Morar em terras espanholas é o desejo de muitos brasileiros. Em meio aos planos sobre como será a vida do outro lado do oceano, é preciso ter em mente um assunto muito importante: o custo de vida na Espanha.

O Custo de Vida na Espanha varia conforme cidade, mas o poder de compra é maior que o do Brasil de forma geral.
Índice O custo de vida na Espanha é alto? Qual é o custo de vida na Espanha? Resumo do custo de vida na Espanha Comparativo do custo de vida em Madrid, Barcelona e Valência Como é o poder de compra na Espanha? Afinal, quanto custa morar na Espanha? Prepare-se financeiramente para morar na Espanha Perguntas frequentes sobre o custo de vida na Espanha

Para situar melhor os valores e dar uma ideia mais detalhada de como você pode se planejar, confira o nosso artigo!

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O custo de vida na Espanha é alto?

Depende da cidade onde você vai morar. Barcelona, Palma de Mallorca e Madrid são as primeiras no ranking de cidades mais caras do país, conforme os dados divulgados pelo ranking mais recente do Kelisto.es. Ali, o custo de vida é alto e um dos principais fatores é o preço do aluguel e da compra de imóveis.

Cidades como San Sebastián e Granada têm um custo de vida menor do que as três anteriores, mas também podem ser citadas nesta mesma lista.

Um dos fatores que mede o nível do custo de vida na Espanha é a porcentagem de gasto sobre o salário, ou seja, quanto se gasta para viver.

Segundo informe elaborado pelo Conselho da União Europeia e divulgado pelo canal Antena 3, as cidades de Barcelona e Madrid necessitam em torno de 74% do salário médio para cobrir os gastos com aluguel, portanto, são cidades caras para se viver.

Qual o custo médio de vida na Espanha?

O custo de vida médio na Espanha, para uma vida com qualidade, mas sem muitos luxos, é de, no mínimo, 1.833€ por mês, considerando o custo de uma pessoa.

Porém, vale lembrar que esse valor muda (e muito) conforme a cidade escolhida para viver.

Para quem não quer enfrentar os preços mais altos, algumas regiões das comunidades de Andaluzia ou de Aragão oferecem um preço mais acessível, mas ainda dão a sensação de que você está morando numa cidade (quase) cosmopolita. Um ótimo exemplo é Sevilha e Zaragoza.

Há regiões e cidades mais baratas

Para um custo de vida ainda mais baixo, as cidades de Lugo (Galícia), Zamora (Castilla y León) e Oviedo (Astúrias) são as mais baratas para viver, segundo o mesmo informe do Kelisto com dados do segundo semestre de 2025. Nessas cidades, o gasto médio mensal para uma pessoa em serviços essenciais gira em torno dos 1.200€.

Se falamos de regiões favoráveis a uma ótima saúde financeira, podemos apontar cidades como León e Múrcia ou até mesmo alguns pueblos, as cidadezinhas próximas aos grandes centros urbanos. Ali o custo de vida tende a ser bem reduzido, especialmente quando ficam em comunidades não muito populosas como La Rioja e Astúrias.

Mas aqui estamos comparando apenas regiões da Espanha! Se vamos comparar com outros países, como França e Alemanha, o custo de vida na Espanha tende a ser mais barato. Já se compararmos com Portugal, este valor aumenta.

Comparativo de custos

O informe do comparador Kelisto.es também analisou as cidades mais caras e mais baratas da Espanha e o quão mais ou menos elevado é o custo de vida em relação à média espanhola.

Como resultado, as cidades com maior custo de vida na Espanha são:

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  1. Barcelona (38,13%);
  2. Palma de Mallorca (24,20%); 
  3. Madrid (20,95%);
  4. San Sebastián (16,43%);
  5. Granada (14,37%);
  6. Málaga (12,44%);
  7. Girona (11,45%);
  8. Valência (9,53%);
  9. Las Palmas (7,85%);
  10. Almería (7,48%).

Já as cidades com menor custo de vida são:

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  1. Lugo (-14,13%);
  2. Zamora (-12,22%);
  3. Oviedo (11,18%);
  4. Cáceres (10,71%);
  5. Teruel (10,62).

Ou seja, pode ser que em grandes cidades como Barcelona e Madrid, o seu estilo de vida tenha que se adequar a realidades mais caras. Nesses casos, uma alternativa que ajuda muito a reduzir o custo de vida é dividir apartamento ou morar um pouco mais afastado do centro.

Quando analisado o custo de vida entre países, ou seja, o gasto por habitante em um determinado período, os dados mais recentes do Expatistan (consultados em dezembro de 2025) demonstram que a Espanha está em 27º lugar, atrás de 16 países europeus como Suíça, Reino Unido e Irlanda.

E em comparação ao Brasil?

Lembramos que é mais barato morar na Espanha do que na maioria dos países da Europa, mas não se pode dizer o mesmo em relação ao Brasil.

Segundo dados do Numbeo, um banco de dados colaborativo que analisa o custo de vida em vários países ao redor do mundo, o custo de vida médio para uma pessoa na Espanha, sem contar o aluguel, é de 705,40€.

Já no Brasil, esse custo é de R$ 2.863,70. Se fizermos a conversão utilizando a plataforma Wise (em 12 de dezembro de 2025, quando 1€ = R$6,36), verificamos que corresponde a cerca de 430,72€. Segundo o site, o custo de vida no nosso país é 40,6% menor do que no país europeu.

Morar na Espanha é a escolha de muitos brasileiros, mas essa mudança requer organização.
Mesmo com o aumento geral do custo de vida na Espanha, o país segue sendo um dos mais acessíveis na Europa.

Analisando dessa forma, parece que vale muito mais a pena ficar em terras nativas, mas não é bem por aí. Para bater este martelo, precisamos olhar o poder de compra, que no Brasil é 56,9% menor do que na Espanha, segundo o Numbeo em dezembro de 2025.

Ou seja, não basta apenas comparar o custo de vida, mas também o poder de compra da moeda local, que é muito maior no país ibérico, significando uma maior qualidade de vida na Espanha.

Qual é o custo de vida na Espanha?

Para uma pessoa sozinha que aluga um apartamento, o custo de vida básico para morar na Espanha é de pelo menos 1.575,96€ mensais. Aqui estamos falando de uma situação econômica sem nenhum perrengue, mas também sem grandes luxos!

