São muitos os estudantes brasileiros que se mudam para fazer faculdade em Portugal. Seja pelo reconhecimento internacional das instituições ou pela vontade de morar no exterior, o país tem sido destino de muitos jovens que fazem toda a graduação fora.

Faculdade em Coimbra foi a primeira a aceitar o Enem em Portugal
Índice Como fazer faculdade em Portugal? Resumo rápido sobre fazer faculdade em Portugal para brasileiros Faculdade em Portugal para brasileiros: como se candidatar? Brasileiros precisam de visto para estudar em Portugal? Experiências de brasileiros que estudaram em Portugal Quanto custa fazer faculdade em Portugal? Bolsa de estudo para fazer faculdade em Portugal Melhores universidades de Portugal O diploma de faculdade em Portugal é válido no Brasil? Diferenças entre fazer faculdade em Portugal e no Brasil Vale a pena fazer faculdade em Portugal? Dúvidas frequentes sobre a faculdade em Portugal

Neste artigo, montamos um guia para mostrar como funcionam as faculdades no país luso, como é o processo seletivo, custos e muitas outras informações relevantes para quem deseja vivenciar essa experiência. Acompanhe!

Como fazer faculdade em Portugal?

Para fazer faculdade em Portugal sendo brasileiro, é preciso escolher a universidade, cumprir os requisitos de candidatura, reunir a documentação exigida, aguardar a aprovação e solicitar o visto de estudante.

De forma geral, o processo funciona assim:

  1. Pesquisar universidades e cursos: verifique quais instituições oferecem a graduação desejada, critérios de entrada e valores das propinas (anuidades);
  2. Analisar custos e escolher a cidade: leve em conta não só a faculdade, mas também o custo de vida. Cidades como Lisboa tendem a ser mais caras do que Coimbra, por exemplo;
  3. Acompanhar os prazos de candidatura: os processos seletivos costumam acontecer entre janeiro e abril, com mais de uma fase disponível;
  4. Reunir a documentação necessária: histórico escolar, diploma, nota do Enem (quando aplicável) e outros documentos exigidos pela universidade;
  5. Solicitar o visto de estudante: após ser aprovado, é obrigatório pedir o visto ainda no Brasil para poder estudar legalmente no país.

Embora o processo exija organização, ele é bastante viável para brasileiros, especialmente porque muitas universidades portuguesas aceitam o Enem como forma de ingresso.

Além disso, algumas instituições têm propinas com desconto para alunos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que inclui o Brasil.

Auxílio jurídico para solicitar o visto de estudante

Da mesma forma, o visto de estudante costuma ser mais simples do que outros tipos de visto para Portugal. Ainda assim, é um passo bem burocrático. Se você preferir evitar erros ou ganhar tempo no processo, recomendamos que fale com a assessoria da Madeira da Costa, especializada no assunto e preparada para cuidar de todo o processo ou esclarecer suas dúvidas.

Resumo rápido sobre fazer faculdade em Portugal para brasileiros

Procura respostas rápidas? Veja aqui:

  • Como se candidatar? -> Há 2 maneiras: através do processo tradicional ou utilizando a nota do Enem.
  • Quanto custa fazer faculdade em Portugal? -> As anuidades custam cerca de 2.100€ para alunos de países da CPLP (incluindo brasileiros), o que na cotação de abril de 2026 dá cerca de R$ 12.352,96 por ano.
  • Quantos anos dura uma faculdade em Portugal? -> Em média, 3 anos.
  • Qual é o custo de vida de um estudante em Portugal? -> Entre 700€ e 1.200€ por mês em 2026

Faculdade em Portugal para brasileiros: como se candidatar?

Brasileiros podem se candidatar às faculdades de Portugal de duas formas principais: usando a nota do Enem ou por meio de processos seletivos próprios das universidades.

Em Portugal, existe também a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), responsável pelo Concurso Nacional de Acesso, um sistema que centraliza o ingresso nas universidades públicas. No entanto, esse modelo é voltado principalmente para estudantes portugueses.

A seguir, confira os passos para estudar em Portugal como estudante brasileiro.

Como se candidatar à faculdade em Portugal pelo processo tradicional

O processo tradicional para ingressar na faculdade em Portugal, na maioria das instituições, é simplificado e funciona pelo Concurso Nacional de Acesso. O processo, semelhante ao Enem, engloba provas nas áreas específicas do curso desejado.

Para concorrer a uma vaga pelo Concurso Nacional de Acesso é preciso:

  • Ter um curso de ensino secundário completo ou equivalente reconhecido em Portugal;
  • Realizar ou ter realizado, nos últimos 2 anos, os exames nacionais exigidos para as provas de ingresso nos cursos e instituições pretendidos;
  • Cumprir eventuais pré‑requisitos específicos da instituição ou do curso (quando aplicáveis);
  • Estar em situação legal de acesso como candidato nacional.

