Estudar na Espanha pode ser o impulso que faltava para ampliar o repertório, abrir portas na carreira e viver uma experiência europeia. Antes de dar esse passo, porém, é essencial entender como funcionam o ingresso e a burocracia.
Neste guia, você vai ver como se matricular, quais são os principais caminhos para brasileiros, como obter o visto em 2026 e quanto custa viver no país como estudante.
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PEDIR UM ORÇAMENTO →Como estudar na Espanha em 2026?
Você precisa essencialmente de duas coisas: uma matrícula (ou carta de aceite) e um visto de estudante (se o curso passar de 90 dias e você não tiver cidadania europeia ou espanhola).
O caminho exato muda conforme o tipo de curso (graduação, mestrado, doutorado, curso de espanhol, formação profissional/FP) e também conforme a universidade, porque as instituições têm autonomia nos critérios de admissão.
Um dos motivos para escolher a Espanha é seu sistema universitário amplo e diverso: são 91 universidades (50 públicas e 41 privadas, segundo dados mais recentes do Ministério de Ciências, Inovação e Universidades). O crescimento recente do setor privado também impacta concorrência e preços.
Outro ponto importante é que o ano letivo na Espanha geralmente começa em setembro e vai até junho, com férias de verão depois disso. Por isso, se a ideia é se mudar e estudar na Espanha, o ideal é olhar o calendário de pré-inscrição com antecedência e encaixar burocracias sem correria.
A seguir, explicamos as principais formas de ingresso e o que muda no cenário de 2026.
Nota global do Ensino Médio
Uma das formas mais comuns de acesso é a nota global do Ensino Médio, mas aqui entra o detalhe que mais confunde os brasileiros: não é só “mandar o histórico e pronto”.
Em muitos casos, você vai precisar passar por uma avaliação/credenciamento do seu percurso escolar para que a universidade consiga comparar sua nota com o sistema espanhol.
Os documentos variam por instituição, mas normalmente incluem:
- Comprovante de proficiência em espanhol (quando exigido);
- Diploma de conclusão do Ensino Médio apostilado e com tradução juramentada para espanhol;
- Histórico escolar também apostilado e traduzido;
- Passaporte (ou documento aceito pela instituição).
Em cursos muito disputados, além da nota do Ensino Médio, pode haver exigência de prova adicional ou critérios específicos de corte.
O processo pode levar tempo, então planejamento é tudo. Se você quer iniciar em setembro, não dá para começar a pensar nisso “em junho”, por exemplo, então se organize com antecedência.
Formato de ingresso pode deixar de existir
O acesso de estudantes internacionais às universidades espanholas está passando por mudanças e pode se tornar mais exigente nos próximos anos.
Em 2024, ganhou força o debate sobre a possibilidade de exigir a PAU (Pruebas de Acceso a la Universidad) para parte dos estudantes estrangeiros a partir de 2026, com definição de nota mínima para ingresso em universidades públicas e privadas.
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QUERO CONHECER O EBOOK →Isso significa que, dependendo do seu perfil e do curso escolhido, apenas a nota do Ensino Médio pode não ser mais suficiente, especialmente em cursos mais concorridos.
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Abrir Conta Multimoeda →Vestibular (Pruebas de Acceso a la Universidad)
A PAU é o “vestibular” espanhol. Ela substituiu a nomenclatura antiga (selectividad/EBAU) e vem sendo ajustada conforme a legislação educacional e normas mais recentes.
Para estudantes internacionais, a UNED/UNEDasiss (Universidad Nacional de Educación a Distancia) é uma das referências centrais do processo, com explicações sobre a prova e sobre os critérios de acesso.
O que você precisa entender aqui é:
- A universidade define critérios (vagas, nota de corte, pesos);
- A UNEDasiss pode atuar como ponte de avaliação/credenciamento para candidatura de estudantes internacionais;
- Em alguns cenários, provas específicas (como as PCE) entram como parte do caminho de acesso, especialmente quando há necessidade de “subir nota” para cursos mais concorridos.
A boa notícia é: a UNEDasiss publica datas chave e orientações para você não se perder no calendário. Além disso, historicamente, houve aplicação/apoio fora da Espanha via centros e sedes oficiais (o que facilita a vida de quem ainda está no Brasil).
Período de inscrições
Em geral, a pré-inscrição para universidades espanholas costuma acontecer entre março e setembro, mas o calendário varia por comunidade autônoma e universidade.
Na prática, o melhor planejamento é este: primeiro você entende qual via de acesso vai usar (nota/UNEDasiss/PAU/transferência), depois você alinha o cronograma com documentos, traduções, apostilas e prazos de resposta. Só então entra na fase de pré-inscrição com tudo pronto para anexar.
Curso de formação profissional
Na Espanha o ensino médio é dividido em dois ciclos, a Educação Secundária Obrigatória (ESO – dos 12 aos 16 anos) e o Bachillerato (dos 16 aos 18 anos), que prepara o estudante para ingressar em uma universidade.
Após o Bachillerato, muitos alunos escolhem a Formação Profissional de nível superior (FP). E aqui está um detalhe interessante para muitos brasileiros: a FP pode ser um caminho super estratégico para entrar no mercado e, em alguns casos, também abrir portas para a universidade depois.
Usar a nota do Enem para estudar na Espanha
Infelizmente, não é possível utilizar o Enem para estudar na Espanha. Ao contrário de Portugal, o país não aceita a nota da nossa avaliação.
Então, o caminho mais comum para brasileiros que queiram estudar na Espanha, continua sendo a nota do Ensino Médio + processos de credenciamento/UNEDasiss e/ou provas (dependendo do caso e do curso).
Além disso, como as regras de acesso para estrangeiros à universidade estão em fase de ajuste, especialmente com a discussão da PAU para alunos internacionais, o mais seguro é sempre confirmar o critério da universidade e o seu perfil no sistema da UNEDasiss.
