Países onde as mulheres são mais respeitadas e têm mais igualdade na Europa

O respeito pela mulher ao redor do mundo é ainda algo preocupante. Em muitas nações as mulheres ainda não podem votar, dirigir e trabalhar. No continente europeu, a realidade é bem diferente e as mulheres na Europa são mais respeitadas do que em muitos outros países. Hoje vamos te contar os países onde as mulheres são mais respeitadas e têm mais igualdade na Europa.

Maiores diferenças salariais na Europa

As diferenças salariais entre homens e mulheres na Europa ainda é considerada alta, com uma média de 14,1%. Mas em muitos países europeus a realidade se mostra ainda pior.
A Comissão Europeia divulgou, em novembro de 2020, dados que revelam que enquanto um homem na Europa recebe 1 euro, uma mulher recebe 0,84 euro.

As estatísticas oficiais mais recentes de disparidade salarial por gênero na União Europeia (UE) são do Eurostat de 2018. Elas provaram que dentre os países com pior igualdade salarial na Europa, estão:

  1. Estônia 22,7%;
  2. Alemanha 20,9%;
  3. República Tcheca 20,1%;
  4. Reino Unido 19,9%;
  5. Áustria 19,6%;
  6. Eslováquia 19,4%;
  7. Suíça 17%;
  8. Finlândia 16,3%;
  9. Portugal 16,2%;
  10. França 15,5%.

A Estônia é o país com mais desigualdade salarial da Europa, com 22,7%, seguida da Alemanha, com 20,9%, e a República Tcheca, com 20,1%.

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Portugal, o país europeu com o maior número de imigrantes brasileiros, é o 9º país com mais diferença salarial entre homens e mulheres na Europa. Esse número aumentou ainda mais durante a crise de 2008 e é possível que aumente com a crise do COVID-19. De 2008 até 2013, a diferença salarial aumentou 3,8%, sendo o maior aumento de toda a União Europeia.

Caso os números do continente não demonstrem uma melhora efetiva, a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) estimou, em outubro de 2020, que a disparidade salarial entre homens e mulheres na UE não terminará até o ano 2104.

Confira aqui a pesquisa completa da Eurostat.

Melhores países da Europa em Igualdade Salarial

Já os países europeus onde a média salarial entre gêneros é mais similar, de acordo com as estatísticas mais recentes da Eurostat (de 2018), são:

  1. Romênia 3%;
  2. Luxemburgo 4,6%;
  3. Itália 5%;
  4. Bélgica 6%;
  5. Eslovênia 8,7%;
  6. Polônia 8,8%;
  7. Croácia 10,5%;
  8. Hungria 11,2%;
  9. Malta 11,7%;
  10. Suécia 12,2%.

Países europeus onde as mulheres são mais respeitadas

De acordo com o Índice publicado pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Gênero (EIGE) em 2020, os países onde as mulheres são mais respeitadas e têm mais igualdade na Europa são:

  1. Suécia;
  2. Dinamarca;
  3. França;
  4. Finlândia;
  5. Holanda;
  6. Irlanda;
  7. Espanha;
  8. Bélgica;
  9. Luxemburgo;
  10. Eslovênia.

Protesto dia da mulher na Espanha

Conheça também os melhores países da Europa para criar filhos.

A pesquisa

O índice pesquisado pelo Instituto avalia itens como mercado de trabalho, dinheiro, conhecimento, saúde, poder, violência e tempo.

No mercado de trabalho são avaliados a empregabilidade das mulheres, tempo de serviço, entre outros fatores. Na categoria dinheiro, são avaliados os recursos financeiros e a situação econômica das mulheres na Europa.

Já em conhecimento, as variáveis analisadas são o número de mulheres graduadas do Ensino Superior e a participação da mulher nas universidades. E na academia, o número de mulheres é superior ao dos homens. Na média europeia, 26,3% das mulheres têm ensino superior, e os homens 25,3%.

No quesito Poder, são avaliados o número da participação de mulheres em ministérios, parlamentos, assembleias regionais, cargos de direção em empresas, entre outros setores.

Confira a pesquisa completa realizada pelo EIGE.

Países exemplos no direito de igualdade das mulheres

Islândia encabeça bom exemplo para as mulheres na Europa

A Islândia, um pequeno país europeu com 360 mil habitantes, proibiu em 2018 as diferenças salariais entre homens e mulheres. Foi o primeiro do mundo a criar uma lei que objetivava erradicar essa disparidade.

Islândia, exemplo no direito das mulheres na Europa

Desde que 90% das mulheres do país se uniram em 1975 em uma greve geral por direitos iguais, a Islândia é visto como o país mais feminista do mundo. Em 1980 os islandeses se mostraram anos à frente quando elegeram democraticamente a primeira mulher chefe de Estado do mundo todo, que governou por 16 anos.

Medidas contra a desigualdade de gênero têm sido bastante implementadas pelo parlamento, que possui ampla participação feminina.

Noruega

A Noruega tem um grande poder feminino. As mulheres exercem os cargos de primeira-ministra, ministra da Economia, ministra das Relações Exteriores e também a de presidente do Parlamento, algo quase inédito no mundo. Além disso, quase 57% dos alunos de doutorado na Noruega são mulheres.

Saiba como é morar com a família no exterior.

Suécia

Os países nórdicos estão entre os melhores países para as mulheres morarem. Em especial a Suécia, que saiu em 1º lugar no Índice de 2020. A igualdade de gênero é uma das melhores do mundo e as mulheres têm acesso à educação, saúde, além de ocuparem cargos públicos de maneira significativa.