Porém, considerando que o Brasil tem um território gigante e a Espanha também, os preços variam de acordo com cada localidade. Portanto, vale também fazer uma comparação de acordo com as cidades.

Para que você tenha uma noção maior de quanto custa viver na Espanha, vamos destrinchar alguns pontos.

Aluguel na Espanha

O aluguel é o item que mais pesa na Espanha. Nas grandes cidades, os valores são sempre mais elevados e, provavelmente, você tem mais trabalho para encontrar um bom apartamento para alugar na Espanha, principalmente nas áreas centrais, onde os preços são mais altos.

Confira na tabela a seguir a média dos valores praticados em algumas cidades da Espanha:

DespesaCusto médio em MadridCusto médio em BarcelonaCusto médio em Sevilha
Apartamento de 1 quarto no centro1.298,97€1.354,90€857,50€
Apartamento de 1 quarto fora do centro955,32€1.075,30€622,91€
Apartamento de 3 quartos no centro2.392,84€2.146,97€1.365€
Apartamento de 3 quartos fora do centro1,558,66€1.675,00€978€
Valores consultados no Numbeo em 12 de dezembro de 2025.

Como você pode ver e segundo comprova o site, o custo de aluguel em Sevilha é 38,4% menor do que em Barcelona.

Para aluguéis de médio e longo prazo, portanto, vale ter em mente que uma das melhores opções para aluguel na Espanha é a Flatio, que oferece contratos com duração mínima a partir de 5 dias, sem taxas ocultas e sem caução para estadias de até seis meses. A plataforma, aliás, é focada em apartamentos verificados e alto nível de confiança para os inquilinos.

A seguir, damos algumas outras dicas de sites para alugar apartamento na Espanha:

Lembre-se de que os valores de aluguel apresentados na tabela são médias entre os menores e maiores valores encontrados no mercado normalmente. É possível encontrar apartamentos em outras faixas de preço, mas é melhor começar a sua busca considerando um valor médio ou mais alto para não passar perrengue.

O custo de vida na Espanha varia conforme cidade, bairro e região.
O custo de aluguel na Espanha varia muito conforme o bairro e estilo de vida. Foto: Bianca Alves.

Se o aluguel não é a melhor opção para a sua situação, veja agora outras opções de moradia na Espanha que podem fazer mais sentido:

É complicado dizer um preço médio para comprar casa na Espanha porque há de tudo um pouco. Se você estiver pensando em investir em Madrid ou Barcelona, pode se preparar porque o preço vai às alturas.

Segundo o Índice de Preços do Fotocasa, atualizado em dezembro de 2025, o preço médio de um imóvel na Espanha é de 2.828€/m², então se estamos falando de um apartamento de 80 m², o valor seria algo em torno de 226 mil euros. De acordo com o Fotocasa, o aumento do último ano foi de 18,8% e é o mais alto em 20 anos.

Os preços variam bastante conforme as comunidades autônomas da Espanha. Em Barcelona, o preço médio de uma casa de 80 m² é de aproximadamente 270 mil euros, já em Madrid, esse preço chega a 383 mil euros, enquanto em Valência a média reduz, sendo de 170 mil euros, aproximadamente.

Segundo a análise dos preços médios de compra e venda de casas da Fotocasa, as três comunidades autônomas mais caras para adquirir um imóvel em 2025 são, segundo o preço do metro quadrado:

  • lhas Baleares: 5.206/m²;
  • Madrid: 5.059€/m²;
  • País Basco: 3.252€/m².

Já em relação às capitais de províncias, a mais cara é Donostia (San Sebastian), com o preço médio de 7.009 euros/m², seguida de Madrid capital, com 6.379 euros/m² e, em terceiro lugar, Barcelona capital, com 5.228 euros/m².

Outra opção é compartilhar apartamento na Espanha. Na Europa isso acaba se tornando a única opção para o orçamento de muita gente, e na Espanha não é diferente.

Alugar quarto acaba sendo uma ótima saída para recém-chegados, estudantes e demais pessoas que não querem ou não podem arcar com o preço de um apartamento completo. Quando você aluga um quarto em um apartamento compartilhado, divide as áreas comuns da casa. É muito comum e tranquilo.

Os custos são menores do que alugar um apartamento completo, mas também são mais altos em bairros centrais e em grandes cidades. Em Barcelona, uma das cidades mais caras para viver, por exemplo, a média de um quarto para aluguel é de, em média, 500€ ou 600€. Você até pode achar opções de menor preço, porém, depende da região, tamanho do quarto e qualidade do apartamento.

Os melhores sites para buscar quartos para alugar na Espanha são a Flatio, o Idealista e o Badi, além de tentar o famoso boca a boca com conhecidos. Ao alugar quarto na Europa com a Flatio, aliás, você pode fechar negócio com 10% de desconto na taxa de reserva utilizando o cupom EURODICAS10.

Contas de casa na Espanha

Se há uma coisa cujo valor é parecido em toda Espanha, são as contas da casa. E, diferente do Brasil, a energia e o gás aqui estão custando bem caro. Veja a tabela.

GastoPreço médio
Gastos básicos (luz, aquecimento, água) para um apartamento de 85 m²131,78€
Internet28,78€
Plano mensal de celular individual16,35€

Na Espanha, vale considerar que a conta de água costuma ser bimensal. Ou seja, ao invés de você pagar mensalmente um valor reduzido, você paga o equivalente a dois meses quando a conta chega.

Além disso, tenha em mente que no inverno a conta pode subir devido ao uso da calefação.

Alimentação na Espanha

Não é novidade que a culinária espanhola é deliciosa, entretanto, uma visita para fazer compras no supermercado na Espanha pode surpreender – especialmente àqueles que gostam de cozinhar. A variedade de produtos e marcas é incrível, bem diferente daqueles com os quais estamos acostumados no Brasil, e ainda é possível encher o carrinho sem gastar muito.

Confira alguns custos médios que encontramos nos supermercados do país.

