Cursar um doutorado em Portugal faz parte do sonho de muitos brasileiros. Se você é uma destas pessoas e não sabe por onde começar, fique atento a este artigo.
Vamos explicar o passo a passo para ajudar a planejar o seu doutorado, desde o momento da escolha da universidade até o embarque para Portugal.
Como fazer doutorado em Portugal?
Normalmente, para fazer um doutorado em Portugal (que aqui também é chamado de 3º ciclo de estudos ou doutoramento) é preciso já ter feito um mestrado.
Em alguns casos excepcionais, é possível ingressar diretamente depois de terminar a licenciatura. Mas para isso, é preciso ter um currículo considerado relevante. Essas informações podem ser consultadas diretamente com as universidades.
E como começar? O primeiro passo é escolher a sua área de estudos e pesquisar quais universidades portuguesas oferecem cursos na sua área de interesse.
Existem duas formas de organizar o seu doutorado em Portugal: por conta própria ou com ajuda de uma empresa especializada. É possível sim organizar tudo sozinho, mas é preciso muita atenção aos detalhes para não cometer nenhum erro perdendo tempo, dinheiro ou até perdendo a oportunidade de fazer o doutorado dos seus sonhos.
Experiência de brasileiros no mestrado em Portugal
Conversamos com Orlando, brasileiro que já concluiu o doutorado em Portugal. Ele contou que a experiência começou no mestrado, que foi muito satisfatório, e permitiu uma mudança de carreira. Por isso, decidiu prosseguir a pesquisa no doutorado e recebeu apoio dos professores da universidade.
“A boa formação durante o período de aulas e o debate foi muito rico, principalmente pela presença de estudantes de áreas variadas.”, conta Orlando.
Para ele, a experiência valeu a pena porque em Portugal tinha fácil acesso a outros países, além da oportunidade de recorrer a apoios econômicos da União Europeia. Entretanto, ele destacou que precisou criar um percurso de investigação de forma bastante independente.
“Um pouco por conta da escassez de oferta profissional em relação à investigação. O cenário acadêmico português está em processo de reforma, o que pode ser ao mesmo tempo um cenário de conflito e de boas oportunidades”, conclui.
Experiência da Daniela
A Daniela Costa, que é docente e consultora na área acadêmica em comunicação e marketing, também conversou com a gente sobre seu primeiro ano de doutorado em Portugal. Ela optou pela área de sociologia como pesquisa por entender uma conexão entre sua área de formação, o jornalismo.

Ela, que mora no Porto desde 2022, anos antes já tinha intenção de se mudar pensando no doutorado. No entanto, na primeira vez que se candidatou e foi aprovada, ainda no Brasil, não havia se planejado para a mudança, pois foi pega de surpresa. “Foi como um teste”, conta.
Só após se organizar, decidiu vir com seu filho. No entanto, naquele momento, optou por fazer uma pós-graduação.
“Meu foco sempre foi o doutoramento, a pós foi apenas uma ponte. E foi excelente porque me deu um network muito bom que eu desfruto até hoje, com parcerias profissionais. Aí, no ano seguinte, me preparei e fiz a seletiva do doutoramento e entrei.”
Dani conta que essa decisão foi fundamental para conhecer pesquisadores, professores e expandir também sua carreira profissional para atuar no país. Além disso, diz que vir para Portugal sem conhecer ninguém tornaria seu processo muito mais difícil.
Dessa forma, com esses exemplos, saiba que, se você pretende ou já está começando a fazer um planejamento para morar em Portugal para fazer um doutorado, preste atenção nas dicas a seguir.
Precisa apresentar um projeto de pesquisa?
Sim, geralmente é necessário apresentar um projeto de pesquisa. Esse projeto deve descrever o tema, os objetivos, a metodologia e a relevância da pesquisa que você pretende desenvolver durante o doutorado. Inclusive, essa é uma etapa importante para candidatos ao doutorado em Portugal.
Recomendamos a assessoria da Campara, um escritório de advogados experientes para auxiliar na sua solicitação de vistos, autorização de residência, cidadania e outros trâmites. É da nossa confiança.
ENTRAR EM CONTATO →A Dani faz um balanço do projeto que apresentou recentemente e aguarda o veredito. No caso dela, só após aprovação, será atribuído oficialmente um orientador para sua pesquisa. Ela conta que a produção do projeto é muito individual, introspectiva, com o adendo:
Você não precisa gastar com a transferência do dinheiro. Use o cartão multimoedas da Wise direto, com câmbio justo e sem tarifas abusivas. Prático, seguro e econômico. Peça já o seu!
