Estudar medicina no exterior de graça: saiba como

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Medicina está entre as carreiras mais prestigiadas do mundo, e por isso é um dos cursos mais concorridos nas diversas universidades espalhadas pelo planeta. No Brasil, o candidato precisa passar por provas muito concorridas para conseguir uma vaga em instituições públicas e as mensalidades cobradas em faculdades particulares são altíssimas. Mas você sabia que é possível estudar medicina no exterior no exterior de graça?

Existem países em que é possível estudar de graça ou a preços bem menores. E o melhor: os programas são em inglês, mesmo essa não sendo a língua oficial de muitos dos países.

Então se você também está interessado em saber como estudar medicina no exterior de graça fique atento ao nosso artigo!

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Onde é possível estudar medicina no exterior de graça?

Há muitas opções de bolsas integrais disponíveis para quem deseja estudar medicina no exterior de graça. Veja algumas universidades selecionadas:

Universidade na Alemanha

Além de oferecer mais de 800 programas de pós-graduação ministrados em inglês, as universidades da Alemanha não cobram nenhuma anuidade de estudantes de graduação. Alunos de mestrado devem pagar apenas um valor simbólico, que varia de estado para estado.

Se você tem interesse em estudar na Alemanha, leia este artigo completo aqui do Euro Dicas.

Universidade na Noruega

De acordo com o site oficial de estudo no país, universidades públicas da Noruega não cobram anuidade de qualquer estudante, incluindo alunos internacionais. A regra vale para cursos de graduação, mestrados e PhD. No entanto, os estudantes deverão pagar uma taxa semestral de manutenção que varia entre 300 e 600 coroas norueguesas.

Apesar do valor baixo pago a cada seis meses, o custo de vida na Noruega é considerado um dos mais altos do mundo. Estima-se que um estudante possa gastar entre 7 e 9 mil coroas por mês, equivalente a aproximadamente R$3 mil.

Algumas universidades podem cobrar anuidade de alguns programas específicos – geralmente a nível de mestrados e especializações. Mesmo neste caso, estudantes internacionais pagam exatamente o mesmo valor de estudantes noruegueses. Além disso, há um grande número de programas ministrados inteiramente em inglês, especialmente a nível de mestrado e PhD.

Leia também o que já falamos sobre intercâmbio em Londres.

Universidade na França

A França possui mais de 80 cursos de graduação em inglês, mas a maioria é oferecida por universidades particulares. Segundo o governo francês, o universitário precisa de 430€ por mês para se manter enquanto estuda no país.

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estudantes de medicina

Se você tem vontade de estudar na França, tudo o que você precisa saber está aqui.  Confira também nossas dicas sobre a Universidade de Sorbonne.

Universidade na Finlândia

Até 2017, os alunos que queriam estudar medicina no exterior de graça poderiam pensar na Finlândia como um possível destino, pois a gradução no país era completamente gratuita – tanto para estudantes finlandeses quanto internacionais. Uma decisão recente, porém, estabeleceu que a partir do outono de 2017 (agosto/setembro), todas os cursos de bacharelado e mestrado ministrados em inglês passaram a ter uma anuidade de 1500€.

Além disso, existem algumas opções de apoio as despesas do estudante no país, estimadas entre 500€ e 800€ por mês.

Aproveite e conheça a Universidade de Barcelona e a Universidade do Porto.

Universidade na Eslovênia

Um destino pouco procurado por brasileiros, a Eslovênia – pequeno país que faz fronteira com a Itália e a Croácia – oferece cerca de 150 programas de graduação, mestrado e doutorado totalmente em inglês e a preços acessíveis (para uma faculdade de medicina).

Em geral, são cobrados entre 2 e 5 mil euros por ano para graduação e mestrado, e entre 3 e 12 mil euros para Doutorado. Nesses valores também está incluído o seguro saúde obrigatório.

Além disso, o custo de vida no país é relativamente baixo. Pode-se viver confortavelmente como estudante por cerca de €600 mensais.

Como estudar medicina no exterior de graça?

Para começar, o filtro dos candidatos à Medicina costuma ser bem diferente do restante dos cursos.

