Morar em Berlim: tudo o que precisa saber

Alemanha  / 

Já pensou em morar em Berlim? Grande, jovem, alternativa e dona de uma grande concentração de povos e culturas, a capital alemã já foi eleita a cidade mais divertida do mundo. Tudo muito perto e acessível, ao contrário do que se imagina, Berlim não foi engolida pelos prédios.

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Estamos diante de uma cidade que preserva a história, conserva o ar puro do verde, mas ao mesmo tempo abraça o mundo em sua diversidade. E então, quer se mudar para lá?

Como é morar em Berlim

Em constante transformação, Berlim é dotada de uma forte cultura urbana e artística. Mais barata de se viver quando comparada a cidades como Munique ou Hamburgo, a vida na capital só afirma o que muitas pessoas dizem: “Berlim não é Alemanha”.

Impossível de ficar entediado, morar em Berlim é ter à disposição uma infinidade de estilos, gostos e possibilidades. Cosmopolita, multicultural e sem o conservadorismo das demais localidades, a capital pode não ser a cidade mais rica, mas certamente é a mais descolada.

Apesar de ser uma cidade grande, ainda é um lugar bastante seguro para se viver, principalmente com a família. É claro que os famosos “batedores de carteira” existem em qualquer lugar, mas nem de longe isso é motivo para repensar a vida por lá.

Berlim está em constante transformação, mas nem por isso deixa de ser uma cidade tomada pelo verde. Cerca de 40% de seu território é composto por parques, praças, lagos, canais e árvores inclusive em meio a área urbana. Todo esse toque de natureza proporciona a qualidade de vida que muitos buscam. Aliás, berlinenses são conhecidos por serem pessoas que trabalham para viver, e não o contrário. Se você tem uma outra visão sobre trabalho, pode ter de repensar seu estilo de vida workaholic.

berlim

No entanto, como nem tudo são flores, existem alguns contras de se morar em Berlim; e o primeiro deles é o clima. Frio e chuva durante muitos meses do ano são alguns dos fatores que fazem principalmente nós, brasileiros, desistirmos da ideia. Afinal, é preciso estar muito disposto a viver pelo menos 6 meses do ano debaixo de um céu carrancudo e camadas de casacos.

E se pensa que saindo do Brasil você vai escapar da burocracia, está enganado. Assim como acontece em outros países da Europa, em Berlim você vai precisar ligar, pedir, agendar, preencher, assinar, ligar de novo e esperar alguma coisa chegar na sua casa por carta – tudo em alemão, ok?

Ao passo em que muitas coisas aqui em terras tupiniquins podem ser resolvidas pela internet, troca de e-mails ou até mesmo aplicativos para smartphone, em Berlim o telefone, os correios e encontros pessoais farão parte da rotina.

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Custo de vida para morar em Berlim

Se formos levar em consideração os demais países da Europa Ocidental, Berlim está entre as cidades de menor custo de vida. No entanto, é preciso considerar o padrão de vida que se pretende ter e quantas pessoas devem viver com você.

Em média, segundo dados do Numbeo, o salário de um trabalhador berlinense é de 2.065,75€. O piso mínimo alemão é de 8,50€/hora, sendo aproximadamente 1.360€ mensais.

Moradia

Assim como qualquer outra cidade do mundo, a sua localização dentro dela é quem vai ditar o quanto você irá pagar para morar ali. E certamente, quanto mais próximo do centro, mais caro vai ser. Em geral, o aluguel de apartamentos em bairros mais afastados pode ser encontrado por cerca de 400€. Já localidades mais centrais podem variar de 700€ a até 1.500€, principalmente se houver preferência por imóveis já mobiliados.

Para ter um parâmetro sobre os custos de moradia aplicados em cada localidade da cidade, o site da agência imobiliária berlinense Immobilienscout24 divulgou um mapa com a média de aluguel em apartamentos de 70² ao longo das estações de metrô. A variação chega a 651€ se comparados os imóveis do centro e arredores.

Desde julho de 2015, entretanto, uma lei municipal estipula um “teto” para o valor médio do metro quadrado em cada bairro berlinense. A medida torna ilegal a cobrança acima de 10% da média de preços da região, evitando preços abusivos praticados devido a gentrificação dos bairros mais populares.

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Alimentação

Seja para quem gosta de comer fora ou cozinhar em casa, os gastos com alimentação não são altos. Em geral, dá para almoçar na rua gastando entre 5€ e 10€.

Já as compras em supermercado, um casal passa muito bem a semana com valores entre 50€ e 100€, principalmente se escolher os locais mais para baratos para isso, como os supermercados Lidl, Penny e Aldi ou feiras, muito comuns entre os bairros.

Despesas diversas

Quando os gastos com luz, água, aquecimento e outros não estão inclusos no valor do aluguel, de acordo com o Numbeo, essa despesa pode variar de 127,50€ a 382,50€, tomando como referência um apartamento de 85m². Já o custo de um plano de internet (60MB ou mais) é de 20€ a 40€ mensais, geralmente incluso número de telefone fixo e telefonia móvel.