Abrir Conta Multimoeda →“Claro que com todo o suporte teórico das aulas, a metodologia e o acompanhamento dos professores que se colocam à disposição. Mas, por mais que você tenha um orientador, ele não é o dono da pesquisa. O dono da pesquisa é o doutorando.”, completa Dani.
Seguindo o cronograma da Universidade do Porto, a Dani explica que, após essa fase, serão feitos os melhoramentos dos pré-projetos entregues pelos alunos e até dezembro serão feitas as apresentações públicas para confirmar a intenção de pesquisa de cada um.
Candidatura para doutorado em Portugal por conta própria
Para se candidatar por conta própria, acompanhe o passo a passo:
1. Escolha a instituição
O primeiro passo é escolher em qual (ou quais) universidades você pode estudar. Para isso, é importante que você faça uma boa pesquisa e encontre as universidades de Portugal que oferecem um doutorado na área que você pretende estudar.
Analise também a região onde essas universidades estão localizadas e procure conhecer um pouco mais sobre ela. Veja, por exemplo, se o clima da cidade é uma boa opção para você. Algumas regiões de Portugal, como o Norte, são mais chuvosas e frias. No Sul, o clima é mais quente e seco.
2. Verifique a afinidade do tema com a instituição
Procure saber também se a universidade oferece um curso que seja bem adequado ao que você pretende estudar ou à sua linha de pesquisa (caso você já tenha uma).
Você pode buscar informações diretamente no site da universidade, por exemplo, verificando o Plano de Estudos e as disciplinas que fazem parte do curso.
Também pode valer a pena entrar em contato com professores do doutorado para conversar a respeito das suas pretensões de estudo. É uma boa maneira de verificar se a universidade é uma boa escolha para o seu tema de pesquisa.
A importância da afinidade do tema com a instituição
Esse é um dos momentos mais importantes para você tomar uma boa decisão. Por isso, é realmente fundamental verificar se o Plano de Estudos oferecido pelo doutorado tem bastante afinidade com o que você quer estudar.
Como o sistema de ensino do país é desconhecido para quem ainda está planejando vir estudar (e existem algumas diferenças), recomendamos que tenha bastante atenção na hora de fazer essa pesquisa.
Veja, por exemplo, o que aconteceu com nossa entrevistada Ana, que ainda está cursando o doutorado. Ela diz que escolheu o curso pelo desejo de estudar em outro país, aliado ao fato de encontrar um doutorado específico da sua área de pesquisa oferecido em português.
Segundo ela, o curso atende suas expectativas em partes, já que se deparou com algumas disciplinas que não eram exatamente o que ela buscava para a sua investigação, o que fez com que ela sentisse falta de algumas abordagens mais profundas que unissem teoria e prática. Mesmo assim, a Ana considera que a experiência tem sido válida.
“O curso tem muita qualidade e com propinas (taxas) mais em conta, em comparação com o Brasil. Além disso, o processo de seleção é um pouco mais simplificado e acessível, principalmente para quem não tem uma grande produção acadêmica.”, relata Ana.
Por isso, não se atenha somente ao nome do curso ou à área de especialização, pesquise mais a fundo para ter certeza de que você vai escolher um curso que seja bem adequado às suas expectativas.
3. Analise os custos necessários
Depois de ter feito a pesquisa prévia e o contato com as universidades de interesse, verifique quais são os custos necessários para poder cursar o doutorado. Um dos principais é o valor da propina – o preço anual pago para a universidade.
Caso você ainda não saiba, em Portugal até mesmo as universidades públicas são pagas. Quase sempre os valores são mais em conta nas públicas, mas você vai precisar desembolsar algum valor para pagar o curso, a não ser que consiga uma bolsa de estudos.
A seguir, explicaremos um pouco mais sobre as propinas das universidades portuguesas. Além desse gasto anual, também é preciso colocar na ponta do lápis outros custos da vida em Portugal, como:
- Taxa de candidatura e taxa de matrícula;
- Valor do visto de estudo e da autorização de residência;
- Passagem aérea;
- Custo do aluguel de um quarto, apartamento ou residência universitária;
- Contas mensais (se não forem incluídas no contrato de aluguel);
- Alimentação;
- Transporte;
- Custos com material e livros.
4. Faça a candidatura
Quando você tiver escolhido o curso, é hora de preparar a candidatura. Em Portugal, o processo de seleção é feito quase sempre diretamente pelo site da universidade, e lá você vai encontrar o edital com as informações necessárias.
Não tenha pressa na hora de se candidatar, leia todos os requisitos do edital e prepare a documentação com atenção. Algumas regras podem mudar de uma universidade para outra, mas normalmente você vai precisar:
- Preencher um cadastro pessoal;
- Anexar documentos pessoais, currículo, diploma de mestrado e carta de motivação.
