Se você está planejando morar na Inglaterra, não é difícil entender os motivos. Afinal, o país tem uma combinação de tradição e modernidade, oferece qualidade de vida, oportunidades de trabalho, educação de excelência e uma rica diversidade cultural. Mas é preciso saber se Inglaterra é um bom lugar para morar.

Morar na Inglaterra, em Londres
Índice A Inglaterra é um lugar bom para morar e ter qualidade de vida? O sistema de saúde pública é referência Em algumas regiões a moradia pode ser muito cara Os impostos na Inglaterra são relativamente altos Na Inglaterra, cultura é assunto sério A educação pública atende milhões de famílias A economia de serviços garante atendimento profissional Equilíbrio entre custo de vida e salários O ritmo de vida varia conforme a região População conservadora ou progressista? Distância física e cultural do Brasil A hospitalidade britânica se estende aos imigrantes? A Inglaterra pode ser maravilhosa, mas não é para todos A Europa é diversa e a Inglaterra tem características únicas

Será que é o país ideal para você? Neste artigo, falaremos de pontos importantes que devem ser avaliados antes de tomar essa decisão. Vamos nessa?

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A Inglaterra é um lugar bom para morar e ter qualidade de vida?

Com certeza, a Inglaterra é um bom lugar para morar! Obviamente, nem tudo é perfeito, mas ao fazer uma lista de vantagens e desvantagens, a gente logo vê que vale a pena morar na terra do rei.

Quem escolhe viver na Inglaterra encontra um país seguro, multicultural e com serviços públicos de qualidade, especialmente nas áreas de saúde e educação. A maioria das cidades são bem conectadas por um transporte eficiente, o que facilita tanto a rotina quanto as viagens para explorar o país e o resto da Europa.

Além disso, a rica vida cultural, os parques bem cuidados e o equilíbrio entre trabalho e lazer tornam o dia a dia mais leve. E para quem busca crescer, seja na carreira ou no aspecto pessoal, as oportunidades estão por toda parte.

O Reino Unido ficou em 8º lugar no ranking dos melhores países do mundo em 2024 (o mais recente publicado), segundo o U.S. News & World Report.

Esse ranking considera avaliações qualidade de vida, influência cultural, economia e empreendedorismo — e ouviu quase 17 mil pessoas no mundo todo. 

O sistema de saúde pública é referência

O sistema de saúde pública do Reino Unido é reconhecido internacionalmente como uma referência de qualidade e acesso universal. No coração desse sistema está o NHS, o Serviço Nacional de Saúde, que funciona de forma semelhante ao SUS no Brasil. Ele é financiado pelos impostos pagos pelos cidadãos e garante atendimento médico gratuito para quem tem direito.

O NHS é baseado no princípio de que todos devem ter acesso ao atendimento, independentemente da sua condição financeira ou do tipo de plano de saúde que tenham. Embora o atendimento possa parecer mais objetivo e menos personalizado do que em alguns hospitais no Brasil, a equipe médica é profissional e dedicada. 

O foco está sempre no bem-estar do paciente, respeitando sua dignidade e assegurando um serviço de qualidade e seguro para todos. Sem dúvida, esse é mais um ponto que mostra que a Inglaterra é um bom lugar para morar.

Como funciona e quem tem acesso? 

Para ter acesso ao NHS, é preciso ter cidadania britânica ou residência permanente no país. Além disso, expatriados e estudantes internacionais com visto válido (que pagaram a taxa de saúde para imigração) e alguns portadores de vistos temporários também podem usar o sistema.

Após se registrar, você recebe um número do NHS, que funciona como um “passaporte” para o atendimento médico em qualquer lugar do Reino Unido. Ou seja, não precisa se preocupar em estar “fora da rede” para ser atendido.

Para ter acesso aos serviços do NHS, é preciso se cadastrar com um clínico geral, conhecido como GP (General Practitioner), que será seu principal ponto de contato. O GP cuida das consultas de rotina, prescreve medicamentos, solicita exames e encaminha para especialistas ou hospitais quando necessário.