Veja como funciona a licença maternidade e paternidade na Suécia.

Dinamarca

O país nórdico é considerado um dos países mais felizes do mundo e, de acordo com o ranking da US News, é um dos melhores para ser mulher. As mulheres são respeitadas e possuem mais igualdade na Dinamarca, além disso, possuem casamentos mais felizes e com mais liberdade.

Saiba também como é ser uma imigrante negra na Europa na opinião da nossa redatora.

Diferenças entre morar na Europa e no Brasil enquanto mulher

Uma coisa que surpreende toda brasileira que vai morar na Europa é a força do estereótipo da mulher do Brasil. Infelizmente a ideia dominante nos países europeus é de que os brasileiros têm uma péssima reputação, o que atrapalha o dia-a-dia de pessoas inocentes.

No Brasil você é uma mulher, na Europa você é uma brasileira. Isso faz toda a diferença.

Ao mesmo tempo em que o próprio Governo Brasileiro incentivou o turismo sexual em diversos momentos da nossa história, o que fortaleceu na mídia a hiperssexualização da mulher brasileira, no final da década de 1990 houve um grande número de brasileiras que migraram à Europa para se prostituírem.

O Brasil é, infelizmente, vendido para o resto do mundo como o país do samba, do calor, do carnaval, da caipirinha e das mulheres nuas, o que não contribui em nada para que as mulheres brasileiras sejam respeitadas.

Até hoje a mídia internacional costuma retratar esse estereótipo da mulher brasileira e desvaloriza milhares de mulheres pelo mundo, enquanto perpetua e enraíza o preconceito.

Apoio a mulheres brasileiras na Europa

Embora às vezes sutil, a luta contra o preconceito é diária na vida de toda e qualquer imigrante brasileira. Conforme cresce o número de brasileiros na Europa surgem mais iniciativas de ajuda à comunidade.

Instituições de apoio a mulheres brasileiras

O projeto de apoio às imigrantes Brasileiras Não Se Calam passou a expor, em 2020, relatos de milhares de mulheres brasileiras vítimas de xenofobia e assédio ao redor do mundo, especialmente em Portugal.

No mesmo ano foi lançada pela Casa do Brasil de Lisboa a campanha Migra Myths, para combater estereótipos e xenofobia em Portugal.

Por mais difícil que seja a luta contra o estereótipo, as mulheres brasileiras na Europa estão unidas e apenas começando a se impor.

Saiba também quais são os países mais seguros do mundo.

Nossa experiência enquanto mulher na Europa

Amanda Corrêa

A minha experiência enquanto mulher na Europa tem sido bastante tranquila. Os homens, de maneira geral, respeitam as mulheres nas ruas. As cantadas são raras e, talvez, por eu ser casada e usar aliança, o respeito parece ser ainda maior.

Morando em Portugal há quase 4 anos, fui desrespeitada uma única vez. Eu havia mandado meu currículo para uma vaga de emprego e o dono do estabelecimento me ligou para marcar a entrevista.

Quando percebeu, pelo meu sotaque, que eu era brasileira, disse que amava as brasileiras, que elas eram muito calorosas e que queria marcar um encontro comigo. Eu recusei o convite e disse que não estava interessada na vaga. Essa foi a única vez que um português foi folgado comigo.

Nas ruas, são raras as cantadas e aquelas viradas de cabeça masculinas desrespeitosas. A mentalidade é outra. Posso afirmar que Portugal é um excelente país para criar a minha filha que, com certeza, passará por menos constrangimentos do que eu já passei morando 27 anos no Brasil.

brasileira na Europa

Letícia Melo

Como mulher brasileira na Europa, posso afirmar que tive muita sorte. Pude me rodear de boas pessoas, brasileiras e europeias, desde que me mudei para estudar em Portugal em 2017.

Em todos os países que já visitei na Europa eu me senti muito segura, especialmente ao andar sozinha nas ruas. É libertador não sentir medo. Claro que, assim como no Brasil, há lugares e pessoas de todo tipo, mas minha experiência no geral é muito positiva.

Muitas vezes é preciso ultrapassar a barreira do estereótipo de brasileira para se relacionar por aqui, até mesmo em sala de aula, mas eu sou a prova viva de que é perfeitamente possível conhecer europeus de mente aberta, receptivos e respeitosos com a nossa cultura.

Ser mulher não é fácil, expatriada ou imigrante muito menos, mas não podemos deixar essas coisas nos impedirem de buscar a felicidade, seja onde for. Afinal, a gente é brasileira, e a brasileira não desiste nunca.

Veja também quais são os melhores países para morar no mundo.

Letícia Melo é uma jornalista e redatora brasiliense graduada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Algarve. A partir de Portugal, país onde vive desde 2017, ela produz conteúdos online sobre imigração, cultura e viagem. Nas horas vagas, ajuda negócios locais com estratégias de Marketing Digital e apoia as causas que acredita.

Amanda Corrêa é brasileira, jornalista, mora na Europa desde 2014. Possui Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, experiência na área de assessoria de imprensa e televisão. Já morou na Inglaterra e atualmente mora em Portugal. Amanda já visitou 15 países do mundo, ama viajar e conhecer novas culturas e gastronomias. É co-fundadora do site Vagas pelo Mundo, apresentadora do podcast "Partiu Morar Fora" e produtora de conteúdo para diversos portais.

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