A economia da Itália tem diversos desafios ao longo de 2024, entre eles: o crescimento que desacelerou no início no ano, um potencial aumento do desemprego e a taxas de juros que devem se manter em alta até o terceiro trimestre.

Os serviços, no entanto, aumentaram moderadamente e a indústria atravessa um momento de estabilidade. Além disso, a inflação controlada abaixo da média europeia mostra sinais de uma economia resiliente, que consegue aguentar as crises melhor do que seus vizinhos europeus. Vamos entender melhor sobre a economia italiana?

Economia na Itália: qual o cenário atual?

A Itália é um país economicamente forte e diversificado que, não por acaso, ocupa a 8ª posição no ranking das maiores economias do mundo e é a 3ª maior economia europeia.

Em 2023, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB italiano foi estimado em 2,12 trilhões de dólares, representando um crescimento de 2,8% em relação ao ano anterior.

A longo prazo, a Itália também tem conseguido bons resultados: desde 2019, a economia cresceu 3,8%, o dobro da vizinha francesa e cinco vezes mais do que a alemã.

A esse “fenômeno” vem se atribuindo ao país da bota a fama de “milagre econômico” que, no entanto, já demonstra fragilidade e curto prazo de validade com a recente desaceleração do crescimento no ano corrente e a dívida pública de proporções descomunais.

Economia italiana ainda é forte

Apesar de o atual cenário econômico ser marcado por grandes desafios e incertezas, a economia da Itália continua sendo uma das maiores e mais relevantes da atualidade e segue mostrando sinais de resiliência.

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São necessárias, no entanto, políticas e intervenções econômicas específicas para enfrentar os desafios atuais e estimular o crescimento sustentável a longo prazo.

Para entendermos um pouco mais do cenário econômico da Itália em 2024, conversamos com o economista Álvaro Rossi, especialista em Mobilidade Social e Desenvolvimento Econômico.

Álvaro Rossi comenta sobre a economia itlaiana
Álvaro aponta para uma desaceleração da economia da Itália em 2024. Foto: Álvaro Rossi

Segundo o especialista, embora o atual cenário não seja dos melhores, o crescimento está em linha com o restante dos países europeus.

“A Itália reagiu razoavelmente bem às crises econômicas recentes, recuperando seu nível de atividade econômica pré-pandêmico na metade de 2021, alcançando um crescimento modesto desde então. Porém, em sua última previsão, o Banco da Itália estima que o produto interno bruto (PIB) desacelerará ainda mais em 2024”, ressalta Álvaro.

Outro fator importante que o economista levanta é o das crises climáticas: em 2023, vimos enchentes catastróficas em algumas regiões da Itália. Há previsões de que a frequência de desastres climáticos persista em 2024, o que, infelizmente, possa gerar impactos negativos na situação socioeconômica do país.

“Se estas previsões vierem a se concretizar, teremos uma pressão em setores-chave da economia italiana, como energia e o agro, o que aumentaria ainda mais a estagnação da economia italiana neste ano de 2024”, alerta o especialista.

Principais indicadores da economia da Itália

Os indicadores econômicos podem ser os nossos melhores aliados para a compreensão da situação da economia de um determinado país. Vamos conhecer mais sobre os principais e o que eles podem nos dizer sobre a economia da Itália?

PIB

O PIB (Produto Interno Bruto) é um dado produzido a partir da soma de todos os serviços e bens produzidos por um país, durante um período de tempo.

O poder Executivo da União Europeia reduziu a projeção de crescimento da Itália em 2024 de 0,9% para 0,7%, segundo as previsões de inverno divulgadas por Bruxelas em fevereiro deste ano.

Por outro lado, a Comissão Europeia manteve a perspectiva de uma alta de 1,2% no produto interno bruto (PIB) italiano em 2025.

“A incerteza permanece excepcionalmente elevada, em um cenário de prolongadas tensões geopolíticas e de risco de a crise no Oriente Médio se ampliar”, disse o comissário de Economia da UE, Paolo Gentiloni.

Dívida pública

A dívida pública altíssima é um problema crônico para a economia da Itália.