Usando o NHS no dia a dia

Mas não pense que você vai chegar na consulta e falar de mais de um problema de saúde, ok? Para cada dor, é preciso marcar um agendamento diferente. 

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O sistema funciona? Sim, e muito bem, mas está longe de ser perfeito. Em alguns casos, e dependendo da urgência, é possível conseguir uma consulta para o mesmo dia. Mas, na maioria das vezes, é preciso aguardar alguns dias para conseguir um agendamento.

Se a situação for séria, poderá ser atendido em clínicas ou hospitais no formato walk-in. É preciso esperar bastante para ser atendido, mas ao menos não é preciso ligar para agendar. 

Uma alternativa interessante que está sendo testada em muitas cidades é o agendamento via WhatsApp. Tem funcionado geralmente e muitas pessoas tem gostado da agilidade. 

Em algumas regiões a moradia pode ser muito cara

A Inglaterra é um bom lugar para morar, mas o custo de vida pode ser muito alto, especialmente quando falamos de moradia. Segundo levantamento recente do Expatistan, o Reino Unido é oitavo mais caro do mundo. Mas é claro, o valor das despesas varia bastante dependendo da região em que escolhe viver.

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Por exemplo, Londres e o sudeste do país são conhecidos por terem os preços de imóveis mais altos. Ao morar em Londres, bairros como Kensington e Chelsea estão entre os mais caros, enquanto fora da capital, cidades do Sudeste como Oxford e Cambridge também registram valores altos para compra ou aluguel de casas.

Por outro lado, se procura cidades mais baratas, o nordeste da Inglaterra é geralmente apontado como a região com os custos de moradia mais baixos. Cidades em County Durham, como Shildon, Peterlee e Stanley, são exemplos de locais com imóveis mais em conta. 

Centro de Londres
Se pretender viver em bairros nobres de Londres, saiba que isso exige alto investimento mensal.

Ou seja, a Inglaterra tem um custo alto para se viver, mas dá para encontrar regiões onde o custo de moradia é mais acessível – basta escolher bem a cidade.

Nessas horas, muita pesquisa é a chave para encontrar algo que cabe dentro do orçamento. Cidades menores e afastadas dos grandes centros tendem a ser mais baratas, mas é preciso considerar outros custos como transporte e, claro, acesso a boas escolas e oferta de trabalho.

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Os impostos na Inglaterra são relativamente altos

Se está planejando morar na Inglaterra, é natural se preocupar com o sistema de impostos. Afinal, os tributos daqui são considerados relativamente altos em comparação com outros países. 

Mas é importante entender que embora a carga tributária seja alta, ela é compensada por um sistema de bem-estar estruturado, com serviços de saúde, educação e segurança que realmente funcionam.

O sistema tributário britânico pode parecer um pouco complicado à primeira vista, mas, na prática, ele se resume a alguns impostos principais que precisa conhecer: o Income Tax e o National Insurance. Compreender esses dois já é um ótimo começo para se organizar financeiramente.

Income tax: o imposto de renda britânico

O Income Tax é o equivalente britânico do imposto de renda. Ele funciona por meio de faixas de tributação progressiva, ou seja, quanto maior for a sua renda, maior será a porcentagem que se paga.

Uma boa notícia é que existe um valor isento chamado Personal Allowance, que atualmente é de £12.570 por ano. Isso significa que, até esse limite, não é preciso pagar imposto de renda. Acima desse valor, as alíquotas começam a ser aplicadas de forma escalonada, de acordo com a renda anual.

A seguir, confira quais são as faixas do Income Tax e quanto se paga em cada uma.

FaixaRenda tributávelTaxa
Personal AllowanceAté £12.5700%
Basic rate£12.571 a £50.27020%
Higher rate£50.271 a £125.14040%
Additional rateAcima de £125.14045%
Valores referentes a 2025.