AlimentoPreço médio
Leite (1 litro)1,04€
Pão (500g)1,34€
Arroz (1 quilo)1,41€
Dúzia de ovos2,72€
Batata (1 quilo)1,58€
Tomate (1 quilo)2,24€
Cebola (1 quilo)1,72€
Queijo (1 quilo)12,31€
Carne de frango (1 quilo)7,34€
Carne de vaca (1 quilo)13,75€
Maçã (1 quilo)2,15€

Considere que este é o custo médio dos alimentos e o salário mínimo na Espanha é 1.184€. (valor de 2025, mas especialistas aconselham um aumento de 56€ em 2026). De qualquer forma, esse número se aplica apenas se o trabalhador receber 14 pagamentos da empresa. Caso receba 12 pagamentos, isso significa que o restante será diluído na folha de pagamento.

Assim como no Brasil, alguns dos supermercados na Espanha possuem cartões e programas de fidelidade para os seus clientes. Além disso, fazem muitas promoções durante o mês e têm produtos de marca própria que também são uma boa maneira de economizar na hora das suas compras.

Veja abaixo a lista com o nome dos principais supermercados e aproveite para dar uma pesquisada nos sites que indicamos. Assim, você vai chegar à Espanha já sabendo quanto vale cada produto.

Além das redes de supermercado, na Espanha existem muitos hortifrútis espalhados pelos bairros e, assim como no Brasil, pode ser muito mais barato comprar frutas, verduras e legumes dessa forma.

Nesse vídeo, eu, Liz, mostrei quanto gasto na minha compra semanal em um supermercado de Barcelona. Vamos ver?

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Comer fora de casa

Sair para tomar algo, aproveitar os famosos “tapas” ou ficar no happy hour depois do trabalho é algo intrínseco à cultura espanhola.

A maioria das pessoas frequenta restaurantes e gosta de viver a vida fora de casa. Por isso, contar este tipo de passeio no seu orçamento é importante — especialmente se você quer fazer novos amigos.

Vamos ver os preços a seguir.

Comida / Bebida Preço médio
Taça de vinho4€
Cerveja nacional3€
Refrigerante2,19€
Café com leite2,05€
Café da manhã básico (café com leite e torrada com tomate ou geleia)5€
Comer em um restaurante barato (1 pessoa)14,50€
Comer em restaurante de meia gama (2 pessoas)50€

Custo com transportes na Espanha

Agora, vamos à lista dos transportes e os seus respectivos valores para que você os considere ao calcular o seu custo de vida na Espanha.

Transporte público

O transporte público na Espanha possui uma rede extensa, organizada e fácil de usar, assim, é possível economizar tempo e dinheiro.

É possível locomover-se de diferentes modos: metrô, ônibus, trem e barcos. E, quando não há metrô, a maioria das cidades oferece uma ótima locomoção em ônibus, além de estar conectada com grandes centros urbanos em trem.

Estação de Antón Martín no centro de Madrid
Madrid tem o terceiro transporte mais caro, mas, o governo cria descontos e ajudas para incentivar o uso. Foto: Bianca Alves

É claro que, nas grandes cidades, as opções de transporte são mais numerosas do que em pequenos pueblos, mas você pode tanto ir para o trabalho de transporte público como até mesmo atravessar o país contando apenas com trem e ônibus.

Vejamos o preço médio do transporte na Espanha em 2026.

TransporteCusto médio
Bilhete unitário1,50€
Bilhete mensal30€
Táxi (tarifa normal por quilômetro)1,30€

O valor do bilhete costuma não variar muito entre metrô e ônibus. Mas, segundo dados mais recentes da associação espanhola de consumidores FACUA, a cidade mais cara para se locomover é Barcelona, com um passe individual que custa 2,65€. Já na cidade mais barata, Lugo, o passe é de 0,64€ – uma diferença de 314%.

Para economizar ainda mais, fique atento aos abonos para jovens e estudantes. Em Barcelona, o abono T-Jove é válido para jovens de até 30 anos, custa 44€ e dá 90 dias de uso ilimitado em todos os transportes públicos. Vale muito a pena!

Bicicleta

Assim como caminhar, andar de bike na Espanha é uma delícia. Há ciclovias por toda parte e os ciclistas são respeitados. Em muitas cidades, a prefeitura oferece o sistema de aluguel de bicicletas, cada uma com um esquema diferente:

CidadeMadrid (Bicimad)Barcelona (Bicing)Valência (Valenbisi)
Cota10€ (mensal)50€ (anual) ou 35€ (tarifa por uso)29,21€ (anual)
Preço por viagem ou por minuto0,50€ para viagens de 30 min (somente para inscritos)30 min grátis (bicicleta mecânica) + 0,70€ até 2h de uso
ou 30 min por 0,35€ (bicicleta elétrica) + 0,90€ até 2h de uso
30 min grátis + 0,52€ até 1h de uso. o min 31 ao 60. A partir disso, 2,08€/hora.
Tipo de bicicletaElétricaElétrica ou mecânicaMecânica
Tarifas consultadas nos sites oficiais em 12 de dezembro de 2025

Carro

Já a opção de ter um carro nas grandes cidades aumenta o custo de vida na Espanha e pode sair bem mais caro do que o previsto. Em Barcelona, por exemplo, a pouca oferta de estacionamentos nas ruas obriga a utilização de estacionamentos rotativos.

Além disso, a maioria das construções é muito antiga, sendo assim, as pessoas precisam alugar ou até mesmo comprar uma vaga fora porque é difícil encontrar prédios com garagens. No entanto, é bastante fácil e interessante alugar carro na Espanha para passear no fim de semana.

Confira na tabela abaixo os custos de transporte na Espanha em 2026:

ItemPreço
Gasolina (1 litro)1,52€
Carro novo modelo econômico31.500€

Outro meio de locomoção muito utilizado em algumas cidades da Espanha são as scooters elétricas, como as da Yego. Desde que tenha CNH válida no país, é possível utilizar as motos em uma determinada área da cidade. Elas funcionam com liberação através do aplicativo, como se fosse uma bicicleta.

Lazer e esporte na Espanha

É possível se divertir e praticar atividade física sem ter gastos exorbitantes que vão interferir no custo de vida na Espanha. Por ser um país muito seguro e com bom tempo a maior parte do ano, é muito comum sair com amigos, família ou até sozinho mesmo para parques, praças e outros espaços públicos.

Fazer passeios ou esportes ao ar livre é uma ótima escolha, seja na montanha ou bem pertinho do mar. Além disso, há muitas atrações grátis para economizar alguns euros. Entre elas, museus, mercados e parques onde você ainda pode aprender muito sobre a história do local, da cidade ou até mesmo do país em cada visita.