Em 2020, com a crise da Covid-19, a dívida pública italiana atingiu os dos níveis mais altos já registrados pela história do país: 157,5% do PIB da Itália. Porém, com o crescimento da economia do país em 2023, a dívida pública também diminuiu.

O Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) informou que a dívida pública da Itália encerrou o terceiro trimestre de 2023 em 140,6% do Produto Interno Bruto (PIB), representando uma redução de 1,8 ponto percentual na comparação com os três meses anteriores, passando de 142,5% para 140,6%.

Esta foi a quinta maior diminuição de uma dívida pública na União Europeia no período em questão. Mesmo assim, a Itália ainda detém a segunda maior dívida pública entre os Estados-membros em termos proporcionais, atrás apenas da Grécia, com 165,5%.

Apesar da melhora no índice, a dívida italiana ainda é extremamente elevada e precisará ser uma das urgências na agenda do governo de Giorgia Meloni.

Inflação na Itália

A inflação altíssima na Itália do começo de 2023 — consequência da crise energética no continente europeu e a guerra na Ucrânia — deu lugar a uma das menores inflações do continente.

Inflação na Itália diminuiu.
Apesar da inflação ter diminuído, os italianos sentiram o impacto da guerra quando viram o custo de vida aumentar.

“Em um ano, a inflação italiana diminuiu de 10,0 ponto percentual ano a ano em janeiro de 2023 para 0,84 ponto percentual ano a ano em dezembro de 2024, ficando abaixo da média europeia de 2,8”, alega Rossi e acrescenta:

“Em 2024, porém, espera-se que a taxa aumente de novo acima do limite de 2%, com medidas implementadas para conter o impacto do aumento dos preços de energia, como a taxa de IVA de 22% sobre o gás estão sendo retiradas, isso levará a um pequeno impacto nos preços dos consumidores.”

Taxa de juros de empréstimos

A taxa de juros de empréstimos (tassa di interesse sui prestiti) italiana continua sofrendo um aumento significativo em 2024, principalmente quando comparada aos dados de anos anteriores.

Em 2021, a taxa era de 2,20%. No ano seguinte, 2022, a taxa de juros foi de 2,5% e, em 2023, ela alcançou a casa dos 3%. E agora, no primeiro semestre de 2024, chegamos a 3,87%.

“Em compensação ao controle inflacionário, e atrelada à desaceleração da economia italiana, provavelmente as famílias e empresas sigam sentindo um aperto orçamentário. Isso porque se prevê que o Banco Central Europeu (BCE) manterá sua taxa de juros em 4% até outubro, o que, para quem tem empréstimos com taxa variável (3/4 de todos os empréstimos na Itália) é desfavorável”, alega Rossi.

Esta taxa de juros elevada mantém um alto custo de empréstimos para empresas e famílias que terão menos dinheiro para gastar em outras áreas, contribuindo para a desaceleração da economia da Itália.

O economista acrescenta:

“Se olharmos, por exemplo, para a taxa de hipoteca em agosto de 2023, estava em 4,3%, acima dos anteriores 3%. Isso inevitavelmente prejudica a renda disponível dos consumidores”.

Taxa de desemprego na Itália

Em relação à taxa de desemprego, a Itália detém um dos mais altos índices na Europa, ao lado de países como Espanha e Grécia. O aumento do desemprego foi uma das consequências mais visíveis durante o período de crise da Covid-19. A guerra da Ucrânia, felizmente, não afetou esse índice diretamente.

A taxa de desemprego na Itália está em 7,6%, a menor desde a crise econômica de 2008. Porém, segundo especialistas, a taxa de desemprego deve aumentar em 2024, chegando até 8,5% no final do ano.

“Se isso se concretizar, significaria, junto com uma estagnação no crescimento do valor de salários e a alta de juros atuais, uma maior pressão nos consumidores do país”, ressalta Álvaro.

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Onde acompanhar os indicadores da economia italiana?

Os indicadores da economia italiana são publicados e constantemente atualizados em diversos portais online.