National Insurance é separado do IR

Além do imposto de renda, outra dedução importante que impacta o salário líquido é a contribuição para o National Insurance (NI). Essa taxa funciona de forma parecida com o INSS no Brasil e financia benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e seguro-desemprego. 

As contribuições começam a ser feitas a partir dos 16 anos, para quem ganha mais de £ 242 por semana como empregado ou tem lucro anual acima de £ 12.570 se for autônomo.

Normalmente, a contribuição deixa de ser obrigatória quando a pessoa atinge a idade oficial de aposentadoria. Veja as tarifas aplicadas para trabalhadores:

RendaDe 6 de abril de 2025 a 5 de abril de 2026
£ 242 a £ 967 por semana (£ 1.048 a £ 4.189 por mês)8%
Mais de £ 967 por semana (£ 4.189 por mês)2%

A forma de pagamento varia conforme o seu tipo de trabalho. Os empregados têm o desconto diretamente no contracheque, de acordo com a Classe 1.

Já os trabalhadores autônomos pagam as contribuições através da autoavaliação anual de impostos, como parte da Classe 4, no momento da declaração de renda.

Outros impostos

Além do Income Tax e do National Insurance, há outros tributos que podem impactar sua vida financeira. Veja os principais:

  • Capital Gains Tax (CGT): imposto sobre ganhos de capital, aplicável quando você vende ou doa um ativo (ações, investimentos, etc.) com lucro superior a £3.000;
  • VAT (Value Added Tax): é o imposto sobre valor agregado, semelhante ao ICMS ou ISS no Brasil. Incide sobre a maioria dos produtos e serviços e já vem embutido no preço final;
  • Council Tax: é o imposto municipal cobrado de moradores com 18 anos ou mais, com base no valor da propriedade onde vivem. Normalmente, o valor total é dividido entre os adultos que moram no imóvel. 

Na Inglaterra, cultura é assunto sério

Na Inglaterra, a cultura não é apenas valorizada. Ela faz parte da identidade do país e está presente em cada aspecto da vida cotidiana. É verdade que o tradicional chá das cinco, a monarquia e a pontualidade britânica continuam sendo referências fortes, mas o país vai muito além desses ícones.

A paixão nacional por esportes como futebol e críquete divide espaço com um cenário literário renomado, festivais de música, museus gratuitos e teatros que continuam a revelar talentos. A diversidade de sotaques e estilos reflete a mistura de influências de diferentes partes do mundo, o que torna o país ainda mais fascinante.

Embora os ingleses possam parecer mais reservados no início, eles valorizam profundamente a cortesia, o respeito e uma convivência pacífica.

Em qualquer cidade, cada rua guarda um pedaço da história, e a cena cultural, viva, moderna e em constante movimento, convida todos a participarem. Para quem gosta de aprender, descobrir e se encantar, a Inglaterra é um prato cheio.

O inverno tende a ser um período de mais solitude, mas você ainda pode encontrar inúmeros eventos acontecendo nas principais cidades do país, especialmente Londres.

Agora, a partir da primavera, e especialmente no verão, a Inglaterra se transforma em um palco ao ar livre – eventos pagos e gratuitos enchem as ruas e parques, como feiras, festivais de teatro e música e muita agitação!

A educação pública atende milhões de famílias

A Inglaterra é um bom lugar para morar porque a educação pública é de excelência e bastante acessível. Desde que a criança tenha o direito legal de morar no país, ela pode frequentar gratuitamente a escola mais próxima, a partir dos 5 anos.

O sistema educacional britânico é famoso pela sua qualidade e é organizado em quatro etapas principais, conhecidas como Key Stages, que acompanham o desenvolvimento das crianças conforme suas idades.

EtapaIdade
Key Stage 1dos 5 aos 7 anos
Key Stage 2dos 7 aos 11 anos
Key Stage 3dos 11 aos 14 anos
Key Stage 4dos 14 aos 16 anos

As escolas públicas são financiadas pelos impostos, então não cobram mensalidades, o que gera um economia considerável no orçamento. Ainda assim, os pais geralmente precisam arcar com algumas despesas, como material escolar, uniformes, refeições, passeios e atividades extracurriculares.

