Estudar em Portugal é uma opção cada vez mais popular entre brasileiros que querem fazer uma graduação ou pós-graduação na Europa. O país tem universidades bem avaliadas, custo de vida mais acessível que outros destinos europeus e processos de candidatura relativamente simples, inclusive com possibilidade de ingresso usando a nota do Enem.

Jovens estudam em sala de aula em Portugal
Índice Como estudar em Portugal? O que é necessário para estudar em Portugal? Para quem tem cidadania europeia Como usar o Enem para estudar em Portugal? Como se inscrever na faculdade em Portugal sem Enem Precisa de visto para estudar em Portugal? Quanto custa para estudar em Portugal? Como estudar em Portugal de graça? Custo de vida para estudantes em Portugal Pode trabalhar e estudar em Portugal? Tem como transferir a faculdade para Portugal? Tipos de cursos para estudar em Portugal Melhores universidades de Portugal Melhores cidades para estudar em Portugal Perguntas frequentes sobre estudar em Portugal Live Estudar em Portugal: perguntas e respostas Vale a pena estudar em Portugal?

Conheça todas as etapas que deve seguir neste guia que preparamos.

Como estudar em Portugal?

Para estudar em Portugal, os cinco passos básicos são os seguintes:

  1. Escolher a universidade de preferência e curso;
  2. Fazer a candidatura no site da instituição;
  3. Aguardar a aprovação no processo seletivo;
  4. Solicitar o visto de estudante (caso não tenha cidadania europeia);
  5. Planejar o custo de vida e fazer a mudança.

Veja mais detalhes a seguir:

1. Procure uma universidade e curso da sua preferência

O primeiro passo para estudar em Portugal é escolher uma instituição e um curso alinhado aos seus objetivos acadêmicos e/ou profissionais.

O país possui diversas universidades públicas e privadas, além de institutos politécnicos, que oferecem uma grande variedade de graduações e pós-graduações.

Você pode começar buscando pelas mais conhecidas, como a Universidade de Lisboa, do Porto e a de Coimbra e ir afunilando. O importante é pesquisar bem o programa de ensino de cada uma, a grade curricular e os reconhecimentos acadêmicos na área pretendida.

2. Analise o custo da propina (anuidade) e o custo de vida da cidade

O valor das mensalidades, chamadas de “propinas” em Portugal, varia conforme a instituição e o curso escolhido.

Além disso, é importante considerar o custo de vida na cidade onde pretende morar, incluindo moradia, transporte, alimentação e lazer.

Foi o que Rebeca Gomes de Freitas, natural de Brasília, fez. Ela chegou em 2019, viveu 6 meses em Braga, depois se mudou para o Porto, onde vive desde que iniciou e concluiu sua graduação em Sociologia pela Universidade do Porto (UP).

Entrevistada que estudou em Portugal em Aveiro
Rebeca decidiu estudar em Portugal porque muitas universidades têm acordos que beneficiam brasileiros. Foto: Rebeca Gomes de Freitas.

No caso da Rebeca, ela conta que escolheu a Universidade do Porto por ser mais acessível financeiramente para estudantes brasileiros, comparativamente com outros países da Europa:

“Passei também para a Universidade do Minho, em Braga, mas as propinas eram muito caras. Na UP, os valores eram mais baixos para estudantes CPLP, embora ainda mais altos que os cobrados para portugueses.”

Ou seja, embora Lisboa e Porto sejam mais caras, enquanto cidades menores como Braga e Coimbra sejam mais econômicas no geral, é preciso fazer um balanço e analisar o que faz sentido para suas necessidades.

3. Esteja atento aos prazos para fazer a candidatura no site da universidade

Embora cada universidade tenha seu próprio calendário de candidaturas, com datas específicas para inscrição, envio de documentos e divulgação de resultados, a primeira fase de candidatura geralmente começa em janeiro.

Aliás, essa primeira fase, entre janeiro e fevereiro, é a mais indicada para os brasileiros que ainda estão no Brasil se candidatarem, pois oferece mais chances e tempo hábil para a obtenção do visto de estudante.

Isso porque, como o ano letivo em Portugal começa só em setembro, você teria 9 meses para planejar a mudança e aplicar o visto, que pode levar até 6 meses para ser concluído.

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Caso perca essa etapa, ainda há possibilidade de se candidatar na segunda e terceira fase, desde que restem vagas no curso escolhido.

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Para não perder prazos, é fundamental acompanhar os calendários das universidades desejadas já em dezembro, anotando datas importantes e definindo lembretes. Siga todas as orientações do site oficial da instituição que você pretende estudar em Portugal.

4. Se aprovado, solicite o visto de estudante

Assim que receber a carta de aceitação da universidade, inicie o processo de solicitação do visto de estudante para Portugal, caso não tenha cidadania europeia.

Além dele, saiba que a lista de documentos pode ser extensa, por isso, a dica é começar a reunir tudo com antecedência, como o PB4, que pode demorar até 30 dias úteis para ficar pronto.

Será necessário ainda apresentar comprovante de meios financeiros, e outros requisitos específicos exigidos pelo Consulado.

É bom lembrar que você deve solicitar o visto de estudante ainda no Brasil e só após ser aceito oficialmente pela instituição de ensino.

5. Deixe tudo preparado para embarcar para Portugal

Chegou a hora de embarcar e que momento emocionante! É normal que a ansiedade bata, mas para minimizar o estresse, faça um planejamento dos passos de um jeito que fique confortável para você.

Não há receita mágica, afinal, o que funciona para mim pode não funcionar para você, mas há o básico que é comum para todos nós. Assim, deixe sua documentação em ordem, garanta uma moradia (ainda que provisória) e faça uma lista das primeiras demandas para resolver ao chegar no país.

Rebeca aconselha: “Organizar todos os documentos antes de partir do Brasil, é uma parte chata, mas imprescindível.”

Será necessário registrar-se na universidade, providenciar a Autorização de Residência e obter documentos essenciais, como o NIF (Número de Identificação Fiscal) e a inscrição no sistema de saúde.

No meio de tudo isso: respire! Aproveite o momento da sua chegada para explorar a cidade e se adaptar ao novo ambiente. O clima ainda estará muito agradável para aproveitar o sol no finzinho do verão europeu!

O que é necessário para estudar em Portugal?

Para estudar em Portugal, é necessário ser aprovado em uma universidade portuguesa e cumprir alguns requisitos básicos.

De forma geral, os requisitos mais comuns são:

  • Aprovação em uma universidade portuguesa;
  • Ter um passaporte válido;
  • Comprovação de meios financeiros;
  • Pedir o visto de estudante (para quem não tem cidadania europeia);
  • Obter um seguro saúde ou PB4.