Transferência universitária
Para quem já iniciou a graduação no Brasil e deseja terminar os estudos na Espanha o processo é feito diretamente na universidade escolhida, que apresentará os requisitos e como proceder.
Para quem deseja estudar na Espanha, o aplicativo QUEDU (Qué estudiar y dónde en la universidad), criado pelo governo espanhol, tem informações sobre os cursos e universidades disponíveis no país.
Tipos de curso para estudar na Espanha
Os principais cursos são divididos em graduação, pós-graduação, técnicos e profissionalizantes, além dos cursos de idioma. Confira abaixo mais detalhes sobre cada um:
Graduação
A graduação na Espanha, também conhecida como Carrera Universitaria, vem após o Bachillerato, que corresponde aos 2 últimos anos de ensino médio no Brasil, ou dos ciclos de Formação Profissional de nível superior (FP).
Desde a implantação do Plano Bolonia, uma declaração conjunta de 29 países europeus para unificar todos os sistemas educativos ao nível universitário, a graduação na Espanha costuma durar 4 anos, com exceção de cursos mais longos como medicina.
Pós-graduação
Após a graduação é possível seguir os estudos através de pós-graduações, assim como no Brasil. Na Espanha, todo curso realizado com o título universitário é uma pós-graduação, ou seja, mestrados e doutorados.
Conhecidos como másters, os mestrados na Espanha costumam durar de 1 a 2 anos, divididos em:
- Máster Proprio: títulos privados e próprios da universidade, o que permite maior flexibilidade no currículo do curso e a própria universidade pode criar cursos de seguimento. Porém, o programa não tem homologação do Espaço Europeu de Educação Superior, o que não significa menos prestígio ou qualidade, apenas um formato diferente. No Brasil, são como as especializações e MBAs;
- Máster Oficial: ao contrário do máster próprio, o Oficial tem caráter público, ou seja, a titulação é reconhecida pelos órgãos públicos e permite o seguimento a um doutorado, por exemplo.
Já o doutorado na Espanha, assim como no Brasil, tem uma duração média de 3 a 5 anos e, na Espanha, a regra é que você deve antes passar por um Máster Oficial. Se essa é a sua ideia, é importante buscar um curso de acordo com seus estudos prévios.
Técnicos e profissionalizantes
Os cursos técnicos e profissionalizantes são cursos de ensino superior que preparam os alunos diretamente para o mercado de trabalho. As opções se dividem em:
- Formação Profissional de nível médio (FP): faz parte da educação secundária e contempla o estudante com o título de Técnico, com a possibilidade futura de seguir os estudos com a FP de nível superior;
- Formação Profissional de nível superior (FP): faz parte da educação superior e contempla o estudante com o título de Técnico Superior, além de encaminhá-lo diretamente para estudos universitários, caso ele deseje.
Em geral, a FP dura 2 anos e costuma incluir estágio obrigatório, com foco bem prático. Além disso, ambos são de excelente qualidade e, para escolher um dos formatos, é importante ter em mente os seus planos futuros.
Para conhecer mais sobre os cursos técnicos e profissionalizantes, assista ao vídeo do canal Barros pelo Mundo, família brasileira que hoje mora na Espanha:
Curso de idioma
Fazer um curso de espanhol na Espanha costuma ser a opção mais “pé no chão” para quem quer ganhar fluência rápido, viver o idioma no dia a dia e, de quebra, entender como funciona a vida no país antes de partir para uma graduação ou pós.
Esses cursos aparecem em formatos bem diferentes: universidades, escolas de idiomas, instituições culturais… e podem durar de uma semana a um ano, com aulas presenciais, online ou híbridas.
O ponto principal é alinhar expectativa com objetivo: aprender por turismo é uma coisa; aprender pensando em estudar e morar na Espanha é outra — e muda até o tipo de curso que vale a pena escolher.
Gabriela Rocha concluiu um curso de espanhol de 32 semanas em Barcelona. Ela conta que sabia o básico do espanhol, mas buscava um aprimoramento e, em poucas semanas de curso, já estava no nível B2, sentia mais confiança para se comunicar e estava muito feliz com o seu avanço.

Ela nos conta os motivos que a levaram a fazer essa escolha:
“Eu escolhi Barcelona por conta do clima e por ter praia e muito contato com a natureza, e também por conta do idioma. Optei por começar pelo espanhol, antes do inglês, porque acredito ser mais fácil para iniciar o aprendizado de novos idiomas.”
Ela também diz que o seu plano futuro é seguir como estudante na Espanha em algum outro curso, seja seguir aprimorando o idioma ou iniciar uma educação superior como técnico ou uma pós-graduação, podendo estender a sua estadia no país e aprimorar os conhecimentos.
Assessoria para estudar na Espanha
Tomar as decisões certas pode parecer simples no papel… até você esbarrar nas escolhas que realmente pesam: qual cidade faz sentido para o seu objetivo, qual escola ou universidade tem melhor custo-benefício, que tipo de curso funciona para o seu perfil e como organizar documentos sem retrabalho.
Por isso, contar com uma assessoria especializada costuma ser um investimento inteligente, principalmente para quem quer reduzir erros, evitar atrasos e ter clareza de caminho.
Aqui no Euro Dicas, a recomendação é conversar com a Beeducation, que oferece suporte na escolha do destino, do tipo de curso e do planejamento do intercâmbio/estudos com visão prática.
Pela Beeducation, também é possível avaliar opções como EU Business School (campus Barcelona) e Berlin School of Business and Innovation (com campus em Barcelona ou Madri), entre outras alternativas.
Antes de fechar, compare grade, carga horária, proposta do curso e encaixe com o seu plano de vida na Espanha.
Minha experiência em uma pós-graduação na Espanha
Eu, Liz, fiz um máster em fotografia publicitária na universidade LCI, em Barcelona, de 2022 a 2023. Hoje continuo por aqui, mas trabalhando para uma empresa local, na qual iniciei estagiando pela universidade, o que é muito bacana!