Além da rede pública, existem também as escolas particulares, que são pagas e geralmente chamadas de escolas preparatórias ou de ensino médio. Elas oferecem um ensino diferenciado e costumam ter custos mais elevados, mas são uma opção para quem busca algo além do padrão público.

Ensino superior na Inglaterra

A Inglaterra é conhecida por abrigar algumas das universidades mais prestigiadas do mundo. Além das famosas Universidade de Oxford e Cambridge, que são referência há séculos, o país conta com outras 18 instituições que fazem parte do renomado Grupo Russell.

Um fato interessante é que mais de 30% dos estudantes dessas universidades são internacionais, o que mostra o quanto o ensino superior inglês atrai pessoas de diversos países do mundo.

Fachada da Universidade de Oxford.
Universidades britânicas combinam tradição centenária com ensino de ponta e ambiente multicultural.

As universidades públicas cobram mensalidades, e, geralmente, os estudantes estrangeiros pagam valores mais altos do que os locais. Esses custos podem variar bastante, dependendo do curso e da nacionalidade do aluno. 

Por outro lado, muitas universidades oferecem bolsas de estudo e programas de apoio financeiro especialmente voltados para estudantes internacionais. 

A economia de serviços garante atendimento profissional

Os serviços de delivery, utilidades e bancários são eficientes na Inglaterra e funcionam de forma semelhante ao Brasil. A principal diferença, na minha opinião, está no atendimento, que aqui costuma ser mais objetivo e direto. Nada de conversa na fila do mercado, viu? 

A prestação de serviços também é bem cara por aqui. Por isso, muita gente tenta resolver as coisas por conta própria antes de contratar alguém. Ter uma diarista ou empregada doméstica, por exemplo, é considerado um luxo ou apenas em caso de extrema necessidade.

Concorrência favorece os consumidores

Outra diferença em relação ao Brasil é que aqui existem várias empresas fornecedoras de serviços, o que torna a concorrência mais vantajosa para o consumidor. Aliás, é muito comum as pessoas utilizarem sites comparativos para pesquisar as melhores ofertas.

Um exemplo é o Uswitch ou outras plataformas como Money Saving Expert, Compare the Market e Money Supermarket, onde é possível comparar tudo: seguro de carro, seguro viagem, seguro residencial, planos de internet, entre outros. 

Com eles, é possível pesquisar as ofertas disponíveis em praticamente todos os provedores e, com facilidade, encontra a melhor opção para as suas necessidades. Em alguns casos, muitas empresas oferecem cashback ou outras promoções, como gratuidade para encerramento de contrato ou prêmios. 

Outra diferença interessante é a possibilidade de trocar de fornecedor com certa facilidade, muitas vezes uma vez por ano, desde que respeitados os termos do contrato.

Eu mesma, Andrea, costumo trocar de provedor de energia e internet praticamente todo ano, pelo menos para tentar manter o valor das contas dentro do mesmo patamar. 

Dessa forma, é possível conseguir bons descontos e economizar no final do mês!

Equilíbrio entre custo de vida e salários

Muitas pessoas chegam à Inglaterra com a ideia de que os salários mais altos compensam o custo de vida no país — e que, com organização, seria possível viver bem, economizar e até começar a construir um patrimônio em pouco tempo. Mas, na prática, essa equação costuma ser mais desafiadora para grande parte da população.

A Inglaterra é um bom lugar para morar porque oferece estabilidade, segurança e bons serviços públicos gratuitos. Ainda assim, os salários, em cargos de trabalhos não qualificados ou em áreas como educação, saúde e serviços, muitas vezes cobrem apenas os custos do dia a dia.

O custo da moradia, por exemplo, principalmente em cidades grandes como Londres, pode consumir metade (ou mais) da renda mensal, dificultando qualquer plano de poupança ou aquisição de imóvel.

