Quem nunca pensou em largar tudo, arrumar as malas e partir para uma vida nova na Europa, não é mesmo? Mas nada é tão simples como nas novelas da TV. Nesse processo, quem realmente traça um plano e decide mudar para o país luso, por exemplo, se questiona: o imigrante brasileiro é bem recebido em Portugal?

Vem comigo e no caminho eu também te conto como está sendo a minha experiência no país!

O imigrante brasileiro é bem recebido em Portugal?

Há quem diga que sim e há quem diga que não. Defino como uma combinação de vários fatores que passam pela “sorte de cada um”, como muitos pensam, mas não só isso. A resposta gera debates, reflexões interessantes e bem importantes.

Em 2023, cerca de 400 mil brasileiros viviam em Portugal legalmente, sem contar os que estão sem documentos, quem já vem com a cidadania portuguesa ou de países membros da União Europeia. E esse número está em constante crescimento. Para se ter uma ideia, o último levantamento mostra que quase 40% do total de imigrantes são do Brasil, em um país com cerca de 10,4 milhões de habitantes.

Por um lado, essa presença expressiva reflete na integração, convivência e acolhimento tanto por parte dos portugueses, quanto por parte dos imigrantes brasileiros que já vivem aqui.

Por outro lado, denúncias de comportamentos preconceituosos em relação aos brasileiros também têm aumentado. Segundo o Relatório Anual 2022 da Igualdade e Discriminação, publicação mais atual, a nacionalidade brasileira lidera as queixas relacionadas à discriminação racial e étnica.

No entanto, é importante ressaltar que, felizmente, as gentilezas ainda superam a rispidez em muitos casos.

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Apoio de outros brasileiros

Considero que ter uma rede de apoio onde decide viver, ajuda muito no processo de integração. E esse tem sido o meu caso. Dentre tantos lugares em Portugal, optei por morar no Porto, no final de 2023. Decidi pela cidade por conta de amigos que já vivem aqui há algum tempo e também pelos preços mais baixos, se comparados ao custo de vida em Lisboa.

Após anos de planejamento, principalmente financeiro, e impulsionada pelo meu irmão que decidiu morar em Lisboa há 7 anos, senti que era a minha hora de “largar tudo” e ir morar em Portugal.

Eu já tinha uma ideia de como poderia ser, afinal, colhi muitas e muitas histórias com pessoas que já haviam passado pelo processo de imigração, em momentos diferentes. E cada um, à sua maneira. Alguns vieram para estudar, outros para trabalhar e outros para acompanhar. No fim das contas, a resposta geral resolvia uma equação: a tão sonhada qualidade de vida e a sensação de segurança.

“Antes de me mudar em definitivo, tive a oportunidade de estar em Portugal em diversos momentos para visitar. E com isso, acabava sentindo um gostinho do dia a dia das cidades, conforme a rotina dos amigos que me hospedavam. Embarquei, então, rumo ao ‘semidesconhecido’, porque, sim, vir para visitar é diferente de vir para morar.”

Ao passar pelas principais cidades portuguesas a passeio, senti algumas situações constrangedoras na pele, mas que levei na esportiva. A maioria delas relacionadas às divergências da língua.

Nesses momentos, percebi que não necessariamente se tratava de má receptividade, mas de costume. Isto porque os portugueses, de fato, são bastante literais. Logo, já imaginava o que poderia esperar ao morar aqui.

O português do Brasil x português de Portugal impactam a recepção?

Sim, mesmo que a facilidade do idioma nativo seja uma vantagem para nós. A língua nos deixa confortáveis e nos faz sentir bem-vindos. Porém, mesmo falando português, precisamos lembrar que nem sempre somos totalmente compreendidos, infelizmente.

As diferenças culturais entre Brasil e Portugal certamente impactam na comunicação e, por diversas vezes, podemos nos sentir perdidos com as informações que receberemos, principalmente por parte dos órgãos públicos.

Por exemplo, ao interagir com a comunidade de brasileiros no país, é provável que você se depare com muitas histórias em que a resolução rápida de questões administrativas, como documentação ou abertura de conta bancária, tenha sido um desafio.