Também é importante ter um bom planejamento emocional, já que a distância da família e o processo de adaptação cultural podem exigir resiliência.

Para quem não tem cidadania europeia

Quem não possui cidadania europeia precisa obrigatoriamente solicitar o visto de estudo ainda no Brasil, junto ao Consulado ou à Embaixada de Portugal, antes de viajar.

Atualmente, todas as autorizações de residência (incluindo a de estudos) exigem que o pedido do visto seja feito fora de Portugal. Ou seja, não é mais possível entrar como turista e depois regularizar a situação no país luso.

Jovem lendo no parapeito da janela de uma faculdade
Antes de fazer as malas, é preciso garantir a aceitação da instituição, entender se seu caso exige visto, e reunir toda a documentação exigida.

O visto de estudo autoriza a entrada em Portugal e permite que, já no país, o estudante solicite a autorização de residência para fins de estudo junto à AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo), órgão que substituiu o antigo SEF.

Entre os documentos normalmente exigidos estão a carta de aceitação da instituição de ensino, comprovantes de alojamento, seguro de saúde ou PB4, comprovação de meios de subsistência (ou declaração de responsabilidade financeira) e certidão de antecedentes criminais apostilada pela Convenção de Haia.

Para quem tem cidadania europeia

Já para brasileiros com cidadania europeia (portuguesa, italiana, espanhola, etc.), não é necessário visto. Porém, após a chegada, é obrigatório fazer o registro como cidadão da União Europeia na Câmara Municipal da cidade onde irá morar, caso a estadia ultrapasse os 90 dias.

Independentemente da situação, o mais importante é se preparar com antecedência. Reúna todos os documentos e garanta que o processo ocorra de forma tranquila e dentro da legalidade.

Como usar o Enem para estudar em Portugal?

Diversas universidades portuguesas aceitam a nota do Enem como critério de ingresso para estudantes brasileiros.

Rebeca utilizou sua nota do Enem para ingressar na Universidade do Porto:

“Na época, eu estudava História na UnB [Universidade de Brasília], mas decidi sair do Brasil por questões políticas e acadêmicas. A possibilidade de ingressar sem precisar fazer provas adicionais e de validar algumas cadeiras já cursadas facilitou minha decisão.”

O processo de inscrição é bem semelhante ao Brasil, mas cada universidade estabelece um critério de pontuação para o Enem. Acompanhe como fazer:

O primeiro passo é verificar quais instituições possuem convênio com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e quais universidades atendem suas necessidades acadêmicas.

A partir de então você consegue considerar outros quesitos como qual é a cidade eleita para estudar em Portugal, qual o custo de vida, segurança, transportes, etc.

Vale ressaltar que a lista de universidades que aceitam o Enem é atualizada de tempos em tempos. Caso tenha dúvidas, entre em contato com a instituição para confirmar a parceria.

Cada universidade estabelece um critério de pontuação para o Enem, e em Portugal sua nota será convertida para o sistema português.

As universidades disponibilizam em seus sites todas as informações sobre nota de corte e conversão. Para se ter uma ideia, enquanto no Brasil pontuação na prova vai de 0 a 1.000, em Portugal a escala é de 0 a 200 pontos.

Normalmente, a nota média exigida varia entre 500 e 750 pontos, dependendo do curso e da instituição.

No entanto, como adiantamos, essa nota não é utilizada diretamente porque ela passa por uma conversão para o sistema de pontuação português.

Da mesma maneira, a exigência mínima pode mudar conforme o método adotado por cada universidade.

Os valores das propinas não sofrem alteração para aqueles que ingressam utilizando a nota do Enem.

Só é preciso ficar atento se a universidade escolhida aceita o candidato brasileiro como aluno internacional (anuidades mais caras do que as cobradas para portugueses e europeus), ou se oferece desconto para alunos da CPLP.

Para saber quanto custa para estudar na faculdade escolhida, você deve entrar no site da instituição e se informar sobre os valores praticados no ano letivo em questão.

Normalmente, são exigidos o passaporte, diploma do ensino médio, histórico escolar, nota do Enem (geralmente aceita via print da tela), carta de motivação e uma declaração de cumprimento dos requisitos.

A candidatura é realizada online, diretamente no site da instituição, e ocorre em 3 fases: a primeira entre janeiro e fevereiro, a segunda entre março e abril e a terceira entre maio e junho.

Para garantir mais chances e tempo para providenciar o visto, o ideal é se candidatar logo na primeira fase, quando também há mais vagas disponíveis.

Como se inscrever na faculdade em Portugal sem Enem

Para quem não deseja ou não possa usar a nota do Enem, há outras formas de ingresso:

Para quem tem cidadania europeia ou portuguesa

Quem deseja estudar em Portugal e tem cidadania portuguesa não pode ingressar com a nota do Enem.

Esses cidadãos devem realizar o Concurso Nacional de Acesso, uma prova semelhante ao Enem para estudar em Portugal. Além disso, é necessário validar o histórico escolar brasileiro em uma escola secundária portuguesa, para a equivalência de notas. Ambas as notas serão usadas no processo seletivo para candidatura na universidade.

Já quem possui cidadania de outro país da União Europeia (como a italiana, espanhola, etc.) não precisa do Concurso Nacional de Acesso. Nesse caso, é possível se candidatar diretamente como estudante nacional, o que pode facilitar o processo e reduzir os custos.

Para quem não tem cidadania europeia

Nessa situação, o ingresso ocorre como estudante internacional, seguindo critérios específicos de admissão e com valores de propina diferenciados.

As principais formas de candidatura são:

  • Por meio do Ano Zero, um curso preparatório oferecido por algumas universidades;
  • Realizando provas específicas aplicadas por certas instituições;
  • Ou por meio da análise curricular e entrevista, dependendo da política da universidade escolhida.

Estatuto de igualdade para estudar em Portugal

Brasileiros com Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres podem se candidatar ao ensino superior em Portugal nas mesmas condições que os estudantes portugueses, deixando de ser considerados estudantes internacionais.

Nesses casos, o acesso aos concursos e o valor das propinas seguem as regras aplicáveis aos cidadãos nacionais, de acordo com os critérios definidos por cada instituição de ensino.

Em geral, o Estatuto de Igualdade pode ser solicitado por brasileiros com residência legal em Portugal, mas é importante destacar que é a concessão formal do Estatuto – e não apenas o tempo de permanência no país – que permite a candidatura em igualdade de condições.

Vale esclarecer que o Estatuto garante aos brasileiros residentes uma série de direitos em Portugal, mas não concede automaticamente a cidadania portuguesa.

A naturalização por tempo de residência exige vários anos de residência legal. Propostas recentes aumentaram o prazo mínimo deste período para 7 ou 10 anos, conforme as alterações discutidas na Lei da Nacionalidade.