Estrangeiros sem cidadania portuguesa ou europeia não concorrem automaticamente como candidatos nacionais. Para entrar nesse regime, é preciso:

Sem isso, o estudante estrangeiro costuma candidatar‑se fora do Concurso Nacional de Acesso, por meio de processos próprios para estudantes internacionais nas instituições (como veremos nos próximos tópicos).

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Como se candidatar à faculdade em Portugal pelo Enem

A forma mais comum usada por brasileiros para ingressar em uma universidade portuguesa é usando a nota do Enem. Desde 2014, diversas instituições passaram a aceitar o exame, sendo a Universidade de Coimbra a primeira a adotar o sistema.

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Estudante universitária estudando em sua casa
A seleção com o Enem leva em conta o desempenho nas áreas mais relevantes do curso pretendido.

O processo varia conforme a universidade, mas o funcionamento geral é parecido: as notas do Enem são convertidas para a escala portuguesa, com pesos diferentes de acordo com as disciplinas relevantes para cada curso. Por exemplo:

  • Engenharia: maior peso em Matemática e suas Tecnologias;
  • Comunicação: maior peso em Ciências Humanas e suas Tecnologias, e em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;

Cada universidade define a nota de corte para os cursos de licenciatura e mestrado integrado, além de ter critérios próprios de conversão. Para calcular sua nota final, consulte o site da instituição escolhida, que geralmente disponibiliza simuladores ou tabelas de conversão.

Vale dizer que nem todas as universidades públicas portuguesas aceitam o Enem, e a lista de instituições que adotam esse modelo é atualizada regularmente.

Brasileiros já podem usar a nota do Enem para estudar medicina em Portugal?

Sim, mas de forma limitada. A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) lançou, em 2025, um projeto piloto que permite o ingresso de brasileiros no curso de Medicina utilizando a nota do Enem.

No entanto, essa modalidade disponibilizada por esta universidade pública ainda é experimental, com vagas muito restritas e regras específicas para estudantes internacionais que não possuem cidadania europeia nem residência prolongada em Portugal. Além disso, a abertura de vagas depende de editais anuais, que podem variar a cada ano letivo.

Por isso, quem deseja estudar medicina em Portugal por esse caminho, deve acompanhar diretamente os canais oficiais da FMUL para verificar se o processo estará disponível no ano de candidatura.

Outra alternativa são algumas universidades privadas que podem aceitar o Enem como critério parcial de seleção.

Faculdades em Portugal que aceitam o Enem

Em março de 2026, existem 26 universidades em Portugal que aceitam o Enem. A seguir, confira a lista atualizada das instituições, organizada por ordem de adesão, com as mais recentes ao final.

  1. Universidade Nova de Lisboa – pública (em renovação);
  2. Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) – público;
  3. Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) – público;
  4. Instituto Politécnico do Porto (IPP) – público;
  5. Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) – público;
  6. Universidade da Beira Interior (UBI) – pública;
  7. Universidade do Minho (UMinho) – pública;
  8. Instituto Politécnico de Santarém (IPSantarém) – público;
  9. Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) – público;
  10. Instituto Politécnico de Bragança (IPB) – público;
  11. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) – privada;
  12. Instituto Politécnico de Portalegre – público;
  13. Instituto Politécnico de Viseu (IPV) – público;
  14. Universidade Católica Portuguesa (UCP) – privada;
  15. Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (Ispa) – privado;
  16. Escola Superior Artística do Porto (Esap) – privada;
  17. Universidade de Aveiro (UA) – pública;
  18. Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) – pública;
  19. Universidade da Maia (UMAIA) – privada;
  20. Instituto Politécnico da Maia (Ipmaia)- privado;
  21. Universidade Europeia – privada;
  22. Escola Superior de Saúde do Alcoitão (Essa) – privada;
  23. Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa (ESSNorteCVP) – privada;
  24. Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) – privado;
  25. Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) – pública;
  26. Instituto Português de Administração e Marketing-Porto (IPAM Porto) – privado.

Qual a nota mínima que preciso tirar no Enem para estudar em Portugal?

Não existe uma nota mínima única do Enem em Portugal porque cada universidade define suas próprias notas de corte. Mas, de forma geral, quanto mais concorrido for o curso, maior será a nota exigida.

Para se ter uma ideia, é possível se basear nesta média:

  • Cursos menos concorridos: a partir de 500 a 600 pontos;
  • Cursos intermediários: entre 600 e 700 pontos;
  • Cursos mais concorridos: acima de 700 pontos.

Além disso, muitas universidades aplicam pesos diferentes para cada área do Enem, de acordo com o curso escolhido. Por isso, uma boa nota nas disciplinas mais relevantes pode fazer diferença no resultado final.

