de 4 meses e, após sua chegada, é necessário obter o visto de residência temporário, inicialmente com validade de dois anos).
No caso das autorizações de residência permanentes (obtida após 5 anos), esse período passa a ser de 24 meses seguidos ou 30 meses intercalados (em um período de 3 anos).
Portanto, é preciso se atentar aos limites de prazos.
Documentos para a autorização de residência
Uma vez chegado a Portugal com o visto D7, você deverá realizar o agendamento da AIMA e comparecer no dia marcado com a seguinte documentação:
- 2 fotos 3×4 atualizadas e com boas condições de identificação (apenas para agendamentos na AIMA de Odivelas ou de Aveiro);
- Passaporte;
- Visto de residência válido (o D7 colado no seu passaporte);
- Comprovante de que possui rendimentos que garantam o sustento em Portugal;
- Declaração de alojamento, sob compromisso de honra, referindo em que termos se encontra a residir no local indicado (ex. proprietário, locador, etc); e
- Se proprietário do imóvel: deve apresentar certidão de registo predial ou disponibilização do respectivo código de acesso para comprovar o direito de propriedade;
- Se locatário (arrendatário): declaração do senhorio (dono) do imóvel ou da entidade alojadora, com menção da situação jurídica subjacente ao direito de uso do imóvel;
- Documento comprovativo de vínculos de parentesco, quando se justifique (no caso de reagrupamento familiar);
- Comprovante do NIF, Número de Identificação Fiscal;
- Comprovante do NISS, Número de Inscrição na Segurança Social.
- Seguro de saúde ou comprovativo de que se encontra abrangido pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), no caso, pode levar o PB4.
Posso levar a minha família para Portugal com o visto D7?
Sim, você pode.
Quem tem autorização de residência pelo visto D7 tem direito a viver no país com a família, através do reagrupamento familiar em Portugal.
O pedido de reagrupamento familiar deve ser feito através da AIMA, e pode ser encaminhado de duas formas: ainda no Brasil ou já em Portugal.
Quem tem visto D7 pode trabalhar?
Sim, é possível trabalhar em Portugal com o visto D7.
A lei que regulamenta o visto não tem nenhum impedimento quanto ao trabalho de quem possui o D7. Entretanto, é preciso lembrar que a concessão desse tipo de visto é feita para quem comprova que possui rendimentos passivos suficientes para viver em Portugal.
Por isso, mesmo que o trabalho como aposentado ou titular de rendimentos seja permitido, ele não deve ser considerado para sua renda principal. Mas pode, sim, ser uma fonte de ocupação ou renda extra.
Para entender melhor o processo de requerimento do visto D7 na prática, assim como suas características principais, assista ao vídeo do canal Família NiMiGi sobre como tirar do visto de rendimentos passivos para se morar em Portugal:
O casal fala sobre algumas minúcias importantes sobre o visto D7, desde como organizar os documentos antes de solicitá-lo, todos os gastos, e até sobre dificuldades reais durante o processo de imigração da família com o visto.
Implicações fiscais para aposentados brasileiros com visto D7 em Portugal
A cobrança de impostos sobre a aposentadoria de brasileiros é uma das dúvidas mais comuns de quem pensa em morar em Portugal como aposentado.
As implicações fiscais com o visto D7 geram muitas dúvidas, especialmente sobre onde pagar impostos, como evitar a bitributação e o que mudou com a decisão do STF sobre a retenção de 25% no Brasil.
Abaixo explicamos como funciona a tributação da aposentadoria, o impacto da saída fiscal do Brasil, a aplicação do IRS em Portugal e as regras do Acordo de Dupla Tributação entre os dois países.
Situação atual do desconto de 25 % no IR para aposentados brasileiros
Atualmente, a cobrança da retenção de 25 % do Imposto de Renda na fonte sobre pensões e aposentadorias pagas a brasileiros residentes no exterior não existe mais pois foi considerada inconstitucional pelo STF.