As fontes mais confiáveis para acompanhar os indicadores da economia da Itália são os seguintes:

Esses quatro portais divulgam somente dados oficiais e atualizados. No site da Borsa Italiana, por exemplo, os dados são divulgados em tempo real.

O impacto dos imigrantes na economia da Itália

O impacto dos imigrantes na economia da Itália é positivo.

Os imigrantes na Itália representam 8% da população, os trabalhadores estrangeiros são 2,4 milhões (10,3%) e geram 9% do PIB italiano. Ou seja, os imigrantes produziram 154,3 mil milhões de euros em 2022, com picos superiores a 14% na agricultura e na construção.

Na Itália, vivem mais de 5 milhões de imigrantes, dos quais 78% estão empregados, um valor expressivo e que não pode ser desconsiderado.

O maior impacto dos imigrantes na economia da Itália está, sem dúvidas, relacionado ao trabalho. Em 2020, em várias regiões, o trabalho de imigrantes ultrapassou os 10% do trabalho total: Lazio (13,6%), Emilia-Romagna (13,1%), Umbria (12,4%), Toscana (12,3%), Lombardia (12,2 %), Veneto (11,8%) e Ligúria (10,6%).

Imigrantes representam 9% do PIB e movimentam a economia da Itália.
A mão de obra imigrante é desejada e necessária para o andamento da economia italiana.

Além disso, cidadãos estrangeiros possuem 11% das empresas registradas na Itália, totalizando 659.709 de acordo com números oficiais divulgados pela ANSA.

Segundo o relatório, 34% das firmas de propriedade de imigrantes pertencem a cidadãos romenos, chineses ou marroquinos, sobretudo nas províncias de Florença, Turim, Cremona, Fermo, Prato e Viterbo.

“A contribuição dada à economia italiana pelos empreendedores estrangeiros é ainda mais apreciada e necessária diante do andamento demográfico do nosso país, um problema para o qual não há solução em curto prazo”, afirmou Andrea Prete, presidente da Unioncamere, representante das câmaras de comércio na Itália.

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Previsões para a economia da Itália em 2024

As previsões para a economia da Itália em 2024 são realistas e embora o país tenha crescido 3,8% nos últimos quatro anos, as previsões para os próximos meses sugerem uma estagnação no crescimento.

A economia italiana começou 2024 com um crescimento lento, destacando sinais contraditórios entre o setor dos serviços, que regista uma recuperação moderada, e a indústria, que começa a mostrar sinais de estabilidade.

Apesar de alguns fatores positivos, como a inflação baixa, outros fatores críticos continuam influenciando o cenário econômico da Itália, entre eles:

  • Os fluxos comerciais no Canal de Suez que continuam travados, dificultando os transportes marítimos;
  • O aumento persistente dos preços do petróleo e o corte adiado das taxas de juro.

Apesar dos desafios e incertezas presentes no cenário econômico italiano e internacional, a Itália se mostra otimista, dando sinais de recuperação e resiliência.

Com o atual cenário da economia da Itália, vale a pena investir no país?

Sim, vale a pena investir na Itália.

Apesar da recente recuperação de duas crises muito importantes e do momento que o país atravessa de grandes desafios, a economia da Itália continua ocupando o posto da 8ª economia mais forte do mundo. Além disso, possui a 4ª maior reserva de ouro em escala global, o que lhe garante uma estabilidade em possíveis futuras emergências.

Outra característica que torna a economia italiana muito forte é o euro, uma moeda historicamente estável e que, apesar de ter sofrido com a guerra da Ucrânia, continua sendo uma moeda poderosa.

Porém, qual é o tipo de investimento ideal no contexto italiano de 2024? Devemos considerar que além da possibilidade de investir em ações, existem também diversas possibilidades com empresas e negócios em geral no país.

como abrir empresa na Itália de dois tipos: Partiva IVA di regime forfettario e Partita IVA di regime ordinario, equivalentes, respectivamente, ao MEI e ao CNPJ. A primeira é considerada uma das melhores maneiras para incentivar a abertura de pequenas empresas, com uma taxação de impostos de somente 5% e um faturamento máximo de 85 mil euros/ano.

