Quer saber como residir legalmente em Portugal mas não sabe se é melhor pedir um visto de residência ou tirar a nacionalidade portuguesa? Descubra aqui.

nacionalidade portuguesa ou visto de residência
Índice Residir legalmente em Portugal: a busca por informações Como residir legalmente em Portugal? Como pedir a nacionalidade portuguesa? Posso pedir um Visto de Residência? Principais diferenças entre Cidadania e Visto

É melhor pedir nacionalidade portuguesa ou visto de residência? Qual a diferença? Estas são algumas das perguntas que pessoas que querem saber como residir legalmente em Portugal fazem aos especialistas na sua primeira consulta. Na maioria das vezes, contactam-nos depois de algumas pesquisas feitas na internet sobre o tema e deparam-se com um grande número de informação disponibilizada, muitas vezes contraditória e confusa, ficando, nessa medida, sem saber ao certo qual a melhor estratégia para residir para Portugal.
Neste artigo, vamos esclarecer algumas dúvidas, acompanhe.

Residir legalmente em Portugal: a busca por informações

Além desse primeiro contacto com o tema na internet, junta-se também, muitas vezes, as experiências de amigos, conhecidos que dão os seus conselhos e recomendações (pessoais ou jurídicas), provocando também nessas partilhas de experiências algumas falhas de entendimento, pois cada caso é um caso e o mais aconselhável para uma pessoa ou empresas pode não ser exactamente o mais conveniente para outras.
Assim sendo, a primeira consulta jurídica com especialistas em nacionalidade e vistos para Portugal é um momento onde se faz diversos esclarecimentos que se afiguram determinantes para a definição do melhor projecto para aquela pessoa ou empresa que vem residir ou estabelecer-se em Portugal.
Leia também o artigo sobre advogado para nacionalidade portuguesa: é mesmo necessário contratar um profissional?

Como residir legalmente em Portugal?

Antes de mais, é importante perceber qual é o propósito da pessoa, ou da família, tentando obter resposta a algumas questões preliminares, tais como:

  • Qual a sua situação familiar;
  • Se tem ascendentes de nacionalidade portuguesa;
  • Qual o nível de escolaridade;
  • Se e quando residir em Portugal;
  • Se tem um prazo definido para vir residir em Portugal;
  • Se vier para Portugal, quais são os seus objectivos pessoais ou profissionais:
    i) dentro dos objectivos pessoais: por exemplo melhoria da sua qualidade de vida, em relação à segurança pública ou viver num país da União Europeia para viajar e ter outras experiências;
    ii) dentro dos objetivos profissionais: por exemplo se deseja empreender em Portugal, trabalhar por conta de outrem ou estudar;
    g) qual o tempo médio de espera para a conclusão do seu processo.

Depois de respondidas a estas e a outras tantas questões, é possível sugerir a melhor ou melhores soluções para o seu caso. Nesta fase se começa a desenhar os caminhos para a realização do sonho de transição Brasil-Portugal, via nacionalidade ou visto de residência.

Como pedir a nacionalidade portuguesa?

Primeiro é crucial avaliar a viabilidade do pedido de nacionalidade para o caso concreto de cada um, procurando entender se a pessoa preenche os requisitos que a lei exige para a atribuição ou, por outro lado, para a aquisição da nacionalidade portuguesa.
Pela nossa experiência, no que toca à atribuição de nacionalidade, os dois grupos de casos mais recorrentes são aqueles em que o interessado se encontra a residir no Brasil e tem ascendentes de nacionalidade portuguesa. Isto é, é filho de nacional português ou é neto de nacional português e, no que toca à aquisição de nacionalidade, os casos em que o interessado é casado ou mantém união estável com nacional português, ou aqueles outros em que os estrangeiros residem legalmente em Portugal há pelo menos cinco anos.

Para filho de nacional português

Os casos de filho de nacional português na maioria das vezes são viáveis, no entanto, os casos de neto de nacional português são mais complicados, pois existem requisitos adicionais em relação aos que são exigíveis para o pedido de atribuição de nacionalidade para filhos de nacional português.