AtividadeCusto médio
Academia (mensalidade para 1 adulto)40,60€
Locação de quadra de tênis (1 hora no final de semana)13,58€
Cinema8,00€
Entrada em museus e exposições12-15€

Normalmente, as cidades da Espanha têm um dia em que a maioria dos museus tem entrada gratuita. Em Barcelona, por exemplo, é o primeiro domingo do mês.

Além disso, como muitos imigrantes vivem na Espanha, existem diversos eventos gratuitos para fazer amigos em planos interessantes. Você pode encontrar esses grupos em sites como o MeetUp e o EventBrite.

Escapadas para pueblos perto da cidade, utilizando o trem, também são uma ótima opção de passeio turístico econômico.

A noite espanhola

Vida noturna e gastronomia são parte das tradições espanholas. E, nas grandes cidades, há excelentes opções, acessíveis a todos os gostos e bolsos. Em Barcelona ou Madrid, por exemplo, é preciso muitas vidas para conhecer todos os lugares, entre bares e restaurantes; essas cidades pulsam em um ritmo frenético e as novidades gastronômicas acompanham o movimento.

Na capital da Catalunha, a entrada de uma balada custa, em média, entre 10 e 20€, sendo que muitas incluem um drink. E uma “copa” pode ultrapassar a casa dos 12€, dependendo do lugar escolhido, mas a diversão vale o investimento.

A noite espanhola é agitada e faz parte da cultura sair em dias de semana
A noite espanhola faz parte da rotina, inclusive durante a semana. Faz parte do equilíbrio entre trabalho e lazer.

A noite espanhola faz parte da rotina, inclusive durante a semana. Faz parte do equilíbrio entre trabalho e lazer.

Assim como no Brasil, os espanhóis são adeptos ao esquenta, conhecido como botellón por aqui. Muitas vezes, o esquenta acontece em um bar, enquanto em outras vezes na casa de alguém.

Os bares, por sua vez, cobram em torno de 3,50-4,50€ pela taça de vinho, 3€ por uma long neck e até 2,50€ por uma deliciosa croqueta de jamón. E, diferente do Brasil, os drinks pesados não ficam só para balada. Na ausência de uma boa caipirinha, os espanhóis pedem gin tônica e rum com Coca-Cola também nos bares. O valor vai de 7€ – se você der sorte – a 15€ em cidades como Barcelona e Madrid.

Uma refeição para duas pessoas, com entrada, prato principal e sobremesa (sem bebida), fica em torno de 50€. Já um jantar em um bom restaurante japonês, como o Sushi Monster, com entrada, prato principal, saquê e sobremesa, fica na casa dos 45€ por pessoa.

Apesar de arredondarmos os preços próximos aos valores das cidades grandes, a vida de bar acontece em todo o país. Você sempre terá uma boa opção para aproveitar a noite, não importa o seu orçamento.

Saúde na Espanha

O sistema de saúde pública da Espanha é conhecido globalmente por sua qualidade e por garantir cobertura universal aos seus residentes. O país é um modelo em diversas áreas e, segundo o CEOWORLD Health Care Index de 2025, que avalia 110 países em fatores como infraestrutura, profissionais, custo de medicamentos e preparação governamental, a Espanha ocupa a 26ª posição global, com uma pontuação geral de 48.13.

Embora esteja fora do Top 25, o sistema espanhol demonstra grande força em áreas específicas que compõem o ranking, como infraestrutura médica, nível de qualidade profissional e preparação governamental para investir em prevenção.

Uma das grandes vantagens, aliás, é os remédios terem uma boa porcentagem de subsídio do governo. Após a consulta, o seu receituário é enviado para as farmácias e lá, você pode retirar o medicamento que o médico prescreveu por um preço bem baixo – ou até gratuitamente, dependendo do tipo de medicamento.

Tanto nacionais como imigrantes em situação legal têm direito ao sistema público de saúde. Confira quem tem acesso:

  • Trabalhadores inscritos na Seguridad Social da Espanha (Previdência Social);
  • Cidadãos espanhóis e membros da União Europeia;
  • Estrangeiros com autorização para residir na Espanha;
  • Cônjuge e filhos de até 26 anos de um assegurado, desde que morem na Espanha.

Por experiência, diríamos que a saúde privada é um complemento à saúde pública. Para exames de rotina, o sistema do governo funciona perfeitamente. Você recebe um médico de cabeceira que se encarrega de realizar consultas gerais, podendo pedir exames — que, se são simples como uma coleta de sangue — o agendamento é bem rápido.

Eu tenho hipotireoidismo e, na Espanha, este tipo de remédio só é vendido com receita. Faço todos os meus exames na saúde pública, mesmo tendo seguro. Com os subsídios do governo, chego a gastar 1€ ou menos por caixa.

No quesito urgências, o sistema público não tem nada a perder. Você é bem atendido rapidamente. O problema é quando você precisa realizar outros exames, como uma ressonância magnética.

Eu, Bianca, já passei por esta situação: o prazo de espera no hospital público era de três meses, enquanto no privado pude realizar o exame em uma semana. E é por isso que ter um plano de saúde é sempre uma carta na manga.

A saúde privada na Espanha  custa bem menos do que no Brasil, podendo custar a partir de 600€ por ano, dependendo da seguradora contratada, do tipo de plano e da idade do usuário.

Entre as empresas mais procuradas, estão a Adeslas e a Sanitas. Para se ter uma ideia dos valores, um plano da Sanitas para uma pessoa com idade média de 30 anos pode chegar a aproximadamente 1.000€ por ano. Por outro lado, uma consulta médica em um consultório particular custa entre 50€ e 100€ dependendo da especialidade e da região.

Quando cheguei à Espanha (Adriana) em 2019, tive que pagar por um ano de seguro privado com cobertura nacional para obter o Número de Identificação de Estrangeiros (NIE), mesmo tendo passaporte da União Europeia.

Para uma pessoa jovem, sem problemas de saúde, o valor costuma a ficar entre 20€ e 30€ mensais, em planos com coparticipação e carências. Se você quiser um seguro mais completo, o valor tende a subir a uns 80€ a 90€ ao mês.

Quando você é imigrante e vem morar na Espanha com um visto, vale lembrar que é obrigatória a contratação de um plano de saúde privado e de alta cobertura — ou seja, que tenha o mesmo nível de cobertura que o sistema de saúde nacional cobre.

