Conheça os países onde as mulheres são mais respeitadas na Europa

Países onde as mulheres são mais respeitadas e têm mais igualdade na Europa

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O respeito pela mulher ao redor do mundo é ainda algo preocupante. Em muitas nações as mulheres ainda não podem votar, dirigir e trabalhar. No continente europeu, a realidade é bem diferente e as mulheres na Europa são mais respeitadas do que em países do Oriente Médio, por exemplo.

Hoje vamos te contar os países onde as mulheres são mais respeitadas e têm mais igualdade na Europa.

Maiores diferenças salariais na Europa

As diferenças salariais entre homens e mulheres na Europa ainda é considerada alta, com uma média de 16,2%. Mas em muitos países europeus a realidade se mostra ainda pior.

A Eurostat divulgou, no mês de março de 2018, um relatório sobre as diferenças salariais entre homens e mulheres, confira a lista:

  1. Suíça 17,0%;
  2. Letônia 17,0%;
  3. Finlândia 17,4%;
  4. Portugal 17,5%;
  5. Eslováquia 19,0%;
  6. Áustria 20,1%;
  7. Reino Unido 21,0%;
  8. Alemanha 21,5%;
  9. República Tcheca 21,8%;
  10. Estônia 25,3%.

A Estônia é o país com mais desigualdade salarial da Europa, com 25,3%, seguida da República Tcheca, com 21,8% e a Alemanha, com 21,5%.

Portugal é o 7º país com mais diferença salarial entre homens e mulheres na Europa e esse número aumentou mais durante a crise mundial. De 2008 até 2013, a diferença salarial aumentou 3,8%, sendo o maior aumento de toda a União Europeia.

Confira a pesquisa salarial completa da Eurostat.

Melhores países da Europa em Igualdade Salarial

Bucareste na Romênia
Já os países europeus onde a média salarial entre gêneros é mais similar, de acordo com a pesquisa da Eurostat, são:

  1. Romênia 5,2%;
  2. Itália 5,3%;
  3. Luxemburgo 5,5%;
  4. Bélgica 6,1%;
  5. Polônia 7,2%;
  6. Eslovênia 7,8%;
  7. Croácia 8,7%;
  8. Malta 11,0%.

Países europeus onde as mulheres são mais respeitadas

De acordo com o Instituto Europeu para a Igualdade de Gêneros e do relatório anual Global Gender Gap Report 2017, do Fórum Econômico Mundial, os países onde as mulheres são mais respeitadas e têm mais igualdade na Europa são:

  1. Islândia;
  2. Suécia;
  3. Dinamarca;
  4. Noruega;
  5. Finlândia;
  6. Holanda;
  7. França.

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A pesquisa

O índice pesquisado pelo Instituto avalia itens como mercado de trabalho, dinheiro, conhecimento, saúde, poder, violência e tempo.

No mercado de trabalho são avaliados a empregabilidade das mulheres, tempo de serviço, entre outros fatores. Na categoria dinheiro, são avaliados os recursos financeiros e a situação econômica das mulheres na Europa.

Já em conhecimento, as variáveis analisadas são o número de mulheres graduadas do Ensino Superior e a participação da mulher nas universidades. E na academia, o número de mulheres é superior ao dos homens. Na média europeia, 24,3% das mulheres têm ensino superior, e os homens 23,9%.

No quesito Poder, são avaliados o número da participação de mulheres em ministérios, parlamentos, assembleias regionais, cargos de direção em empresas, entre outros setores.

Confira a pesquisa completa realizada pelo EIGE (Instituto Europeu para a Igualdade de Gêneros).

Países exemplos no direito de igualdade das mulheres

Islândia encabeça bom exemplo para as mulheres na Europa

Islândia, exemplo no direito das mulheres na Europa
A Islândia, um pequeno país europeu com 320 mil habitantes, criou uma lei que proíbe diferenças salariais entre homens e mulheres. A nova lei começou a valer no dia 01 de janeiro de 2018 e tem como objetivo erradicar a diferença salarial no país. O país europeu é o primeiro do mundo a criar uma lei nesse sentido.

A lei vale para empresas acima de 25 funcionários, tanto privadas, quanto públicas. A nova legislação foi aprovada pelo parlamento, que é composto por 50% de mulheres. Além disso, a Islândia foi classificada como o país com mais igualdade de gênero do mundo pelo Fórum Econômico Mundial.

Noruega

A Noruega tem um grande poder feminino. As mulheres exercem os cargos de primeira-ministra, ministra da Economia, ministra das Relações Exteriores e também a de presidente do Parlamento, algo quase inédito no mundo. Além disso, quase 57% dos alunos de doutorado na Noruega são mulheres.

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Suécia

Os países nórdicos estão entre os melhores países para as mulheres morarem. A igualdade de gênero é uma das melhores do mundo e as mulheres têm acesso a educação, saúde, além de ocuparem cargos públicos de maneira significativa.

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Dinamarca

O país nórdico é considerado um dos países mais felizes do mundo e, de acordo com o ranking da US News, é um dos melhores para ser mulher. As mulheres são respeitadas e possuem mais igualdade na Dinamarca, além disso, possuem casamentos mais felizes e com mais liberdade.

Diferenças entre morar na Europa e no Brasil enquanto mulher

O estereótipo da mulher brasileira na Europa, na maioria das vezes, ainda é ruim. Muitas brasileiras, no início da década de 1990, imigravam para se prostituírem no continente europeu e essa imagem ainda perdura.

O Brasil é, infelizmente, vendido para o resto do mundo como o país do samba, do calor, do carnaval, da caipirinha e das mulheres nuas, o que não contribui em nada para que as mulheres brasileiras sejam respeitadas no mundo.

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Minha experiência enquanto mulher na Europa

A minha experiência enquanto mulher na Europa tem sido bastante tranquila. Os homens, de maneira geral, respeitam as mulheres nas ruas. As cantadas são raras e, talvez, por eu ser casada e usar aliança, o respeito parece ser ainda maior.

Morando em Portugal há quase 4 ano fui desrespeitada uma única vez. Eu havia mandando meu currículo para uma vaga de emprego e o dono do estabelecimento me ligou para marcar a entrevista.

Quando percebeu, pelo meu sotaque, que eu era brasileira, disse que amava as brasileiras, que elas eram muito calorosas e que queria marcar um encontro comigo.

Eu recusei o convite e disse que não estava interessada na vaga. Essa foi a única vez que um português foi folgado comigo.

Nas ruas, são raras as cantadas e aquelas viradas de cabeça masculinas desrespeitosas. A mentalidade é outra. Posso afirmar que Portugal é um excelente país para criar a minha filha que, com certeza, passará por menos constrangimentos do que eu já passei morando 27 anos no Brasil.

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Amanda é brasileira, jornalista, mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho (Braga, Portugal). Mora desde 2014 em Portugal. Escreve para seu site Vagas pelo Mundo sobre oportunidades de emprego, a experiência de morar fora, bolsas de estudo e vistos para morar no exterior.