Precisa de visto para estudar em Portugal?

Sim. Brasileiros que não possuem cidadania europeia precisam solicitar um visto de residência para estudos antes de viajar para Portugal. É recomendável iniciar o processo assim que receber a carta de aceitação da universidade.

O visto pode ser solicitado por conta própria por meio da VFS Global, empresa terceirizada pelo governo português, e exige o envio de uma série de documentos, como comprovante de matrícula, meios financeiros e seguro saúde.

Mas, se você prefere garantir um processo mais tranquilo e seguro, é possível contar com uma assessoria especializada. Nós indicamos que entre em contato com a Madeira da Costa que auxilia na obtenção do visto, validação de diplomas e no cumprimento de todos os requisitos necessários.

Quanto custa o visto de estudo?

O custo do visto de estudo para Portugal é de R$ 868,60, em fevereiro de 2026. Esse valor compreende a taxa consular de R$ 695,30 + taxa de transferência de R$ 15,27 + taxa de processamento de R$ 158,03.

Além disso, em alguns casos a VFS Global pode cobrar por outras taxas de serviços utilizados.

Importante: o valor do visto de estudante segue a variação do câmbio, por isso, é constantemente alterado. Para conferir os custos atualizados, confira a aba Taxas Consulares no site da VFS Global, antes de solicitá-lo.

Quanto tempo demora para sair o visto de estudante em Portugal?

De acordo com o Portal Diplomático de Portugal, o prazo médio para a emissão do visto de estudante é de 60 dias, a partir da submissão da candidatura junto ao Consulado português. Na prática, esse prazo pode variar, podendo chegar a 90 dias dependendo da demanda e da necessidade de apresentação de documentação adicional.

Em 2025, alguns relatos apontavam até 95 dias em certas situações. Isso por conta do alto número de pedidos de vistos. Dada essa variabilidade, a recomendação é iniciar o processo com pelo menos 3 meses de antecedência da data prevista de entrada em Portugal.

Ao submeter o pedido, você ainda pode indicar a data desejada de início da validade do visto, o que ajuda a planejar com mais precisão sua chegada e início dos estudos.

Quanto custa para estudar em Portugal?

O custo para estudar em Portugal pode variar bastante dependendo do curso e da universidade. Em média, as propinas para estudantes internacionais variam entre 697€ e 12.500€ por ano.

O valor também pode ser influenciado pelo tipo de ingresso na universidade, sendo que estudantes da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) podem ter descontos de até 45% em algumas instituições, como na Universidade do Porto.

Já em instituições particulares voltadas para negócios, com ensino bilíngue e formação em MBA, podem custar mais de 30 mil euros por programas com duração entre 11 e 17 meses.

Para você ter uma ideia, buscamos em algumas das universidades mais procuradas para estudar em Portugal os valores das propinas. No entanto, até a data da produção deste artigo, muitas universidades ainda não haviam divulgado os valores para o ano letivo de 2026/2027. Por isso, utilizamos como referência os valores praticados em 2025/2026.

Vale destacar que, para estudantes nacionais de licenciatura em universidades públicas, o valor máximo anual de 697€ permanece inalterado, devido ao congelamento das propinas determinado pelo governo português.

Licenciatura

No geral, as faculdades em Portugal possuem propinas que variam entre 1.500€ e 7 mil euros por ano para estudantes internacionais. Tudo vai depender do curso ou da área.

InstituiçãoCursoPropina (valor anual)
Universidade de LisboaÁreas da ciência3.500€
Universidade do PortoÁreas de humanas3.500€ (aluno internacional) 1.925€ (aluno CPLP)
Universidade Católica Áreas de comunicação e marketing5.220€
Valores pesquisados em fevereiro de 2026.

As universidades públicas costumam ter valores mais acessíveis, enquanto instituições privadas podem cobrar valores mais elevados.

Mestrado

Os programas de mestrado em Portugal geralmente têm custos um pouco mais altos, com propinas entre 2.500€ e 10 mil euros anuais. Os valores também dependem da área de estudo e da instituição escolhida.

Instituição Curso Propina (valor anual)
Universidade do PortoEconomia5.000€ (aluno internacional) 2.750€ (aluno CPLP)
Universidade do AlgarveComunicação2.000€
Universidade de CoimbraDireito7.000€
Valores pesquisados em fevereiro de 2026.

Vale a pena lembrar que, além das propinas, as universidades também cobram taxas de candidatura e inscrição.

Doutorado

Já nos cursos de doutorado em Portugal em muitas faculdades os preços são mais altos no primeiro ano, com descontos progressivos no decorrer do curso. No geral, cursos em áreas como engenharia e medicina tendem a ser mais altos.

InstituiçãoCurso Propina (valor anual)
Universidade Nova de LisboaBioenergia2.750€
Universidade do Porto Psicologia5.500€ (aluno internacional) 3.025€ (aluno CPLP)
Universidade de LisboaNeurociência2.750€ (1º ano) / 1.500€ (anos seguintes)
Valores pesquisados em fevereiro de 2026.

Além disso, bolsas de estudo podem estar disponíveis para candidatos com alto desempenho acadêmico.

Qual é a faculdade mais barata em Portugal?

Quando falamos em estudar em Portugal com o menor investimento possível, as universidades e politécnicos públicos são as opções mais acessíveis. Entre elas, destaca-se o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) como uma das faculdades mais baratas do país.

Para o ano letivo de 2026/2027, o IPB manteve valores bastante competitivos, com propinas anuais, a partir de 697€ para estudantes nacionais e, geralmente, equiparadas para alunos CPLP, que ainda podem contar com bolsas de mérito e apoio institucional.

Além do IPB, outras instituições públicas também oferecem cursos de qualidade com valores atrativos:

Essas instituições estão localizadas em cidades do interior, onde o custo de vida é mais baixo se comparado a grandes centros urbanos como Lisboa ou Porto. Isso faz delas excelentes alternativas para quem busca uma formação superior de qualidade com um orçamento mais acessível.

Como estudar em Portugal de graça?

É possível estudar em Portugal gratuitamente ou com custos reduzidos por meio de bolsas de estudo oferecidas por universidades, governos ou programas europeus.

As principais opções disponíveis incluem:

  • Bolsas oferecidas pelo governo brasileiro (CAPES e CNPq);
  • Bolsas oferecidas por universidades portuguesas;
  • Programas europeus como o Erasmus+.

Veja em detalhes as principais opções:

Bolsas de estudo em Portugal oferecidas pelo Brasil

O Brasil, por meio de órgãos como a CAPES e o CNPq, disponibiliza programas de financiamento para brasileiros que desejam estudar no exterior.

Além disso, há instituições privadas que oferecem bolsas de intercâmbio, seja por meio de universidades particulares ou de empresas privadas, como o Santander Universidades, que oferecem incentivo financeiro para custear passagens e moradia por um período determinado.