É importante analisar antes de investir

Mas, é claro que os investimentos devem ser feitos com cuidado. Apesar de ser muito difícil ver negócios e empresas fechando com frequência na Itália, o investimento em negócios físicos carrega um aspecto de resistência da população.

A Itália é, assim, um bom país para investimentos, mas eles devem ser feitos após uma análise cuidadosa do público e do cenário geral.

Quais os melhores setores para investimento?

Em 2024, os melhores setores para investimento na Itália foram aqueles relacionados à produção de soluções aos problemas causados por um contexto de guerra e crises econômicas. Dentre as principais áreas, podemos citar:

Tecnologia

Como em muitos países, o setor de tecnologia continua sendo uma área de crescimento na Itália. Empresas de tecnologia em áreas como inteligência artificial, cibersegurança e tecnologias limpas representam oportunidades de investimento.

Energias renováveis

Com um aumento do foco na sustentabilidade e na redução das emissões de carbono, as energias renováveis, como solar e eólica, estão recebendo mais atenção. A Itália tem um grande potencial para energia solar, especialmente nas regiões do sul.

Saúde e bem-estar

O setor de saúde e bem-estar continua sendo uma área importante de investimento, especialmente com o envelhecimento da população. Isso inclui empresas que fornecem serviços de saúde, tecnologias médicas inovadoras e produtos relacionados ao bem-estar.

Turismo e Hospitalidade

Apesar dos desafios recentes devido à pandemia, o setor de turismo e hospitalidade seguem se reerguendo. A Itália é um destino turístico de renome mundial, com uma rica cultura e patrimônio histórico, o que pode oferecer oportunidades de investimento nesse setor.

Indústria de alimentos e bebidas

A Itália é famosa por sua gastronomia e produção de vinhos. Empresas que estão inovando na produção de alimentos de alta qualidade, bebidas e produtos gourmet podem atrair investidores.

Indústria automobilística

O país possui uma indústria automobilística significativa, com empresas como Fiat e fabricantes de carros de luxo como Ferrari e Lamborghini. Investimentos em tecnologias automotivas avançadas, como veículos elétricos e autônomos, podem ser áreas de interesse.

As estratégias de investimento na Itália devem estar consoante o momento enfrentado pelo mercado no momento do investimento. Devem ser considerados os índices de crescimento econômico, inflação, deflação e recessão. O andamento das guerras entre Rússia e Ucrânia e do Oriente Médio devem ser acompanhadas de perto também.

Quais os principais setores da economia da Itália?

Como já mencionamos antes, além de ser um país com uma economia forte, a economia da Itália é também diversificada. Talvez seja justamente daí que venha a sua força, impulsionada por uma variedade de setores, incluindo:

  • Indústria: a indústria italiana é uma das mais fortes da Europa, e é responsável por cerca de um quarto do PIB do país. Os principais setores industriais da Itália incluem manufatura, construção, energia e turismo;
  • Serviços: os serviços são o setor econômico mais importante da Itália, e representam cerca de 70% do PIB do país. Os principais setores de serviços da Itália incluem turismo, comércio, finanças e transporte;
  • Agricultura: a agricultura é um setor importante da economia italiana, e é responsável por cerca de 3% do PIB do país. Os principais produtos agrícolas da Itália incluem trigo, frutas, verduras e vinho.

Produção e exportação italiana

Os principais produtos agropecuários produzidos na Itália são: frutas, legumes, uva, batata, azeitonas, peixes, carnes, leite e derivados.

Já os principais produtos industrializados, a Itália é produtora de: máquinas, equipamentos, aço, ferro, tecidos, automóveis, alimentos processados, cerâmica e calçados.

Quanto à exportação italiana, entram na lista: produtos de engenharia, tecidos, calçados, roupas, automóveis, máquinas de produção, produtos químicos, alimentos processados, azeite, bebidas (principalmente vinho) e queijo.

As exportações das empresas italianas representaram 32% do PIB do país. Em 2022, somaram 625 bilhões de euros, um aumento de 20% na comparação com 2021.

No mesmo período, as importações foram de 656 bilhões de euros, alta de 36,5%, sobretudo por conta das maiores compras de bens energéticos.