A falta de clareza nas informações, combinada com a burocracia comum nesses setores, podem resultar em respostas curtas por parte dos portugueses, que geralmente soam como falta de receptividade e rispidez.

A sorte também conta

E quer saber? Muitas vezes até pode ser, viu! Aqui entra “a sorte de cada um” em ser atendido por alguém paciente e disposto em resolver a situação. E deixo claro que essa não é uma condição da nacionalidade, mas uma característica individual.

Eu já passei por situações bem desafiadoras, para não dizer frustrantes. Muitas vezes me senti perdida, principalmente nos processos de documentação (mesmo com muita pesquisa prévia e com cidadania italiana que “seria um facilitador”). Por mais que a língua seja a mesma, eu pensava “se nós passamos por isso falando português, imagina quem não tem o mesmo idioma”.

Em contrapartida, vale lembrar que o português do Brasil já está inserido há muito tempo no cotidiano dos portugueses. Grande parte devido à influência da mídia. Desde desenhos animados e séries com dublagens brasileiras, sucesso na televisão nas décadas de 1980 e 1990, até a atual febre dos canais brasileiros no YouTube. Além disso, as novelas também são extremamente populares aqui.

Logo, não é incomum ouvir sotaques semelhantes aos das inúmeras regiões do Brasil saindo da boca dos portugueses, especialmente os mais jovens. E isso fica ainda mais forte ao estreitar relações de amizade com eles. No convívio, acabamos todos misturando o que há de melhor nas nossas “línguas portuguesas”, aprofundando a boa receptividade!

A região do país muda a receptividade com o imigrante brasileiro?

Sim. Mas em resumo, o imigrante brasileiro ser bem recebido ou mal recebido em Portugal tem uma resposta multifacetada.

A discussão sobre acolhimento e integração continua a ser relevante em todo país. Porém, nota-se que é mais fácil promover um diálogo e compreensão entre as diferentes culturas em cidades maiores, como em Lisboa e no Porto. Inclusive, onde fica a maior concentração de brasileiros, além de Sintra, Cascais e Braga.

Até o final de 2023, por exemplo, a população de brasileiros em Braga era de cerca de 15 mil pessoas. Quase 8% do total da população bracarense e que, proporcionalmente, reflete uma das maiores fatias dos imigrantes em Portugal.

Ou seja, quanto mais a comunidade brasileira em Portugal se expande, maior a integração com o país. E esses números impactam não só na receptividade, mas também na adaptação e na sensação de pertencimento. Um acolhimento que vai das coisas simples até as mais complexas.

Busca por qualidade de vida fez irmãos imigrarem para Portugal.
Meu irmão João foi meu maior incentivador da minha mudança e me permitiu ficar mais perto dele. Foto: Ane Pacola.

De acordo com muitos brasileiros que vivem no país há alguns anos, já se nota uma diferença drástica e que vem se transformando com o passar do tempo. Meu irmão, João, conta que quando chegou a Lisboa, em 2017, não era fácil e nem barato encontrar produtos do Brasil nos supermercados, por exemplo.

Ao visitá-lo pela primeira vez, lembro de trazer alguns quitutes como tapioca, polvilho, leite condensado, e caixas e caixas de remédio para lactose, que naquela época não se encontrava facilmente por aqui.

Atualmente, isso já mudou. É muito comum encontrar pão de queijo e coxinha em qualquer supermercado! Parece irrelevante, mas essas pequenas coisas do dia a dia certamente nos faz sentir em casa. Desde ouvir aquela música brasileira no rádio, até oportunidades para o imigrante brasileiro investir e empreender em Portugal.

Existe xenofobia em Portugal?

Infelizmente, sim! Embora nem sempre de forma explícita, a xenofobia em Portugal contra brasileiros existe.

De 2017 para cá, as denúncias aumentaram 505%, de acordo com levantamento da Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial (CICDR). Por isso, o imigrante brasileiro ainda precisa enfrentar algumas batalhas para ser bem recebido por todos em Portugal.