Fazer uma pós-graduação era uma certeza desde os primeiros semestres da faculdade no Brasil. Mas, diferente de quem sonha com uma cidade específica, eu estava aberta a tudo. O que determinou a minha escolha por Barcelona foram 3 pontos:
- Encontrar exatamente o curso que eu queria – já que, por ser muito específico, não se encontra em todas as universidades;
- Encontrar o melhor custo-benefício sem deixar de lado a qualidade do ensino e o renome da escola;
- Aprender um novo idioma. Para mim, fazia mais sentido também aproveitar essa oportunidade para aprender um idioma do zero.
Depois de muita busca encontrei o curso que se encaixava nos meus requisitos e, enquanto me preparava com toda a papelada e burocracia, estudei espanhol ainda no Brasil, no Instituto Cervantes.
Não precisei homologar o meu diploma, pois no caso de cursos superiores nem sempre é exigido. É mais comum que seja solicitado para medicina, engenharias, psicologias, etc. – profissões que acompanham um colegiado.
Fazer uma pós na Espanha é uma experiência muito interessante. Aprendi muitas técnicas que, mesmo com uma graduação anterior na mesma área, não tinha conhecimento.
Quanto custa estudar na Espanha?
O custo de estudar na Espanha varia bastante, e não é exagero dizer que a comunidade autônoma pesa tanto quanto o curso escolhido.
Antes de olhar números, guarde 2 pontos importantes:
- Todas as universidades espanholas são pagas, inclusive as públicas;
- Existe diferença de valor entre estudantes europeus e não europeus (incluindo brasileiros sem cidadania europeia).
Custos da graduação
Na graduação, o estudante paga por crédito matriculado. O valor é calculado com base nos créditos ECTS (normalmente 60 créditos por ano).
De forma geral, em 2026, os valores médios anuais em universidades públicas na Espanha ficam aproximadamente em:
| Perfil do estudante | Média anual (60 créditos) |
| Europeu | Entre 600€ e 1.400€ |
| Europeu | Entre 2.500€ e 8.000€ |
Comunidades como Galícia e Canárias continuam entre as mais acessíveis nas universidades públicas. Por outro lado, fazer faculdade em Madrid, Navarra e algumas regiões do norte costuma ter valores mais elevados para estrangeiros.
Por exemplo, em Madrid, estudar Direito na Universidad Autónoma de Madrid pode ultrapassar 6 mil euros por ano para estudante estrangeiro, enquanto para europeus o valor é significativamente menor.
Observação: os valores podem ser atualizados anualmente pelas comunidades autônomas. Até fevereiro de 2026, data da produção deste artigo, não havia divulgação oficial para o ano letivo atual.
O valor por crédito também varia conforme a área escolhida. Tradicionalmente, cursos ligados à tecnologia, engenharia e saúde tendem a ter custo mais alto por crédito, segundo dados mais recentes do Ministério de Ciências e Universidades.
Nas universidades públicas, os valores médios por crédito (para europeus) giram em torno de:
- Informática e áreas tecnológicas: entre 16€ e 20€ por crédito;
- Engenharia e indústria: entre 16€ e 19€ por crédito;
- Agricultura e veterinária: faixa semelhante.
Já cursos como Administração e Negócios, Direito, Educação, Artes e Humanidades costumam ficar entre 13€ e 15€ por crédito para estudantes europeus ou com cidadania europeia.
Para estudantes não europeus, o valor por crédito pode ser multiplicado por 2, 3 ou até mais, dependendo da política da comunidade autônoma.
Nas universidades privadas, os valores sobem consideravelmente — e aqui não há diferença entre estudante europeu e não europeu. Em 2026, a média anual em universidades privadas na Espanha varia entre:
- 8 mil e 15 mil euros para a maioria dos cursos;
- 18 mil a 25 mil euros em áreas como Medicina.
Por exemplo: a Universidad de Navarra costuma ter valores acima de 15 mil euros anuais em vários cursos. A Universidad Alfonso X el Sabio também apresenta valores acima de 20 mil euros em Medicina.
Saiba que você pode calcular sozinho quanto custa estudar em uma universidade da Espanha. O simulador da Universidade Complutense de Madrid é um bom exemplo, mas preste atenção à diferença de valores para brasileiros sem cidadania europeia e cidadãos europeus.
Pós-graduação e mestrado
Os preços para fazer pós-graduação ou mestrado na Espanha variam muito, porém não costumam ser muito econômicos. O valor total pode ir de 1.500€ a 28 mil euros, dependendo da área de estudos, região da universidade e se ela é pública ou privada.
Como os cursos de pós-graduação e mestrado na Espanha duram de 1 a 2 anos, isso corresponde a, respectivamente, 60 e 120 créditos ECTS (European Credit Transfer System).
Da mesma forma como ocorre com os cursos de graduação, algumas universidades adotam valores diferenciados para europeus e estrangeiros:
| Tipo de instituição | Faixa de valor total |
| Universidade pública (estudante europeu) | 1.500€ a 3.500€ |
| Universidade pública (estudante não europeu) | 3.000€ a 10.000€ |
| Universidade privada | 7.000€ a 28.000€ |
Fazer um mestrado na Espanha pode ser caro, mas também pode valer a pena. Eu mesma, Liz, paguei em torno de 7 mil euros, e isso foi antes da pandemia. Os valores subiram consideravelmente depois e hoje, o mesmo curso custa 11 mil euros.
Doutorado
Em 2026, o valor anual de fazer um doutorado na Espanha fica entre 300€ e 800€ por ano (universidades públicas), mas depende da carga horária (quantidade de ECTS) assumida.
O doutorado continua sendo uma das modalidades mais acessíveis nas universidades públicas espanholas, tanto para alunos europeus quanto para estrangeiros.
Por exemplo, na Universidad Autónoma de Barcelona, os valores costumam variar conforme perfil do estudante, mas continuam bastante inferiores aos mestrados. Já em instituições privadas, o valor total pode ultrapassar 5 mil euros.