Para neto de nacional português

Um dos requisitos adicionais é, precisamente, a necessidade de o neto de nacional português ter de instruir o seu processo de atribuição de nacionalidade portuguesa com o maior número de vínculos efetivos que comprovem a sua ligação à comunidade nacional portuguesa. Por este motivo existe uma elevada probabilidade deste tipo de processo ser negado.
Uma das principais vantagens do êxito dos pedidos de atribuição de nacionalidade portuguesa por filho ou neto é o fato de poder passar a sua nacionalidade portuguesa para as gerações seguintes, mesmo com filhos já maiores de idade.

Nacionalidade por aquisição

No que toca aos pedidos de nacionalidade por aquisição, os casos mais recorrentes que temos recebido são os casos de casamento e de união estável, em que um dos cônjuges/conviventes é nacional português e o outro é de nacionalidade estrangeira.
Tanto numa hipótese como na outra, um dos requisitos fundamentais é que os casais têm de estar casados ou unidos há mais de três anos aquando da entrada do seu processo de nacionalidade portuguesa em caso de casamento ou de união estável, havendo adicionalmente outros requisitos que também deverão ser cumpridos.
Saiba mais em cidadania portuguesa para cônjuges e companheiros (sem juridiquês)
Ainda dentro das hipóteses de aquisição de nacionalidade portuguesa encontra-se o caso dos cidadãos de nacionalidade estrangeira que residem legalmente em Portugal há pelo menos cinco anos, podendo, nessa medida, dar entrada do seu processo de nacionalidade portuguesa por aquisição e naturalização devido ao tempo legal de residência se encontrar cumprido.

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Posso pedir um Visto de Residência?

Uma alternativa bastante interessante para quem não preenche os requisitos para adquirir a cidadania portuguesa é a busca por um visto de residência que lhe habilite a morar em Portugal legalmente.
Neste âmbito, são diversas as propostas que a lei portuguesa concede aos cidadãos de nacionalidade estrangeira que tenham escolhido Portugal como o seu país de acolhimento.

Tipos de visto de residência

Dependendo dos objetivos pessoais e profissionais do interessado, existem várias opções de visto para a obtenção de autorização de residência, tais como:
Visto de residência para detentores de renda própria e aposentados;
O visto D7 é destinado a pessoas que tenham recursos financeiros suficientes para promover o seu próprio sustento em Portugal, incluindo aposentados ou pensionistas.
Visto de residência para imigrantes empreendedores ou para o exercício de atividade profissional independente;
O Visto D2 é orientado para empresários que pretendem abrir o seu negócio em Portugal ou para profissionais autônomos que desejam exercer a sua atividade em Portugal.
Golden Visa ou Autorização de Residência para Investimento
Em geral, o Golden Visa é solicitado para pessoas interessadas em investir no mercado imobiliário de Portugal, com a aquisição de imóveis superior a 500 mil euros ou 350 mil euros para imóveis a restaurar.
Visto de residência para atividade altamente qualificada exercida por trabalhador subordinado;
O Visto D3 é destinado a profissionais que pretendem celebrar um contrato de trabalho com empresa portuguesa, com foco em cargos de gerência ou profissionais de nível superior mais especializados.
Visto de residência para exercício de atividade profissional subordinada;
Voltado para profissionais que pretendem celebrar um contrato de trabalho com alguma empresa portuguesa.
Visto de residência para atividade docente, altamente qualificada ou cultural;
Solicitado por professores ou pesquisadores que desejam exercer a sua profissão ou pesquisa junto a uma instituição de ensino superior em Portugal.
Visto de residência para investigação, estudo, intercâmbio de estudantes do ensino secundário, estágio e voluntariado.
Requerido com frequência para estudantes que desejam fazer a licenciatura, mestrado ou doutorado em Portugal.
Documentos para morar em Portugal: veja como organizar toda a documentação.