No entanto, é claro que essa percepção varia conforme as experiências individuais, sejam elas nos grandes centros ou nas cidades pequenas (as aldeias, como são chamadas aqui).

Pensando numa globalidade, entramos em discussões muito mais profundas que estão enraizadas em diferentes modos de pensar do cidadão português.

De maneira bem geral, os grupos mais conservadores, dentre outras questões, acreditam que a “invasão” do imigrante vai “roubar” seus empregos e suas casas. Essa falta de empatia muitas vezes leva a agressão verbal, física ou ainda à “xenofobia recreativa”.

A xenofobia no dia a dia

O reflexo disso está em situações cotidianas, desde o tratamento ao fazer um pedido em um restaurante, até na dificuldade e preconceito de alugar uma casa em Portugal.

Uma amiga que vive em Lisboa, conta que quando estava buscando um lugar para morar, se sentiu coagida com as regras impostas pela proprietária de um imóvel. Na lista, além de outras coisas, não poderia encostar nada nas paredes, lavar roupa apenas uma vez por semana e ainda a proibição de visitas. Até aí tudo bem, seria uma questão de adaptação, segundo minha amiga.

No entanto, a mulher foi categórica quanto à quantidade de banhos.

“E mais uma coisa, vocês brasileiros têm mania de tomar banho, mas aqui você pode tomar um banho por dia. Não são dois, nem três. É um. Porque aqui não faz calor como faz no Brasil, disse a mulher.”

Com a educação de uma lady, minha amiga agradeceu, saiu e desistiu do aluguel. (Ah, e só para pontuar: mesmo que Portugal não se compare com as altas temperaturas do Brasil, o verão português, sobretudo em Lisboa, é sim bastante quente.)

Por outro lado, muitos portugueses entendem que a imigração pode levantar a economia do país. Eles incentivam o progresso de outras culturas e povos que trabalham, gerando mais renda e avanços para as cidades portuguesas.

A xenofobia é específica com brasileiros?

Não. A xenofobia afeta diversos imigrantes, não apenas os brasileiros, representando uma afronta ao princípio de ser bem recebido em Portugal.

Apesar dos índices altos de denúncias, um relatório da Lisbon Public Law (Centro de Investigação em Direito Público da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa) indica que a comunidade brasileira é a melhor integrada em comparação com outras nacionalidades.

Segundo a pesquisa “Opinião pública sobre Imigração em Portugal”, 72,2% dos entrevistados consideram os brasileiros como bem integrados no país, superando cidadãos europeus, com 41,2%, de países africanos de língua oficial portuguesa, com 32,4%, e da comunidade chinesa, com 23,1%.

Entretanto, essa opinião baixa substancialmente nos casos das comunidades indianas e paquistanesas (6,5%) ou com origem no Norte da África e Oriente Médio (3,1%), segundo a Lisbon Public Law.

Como consequência, a falta de integração das comunidades gera a falta de acolhimento e também reflete nas situações de xenofobia relacionadas a esses imigrantes.

Em meio a tudo isso, você pode se questionar: “será que já sofri alguma discriminação?”. E um assunto tão sério, deve ser tratado com muita informação e responsabilidade.

Existe diferença na receptividade quanto ao gênero?

Sim. Mesmo que a imigração feminina tenha mudado significativamente ao longo do tempo, ainda há diferenças na receptividade entre homens e mulheres. Desde a integração da mulher no trabalho até na esfera familiar, onde as discriminações continuam a ser mais acentuadas.

No passado, era comum que as mulheres emigrassem apenas como parte do reagrupamento familiar, após os homens já terem emigrado. No entanto, desde o final do século passado, houve um aumento no número de mulheres que migram por decisão própria e de forma autônoma, independentemente do contexto familiar.

Para se ter uma ideia, em 2021, no Ranking das Comunidades Imigrantes, a população brasileira residente em Portugal, era de 29,29%. Deste número, as mulheres eram uma ligeira maioria, somando 16,02%. Quase 3% a mais que os homens.