Para saber exatamente a nota necessária, o ideal é consultar o edital da universidade desejada, que informa os critérios de conversão e a nota mínima exigida para cada curso.

Se você quer entender melhor como usar o Enem para fazer faculdade em Portugal, vale conferir o relato da Renata Cascaval. No vídeo abaixo, ela compartilha os primeiros passos do processo, além da própria experiência. Acompanhe:

Como se candidatar à faculdade como titular de diploma

Se você já tem uma graduação feita no Brasil e deseja fazer faculdade em Portugal, há essa possibilidade, mediante apresentação da documentação comprobatória de que já é titular de um grau de Bacharel, Licenciado, Mestre ou Doutor.

Na Universidade do Porto (UPorto), por exemplo, esse processo se chama “Concurso Especial para Titulares de Outros Cursos Superiores”, e o candidato em questão não pode estar abrangido pelo Estatuto do Estudante Internacional.

Concurso para alunos estrangeiros

Outra alternativa oferecida pela UPorto é o Concurso Especial para Estudantes Internacionais, que também pode incluir brasileiros. Segundo o edital 2026/2027, podem se candidatar por essa via:

  • Quem é titular de um diploma de ensino secundário português ou habilitação equivalente — mediante validação do ensino médio em Portugal;
  • Quem tem um diploma ou certificado emitido por uma autoridade competente no país de origem, que comprove a aprovação e dê acesso ao ensino superior.

Atenção: o Concurso Especial para Estudantes Internacionais é exclusivo para nacionais fora da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu. Portanto, você não pode se candidatar se:

  • Tiver o Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres;
  • Possuir dupla nacionalidade, sendo uma delas portuguesa;
  • Residir legalmente em Portugal há mais de 2 anos, incluindo filhos ou familiares;
  • For familiar de portugueses, cidadãos da UE ou do EEE.

Cada universidade estabelece seus próprios pré-requisitos e critérios para o concurso especial, por isso, verifique os detalhes diretamente no site da instituição antes de se candidatar.

Confira também como transferir faculdade para Portugal e saiba quando é possível fazer esse pedido.

Brasileiros precisam de visto para estudar em Portugal?

Sim. Brasileiros precisam de visto para estudar em Portugal quando o curso tem duração superior a 90 dias, como graduação, mestrado ou doutorado.

Nesse caso, é necessário solicitar o visto de residência para estudos (visto D4) ainda no Brasil, antes da viagem.

Como pedir o visto de estudante para Portugal?

Se aprovado pela universidade, prepare-se para solicitar o visto para fazer faculdade em Portugal, que é obrigatório. A solicitação deve ser feita por meio da VFS Global, empresa responsável pelo recebimento dos processos.

De forma geral, o processo funciona assim:

  1. Reunir a documentação exigida;
  2. Preencher o formulário do pedido de visto;
  3. Agendar atendimento presencial em um centro da VFS Global;
  4. Entregar os documentos e realizar a coleta de dados biométricos.

Entre os principais documentos exigidos estão:

  • Carta de aceitação da universidade;
  • 2 fotos 3×4 (iguais e atuais);
  • Passaporte (válido por, pelo menos, mais 3 meses além da prevista para a volta);
  • Cópia do passaporte (página de dados de identificação e páginas com carimbo);
  • Seguro viagem (pode ser substituído pelo PB4, mas os brasileiros não precisam apresentar esse documento por fazer parte da CPLP);
  • Certidão de antecedentes criminais emitida pela Polícia Federal do Brasil nos últimos 30 dias (com Apostila de Haia para ter validade em Portugal);
  • Comprovante de meios de subsistência em Portugal (que pode ser bolsa de estudo, contrato de trabalho, estágio ou termo de responsabilidade devidamente reconhecido).

Você pode conferir a lista completa e atualizada de documentos no site da VSF Global, já que as exigências variam conforme o tipo de curso (superior, secundário, profissional ou investigação). Assim, fica mais fácil identificar exatamente o que é necessário para o seu caso.

Atenção: a partir de março de 2026, os pedidos de visto para Portugal devem ser feitos presencialmente nos Centros de Solicitação de Vistos da VFS Global no Brasil, mediante agendamento prévio realizado pelo site oficial.

Portanto, não é mais possível enviar a documentação por Correio, conforme comunicado oficial disponível no Portal Diplomático.

Quanto custa o visto?

O visto de estudante custa R$ 843,61, em março de 2026. Esse valor considera:

  • Taxa consular: R$ 674,94;
  • Taxa de transferência: R$ 15,27;
  • Taxa de processamento: R$ 153,40.

No entanto, a taxa de processamento é calculada mensalmente com base na variação do euro e indexada pelo Banco Central do Brasil. Por isso, antes de dar entrada no seu visto, consulte informações do valor exato no site da VSF Global, na aba Taxas Consulares.