Em Portugal, por exemplo, o convênio estabelecido para garantir acesso a instituições como a Universidade de Coimbra por meio do ENEM não vale para a carreira.

Nos Estados Unidos, é necessário passar por um curso na categoria “undergraduate” para se candidatar às escolas de medicina, depois de quatro anos de ensino superior.

Os candidatos “pre-med” costumam quebrar a curva de desempenho dos cursos e se esforçar ao máximo, tornando a disputa ainda mais acirrada.

Saiba mais detalhes sobre equivalência de diploma em Portugal.

bolsas de estudo

Como obter bolsas de medicina no exterior?

Existem diferentes formas de obter bolsa de estudo para estudar medicina no exterior de graça. Por incrível que pareça, muitas vezes as universidades e organizações têm vagas sobrando por diferentes razões – falta de divulgação ou de candidatos que atendam aos requisitos, por exemplo.

No entanto, não há um caminho certo, muito menos único de conquistá-las. O financiamento dos seus estudos no exterior pode estar por aí, te aguardando.

A seguir, listamos alguns passos que, com certeza, te ajudarão a obter bolsas para estudar medicina no exterior de graça:

Ter excelente desempenho escolar

Se o desejo de estudar no exterior despertar em você desde cedo, você terá a vantagem de começar a se preparar com antecedência. Quanto mais cedo melhor e, no caso, estamos falando de um, dois ou até mesmo três anos de preparo. Por que?

Porque o desempenho escolar é um requisito muito importante para a seleção no exterior, tanto na sua graduação quanto em uma possível bolsa de estudo.

Leia também este artigo e descubra como conseguir bolsa de estudo no Reino Unido.

Participar de atividades extracurriculares

Outro fator bastante valorizado pelas universidades internacionais são as atividades extracurriculares. Durante o colegial, envolva-se com projetos e atividades que ajudem a desenvolver diferentes habilidades intelectuais, sociais e pessoais.

Procure realizar trabalhos voluntários, equipes esportivas, aulas de dança ou teatro, cursos de informática, grupos religiosos, grêmio estudantil, grupo de escoteiros, etc.

Saiba como fazer trabalho voluntário na Europa aqui.

Melhorar a fluência no inglês ou outro idioma estrangeiro

Estude inglês ou qualquer outro idioma estrangeiro que será usado oficialmente para ministrar o seu curso de interesse no exterior.

A admissão de estudantes estrangeiros em graduações de universidades internacionais exige o resultado mínimo oficial em um exame de proficiência na língua estrangeira, como o TOEFL e o IELTS.

Quer se preparar para os exames de proficiência? Saiba como aqui.

Pesquise

A grande maioria das universidades que valoriza o multiculturalismo e a internacionalização da educação superior oferece algum tipo de bolsa de estudo especificamente para estudantes estrangeiros.

Por isso, pesquise bastante até achar a sua melhor opção.

Como pedir equivalência de diploma

Uma grande preocupação de brasileiros que vão estudar no exterior é como fazer a validação do diploma na volta ao Brasil. É importante saber que a validação de diplomas tem duas etapas:

  • Etapa 1: Validação do diploma no exterior
  • Etapa 2: Validação do diploma no Brasil

Para isso, é necessário consultar as informações com a universidade escolhida no exterior para saber os procedimentos que ela exige para a validação do diploma.

O processo de validação custa de R$ 500 a R$ 3 mil. E você é o responsável por encontrar uma instituição no Brasil que tenha um curso minimamente parecido como que você fez no exterior.

Validar diploma em Portugal: conheça o processo e os custos.

Qual o melhor lugar para estudar medicina?

Existem inúmeras instituições espalhadas pelo globo, mas certamente é preciso escolher aquela que melhor se encaixa dentro do seu perfil e orçamento. Fizemos uma lista com as melhores universidades para estudar medicina no exterior de graça (ou quase)!

Universidade de Oxford

Medicina na Universidade de Oxford é um curso tradicional, dividido em etapas pré-clínicas e clínicas. Nos primeiros anos, os alunos aprendem a teoria e com pouco contato com o paciente. Nos anos posteriores, passam para a fase clínica e tem muito mais tempo com os pacientes no Hospital John Radcliffe.