Mesmo sendo mais acessível, é importante lembrar: o custo de vida pesa muito mais no planejamento de quem fará 3 a 5 anos de doutorado.
Como conseguir bolsas de estudos na Espanha?
É possível estudar na Espanha com bolsa, mas não é automático e nem simples. Exige estratégia, atenção aos editais e, principalmente, organização.
As bolsas podem ser oferecidas por:
- Universidades públicas e privadas;
- Fundações;
- Bancos;
- Programas governamentais;
- Convênios internacionais.
E aqui vai uma verdade importante: quem começa a pesquisar cedo tem muito mais chance. Veja a seguir alguns exemplos que possibilitam estudar no país com auxílio:
- Santander Universidades;
- Fundación Carolina;
- Fundación Botín;
- Asociación Universitaria Iberoamericana de Postgrado;
- Universidad Complutense Madrid;
- Instituto Cervantes.
Outra opção interessante para quem deseja estudar na Espanha sem pagar nada é tentar o intercâmbio no país, como o oferecido pelo Programa Erasmus+. Ele é realizado por convênios entre as instituições de ensino brasileiras e espanholas.
Geralmente o período de estudos varia de 6 meses a um ano e quase sempre é 100% financiado pela universidade. Mas atenção: normalmente é exigido nível intermediário ou avançado de espanhol (ou inglês, dependendo do curso).
A única forma real de estudar de graça na Espanha é por meio de bolsa de estudos. Você pode fazer isso ainda estando no Brasil através de convênios bilaterais (muitas universidades brasileiras oferecem acordos com universidades da Espanha), ou aplicando diretamente. As alternativas são:
- Bolsas integrais (cobrem 100% do curso);
- Bolsas parciais (reduzem parte do valor);
- Convênios universitários;
- Intercâmbio financiado.
Também vale verificar bolsas internas já estando matriculado, pois algumas são abertas durante o ano letivo para estudantes com bom desempenho acadêmico.
Custo de vida na Espanha para estudante
O custo de vida na Espanha, seja você estudante ou não, varia bastante conforme a cidade, mas a moradia continua sendo o item que mais pesa no orçamento.

Os valores abaixo consideram médias atualizadas em fevereiro de 2026 com base em plataformas de mercado e referências como Numbeo.
Moradia
A moradia é o principal custo para quem vai estudar na Espanha e também o ponto que mais pode gerar dor de cabeça quando mal planejado. Os formatos mais comuns são:
- Quarto em apartamento compartilhado;
- Residência estudantil privada;
- Residência universitária.
Em 2026, as médias aproximadas de aluguel na Espanha são:
| Tipo de moradia | Média mensal |
| Quarto em apartamento compartilhado (grandes cidades) | 550€ a 750€ |
| Residência estudantil privada | 700€ a 1.100€ |
| Residência universitária | 350€ a 750€ |
Além do aluguel, considere separar:
- 50€ a 80€ mensais para contas (quando não inclusas);
- Depósito caução (geralmente 1 mês de aluguel).
Para quem ainda está no Brasil, hoje a Flatio é uma das plataformas mais seguras e práticas para aluguel de médio prazo na Espanha. A vantagem é que muitos imóveis já incluem contas no valor final e permitem reserva 100% online, sem precisar de depósito caução.
A Uniplaces também continua sendo uma alternativa conhecida entre estudantes, mas, em termos de custo-benefício e transparência contratual, escolher a Flatio dá a você opções mais interessantes para estadias de médio prazo.
Transporte
O transporte público na Espanha é eficiente, bem conectado e relativamente acessível. Em 2026, os valores médios são:
- Bilhete único: 1,60€ a 2,50€;
- Abono mensal: 30€ a 55€.
Muitas cidades oferecem descontos para jovens e passes integrados, que incluem metrô, ônibus, trem e tram com uso ilimitado no período contratado.
Os abonos jovens também são especialmente vantajosos. Em Barcelona, eu, Liz, utilizo o abono T-Jove, válido por 3 meses, com uso ilimitado em até seis zonas. Custa 45,50€ (fevereiro de 2026). Já em Madrid, o abono jovem (até 26 anos) costuma variar entre 8€ e 20€, conforme os subsídios vigentes.
Como os valores podem mudar, vale sempre consultar o site oficial do transporte da cidade antes de se planejar.
Alimentação
Uma das maiores vantagens em morar na Espanha é que a alimentação e produtos de supermercado têm um ótimo custo-benefício. Em média, 250€ mensais é o suficiente para o supermercado do mês e pequenas compras semanais para repor o que falta.
Veja os valores médios de alguns itens em 2026:
| Produto | Média |
| Leite (1L) | 1,10€ |
| Arroz (1kg) | 1,50€ |
| Ovos (12) | 2,80€ |
| Frango (1kg) | 7€ a 8€ |
| Carne bovina (1kg) | 14€ a 16€ |
| Banana (1kg) | 1,80€ |
| Tomate (1kg) | 2,50€ |
Falando em supermercados na Espanha, as redes mais econômicas na Espanha são Mercadona, Lidl e, no caso da Catalunha, Bompreu e Consum.
Claro que o gasto médio mensal de alimentação vai depender do seu estilo de vida e de como é a sua alimentação. E se você é vegetariano, vegano ou tem alguma restrição, não se preocupe. Na Espanha existem muitas opções e os valores são excelentes, muito alinhados aos alimentos tradicionais.
Restaurantes nas universidades
Geralmente, as universidades oferecem restaurantes próprios, chamados na Espanha de comedores universitários.
O preço das refeições varia conforme a instituição, com médias de:
- De 3,50€ a 6,50€ em universidades públicas;
- Até 8€ em universidades privadas.
Além disso, algumas universidades oferecem abonos mensais com desconto.