Os pagamentos podem ser feitos em depósito bancário na boca do caixa, Pix ou cartão de débito. Não são aceitas transferências bancárias, nem dinheiro em espécie.

Quanto tempo demora para ficar pronto?

O prazo médio para emissão do visto de estudante para Portugal é de 60 dias após a entrega da documentação.

No entanto, há relatos de que esse tempo pode demorar mais, por conta de fatores como volume de pedidos no período, necessidade de documentos adicionais ou análise do próprio Consulado português.

Portanto, não deixe para a última hora! O ideal é iniciar o processo com pelo menos 3 meses de antecedência em relação à data de embarque.

O visto de estudante é relativamente simples comparado a outros tipos de vistos para Portugal. Contudo, esse passo é bem burocrático e qualquer erro na documentação pode causar atrasos ou até a recusa do pedido.

Recomendamos a assessoria da Madeira da Costa, que é especializada no tema e preparada para orientar ou cuidar de toda a solicitação.

Experiências de brasileiros que estudaram em Portugal

Aqui no Euro Dicas, a gente valoriza compartilhar experiências reais de quem já passou por diferentes caminhos na Europa. E, para mostrar como é, na prática, fazer faculdade em Portugal, conversamos com dois brasileiros que que estudaram por aqui.

Segundo a brasileira Caroline Guimarães, que entrou no Curso de Assessoria e Tradução da ISCAP (IPP) – Instituto Politécnico do Porto através do Enem, a dica é se preparar com antecedência e se planejar financeiramente.

Comecei a me preparar com mais de 1 ano de antecedência e vim com o suficiente para me sustentar por 6 meses, caso fosse preciso. Dessa forma, não passei nenhuma dificuldade e nem me coloquei em uma situação de vulnerabilidade.

Ela conta que economizou no que pôde e que, dessa forma, conseguiu viver bem durante seu período no país, “sem luxos, mas bem”.

A brasileira Caroline Guimarães diz que vale a pena fazer faculdade em Portugal
Caroline não perdeu tempo e garantiu a sua vaga na universidade através do Enem. Foto: Caroline Guimarães

Caroline diz que o processo para estudar em Portugal foi bem simples e tranquilo, mas ressalta que se informou com antecedência.

Fiz a prova do Enem em 2016 para poder usar como prova de acesso. Somente precisei apostilar e autenticar o histórico escolar e atualizar o boletim de vacinas por ser obrigatório apresentá-lo no momento da matrícula na minha universidade. Consegui contato com a faculdade para tirar dúvidas por email também, explica.

Se você pretende ingressar por outra via, como no caso de quem já possui um diploma e deseja fazer uma segunda graduação, o primeiro passo é reunir a documentação que comprove a formação anterior. Foi assim com Alessandro Moreira, que cursou Engenharia Informática na Universidade Fernando Pessoa.

Ele diz que, na época (2013), não precisou nem fazer provas para ingressar em Portugal, bastou apresentar os documentos da graduação concluída no Brasil.

Alessandro ressalta que, ao comparar a nova graduação com a experiência anterior, percebeu algumas diferenças no sistema português. Por exemplo, as universidades oferecem várias oportunidades para que o aluno não reprove — as chamadas épocas de recurso. Para ele esse é um ponto que considera tanto positivo, quanto negativo.

Positivo porque ele estava habituado à média 7 no Brasil e, para atingir 50%, não precisava me esforçar tanto. Mas, por outro lado, “tanta chance de não reprovar acho que baixa um pouco a régua da exigência”, comenta Alessandro.

Alessandro Moreira entrou na universidade em Portugal para fazer a segunda graduação.
Alessandro optou por fazer a segunda graduação em Portugal. Foto: Alessandro Moreira.

Ele também destaca que sua experiência foi facilitada por estudar em uma turma pequena, com apenas oito alunos, o que permitiu maior integração com os colegas.

Já para Caroline, a experiência foi diferente entre as duas tentativas de fazer faculdade em Portugal. Na primeira, ela conta que não conseguiu se entrosar:

Acabava a aula e não tinha uma conversa na porta, não tinha aquele chopp depois da aula. As pessoas eram simpáticas, mas não ia além. Não consegui fazer amizade com ninguém.

Na segunda graduação, no entanto, a integração foi muito melhor:

Tive muita sorte com a turma. Ficamos muito unidos e continuamos a amizade fora do ambiente escolar. Todos eram receptivos e se ajudavam quando alguém tinha dificuldade em alguma matéria.

Ela destaca que estudar em Portugal ofereceu vantagens como maior acessibilidade: descontos para estudantes, apoios financeiros e oportunidades como o programa Erasmus+, que permite estudar um semestre em outro país europeu. Além disso, a localização facilita viajar por vários lugares enquanto cursa a graduação.