Quem frequenta academia, boa notícia! É bem barato ficar em forma por lá. Com diversas opções em academias low-cost, dá para pagar entre 15€ e 20€ por mês em locais como a FitX, Fitness First e McFit.

Melhores bairros para morar em Berlim

Dividida em 12 distritos (bezirk) desde 2001, Berlim conta com um total de 96 bairros (ortsteil). No entanto, apesar de estarmos falando de uma cidade bastante descentralizada, nove desses bairros são os que mais se destacam em termos de mobilidade e oportunidade (seja de emprego ou lazer). São alguns eles:

Mitte

Traduzido literalmente como “meio”, o bairro Mitte é o polo histórico, artístico, turístico e a localidade ideal para aqueles de alma cosmopolita. Coração de Berlim, é aqui que se encontram também os alugueis mais caros. A área abriga muitos museus, galerias de arte, restaurantes, grifes e claro, uma bem servida cobertura pelas linhas de metrô e ônibus. Por ter uma maior concentração de turistas e expatriados, o bairro é uma boa opção para quem ainda não domina a língua alemã.

Prenzlauer Berg

Antes pertencente ao lado oriental de Berlim, esse é um agradável bairro que, apesar de um constante processo de gentrificação, ainda é predominantemente residencial. Atualmente, vem se tornando um dos bairros mais caros, e também mais concorridos para viver na capital alemã. Para quem busca qualidade de vida, encontra-se de tudo por ali, inclusive escolas, praças e muita segurança. O deslocamento não é tão simples, pois o bairro conta apenas com uma linha de metrô e outra de bonde.

Charlottenburg

Este costumava ser o bairro central da Berlim Ocidental, abrigando todo o luxo e acontecimentos da cidade. Apesar da sofisticação que se manteve, Charlottenburg não leva mais o posto de um dos mais caros para morar em Berlim. Hoje é uma localidade que esbanja conforto, simpatia, tranquilidade, lazer e muito boa localização, tornando fácil o acesso ao centro através de transportes públicos.

Moabit

Apesar de localizado na região central, Moabit é um bairro fora do eixo de preferência dos turistas, sendo a maioria moradores. Oferecendo muita tranquilidade, a região é uma ilha em meio a cidade e foge da agitação dos arredores. Apesar de estar sendo mais valorizada nos últimos anos, Moabit ainda tem custo de vida mais baixo em comparação aos bairros vizinhos. É nesta região que está a estação central de trem de Berlim, a Hauptbahnhof. É de lá que partem os trens com destino a outros países da Europa.

Schöneberg

Conhecido por ser um bairro boêmio e gay friendly, Schöneberg foi o antigo centro político ocidental. Hoje é a localidade ideal para quem deseja aliar uma agitada vida noturna a áreas residenciais bastante tranquilas. Bares, restaurantes, lojas voltadas à moda alternativa e uma grande diversidade em lazer estão por aqui, inclusive a segunda maior loja de departamentos da Europa, a KaDeWe. Apesar de não estar “colado” com o centro, o bairro possui bons acessos através do transporte público.

bairro berlim

Kreuzberg

Inicialmente habitado por turcos e posteriormente tomado por punks, ativistas e artistas de vanguarda e famílias inteiras de trabalhadores, hoje o bairro se reinventou, mas a comunidade local permanece engajada em preservar essa identidade rebelde que caracterizou Kreuzberg. O bairro se tornou uma localidade com imóveis mais valorizados, importantes museus e muita oportunidade para jovens empreendedores.

Friedrichshain

Antes escondido pelo Muro de Berlim, este é um antigo bairro de trabalhadores tão alternativo quanto seu vizinho Kreuzberg, mas com um toque de burguesia concedido pelo outro vizinho Prenzleuer Berg. A noite por aqui costuma ser bastante agitada devido às inúmeras casas noturnas e bares com música ao vivo. No entanto, isso não é problema para quem mora por aqui – é possível escapar com tranquilidade das áreas mais badaladas sem sair do bairro.

Neukölln

Mais um bairro vítima da gentrificação, inicialmente Neukölln era o lar de proletários e imigrantes. No entanto, devido a relativamente recente quantidade de comércios e galerias de arte, o custo de vida por lá aumentou, assim como a quantidade de turistas e imigrantes cheios da grana.

Morar em Berlim fora do centro

Apesar de ser possível ficar longe da agitação e dos altos custos vivendo em um bairro mais central, existem aqueles que preferem sair da zona do “ring”, como é chamado o “anel” por onde a malha ferroviária e de metrô transita em maior frequência.

Esses bairros oferecem residências em espaços maiores, uma maior concentração de áreas verdes, tranquilidade, além de serem bem mais baratos para se viver. Alguns bons exemplos estão em Lankwitz, Baumschulenweg e Zehlendorf. No entanto, para morar fora do centro é preciso ter um melhor planejamento quanto a transporte público, já que depois das 22h a quantidade de trens e ônibus é escassa.