Em algumas universidades, o processo de seleção para o doutorado também pode incluir uma entrevista, além da análise do currículo e da entrega da documentação. Se for o caso, confirme com a universidade se a entrevista pode ser feita online.

Atenção: os documentos obtidos no Brasil, como o diploma de mestrado, devem ter Apostila de Haia para serem aceitos em Portugal.
Para fazer o apostilamento, indicamos que conheça a eTraduções. Já testamos o serviço da empresa, que é de confiança. A entrega dos documentos com a Apostila pode ser feita no Brasil e no exterior, o que facilita muito.
Prazos de candidatura
Também fique atento aos prazos de candidatura. É comum que existam duas ou três fases com ofertas de vagas, sendo a primeira logo no começo do ano.
Como o ano letivo em Portugal inicia em setembro, quanto mais cedo você fizer a candidatura, mais tempo terá para organizar a sua mudança. Além disso, caso não seja aprovado na primeira fase, terá a chance de fazer uma nova candidatura na segunda, se quiser.
5. Se for aprovado, solicite visto de estudante
Se tudo correr bem e você for aprovado na seleção do doutorado, o próximo passo é pedir o visto de estudos. O pedido, que vale por 120 dias, é feito ainda no Brasil. Com ele em mãos, você tem o direito de entrar em Portugal.
Quando já estiver por aqui, deve agendar um atendimento na AIMA (Agência para a Integração Migrações e Asilo) para solicitar a sua autorização de residência.
Importante: brasileiros que têm nacionalidade europeia não precisam solicitar visto para estudar, trabalhar ou residir em Portugal.
Como pedir o visto
O pedido de visto é feito através da empresa VFS Global. No site, você encontra todas as informações e a documentação necessária para fazer o pedido corretamente.
Saiba que a VFS só recebe e analisa as solicitações de visto que estejam de acordo com as instruções do site. Por isso, faça tudo com bastante atenção.
Caso prefira contar com apoio especializado, uma opção é a Madeira da Costa, empresa de assessoria indicada para auxiliar estudantes brasileiros em todo o processo de pedido de visto para Portugal.
Contar com uma assessoria pode ser útil para evitar erros no preenchimento, reunir a documentação correta e garantir mais segurança e agilidade em cada etapa do processo.
Documentos necessários
Abaixo, listamos os documentos principais para quem deseja realizar o doutorado em Portugal com o visto adequado:
- Formulário de pedido de visto preenchido e assinado;
- 2 fotos 3×4 recentes;
- Passaporte (original e cópia da página de identificação e das folhas usadas);
- Comprovante de que foi aceito na universidade (carta de aceite emitida pela própria universidade);
- Seguro viagem ou PB4;
- Certidão de Antecedentes Criminais emitida pela Polícia Federal, com Apostila de Haia (máximo de 30 dias de emissão);
- Autorização de consulta do Registro Criminal Português;
- Comprovante de que possui meios de subsistência (pode ser aceito Termo de Responsabilidade de um familiar que vai pagar seus gastos, comprovante de recebimento de bolsa de estudos ou Declaração de Imposto de Renda).
Uma mudança importante foi que, com a aprovação das mudanças na Lei de Estrangeiros, a emissão do visto de estudos pode ser mais rápida, já que a solicitação não passará mais pela análise prévia da AIMA.
Além disso, os estudantes nacionais da CPLP (como os brasileiros) estão dispensados de apresentar o comprovante financeiro. Mais detalhes sobre as dispensas podem ser consultados na lista de documentos da VFS.
Custo do visto
Em dezembro de 2025, o valor total é de R$ 843,94 (taxa consular de R$ 675,21 + taxa de transferência de R$ 13,27 + taxa de processamento de R$ 153,46). Os valores alteram-se consoante a cotação do euro, portanto, confira o custo atualizado das taxas consulares no momento de pagar.
Reúna os documentos e envie para a empresa conforme as instruções do site. E não esqueça de enviar também o comprovante de pagamento. Em média, a análise do pedido de visto leva cerca de 60 dias.
Processo para brasileiros com cidadania europeia
Se você possui passaporte europeu, não precisa solicitar visto para estudar em Portugal.
Como cidadão da UE/EEE/Suíça, você tem o direito de residência nos termos da Lei n.º 37/2006, de 9 de agosto, e deve solicitar o Certificado de Registo de Cidadão da UE (CRUE) junto à Câmara Municipal da sua área de residência, após permanecer em território nacional por mais de três meses.
Esse certificado formaliza o seu direito de residência e, conforme o portal governamental, é válido por 5 anos desde a data da emissão, ou até à data prevista da estada no país, se esta for inferior a 5 anos.