Grupo de alunos estudando
Bolsas de estudo, isenções e apoios institucionais podem reduzir e, em alguns casos, até zerar os custos para estudar em Portugal.

Eu, Ane, tenho um irmão que se beneficiou de uma bolsa sanduíche oferecida pela universidade em que ele estudava Design Gráfico, em Curitiba.

Os custos das propinas foram pagos graças a um acordo entre a universidade dele no Brasil e a Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da União Europeia (IADE). Coube ao meu irmão bancar os demais custos de vida em Lisboa.

Bolsas de estudo em Portugal de instituições portuguesas

Algumas universidades portuguesas oferecem bolsas baseadas em mérito acadêmico ou na condição financeira dos estudantes.

Alguns exemplos são a Universidade de Lisboa, a Universidade do Porto e a Universidade de Coimbra que possuem programas específicos para estudantes internacionais, além de programas especiais para estudantes CPLP.

No portal EduPortugal há informações exclusivamente voltadas aos estudantes brasileiros que pretendem aplicarparar bolsas financiadas por instituições portuguesas.

Bolsas europeias para estudar em Portugal

Outra opção são os programas europeus, como o Erasmus+, que permitem a mobilidade acadêmica entre países da União Europeia, oferecendo auxílios que podem cobrir desde as propinas até custos de vida.

Inclusive, essa é uma opção para quem já estuda em Portugal e quer abrir ainda mais portas estudando por curtos períodos em outros países da Europa.

Foi o que aconteceu com Rebeca que destaca o programa como um dos pontos positivos da sua vida acadêmica.

“Meu melhor momento acadêmico foi quando fiz um semestre de intercâmbio pelo programa Erasmus na Inglaterra. Foi uma experiência muito mais enriquecedora.”

Para aumentar as chances de conseguir uma bolsa, é essencial pesquisar os critérios de elegibilidade, preparar uma candidatura bem estruturada e ficar atento aos prazos de inscrição.

Custo de vida para estudantes em Portugal

Calculados os valores das anuidades, vamos agora entender qual o custo de vida de Portugal.

A escolha da cidade influencia e muito nos seus gastos. Isso porque o país tem sentido o crescente disparo nos preços de aluguéis dos imóveis. Como consequência, esse se torna o maior gasto do orçamento.

Além disso, é preciso considerar alimentação, transportes e lazer, afinal, ninguém é de ferro!

Moradia

Além da cidade, é preciso considerar o tipo de moradia que você vai viver enquanto estudar em Portugal.

Abaixo, confira as principais opções para estudantes brasileiros que vivem no país e os custos médios com moradia.

Aluguel de apartamento

Nas grandes cidades portuguesas o aluguel é mais alto e, muitas vezes, as opções disponíveis não compensam o valor cobrado, especialmente quando a busca é feita à distância, ainda do Brasil.

A boa notícia é que plataformas como a Flatio se destacam como uma alternativa segura e prática, mesmo para quem ainda não está no país. O site é especializado no aluguel de apartamentos e quartos para curta e média duração, com imóveis mobiliados, contratos flexíveis e sem exigência de caução.

Essa é uma excelente dica para o estudante chegar ao país com tranquilidade, ficar em um local confiável e ganhar tempo até encontrar um apartamento para morar a longo prazo.

Veja quanto custa o aluguel em Portugal considerando um apartamento de 1 quarto (T1) em algumas das principais cidades que recebem universitários no país:

CidadeT1 no centro da cidadeT1 fora do centro da cidade
Lisboa1.367€1.032€
Porto1.081€834€
Coimbra792€569€
Braga802€630€
Évora800€520€
Faro913€795€
Pesquisa realizada no site Numbeo em fevereiro de 2026.

Os preços acima representam a média do mercado. O melhor a fazer é pesquisar com antecedência para garantir melhores opções custo-benefício.

Outra opção é a Uniplaces, que também reúne anúncios voltados para estudantes internacionais, embora, em geral, com menos flexibilidade contratual e custos um pouco mais elevados.

Aluguel de quarto

Alugar um quarto em um apartamento compartilhado e dividir a casa com outras pessoas é uma opção mais acessível, além de ser a opção da maioria dos estudantes quem vem para Portugal estudar.

Rebeca destaca que seu maior gasto sempre foi com moradia:

“Portugal passa por uma crise da habitação e isso afeta a todos que vivem aqui. Quando cheguei, vivi em quartos compartilhados. Hoje divido um apartamento com meu esposo, pois morar sozinho é quase inviável financeiramente.”

Embora os valores sejam bem menores que um apartamento completo, os preços para alugar um quarto variam muito conforme a região da cidade e se o quarto será individual ou dividido com outras pessoas, bem como a quantidade de pessoas na casa.

Procuramos na plataforma Flatio os preços de quartos privados em casas compartilhadas:

CidadeValor do aluguel por mês
Lisboa520€ a 1.750€
Porto523€ a 1.700€
Coimbra500€ a 922€
Braga500€ a 675€
Évora360€ a 450€
Faro522€ a 850€

Esses são os valores em 10 de fevereiro de 2026, considerando o valor mínimo e máximo apresentado no site. Os preços variam conforme a disponibilidade de imóveis no momento da pesquisa.

Residência estudantil

Algumas universidades oferecem opções de residências estudantis – as vagas são bem disputadas, mas ainda assim possíveis. Há também imóveis particulares que não estão necessariamente vinculados às instituições de ensino, mas são voltados aos estudantes.

Para te dar uma dimensão dos custos, pesquisamos os preços dos alojamentos nas Universidades do Porto e de Lisboa, além de alojamentos privados. Confira!

AlojamentoValor
Universidade do Porto para não bolsistas da graduação183,20€
Universidade do Porto para mestrandos e doutorandos200,80€ a 460,80€*
Universidade de Lisboa para não bolsistas da graduação170€ a 260€*
Universidade de Lisboa para mestrandos e doutorandos337€ a 655€*
Alojamento privado em Lisboa470€ a 1.500€
Alojamento privado no Porto290€ a 900€
Alojamento privado em Coimbra320€ a 650€
Pesquisa feita em 10 de fevereiro de 2026.

*Os preços variam de acordo com a disponibilidade de alojamento. Existem opções em diversos endereços, desde quartos compartilhados até estúdios e apartamentos privados para estudantes.

Colegas de casa na cozinha do apartamento
Dividir casa é eficaz tanto para reduzir o custo de vida quanto para facilitar a adaptação à rotina acadêmica e à vida no país.

É importante ressaltar que, independentemente de onde você buscar imóveis, os preços e as opções disponíveis podem variar conforme a época do ano. Por exemplo, se você deixar sua pesquisa para perto do mês de setembro, quando as aulas começam, poderá encontrar menos opções e preços significativamente mais altos.