Morar em Berlim: transportes públicos

Uma das maiores vantagens de se morar em Berlim é utilizar o transporte público, que realmente funciona. De maneira integrada, metrô, ônibus e tram (trem de superfície) permitem que você transite entre eles usando um só bilhete. Os valores são tabelados e funcionam da seguinte forma:

  • Passe simples: 2,80€
  • 4 passes simples (pacote): 9€
  • Passe para curtos trajetos: 1,70€
  • Passe diário (uso ilimitado): 7€
  • Passe mensal (uso ilimitado): 81€

O horário de funcionamento dos transportes públicos é outro ponto que chama a atenção para morar em Berlim. Afinal, aos finais de semana eles funcionam 24 horas. Durante a semana o metrô fecha perto da 1 da madrugada, mas ainda existem ônibus circulando a noite toda. Ou seja, não é preciso ficar preocupado em ter de pegar um táxi para voltar para casa.

No entanto, se apesar do bom transporte púbico você quiser viver como um verdadeiro berlinense, é possível comprar uma bicicleta para se locomover (preços começam em 100€) e aproveitar as inúmeras ciclovias que cobrem a cidade.

Comidas típicas

Se pretende morar em Berlim, identificar-se com a gastronomia local é fundamental. É verdade que alemão é fã de batata, cebola, salsichas, pepino e muito repolho, o que deixa os pratos típicos um tanto quanto pesados. Mas numa cidade tão cosmopolita, pode ser até difícil encontrar comida alemã. Veja algumas dicas do que provar.

bola de berlim

Berliner pfannkuchen

Também conhecido como bola de Berlim em Portugal ou simplesmente sonho aqui no Brasil, o Berliner pfannkuchen é a receita original desse tentador doce de massa frita, recheio de compotas (ou ainda chocolate, champagne, licor ou sem recheio) e açúcar polvilhado. Ao contrário das suas variações pelo mundo, o doce berlinense tem seu recheio injetado após a fritura do pão.

Berliner rinderschmorbraten

Também tradicional de Berlim, estamos falando sobre um assado de carne regado a cerveja. A carne é temperada com cravo-da-índia, tomilho, mostarda e louro. Em seguida, vai ao forno com cenoura, vinagre e, claro, cerveja tipo weissbier. Costuma ser servida em fatias, regada pelo molho e acompanhada por ervilhas, batatas e cenouras.

Eisbein mit Sauerkraut

Como não podia faltar, joelho de porco e chucrute também fazem parte da culinária típica berlinense. Geralmente, vai à mesa acompanhado também de purê de peras. O preparo da carne é feito a partir do cozimento em água temperada com cebola, pimenta-do-reino, louro e sal durante até quatro horas. O chucrute refogado e cebolas são adicionados por cima da carne, já no prato. O purê vai ao lado.

Königsberger klopse

Um dos pratos prediletos dos berlinenses, essas são almôndegas de carne, elaboradas com carne de porco, ou de boi ou vitelo, pão branco, cebola, ovo, anchovas e temperos. A seguir, são cozidas em caldo de carne e refogadas na manteiga com cebolas e alcaparras. O molho que vai ao final leva creme de leite, e acompanha o prato ao lado de mais uma dose de chucrute.

Berliner kalbsleber

O fígado de vitelo é comumente consumido por toda a Alemanha, no entanto Berlim tem um modo de preparo diferenciado do prato. Ele consiste em empanar fatias da carne com farinha e fritar na manteiga enquanto recebem o tempero. O prato é servido junto a rodelas de cebola, purê de batatas e maçãs refogadas.

Trabalhar em Berlim

Para trabalhar em Berlim, é preciso muito mais planejamento. Afinal, detalhes fundamentais como a fluência em inglês ou alemão são decisivos. Se você for um profissional de mão de obra especializada, o alemão deve ser requisito para entrar em grandes empresas.

Confira alguns dos principais sites de emprego na Alemanha para consultar as vagas abertas (em sua grande maioria, disponíveis apenas em alemão).

Berlim é a cidade das start-ups e dos projetos que estão fervendo, a ponto de ganharem o mundo. Portanto, precisam-se de profissionais de calibre para fazer acontecer. Engenheiros, desenvolvedores, pesquisadores, designers, especialistas em cyber security e tantas outras profissões “do futuro” têm espaço na capital alemã.

Mas não se esqueça que para conseguir um bom emprego no país alguns fatores podem facilitar o processo, como conseguir um visto (de trabalho, se conseguir a vaga a distância), falar preferencialmente o alemão e estudar muito as oportunidades de trabalho disponíveis. Aqueles que possuem cidadania europeia têm mais facilidades, e podem até receber subsídio do governo até conseguirem um emprego.

Não perca ainda nosso artigo com tudo sobre a Alemanha.

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Autor

Brasileira, tem formação em Design de Games e Comunicação em Computação Gráfica. Apaixonada por tecnologia, cinema e literatura, desapegou e foi viver na Europa em 2015. De volta ao Brasil, hoje é grande entusiasta de um estilo de vida quase nômade.