Lazer
A Espanha oferece muitas opções de lazer e cultura, inclusive eventos e entradas gratuitas. Um orçamento econômico de lazer gira em torno de 150€ a 250€ mensais, dependendo do estilo de vida. Confira o valor de algumas atividades:
| Tipo de gasto | Valor médio |
| Restaurante simples | 14€ a 18€ |
| Café | 2€ |
| Cerveja | 3€ a 4€ |
| Cinema | 8€ a 10€ |
| Academia | 35€ a 50€ |
O gasto com lazer também varia conforme suas preferências e frequência de saídas. Para economizar, aproveite parques, museus e centros culturais. Muitos são gratuitos ou têm dias de entrada livre (geralmente um domingo por mês).
Para a vida noturna uma dica: listas de festas divulgadas por promotores podem garantir entrada gratuita em alguns eventos.
Resumo do custo de vida para estudar na Espanha
O valor abaixo representa uma média de gastos básicos. Ainda assim, é importante considerar despesas extras, como farmácia, roupas e outros itens do dia a dia, além de gorjetas, comuns em algumas cidades da Espanha.
| Despesa (cidade grande) | Média |
| Aluguel quarto | 600€ |
| Contas | 60€ |
| Transporte | 40€ |
| Alimentação | 250€ |
| Lazer | 200€ |
| Total médio | 1.150€ |
Vale mencionar que nas cidades pequenas da Espanha, o custo de vida para um estudante pode ser menor: entre 850€ e 1.000€ mensais.
Já em grandes cidades como Madrid e Barcelona o custo com moradia, por exemplo, pode ser bem mais alto. Recomendamos que você calcule um extra para garantir que, mensalmente, tenha tudo coberto.
Como conseguir visto para estudar na Espanha?
Caso o seu curso ultrapasse o prazo de 90 dias, será necessário obter um visto de estudante para a Espanha para que você possa residir legalmente no país com uma autorização adequada para o tempo completo do seu curso.
O ideal é que você solicite o visto para estudar na Espanha antes de chegar ao país. O pedido deve ser feito no Consulado Geral da Espanha na sua cidade ou região no Brasil. O prazo oficial de resposta costuma ser de até 30 dias, mas na prática pode variar conforme o volume de solicitações.
Se você prefere a comodidade de uma assessoria para obter seu visto para a Espanha, entre em contato com a Madeira da Costa. O escritório é especializado e possui profissionais experientes na obtenção de vistos, cuidando de todos os trâmites necessários.
Documentos necessários para o visto de estudante
Os documentos exigidos podem variar levemente conforme o Consulado, mas geralmente incluem:
- Carta de aceite da Universidade. Você só consegue aplicar o visto depois de já ter conquistado a vaga;
- Formulário oficial de solicitação de visto;
- Passaporte válido;
- Foto 3×4 recente;
- Comprovante de seguro saúde privado válido na Espanha (sem carência e sem coparticipação);
- Diploma ou histórico acadêmico (apostilados e com tradução juramentada);
- Comprovante de residência no Brasil;
- Título de eleitor;
- Comprovante de recursos financeiros. Deve-se comprovar 100% do IPREM em conta bancária por mês de residência. Em 2026 (até a produção deste artigo), o valor é de 600€ mensais. Exemplo: para um curso de 12 meses, é preciso comprovar pelo menos 7.200€;
- Certificado de antecedentes penais (se a estadia for superior a 6 meses);
- Atestado médico oficial comprovando ausência de doenças que afetem a saúde pública, com firma reconhecida (para estadias acima de 6 meses).
Mais informações sobre documentos necessários podem ser encontradas no site do Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha.
Quanto custa o visto de estudante na Espanha?
Os consulados da Espanha no Brasil cobram uma taxa de R$ 570 para a emissão do visto de estudante.

O valor, atualizado pela Embaixada da Espanha no Brasil em 1 de janeiro de 2026, deve ser pago em dinheiro ou PIX no momento da solicitação e pode sofrer alteração conforme a cotação cambial aplicada pelo Consulado no período.
Tradução e legalização de documentos
Há de se considerar também os custos de tradução juramentada, apostilamento em Haia, cópias e outras exigências.
Para fazer a tradução juramentada, nós recomendamos que use os serviços da Yellowling, uma plataforma rápida e muito confiável, em que é possível fazer todo o procedimento online.
Se quiser outra opção para fazer um segundo orçamento, indicamos que entre em contato com a eTraduções para um serviço seguro, descomplicado e 100% digital.
Seguro viagem para estudar na Espanha
Além do seguro de saúde completo e válido exigido para o visto, também recomendamos o seguro viagem Espanha, pois ele oferece proteção completa para imprevistos de viagem que podem acontecer durante a mudança.
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Como estudar espanhol na Espanha?
Fazer um curso de espanhol na Espanha é a maneira mais eficaz de aprender o idioma, além de ter um contato com a cultura e falantes nativos.
Há muitas opções para quem busca aprender espanhol, com valores diferentes e em várias cidades da Espanha. Veja algumas instituições de renome:
- Em Barcelona: BCN Languages, Ole Barcelona e Don Quijote;
- Em Sevilla: Centro Mondolengua;
- Em Salamanca: Berceo;
- Em múltiplas cidades: Academia Contacto (Madrid, Barcelona, Valência, Granada, Sevilha e Alicante).
Quanto custa estudar espanhol na Espanha?
Os custos para estudar espanhol na Espanha começam a partir de 180€, por 2 semanas em cursos intensivos. No entanto, os preços variam conforme a cidade, a carga horária e o tipo de curso (intensivo, semi-intensivo ou com aulas particulares).
De forma geral, cursos mais longos ou com maior carga horária tendem a ter custo mais elevado, especialmente quando incluem aulas individuais ou serviços extras. Alguns também oferecem pacotes com alojamento em casas de família ou nas dependências da escola, o que impacta no valor final.