Já em 2022, o número de brasileiras imigrantes cresceu em quase 10%, segundo o Relatório de Estatístico Anual do Observatório das Migrações.

O imigrante brasileiro é bem recebido em Portugal, mas precisa se abrir para a nova cultura.
O imigrante brasileiro é bem recebido em Portugal, mas precisa se abrir para a nova cultura e novos amigos.

Ainda que Portugal esteja classificado com um nível de discriminação muito baixo em relação às mulheres, segundo o Relatório Global — Índice de Instituições Sociais e Género (SIGI) 2023, há obstáculos a serem superados que são percebidos no dia a dia.

Essa avaliação considera a discriminação na família, as restrições à integridade física, ao acesso a recursos produtivos e financeiros e às liberdades civis de todas as mulheres, não só imigrantes.

É claro que muitas mulheres imigrantes ainda vêm com a família. Mas outras vem sozinhas, assim como eu. Cada uma com sua cultura, motivos, prioridades e alguns sonhos!

“O que tenho percebido vivendo aqui são movimentos importantes, principalmente no combate à violência doméstica contra a mulher. Mas confesso que, no Brasil, as campanhas me pareciam muito mais difundidas e o assunto sobre igualdade e discriminação de gênero era abordado em mais rodas de conversa. Inclusive, na mídia”.

Em Portugal, noto um avanço “um pouco mais tímido”, mas é uma percepção individual face à comparação do que via no Brasil. Aí me questiono: “Será que não acontece muito e por isso não se fala tanto? Ou será que essa discussão está só começando?”.

O importante é saber que existem ações, leis, órgãos oficiais e ONGs, para assegurar a segurança e a proteção da mulher imigrante em Portugal. A Comissão para Cidadania e Igualdade de Gênero (CIG) e a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres são apenas dois exemplos.

E, mais uma vez, saliento a importância da informação e de uma rede de apoio, que pode estar em grupos estruturados por mulheres no Facebook, por exemplo. Dessa forma, é possível saber quais são nossos direitos no país e buscar a melhor orientação, caso necessitemos de ajuda.

Qualificação profissional influência a recepção do imigrante brasileiro em Portugal?

Sim. Mas essa resposta é bastante subjetiva. Isso porque, dentre outros aspectos, esbarra nas condições e até nas razões que fizeram o imigrante brasileiro vir para Portugal, e consequentemente, ser ou não bem recebido.

Ter qualificação profissional abre portas em algumas áreas. Segundo publicação do jornal Observador, Portugal tem espaço para imigrantes brasileiros especializados. Outro exemplo, é sair do Brasil já com um emprego remoto ou com visto de trabalho. Uma qualificação profissional pode proporcionar isso em muitos casos.

Além de assegurar estabilidade, como um contrato de trabalho, também facilita alguns trâmites burocráticos e muito provavelmente, esse imigrante brasileiro será bem recebido em Portugal. Inclusive, logo na entrada do país, na área de imigração no aeroporto.

Muitas pessoas também procuram a validação do diploma em Portugal, pensando na qualificação e em continuar na área que atuavam no Brasil.

No entanto, essa não é a realidade de todos os imigrantes e estar qualificado ou não, reflete na quantidade de vagas disponíveis, diferença salarial e garantia de estabilidade no país. O que também modifica a percepção da receptividade. Como consequência, a falta de estabilidade financeira reflete em áreas básicas do cotidiano, como o tão temido valor do aluguel.

Viver com um salário mínimo em Portugal

Não é de hoje que a crise no setor imobiliário deixa o aluguel em Portugal muito alto em relação ao salário mínimo do país, que em 2024, é de 820€. Para se ter como base, o preço médio de um apartamento de um quarto fora dos grandes centros das cidades é de 728€.

Manter-se em Portugal apenas com um salário mínimo, sem bonificações, torna-se praticamente inviável e isso muda a relação do imigrante no âmbito social. E mexe muito com o emocional.