Após 5 anos de residência legal e contínua, você pode requerer o Certificado de Residência Permanente junto à AIMA
6. Embarque para Portugal
Quando já tiver o visto em mãos, pesquise os valores das passagens para a data que você pretende viajar. Nem sempre é fácil encontrar uma tarifa em conta, mas estas dicas podem ajudar:
- Tenha flexibilidade nas datas e também pesquise voos que tenham escalas. Essa é uma das melhores formas de encontrar bons preços;
- Pesquise bastante e aproveite os comparadores de preços, que ajudam muito nessa tarefa. Experimente o Vai de Promo, Skyscanner e Kayak, por exemplo;
- Se puder, encaixe a data de voo na baixa temporada, quando os preços são menores (de novembro a março).
Doutorado ou doutoramento?
A verdade é que doutorado e doutoramento significam a mesma coisa. Mas, como você vai notar, em Portugal a expressão doutorado não é usada.
Por aqui, o 3º ciclo de estudos é chamado de doutoramento. Agora, quando começar a acessar os sites das universidades, você já sabe o que procurar.
Como fazer para entrar em um doutorado?
Para entrar no doutorado em Portugal, você pode fazer a candidatura pelo processo tradicional, pode fazer um doutorado sanduíche ou pode pedir transferência (que é menos comum).
Candidatura tradicional
A candidatura tradicional é aquela em que você faz a inscrição na universidade e participa de todo o processo de seleção: análise de currículo e documentos e entrevista.
Você faz esse processo ainda no Brasil, e se for aprovado, pede o visto para poder vir estudar em Portugal.
Doutorado sanduíche
No doutorado sanduíche, o aluno que já cursa o doutorado no Brasil faz uma parte da pesquisa em outro país, ou seja, faz uma espécie de intercâmbio no âmbito do doutorado. Depois disso, deve voltar ao Brasil e fazer a defesa da tese na instituição de origem. O prazo de duração do doutorado sanduíche é variado, geralmente, entre 6 meses e 1 ano.
Uma das maneiras de fazer o doutorado sanduíche é verificar se a instituição em que você estuda no Brasil já tem um convênio com uma universidade portuguesa. Se for o caso, o processo se torna mais simples, e para fazer isso você deve ter o aceite do seu orientador. Normalmente, a universidade auxilia o aluno nos procedimentos necessários.
Em relação à universidade portuguesa onde você pretende fazer a fase da pesquisa, é preciso verificar quais são os requisitos exigidos. Em alguns casos, pode ser preciso se matricular no programa de doutorado, mesmo que vá fazer apenas uma parte da pesquisa na instituição.
Editais de doutorado sanduíche
Você também pode procurar o auxílio de órgãos que têm editais de Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior, como a CAPES e o CNPq. Os editais dessas instituições costumam encerrar nos meses de março ou abril de cada ano.
Também é possível verificar as instituições estaduais que oferecem bolsas de pesquisa para doutorado sanduíche.
Transferência
A transferência não é o procedimento mais comum para fazer um doutorado em Portugal, mas pode ser possível. Para verificar a possibilidade de transferir o seu curso para Portugal é preciso, antes de tudo, confirmar se a universidade portuguesa aceita transferências.
Se for viável, você precisará fazer um processo semelhante ao da candidatura, vai precisar reunir documentos e enviar para a universidade para serem analisados. Provavelmente, também será preciso reconhecer as disciplinas que já foram cursadas no Brasil.
Para verificar se esta possibilidade é viável na sua área, pesquise nas universidades de interesse quais são as regras de transferência. Em Portugal, esse processo é chamado de mudança de par/instituição.
No vídeo a seguir, o João Batista fala sobre suas experiências de estudo em Portugal, incluindo sobre o que ele considerou vantagens e desvantagens de fazer o doutorado no país luso.
Além disso, o João também é professor e investigador, e fala com bastante propriedade sobre como é o sistema de pós-graduação em Portugal.
Documentos solicitados para concorrer ao doutorado
Cada universidade pode solicitar uma documentação específica, mas em geral são exigidos:
- Cópia do passaporte (ou outro documento de identificação se você tiver nacionalidade de um país europeu);
- Cópia do diploma e histórico escolar do grau anterior (com Apostila de Haia);
- Currículo profissional e/ou acadêmico (verifique no edital o que é exigido);
- Carta de motivação (mesmo que não seja obrigatório, é recomendável enviar uma).
Algumas universidades também podem exigir que você apresente cópias de artigos acadêmicos que já tenha publicado e um Termo de Comprometimento do seu provável orientador.
Para evitar a reprovação pela falta de um documento, verifique as regras do edital com atenção e faça a candidatura com calma. Lembre-se que é preciso pagar uma taxa de candidatura. Os valores começam em 15€, mas podem chegar a 200€ (dependendo da instituição).