Entre os desafios, Caroline aponta a diferença cultural e a distância da família, especialmente no início, quando o inverno torna a adaptação ainda mais difícil.

Apesar disso, ela conclui que valeu a pena, ainda que o caminho tenha sido muito difícil, por ter sido trabalhadora-estudante. Ela lembra que passava o dia todo fora de casa, saía de manhã e ia direto para a faculdade.

Mas foi uma porta de entrada para vir legalmente e não passar os perrengues que muitos passam por vir como turista e tentar a vida aqui.

Alessandro também considera que a experiência de fazer uma segunda graduação em Portugal foi muito válida, reforçando que a combinação de turmas pequenas e oportunidades de aprendizado tornam o sistema português interessante para quem busca estudar fora do Brasil.

Quanto custa fazer faculdade em Portugal?

Fazer faculdade em Portugal custa, em 2026, a partir de 697€ por ano para estudantes nacionais, cerca de 2.100€ para alunos de países da CPLP, e pode chegar a 11 mil euros ou mais para estudantes internacionais.

Esses valores foram verificados em 20 de março de 2026 e servem como referência para cursos bastante procurados, como na faculdade de Ciências na Universidade do Porto e do curso de Nutrição na Universidade de Lisboa.

Mas por que os preços das propinas variam tanto? Para entender o custo exato de fazer uma faculdade em Portugal, é preciso considerar três fatores principais:

  1. Tipo de instituição: se pública ou privada;
  2. Status do estudante: nacional ou estrangeiro;
  3. Curso escolhido: áreas como Medicina e Engenharia costumam ter taxas mais altas.

Em geral, mesmo as universidades públicas portuguesas são pagas, diferentemente das instituições federais e estaduais no Brasil. Já as universidades privadas aplicam valores próprios, que normalmente são ainda mais elevados.

A seguir, você encontrará uma média de preços detalhada para graduação em universidades públicas e privadas, com base nos dados mais recentes.

Preço de graduação para alunos brasileiros em faculdade pública em Portugal

No ano letivo 2026/2027, o custo médio de graduação em universidades públicas portuguesas para brasileiros varia entre 1.500 euros e 18 mil euros por ano, dependendo da instituição e do curso.

Em algumas universidades, estudantes brasileiros têm descontos de até 45% em relação aos demais alunos internacionais, uma vez que fazem parte da CPLP.

Para entender melhor os valores, apresentamos alguns preços dos cursos mais procurados, destacando os mais baratos e os mais caros. Os valores correspondem à propina anual, ou seja, o valor total a ser pago por ano letivo, sem considerar despesas com moradia ou materiais.

UniversidadePreços mais baixosPreços mais elevados
Universidade do Porto1.925€16.500€
Universidade de Lisboa1.500€18.000€
Universidade de Coimbra*7.000€7.000€
Valores verificados em 20 de março de 2026 para o ano letivo 2026/2027. Até a produção deste artigo, a Universidade de Coimbra não havia divulgado a propina atualizada, sendo considerada a de 2025/2026.

*A Universidade de Coimbra aplica uma tabela única para estudantes internacionais, sem distinção entre cursos de licenciatura e mestrado integrado, nem diferenciação de preço para alunos CPLP.

Vale destacar ainda que cada instituição tem seu próprio modelo de pagamento. Por exemplo, na UPorto, a propina pode ser parcelada em até 10 vezes sem juros.

Preço de graduação em universidades privadas em Portugal

O custo de graduação em universidades privadas em Portugal varia, em média, entre 3 mil e 8.500€ por ano, podendo ser maior dependendo do curso e da instituição, claro. Os valores foram verificados em 20 de março de 2026.

Diferentemente das universidades públicas, as instituições privadas geralmente não diferenciam valores entre estudantes nacionais e internacionais. Além disso, muitas adotam o sistema de cobrança por créditos (ECTS), em que o valor final depende da quantidade de disciplinas cursadas.

A seguir, veja uma média de valores praticados em algumas das principais universidades privadas no ano letivo de 2026/2027:

Universidade Preços mais baixosPreços mais elevados
Universidade Fernando Pessoa3.325€15.750€
Universidade Lusófona*13,84€ por ECT27,18€ por ECT
Universidade Católica*19,40€ por ECT21,90€ por ECT

*ECTS refere-se ao Sistema Europeu de Transferência de Créditos. Em geral, um semestre corresponde a cerca de 30 ECTS, embora isso possa variar conforme o curso.

Para entender melhor, veja um exemplo de cálculo:

  • 30 ECTS × 15,45€ = 463,50€ por mês. Um total de aproximadamente 2.317,50€ por semestre ou 4.635€ por ano.

Em geral, cursos na área da saúde são mais caros. Para ilustrar, na Universidade Fernando Pessoa, cursos como Ciências Empresariais e Engenharia Informática ficam em torno de 3 mil a 4 mil euros por ano, enquanto áreas como Medicina Dentária chegam a quase 8 mil euros anuais.