Por experiência, diríamos que a saúde privada é um complemento à saúde pública. Para exames de rotina, o sistema do governo funciona perfeitamente. Você recebe um médico de cabeceira que se encarrega de realizar consultas gerais, podendo pedir exames — que, se são simples como uma coleta de sangue — o agendamento é bem rápido.

Eu, Adriana, tenho hipotireoidismo e, na Espanha, este tipo de remédio só é vendido com receita. Faço todos os meus exames na saúde pública, mesmo tendo seguro. Com os subsídios do governo, chego a gastar 1€ ou menos por caixa.

No quesito urgências, o sistema público não tem nada a perder. Você é bem atendido rapidamente. O problema é quando você precisa realizar outros exames, como uma ressonância magnética.

Eu, Bianca, já passei por esta situação: o prazo de espera no hospital público era de três meses, enquanto no privado pude realizar o exame em uma semana. E é por isso que ter um plano de saúde é sempre uma carta na manga.

Turistas não têm direito ao sistema público de saúde da Espanha

Para ter acesso ao sistema público de saúde da Espanha, é necessário ter registro na Seguridad Social e ter um cartão de saúde. Segundo o portal do Itamaraty:

“Os estrangeiros não registrados nem autorizados como residentes na Espanha não têm direito a receber assistência gratuita. Por esse motivo, o Consulado-Geral ressalta aos brasileiros residentes temporários ou turistas a importância de contratar seguro internacional de saúde que cubra emergências médicas e repatriação, com validade para todo o período da viagem e em todos os países que serão visitados”.

Sendo assim, se você quiser ter segurança na sua chegada ao país até ter a documentação de residência devidamente regulamentada, você deve viajar com um seguro viagem para a Espanha.

Para tanto, nós recomendamos que você pesquise pelo melhor plano para o seu perfil (de vida e financeiro) nos comparadores como Seguros Promo. Nele, você checa as opções do mercado, compara as coberturas e benefícios e faz a compra online, com o melhor custo-benefício garantido.

A saúde pública na Espanha é gratuita, excelente para reduzir o custo de vida na Espanha.
A saúde pública na Espanha é uma das melhores do mundo. Para ter acesso como imigrante, é necessário residir legalmente.

Ainda assim, eu, Bianca, nunca vi ninguém ser recusado nos hospitais públicos. O meu namorado é francês e, mesmo morando na Espanha, por questões médicas, tem o sistema de saúde sediado na França. Passamos por um imprevisto e acudimos às urgências públicas.

Não era nada grave, mas ele foi muito bem atendido, inclusive pôde agendar retornos para consultas periódicas. Nesse período, ele obteve o cartão europeu de saúde e, com isso, conseguiu acesso até à fisioterapia pelo sistema público.

Este cartão é uma boa dica para quem tem cidadania europeia fora da Espanha e é residente fiscal deste país.

Custos com educação

Está indo morar na Espanha com filhos ou planeja fazer algum curso de graduação ou pós no país? Então, precisará considerar os gastos com educação no seu custo de vida na Espanha. Vamos a eles?

Educação gratuita para todos

Na Espanha, a educação é obrigatória e gratuita entre os 6 e os 16 anos. A educação pública tem mais peso do que a privada, tanto por número de centros quanto por alunos.

Segundo os dados mais recentes de La Moncloa, em 2025 havia 32.383 centros educativos (centros de regime geral de ensino não universitários) no país, dos quais 22.312 eram públicos e 10.071, particulares.

Tipos de escolas na Espanha

Existem três tipos de escolas na Espanha: públicas, “concertadas” e particulares. Veja a diferença entre elas:

  • Colégios públicos: são totalmente financiados pelo governo e administrados pelas comunidades autônomas, porém os responsáveis pagam pelo material escolar e refeição do aluno;
  • Escolas “concertadas”: são instituições construídas e administradas particularmente, mas financiadas uma parte pelo governo e outra parte pelos responsáveis que pagam mensalidades reduzidas e outras despesas;
  • Colégios particulares: são totalmente pagos pelas famílias dos alunos e possuem administração própria.

A Organização de Consumidores e Usuários (OCU) lança estudos anuais sobre o custo com educação no país. Segundo os dados mais recentes divulgados pela instituição, o gasto médio por ano com cada aluno nos três diferentes tipos de centros (referente ao ano escolar 2025/2026) é:

Tipo de escolaValor médio por ano e por aluno
Colégio público1.200€
Escolas concertadas3.423€
Centros privados8.000€

Universidades

Seja para graduação, mestrado ou doutorado, muitos brasileiros escolhem estudar na Espanha. O país é conhecido internacionalmente pela qualidade de ensino. Não é segredo que as universidades públicas espanholas costumam ser mais baratas do que as privadas.

Mas o que muitas pessoas não sabem é que os custos de matrícula variam significativamente não apenas entre universidades públicas e privadas, mas também dependendo da Comunidade Autônoma onde a universidade está localizada e do curso escolhido.

Dito isso, as universidades privadas mantêm um custo elevado e fixo. Estudar Medicina na Universidade de Navarra, por exemplo, tem um custo estimado em torno de 20.000€ a 22.000€ por ano letivo em 2026. 

Já os preços nas universidades públicas costumam ser mais acessíveis, mas pode haver grande diferença regional.

Fizemos a cotação, em dezembro de 2025, do custo de um ano de estudos de graduação em diferentes universidades espanholas, considerando um estudante estrangeiro. Confira:

UniversidadeCursoValor para um ano de estudos
Universidade Complutense de MadridGraduação em Comunicação Audiovisual7.800€
Universidade Pompeu Fabra (Barcelona)Graduação em Negócios e Marketing Internacional (escola ESCI – UPF)8.150€
Universidade do País Vasco (EHU)Graduação em Engenharia em tecnologia Industrial3.650€
Universidade Autônoma de BarcelonaGraduação em Psicologia1.200€ (sujeito a adicionais)

As grandes variações refletem a política de preços por crédito ECTS de cada Comunidade Autônoma, sendo a Andaluzia e o País Basco geralmente mais econômicas, e Madrid e Catalunha mais caras para estudantes não-europeus.