Passo a passo para se candidatar ao doutorado em Portugal
Antes de tudo, você deve acessar o site da universidade para verificar os requisitos de acesso, documentos exigidos e calendário de candidatura. Quando estiver com tudo certo, é hora de se candidatar.
O procedimento é semelhante em quase todas as universidades, mas não esqueça de verificar os detalhes na sua instituição. De modo geral, o passo a passo é o seguinte:
- Acesse o site da universidade e preencha o cadastro com todos os dados solicitados;
- Anexe os documentos exigidos, tanto os pessoais, como os acadêmicos (passaporte, diploma, histórico escolar, entre outros);
- Verifique qual a taxa de inscrição e faça o pagamento dentro do prazo;
- Caso a universidade disponha de acompanhamento da candidatura, faça isso. Do contrário, fique atento às datas de divulgação do calendário;
- Se o curso escolhido tiver uma entrevista de seleção, não perca a data e procure se preparar para esse dia.
Se você for aprovado, a universidade deve indicar os procedimentos seguintes e como será realizada a matrícula. Em caso de dúvida, não deixe de contatar a secretaria do seu curso.
Após a matrícula, você deve solicitar o seu visto (caso não tenha cidadania europeia) e embarcar para Portugal.
Quanto custa um doutorado em Portugal
Um doutorado em Portugal custa, em média de 1.335 € a 6.350€ no primeiro ano e de 1.200 € a 3.000€ nos anos seguintes.
O valor depende de qual tipo de universidade você vai escolher (privada ou pública). Mesmo que as universidades públicas também sejam pagas, os custos ainda costumam ser bem mais em conta, em comparação com as universidades privadas.
Outro fator que pode influenciar no preço do curso é a sua nacionalidade. Caso você tenha cidadania de algum país da União Europeia, você vai pagar valores mais baratos. Isso acontece porque os estudantes europeus pagam os mesmos valores que os estudantes portugueses.
Preços mais baixos para alunos da CPLP
Em algumas universidades, há preços diferenciados para os alunos CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Os alunos brasileiros são CPLP e por isso, em muitas instituições pagam um valor intermediário (entre o valor cobrado dos estudantes nacionais e dos alunos estrangeiros).
Portanto, uma boa dica é se informar se a universidade onde você vai se candidatar possui estes valores especiais para os alunos da CPLP.
Além destas questões, o valor do doutorado também pode variar de acordo com a área de estudos ou mesmo conforme a estrutura e as atividades oferecidas pelas universidades.
Exemplos de valores
Para que você tenha uma ideia, cotamos os valores de doutorado em Portugal em diferentes universidades. Consideramos as diferenças para alunos europeus, estudantes CPLP e internacionais. Confira:
| Curso | Estudante Nacional | Estudante CPLP | Estudante Internacional |
| Psicologia (Universidade do Porto) | 2.750€ | 3.025€ | 5.500€ |
| Sociologia (Universidade do Porto) | 2.750€ | 3.300€ | 6.000€ |
| Criminologia (Universidade do Porto) | 2.750€ | 2.750€ | 2.750€ |
| Ciência Política (Universidade de Aveiro) | 2.000€ | — | 3.500€ |
| Design (Universidade de Aveiro) | 2.750€ | — | 5.000€ |
| Direito (Universidade Católica Portuguesa) | 4.149€ (1º ano) / 2.738€ (anos seguintes) | — | 4.149€ (1º ano) / 2.738€ (anos seguintes) |
| Bioenergia (Universidade Nova de Lisboa) | 2.750€ | 2.750€ | 2.750€ |
| Antropologia (Universidade de Lisboa) | 1.375€ | — | 1.375€ |
| Economia (Universidade de Lisboa) | 3.000€ (1º ano) / 2.000€ (anos seguintes) | — | 4.000€ (1º ano) / 3.000€ (anos seguintes) |
| História da Arte (Universidade de Lisboa) | 2.750€ (1º ano) / 1.500€ (anos seguintes) | — | 2.750€ (1º ano) / 1.500€ (anos seguintes) |
Os valores são anuais e as universidades costumam permitir o parcelamento sem juros das propinas. Em algumas instituições, você pode pagar o valor em até 10 vezes.
Como fazer doutorado em Portugal com bolsa?
Para conseguir uma bolsa de doutorado e estudar de graça em Portugal, é preciso buscar os editais de candidatura.
Existem basicamente dois tipos de bolsas: as que cobrem apenas o valor da propina e as que incluem um valor mais elevado, capaz de custear outras necessidades, como aluguel, alimentação e material de estudo.