Transporte

Sobre o transporte a boa notícia é que em muitas cidades há descontos e até gratuidade para estudantes até os 23 anos.

Já para as demais faixas etárias, o transporte público em cidades maiores como em Lisboa e no Porto, por exemplo, os passes mensais que englobam áreas metropolitanas saem por 40€, valor máximo cobrado no país.

Alimentação

Apesar dos gastos em alimentação serem muito relativos, os produtos seguem um preço muito parecido nos supermercados de Portugal, sem grandes variações pelo país. Assim, uma pessoa gasta em média de 200€ a 250€ por mês, sem grandes luxos, mas comendo bem.

Exceto quando o assunto é comer fora. Nesse caso, quanto mais turística a cidade, maiores são os preços nos restaurantes. Mas não se preocupe: há restaurantes universitários que disponibilizam uma ótima alimentação por um excelente preço.

Confira os preços de alguns alimentos em Portugal, de acordo com o Numbeo, além dos restaurantes da Universidade de Lisboa e da Universidade do Porto:

ItemPreço
Leite (litro)0,95€
Pão branco fresco (500 gr)1,41€
Arroz (kg)1,43€
Ovos (dúzia)2,88€
Queijo (kg)10,21€
Filé de frango (kg)6,64€
Carne bovina (kg)12,76€
Banana (kg)1,30€
Batata (kg)1,49€
Refeição em restaurante barato11€
Refeição na Universidade de Lisboa3,10€
Refeição na Universidade do Porto2,95€
Valores consultados em fevereiro de 2026.

Se você quiser ter um panorama ainda mais realista de quanto vai gastar por mês nos supermercados em Portugal, entre nos sites do Continente ou Pingo Doce, e faça um levantamento de acordo com seus próprios hábitos alimentares.

Lazer

Outro gasto muito relativo são as atividades de lazer, no entanto, elas devem ser contabilizadas: entre 50€ a 150€, dependendo da quantidade (e da qualidade) das saídas.

Quem vem para Portugal estudar tem “um bocado de sorte” já que, se comparado a outros país europeus, aqui há muitas opções de atividades gratuitas ou por preços bastante acessíveis.

A comunidade acadêmica é muito presente e as programações culturais, especialmente no verão, geralmente acontecem em praças e parques (inclusive alguns festivais de música são gratuitos).

O preço nos cinemas também é interessante: cerca de 7€ a 10€, sem contar os descontos que muitos lugares disponibilizam.

Aquela cervejinha nos fins de semana, costumam custar entre 1,20€ a 2€ nos bares frequentados por universitários. Nada mal, não é?

E na hora de voltar para casa da balada, uma viagem em carro de aplicativo, como Uber ou Bolt, não costuma ter um preço exorbitante. É possível percorrer distâncias consideráveis por uma média de 5€, por exemplo.

Resumo do custo de vida para estudar em Portugal

Resumindo, os principais gastos para quem vai estudar em Portugal, considerando uma moradia em quarto privado numa casa compartilhada, são:

ItemValor médio mensal
Moradia em quarto compartilhado400€
Transporte0€ (40€ para +23 anos)
Alimentação250€
Lazer150€
Total800€

Lembrando que esses custos são valores médios no país e não compreendem o valor da universidade. Em cidades maiores, os custos serão mais altos, bem como variam conforme o seu estilo de vida.

Nossa entrevistada Rebeca, por exemplo, diz que custos como transporte e alimentação, podem ser mais acessíveis. “O passe estudantil reduz bastante os gastos com transporte, e se você se organizar, consegue fazer compras mensais a preços razoáveis”, explica.

Pode trabalhar e estudar em Portugal?

Sim. Estudantes internacionais com visto de residência para estudos podem trabalhar em Portugal enquanto estudam. As regras gerais permitem:

  • Durante o período letivo: até 20h semanais;
  • Durante as férias acadêmicas: tempo integral.

É essencial que o emprego não interfira no desempenho acadêmico. Além disso, algumas instituições oferecem estágios e programas de integração profissional que podem complementar a formação e auxiliar financeiramente.

É obrigatório que os estudantes informem à AIMA sobre a intenção e consultem os serviços de apoio ao aluno de suas respectivas universidades para orientações específicas sobre oportunidades de trabalho e requisitos legais.

Outro ponto importante é o Estatuto do trabalhador-estudante, que oferece direitos especiais para quem estuda e trabalha ao mesmo tempo. Esse estatuto possibilita horários de trabalho mais flexíveis, limita a obrigatoriedade de horas extras e permite faltas justificadas para realização de provas.

Rebeca compartilha sua experiência trabalhando enquanto estudava:

“Escolhi ficar no Norte de Portugal por saber que o custo de vida era mais acessível e porque o visto de estudante me permitia trabalhar. No entanto, como já possuía o Estatuto de estudante internacional, não tive acesso ao Estatuto de estudante trabalhador dentro da universidade.”

Ela ressalta que: “Como pude trabalhar, foi mais fácil me organizar. Embora eu deva ressaltar que sempre tive ajuda da minha família no Brasil, e sei que é muito mais difícil para quem não tem amparo financeiro familiar.”

Estágio em Portugal

Os estágios em Portugal são uma excelente forma de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos durante o curso e de ganhar experiência no mercado de trabalho local.

Muitas universidades mantêm parcerias com empresas e instituições para oferecer estágios curriculares, obrigatórios ou opcionais, aos seus estudantes.

Além dos estágios promovidos pela própria universidade, os alunos também podem buscar oportunidades por conta própria, em plataformas como NetEmprego, IEFP ou diretamente nos sites das empresas. 

Deve-se considerar que existem estágios remunerados e não remunerados, e os primeiros costumam seguir as regras do salário mínimo português proporcional à carga horária.

Para estudantes estrangeiros, é importante que o estágio seja compatível com o visto de estudo e, se for remunerado, que respeite o limite de horas permitido para trabalho regular: até 20h semanais durante o período letivo.

Quanto ganha um estudante em Portugal?

O valor que um estudante pode ganhar em Portugal depende da área de atuação, da cidade onde vive e da carga horária permitida. 

Com o salário mínimo nacional fixado em 920€ mensais em 2026, para uma jornada integral (40h por semana), quem trabalha meio período durante o período letivo (20h por semana) costuma ganhar entre 450€ a 600€ por mês

Durante as férias acadêmicas, quando é permitido trabalhar em tempo integral, é possível atingir o valor do salário mínimo completo ou até ultrapassá-lo, dependendo da função e do setor. 

Áreas como hotelaria, turismo, atendimento ao público e comércio são as mais acessíveis para estudantes e, em alguns casos, oferecem benefícios adicionais como alimentação, transporte ou gorjetas.