A nossa sugestão é visitar o site das universidades espanholas para verificar os preços praticados para estrangeiros, tanto para graduações quanto para mestrado na Espanha.

Valores variam para estudantes europeus

Para estudantes não europeus – ou seja, aqueles que precisam de visto de estudante para a Espanha –, as universidades públicas aplicam taxas de preço mais altas do que as aplicadas aos cidadãos europeus.

Para se ter uma ideia, o primeiro ano de estudos em Medicina na Universidade Complutense de Madrid (UCM) custa em torno de 1.200€ a 1.300€ em 2026. Mas isso para cidadãos europeus e residentes permanentes – ou seja, que já tenham a autorização de residência antes da decisão de estudos e de tirar o visto de estudante para Espanha.

Para cidadãos de fora da União Europeia, o preço do primeiro ano do curso de Medicina na Universidade Complutense de Madrid é de 8.186,40€.

Bolsas de estudos

Outra dica, para quem planeja estudar no país sem impactar o custo de vida, é procurar programas que oferecem bolsas de estudos na Espanha. Há algumas instituições espanholas e até mesmo brasileiras onde é possível obter financiamento ou ajuda de custo para realizar o tão desejado sonho de estudar em terras espanholas.

Portanto, é importante ficar atento às oportunidades e consultar periodicamente as páginas das principais instituições. O Becas Santander, por exemplo, oferece muitas opções de bolsas de estudos, desde cursos rápidos a estudos universitários.

Resumo do custo de vida na Espanha

O custo de vida na Espanha é um dos mais baixos da União Europeia. Obviamente, na comparação com o Brasil, o custo é mais alto, por uma questão de câmbio.

Mas lembre-se de que o poder de compra é muito maior na Espanha — especialmente quando gastos escolares e de saúde são reduzidos ou eliminados.

Veja neste compilado abaixo os custos mínimos para um casal sem filhos morar tranquilamente no país – mas sem muito luxo, é claro.

DespesaCusto médio
Aluguel (média nacional para um apartamento de um quarto no centro)883,84€
Contas da casa + internet + chip de celular para 2 pessoas193,24€
Alimentação400€
Transporte público60€
Lazer (contando restaurantes, bares, academia, etc.)300€
Gastos extras (compras de roupa, aluguel de carro para uma escapada, etc.)400€
Total2.237,08€
Valores consultados em 12 de dezembro de 2025

Também compilamos os custos mínimos para uma pessoa vivendo sozinha, confira a seguir.

DespesaCusto médio
Aluguel (média nacional para um apartamento de um quarto no centro)883,84€
Contas da casa + internet + chip de celular para 1 pessoa122,62€€
Alimentação200€
Transporte público30€
Lazer (contando restaurantes, bares, academia, etc.)140€
Gastos extras (compras de roupa, aluguel de carro para uma escapada, etc.).200€
Total1.575,96€
Valores consultados em 12 de dezembro de 2025

No geral, portanto, a principal dica é decidir a cidade e pesquisar, por exemplo, custo de vida em Barcelona, em Madrid, Málaga ou até mesmo em Vigo, e depois ir aprofundando a sua investigação e colocar tudo na ponta do lápis.

De qualquer forma, há alguns conhecimentos básicos que você já pode ir acrescentando ao seu planejamento. 

O primeiro deles é que algumas preocupações comuns no Brasil, como a segurança e a dificuldade de manter uma boa qualidade de vida, são muito mais acessíveis na Espanha. Isso não tem preço!

Além disso, o transporte público é todo interligado e tanto a educação pública quanto a saúde pública funcionam muito bem. Você possui o seu médico de família e há controle e prevenção de doenças. E a comida espanhola é uma das mais gostosas e saudáveis do mundo.

Pesquise e planeje antes de se mudar

Antes de mudar-se, é importante que você faça uma pesquisa específica nas regiões que você quer morar. E não estamos falando apenas do município: investigue bairros e vilas próximas, onde o custo de vida pode ser mais agradável ao bolso.

No vídeo do canal Um Casal de Amigos Meu, eles detalham o custo de vida em Madrid, ótimo para ter como base. Vale a pena assistir:

Custo de vida para estudante na Espanha 

Se você está planejando ir para a Espanha para estudar, o orçamento é geralmente mais apertado. A principal diferença no custo de vida é a moradia: a maioria dos alunos opta por alugar um quarto em vez de um apartamento inteiro, o que reduz bastante a despesa com aluguel e contas da casa.

A seguir, compilamos os custos mínimos projetados para um estudante que pretende viver sozinho na Espanha e opta por alugar um quarto em vez de um apartamento completo. 

DespesaCusto médio
Aluguel de quarto500€
Contas da casa (inclusas no aluguel ou divididas)60€
Alimentação150€
Transporte público30€
Lazer (contando restaurantes, bares, academia, etc.)80€
Gastos extras (compras de roupa, aluguel de carro para uma escapada, etc.).100€
Total920€
Valores consultados em 12 de dezembro de 2025

Comparativo do custo de vida em Madrid, Barcelona e Valência

Para podermos comparar grandes polos que atraem muitos imigrantes brasileiros, preparamos uma tabela comparando os preços entre Madrid, Barcelona e Valência, também considerando um casal sem filhos:

DespesaMadridBarcelonaValência
Aluguel (média para um apartamento de um quarto no centro)1.412,06€1.350,97€1.045,24€
Contas da casa + internet + chip de celular para 2 pessoas 238,55€227,48€175,28€
Alimentação400€400€350€
Transporte público85€50€60€
Lazer (contando restaurantes, bares, academia, etc.)400€400€300€
Gastos extras (compras de roupa, aluguel de carro para uma escapada, etc.).350€350€250€
Total2.875,61€2.778,45€2.180,52€
Valores consultados em 12 de dezembro de 2025

Viver no interior da Espanha é mais barato?

Sim, especialmente quando se trata da economia no aluguel, impostos e transporte público. Viver no interior é uma excelente ideia para pessoas que não fazem questão de morar em capitais e preferem um estilo de vida mais tranquilo.

Apesar disso, engana-se quem pensa que viver no interior da Espanha não significa estar em meio a muita cultura, entretenimento e opções de lazer. Algumas das cidades mais baratas da Espanha, como Lugo, estão repletas de atividades culturais e vida social.