Qual é o custo de vida de um estudante em Portugal?

O custo de vida em Portugal para um estudante varia entre 700€ e 1.200€ por mês em 2026, sem contar os custos da universidade. Esse valor pode variar conforme a cidade, estilo de vida e, principalmente, se vai alugar um apartamento sozinho ou se vai dividir a casa com outras pessoas.

Para se ter uma ideia, só o custo de alugar um apartamento de um quarto, no centro da cidade, é de 898,21€. Essa é a média nacional, segundo dados do Numbeo, em 20 de março de 2026.

Os principais gastos incluem:

  • Moradia: 300€ a 800€ para aluguel de quarto ou residência estudantil;
  • Alimentação: 150€ a 300€;
  • Transporte: 30€ a 60€ (estudantes de até 23 anos podem ter acesso a transporte público gratuito, incluindo comboios (CP), metrô e autocarros);
  • Despesas pessoais: 150€ a 300€ (lazer, celular, higiene, gastos com saúde, etc.).

Para quem quer economizar no aluguel e evitar burocracia no início, plataformas como a Flatio podem ser uma boa alternativa, já que oferecem acomodações mobiliadas, com contas incluídas e contratos mais flexíveis, ideais para estudantes que estão chegando ao país.

Vale lembrar que cidades como Lisboa ou Porto têm um custo mais elevado, enquanto locais como Coimbra e Braga costumam ser mais acessíveis.

Quem faz uma faculdade em Portugal pode trabalhar?

Sim. Estudantes brasileiros podem trabalhar em Portugal enquanto fazem faculdade, desde que tenham um visto de residência para estudos válido.

De forma geral, as regras em 2026 são:

  • Até 20h por semana durante o período letivo;
  • Trabalho em tempo integral durante férias e pausas acadêmicas.

Apesar da permissão, o trabalho não pode prejudicar os estudos. Afinal, o visto de estudante é concedido com foco na formação acadêmica, e o desempenho escolar pode impactar a renovação da autorização de residência.

Além disso, ao começar a trabalhar, o estudante deve cumprir obrigações legais, como registro na Segurança Social e pagamento de impostos, conforme a renda. Certamente, trabalhar durante a faculdade pode ajudar a complementar a renda, mas dificilmente cobre todos os custos de vida em Portugal.

Bolsa de estudo para fazer faculdade em Portugal

É possível estudar em Portugal com bolsa, mas as oportunidades variam conforme a universidade e o tipo de curso.

Para quem pretende fazer a graduação completa no país, existem diferentes modalidades de apoio financeiro, incluindo bolsas oferecidas pelas próprias universidades. Nesse caso, consulte diretamente o site da instituição para verificar requisitos, prazos e disponibilidade.

Já a centralização das informações sobre bolsas e a possibilidade de estudar em Portugal de graça, está principalmente em órgãos como a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). O site da DGES reúne informações sobre apoios e orienta sobre o processo de candidatura.

Alunos e professor conversam durante a aula
Estudantes matriculados também podem concorrer a bolsas durante o curso.

Consulados e Embaixadas de Portugal também podem divulgar oportunidades pontuais, mas não são a principal fonte oficial.

A seguir, veja alguns exemplos de bolsas de estudo em Portugal.

As bolsas mais comuns das universidades portuguesas são as de mérito e de excelência, dadas aos alunos com grande desempenho acadêmico, sejam eles nacionais ou internacionais.

Essas bolsas consistem em pagar até 100% do valor da anuidade. Cada universidade tem o seu critério de avaliação, por isso, é importante entrar em contato com a instituição onde pretende estudar.

Uma das bolsas mais comuns é a Santander Open Academy, focada em períodos de mobilidade no exterior.

O Santander oferece bolsas que englobam as despesas com hospedagem, passagens e a universidade. O programa abre editais ao longo do ano para as mais variadas finalidades. Portanto, é preciso acompanhar o site, ler os editais abertos para Portugal para se candidatar.

Por ter foco na mobilidade acadêmica, as bolsas ofertadas são geralmente até mil euros para um período de 3 a 6 meses.

As bolsas do Instituto Camões são bem conhecidas. Atualmente existem três tipos de bolsa:

  • Bolsas do Camões, I.P.: desenvolvidas no âmbito da Cooperação e da Língua e Cultura Portuguesas;
  • Bolsas PROCULTURA PALOP-TL UE: atribui bolsas de estudos internacionais para licenciatura e mestrado e, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, e bolsas para residências artísticas – mas destinada a países africanos;
  • Bolsas de Governos/Instituições Estrangeiras: desenvolvidas no âmbito de programas de cooperação cultural bilateral entre Portugal e diversos países, incluindo o Brasil.

