Entrada no Reino Unido para europeus pós-Brexit: veja as mudanças

A liderança política da União Europeia anunciou mudanças na maneira como os viajantes europeus serão tratados no Reino Unido na hipótese de uma falta de negociação pós-Brexit. Veja quais são elas e como elas afetam os cidadãos europeus e britânicos.

Como vai ficar a entrada no Reino Unido depois do Brexit

Atualmente, um cidadão da União Europeia tem o direito de entrar no Reino Unido seja para viver, visitar ou trabalhar, onde pode permanecer o tempo que pretender. É necessário apenas portar um passaporte ou bilhete de identidade válido, caso as autoridades exijam prova da sua identidade.
No entanto, após o Brexit, o Reino Unido e a União Europeia mudarão as leis para os visitantes britânicos e para os cidadãos de países Estado-Membro da UE. A princípio, não será necessário visto e serão enquadrados na lista dos países de livre-circulação, juntamente com os das Américas, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Austrália, Nova Zelândia e vários outros.
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Mas, afinal, o que isso significa?

Após 29 de março de 2019, os visitantes portadores do passaporte britânico estarão isentos de visto para viajar a turismo e poderão entrar e circular nos Estados-Membros, porém, durante um período máximo de 90 dias e desde que preencham certas condições de entrada.
Eles deverão cumprir alguns requisitos, como: certificados de hospedagem, comprovantes do objetivo da viagem e de sustento, e, até mesmo bilhetes de retorno, que lhes serão exigidos pelas autoridades estrangeiras de fronteira.
Além disso, o passaporte deve ter pelo menos três meses de validade restante. Ou seja, não haverá mais entrada automática.
Em contrapartida, os europeus também encontrarão maiores dificuldades ao visitar o Reino Unido, pois não poderão fazê-lo portando somente o seu documento de identidade, e deverão solicitar seus passaportes unicamente para visitar o Reino Unido, motivo de preocupação para a indústria de turismo da Grã-Bretanha.
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E a Irlanda?

No caso dos irlandeses, as relações são regidas pelo acordo “Common Travel Area”, que foi desenvolvido para facilitar o princípio da livre-circulação de cidadãos britânicos e irlandeses entre o Reino Unido, a Irlanda e as ilhas, e isso irá preservar a livre-circulação dos irlandeses em solo britânico.
Imigração na Irlanda: tudo o que você precisa saber.

E se um cidadão britânico pretende trabalhar na União Europeia?

Isso não será mais um direito automático. Segundo a UE “a isenção de visto não se aplica a pessoas que viajam com o objetivo de realizar uma atividade remunerada nos Estados-Membros, ou seja, para aqueles que vêm trabalhar para a UE.”
No caso de cidadãos britânicos que vivem mas não trabalham na União Europeia, como os aposentados, por exemplo, poderão encontrar muito mais burocracia futuramente. Os governos nacionais especificarão suas próprias regras.

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Supondo que um acordo seja firmado, as  regras serão as mesmas?

Não. A livre-circulação será reduzida.
Os visitantes britânicos enfrentarão mais burocracia com o novo sistema ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) da UE, previsto para entrar em vigor em 2023.
De acordo com a Comissão Europeia: “As regras da UE sobre cidadãos não-europeus viajando para a UE, tais como aquelas sobre controle de fronteira, obviamente se aplicam aos cidadãos britânicos, uma vez que eles não são mais cidadãos da UE.”
O ETIAS permitirá a realização antecipada de controles e, se necessário, recusará autorizações de viagem a nacionais de países terceiros isentos da obrigação de visto que viajem para o Espaço Schengen.
O intuito é colaborar para melhorar a segurança interna, prevenir a imigração ilegal, proteger a saúde pública e reduzir os atrasos nas fronteiras.
Nesse sentido, todos os viajantes do Reino Unido terão que se inscrever com antecedência e pagar uma taxa para ter sua viagem autorizada para a União Europeia.
Passaporte britânico: como tirar e quais as novas regras.

Lorena é mineira e mora em Portugal há mais de 1 ano, onde está terminando o Mestrado em Marketing na Universidade do Porto. Formada em Comunicação Social, Lorena seguiu o seu sonho e estudou Moda em Paris. É apaixonada por arte, gastronomia, e, claro, viagens!

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