Quem tem passaporte europeu precisa de seguro viagem? Muita gente com cidadania europeia acredita que está 100% coberta ao viajar pelo continente — mas será que é bem assim? A seguir, você vai entender o que é obrigatório, o que é recomendado e por que o seguro pode ser seu melhor aliado.
Quem tem passaporte europeu precisa de seguro viagem?
Se você é brasileiro com cidadania europeia, a boa notícia é que pode circular livremente pelos países da União Europeia sem precisar apresentar um seguro viagem na imigração.
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Do ponto de vista legal, não há obrigatoriedade para quem tem passaporte europeu — afinal, esse documento já garante o direito de entrada, permanência e até acesso a alguns serviços públicos, como o sistema de saúde em determinados países.
Mas é importante entender que essa regra não se aplica de forma universal. Existem particularidades dependendo do país de destino e do tipo de viagem. Países que estão fora da União Europeia — como Reino Unido, Suíça, Noruega, Islândia, Albânia ou Montenegro — podem ter exigências diferentes ou não oferecer cobertura médica automática para cidadãos europeus.
Além disso, o Cartão Europeu de Seguro Doença, que costuma ser citado como uma alternativa ao seguro, tem limitações importantes e não é aceito em todos os países do continente.
Viagens para fora do continente
Já quando falamos de viagens fora da Europa — como para os Estados Unidos, Canadá ou Japão — as regras mudam bastante. Muitos desses destinos exigem a contratação de um seguro viagem internacional, mesmo para cidadãos europeus.
Ou seja, mesmo que você não precise apresentar um seguro para entrar na maioria dos países europeus, isso não significa que ele seja dispensável.
Dependendo do destino e das coberturas oferecidas, o seguro pode ser o que vai te salvar em uma situação de emergência — e evitar dores de cabeça (e de bolso) durante a sua viagem.
Mas o seguro viagem é recomendado mesmo assim?
Sim. Mesmo com passaporte europeu, o seguro viagem Europa continua sendo altamente recomendado. Isso porque imprevistos acontecem — e podem sair caro. Desde uma emergência médica até bagagem extraviada ou voo cancelado, o seguro oferece suporte financeiro e prático em diversas situações.
Além disso, o Cartão Europeu de Saúde tem limitações importantes: não cobre atendimento em hospitais privados e pode exigir pagamento de taxas locais. Já o seguro costuma garantir uma cobertura mais ampla, com acesso facilitado a serviços de saúde, assistência jurídica e reembolso de despesas.
Ou seja, o seguro viagem é uma camada extra de proteção, que pode fazer toda a diferença para evitar transtornos, mesmo quando não é obrigatório.
Quanto custa um seguro viagem para a Europa?
O seguro viagem para quem tem passaporte europeu precisa de seguro viagem? Custa a partir de R$ 10,98 por dia de viagem.
Para chegarmos aos valores, fizemos uma cotação no comparador Seguros Promo, com base em uma viagem de 10 dias para a Europa com diferentes seguradoras. Confira o que encontramos:
| Cobertura | Affinity 40 Essential Europa +Covid19 | ITA 60 Europa (Exceto EUA) +Telemedicina Albert Einstein | Novo UA 100 Europa (exceto EUA) | MTA 150 Europa +Telemedicina Albert Einstein |
| Despesas médicas e hospitalares (DMH) | 40 mil euros | 60 mil euros | USD 100 mil | USD 150 mil |
| Cobertura odontológica | Dentro de DMH | 200€ | USD 1 mil | USD 1 mil |
| Regresso sanitário | 20 mil euros | 10 mil euros | USD 10 mil | USD 30 mil |
| Traslado médico | 1.000€ | 10 mil euros | USD 10 mil | USD 30 mil |
| Seguro bagagem extraviada | 500€(complementar) | 1.250€(complementar) | USD 2 mil | USD 1.200 (suplementar) |
| Valor | R$ 109,89 | R$ 133,01 | R$ 182,01 | R$ 265,14 |
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Como é a entrada do brasileiro com passaporte europeu na Europa?
Viajar com passaporte europeu facilita — e muito — a entrada em praticamente todo o continente. Em aeroportos internacionais, cidadãos da União Europeia costumam ter acesso a filas exclusivas, com processos mais ágeis e sem exigência de documentos adicionais, como passagem de volta, seguro viagem ou reserva de hospedagem.
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Abrir Conta Multimoeda →Mas é bom lembrar: as regras podem mudar dependendo do país de destino, principalmente se você estiver indo para o Reino Unido ou para países fora da União Europeia. A seguir, explicamos o que muda em cada caso.
Entrada na União Europeia
Com um passaporte europeu, você tem direito à livre circulação nos países da União Europeia, podendo entrar, sair e se deslocar entre os países do bloco sem a necessidade de visto ou autorização especial. Isso vale para viagens a turismo, estudo ou residência.
ETIAS será exigido para quem não tem passaporte europeu
Apesar de estar previsto há alguns anos, o ETIAS ainda não está em vigor em 2025. A nova previsão de lançamento é para o final de 2026 (se não houver nova alteração no cronograma.