Lugo, Zamora e Oviedo são três das capitais de províncias mais baratas da Espanha, de acordo com o informe do Kelisto citado anteriormente. Cáceres e Ávila também estão na lista das 10 mais baratas.

A seguir, confira uma média do custo de vida em cada uma das cidades do interior da Espanha, considerando uma pessoa solteira que mora sozinha:

DespesaLugoCáceresOviedoÁvila
Aluguel (média para um apartamento de um quarto fora do centro)500€500€684,50€720€
Contas da casa + internet + chip de celular156,58€156,58€160,80€130,50€
Alimentação150€150€150€150€
Transporte público20€30€19€30€
Lazer (contando restaurantes, bares, academia etc.)150€150€150€150€
Gastos extras (compras de roupa, aluguel de carro para uma escapada, etc).150€150€150€150€
Total1.126,58€1.192,78€1.313,50€1.339,50€
Todos os dados foram obtidos via Numbeo e Idealista em dezembro de 2025.

E as cidades pequenas próximas às capitais?

Viver em cidades-satélites ou os chamados “pueblos” – que são, basicamente, cidades pequenas – ao redor de grandes capitais como Madrid e Barcelona é uma estratégia altamente eficaz e muito popular entre imigrantes e espanhóis.

O principal benefício é o corte drástico no aluguel, que pode ser 30% a 50% mais barato do que no centro da capital, enquanto ainda permite que você trabalhe ou estude na cidade grande.

Por exemplo, em vilas na região metropolitana de Barcelona, como Sabadell ou Terrassa, o aluguel de um apartamento de um quarto pode cair para cerca de 850€ a 950€. Se comparado a 1.350€ no centro de Barcelona, é uma boa economia.

Essa opção vale a pena se você prioriza a economia e não se importa em gastar mais tempo com o deslocamento – o que, para brasileiros que conhecem bem o trânsito das cidades grandes, pode ser a coisa mais tranquila do universo.

As cidades-satélites geralmente possuem excelentes conexões de transporte público para o centro da capital, o que garante o acesso a todas as oportunidades enquanto permite um custo de vida mais leve para o dia a dia.

Como é o poder de compra na Espanha?

O poder de compra é um índice fundamental para identificar o equilíbrio — ou desequilíbrio — entre o quanto uma população ganha e quanto ela gasta. O poder de compra na Espanha é maior do que no Brasil, mas menor do que em uma série de países europeus.

Para que você tenha uma noção de valores reais, fizemos um post no nosso Instagram mostrando custos de bens de consumo como carro popular, videogame, óculos, cesta básica, etc. Veja a diferença quando comparamos o percentual do salário mínimo gasto para conquistar esses bens:

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Um post compartilhado por Euro Dicas | Morar na Europa (@eurodicasoficial)

Conforme os dados recentes do estudo NIQ – GfK Purchasing Power Europe 2025, que analisa o poder de compra de 42 países europeus, a Espanha tem os seguintes destaques:

  • Poder aquisitivo per capita: o poder de compra médio na Espanha atingiu 20.134€ por habitante em 2025;
  • Posição no ranking europeu: a Espanha ocupa o 17º lugar entre os 42 países analisados;
  • Comparativo em relação à média europeia: a diferença entre o poder aquisitivo espanhol e a média europeia reduziu-se drasticamente, estando agora com uma diferença de menos de 1% em relação à média do continente.

O estudo também revela grandes disparidades regionais na Espanha. As províncias do País Basco dominam o Top 3 pelo quarto ano consecutivo: Gipuzkoa, Bizkaia e Álava possuem renda disponível significativamente superior à média nacional de 20.134€. Para se ter uma ideia, essas províncias estão entre 25% e 30% acima.

Por outro lado, províncias do sul da Espanha, como Almería, enfrentam a situação inversa e registram o menor poder aquisitivo do país, com 14.441€ por pessoa – o que representa cerca de 28% abaixo da média nacional.

De qualquer forma, vale lembrar que o salário mínimo do país está dentro da média dos países europeus, ficando acima do salário de países do leste europeu como a Romênia, mas abaixo dos valores em países como Luxemburgo, Irlanda e Países Baixos, entre outros.

Ou seja, apesar de enfrentar desafios e não ser o primeiro país nos rankings, a Espanha apresenta um bom equilíbrio em relação ao poder de compra e o salário mínimo.

Eu, Liz, já notei uma diferença no preço dos alimentos de 2022 para cá. Porém, nada assustador. Ainda, sim, o poder de compra na Espanha em itens básicos é elevado e funcional. É possível comprar muito mais itens com uma menor quantia de dinheiro do que no Brasil.

Em 2025, o salário mínimo na Espanha foi de 1.184€. Em 2026, tudo indica que esse valor suba mais um pouco, em torno de mais 50€ também.

O salário mínimo da Espanha não é o mais alto da Europa, mas ainda é um dos melhores. É realmente difícil manter uma família de quatro pessoas com uma renda de apenas um salário mínimo, especialmente em grandes cidades como Barcelona ou Madrid.

Já um casal sem filhos que ganha um salário mínimo cada um consegue viver bem. Em grandes cidades, este casal teria que viver nos subúrbios e poderia passar por alguns apertos no final do mês.

E não se esqueça: estamos falando de um custo de vida médio, tem pessoas que vão gastar menos e outras que vão gastar muito mais.

Os últimos dados disponíveis revelaram que o salário médio da Espanha é de 28.049,94€ brutos por ano. Um bom salário, no entanto, gira em torno de 2.337,49€ brutos por mês, no sistema de pagamento de 12 “pagas”, como é chamado na Espanha.

Essa é uma resposta bastante variável, já que depende de muitos fatores, tais como área de atuação e do nível profissional.

De qualquer forma, um brasileiro trabalhando legalmente deve ganhar pelo menos 1.184€ por mês, o valor do salário mínimo no país em janeiro de 2026, considerando o trabalho em jornada completa – ou seja, 40h por semana.

Em julho de 2024, a inflação correspondia a 2,8%, o que representou uma boa mudança em relação a junho, quando os índices estavam em 3,4%. Em dezembro de 2024, o índice permaneceu o mesmo, de acordo com a Euronews. Já em junho de 2025, a inflação estava em 2,2%, representando um aumento em relação a maio, quando se situava em 2%. Já em novembro do mesmo ano, a inflação foi para 3%.