Em resposta, o INSS lançou, em julho de 2025, um plano administrativo de devolução desses valores descontados indevidamente, com pagamentos previstos por depósito automático na conta dos beneficiários que tenham sofrido tais descontos.
Se o aposentado já recorreu à Justiça anteriormente para evitar tal cobrança, agora precisa cancelar o processo para aderir ao acordo de ressarcimento.
Residência fiscal em Portugal
Vale lembrar que aqueles que se tornam residentes legais em Portugal tornam-se, por regra, também residentes fiscais em Portugal. E, para evitar que a aposentadoria seja tributada duas vezes, Brasil e Portugal mantêm um Acordo de Dupla Tributação.
Na prática, isso significa que o contribuinte deve pagar imposto apenas em um dos países. No caso da maioria dos brasileiros que se mudam para Portugal e transferem sua residência fiscal, a tributação passa a ser feita somente em território português.
Mas, para isso funcionar corretamente, é essencial fazer a saída fiscal do Brasil. Esse processo é realizado junto à Receita Federal, por meio da Declaração de Saída Definitiva do País. Recomendamos a assessoria da Personal Tax para auxiliar na saída fiscal do Brasil.
Ao entregar essa declaração, o contribuinte encerra suas obrigações fiscais no Brasil sobre rendimentos futuros, como aposentadoria, pensões e rendas passivas. A partir daí, os impostos passam a ser devidos apenas segundo as regras do sistema português.
É bom morar em Portugal com o visto D7?
Se você tem o desejo de viver uma nova experiência em Portugal depois da aposentadoria ou através de outros rendimentos passivos, saiba que o país é uma ótima opção. Além de possuir o visto D7, que facilita a imigração, é um país com muita qualidade de vida.
Boas políticas de saúde pública, custo de vida bastante acessível, gastronomia rica e muitas opções de turismo são algumas das características mais marcantes das terras lusitanas.
Por tudo isso, Portugal foi eleito o melhor país para os aposentados pós-coronavírus, com destaque para a região do Algarve, uma das mais queridas pelos aposentados brasileiros em razão de seu clima mais quente e suas belas praias.
Experiência de brasileira que solicitou o Visto D7 e hoje mora em Portugal
A brasileira Roseane Henriqueta Costa Faria solicitou o Visto D7 para morar em Portugal. Ela é socióloga, especialista em pesquisa de mercado e opinião pública, professora, empresária e aposentada.

A decisão de morar em Portugal
“Não conhecia Portugal e me apaixonei. Vim para acompanhar minha filha Joana que recebeu um convite de trabalho. Daria um apoio a ela na adaptação dos meus netos Lara e Miguel e decidiria se ficaria em definitivo. Precisei de 6 dias para decidir pelo SIM”.
A aposentada explica que esse período com a filha e os netos aconteceu durante a pandemia. Assim que as fronteiras se abriram, decidida a morar no país, ela voltou ao Brasil e solicitou o visto de aposentado para Portugal. Com a aprovação, voltou a fazer as malas para a mudança definitiva.
“Agradeço a Deus diariamente por estar aqui longe da violência do Rio de Janeiro, minha cidade de origem”, conclui Roseane.
A solicitação de visto dela foi feita com assessoria
A Roseane é um exemplo de que o auxílio de uma assessoria vale a pena. Segundo ela, contratou uma advogada especializada na área que a orientou durante o processo de solicitação do visto de aposentado em Portugal.
“A experiência foi super positiva!”, ressalta a socióloga aposentada.
Portanto, o Euro Dicas também recomenda a todos os seus leitores que utilizem a assessoria da Campara Vistos para a solicitação.
Vantagens de tirar o visto D7 Portugal
Ainda tem dúvidas das vantagens de tirar o visto D7 Portugal? Listamos três delas para você!
1. Qualidade de vida
O país oferece uma excelente qualidade de vida para os seus moradores!
A segurança de Portugal é ótima, principalmente se comparada as grandes cidades brasileiras, a educação e a saúde são de qualidade.