Passos para fazer o pedido do visto de residência

Em regra, esta via para vir residir em Portugal é feita em dois momentos sucessivos:
1. Entrada do pedido de Visto junto ao Consulado ou Embaixada de Portugal no Brasil.
Deverá dar entrada de toda a documentação exigível para o pedido de visto escolhido junto do Consulado ou Embaixada de Portugal no Brasil, que irá apreciar e avaliar a documentação junta pelo Requerente, notificar este para o agendamento de uma entrevista pessoal.
Em caso de êxito em todo este processo, o órgão competente promove o deferimento do pedido, sendo aposto no passaporte do Requerente o visto respectivo.
2. Conversão do Visto na respectiva Autorização de Residência junto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em Portugal.
Depois de se encontrar já em Portugal, o Requerente deve apresentar a documentação necessária junto ao SEF para a solicitação da “conversão” do Visto numa Autorização de Residência. Caso a documentação adicional junta esteja toda correta, conforme o exigido pelo Governo Português, o pedido de autorização de residência do Requerente é deferido.
Nessa sequência, é atribuído um cartão de residência pelo período inicial de um ano a partir da data da emissão do cartão de residência e é renovável por períodos sucessivos de dois anos, até perfazer cinco anos.

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Principais diferenças entre Cidadania e Visto

Apesar de ambas as vias permitirem a residência legal em Portugal, os direitos de quem adquire a cidadania portuguesa são diferentes das prerrogativas dos detentores de um visto ou autorização de residência para Portugal.
Em resumo, a cidadania portuguesa é permanente e garante todos os direitos inerentes a um nacional português, incluindo o direito de votar, de transitar e de residir em qualquer país da União Europeia. Na prática, o seu detentor terá um cartão de cidadão e um passaporte português.
Por sua vez, um visto/autorização de residência habilita o seu detentor a residir temporariamente em Portugal, ainda que prorrogável e desde que continue a preencher os objetivos previstos no mesmo (estudo, trabalho, investimento, etc).
O seu titular também possui uma série de direitos, entretanto numa perspectiva mais limitada do que um nacional português, e ao mesmo não é permitido residir em outro país da União Europeia, mas apenas em Portugal.
Contudo, ao final de 5 anos de residência legal, através de um Visto/Autorização de Residência, é possível ao seu titular solicitar a cidadania portuguesa por naturalização.
Esperamos que este artigo tenha sido esclarecedor e enriquecedor, caso ainda tenha alguma dúvida, por favor entre em contato.
Veja o artigo com as alterações na lei da nacionalidade portuguesa e leia também nosso guia completo sobre como morar em Portugal.

Euro Dicas

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Mais dicas sobre Portugal

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Aposentar em Portugal Portugal