Bolsas no Brasil
No Brasil, você pode procurar auxílio em órgãos de fomento à pesquisa como a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Quando há programas disponíveis, estes órgãos costumam disponibilizar bolsas integrais que cobrem todos os gastos com os estudos. Dependendo do edital, até mesmo os custos de passagem aérea podem estar incluídos.
Além destes, você também pode verificar algumas instituições estaduais de incentivo à pesquisa, como:
- FUNCAP (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico);
- FAPEU (Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária);
- FAPERGS (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul);
- FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo);
- FAPEMAT (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Mato Grosso).
Bolsas em Portugal
Já em Portugal, você pode concorrer a uma bolsa pela FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia). Todos os anos a Fundação abre um edital de bolsas para doutorado. Para concorrer, é preciso apresentar, entre outros documentos:
- Um pré-projeto de doutorado;
- Plano de trabalhos;
- Carta de aceite do orientador.
Também é possível se candidatar a uma bolsa do programa Erasmus Mundus. Ele se destina a promover o intercâmbio de alunos entre universidades europeias. É preciso já ser aluno de uma universidade, e as vagas podem ser consultadas diretamente no site do programa.
Bolsas para alunos da CPLP
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa também publica editais de bolsas para alunos oriundos de países onde se fala português.
Ou seja, além dos descontos nas propinas do doutorado, também é possível se candidatar a uma das bolsas oferecidas pela comunidade. Vale a pena ficar de olho nos editais que sempre são publicados no site.
Outras bolsas que você pode verificar
Também existem outros editais que oferecem bolsas de estudo. É preciso verificar quais são as condições exigidas para poder concorrer.
Fique de olho nestas instituições:
- Educations.com;
- Fulbright;
- Fundação Calouste Gulbenkian;
- Fundação Cidade de Lisboa;
- Fundação Eugénio de Almeida;
- Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento;
- Fundação Millennium BCP;
- Fundação Oriente;
- Instituto Camões;
- Fundação Rotária Portuguesa.
Quanto tempo dura um doutorado em Portugal?
Os doutorados duram entre 3 e 4 anos, sendo o primeiro ano (2 semestres) quase sempre composto por aulas. De modo geral, os anos seguintes são dedicados à pesquisa, orientação e elaboração da Tese de Doutorado, que será apresentada publicamente no final do curso.
Também é possível fazer o curso em regime parcial, cursando menos disciplinas por vez. Nesse caso, o doutorado pode se estender por mais tempo. Para saber mais sobre este tipo de regime, consulte as regras diretamente com a universidade, antes de fazer a matrícula.
É preciso validar o diploma para fazer doutorado em Portugal?
Sim.
Para poder estudar no país você precisa validar o diploma brasileiro. A validação serve como um reconhecimento e indica que o diploma é original. Se o curso exigir o histórico de notas ou das disciplinas cursadas, estes também devem ser validados.
Para validar é preciso fazer a Apostila de Haia (apostilar o documento) no país de origem, ou seja, onde você obteve seu diploma.
Para tornar o processo de preparação mais simples, é possível contar com o apoio da eTraduções, que oferece serviços de apostilamento de diplomas e de organização da documentação necessária para o doutorado. A empresa atende clientes em todo o Brasil e também brasileiros que residem no exterior.
Por outro lado, você pode fazer presencialmente em cartórios autorizados no Brasil. Consulte a lista atualizada de locais no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Para a maioria das instituições, o apostilamento é suficiente. Já para outras, o reconhecimento de grau de diploma estrangeiro pode ser uma exigência. Para ter certeza, entre em contato com a instituição aonde você vai se candidatar.
Como fazer o reconhecimento do diploma em Portugal?
O processo de reconhecimento é feito em Portugal através da Direção-Geral de Ensino Superior (DGES). O seu diploma será analisado por uma universidade que tenha um currículo semelhante ao curso que você concluiu no Brasil.
Se o currículo for considerado correspondente, o diploma será reconhecido e válido em Portugal. O processo tem um custo alto e pode demorar alguns meses. Portanto, se for necessário fazê-lo, providencie quanto antes.
Além disso, contar com auxílio profissional para o reconhecimento de diploma é a melhor maneira de garantir o sucesso desse trâmite. Entre em contato com a equipe especialista Madeira da Costa para este e demais documentos.
Depois de concluir o doutorado é preciso validar o diploma no Brasil?
Sim.
Para que o diploma obtido em Portugal seja válido no Brasil, você deve fazer a validação (o nome correto é reconhecimento do diploma). O pedido é feito de forma eletrônica, no Portal Carolina Bori.
É preciso reunir a documentação exigida, escolher a instituição onde vai pedir o reconhecimento e fazer o pedido no site. Depois, é necessário entregar os documentos pessoalmente na universidade.