Confira alguns exemplos de valores para estudar espanhol na Espanha em 2026:
| Escola | Modalidade base | Valor aproximado | Fonte |
| BCN Languages (Barcelona) | 2 semanas intensivo | A partir de 180€ | Site oficial |
| Ole Languages (Barcelona) | 4 semanas semi-intensivo | 700€ – 850€ | Site oficial |
| Don Quijote (várias cidades) | 20h/semana | A partir de 200€/semana | Site oficial |
Vale a pena investir?
Se o objetivo é ganhar fluência e usar o curso como porta de entrada para morar legalmente na Espanha (em cursos acima de 90 dias), o investimento tende a valer a pena, especialmente para quem pretende seguir depois para uma graduação, FP ou pós-graduação.
Para escolher a melhor opção de cidade, escola e formato de curso, vale falar com a Beeducation. A agência oferece consultoria especializada e ajuda a montar um plano completo de estudos e intercâmbio na Espanha.
Estudar espanhol na Espanha dá direito a visto?
O visto de estudante só é exigido (e permitido) para cursos de média ou longa duração. Ou seja:
- Até 90 dias: não dá direito a visto, o estudante pode entrar como turista;
- Mais de 90 dias: é necessário solicitar o visto de estudante antes da viagem.
Como fazer faculdade na Espanha?
Para fazer faculdade na Espanha, é preciso atender aos requisitos de acesso das universidades e escolher o caminho de ingresso adequado ao seu perfil.
Primeiro, escolha a universidade para participar do processo seletivo. Na Espanha, cada instituição tem seu próprio critério de admissão, mas as formas de ingresso geralmente são:
- Nota global do Ensino Médio;
- Prova de seleção PAU (vestibular);
- Transferência universitária; ou
- Ingresso como graduado.
Só após a admissão, é permitido pedir um visto de estudante no Consulado da Espanha no Brasil. O documento demora em torno de um mês para ser emitido.
Vale lembrar que todas as faculdades na Espanha são pagas e os preços não costumam ser baixos, especialmente convertendo o real para o euro. Portanto, tenha um bom planejamento financeiro.
Para fazer um mestrado na Espanha, também é importante pesquisar muito. Veja os cursos oferecidos, programas das disciplinas, carga horária, valor da mensalidade e outras informações. Esses dados costumam estar disponíveis no site das universidades.
Assim como na graduação, os critérios de admissão para o mestrado podem variar entre as universidades, mas geralmente envolvem o envio de documentos (histórico escolar, diploma, currículo, entre outros) e pagamento da taxa. Via de regra, tudo pode ser feito pela internet.
Planejar com antecedência é muito importante para estudar no exterior, pois o processo quase sempre envolve tradução e autenticação de documentos, visto e outras burocracias.
Os planejamentos emocional e financeiro também são essenciais, por isso, se o seu sonho é fazer mestrado na Espanha, comece a se preparar quanto antes. Após a aprovação pela universidade, é hora de solicitar o visto de estudante.
Vale lembrar que essa modalidade de visto permite 30h de trabalho semanais, caso o horário de trabalho não choque com o horário das aulas. Fique atento ao período do seu mestrado – diurno, noturno ou integral – pois isso pode influenciar na busca de um emprego.
Se você completou a graduação e o mestrado, pode concorrer a um doutorado na Espanha. Os cursos centram-se na pesquisa e produção da tese.
Para fazer um doutorado, a pesquisa prévia de instituições e cursos é ainda mais importante, pois uma mesma área (Jornalismo, por exemplo) tem vários ramos de investigação (jornalismo e redes, jornalismo e gênero, audiovisual e muitos outros) e o seu tema de pesquisa precisa encaixar com as linhas de pesquisa da universidade.
Pesquise as linhas de investigação e os principais temas que os professores daquele departamento investigam. Essas informações costumam estar disponíveis no site das universidades.
Para concorrer às vagas de doutorado, além da admissão formal (mediante envio de documentos à universidade) é interessante fazer um contato prévio, geralmente por email, com possíveis orientadores, mostrando seu interesse no curso e enviando seu projeto.
Embora tenha custos mais baixos, o planejamento financeiro não pode ser deixado de lado, pois há de se considerar o custo de vida no país por pelo menos 3 anos.
Melhores universidades para estudar na Espanha
Segundo o QS World University Rankings 2026, a Espanha continua bem posicionada no cenário internacional, com diversas universidades entre as melhores do mundo.

Entre as mais bem classificadas estão:
- Universidad Complutense de Madrid;
- Universidad de Barcelona;
- Universidad Autónoma de Barcelona;
- Universidad Autónoma de Madrid;
- Universidad de Navarra.
O ranking avalia mais de 1.500 universidades no mundo, considerando critérios como reputação acadêmica, empregabilidade, impacto científico e internacionalização. Além dessas, também merecem destaque:
- Universidade de Granada;
- Universidade Politécnica de Valência;
- Universidade de Sevilha;
- Universidade de Salamanca.
De forma geral, a Espanha oferece um sistema universitário sólido e de qualidade, com forte reconhecimento na Europa e boa inserção internacional.
Se você está procurando uma formação profissional de excelência, a Espanha é uma ótima opção. Algumas das melhores instituições para curso técnico na Espanha são:
- Medac: presente nas comunidades de Andaluzia, Aragão, Castilla-La Mancha, Catalunha, Comunidade Valenciana, Madrid, Astúrias e Múrcia;
- Campus Training: em Barcelona e Madrid;
- Cesur: em diversas cidades da Espanha;
- EOC: em Barcelona e L’Hospitalet de Llobregat;
- Digitech: em Madrid e Málaga;
- Masterd: com 37 centros em todo o país;
- EEP iGroup: com centros em Albacete, Extremadura, Madrid, Vizcaya (país basco) e Ciudad real;
- CEAC: em Madrid, Barcelona e Valência;
- Essae: com centros em Alicante, Málaga, Barcelona, Sevilla, Madrid, Valência e Zaragoza;
- CCC: em Madrid;
- IFP: em Madrid e Barcelona;
- Universae: em Múrcia, Madrid e Barcelona.