Renda para visto D7: quanto é exigido e como comprovar

Uma das etapas mais importantes da solicitação do visto D7 é a comprovação de rendimentos, que gera bastante dúvidas sobre o valor necessário e sobre como comprovar a renda para visto D7. Mas fique tranquilo, é menos complicado do que parece e vamos explicar tudo neste artigo: valor mínimo exigido, tipos de rendimentos aceitos e como comprovar que você tem os valores disponíveis. Qual a renda exigida para visto D7? O valor da renda exigida para o visto D7 é baseada no valor do salário mínimo de Portugal (que é de 705€ em 2022). O cálculo também considera se existem pessoas que serão reagrupadas ao titular do visto, existindo um cálculo proporcional para cada membro da família. Para que fique mais claro, veja este exemplo: Agregado familiar Valor exigido 1º adulto (titular do visto D7) 100% do salário mínimo (705€ em 2022) 2º adulto 50% do salário mínimo (352,50€ em 2022) Cada criança ou jovem com menos de 18 anos ou filhos maiores a cargo 30% do salário mínimo (211,50€ em 2022) Nesse caso, um casal sem filhos precisaria comprovar o valor de 1.057€, que equivale a R$ 5.740,80 na cotação do euro no dia 15 de julho de 2022. Já um casal com dois filhos teria que demonstrar o valor de 1.480,50€, equivalente a R$ 8.037,12. Valor anual É importante esclarecer que no momento de comprovar a renda para o visto D7 é necessário demonstrar a disponibilidade do valor suficiente para um ano. Portanto, conforme a sua situação, multiplique o valor exigido por 12 para obter o total de renda que precisará comprovar. No caso de uma única pessoa, o valor anual exigido será de 8.460€, que equivale a R$ 46.065,58 na cotação atual. Para a família de quatro pessoas do exemplo acima, o valor será de 17.766€ (equivalente a R$ 96.499,77). O valor a ser comprovado no D7 precisa estar na conta bancária? Sim, é preciso. O montante deve estar depositado em uma conta bancária para comprovar que o dinheiro está disponível para ser utilizado pelo titular do visto. A conta precisa ser portuguesa? Sim, o valor deve estar depositado em uma conta bancária em Portugal. Mas caso você ainda tenha uma, entenda o que é preciso fazer para abrir uma conta bancária em Portugal. Quais os tipos de rendimentos aceitos como comprovantes para o D7? Uma série de rendimentos são aceitos para fins de comprovação de renda para visto D7. Os principais são: Valores pagos como aposentadoria; Rendas de aluguel de imóveis; Rendimentos de propriedade intelectual; Investimentos ou aplicações financeiras; Lucros ou dividendos de participação em empresas Pagamento de salário (para os trabalhadores remotos). Como comprovar os rendimentos? Podem ser aceitos diversos comprovantes, tendo consideração especial pelo tipo de rendimento de que você dispõe. No caso de aposentados, por exemplo, a documentação referente à aposentadoria é a mais importante a ser apresentada. Deve ser entregue junto com uma cópia da sua declaração de Imposto de Renda. Para investimentos financeiros diversos (como ações, letra de crédito e fundos de renda fixa) podem ser apresentados extratos acompanhados da declaração de Imposto de Renda. [caption id="attachment_130985" align="alignnone" width="750"] Para ter o visto D7 concedido é preciso comprovar a renda mínima exigida.[/caption] Já quem trabalha remotamente, pode demonstrar o valor necessário com comprovantes de pagamento de salário e cópia do Imposto de Renda. Para outras situações, como rendimentos de aluguéis ou lucros de participação em empresas, os comprovantes dessas operações ou dos recebimentos dos aluguéis são válidos como comprovantes, também com Imposto de Renda. Nesse caso, o contrato social ou contrato de locação do imóvel também deve ser juntado à documentação. Por fim, não esqueça também de apresentar um comprovante de que os meios financeiros estão disponíveis em uma conta bancária em Portugal. Requisitos para aplicar ao visto D7 O primeiro requisito é se encaixar em alguma das situações previstas para o visto D7 para morar em Portugal, que são: Pessoas que recebam aposentadoria; Pessoas que recebam rendimentos de aluguel de imóveis, de bens imóveis, de aplicações financeiras ou outros semelhantes; Para religiosos que vão exercer atividades em Portugal. O segundo requisito é apresentar comprovantes que demonstrem que você possui a renda exigida para obter o visto, que é solicitado através da VFS Global, de acordo com os critérios explicados neste artigo. [adinserter name="CTA-AB-Visto"] Visto D7 para nômades digitais O visto D7 não é o mais indicado para os nômades digitais, principalmente para quem não possui contrato de trabalho, já que a comprovação da renda não é tão simples dessa forma. Apesar disso, conhecemos alguns casos de pessoas que conseguiram obter esse visto mesmo sendo nômade digital. Se você quiser entender como isso acontece, confira o artigo Visto D7 para nômades digitais em Portugal. Mas lembre-se, nós recomendamos o pedido de visto D2 para quem trabalha nesse formato remoto. Se está em dúvida se deve solicitar o visto D2 ou o visto D7, confira como saber qual é a melhor opção para o seu caso. Com a renda para o visto D7 é possível viver em Portugal? Depende. Como sempre explicamos em nossos artigos sobre o custo de vida no país, os custos com o sustento podem mudar bastante de acordo com o seu estilo de vida e com a maneira como costuma organizar prioridades de gastos mensais. Outro fator importante é que o orçamento mensal em Portugal também depende da cidade em que você vai escolher viver, pois há muita diferença em relação ao custo de vida, principalmente no preço dos aluguéis. Em em cidades maiores, como é o caso de Porto e Lisboa, alugar um imóvel costuma sair caro. Mas voltando ao nosso exemplo lá do começo do artigo, podemos dizer que o valor mínimo exigido deixa o orçamento bem justo, podendo ser uma opção mais viável em cidades menores onde o aluguel é mais barato. Em geral, para um casal sem filhos ter uma vida sem apertos em Portugal, nós indicamos um orçamento mensal de cerca de 1.800€. Confira informações mais detalhadas sobre os gastos mais comuns em nosso artigo sobre o custo de vida em Portugal. Como viver em Portugal? Para ajudar no seu planejamento para morar em Portugal, criamos o Programa Morar em Portugal. Ele ajuda você em assuntos como esse, para que você possa fazer as contas e ter uma ideia de quanto vai precisar gastar para viver no país. O Programa tem videoaulas, um ebook com todas as informações necessárias atualizadas e um grupo privado para tirar dúvidas e conversar com outras pessoas que também estão fazendo seus planejamentos. Confira!