O prazo do reconhecimento é de cerca de 180 dias e os custos são variáveis. Por isso, é preciso checar a informação diretamente com a instituição onde você vai pedir o reconhecimento.
Documentos necessários para o reconhecimento no Brasil
Normalmente, para o reconhecimento de doutorado é preciso apresentar:
- Cadastro com dados pessoais e informações de vínculo institucional no Brasil (se for o caso);
- Cópia do diploma (registrado pela instituição que o emitiu);
- Um exemplar da tese com registro de aprovação da banca examinadora e uma cópia digital;
- Documento oficial da instituição de origem (com a data da defesa, o título do trabalho, a aprovação e notas ou conceitos obtidos);
- Lista dos participantes da banca examinadora e do orientador (com currículos resumidos);
- Caso o doutorado não preveja defesa pública da tese, é preciso juntar um documento (emitido e autenticado pela universidade) com a descrição do método de avaliação da tese;
- Cópia do histórico escolar (com as disciplinas/atividades cursadas, períodos e carga horária total, frequência e resultado das avaliações);
- Descrição resumida das atividades de pesquisa realizadas e cópia dos trabalhos científicos decorrentes da tese que tenham sido publicados ou apresentados em congressos (é preciso indicar autoria, nome do periódico e data da publicação ou nome e local dos eventos científicos);
- Resultados da avaliação externa do doutoramento (se existir), caso tenha sido realizada por instituições públicas reconhecidas no país de origem (também é possível apresentar outras informações sobre a reputação do programa, comprovadas por documentos e relatórios, por exemplo).
Como é fazer doutorado em Portugal?
Fazer um doutorado em Portugal é mergulhar na vida de pesquisador. O cotidiano combina leituras e escrita acadêmica, participação em seminários, encontros com o orientador e longas horas de investigação independente.
Diferente da licenciatura ou do mestrado, o doutorado exige muito mais autonomia: o estudante organiza o próprio tempo, define metas de pesquisa e deve apresentar resultados de forma contínua.
Segundo relatos de doutorandos com quem conversamos, os primeiros meses são mais estruturados, com aulas obrigatórias e burocracias de integração. Depois, a rotina passa a ser centrada quase totalmente no projeto individual, mas a cobrança de resultados continua constante.
Quando começa o ano letivo?
O ano letivo no Ensino Superior português começa geralmente entre setembro e outubro e vai até julho. Normalmente o calendário é definido por cada universidade, mas a maioria segue o modelo estabelecido pelo Ministério da Educação e Ciência.
Qual o horário de aula?
Não existe regra nacional para os horários e, no geral, o doutorado tem poucos horários fixos. Nos primeiros semestres podem existir seminários obrigatórios, mas a maior parte da carga recai sobre a investigação.
Em alguns programas, as aulas podem ser oferecidas em regime pós-laboral (à noite ou concentradas em blocos), mas em outros podem ocorrer em período diurno.
Na primeira parte do curso não há o costume de haver aulas todos os dias e, posteriormente, o horário torna-se bastante flexível, sendo ajustado de acordo com as possibilidades e necessidades definidas entre aluno e orientador(es).
Quem faz doutorado em Portugal pode trabalhar?
Sim. A Lei n.º 23/2007 (Lei de Estrangeiros) permite que estudantes estrangeiros trabalhem em Portugal, desde que a atividade seja compatível com os estudos.
Na prática, muitos doutorandos buscam contratos como bolseiros de investigação em projetos universitários ou financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Outros conciliam o curso com empregos em tempo parcial.
A recomendação, segundo os próprios estudantes, é ter cuidado para não comprometer o desempenho acadêmico, já que o doutorado exige dedicação integral.
Quanto ganha um aluno de doutorado em Portugal?
Em 2025, o valor mensal da bolsa é de 1.309,64€, pago durante 12 meses. Para referência, em 2024 o valor era de 1.259,64 €, mostrando uma atualização gradual ano a ano. A principal fonte de financiamento para doutorandos em Portugal é a bolsa de doutorado da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT
No entanto, o cenário mudou nos últimos anos. Houve cortes orçamentais nos programas de apoio, atrasos em pagamentos e aumento da competição pelos financiamentos.

Além disso, parte das bolsas passou a ser destinada a projetos em ambiente não acadêmico (empresas, entidades públicas, organizações sociais), o que ampliou possibilidades, mas reduziu o número disponível para investigação tradicional.
Essa instabilidade atinge diretamente os doutorandos: muitos relatam insegurança quanto à manutenção da renda e buscam alternativas, como bolsas privadas, apoio da universidade ou trabalhos paralelos.