Melhores universidades de Portugal

As melhores universidades de Portugal em 2026, segundo a atualização mais recente do QS World University Ranking são:

  1. Universidade de Lisboa;
  2. Universidade do Porto;
  3. Universidade Nova de Lisboa;
  4. Universidade de Coimbra;
  5. Universidade de Aveiro;
  6. Universidade do Minho;
  7. Iscte – Instituto Universitário de Lisboa;
  8. Universidade Católica Portuguesa.

O diploma de faculdade em Portugal é válido no Brasil?

Diplomas obtidos em Portugal não têm validade automática no Brasil porque todo título emitido no exterior precisa passar pelo processo de revalidação em uma universidade brasileira autorizada pelo MEC.

Ou seja, o diploma estrangeiro precisa ser legalmente reconhecido no Brasil, para você poder exercer a profissão ou continuar os estudos no país. Em alguns casos, a universidade pode exigir disciplinas complementares caso o conteúdo ou a carga horária do curso estrangeiro não seja totalmente compatível.

Para solicitar a revalidação, é preciso reunir documentos como: cópia do diploma, histórico escolar e ementa do curso, detalhando disciplinas cursadas, carga horária e resultados obtidos.

O aluno deve escolher uma única instituição de ensino brasileira para protocolar o pedido. Por isso, é importante pesquisar quais universidades oferecem compatibilidade com o curso realizado em Portugal, evitando a necessidade de frequentar muitas aulas ou realizar provas adicionais.

O portal Carolina Bori reúne todas as informações oficiais sobre o processo de revalidação de diplomas obtidos no exterior.

Diferenças entre fazer faculdade em Portugal e no Brasil

Uma das principais diferenças de fazer faculdade em Portugal está no sistema de aproveitamento e avaliação. Enquanto no Brasil a média para aprovação costuma ser mais alta e a recuperação de disciplinas é limitada, em Portugal as universidades oferecem épocas de recurso, dando mais chances de não reprovar em uma disciplina.

Veja: a média das universidades brasileiras é de 70% de aproveitamento nas disciplinas, em Portugal é de 50% de aproveitamento. Além disso, no Brasil, ao menos nas principais universidades federais, não há chance de fazer “provas de recuperação”.

Quanto à rotina acadêmica, trabalhos, provas e seminários são parecidos entre os dois países. No entanto, a ênfase da graduação também difere: cursos em Portugal são mais voltados para aplicação profissional, enquanto algumas universidades brasileiras incentivam a iniciação científica e atividades acadêmicas que preparam para a pesquisa.

Por exemplo, quem estuda numa universidade federal no Brasil e deseja seguir para o mestrado, há muitas possibilidades de fazer iniciação científica. Já o mestrado em Portugal tem um caráter complementar à formação, não acadêmico — algo no sentido do nosso MBA. Por ser voltado ao mercado de trabalho, não se veem incentivos nesse sentido durante a graduação.

Outro ponto bastante curioso é a organização das formaturas e eventos acadêmicos. Em Portugal, a conclusão do curso acontece em cerimônias mais longas e formais, geralmente distribuídas ao longo de uma semana inteira, diferente da festa de um único dia, como costuma acontecer no Brasil.

Alunos da faculdade em traje tradicional em uma rua do Porto
Em Portugal, trajes acadêmicos fazem parte da rotina e aparecem em eventos e tradições universitárias pelas cidades.

Além disso, alguns alunos usam trajes tradicionais durante a faculdade, um detalhe marcante da cultura universitária local.

Tudo isso ajuda você a se preparar para um estilo de ensino diferente, considerado por muitos mais prático e flexível, focado em aplicar o conhecimento no dia a dia da profissão.

Quantos anos dura uma faculdade em Portugal?

Em Portugal, uma graduação (licenciatura) normalmente dura 3 anos, diferente do modelo brasileiro, que costuma ter 4 ou 5 anos.

Para quem deseja se aprofundar mais na área e obter um título equivalente a mestrado, existe a opção do mestrado integrado, que combina graduação e mestrado em um único curso, estendendo o período de estudo para 5 anos.

Essa modalidade já inclui disciplinas avançadas, sem necessidade de um mestrado separado após a licenciatura. Cursos como Engenharia, Arquitetura e Medicina, por exemplo, costumam seguir esse modelo.

Vale a pena fazer faculdade em Portugal?

Sim. O modelo de ensino adotado em Portugal pelo Tratado de Bolonha difere do brasileiro, porém é adotado em vários países da Europa. Isso significa que Portugal pode ser também uma porta de entrada para seguir carreira no continente depois da faculdade.

E para quem pensa em morar em Portugal em definitivo, estudar no país permite conhecer de perto as práticas locais e construir uma rede de contatos com professores e colegas na área de atuação.