documentos em falta causam visto negado Portugal
Portugal Visto

Visto negado para Portugal: saiba como evitar essa situação

Ter o visto negado para Portugal é uma experiência que ninguém quer passar pois gera atraso nos planos, mais gastos e um bocado de frustração, não é verdade? E, para evitar que isso aconteça, é fundamental saber qual é o pedido mais adequado ao seu caso e quais são os documentos exigidos. Pensando nisso, neste artigo nós reunimos algumas informações sobre os principais motivos que causam o indeferimento dos pedidos de visto para Portugal, para que você conheça quais são e evite cometê-los. Em que casos o visto pode ser negado para Portugal? O pedido de visto para Portugal pode ser negado por diversos motivos, mas principalmente quando o requerente do visto não cumpre todos os requisitos exigidos ou quando a documentação entregue não é suficiente para comprovar os motivos do pedido. Isso quer dizer que a falta de cumprimento das exigências da portuguesa para a emissão de vistos é motivo suficiente para que a sua solicitação não seja aceita. A seguir, mostraremos mais detalhes sobre os principais motivos de ter um visto negado para Portugal de acordo com cada tipo de visto. Como saber se o visto foi negado para Portugal? Você será informado que o pedido de visto foi negado ao receber uma comunicação oficial com essa informação, encaminhada após a análise do seu processo. Conforme informação da VFS Global, a empresa que é responsável pelo processamento dos pedidos de visto para o país, após a tomada de decisão o requerente receberá uma notificação contendo o descritivo do resultado da análise. Em caso de visto negado, a comunicação será encaminhada por e-mail. Nesta comunicação serão informados os motivos que deram causa ao visto negado e as instruções que devem ser seguidas caso pretenda recorrer da decisão. Portanto, você será comunicado das razões da decisão, dos procedimentos seguintes e dos prazos que deve obedecer para poder encaminhar o recurso - se for o caso. Principais motivos para ter visto negado para Portugal Confira agora quais são as principais razões de ter um visto negado para Portugal nos principais tipos de visto solicitados pelos brasileiros que querem morar em Portugal. Visto de estudante negado Existem três razões principais que originam negativas do pedido de visto de estudante para Portugal. Duas delas são relativas ao descumprimento dos requisitos essenciais exigidos para essa modalidade de visto: Falta de provas suficientes que demonstrem que o estudante possui meios financeiros para se sustentar em Portugal (meios próprios, dos pais ou de bolsa de estudos); Ausência de comprovação eficiente do curso escolhido pelo estudante (como envio da carta de aceite ou comprovante de matrícula na instituição onde vai estudar). Além disso, existe uma outra razão que também pode causar o indeferimento do pedido visto: quando a análise dos documentos enviados não permite verificar que o objetivo principal do requerente é estudar no país. Havendo dúvida se esse é mesmo o objetivo de quem pede o visto de estudante, o pedido também pode ser negado. O visto de estudante ficou mais fácil Vale lembrar que após as alterações aprovadas na Lei de Estrangeiros de Portugal, os pedidos de visto de estudantes vão ficar mais fáceis. Segundo a nova regra da lei portuguesa, os pedidos não precisarão mais passar pelo parecer prévio do SEF, bastando que o estudante cumpra os requisitos básicos e comprove que efetuou a matrícula no curso. Visto D2 negado No caso do visto D2, que é destinado aos trabalhadores autônomos e empreendedores, um dos motivos que mais causa a negativa do pedido é a falta de comprovação de que o requerente cumpre algum destes requisitos indispensáveis. São estes: Ter aberto uma empresa no país ou já ter efetuado um investimento em Portugal; Apresentar o plano de negócio que demonstre que o empreendimento é relevante para a economia portuguesa; Comprovar que possui os meios financeiros suficientes para efetuar o investimento no país.  