Quando entrar em operação, o ETIAS será obrigatório apenas para quem viaja com passaporte brasileiro ou de outros países isentos de visto.
Já quem tem passaporte europeu não precisa se preocupar com essa autorização — nem agora, nem quando ela começar a valer.
Entrada no Reino Unido
O Reino Unido tem regras próprias desde que deixou a União Europeia, mas cidadãos da UE continuam tendo entrada liberada para viagens de curta duração, sem necessidade de visto ou autorização prévia.
No entanto, isso mudou a partir de abril de 2025. A partir de 2 de abril, o país passou a exigir o ETA (Autorização Eletrônica de Viagem) também de cidadãos europeus — inclusive quem tem dupla cidadania brasileira e europeia.
Portanto, se você pretende visitar o Reino Unido com passaporte europeu, saiba que será necessário solicitar o ETA antes do embarque.

Eu, por exemplo, tenho nacionalidade espanhola e precisei fazer a emissão do ETA em março, já que tenho uma viagem programada para uma data posterior à entrada em vigor do ETA. O processo foi simples e rápido, e em alguns minutos obtive a aprovação por e-mail.
Como solicitar o ETA para o Reino Unido?
A solicitação do ETA é feita online, leva poucos minutos e exige informações básicas sobre a viagem. A taxa é paga diretamente pelo aplicativo oficial do governo britânico, e a autorização tem validade de dois anos (ou até o vencimento do passaporte).
O processo já está disponível desde março de 2025.
Entrada nos demais países europeus
Para países que não fazem parte da União Europeia ou do Espaço Schengen — como Albânia, Montenegro, Bósnia-Herzegovina e outros destinos do Leste Europeu — as regras podem variar.
Na maioria dos casos, quem tem passaporte europeu entra com facilidade, mas é importante verificar com antecedência se o país exige seguro viagem obrigatório ou algum outro tipo de documentação.
Como funciona o Cartão Europeu de Saúde?
O Cartão Europeu de Seguro de Doença — mais conhecido como Cartão Europeu de Saúde ou EHIC (European Health Insurance Card) — é um documento gratuito que dá acesso ao sistema público de saúde em países da União Europeia, além da Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suíça.
Com ele, cidadãos europeus podem receber atendimento médico necessário durante estadias temporárias, nas mesmas condições aplicadas aos residentes. Isso inclui consultas, internações e tratamentos de urgência — mas com uma ressalva importante: você pode ter que pagar taxas, coparticipações ou reembolsos parciais, dependendo das regras do país onde for atendido.
Brasileiros com passaporte europeu podem solicitar o cartão no sistema público de saúde do país de sua cidadania. Em geral, é necessário estar inscrito na seguridade social local para ter direito ao benefício. Cada país da UE tem seu próprio processo de emissão.
Detalhe importante, segundo informação disponível no site da Comissão Europeia, o Cartão Europeu de Seguro Doença é válido no Reino Unido mesmo após o Brexit.
Como o Cartão Europeu de Saúde se compara ao seguro viagem?
Apesar de ser um recurso útil, o Cartão Europeu de Saúde não substitui a proteção e quem tem passaporte europeu ainda precisa de seguro viagem.
Ele, afinal, cobre apenas atendimentos em hospitais e clínicas públicas, e não contempla situações comuns em viagens, como cancelamento de voos, extravio de bagagem, despesas com medicamentos fora da rede pública, repatriação ou atendimento em rede privada.
Já o seguro viagem oferece coberturas muito mais amplas, que podem incluir:
- Atendimento médico e hospitalar na rede privada;
- Traslados e retorno ao país de origem por motivo de saúde;
- Reembolso por bagagem extraviada;
- Assistência em caso de perda de documentos, atraso de voo ou problemas jurídicos.
Além disso, o seguro costuma operar com atendimento direto ou reembolso integral, enquanto o cartão pode exigir que o viajante pague antes e depois solicite reembolso parcial.
Por isso, o ideal é utilizar o Cartão Europeu de Saúde como um complemento — e não como única proteção durante sua viagem.
Por que contratar o seguro viagem mesmo que não seja obrigatório?
Mesmo quando não é exigido por lei, o seguro viagem faz toda a diferença em uma viagem internacional. Ele não serve apenas para emergências médicas — embora essa já seja uma razão mais do que suficiente. O seguro oferece uma cobertura abrangente, que vai muito além da saúde, e pode evitar prejuízos e dores de cabeça em situações inesperadas.
Imprevistos como perda de bagagem, cancelamento de voos, extravio de documentos, necessidade de retorno antecipado ao Brasil ou até assistência jurídica estão entre as coberturas disponíveis nos planos mais completos.
E, ao contrário do Cartão Europeu de Saúde, o seguro viagem garante acesso também à rede privada de atendimento médico, muitas vezes com reembolso ou cobertura direta — o que representa agilidade e mais conforto na hora do aperto.
Ou seja, mesmo sem obrigatoriedade, é altamente recomendado que mesmo quem tem passaporte europeu contrate seguro viagem. Afinal, dessa você protege não só a sua saúde, mas também o seu tempo, seu dinheiro e a experiência da sua viagem.