De qualquer forma, segundo as informações disponíveis, a previsão é que a inflação fique mais estável e em torno dos 2% em 2026.

Afinal, quanto custa morar na Espanha?

Morar na Espanha custa, no mínimo, 1.575,96€, para uma pessoa que aluga um apartamento de um quarto e tem uma vida de qualidade, mas sem grandes luxos.

Mas, é fundamental entender que o custo de vida na Espanha depende fundamentalmente da sua escolha de cidade e do seu estilo de moradia – como apartamento individual ou quarto compartilhado. Além disso, a variação regional é enorme.

Em grandes centros como Barcelona, Palma de Mallorca e Madrid, onde o aluguel consome a maior parte do orçamento, o custo de vida é alto, podendo facilmente ultrapassar os 2.000€ mensais para uma pessoa. Barcelona é a cidade mais cara, com custo de vida 38,13% superior à média espanhola.

Já em cidades como Lugo, Zamora e Oviedo, os gastos mensais básicos para uma pessoa podem girar em torno de 1.200€, representando uma economia significativa. Lugo, por exemplo, tem um custo de vida 14,13% abaixo da média nacional.

Custo de vida varia

Se a sua intenção é estudar e você optar por alugar um quarto em vez de um apartamento completo, o custo de vida pode ser ainda menor, caindo para a faixa dos 885€ conforme a projeção para um estudante em estilo de vida econômico.

Para garantir uma transição tranquila na mudança de país, a principal recomendação é possuir uma reserva financeira de, pelo menos, 6 meses do seu custo de vida planejado. Essa reserva oferece a segurança para cobrir o período de busca por emprego e o tempo necessário para ter a documentação legalizada.

Um bom sistema de transporte público costuma estar presente em cidades planejadas, e reduz o custo de vida na Espanha
Aproveitar o transporte público ajuda a reduzir o custo de vida no país.

Lembrando que, se você planeja levar dinheiro do Brasil para a Espanha, a maneira mais econômica e segura de converter e enviar seus reais para euros é usando plataformas como a Wise, que é amplamente recomendada por utilizar a taxa de câmbio comercial e cobrar tarifas transparentes e baixas.

Prepare-se financeiramente para morar na Espanha

Se, após considerar o custo de vida na Espanha, a mudança para o país ainda for uma opção, é hora de colocar o plano em prática. E o primeiro passo é o cuidadoso planejamento financeiro para evitar surpresas desnecessárias. Confira algumas dicas a seguir:

  • Pesquise detalhadamente a cidade onde você aspira morar, pois o custo de vida na Espanha varia conforme a localidade e faça uma planilha com os principais gastos, assim, você será capaz de ter uma base de quanto gastará por mês no seu destino;
  • Quanto custa a mudança? Planeje o orçamento também considerando as despesas da transferência de país, a instalação na nova cidade e os primeiros meses de moradia;
  • Faça uma poupança. Por experiência própria, ter um dinheiro extra, por mais que seja difícil economizar no Brasil, ajuda muito, principalmente em tempos de crise econômica e oscilação do câmbio, como estamos vivendo agora;
  • E, por fim, cuide da documentação necessária, veja os tipos de visto para Espanha que você pode solicitar para entrar no país e morar legalmente.

Na Espanha, aprendi que não é preciso luxo para viver feliz. Com pouco dinheiro no bolso, a gente come muito bem, pode se divertir, ter uma vida cultural relativamente agitada e ainda viajar pela Europa ocasionalmente. Por isso, anime-se! Como diz o ditado: “o mundo é grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar”.

Perguntas frequentes sobre o custo de vida na Espanha

Para finalizar seu planejamento financeiro, reunimos as perguntas mais frequentes sobre o custo de vida e a vida na Espanha, com base nos dados mais recentes. Confira a seguir.

O custo de vida na Espanha em 2025 teve uma média altamente variável, dependendo da cidade escolhida e do estilo de moradia. Em média, para uma pessoa sozinha ter uma vida básica, mas com qualidade, alugando um apartamento, o custo mínimo mensal é de 1.575,96€.

Contudo, cidades como Madrid e Barcelona podem elevar esse custo para mais de 2.000€, enquanto cidades mais baratas como Lugo e Zamora ficam em torno de 1.200€ por mês.

De acordo com os dados médios de supermercado consultados em dezembro de 2025, 1kg de carne de frango custa em média 7,34€, e 1kg de carne de vaca custa em média 13,75€.

Lugo, situada na Comunidade Autônoma da Galícia e capital da província homônima, é a cidade mais barata para morar na Espanha, segundo o ranking mais recente da Kelisto. Os dados mostram que Lugo é a cidade com o menor custo de vida em relação à média espanhola.

O valor do aluguel em Madrid é um dos mais altos da Espanha. Os valores médios praticados em dezembro de 2025 indicam que um apartamento de um quarto no centro custa cerca de 1.298,97€, enquanto o mesmo tipo de apartamento fora do centro custa cerca de 955,32€.

De acordo com dados do Expatistan, o custo mensal estimado para uma pessoa vivendo em Alicante é de 1.568€.

Mudar-se para a Espanha requer planejamento e organização, mas é um destino acessível e popular para brasileiros.

O maior desafio, afinal, não é o custo de vida, mas sim obter a documentação correta para residir legalmente – ou seja, com visto e permissão de residência.

Para garantir que você aplique para o visto adequado à sua situação – seja estudos, trabalho, não-lucrativo, entre outras opções – e, também, para evitar erros no processo consular, é altamente recomendado buscar a ajuda de uma assessoria especializada em imigração, como a Madeira da Costa, uma assessoria jurídica confiável que pode auxiliar você em todo o processo de obtenção de vistos para a Espanha.

O salário mínimo na Espanha em 2025 e até o momento de escrita deste artigo esteve fixado em 1.184€ por mês, considerando 14 pagamentos anuais.

Para converter este valor para o real brasileiro, utilizamos a taxa de câmbio de 12 de dezembro de 2025 (1€ = R$6,36) e o salário é equivalente a R$ 7.525,44.

Ficou com vontade de morar na Espanha? Nós ajudamos! Conheça o nosso ebook Como Morar na Espanha e veja o passo a passo completo para organizar a sua mudança. Ele foi escrito por outros brasileiros que moram no país e sabem exatamente o que você deve (e o que não deve!) fazer para a sua mudança ser bem sucedida!