Apesar de ajudar a custear parte das despesas, o trabalho deve ser compatível com os estudos e não prejudicar o rendimento acadêmico. O objetivo do aluno é estudar, e não ser trabalhador em tempo integral.

Por isso, é fundamental manter o equilíbrio com foco nos estudos e, sempre que possível, buscar oportunidades que também contribuam para o desenvolvimento profissional.

Tem como transferir a faculdade para Portugal?

Sim, é possível transferir sua faculdade do Brasil para Portugal.. O processo requer análise do histórico acadêmico e das disciplinas já cursadas.

Foi exatamente o que meu irmão decidiu fazer. Após encerrar o tempo da bolsa sanduíche, ele optou por permanecer em Lisboa e concluir o curso completo de Design. Se tivesse retornado ao Brasil, obteria o diploma de bacharel apenas em Design Gráfico. (Ane)

Ao finalizar toda a formação em Portugal, ele conquistou um diploma mais completo, adquirindo habilidades que vão além do design gráfico, abrangendo diversas áreas do design.

Mas tenha atenção a um detalhe antes de realizar a transferência: é exigido que pelo menos 50% do curso seja realizado em Portugal.

Assim, se você já tiver concluído mais da metade da graduação no Brasil, essa pode não ser a melhor opção. O curso pode se prolongar além do esperado e os custos totais serão mais altos.

Tipos de cursos para estudar em Portugal

Portugal oferece diversas opções de cursos para estudantes internacionais, abrangendo desde formações técnicas até graduações avançadas como mestrados e doutorados. Os principais tipos de cursos são:

  • Cursos técnicos e profissionalizantes;
  • Licenciatura (graduação);
  • Mestrado;
  • Doutorado (doutoramento).

A escolha do tipo de curso dependerá, sobretudo, dos objetivos acadêmicos e profissionais do estudante, ou das exigências do mercado de trabalho.

A seguir, confira as principais categorias de cursos disponíveis para estudar em Portugal.

Técnicos e profissionalizantes

Os institutos politécnicos oferecem cursos técnicos em diversas áreas, com duração menor e foco na qualificação profissionalizante em setores como hotelaria, turismo, marketing, design, saúde, tecnologia da informação e engenharia.

Estudantes procurando um livro na biblioteca
De cursos técnicos a pós-graduações, Portugal tem formações para diferentes objetivos acadêmicos e momentos da vida do estudante.

Em geral, a formação dura de 6 meses a 2 anos e tem um caráter mais prático, preparando os alunos para uma rápida inserção no mercado de trabalho.

Graduação

A graduação em Portugal tem duração média de 3 a 4 anos, dependendo do curso e da instituição.

Enquanto algumas áreas, como Ciências Sociais e Humanas, costumam seguir o período padrão de 3 anos, cursos mais técnicos ou específicos, como Engenharia e Medicina Veterinária, podem se estender por 4 anos ou mais.

Além disso, existem os programas integrados que combinam licenciatura e mestrado, ampliando a duração total da formação.

Pós-Graduação

A pós-graduação em Portugal é estruturada para atender diferentes objetivos acadêmicos e profissionais. Existem quatro principais categorias:

  • MBA;
  • Mestrado;
  • Doutorado;
  • Pós-doutorado.

A escolha entre essas modalidades depende das ambições do estudante, além dos requisitos e exigências de cada área do conhecimento.

Diferença no mestrado

O mestrado em Portugal apresenta algumas diferenças importantes em relação ao modelo brasileiro a começar pela duração. Enquanto em Portugal costuma ser mais curta, variando entre 1 ano e meio e 2 anos, no Brasil, a maioria dos programas dura pelo menos 2 anos.

Outra diferença significativa está na estrutura curricular: em Portugal, os mestrados são mais voltados para o mercado de trabalho e podem incluir estágios obrigatórios, dependendo da área de estudo.

Outro ponto relevante é que, em Portugal, muitas graduações são projetadas para que os estudantes avancem diretamente para o mestrado após a licenciatura. Isso significa que, desde o início do curso, já há uma preparação para essa continuidade acadêmica, funcionando como uma extensão natural da formação inicial.

Já no Brasil, a transição entre graduação e mestrado tende a ser menos direta, e é comum que o ingresso em um mestrado acadêmico exija maior experiência na área e muita produção científica.

No vídeo abaixo, a Beatriz Costa compartilha informações que ela gostaria de ter tido antes de começar a planejar o mestrado em Publicidade e Marketing em Portugal. Confira os aprendizados práticos de uma experiência real.

Método de seleção

Por fim, o processo seletivo também difere: enquanto no Brasil os candidatos geralmente precisam passar por provas, entrevistas e análise de currículo, em Portugal a seleção se baseia principalmente no histórico acadêmico, na avaliação do diploma de graduação e no currículo profissional.

Ou seja, se seu foco é a pesquisa científica e a carreira acadêmica, o ideal é seguir para o doutorado.

Integração nas universidades

A integração dos alunos brasileiros nas universidades portuguesas costuma ser tranquila, mas pode envolver alguns desafios iniciais. Como o idioma é o mesmo, a adaptação acadêmica tende a ser mais simples do que em outros países, embora existam diferenças no vocabulário e na estrutura do ensino.

Além disso, algumas universidades oferecem apoio específico para estudantes internacionais, como mentorias, serviços de acolhimento e programas de integração cultural.

Universitários comemorando formatura
Projetos em grupo, associações estudantis e atividades culturais ajudam a criar redes e se sentir parte da universidade do início ao fim do curso.

No entanto, é preciso estar preparado para diferenças culturais, como o estilo de ensino mais autônomo e a exigência de maior responsabilidade individual nos estudos.

Embora Portugal seja um destino popular para brasileiros, a adaptação não é igual para todos. Rebeca relata que sentiu dificuldades na integração com colegas portugueses:

“Sempre me senti à parte do mundo deles. Há uma xenofobia velada e, muitas vezes, explícita, que torna a experiência acadêmica um desafio psicológico.”

Ela também aponta que na época que estudou, a universidade poderia ter oferecido mais suporte para estudantes estrangeiros:

“Acho que falta uma revisão de como receber estudantes brasileiros e combater a xenofobia dentro da Universidade.”

Apesar de trabalhoso para alguns, construir uma rede de contatos com outros alunos, tanto brasileiros quanto portugueses, pode facilitar a adaptação e enriquecer a experiência acadêmica. E caso passe por qualquer episódio de discriminação, saiba que há onde pedir ajuda e denunciar.