Também são pontos de destaque a gastronomia, a mobilidade urbana e há muitas áreas verdes nas grandes cidades e lugares incríveis, como parques nacionais, que te colocam em contato com a natureza.
2. Liberdade de viajar pela Europa
Residentes legais podem desfrutar de muitas viagens. Conhecer novos países, novas cidades e culturas é uma das vantagens de tirar o visto D7 e viver em Portugal. Os aeroportos de Lisboa, Porto e Faro contam com ótimas rotas low cost com voos diários para diferentes cidades europeias.
E se gosta de ampliar o roteiro, também há ótimas rotas de voos internacionais para fora do continente europeu!
3. Residência a longo prazo
O visto D7 Portugal garante que você faça a mudança dentro da lei. Após a chegada ao país, a autorização de residência emitida será de 2 anos, sendo renovada para 3 anos. Atingidos os 7 anos de residência legal, você ainda ganha o direito de se tornar cidadão português.
Vale a pena pedir o visto D7 para Portugal?
Sim. Se você deseja morar em Portugal e possui os rendimentos suficientes para comprovar a renda exigida, o visto D7 é uma ótima opção.
Com ele, você poderá usufruir do direito de morar legalmente no país. Lembrando que, após 5 anos de residência, você também poderá escolher entre pedir uma autorização de residência permanente ou solicitar a cidadania portuguesa.
Além disso, o visto D7 dá direito a trazer sua família com você, através do reagrupamento familiar. Eles poderão estudar e trabalhar legalmente no país.
Em resumo: com o visto D7 você e sua família poderão desfrutar das belezas e da qualidade de vida de Portugal, como segurança, saúde, bons transportes, gastronomia e viagens.
Perguntas frequentes sobre o visto D7
Separamos ainda algumas perguntas frequentes dos nossos leitores para respondê-las aqui e manter todo mundo informado!
O visto tem duração de 4 meses, o qual é o tempo que o requerente tem para dar entrada em Portugal. Depois, é preciso solicitar a autorização de residência em Portugal na AIMA, que terá duração de 2 anos e pode ser renovada por mais um período de 3 anos.
Não, o visto precisa ser solicitado ainda no Brasil.
O Regime de Residente Não Habitual (RNH) foi extinto. Por muitos anos, foi uma das principais vantagens fiscais para estrangeiros que escolhiam viver em Portugal.
Com a aprovação da Lei do Orçamento do Estado de 2024, o governo português decidiu acabar com o regime. A medida foi justificada como uma forma de equilibrar o sistema fiscal e combater desigualdades entre contribuintes.
O prazo para aderir ao RNH terminou em 31 de março de 2025. Até essa data, puderam se inscrever os estrangeiros que tivessem fixado residência legal em Portugal até 31 de dezembro de 2024. Essa foi a última oportunidade para solicitar o estatuto junto às Finanças.
Para os residentes que já usufruem do Regime, ele continuará sendo aplicado até atingir o prazo dos 10 anos, mas não poderá ser renovado.
Com o fim do RNH, os novos residentes passam a estar sujeitos às regras normais de tributação do IRS em Portugal, de acordo com as faixas progressivas que vão de 13% até 48%, como o que acontece à qualquer português.
Não é possível fazer essa mudança de visto. Quem vem a Portugal como turista e pretende se legalizar já não poderá mais fazer uma Manifestação de Interesse para solicitar a Autorização de Residência. Esta medida foi extinta em junho de 2024.
No entanto, em setembro de 2024, o governo liderado por Luís Montenegro anunciou um novo regime especial de regularização para cidadãos da CPLP, com foco em brasileiros e timorenses que tenham entrado legalmente em Portugal, como turistas, mesmo sem visto no passaporte.
Essa medida permite que esses cidadãos solicitem diretamente uma autorização de residência da CPLP, sem a necessidade de visto prévio — desde que a entrada em Portugal tenha sido feita de forma legal, ou seja, com carimbo de entrada válido e dentro do prazo de estada permitido.