Onde comprar o seguro viagem Europa?
Contratar um seguro viagem é algo que pode ser feito de forma simples e totalmente online. Uma boa maneira de começar é usando comparadores de seguro viagem, que reúnem diferentes seguradoras, planos e coberturas para que você possa avaliar tudo com calma, no mesmo lugar.
Nossa recomendação é o Seguros Promo, por ser uma plataforma confiável, com boas opções de cobertura, possibilidade de aplicar cupons de desconto e suporte em português durante a viagem — o que sempre ajuda em momentos de imprevisto.
Também é possível contratar diretamente no site das seguradoras, caso você já tenha uma preferência específica. Mas, de modo geral, usar um comparador facilita bastante a escolha e ajuda a entender o custo-benefício de cada plano.
Como escolher o melhor seguro viagem para a Europa?
Escolher o seguro viagem ideal não precisa ser complicado — mas vale a pena considerar alguns pontos antes de contratar. O primeiro passo é entender qual tipo de cobertura faz mais sentido para o seu perfil e roteiro, já que quem tem passaporte europeu não está sujeito às exigências obrigatórias do Espaço Schengen.
Se a viagem for curta e com foco em lazer, um plano com cobertura médica de valor mais básico, aliado à proteção para bagagem e cancelamento de voo, já pode ser suficiente.
Por outro lado, se você vai passar mais tempo no continente, viajar com crianças ou pretende fazer atividades de risco, pode ser interessante buscar um plano mais completo, com coberturas estendidas.
Alguns pontos que valem a atenção na hora de comparar os planos para quem tem passaporte europeu e precisa escolher um seguro viagem:
- Cobertura para despesas médicas e hospitalares, mesmo sem exigência mínima legal;
- Assistência em casos de extravio de bagagem, cancelamento de voos ou perda de documentos;
- Atendimento 24h em português, o que ajuda muito em situações de emergência;
- Facilidade para acionar a seguradora, com suporte online e reembolso ágil.
Comparadores de seguro, como o Seguros Promo, ajudam a visualizar essas diferenças com clareza, facilitando a escolha do plano ideal com base no que você realmente precisa.
Se eu não tiver o seguro e precisar de auxílio médico, o que fazer?
Se durante a viagem você estiver sem seguro e precisar de atendimento médico, o primeiro passo é manter a calma e buscar o serviço de saúde público disponível no país onde estiver.
Em alguns países da União Europeia, cidadãos com passaporte europeu podem acessar o sistema público de saúde, mas isso depende das regras locais e, muitas vezes, está condicionado ao registro na segurança social do país de cidadania.
Sem o Cartão Europeu de Saúde ou cobertura específica, será necessário pagar pelos atendimentos — e, se for um hospital privado, os custos podem ser altos.

Nesses casos, é importante guardar todas as notas fiscais, recibos e relatórios médicos, especialmente se você for contratar um seguro após o ocorrido (alguns planos permitem reembolso mediante comprovação, mas é preciso verificar as condições).
Também vale entrar em contato com o consulado ou embaixada do seu país de cidadania para orientações locais, caso o atendimento precise de algum tipo de intermediação ou apoio.
Em resumo: mesmo sem seguro, há caminhos, mas o processo tende a ser mais burocrático e caro. Por isso, ter um seguro contratado antes da viagem continua sendo a forma mais segura de garantir atendimento rápido e com menos impacto financeiro.
Sem seguro viagem, o que fazer em caso de problemas com bagagem e/ou voo?
Se você estiver sem seguro e tiver a mala extraviada ou o voo cancelado, o ideal é procurar ajuda imediatamente no balcão da companhia aérea. Dependendo do caso, a empresa pode oferecer reembolso, acomodação, alimentação ou compensações financeiras.
Para quem não sabe por onde começar ou prefere evitar a burocracia, plataformas como a AirHelp podem ajudar a reivindicar esses direitos de forma mais prática. Elas analisam o seu caso e conduzem o processo, o que pode ser útil em situações mais complexas — especialmente quando você está viajando sozinho ou com pouca assistência local.
Dicas para comprar o melhor seguro de viagem
Antes de fechar a compra do seu seguro, vale dar uma última olhada em alguns pontos que fazem toda a diferença:
- Verifique se o plano oferece atendimento em português e suporte 24h;
- Compare os valores de cobertura médica, assistência para bagagem, voos e outros imprevistos;
- Avalie se o plano atende ao tipo de viagem que você vai fazer — curta, longa, com crianças, intercâmbio, etc;
- Considere a facilidade de acionar a seguradora e como funciona o processo de reembolso, se necessário.
Para facilitar essa escolha, você pode usar o Seguros Promo, nossa recomendação para comparar diferentes planos e seguradoras em poucos minutos. E não se esqueça: usando o cupom EURODICAS5, você garante 5% de desconto, mais 5% extra se optar por Pix ou boleto.
Viajar com segurança e tranquilidade é fundamental e reforçamos que mesmo quem tem passaporte europeu vai precisar de seguro viagem. Escolha o seu plano ideal, faça as suas malas e tenha uma boa viagem!
Renata Losso