Custo de vida, inflação e poder de compra

Além disso, nos últimos anos, a chamada crise do custo de vida na economia inglesa tem colocado mais pressão sobre os orçamentos familiares e poder de compra.

Em junho de 2025, a inflação anual no Reino Unido chegou a 3,6%, a mais alta desde janeiro de 2024, puxada, principalmente, pelo aumento nos preços de transporte e alimentos.

Por isso, mesmo que a qualidade de vida seja vantajosa em muitos aspectos, construir uma reserva financeira ou investir no futuro pode levar mais tempo do que o esperado.

O ritmo de vida varia conforme a região

A vida na Inglaterra muda bastante de acordo com a região, principalmente quando comparamos a correria de Londres com o ritmo bem mais calmo das cidades menores e áreas rurais.

Para quem é mais jovem, cidades pequenas talvez não sejam as mais empolgantes. Pode faltar variedade em lazer, eventos e até mesmo em oportunidades de trabalho, o que deixa o dia a dia mais parado para quem prefere um estilo de vida mais agitado, como o da capital.

Jovens em rua movimentada do Soho
Quem ama movimento encontra em Londres o cenário perfeito para viver intensamente.

Mas, claro, tudo depende do que cada pessoa busca. Cidades como Brighton ou as universitárias, como Oxford e Cambridge, acabam sendo exceções. Mesmo pequenas e longe de Londres, elas oferecem uma vida cultural e social mais intensa.

Atualmente moro em uma cidade do interior da Inglaterra e, na minha experiência, para quem tem filhos, viver em um lugar menor pode realmente valer a pena.

A qualidade de vida é muito boa: escolas públicas que funcionam bem, segurança, áreas verdes por toda parte e a vantagem de conseguir fazer quase tudo a pé ou de bicicleta.

Moramos bem próximos da escola e ele pode ir andando de casa sem problemas. Eu consigo ir ao mercado a pé e voltar para casa de madrugada é seguro também. Algumas vezes eu acho que é até quieto demais, mas não posso reclamar da segurança!

População conservadora ou progressista?

A população da Inglaterra é politicamente diversa, com uma base conservadora significativa, principalmente entre eleitores mais velhos de áreas rurais e das chamadas “red wall”.

Essas são regiões tradicionalmente trabalhistas que passaram a adotar posições mais conservadoras, como críticas à imigração, apoio ao Brexit e valorização de tradições nacionais. Essas áreas ainda mantêm influência importante no cenário político do país.

Não se pode deixar de destacar, por exemplo, as mudanças recentes que endureceram as regras de imigração para o Reino Unido.

Por outro lado, há uma tendência de avanço do progressismo, principalmente nas áreas urbanas e entre os jovens, segundo diversas pesquisas realizadas pelo YouGov UK.

A vitória do Partido Trabalhista nas eleições de 2024 reflete essa mudança, mostrando maior apoio a pautas econômicas e sociais progressistas. Temas como ambientalismo, feminismo e diversidade tem ganhado força nos últimos anos.

Distância física e cultural do Brasil

Morar na Inglaterra envolve muito mais do que enfrentar os 9 mil quilômetros que separam o país do Brasil. O verdadeiro desafio está nas diferenças culturais, que se revelam logo nos primeiros dias.

Mesmo quem já tem algum domínio do inglês pode estranhar o sotaque britânico e o jeito mais formal de se comunicar. Além disso, os ingleses tendem a ser mais reservados nas interações sociais, o que pode soar como frieza para nós brasileiros acostumados com a informalidade e o calor humano.

No dia a dia, hábitos simples também reforçam essa distância cultural, desde os horários e costumes alimentares até o clima mais frio.

Diferenças culturais e clima podem causar estranhamento e saudade, mas é possível se adaptar. 

A saudade da família aperta, dos amigos e das risadas altas. A gente precisa se reinventar e se ajustar ao novo estilo de vida, mas sempre pensando em tudo o que podemos ganhar, em contrapartida.