Contudo, quem tem autorização de residência pelo regime CPLP não dispõe da livre circulação no Espaço Schengen como os titulares de vistos de longo prazo tradicionais.
Por isso, apesar dessa flexibilização, a recomendação continua sendo a mesma: quem deseja viver legalmente em Portugal e contar com a liberdade de circular livremente pelo espaço Schengen, deve fazer o pedido do visto D7 ainda no Brasil.
Isso garante mais segurança jurídica e evita riscos durante o processo de legalização.
Sim, mas atenção às regras!
Com esse visto, é possível pedir o reagrupamento familiar. Mas tenha em atenção alguns detalhes importantes: o reagrupamento é permitido para os filhos menores de 18 anos ou para os filhos maiores que já estejam estudando em Portugal.
Portanto, caso você tenha um filho menor de idade, ele poderá estudar no país. Já os filhos maiores de 18 anos precisarão solicitar um visto de estudante para Portugal para poder estudar no país.
Os vistos são sempre solicitados no país de origem. Por isso, caso pretenda solicitar o visto D7, será preciso ir ao Brasil, preparar a documentação e encaminhar o pedido.
Sim, com o visto D7 é possível comprar um imóvel em Portugal, desde que você disponha do valor necessário para a compra ou reúna as condições para solicitar um financiamento habitacional.
Um aposentado brasileiro precisa comprovar, no mínimo, uma aposentadoria de 920€ por mês para residir legalmente em Portugal com o visto D7. Esse valor corresponde ao salário mínimo português vigente em 2026.
Para um casal de aposentados, o valor mínimo exigido é de 16.560€ mensais (150% do salário mínimo).
Após realizar a saída fiscal do Brasil, o imposto sobre a aposentadoria passa a ser cobrado em Portugal segundo a tabela progressiva do IRS. Em 2025, as alíquotas variam entre 13% e 48%, dependendo do valor recebido.
Por exemplo, um aposentado com visto D7 que receba a renda mínima de um salário mínimo exigida de 11.040€ por ano, em 2026, entra parcialmente no segundo escalão do IRS.
Com isso, a alíquota efetiva aplicada ao rendimento total fica em torno de 14% a 15%, considerando a média ponderada entre as duas faixas da tabela progressiva.
Não existe mais o Golden Visa por investimento imobiliário. Até outubro de 2023, era possível obter o Golden Visa investindo em imóveis residenciais ou comerciais, com valores mínimos que variavam entre €280 mil e €500 mil, dependendo da localização e das condições do imóvel.
A partir de outubro de 2023, Portugal implementou mudanças significativas no regime do Golden Visa. As alterações foram aprovadas com a publicação da Lei n.º 56/2023, como parte do pacote “Mais Habitação”, para conter a especulação imobiliária.
Apesar das mudanças nas modalidades de investimento, os demais benefícios do Golden Visa foram mantidos para investimentos considerados estratégicos para o país. Isso inclui, por exemplo, o aporte em fundos de investimento portugueses, projetos de pesquisa científica, iniciativas culturais ou a criação de empregos qualificados.
Assim, quando consideramos o visto para morar em Portugal através das possibilidades atuais de investimento no Golden Visa, ou do visto D7, sem dúvida o D7 é mais fácil de ser alcançado.
A carta de intenção é um documento exigido no processo do visto D7 em que o solicitante explica seus motivos para residir em Portugal.
Nela, é importante indicar a cidade onde pretende viver, os vínculos com o país, a origem da renda passiva e o compromisso de cumprir as leis locais. Embora não exista um modelo fixo, a carta deve ser clara, formal e personalizada.
Para garantir uma mudança com tranquilidade, o melhor conselho que podemos dar é: se informe sobre todos os detalhes e planeje cada uma das etapas.
Para ajudar nesse planejamento, nós criamos o ebook Morar em Portugal Aposentado. Ele é um guia completo e atualizado que vai acompanhá-lo e ajudá-lo em todos os momentos dessa decisão tão importante. Confira!
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