Perguntas frequentes sobre doutorado em Portugal
Decidir por fazer um doutorado no País Luso exige dedicação desde a candidatura até as aulas já na universidade portuguesa. Para te ajudar nesse processo, respondemos algumas das dúvidas mais comuns sobre como fazer cursos de doutorado em várias áreas de estudo.
Algumas dicas de universidades que oferecem cursos são Universidade do Porto, Universidade de Coimbra, Universidade do Minho, Universidade Lusófona do Porto, Universidade de Lisboa e Universidade Nova de Lisboa.
Procure pelos cursos oferecidos no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, na Universidade Nova de Lisboa, na Universidade do Minho, na Escola Superior de Educação e na Universidade de Évora.
A oferta de cursos nessa área não é tão extensa, mas algumas instituições que têm opções de cursos são: Instituto Universitário de Lisboa, Universidade de Aveiro, Universidade do Minho e Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
Em Portugal os cursos de fonoaudiologia são chamados de terapia da fala. No entanto, são poucos os cursos ofertados até o momento da produção deste artigo.
No entanto, buscamos dois exemplos de cursos recentes com saídas profissionais para essa área: o doutoramento em Estudos em Ciências da Linguagem, pela Universidade do Porto, e o doutoramento em Ciências da Cognição e da Linguagem, da Universidade Católica Portuguesa.
Já as ofertas de cursos de doutorado em arquitetura são várias, em muitas linhas de pesquisa distintas. Há cursos na Universidade de Lisboa, de Coimbra, Universidade do Porto, do Minho, Universidade Lusíada, Instituto Universitário de Lisboa e Universidade Autônoma.
Pesquise pelos cursos na Universidade da Beira Interior, Universidade de Lisboa, Universidade Lusófona, Nova de Lisboa, Universidade do Minho e Instituto Universitário de Lisboa.
Para fazer um pós-doutorado em Portugal, pesquise as instituições que oferecem programas de pós-doutoramento em sua área de pesquisa. Diferentemente de mestrados e doutorados, não há editais com datas fixas para candidaturas.
Dessa maneira, a inscrição pode ser feita a qualquer momento na maioria das universidades. No entanto, verifique os regulamentos específicos de cada instituição para obter detalhes sobre o processo de inscrição.
Quase nenhuma universidade oferece este tipo de programa. Os doutorados em Portugal são no geral presenciais e exigem investigação realizada na universidade, apenas por vezes com seminários online.
A única exceção é a Universidade Aberta (UAb), especializada em ensino online e que oferece programas de doutorado totalmente a distância, como o de Educação a Distância e eLearning (EDeL). É a única instituição pública portuguesa com esta modalidade reconhecida oficialmente.
Na Universidade de Lisboa, a propina anual de doutorado é de 1.335 € a 6.350€ no primeiro ano e de 1.200 € a 3.000€ nos anos seguintes, dependendo da faculdade. Esses são os valores referentes ao ano letivo 2025/2026 para estudantes internacionais.
O pós-doutorado não é um grau acadêmico, mas sim uma atividade de investigação avançada realizada em centros de I&D ou universidades.
Para ingressar, é preciso contactar diretamente a área de investigação da instituição desejada e, em muitos casos, candidatar-se a bolsas da FCT ou a programas de financiamento europeu, como o Horizonte Europa.
O custo de vida em Portugal de um estudante depende da cidade escolhida para estudar e viver. As maiores despesas são com alojamento e alimentação, mas também entram no orçamento transporte, internet e lazer.
Por exemplo, em Coimbra, os quartos variam em média entre 250€ e 400€ por mês. No Porto, os valores ficam geralmente entre 400€ e 600€ para quartos individuais. Já em Lisboa, a capital, os preços são mais altos: partem de cerca de 500€ por mês e podem ultrapassar os 900€ em zonas centrais.
A alimentação para um estudante, fica em torno de 250€ por mês, independentemente da cidade. Somando alojamento, internet e lazer, um estudante gasta em média 600€ a 850€ em Coimbra, 750€ a 950€ no Porto e 850€ a 1.250€ por mês em Lisboa.
E a tudo isso ainda se acrescenta a propina anual de cada faculdade, que pode variar entre 1.335€ a 6.350€ conforme o programa e a universidade.
Agora que você tem certeza de que quer fazer um doutorado em Portugal e já conhece os passos necessários para concretizar esse objetivo, saiba que nós podemos ajudar você ainda mais.
A equipe do Euro Dicas criou o ebook Estudar em Portugal. Nele, você terá acesso a toda informação necessária e detalhada para auxiliar no seu planejamento para estudar aqui, desde o momento da decisão até a sua chegada em Portugal. Vale a pena!
Ane Pacola +1 autor