Histórico da economia da Itália

O histórico da economia da Itália não é marcado somente por momentos positivos, mas também pela presença de diversas crises econômicas, dentre as quais podemos destacar algumas de maior relevância.

Crise de 2008 na Itália

Quando falamos do século XX, a crise de 2008 foi um dos maiores marcos na história econômica da Itália, provocando consequências que seriam visitáveis por mais de uma década no país.

A crise de 2008, conhecida também como crise imobiliária, provocou consequências severas para o país. A partir do final de 2007, a economia da Itália entrou em um cenário incerto e instável que duraria mais de 12 anos.

Galeria Vittorio Emanuele, em Milão.
Durante anos, a Itália não conseguiu atrair investimentos e se recuperar da crise de 2008.

Com a eclosão da crise, não somente a economia interna foi afetada, uma vez que a Itália perdeu a capacidade de atrair investimentos estrangeiros para o país.

Esse cenário seria um verdadeiro pesadelo para os italianos por mais de uma década, tanto é que quando a crise provocada pela pandemia do coronavírus chegou ao país, no começo de 2020, o país ainda não estava recuperado totalmente da crise anterior.

Crise da Covid-19 na Itália

A Itália foi um dos países mais atingidos pela pandemia do coronavírus que começou logo no início de 2020. Afinal, a doença provocou a morte de mais de 180 mil pessoas no país e motivou a tomada de medidas drásticas por parte do governo, que precisou ordenar o fechamento de comércio, obras, indústrias e investimentos por diversos meses.

O impacto da crise da Covid-19 foi, dessa maneira, extremamente relevante para a economia italiana. O PIB do país em 2020 despencou de 1,797 trilhões de dólares para 1,661 trilhões de dólares, segundo dados do site Dados Mundiais.

Também é importante ressaltar o impacto da pandemia no setor de turismo, um dos mais relevantes para a economia da Itália: o setor do turismo sofreu queda de 61%. A dívida bruta do país, por sua vez, aumentou quase 9%.

Felizmente, com o avanço na aplicação da vacina contra a Covid-19, a economia italiana começou a dar sinais de recuperação em 2021. Com a campanha de vacinação, as atividades econômicas começaram a caminhar novamente.

Assim, em 2021, o PIB italiano cresceu de novo e alcançou quase o mesmo valor que possuía antes do começo da pandemia em 2020: 1,782 trilhões de dólares.

Guerra da Ucrânia e o impacto na Itália

A Guerra na Ucrânia impactou diretamente a economia de toda a União Europeia, incluindo a da Itália, principalmente devido à dependência do gás russo. Com a eclosão da guerra em fevereiro de 2022, as consequências no valor do gás natural foram imediatamente sentidas, com um aumento de 30% no valor do mesmo.
Outro grande problema foi a dependência do trigo da Ucrânia, que representava cerca de 20% das importações da Itália.

Com isso, produtos como massas (muito importante para os italianos), pão, farinha e biscoitos sofreram aumentos significativos nos supermercados na Itália.

A Guerra de Israel impacta a economia italiana?

A guerra em curso entre Israel e o Hamas pode afetar a economia italiana através da redução do comércio regional, de condições financeiras mais restritivas, de uma menor confiança dos consumidores e, principalmente, de preços mais elevados da energia.

E, de fato, a economia italiana já começou a sentir os reflexos dos impactos da guerra com a redução do fluxo de transporte de cargas marítimas no Canal de Suez, que segue bloqueado pelo risco de ataques piratas.

“Caso o conflito venha a crescer e cause impactos na região, como uma possível crise energética, a economia italiana corre o risco de ser fortemente impactada”, alerta o economista Alvaro Rossi.

Vale a pena morar na Itália na atual situação econômica?

Sim, vale a pena.

Os índices econômicos indicam que morar na Itália pode ser uma ideia, uma vez que o país é uma grande potência econômica, está se recuperando dos momentos de crise do passado e segue em crescimento contínuo, ainda que passe por períodos de desaceleração. E, sobretudo, acompanha o desenvolvimento econômico da União Europeia como um todo.

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