“Nesse ponto, penso que não é só sobre a forma como o português recebe o imigrante brasileiro, mas como esse imigrante se relaciona com a própria estabilidade, principalmente a financeira. Afinal, cada um vem com uma expectativa, uma realidade e um motivo.”

Além disso, as relações de trabalho aqui são diferentes do Brasil e os empregos para brasileiros em Portugal existem com ou sem diploma. Por isso, um bom planejamento e pesquisa podem dar mais segurança na hora de buscar e se candidatar a uma vaga.

Imigrar com visto para procurar emprego, por exemplo, pode facilitar a entrada no mercado de maneira mais rápida. Porém, nem todos conseguem retornar à área de atuação, pelo menos, não tão rápido. Não é impossível, mas vir sabendo disso, evita a frustração.

“Quando emigrei, trabalhava remoto para uma empresa do Brasil. No entanto, no meu caso, a conversão da moeda não valia a pena (e eu já sabia disso). Vim com uma reserva de dinheiro e preparada para qualquer vaga, mesmo que sem experiência”.

E não vou mentir, não foi fácil. Mas com o tempo, conhecendo as pessoas, construindo uma rede de contatos e sabendo como funcionam as vagas aqui no Porto, finalmente consegui voltar para minha área.

Por isso, aconselho: conhecer os desafios do mercado de trabalho em Portugal pode fazer muita diferença.

Dá para se sentir em casa como imigrante brasileiro em Portugal?

Sim. Com certeza. Mesmo com as diferenças dos costumes portugueses, há também as proximidades culturais.

Como já disse, vir a turismo é diferente de vir para morar. E se você não teve essa oportunidade, vir com “a cara e a coragem” requer ainda mais planejamento e apoio emocional.

Por isso, não desfaça os vínculos que ficarão no rasil. Eles farão diferença no seu processo migratório. Também esteja aberto a conhecer os portugueses, novos vínculos servirão para somar, te fazer sentir pertencente e bem recebido.

Assim como mergulhar nesta vasta cultura. Provar novos sabores, conhecer muitos lugares, experimentar a tal “qualidade de vida” que é muito particular de cada um.

Estar disposto a encarar os novos desafios e a mente aberta para novas experiências vai te trazer mais leveza e, de certa forma, tranquilidade.

Prateleira de supermercado em Portugal com produtos do Brasil.
Os mercados brasileiros fidelizam o imigrante com produtos que o fazem se sentir em casa. Foto: Ane Pacola.

Além dos quitutes brasileiros, que atualmente encontramos com facilidade, lembre-se da comunidade imensa que temos por aqui. Certamente, encontrará um ombro amigo, um brasileiro para chamar de seu.

Aqui no Porto, conheci tanta gente de lugares tão distantes do Paraná, de onde vim, que nem dentro do próprio Brasil eu conseguia encontrar. Para mim, a escolha de imigrar para Portugal se pautou muito nesse pensamento, desde a escolha da cidade. Reconheço que tive a sorte de já ter um porto seguro por aqui, mas sei que essa não é a realidade de todos.

E mesmo que o acolhimento venha de uma rede já consolidada, os processos são diferentes. Cada história é única, assim como as razões para imigrar. No entanto, poder trocar ideias, pedir conselhos, conhecer as vantagens e desvantagens de morar em Portugal e entender o processo, deixará sua jornada mais confiante!

O processo imigratório, por si só, já é um fator que nos afeta muito. A mudança de país, de rotina e de cultura é sentida diferente e varia de pessoa para pessoa, da mesma forma que varia a percepção de como os outros nos enxergam.

Não existe receita mágica para o imigrante brasileiro ser bem recebido em Portugal, mas confiança, simpatia, preparo, planejamento, e uma colher de chá de sorte, com certeza não farão mal a ninguém!

Está pensando seriamente em se tornar um imigrante no país lusitano? Recomendo o Programa Morar em Portugal, desenvolvido com carinho pela equipe do Euro Dicas, onde encontra todos os passos para fazer um bom planejamento e realizar a mudança de forma legal. Vale a pena dar uma olhada!