O Ministério de Educação Espanhol também oferece uma relação de centros de formação profissional referência em cada região da Espanha.
Ao escolher uma escola, considere seu nível de espanhol, objetivos e orçamento, além de optar por instituições reconhecidas.
A seguir, selecionamos escolas credenciadas pelo Instituto Cervantes em diferentes cidades da Espanha, para que você possa escolher com segurança:
- Cádiz SIC;
- Enforex;
- Academia Hispánica;
- Bcn Languages;
- AIL;
- Berlitz;
- Berceo;
- Mundolengua;
- Don Quijote;
- EF Escuela Internacional de Español;
- Enforex;
- Speakeasy;
- Academia Contacto;
- Institute Hemingway.
Gabriela, nossa entrevistada que estudou espanhol em Barcelona, também nos relata que considera importante buscar uma instituição de excelência e, se possível, entrar em contato com atuais alunos para conversar sobre suas experiências.
Melhores cidades para estudar na Espanha
Barcelona, Madrid e Valência são algumas das melhores cidades para estudar na Espanha.
Decidir a melhor opção também depende de muitos fatores. Curso, instituição e oportunidades futuras conforme a área de estudo são alguns deles. Além disso, a melhor cidade para estudar vai de acordo com o objetivo de cada intercambista.
Apesar de não existir um ranking oficial, consideramos a oferta de cursos e a qualidade do ensino, oferta cultural, oportunidades no mercado e experiência de estudo para definir as melhores cidades para estudar na Espanha. São elas:
- Barcelona;
- Madrid;
- Valência;
- Sevilha;
- Granada;
- Málaga;
- Salamanca;
- Pamplona;
- Bilbao;
- Santiago de Compostela;
- Zaragoza;
- San Sebastián.
Na hora de planejar o intercâmbio, é também importante ter em mente quais são as cidades mais caras e mais baratas para estudar na Espanha.
Em 2026, entre as cidades com maior custo de moradia estão:
- San Sebastián;
- Barcelona;
- Madrid;
- Bilbao.
Madrid, sendo a capital, tem custos mais elevados, especialmente quando se trata de moradia, assim como Barcelona, um grande centro turístico, com preços altos. Alugar quartos nessas cidades pode chegar a 700€ ou mais, por exemplo, dependendo da localização e do que você busca.
San Sebastián e Bilbao acompanham as grandes metrópoles, sendo que San Sebastián é considerada a cidade mais cara da Espanha.
Entre as opções com melhor custo-benefício para morar na Espanha estão:
- Santiago de Compostela;
- Lugo;
- Zaragoza;
- Salamanca;
- Granada;
- Sevilha.
Santiago de Compostela é uma das cidades mais baratas para estudar na Espanha. O custo médio para aluguel de um apartamento, por exemplo, é de 600€ a 650€. Com esse valor, costuma-se pagar quartos em grandes metrópoles.
Lugo, Salamanca, Sevilha giram em torno dos 350€ em moradia quando consideramos o aluguel de um quarto, além de ser mais barato comer fora. Já Zaragoza, e Granada têm preços médios. A moradia nessas cidades gira em torno de 400€ a 500€.
Além da moradia, é importante considerar que essas cidades também têm melhores preços em alimentação e demais itens básicos, pois muitas não são tão turísticas ou são menores.
Diferenças do ensino espanhol e do Brasil
A principal diferença entre o sistema espanhol e o brasileiro está na estrutura e na carga horária. Embora ambos tenham cerca de 12 anos de educação básica, no ensino superior a Espanha costuma ter:
- Graduações de 4 anos;
- Maior carga horária diária;
- Avaliações mais contínuas.
Além disso, o mestrado na Espanha é quase um “passo natural” após a graduação, enquanto no Brasil ainda é visto como diferencial.
As universidades públicas são pagas
O custo é outra diferença entre os dois países. Enquanto as universidades públicas espanholas são pagas, mesmo que com um valor inferior ao de uma particular, no Brasil elas são gratuitas.
Diferenças no doutorado
Na Espanha, o doutorado exige previamente um Máster Oficial. O foco é totalmente voltado à pesquisa e produção da tese.
Outro detalhe interessante: o termo “pós-doutorado” não é utilizado da mesma forma que no Brasil. O que existe é um período de investigação supervisionada, mas sem o mesmo peso formal de título.
No Instagram do Euro Dicas fizemos um reel com as principais dúvidas sobre estudar na Europa. Confira!
Precisa validar o diploma para estudar na Espanha?
A validação do diploma para estudar na Espanha vai depender do nível de estudos e do curso escolhido. Confira:
- Para fazer graduação na Espanha: desde 2017, os estudantes estrangeiros precisam validar o diploma de conclusão do Ensino Médio em um Consulado da Espanha;
- Para fazer mestrado na Espanha: na maioria dos casos não é necessário validar o diploma brasileiro do Ensino Superior. Basta que o documento esteja apostilado em Haia e com tradução juramentada. Os cursos que costumam exigir são os de áreas regulamentadas, como engenharia e psicologia. A universidade costuma notificar a necessidade.;
- Para fazer especialização em Medicina (residência) e em outras áreas regulamentadas, como Odontologia e Enfermagem: é necessário validar o diploma de graduação na Espanha;
- Para fazer doutorado na Espanha: assim como no mestrado, não é necessário validar o diploma dos estudos acadêmicos anteriores. Basta que os documentos estejam apostilados em Haia e com tradução juramentada.
Luisa Dantas estuda psicologia em Valência e compartilhou no seu canal de Youtube, o Vlogporai, como foi o seu processo de homologação para graduação na Espanha.
Precisa validar o diploma se for voltar para o Brasil?
Sim. Diplomas obtidos no exterior não têm validade automática no Brasil.
Segundo o Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, é necessário realizar a validação junto a uma universidade brasileira para que o título seja reconhecido oficialmente.