Além de seu curso diferenciado, a Universidade oferece aos alunos a experiência da vida universitária, onde acontecem eventos sociais e workshops.

Universidade de Cambridge

A concorrência é de seis candidatos por vaga nos cursos de medicina e cerca de 260 são aceitos no geral. Metade dos graduados dos cursos de medicina da Universidade de Cambridge se torna clínico geral e quase todos trabalharão no Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido.

A entrada para o curso de medicina requer excelentes qualificações secundárias e altas pontuações no teste de BMAT. Os estudantes de Cambridge, particularmente estudantes de medicina, têm uma agenda lotada, fazendo malabarismos com estudos, eventos sociais da faculdade e uma variedade de atividades recreativas.

Leia também como estudar na Inglaterra: visto de estudante e os melhores cursos.

Universidade de Harvard

A escola de pós-graduação em medicina da Universidade de Harvard tem três missões: educar, pesquisar e prestar cuidados clínicos. Fundada em 1782, é a terceira mais antiga escola de medicina dos EUA.

Há quatro principais hospitais de ensino em toda a área de Boston. Harvard introduziu ao currículo o aprendizado baseado em problemas. Há também um programa especializado, aceitando apenas 30 candidatos a cada ano, que se concentra na pesquisa biomédica.

Estudantes de medicina em Harvard pertencem a uma das cinco sociedades nomeadas de ex-alunos. Os integrantes trabalham em pequenos grupos dentro da sociedade, competem em jogos esportivos e participam de eventos sociais.

Imperial College London

A graduação de seis anos em medicina também inclui um bacharel em ciências, além do MBBS. Como Oxford e Cambridge, os cursos da Imperial College London são altamente científicos, com ênfase não apenas na prática clínica, mas em técnicas de pesquisa.

Os requisitos de admissão são rígidos. Os alunos aceitos deverão ter notas altas em química, biologia e uma terceira matéria, e alcançar uma pontuação alta no exame BMAT. O processo de inscrição também inclui uma entrevista.

A Imperial é uma das instituições mais internacionais do Reino Unido, mas apenas alguns alunos estrangeiros são aceitos no programa médico todos os anos.

Universidade de Stanford

A escola de pós-graduação da Universidade de Stanford oferece programas de mestrado e doutorado para estudantes que desejam continuar sua formação médica. Sete ganhadores do Prêmio Nobel, 31 membros da Academia Nacional de Ciências e 42 membros do Instituto de Medicina estão entre os atuais professores da escola.

Qual a melhor faculdade de medicina do exterior?

Mas quais das opções acima é a melhor faculdade de medicina no exterior?

Harvard Medical School

Os números da Harvard Medical School dão pistas sobre o nível de excelência. São dois séculos ensinando alunos, 15 centros médicos e hospitais associados e uma taxa de aprovação de cerca de 3%.

Universidade de Cambridge

A instituição é uma das gigantes no Reino Unido e tem 800 anos de história, com nomes de destaque nos diversos campos da medicina.

O pioneirismo de Cambridge fica evidente na lista de ex-alunos de destaque: 26 deles levaram para casa o Nobel de Medicina.

Saiba também como é estudar e morar em Cambridge.

Johns Hopkins University

A instituição conta com 16 prêmios Nobel em Medicina e para entrar na Johns Hopkins University o estudante internacional precisa de notas excelentes no TOEFL, exame de proficiência e no MCAT (Medical College Admission Test).

Além disso, o candidato precisa de boas notas em um curso de graduação. O custo geral para ser aluno da Johns Hopkins, segundo a universidade, ultrapassa os US$70 mil, sendo que U$50 mil correspondem à tuition.

E você está preparado para iniciar o seu curso? Se o seu sonho é estudar medicina no exterior de graça, dedique-se bastante e envie as suas dúvidas nos comentários!

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Andrea é uma jornalista curitibana que uniu a paixão pela profissão e pelas viagens e fez disso sua vida. Viajou por todos os cantos do Brasil e também se aventurou pelos Estados Unidos, África e Ásia. Ao lado do filho e do marido foi morar no Sri Lanka e no Vietnã. Desde 2018 vive na Inglaterra e divide seu tempo entre a produção de conteúdo e os passeios pelo Reino Unido.