Melhores universidades de Portugal

De acordo com o QS World University Rankings de 2026, as melhores instituições portuguesas são:

  1. Universidade de Lisboa: 230ª posição;
  2. Universidade do Porto: 237ª posição;
  3. Universidade Nova de Lisboa: 327ª posição;
  4. Universidade de Coimbra: 347ª posição;
  5. Universidade de Aveiro: 419ª posição;
  6. Universidade do Minho, em Braga e Guimarães: 566ª posições;
  7. Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL): 711ª-720ª posições;
  8. Universidade Católica Portuguesa em Lisboa, Porto, Braga e Viseu: 781ª-790ª posições.

Este ranking avalia as universidades a nível mundial. Embora poucas instituições portuguesas apareçam entre as 200 primeiras posições, muitas delas têm ótimo desempenho no contexto europeu e oferecem cursos com reconhecimento e qualidade acadêmica internacional.

Melhores Institutos Politécnicos de Portugal

Juntamente com as melhores universidades de Portugal os institutos politécnicos do país são reconhecidos por oferecerem formações práticas e alinhadas às demandas do mercado de trabalho.

Segundo o ranking da UniRank de 2026 merecem destaque:

  1. Instituto Politécnico do Porto;
  2. Instituto Politécnico de Leiria;
  3. Instituto Politécnico de Lisboa;
  4. Instituto Politécnico de Viana do Castelo;
  5. Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Essas instituições têm se destacado não apenas pela qualidade do ensino, mas também por parcerias com empresas e elevada taxa de empregabilidade dos diplomados.

Melhores cidades para estudar em Portugal

Algumas das melhores cidades para estudar em Portugal incluem Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, que concentram universidades importantes e uma grande comunidade estudantil.

As melhores cidades são as que reúnem boas universidades, uma oferta formativa diversificada e um ambiente acolhedor para os estudantes. Junte isso à qualidade e custo de vida – fatores que farão toda a diferença na experiência acadêmica.

Abaixo, você confere detalhes sobre essas e outras cidades que combinam infraestrutura acadêmica e um ambiente propício para quem deseja estudar e viver uma experiência única na Europa.

Algumas cidades portuguesas, embora ofereçam infraestrutura e oportunidades excepcionais, possuem um custo de vida mais elevado. Entre elas estão:

  • Lisboa: a capital do país, centro cultural e econômico, com aluguéis e despesas diárias mais altos;
  • Porto: segunda maior cidade, conhecida por sua rica história e vida noturna animada, também apresenta custos consideráveis;
  • Cascais: localizada próxima a Lisboa, é uma cidade costeira luxuosa com altos custos de moradia;
  • Faro: capital do Algarve, região turística que eleva os preços locais;
  • Coimbra: embora seja conhecida como “cidade universitária” e tenha um custo de vida mais acessível do que Lisboa ou Porto, os preços de moradia e alimentação vêm subindo devido à alta demanda estudantil.

Mesmo com o custo mais elevado, essas cidades continuam entre as mais procuradas por estudantes, graças à oferta de cursos de qualidade, infraestrutura e oportunidades de networking.

Para estudantes que buscam qualidade aliada a um custo de vida mais acessível, morar no interior de Portugal é a melhor opção. Algumas delas são:

Essas cidades também costumam ter menor concorrência por vagas de alojamento estudantil e um ritmo de vida mais tranquilo, ideal para quem busca foco nos estudos.

Perguntas frequentes sobre estudar em Portugal

Ainda tem questões que gostaria de esclarecer? Então confira as respostas para as dúvidas mais frequentes sobre estudar em Portugal:

Se tiver cidadania portuguesa, precisa fazer o Concurso Nacional de Acesso.

Se não tiver, basta fazer a candidatura no site da Universidade pretendida, que normalmente é uma análise curricular seguida de entrevista. Outra opção, aceita por algumas instituições, é o uso da nota do Enem.

Entre 1.925€ e 7 mil euros por ano, sendo o primeiro o valor da Universidade do Porto para alunos CPLP e o segundo o valor da Universidade de Coimbra.

Na Universidade de Lisboa, o valor deliberado e proposto para o letivo 2026/2027 para a propina anual de licenciatura é de 1.500€ para estudantes internacionais.

O custo para estudar direito em Portugal vai depender da faculdade na qual pretende estudar. Os valores apresentados são para estudantes internacionais com descontos para brasileiros quando aplicável.

O ano letivo em Portugal vai de setembro a junho. As aulas têm início em meados de setembro em todos os ciclos de estudo. Em dezembro ocorre a primeira pausa, uma mini-férias, de duas semanas no período de Natal e Ano Novo.

Os exames (provas) do primeiro semestre acontecem em janeiro, período no qual não há aulas, apenas exames, entregas e apresentação de trabalho.

As aulas retornam em fevereiro, já para o segundo semestre letivo. Na Páscoa há mais um período de recesso, de cerca de uma semana. Em junho acontecem os exames do segundo semestre, novamente não há aulas, apenas provas e entregas/apresentação de trabalho.

Assim como no primeiro semestre cerca de 10 dias do período de exames são dedicados aos recursos, quando é possível realizar novos exames para quem não passou ou melhorar a nota, caso o aluno queira.

Os valores pagos dependem de uma série de fatores, como: se você tem ou não cidadania europeia e o grau de especialização que fará (graduação, mestrado, doutorado, etc.).

Os valores anuais ficam entre 697€ (graduação para estudante com nacionalidade portuguesa) e 2.750€ (doutorado em medicina veterinária para aluno internacional ano letivo 2026/2027), por exemplo. Confira diretamente no site da Universidade.

Em Portugal existem os Politécnicos, Licenciatura (Graduação) e Pós-graduação.

Os Politécnicos são instituições de ensino superior focadas na formação prática. Com cursos mais curtos, o objetivo é formar profissionais prontos a entrar no mercado de trabalho em áreas mais práticas.

A Graduação em Portugal pode ser realizada de duas maneiras, Licenciatura e Mestrado Integrado, sendo o primeiro com duração média de 3 anos. O Mestrado Integrado, por sua vez, é uma modalidade com duração média de 4 a 5 anos, que concede o título de mestre, é um 2 em 1.

Já a pós-graduação em Portugal pode ser tanto o Mestrado ou Doutoramento, enquanto a pós mais voltada para o mercado de trabalho. Existem também muitos MBAs, ideais para quem busca uma formação para a área de negócios.

Os valores variam conforme a universidade. De 3.500€ na Escola Superior de Enfermagem do Porto até 5.500€ na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, ambos os valores são anuais. Os preços apresentados são para alunos internacionais, nos quais os brasileiros se enquadram.

Vale destacar que, embora essas faculdades ainda não tenham divulgado oficialmente os valores para o ano letivo 2026/2027 até a produção deste artigo, as propinas do ano anterior costumam servir como referência inicial.

Assim, o ideal é definir as escolas que mais despertam interesse, pesquisar os valores de cada uma delas em seus sites oficiais.