Como comprovar a importância do negócio Quando for apresentar o plano de negócio é importante demonstrar que a empresa pode efetivamente contribuir para a economia do país. Portanto, não é qualquer tipo de negócio que será aprovado. Por exemplo: propor a abertura de uma pequena padaria ou uma bridageiria unipessoal em Lisboa dificilmente terá o visto aprovado, pois é um serviço oferecido em abundância na capital portuguesa e não será relevante. Para escolher uma atividade que possa ser relevante para Portugal, é recomendado pesquisar o mercado para descobrir quais produtos ou serviços que não são oferecidos com frequência e podem ter um caráter mais inovador. Pesquise, por exemplo, franquias que ainda não são conhecidas ou que possuem poucas unidades funcionando no país. Outra forma de aumentar a importância do seu negócio é direcioná-lo para cidades menores, onde há menor oferta de serviços em geral. Em uma cidade pequena, além de ser mais fácil oferecer um serviço relevante, você poderá comprovar que vai gerar mais empregos. Essas duas características podem aumentar a relevância do seu plano de negócios e ampliar bastante a chance de que o seu pedido do visto D2 seja aprovado. Trabalhadores independentes Em relação aos trabalhadores independentes que pedem o visto D2, é preciso apresentar um contrato de trabalho ou, ao menos, uma proposta formal de contrato de trabalho, que garanta que possui meios financeiros para se sustentar em Portugal. A falta desse comprovante indispensável pode levar você a ter o visto negado para Portugal. Visto de trabalho negado Já no caso do visto de trabalho para Portugal, os motivos que mais podem gerar uma negativa ao pedido de visto são relativos à comprovação de que possui um trabalho garantido no país - exigência fundamental para a concessão dessa modalidade de visto. A comprovação de um contrato de trabalho ou de uma proposta formal de trabalho não pode faltar para que o pedido do visto de trabalho seja aprovado. Outro motivo que também pode gerar um indeferimento da solicitação é a falta do comprovante de meios de subsistência, que no caso do contrato de trabalho pode ser substituída por um termo de responsabilidade emitido e assinado pelo empregador. Visto D7 negado Nos pedidos de visto D7, que é destinado especificamente aos aposentados e outras pessoas que possuem rendimentos passivos, o motivo que gera a maior quantidade de negativas é a falta de comprovação adequada dos rendimentos mínimos exigidos. Nessa situação, é preciso estar bem atento aos montantes exigidos, tanto para o titular como para os seus dependentes. Além disso, a forma de comprovação varia conforme o tipo de rendimento. [caption id="attachment_132297" align="alignnone" width="750"] Ter atenção com os documentos necessários e o preenchimento do formulário evita falhas no pedido de visto.[/caption] No caso dos aposentados, por exemplo, é preciso encaminhar comprovantes do recebimento da aposentadoria e uma cópia da declaração de Imposto de Renda. Já para outros tipos rendimentos, é necessário apresentar documentos específicos que comprovem a titularidade deste, sejam aplicações financeiras, aluguel de imóveis ou outros tipos de rendimento. Análise dos rendimentos Cabe esclarecer que a análise dos rendimentos apresentados é feita pelo governo e pode ser, de alguma forma, discricionária. Isso significa que o governo tem liberdade para aceitar ou não os comprovantes usados como prova. Dessa forma, juntar ao pedido os comprovantes exigidos é um indicativo de que o visto pode ser concedido, mas não é uma garantia. Outro ponto importante que deve ser esclarecido é o fato de que os rendimentos devem ser declarados legalmente. Um aluguel sem registro ou declaração dos valores, por exemplo, não será aceito como comprovante de rendimento. Valor a ser comprovado Sobre o valor a ser declarado é importante