Além disso, um diploma com origem no exterior, assim como toda a carga de conhecimento adquirido fora, pode ser um diferencial para o mercado de trabalho brasileiro, para quem pensa em retornar ao país após os estudos.

Enquanto estudante em Portugal, você também terá diversas oportunidades de experiências enriquecedoras. Um exemplo é o programa Erasmus+, que facilita a mobilidade estudantil para outros países europeus com apoio financeiro por meio de bolsas.

É uma boa chance de estudar em instituições reconhecidas, conhecer novas culturas e viver intensamente a experiência internacional.

Dúvidas frequentes sobre a faculdade em Portugal

Agora falaremos sobre as dúvidas mais frequentes dos nossos leitores sobre a faculdade em Portugal. Selecionamos algumas delas para responder.

As faculdades em Portugal são pagas, tanto públicas quanto privadas, mas as públicas são mais baratas, com diferenciação de preços para alunos nacionais, internacionais e, algumas, com vantagens para alunos da CPLP.

O ano letivo começa em setembro, com pausa no Natal e Ano Novo. O primeiro semestre termina em fevereiro, seguido do segundo semestre de março a junho. As férias são em julho e agosto.

A graduação (licenciatura) normalmente dura 3 anos, mas muitos cursos oferecem mestrado integrado, estendendo o curso para 5 anos. Em outras palavras, você já sai formado e com um mestrado.

É necessário pesquisar universidades, cursos e prazos de candidatura, preparar a documentação exigida e solicitar o visto de estudante, caso o curso dure mais que 90 dias. O processo não é difícil, mas exige organização e atenção aos prazos.

Para estrangeiros sem cidadania europeia, é preciso residir legalmente no país por pelo menos 2 anos e ter o Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres.

Para quem tem cidadania europeia, incluindo a portuguesa, o ingresso é via Concurso Nacional de Acesso, com validação do ensino médio em Portugal e prova semelhante ao Enem.

O curso de Medicina tem 6 anos de duração para se formar como clínico geral ou “Médico de Família”. Especializações posteriores não estão incluídas nesse período.

O valor para estudar direito em Portugal varia conforme a universidade, mas geralmente a anuidade fica entre 3 mil e 7 mil euros anuais.

Para estudar moda em Portugal há diversas opções de cursos, especialmente em Lisboa, com escolas entre as 50 melhores da Europa.

Destacamos duas faculdades:

  • Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia;
  • Universidade de Lisboa.

O curso de Analista de Dados pode ser encontrado em universidades públicas e privadas. Para se candidatar:

  • Pesquise universidades que ofereçam cursos de Ciência de Dados, Informática ou Estatística;
  • Prepare documentação acadêmica e idioma (português ou inglês, dependendo do curso);
  • Brasileiros podem usar o Enem ou se candidatar diretamente via universidade;
  • Estudantes fora da UE precisam do visto de estudante.

O valor depende da universidade e do regime (pública ou privada):

  • Universidades públicas: entre 1.500€ e 7 mil euros por ano, com descontos para estudantes CPLP;
  • Universidades privadas: entre 4 mil e 10 mil euros por ano, variando conforme número de créditos ou disciplinas cursadas.

Esses valores são referentes ao ano letivo 2026/2027 e verificados em 20 de março de 2026.

Sim! O custo de vida no Porto é um pouco mais acessível que Lisboa, a cidade tem boa infraestrutura e várias universidades de destaque, como:

  • Universidade do Porto;
  • Universidade Fernando Pessoa;

Além disso, a cidade oferece experiências culturais, oportunidades de estágio e rede de contatos profissional.

Não é impossível, mas o processo é burocrático. É necessário:

  • Preparar documentação completa (aceite da universidade, passaporte válido, seguro de saúde, comprovantes financeiros, entre outros);
  • Agendar atendimento presencial nos Centros de Pedidos de Visto VFS Global. Verifique a lista de jurisdição dos escritórios próximos à região onde você mora para facilitar;
  • Solicitar o visto com antecedência (o processo pode levar 60 dias ou mais).

Se você precisar de assessoria especializada, consulte a equipe da Madeira da Costa que pode facilitar todo o procedimento.

A nota de corte varia conforme a universidade e o ano letivo. Em 2026, como referência:

  • Universidades públicas mais concorridas: 13 a 16 valores (escala portuguesa);
  • Universidades privadas: notas de corte geralmente mais flexíveis, mas podem depender do número de vagas e do peso das disciplinas do Enem;
  • Sempre consulte o site da universidade para informações oficiais e atualizadas.

Animado para começar sua faculdade em Portugal? Então é hora de se planejar, pois viver em um país novo exige preparação. O ebook Estudar em Portugal é um guia completo para quem quer se mudar com segurança e começar a vida de estudante no país. Nele você encontra respostas para todas as dúvidas, desde o visto até a adaptação no dia a dia. Bons estudos!