Como trabalhar e estudar na Espanha
É possível trabalhar na Espanha durante os estudos, desde que o visto de estudante inclua autorização para trabalho.
Nem sempre essa autorização é automática. Em geral, cursos de graduação e pós-graduação permitem trabalhar, mas é importante confirmar no Consulado ao solicitar o visto.
Exigências para trabalhar na Espanha como estudante
A primeira é que o horário de trabalho não pode coincidir com o horário de aulas, sendo que a carga horária máxima de trabalho permitida para estudantes são 30h semanais.
A segunda é que é necessário ter previamente uma oferta de trabalho. Ou seja, você precisa que algum empregador ofereça uma vaga e oficialize o trabalho através de um contrato. Você também precisará se registrar na Seguridad Social espanhola.
Além disso, também é possível fazer estágio na Espanha através de convênio com a universidade, o que facilita a burocracia, mas a remuneração é, normalmente, inferior à de trabalhos “convencionais”.
Posso trabalhar enquanto faço curso de espanhol na Espanha?
Sim. A Espanha é um dos poucos países europeus que permitem o trabalho para estudantes de idiomas, mas é justamente nesse caso que é mais comum ter que pedir autorização, cumprindo os requisitos mencionados acima.
Vale a pena estudar na Espanha?
Sim, vale a pena! Mas, é uma conclusão muito pessoal. É necessário considerar que, para todos, há fatores positivos e negativos nessa experiência, que, com certeza, é intensa e vai mudar a sua vida.
Nossa entrevistada Gabriela, por exemplo, destaca a importância de pesquisar e organizar toda a documentação com antecedência, além de planejar financeiramente para desfrutar da estadia. “Se possível, vir com moradia garantida para poder viver o presente, sem ter tanta dor de cabeça no período do intercâmbio”, conclui.
Para ajudar você a tomar a sua decisão, listamos as principais vantagens e desvantagens de estudar na Espanha.
A Espanha é um país incrível com muitas universidades e cidades para todos os estilos de vida. Escolher estudar no país ibérico tem como principais vantagens:
- Estudar em algumas das melhores instituições da Europa;
- Melhorar o currículo;
- Desenvolver o idioma;
- Aprender sobre a cultura espanhola;
- Na Espanha moram muitos estudantes internacionais, o que facilita para fazer amigos e viver a experiência de intercâmbio;
- Possibilidade de trabalhar enquanto se estuda;
- Com o visto de estudante, é possível renová-lo e seguir estudando, ou trocá-lo para outro formato (como o de trabalho, no caso de uma empresa patrocinar o seu visto);
- Ampliar a sua rede de contatos;
- Custo de vida relativamente baixo comparado com outros países da União Europeia;
- Excelente qualidade de vida.
Eu, Liz, também vejo como vantagem o custo dos cursos na Espanha. Apesar de alguns serem caros, quando busquei o meu mestrado na Europa a Espanha aparecia como um dos países mais econômicos.
Apesar de todos os pontos positivos, existem algumas desvantagens. São elas:
- Apesar do espanhol ser parecido com o português, ele é suficientemente distinto para quem vai adquirir conhecimentos específicos;
- Custo de vida em Euro. Apesar de mais baixo que outros países da Europa, para quem vive em reais pode ser um alto custo;
- Algumas regiões da Espanha tem um segundo idioma além do espanhol, como é o caso da Catalunha, onde também se fala o Catalão. Pode ser necessário aprender o básico;
- As universidades públicas na Espanha são pagas;
- Distância e saudade da família e amigos;
- Viver com uma cultura diferente.
Perguntas frequentes sobre estudar na Espanha
A seguir, separamos as dúvidas mais comuns sobre estudar na Espanha. Confira as respostas!
Não automaticamente. O visto de estudante é considerado estância (estadia), não residência legal. Portanto o tempo como estudante não conta integralmente para solicitar a cidadania por tempo de residência.
É possível, no futuro, trocar o visto para trabalho ou residência qualificada. Para avaliar seu caso e planejar estratégias legais, é recomendado buscar orientação especializada, como a oferecida pela Madeira da Costa.
Não como via direta e automática, como ocorre em Portugal. O processo normalmente exige avaliação por meio da UNEDasiss e, dependendo do curso, prova de acesso (PAU).
No ensino superior, as aulas podem ocorrer em períodos. Tudo vai depender do curso escolhido:
- Matutino;
- Vespertino;
- Noturno;
- Integral.
Já no ensino básico e médio, o horário costuma variar entre 8h e 14h ou 9h e 16h, dependendo da comunidade autônoma.
Não. Mesmo as universidades públicas cobram matrícula anual. A única forma de estudar gratuitamente é por meio de bolsas integrais.
Nem todas as universidades exigem comprovante de proficiência em espanhol. Mas quando é requisitado, normalmente o nível C1 é o indicado. Vale lembrar que o exame de proficiência em espanhol tem 6 níveis do básico ao mais avançado (A1, A2, B1, B2, C1, C2).
O custo de Medicina na Espanha varia conforme a universidade e a nacionalidade do estudante. Para brasileiros sem cidadania europeia, o primeiro ano pode começar em 1.400€.
Para se ter uma ideia de preços, fizemos uma pesquisa em fevereiro de 2026 nos sites oficiais das instituições. Confira os valores aproximados considerando 60 créditos no primeiro ano:
- Universidad Complutense de Madrid (pública): estudantes da União Europeia pagam em torno de 1.200€ a 1.400€ por ano; Estudantes não europeus podem ultrapassar 8 mil euros anuais;
- Universidad Autónoma de Barcelona (pública): para estudantes não europeus, o primeiro ano de Medicina pode ficar na faixa de 1.400€ a 1.600€ (considerando valores públicos base por crédito);
- Universidad Alfonso X el Sabio: instituição privada que e pratica valores anuais fixos. Em 2026, o valor anual do curso de Medicina pode ultrapassar 20 mil euros, independentemente de o estudante ter cidadania europeia.
Ebook para estudar na Espanha
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