explicar que, quanto maior ele for, maiores também são as chances de que o pedido do visto D7 seja aprovado. A comprovação de um valor próximo ao mínimo exigido não significa que a solicitação será negada, mas isso pode acabar acontecendo, dependendo também de outros fatores. Portanto, quanto maior for o montante disponível comprovado, maior será a chance de obter o visto. Motivos gerais para todos os vistos Independentemente da modalidade de visto, é importante que você fique atento à lista de requisitos básicos que são necessários à maioria dos pedidos de visto A falta de qualquer um deles pode causar a negativa da solicitação. São os seguintes: Erros no preenchimento do formulário do pedido de visto; Pedido de visto inadequado para o objetivo; Falta de comprovantes básicos como alojamento e meios de subsistência em Portugal: Não entregar a documentação devidamente legalizada com a Apostila de Haia (que garante que os documentos brasileiros são válidos também em Portugal). O que fazer se o visto para Portugal for negado? Se você for comunicado de que o seu pedido de visto para Portugal foi negado, o mais recomendável e seguro é que procure uma orientação de uma assessoria especializada em pedidos de visto. Isso porque, um profissional com experiência na área é a pessoa mais indicada para, junto com você, avaliar as razões dadas para o indeferimento do pedido e decidir qual é a melhor escolha para a sua situação: recorrer da decisão ou preparar um novo pedido de visto. [adinserter block="69"] É preciso alertar que, após o indeferimento do visto, caso o solicitante peça uma nova apreciação por parte da VFS Global, terá que pagar uma taxa de 75 euros, conforme informa o Site da VFS. É possível recorrer? Sim, é possível recorrer. Entretanto, como dito acima, antes de tudo é preciso avaliar se recorrer da decisão de visto negado para Portugal é a melhor solução no seu caso. Por exemplo, se o pedido foi negado por falta de documentação, é possível que o envio de documentos complementares seja suficiente para que a decisão seja revista e o visto seja aprovado. Já em outros casos, preparar uma nova documentação e aplicar para o visto novamente pode ser a melhor saída. Portanto, pode não ser uma decisão tão simples de tomar. Se você não se sente seguro para saber o que deve fazer, não deixe de procurar um profissional habilitado para auxiliá-lo nesse momento. Quem teve o visto negado, consegue entrar como turista? Em princípio sim. Se você teve o pedido de visto para Portugal negado por problemas na documentação ou erros no pedido, provavelmente poderá entrar no país como turista. Nessa situação, você terá o direito de permanecer no país por até 90 dias. Mas vale fazer aqui um alerta: se você teve o visto negado para Portugal e pretende entrar no país como turista para depois fazer a legalização, saiba que o procedimento não é indicado. O correto é solicitar o visto ainda no Brasil e só embarcar para Portugal quando o pedido for aceito. Aqui no Euro Dicas apenas incentivamos a imigração legal, com a emissão de visto conforme as regras e exigência do país. Como evitar ter o visto negado para Portugal? Para evitar ter o pedido de visto para Portugal negado é indispensável checar se você cumpre todos os requisitos exigidos para fazer a solicitação. Esse é o primeiro passo. Caso cumpra, você deve então providenciar toda a documentação necessária para encaminhar o pedido conforme as exigências da lei portuguesa. Um pedido com falhas corre um grande risco de ser negado, gerando mais demora e mais gastos para você, já que nos pedidos indeferidos não há devolução do valor pago. Portanto, se você tem dúvidas, nossa recomendação é que recorra a uma assessoria com experiência em pedidos de visto para Portugal. Esses profissionais são os mais indicados para solucionar suas questões sobre o processo e auxiliar você na preparação dos documentos.

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