O mais comum é alugar quarto em casa com partilhada. Nas principais cidades do país existem residências destinadas especialmente a jovens que saem de casa para estudar.

As residências são particulares, sem nenhuma relação com as universidades, mas se localizam em regiões próximas as principais faculdades. Também há residências estudantis ligadas as universidades, mas não são gratuitas.

Você pode buscar em sites como a Flatio, Uniplaces, BQuartos e, ainda, grupos no Facebook específicos para esse fim.

Na maioria das universidades portuguesas, os estudantes brasileiros só podem ingressar em Medicina se atenderem a uma das seguintes condições:

  • Possuírem nacionalidade portuguesa ou europeia;
  • Morarem legalmente em Portugal por pelo menos 2 anos consecutivos até 31 de agosto do ano de ingresso;
  • Se obtiverem o Estatuto da Igualdade de Direitos e Deveres.

Até recentemente, não era possível usar a nota do Enem para Medicina. Os candidatos precisavam fazer os exames nacionais portugueses e concorrer junto com os estudantes locais.

No entanto, a partir de 2025, duas universidades passaram a aceitar o exame como forma de acesso: a Católica Medical School (da Universidade Católica Portuguesa) e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Nesses casos, os estudantes brasileiros podem se candidatar diretamente do Brasil, sem precisar residir em Portugal por 2 anos, nem obter o Estatuto da Igualdade de Direitos e Deveres.

Para estudar odontologia em Portugal é necessário fazer o Exame Nacional. E para poder prestar essa prova, é preciso ter o Estatuto da Igualdade de Direitos e Deveres e se enquadrar em alguns requisitos.

Também é importante saber que a nota do Enem não é aceita para o ingresso no curso de odontologia.

Para estudar enfermagem em Portugal, o candidato deve conferir o edital de abertura de vagas da universidade de interesse e fazer a inscrição no prazo.

As candidaturas são online e é preciso entregar os documentos exigidos, como certificado de conclusão do ensino médio e histórico escolar com descrição das disciplinas e notas, além de outros documentos como carta de motivação e documentos pessoais.

Ao contrário de outros cursos da área da saúde (como odontologia), para estudar enfermagem em Portugal é permitido usar a nota do Enem. Procure por uma das universidades que aceitam a nota do exame na candidatura.

Para estudar direito em Portugal, o candidato deve escolher a universidade preferida e verificar os critérios de seleção informados no site da instituição.

A inscrição e o envio de documentos, como certificado de conclusão do ensino médio, histórico escolar (com lista das disciplinas e notas finais) e carta de motivação deve ser feita pelo site.

Vale lembrar que muitas faculdades que oferecem o curso de direito aceitam a nota do Enem para fazer a candidatura. Verifique diretamente com a universidade onde você desejar estudar.

Sim. Em Portugal, o ensino obrigatório e público (dos 6 aos 18 anos) é universal e gratuito: não há propinas nem taxas de matrícula, e existem apoios sociais para famílias com rendimento mais baixo.

No entanto, os pais são responsáveis por custos como alimentação, material escolar e visitas de estudo, que variam consoante a renda familiar.

Apenas cidadãos da União Europeia, do Espaço Econômico Europeu ou da Suíça podem estudar em Portugal sem visto. Brasileiros e demais estrangeiros precisam de visto se o curso tiver duração superior a 90 dias.

A maioria dos brasileiros usa recursos próprios, apoio da família ou bolsas de estudo. Também é comum trabalhar durante o curso, já que o visto de estudante permite até 20h semanais em período letivo e tempo integral nas férias.

Não existe um único “melhor curso”, já que a escolha depende do seu perfil, objetivos profissionais e área de interesse. Em geral, Portugal se destaca em áreas como engenharias, tecnologia, saúde, negócios, turismo e ciências sociais. Além disso, oferece boa reputação acadêmica em arquitetura, direito e relações internacionais.

O mais importante é escolher um curso reconhecido e alinhado ao seu projeto profissional. Também vale considerar as oportunidades acadêmicas e de inserção no mercado de trabalho, em Portugal ou em outros países da União Europeia.

Perguntas da Comunidade Euro Dicas

No Instagram do Euro Dicas, perguntamos à nossa comunidade quais eram as suas dúvidas sobre estudar em Portugal. Recebemos muitas perguntas e selecionamos algumas para responder em um vídeo curtinho de 3 minutos, as perguntas são:

  • Vou como turista, só consigo me inscrever com residência? Como eu faço?
  • Curso 100% gratuito em Portugal, existe?
  • Pós-graduação em Direito em Portugal, preciso validar meu diploma?
  • Tem época certa para candidatura em pós-graduação?
  • É necessária carta de recomendação?
  • Como é a graduação para quem também trabalha durante o período?
  • É possível candidatar a uma vaga mesmo estando no Brasil?
  • É possível fazer graduação em medicina em Portugal sendo brasileiro?

A Ana Luiza Fernandes, do Euro Dicas respondeu tudo, confira:

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Uma publicação compartilhada por Euro Dicas (@eurodicasoficial)

Live Estudar em Portugal: perguntas e respostas

O Euro Dicas também realizou uma live e convidou a Ana Luiza e a Lívia Tostes, que estudaram em Portugal. Elas compartilharam suas experiências e tiraram mais dúvidas sobre o processo. Acompanhe:

Vale a pena estudar em Portugal?

Sim, estudar em Portugal pode valer muito a pena para brasileiros que buscam ensino de qualidade, experiência internacional e possibilidade de construir carreira na Europa, desde que haja clareza sobre os desafios e os benefícios envolvidos.

No caso da Rebeca, por exemplo, a vivência acadêmica não foi o principal atrativo. Ela veio para Portugal com o objetivo de, no futuro, solicitar a cidadania portuguesa por tempo de residência. Na época, esse processo era associado ao prazo mínimo de 5 anos de residência legal no país.

Independentemente do motivo (acadêmico, profissional ou pessoal), quem pretende estudar em Portugal precisa se planejar. Pesquisar bem as universidades, compreender os custos reais de vida, conhecer as regras migratórias atualizadas e ter sempre um plano B são fatores essenciais para uma experiência positiva no exterior.

Como a própria Rebeca aconselha:

“Ser realista, não se iludir achando que tudo vai ser perfeito como se fosse uma grande Eurotrip. E em hipótese alguma venha sem visto. Hoje em dia está muito mais difícil para se regularizar aqui.”

Viver em Portugal continua uma excelente oportunidade, desde que haja planejamento e informação atualizada. As regras mudaram, os custos variam e o improviso já não funciona.

Com escolhas conscientes, é possível aproveitar o que o país oferece e construir um percurso acadêmico e pessoal, sem surpresas no caminho. Bons estudos!