Na minha opinião, a oportunidade de morar fora, aprender outro idioma, viver outras experiências valem todo o esforço.

A hospitalidade britânica se estende aos imigrantes?

A hospitalidade britânica em relação aos imigrantes pode parecer um pouco reservada à primeira vista. Os britânicos, de modo geral, são mais formais, o que faz com que criar laços de amizade não seja algo tão rápido ou fácil para quem chega de fora.

A Inglaterra não é o país mais xenofóbico da Europa, mas ainda assim há um certo sentimento anti-imigração em algumas áreas. Em cidades maiores e multiculturais, esse preconceito é muito menor, já que a convivência com pessoas de diferentes origens é comum. 

Por outro lado, em cidades menores, esse sentimento pode ser mais evidente, com alguns britânicos tendo uma visão negativa dos estrangeiros, como se fossem “invasores” — mesmo que, na prática, muitos imigrantes contribuam bastante para a economia local.

Mas é importante lembrar que, mesmo nesse cenário, existem muitas pessoas acolhedoras e simpáticas que estão dispostas a receber bem os imigrantes. O segredo está em ter paciência, respeitar esse jeito mais reservado deles e dedicar um pouco de esforço para construir vínculos.

No fim das contas, a experiência varia muito, dependendo do lugar onde você está e das pessoas com quem você se relaciona.

A Inglaterra pode ser maravilhosa, mas não é para todos

A Inglaterra é um bom lugar para morar, aqui você tem acesso a uma boa qualidade de vida, serviços públicos que funcionam, salários altos e muitas oportunidades profissionais.

Não é à toa que tantos brasileiros escolhem a Inglaterra como novo lar e, na maioria das vezes, não se arrependem da decisão.

Casal conversando se a Inglaterra é um bom lugar para morar
A Inglaterra encanta muitos brasileiros, mas exige resiliência para quem sente falta do Brasil.

Mas é importante lembrar que, mesmo com tantas vantagens, nem todo mundo se adapta. O clima cinzento e frio pode pesar, especialmente para quem sente falta do sol.

O custo de vida é alto e, em algumas regiões menos desenvolvidas, como as Midlands (região central da Inglaterra), a vida social pode parecer mais fria e distante que no Brasil. 

Se você se identifica com esse perfil, não tem problema. Nem todo mundo precisa amar a Inglaterra para ter uma experiência internacional enriquecedora. 

A Europa é diversa e a Inglaterra tem características únicas

Se você está em dúvida se a Inglaterra é um bom lugar para morar, vale lembrar: a Europa é um continente cheio de opções incríveis. Cada país tem estilo de vida, cultura e oportunidades únicas. Talvez o seu lugar ideal esteja em outro ponto do mapa, só esperando para ser descoberto.

Antes de tomar a decisão de mudar para a Inglaterra, reflita sobre o seu perfil, seus objetivos e o estilo de vida que deseja levar. Pesquisar sobre outros países pode abrir horizontes e destinos que você ainda não considerou.

Para ajudar nessa jornada, leia os nossos artigos e conheça nossos ebooks pensados para tornar sua imigração mais tranquila e organizada. Entre eles, destacam-se o ebook Como Morar em Portugal e o ebook Como Morar na Espanha.

Ambos trazem informações completas e atualizadas para você conhecer esses países e preparar a sua mudança da melhor forma.

E se a Inglaterra é o seu lugar…

Caso já esteja convencido de que a Inglaterra é um bom lugar para morar, mas se ssintainseguro diante dos processos burocráticos e das muitas dúvidas que surgem, fique tranquilo, isso é muito comum. 

Para facilitar essa jornada, desenvolvemos o ebook Como Morar na Inglaterra, nosso guia detalhado com orientações práticas, atualizadas e baseadas na experiência real feito por quem já passou por esse processo. Com certeza ele vai ser um grande apoio para sua mudança!